Erros, apenas novos

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Nos últimos dois anos os dirigentes avaianos tiveram oportunidade de adquirir muita experiência sobre os erros mais comuns do futebol. Cometeram todos, esgotaram os produtos das prateleiras no supermercado das lambanças. Dentre estes pinço a lerdeza de atitudes e por isso gostaria de pinçar duas questões que precisam ser analisadas de imediato.

A primeira é a fuga dos torcedores do estádio. Ontem, apesar do bom horário, do clima ameno, do ingresso com preço normal e com o time vindo de uma vitória, ainda assim foi mantida a média de 3.500 almas por partida. Os cartolas, por teimosia ou desconhecimento, não fazem nada de prático para iniciar uma reaproximação com o torcedor. Com lançamento têxtil pela internet é que não será.

O outro ponto diz respeito a evidente falta de atitude do treinador azurra. O grupo já está junto há quase dois meses, estamos na terceira rodada do Estadual e o que vemos ainda é um amontoado de jogadores em campo. Sabemos que escalar jogadores no Avaí, clube que prioriza as relações com empresários, é sempre um parto de cócoras, mas Mauro Ovelha aparenta ter medo até para efetuar substituições urgentes durante a partida.

Por dois jogos consecutivos Palhinha entrou em campo e o rendimento do time melhorou. Que não seja titular na próxima partida até conseguimos entender (força do empresário de Robinho?), mas causa estranheza tanta morosidade para confiar nesse rapaz. O mesmo pode ser dito em relação ao setor de ataque, cuja virgindade de gols só foi tirada por Laércio, garoto da base que não consegue ser pior que Capixaba. Tudo bem que Mauro seja mais um pau mandado, a gente sabe que no Avaí as coisas são complicadas, mas pelo menos aja durante os 90min, quando os caras estão longe no camarote.

6 comentários:

E M Í D I O J R. disse...

Gerson,
o time é fraco, o grupo é fraco. Essas duas vitórias mascaram a mediocridade do elenco. As contratações não foram baseadas no critério qualidade e sim, no "disponível no mercado". Neilson e Capixaba, por exemplo, poderiam fazer parte do elenco passado, tamanha falta de qualidade. Talvez com a volta dos lesionados e com a chegada de Nunes e Gilmar ( será outro Dinélson??)possamos aspirar qualquer coisa não vexatória. Quanto a presença de público, te garanto que o amor é incondicional, mas Zunino, Arini e cia, não permitem uma reaproximação. Zunino, aliás, é um caso a ser estudado, pois, não tem clima para continuar e não "larga o osso". Se fosse Avaiano mesmo e, pensasse no futuro do Clube, teria procurado outros "notáveis", como Eduardo Gomes, por exemplo e daria suporte a um novo projeto. Voltanto ao elenco, alguns casos são perdidos, como Robinho e Diogo Orlando. Eles, para fazer justiça, podem ser bons de grupo e, apenas isso. Apostar em Diego Palhinha, como solução é outro erro. Como frisei acima, ele estava disponivel no mercado e a preço muito baixo. É Gerso, tudo indica que o ano de 2011 ainda não terminou.

Isac disse...

Gerson, dessa vez terei que descordar de ti qunto a demora. Ele colocou o Palhinha no intervalo, o Laércio com 11 minutos e o Maurício com 20/22 se não me engano. Ou seja, se alguém lesionasse depois, já era. Ontem acredito que ele tenha agido nos tempos corretos, apesar de deixar o Robinho pra sair por último.

Eron disse...

Assino com o Emidio Jr., perfeito!

Rose+Roberto=João Marcus disse...

Outra fuga evidente é de investidores e de empresários interessados em associar o nome de sua empresa ao do Avaí, pelo que pude ver pelo PFC apenas umas 10 placas publicitárias vendidas, já contando as dos escassos patrocinadores de camisa.

Cleberson Carlos Adriano disse...

O Isac sintetizou bem o que eu queria dizer. Penso que o Mauro Ovelha foi muito ousado, queria muito vencer.

Carlos Galdino disse...

Não concordo que o Mauro Ovelha não tenha atitude. Nem que ele demorou para substituir. Dentro da absurda limitação técnica de jogadores que compõem setores cruciais (meio e ataque), o Ovelha tem feito milagre.

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