A hora do espanto

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avaí campanha ruim"Time na lanterna, o ídolo picou a mula, o goleiro tá vazando e nada de chegar reforços"

As marcas do futebol perdem

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Roubaram as camisas do futebol brasileiro
Por Rogrigo Borges - via blog Esporteino
Sou um defensor incansável do uso de terceiros uniformes. Se houver uma boa ideia, não me importo que meu time jogue de vermelho, cinza, azul ou amarelo. A terceira camisa tem de ser bonita e nada mais. As duas primeiras que devem ter seus desenhos tradicionais mantidos. Neste domingo, dizem, o Corinthians estreou um belo terceiro uniforme. Pena que eu não vi. Acho que ninguém viu.

O Corinthians, há muito tempo, esconde seu uniforme atrás de um um monte de marcas de patrocinadores que, desculpem, estou com preguiça de contar. Tem patrocinador até dentro do número, nas costas. Tem - ou já teve - na bunda. Não é uma exclusividade do Corinthians, mas foi o Timão quem começou o exagero, para bancar a ousada e bem-sucedida contração de Ronaldo.

Claro que todos vimos o uniforme do Corinthians, exagerei no primeiro parágrafo. Mas é impossível admirar uma camisa que divide espaço com tantas marcas. É informação demais. Há um São Jorge na parte da frente da camisa, e este sim passou sem que ninguém percebesse. Não estava brigando com o dragão, mas com uma fabricante de genéricos, um desodorante e com uma espuma de barbear.

O Corinthians tem, ao menos nacionalmente, uma marca incrivelmente valiosa. É um time que tem dezenas de milhões de potenciais consumidores. Por que, ainda assim, é preciso que um time deste tamanho transforme sua camisa numa cartela de rifa? “Escolha um nome e concorra a um relógio”. Não sei se escolho o desodorante de odor duvidoso, a escola de inglês ou a empresa de telefonia.

As camisas usadas hoje pelos times brasileiros são medonhas. Emporcalharam uniformes lindos como do Corinthians, do Vasco e do São Paulo. Não à toa, é cada vez mais comum ver modelos antigos, os “retrô”, nas arquibancadas. Custam mais barato e têm apenas o discreto logo do fornecedor de material esportivo. Quem nunca ouviu ou falou que “a camisa do Time X está linda sem patrocinador”? O clube não está ganhando o dinheiro do patrocínio, mas deixa exposta a mais importante das marcas: a sua própria.

É preciso que os pessoal de marketing reveja conceitos. Emporcalhar as camisas parece uma tendência, mas que tem de ser revertida. Clubes gigantes do país não deveriam ser obrigados a lotear o que têm de mais sagrado, a sua imagem. Não é possível que o dinheiro não possa ser obtido com apenas uma marca. Eu quero ver, antes de mais nada, o escudo dos times e as cores e detalhes das camisas, e não a marca do açougue do Seu Tião.

De Floripa e... gremista

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"Quem acompanhou o capítulo de ontem da novela Insensato Coração, da Rede Globo, viu que um dos protagonistas da trama revelou que é torcedor do Grêmio.

Pedro, interpretado por Eriberto Leão, disse que, apesar de ser de Florianópolis, é gremista por influência de um tio que o levava aos jogos no Olímpico.
Na cena em que o Tricolor foi citado, Pedro entrava na boate Barão da Gamboa discutindo futebol com André, personagem de Lázaro Ramos:

- Você vai falar do América agora? O cara que é de Florianópolis e torce pelo Grêmio, que é de Porto Alegre, vai falar do meu time?! - disse André.

- Eu já te contei que o meu tio era gremista fanático, me levava direto no Olímpico! Fica sabendo que em Florianópolis tem até flamenguista - revelou Pedro" Veja a cena aqui. Texto do blog Clube da Bolinha

Números que não batem

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Vamos falar de grana. Lembro de ter ouvido na semana passada uma entrevista do presidente Zunino afirmando que o Avaí receberia R$1milhão pela negociação de Marquinhos com o Grêmio. Já o atleta teria um up salarial de duas vezes e meia a mais. Achei muita grana para o Galego, que já recebia R$140mil mensais do Santos (o Avaí entrava com R$105mil), e pouco para o Leão da Ilha. Mas enfim, e la nave vá.

Se já estava insatisfeito com essa modesta bolada financeira, mais confuso fiquei ao ler na coluna de hoje do jornalista Polidoro Júnior que as bases financeiras podem ser bem menores que as divulgadas:
"Para não tocar mais no assunto Marquinhos, que já é passado: R$500 mil na mão e R$180mil de salário para o jogador, além de R$300mil para os cofres do Avaí e um outro atleta, que está por chegar. (...)".

Seria interessante se as informações da diretoria avaiana e da imprensa da capital batessem, pois estas que circulam pela cidade apresentam números bem diferentes.

Agora sim, virando a página 10

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Ontem tivemos o desfecho da novela "Vô num vô" de Marquinhos. Sua despedida teve um pouco de tudo: pedido de desculpas à torcida, desmentidos, confissão de ter jogado contra o Galo dispersivamente e com a cabeça longe do Avaí, agasalho com as cores do Grêmio e Zunino se posicionando mais como pai de jogador do que presidente de clube.

Fosse um Avaí com ações na Bovespa, a declaração de que orientou o ex-10 avaiano a aceitar a proposta do clube gaucho porque seria melhor para o galego e sua família, seria razão mais que suficiente para as ações despencarem com a consequente revoada de investidores.

Prefiro acreditar que tenha sido uma força de expressão politicamente correta, apenas para não dizer o que todos nós andamos pensamos em oculto ultimamente: bendito o dinheirinho que vai entrar do Grêmio, porque o futebol de Marquinhos não andava valendo os R$105mil investidos mensalmente. Que sejamos todos felizes a partir de hoje. Marquinhos incluso. Foto ClicRBS

As gigantes de material esportivo

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A empresa Global Sports Network fez um importante estudo sobre o mercado das marcas esportivas no futebol. Foram analisados 1665 clubes (de 119 países) e 209 seleções, para mapear a presença da Nike, Adidas, Puma, Umbro, entre outras . A Europa representou o maior número da pesquisa, com 40% dos clubes.

Clubes
Entre os clubes a Adidas é a líder vestindo 205 equipes (12.3%), seguida pela Nike com 159 (9.5%). O ranking segue com Puma (7.5%), Umbro (6.5%) e Lotto (3.5%). Dos clubes analisados se constatou que 462 não possuem fornecedora de material esportivo (27.7%).

Analisando somente a Europa, a Adidas segue na liderança do mercado, com 103 clubes (15.3%). A Nike aparece em segundo vestindo 95 clubes (14.1%), Puma em terceiro com 78 (11.6%) e a Umbro em quarto, com 71 equipes (10.5%).

Na África a Nike aparece em primeiro lugar, com 20 equipes (6.1%), seguida pela Adidas com 16 (4.9%). A surpresa fica para o terceiro lugar onde aparece a Diadora, que fornece para 13 equipes com 4.0% do mercado.

Na Ásia a Adidas volta a liderar, fornecendo para 58 clubes, enquanto a Nike está em 35 clubes. Puma (22) e Diadora (13) completam o ranking. Já na América do Sul o cenário muda completamente. A líder do continente é a Puma com 14 clubes (15.3%), seguida pela Umbro com 12 (14.1%) e Lotto com 11 (11.6%). A Adidas só apareceu em sexto lugar no ranking com 7 clubes e a Nike em décimo segundo lugar, com 4 equipes.

Na América do Norte o predominio é da Adidas, uma vez que em contrato com a MLS, liga norte-americana de futebol, ela fornece para todas as 18 equipes da liga. A Nike apareceu em quarto lugar do ranking com 3 clubes. A partir de uma análise destes dados, nota-se que Adidas e Nike concorrem fortemente na Europa e Ásia, enquanto Puma, Lotto e Umbro acirram a disputa na América do Sul.

Seleções
Entre as seleções, a Adidas volta a liderar. Das 209 seleções analisadas, a empresa alemã está em 43 nações (20.6%). A Nike aparece em 28 seleções (13.4%) e a Puma em 22 (10.5%). Na Europa, América do Sul e Ásia, a Adidas está na liderança do ranking. A Nike lidera apenas na América do Norte. A Puma é líder absoluta do mercado africano e na América Central é a Joma. Fonte: GSN, Máquina do Esporte e MKT Esportivo

Sai M10, entra R40epoucos

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É...

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Até presidente do Avaí aconselha Marquinhos a se transferir - Via ESPN
Só um desastre impede o meia do Avaí Marquinhos de se transferir para o Grêmio. Depois de o clube gaúcho anunciar, nesse domingo, que a contratação está praticamente certa, hoje o próprio Avaí aconselhou o jogador a se mudar.

“Ele - Marquinhos - pode ter uma receita três vezes maior do que teria agora. Como presidente, não posso deixar de dar o absoluto apoio e até orientar, como tenho feito, que ele deva aceitar. É uma coisa que ele não pode recuperar quando a idade avançar um pouco mais. Nenhum profissional em sã consciência poderia deixar de aceitar”, disse o presidente do clube catarinense, João Nilson Zunino, em entrevista à Rádio CBN/Diário.

Segundo Zunino, uma reunião nesta tarde deve concretizar a ida de Marquinhos para o Grêmio. Aos 29 anos, o jogador sairá do Avaí pela quarta vez em sua carreira.

Vamos aceitar a realidade

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A primeira realidade é que o Avaí está se enfraquecendo para a série A. Boa parte dos que chegaram no início da temporada não dão nem pro sal da sopa, Marquinhos já é carta fora do baralho, Renan e Julinho estão nos ameaços e Mauro Galvão anda mais jururú que canário na muda.

O segundo choque de realismo é que desde 2008 - pelo menos - todo jogador do elenco que foi desejado por outro clube acabou sendo levado
sem maiores dificuldades. Chegando com dinheiro vivo no Carianos leva quem quiser em qualquer época do ano. Então, se Marquinhos saiu é porque a diretoria avaiana tinha todo o interesse no negócio.

Há anos o Avaí é um clube eminentemente vendedor. Sua missão principal deixou de ser a conquista de títulos e passou a ser a quitação das dívidas, atitude mais que correta para quem quer continuar com o nome limpo na praça. Fosse eu e você os credores de mais de R$30milhões por certo apoiaríamos cada um dos últimos desmanches.

Por último e antes que o leitor argumente que esse pagamento poderia ser feito de maneira menos arriscada, lembro de uma terceira realidade, aquela que aponta para a aprovação unânime desse formato administrativo nas últimas eleições do Avaí. Até segunda ordem tudo está dentro do planejado e com nossas bênçãos desde o início.

A claque pagante

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O Atlético vencia o Avaí por 3x1. Marquinhos tinha sido vaiado pelo torcedor por praticamente todo o segundo tempo. Isolado em campo, como de prache pelo esquema montado por Silas, o cérebro pensante do time não via a bola e também não fazia grande esforço para buscá-la.

Faltavam 10min para o fim do jogo. Silas, numa atitude conhecida no meio como trairagem, faz a placa levantar indicando a substituição do Galego por Strada. A estrela, o jogador mais criticado naquele momento seria sacado para a entrada daquele que todo o estádio chamava desde sempre. É claro que era a a deixa para que Marquinhos fosse ainda mais vaiado. Isso não vai dar certo, pensei.

As vaias realmente triplicaram. Marquinhos sai pela lateral, Silas estende a mão de lado, Marquinhos se aproxima e a toca como prova de respeito. Isso não existe. Era para a crise de relacionamento ter se instalado ali mesmo: "Como assim, professor? Me entregar de bandeja aos urubus?".

Fim do jogo e Marquinhos declara-se desrespeitado pelo... torcedor. No dia seguinte a informação que já estava tudo acertado com o Grêmio. Mais algumas horas e a imprensa noticia que as vaias foram a gota d'água para a decisão da saída do 10 do Avaí. Aí eu entendi tudo.

Como nos programas de auditório, onde um público pré-selecionado é pago para aplaudir nas horas previamente combinadas, na Ressacada fomos figurantes do último capítulo de uma novela com roteiro já escrito. A única diferença é que ao contrário daqueles dos programas de TV, não recebemos nada e ainda pagamos para atuar. Sim, eu e você somos dois tansos.

Vamos compartilhar

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avaí bin
Que a crença do torcedor seja compartilhada pelo time, comissão técnica e dirigentes do clube.

Três atitudes diferentes

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Aos 22min do primeiro tempo os zagueiros mineiros tocavam a bola em sua intermediária descontraidamente. Bola pa cá, bola pra lá. Atacante, meias e volantes avaianos apenas marcavam com olhos. Gustavo Bastos, zagueiro, arma um pique desde sua área, passa pelos companheiros "olhantes", pressiona a troca festiva de passes e força o jogador do Atlético a aliviar a bola pela lateral. Atitude de quem tem sangue nas veias e vergonha na cara.

Segunda atitude
Strada entrou por volta dos 35min da etapa final. O placar já era de 3x1 para o Galo e nada mais poderia ser feito para desfazer a lanterna da série A pela segunda rodada seguida. Esqueceram de dizer isso ao colombiano. Correu por todo o campo, atacou, pressionou os zagueiros, deixou Maurício Alves cara a cara com o goleiro e em 10min correu mais que todos os seus companheiros em 90min. Atitude de quem sabe o que ganha e faz por merecer cada centavo.

Terceira atitude
Marquinhos, o maior salário do clube, mais uma vez apático em campo, torna-se o protagonista de uma atuação sofrível dos onze azurras mais seu técnico. É vaiado e não demonstra reação. Ao final declara que esse pode ter sido o último jogo pelo clube e reclama do torcedor: “Depois de tudo que a gente fez pelo clube, é isso aí que eles dão em troca. É como eu falei, é isso aí que a gente merece. Depois de vários anos vitoriosos pelo Avaí, apenas começo de campeonato, e eles vêm aqui vaiar”. Atitude de quem foi ídolo. Fonte base FutebolSC

Um time desalmado

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Já são três derrotas consecutivas do Avaí, e todas com os mesmos requintes de... preguiça. Flamengo, Vasco e Atlético/MG não tiveram maiores dificuldades para vencer um time apático, desanimado, desarrumado e aparentemente sem comando.

É um filme que está se repetindo ao longo de toda temporada, com intervalos comerciais de bons jogos isolados, de apresentações onde o torcedor avaiano acreditava que "agora vai". Não vai, não foi, não está indo à lugar algum, a não ser a entregada do tri estadual, a perda do sonho da Copa do Brasil dentro de casa e agora a lanterna do Brasileirão.

A derrota de 3x1 para o Galo Mineiro foi justa. Três gols tomados à partir de escanteios e cabeceadas pelos zagueiros adversário com extrema liberdade. Lá se vão cinco meses e nada de um treinador arrumar a zaga do Avaí, ou melhor, o time inteiro.

Diferente de 2009, quando os comandados de Silas penaram nas 10 primeiras rodadas, lá a gente sabia que o time era bom e que os resultados não estavam fazendo jus às belas apresentações em campo. Era uma questão de tempo para a recuperação. E foi mesmo.

Em 2011 não enxergamos time, elenco, treinador e contratações que possam promover a necessária revolução.
A luta contra o rebaixamento já começou e se nada for feito imediatamente haverá de perdurar pelas próximas 36 rodadas até ser tarde demais para uma virada de leme.

Vencer hoje é fundamental

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avai atleticoEssa foi a chamada para Avaí x Atlético/MG em 2009, nosso primeiro jogo na série A após longos 30 anos de ausência. Alguns dias antes disputamos e vencemos a final do Campeonato Catarinense contra a Chape. Se nesse ano não vencemos o estadual, o fato é que a partida de hoje é muito importante para o moral do Leão da Ilha.

Uma vitória pode ser dar o oxigênio tão necessário após uma semana pra lá de atribulada. Já a derrota nos deixa numa situação muito complicada, quase garantia de lanterna da competição. É a segunda rodada do Brasileirão, portanto, a segunda decisão de um total de 38. O texto pode ser meio piegas, mas acredito em cada vígula dele.

The Oscar goes to

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Blá, blá, blá... e já temos o nome dos dois avaianos sorteados com um ingresso de camarote para o jogo de daqui a pouco entre Avaí e Atlético/MG que há de ser a ressurreição do Leão.

O leitor do blog sorteado pela minha filhota na sacolinha de prasco do Ziazi foi Jairo Batistela. Infelizmente não há foto ou filme do sorteio pois só descobri há poucos minutos que a bateria da máquina estava arriada. Já pelo Twitter a premiada foi Carolina Linhares, sendo que a incumbência da escolha ficou a cargo do site Sorteie.me

Ambos devem enviar e-mail para avaixonados@hotmail.com até as 14hs de hoje a fim acertarmos os detalhes para entrega dos ingressos. Essa promoção é um oferecimento de Brahma, a cerveja oficial do Avaí. Plim, plim.

As muitas missões de hoje

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Sair da lanterna é a missão número um do Avaí hoje diante do bom time do Atlético/MG. A missão número dois é conseguir vencer mesmo em pleno momento de lambeção das feridas pela desclassificação da Copa do Brasil. A número três é jogar para escanteio todo o clima desagradável que se forma a cada notícia de um clube interessado num "medalhão" avaiano.

O desafio quatro é Silas finalmente se dar conta que as artes do ocultimos, adivinhação e jogo de cintura não são seu forte. Stopar as improvisações à lá Harry Potter é base fundamental para que o Avaí finalmente tenha uma cara. Cara essa que todos dessa ilha desconhecem.

A missão de número cinco depende de nós, os torcedores do Leão da Ilha. É juntar tudo o que sobrou de nossa catarse emocional negativa e partir rumo à Ressacada para fazer o nosso feijão-com-arroz: torcer. Embora relegado à segundo plano pela última moda das administrações esportivas Brasil à fora, esse apoio que vêm das arquibancadas continua sendo indispensável para um time que precisa levantar a cabeça e dar a volta por cima.

Ingressos de camarote na faixa

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E aí, vamos dar fim nessa cara de bunda pela eliminação da Copa do Brasil? A vida segue, meu querido, e pra provar que ela pode ser ainda melhor, lá vai mais um sorteio de dois ingressos de camarote para o jogo de amanhã entre Avaí x Atlético/MG na Ressacada.

Novamente dividirei os tickets cedidos pela Brahma entre os leitores do blog e os seguidores do
Twitter. Estes últimos, por sinal, já estão participando automaticamente do sorteio de amanhã através do site Sorteie.me

Já para os leitores do blog, a participação se dará mediante palpite de placar para o jogo nesse mesmo post. O sorteio será feito com o nome de cada um dos chutadores escrito num papelinho, recortado individualmente, jogado dentro de uma sacola do Ziazi, e pinçado por minha filhota com os olhos devidamente fechados.
Tá valendo. Resultado dos dois vencedores amanhã ao meio dia.

Na espuma da onda

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Não sei se você notou, mas após a derrota para o Vasco essa é a primeira vez que escrevo algo de próprio punho. Ontem só teve texto "dos outros" e uma montagem antiga que foi reaproveitada. Não que faltasse raiva, desilusão ou motivos de elogios a serem feitos, não. Deu um tilt no blogueiro.

Os dias que se seguiram também não tiveram nada de ameno. Não bastasse a eliminação do Avaí da Copa do Brasil, ainda mais nas condições em que ela aconteceu, de súbito somos ivadidos por um tsunami de notícias que falam de um provável mini-desmanche do elenco avaiano. Nem nos recuperamos ainda da ducha de quarta e já estamos nos afogando nas espumas asfixiantes desse terror que nos assombra a cada temporada.

Sei que desde 2009 o Avaí se tornou um clube eminentemente vendedor. Tem que fazer caixa, juntar as merrequinhas de todos os lados e ver se consegue abater pelo menos 10% ao ano daqueles R$30milhões devidos ao patrocinador máster do Leão, o Zuzu. Mas assim, uma atrás da outra, sem tempo para descansar as emoções, sinceramente é demais. Creio que estamos todos atordoados.

Até breve

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Assim como o Avaí na Copa do Brasil, essa semana marca minha despedida desse espaço no Avaixonados. Esperava sinceramente ir pelo menos até a final da Copa do Brasil, mas não deu. Embora possa parecer reflexo da frustração pela eliminação do time, a decisão já estava tomada há alguns dias: iria apenas até onde o Avaí conseguisse chegar nesses mata-matas. Infelizmente, isso aconteceu duas semanas antes do que eu havia previsto.

A partir de hoje, passo a me dedicar a outros projetos, pessoais e profissionais. O futebol estava tomando uma amplitude muito grande na minha vida e isso começou a me fazer mal. Família, amigos e compromissos sociais passaram a ficar pra “quando desse”, ou seja, pra quando não tinha jogo do Avaí. E, quando tinha, era um dia inteiro - às vezes, como nessa semifinal, vários dias - apenas em função do time. Me tornei um detestável zumbi, cujos pensamentos e assuntos tinham a ver apenas com o time e seu desempenho.

O futebol estava tomando conta da minha vida e, depois de mais de quarenta anos vendo muita coisa - boa e ruim - nesse meio, decidi que é hora de dar um tempo. Não vou deixar de ser avaiano nem de torcer, é claro, mas passo a olhar o futebol mais à distância, sem tanta paixão nem o sofrimento inerente. Chega de roer as unhas, de ter dor de estômago e passar mal acompanhando o time.

Futebol pra mim, agora, é apenas lazer - como deve ser. Não me privarei mais de atividades sociais ou da interação com meus amigos e familiares porque “tem jogo do Avaí”. Quando não tiver outro compromisso, aí sim, estarei junto com o time. Vou inverter as prioridades, colocando meu bem-estar e de minha família em primeiro lugar.

Admiro as pessoas que conseguiram conciliar as duas coisas, futebol e vida pessoal. É hora de repensar os valores e decidir o que realmente vale a pena. Cada um, a seu modo, que faça uma reflexão a respeito e tire suas próprias conclusões. Por favor, não estou criticando quem dá sua vida pelo clube que ama. Apenas decidi que isso não está valendo a pena pra mim. É uma decisão pessoal, cada indivíduo que conduza sua vida como melhor lhe aprouver.

Por fim, agradeço muito ao Gerson pela oportunidade de escrever nesse espaço tão prestigiado. E, claro, deixo um agradecimento especial às pessoas que gastaram seu tempo lendo as “mal-traçadas linhas” que postei durante esse tempo. A todos, meu melhor muito obrigado, com a certeza de que nos “cruzaremos” por aí, qualquer dia desses. Fiquem com Deus e um grande abraço a todos. Marcelo Herondino

Emoções garantidas para a série A

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Trollando nosso zagueiro-artilheiro

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A secretária de um alto executivo de uma mega-empresa avisa ao chefe que tem 600 currículos na mesa dela, esperando a análise para contratação. Ele diz:
- Me traga os primeiros 40 da pilha e jogue o resto fora.
Ela questiona:
- Mas 560 vão pro lixo. E se o candidato ideal estiver entre eles?
O chefe responde:
- E eu preciso de gente azarada do meu lado?

Tchau Revson! Comentário do leitor Renato

Beirando a perfeição

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"O maior mérito da equipe de Ricardo Gomes, agora invicta há 18 partidas, foi a atitude impositiva, ditando o ritmo e buscando o gol desde o início, sem se importar com a pressão da Ressacada lotada.

A sorte ajudou na infelicidade de Revson, que cabeceou para trás fora do alcance de Renan logo aos quatro minutos. Tudo que o Vasco precisava para ganhar confiança. Tudo que o Avaí, com a vantagem do empate sem gols, tentou evitar com postura mais cautelosa e reativa. O time de Silas ficou catatônico e assistiu ao passeio de um adversário organizado e saturado de personalidade no primeiro tempo. A melhor atuação vascaína na temporada.

Taticamente, o 4-3-1-2 cruzmaltino foi armado para bloquear as descidas do ala esquerdo Juninho com Allan e Eduardo Costa e impedir os cruzamentos William e o trio de zagueiros do 3-4-2-1 do time catarinense nas bolas paradas com Dedé, Anderson Martins e Romulo, de volta ao time atuando mais fixo à frente da defesa.

Ofensivamente, a estratégia era sair com passe certo e triangular pelos lados explorando as costas de Romano, canhoto lateral-esquerdo inexplicavelmente escalado à direita, e Julinho, principal arma ofensiva do time mandante. Diego Souza novamente se posicionou mais à frente, matando a sobra da defesa adversária. Como Acleisson não dava conta de Felipe no meio e o Avaí precisava atacar, Marcinho Guerreiro não pôde recuar para acompanhar o meia-atacante, como fez em São Januário.

Depois de empilhar chances, inclusive um gol feito perdido por Alecsandro em jogada de Éder Luís às costas de Julinho para cima do atrapalhado Révson, o contragolpe preciso passou pela dupla de ataque vascaína e achou Diego Souza, que encobriu Renan com categoria.

Silas mudou ainda na primeira etapa, trocando o perdido Acleisson, que já tinha cartão amarelo, por Rafael Coelho e repaginando sua equipe num 3-1-4-2. Julinho, novamente o melhor do Leão da Ilha, só encontrou espaços às costas de Allan uma vez. Mas acertou a trave. O maior déficit do Avaí, porém, era psicológico. O time se abateu demais com a desvantagem e só se recuperou do duro golpe e pressionou a partir da segunda metade da etapa final. Quando já era tarde demais.

O colombiano Estrada substituiu o apático Marquinhos Gabriel no intervalo e melhorou a produção do meio-campo. O meia perdeu boa chance à frente de Prass. Dedé, impecável mais uma vez, bloqueou a conclusão. Robinho entrou no lugar de Romano e criou algum perigo pela direita.

Mas o Vasco já era absoluto. Os números deixam claro: 21 a 14 nas finalizações, apenas nove faltas contra 17 do Avaí e muito menos passes errados: 52 a 96. O domínio era estratégico e técnico, mesmo com inferioridade na posse de bola (44% x 56%).

Alecsandro teve gol mal anulado completando jogada iniciada com drible espetacular de Diego Souza, o melhor em campo. As mexidas de Gomes - Márcio Careca e Bernardo nas vagas dos lesionados Ramon e Éder Luís, e ainda Jumar no lugar de Felipe no final - serviram muito mais para renovar o fôlego da equipe. Porque a atuação do finalista da Copa do Brasil, agora com status de favorito, tangenciou a perfeição em Florianópolis". André Rocha, analista no blog Olhar Tático

Parabéns, Silas

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Ainda de ressaca pelo amargo resultado de ontem, quero aproveitar para parabenizar, sinceramente, o treinador Paulo Silas. Parabenizá-lo, inicialmente, por ter conseguido levar um time medíocre às semifinais de uma competição difícil e concorrida como a Copa do Brasil; parabenizá-lo por ter conseguido, nessa mesma semifinal, arrancar um bom 1x1 na casa do adversário, trazendo a vantagem para o segundo jogo em casa.

E também “parabenizá-lo” - agora com aspas - por ter feito uma multidão de otários acreditarem que era possível ir mais longe e sonharem com um título inédito, e por ter destruído tudo isso em um único jogo, com uma escalação covarde e péssimas substituições.

As invenções
Pra não dizer que faria o simples, o “professor” saiu jogando com os fósseis Romano e Acleisson, descobertos pelo mestre-fail Benazzi e desenterrados agora pelo pastor. Enquanto isso, Émerson Nunes, Estrada e Rafael Coelho sentavam-se no banco de reservas, vendo mais uma vez William sozinho entre os grandalhões zagueiros vascaínos e a ala direita desprotegida.

Ora, era tudo que o adversário podia querer: sem ninguém na frente para segurar o ímpeto ofensivo do Vasco, eles saíram pro ataque sem medo de ser feliz e, claro, de sofrer algum contra-ataque mortal. E bastaram apenas 3min para o “castelo de sonhos” começar a desmoronar: Révson, de novo, marcou contra de cabeça, dando sinais que a tão esperada noite viraria um pesadelo.

Depois de assistir 30min de um passeio vascaíno sem que o Avaí criasse uma única chance de gol - ao contrário, escapou de levar mais uns três, pelo menos - Silas resolve colocar no time Rafael Coelho que, coitado, entrou “mais perdido que cego em bingo”, assim como o restante do time.

Com direito a olé
Quando eu já me dava por feliz com apenas um a zero, eis que surge o segundo gol do Vasco, daquele que fez a diferença no jogo: Diego Souza, o “dez” vascaíno, que deitou e rolou com direito até a humilhação, enquanto do outro lado nosso camisa dez praticamente andava em campo, numa letargia de dar dó. E ali tinha acabado o jogo.

Voltamos pro segundo tempo com Estrada no lugar de Marquinhos Gabriel e começamos a jogar uma verdadeira “pelada”, lançando bolas na área de qualquer jeito. Um falso domínio, facilmente controlado pelo Vasco. Pra fechar o caixão, Silas veio com a tradicional substituição “agora vai”, colocando Robinho no lugar de Romano. Ali, deu vontade de ir pra cama, mas por dever de ofício aguentei o sofrimento até o fim, sem ver nada mais de diferente no jogo. Sem mais. Marcelo Herondino

O sonho do Avaí acabou

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"Acabou com o time perdendo para o Vasco sem oferecer qualquer tipo de resistência. Quarenta e cinco minutos que acabaram com a grande chance que o time tinha para chegar na Libertadores. Um sonho que começou a desmoronar aos quatro minutos de jogo, com o gol contra (de novo) de Révson.

Mas não foi o tal gol contra o responsável pela péssima atuação. Durante a semana, todos usaram um discurso duro, contundente, focado na decisão desta noite. Chegou o jogo, e o tal discurso não apareceu em campo.


O Vasco passeou em campo no primeiro tempo, e o Avaí solenemente assistiu. Não aceito o discurso de que "o Vasco fez uma partida perfeita", "foi impecável", essas coisas. Como dizer isso se o time enfrentou ninguém, um adversário bagunçado que abusou do chutão e sequer pensou em organizar uma jogada de meio-campo para chegar no gol de Prass? Classificação sem estresse.

O time entrou acuado, nervoso, e quando perdia a partida, não buscou o ataque como deveria. Silas, aliás, que tirou Acleisson ainda no primeiro tempo e desmontou a marcação sobre Felipe, colocou Romano em uma posição que nunca havia atuado e não abriu mão dos três zagueiros nem mesmo quando perdia por 2 a 0. Ele deveria saber que, se abrisse o time, poderia tomar mais....


Não deu para chegar na decisão, e agora é pensar na Série A, onde a derrota de hoje expôs várias falhas que vinham sendo de certa foram acobertadas pela boa campanha na Copa do Brasil. Marquinhos, de péssima atuação hoje, está indo embora, dando espaço para que o clube procure uma melhor opção pro seu setor de criação. Outros jogadores poderão sair dando início a um novo time que encarará o resto do ano.

O Avaí chegou longe? Talvez. Mas que pelo menos fosse eliminado jogando com a mesma vontade de outras partidas. Há de se ter cabeça feita em momentos decisivos. E hoje, os jogadores azuis não tiveram". Texto do jornalista Rodrigo Santos

Qué qui deu?

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plinio02Meia-noite em ponto. À essas alturas a partida entre Avaí x Vasco já deve ter chegado ao fim e esse blogueiro ainda está parado na bixa da Ressacada. Milagres da modernidade que permitem a programação de postagens. Mas e aí? Ganhemo, perdemo ou só empatemo? E classifiquemo?

Entrevista com Silas

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Como fazer para que a final venha sem sustos?
É complicado. A gente joga contra um adversário qualificado, que tem um sistema de jogo parecido com o da gente. Fora de casa, o Vasco tem jogado até melhor do que dentro de casa. Na minha opinião, este jogo é um prêmio para o Vasco e para a gente. Nos últimos anos, o Vasco não tem disputado decisões importantes como no passado, mas já ganhou Libertadores e é um time grande. O Ricardo Gomes (técnico do Vasco) reestruturou a equipe, então eles podem entrar para história, como o Avaí também pode. Tem tudo para ser uma grande jogo.

Então, o importante é não parar de lutar um minuto sequer.
Só ganhamos do São Paulo porque houve muita luta, entrega, companheirismo. Eles se gostaram dentro do campo. Falo muito isso. Não significa ficar passando a mão na cabeça do companheiro. A hora que tem que xingar é para xingar. Acabou o jogo, a gente se abraça. Se o time ganhou, perdeu ou empatou quero ver todo mundo entrando no túnel de cabeça erguida, ciente de que não deixou nada por fazer.

Tomando por base o primeiro jogo, o que o Avaí precisa fazer de diferente?
Eu falei para eles entrarem em campo e tirarem o foco das arquibancadas. Dentro de campo é que as coisas se resolvem. Nessa hora, a parte emocional é fundamental. De maneira alguma devemos menosprezar o adversário. Mas aqui na nossa casa somos um time muito forte. Entrevista editada do DC

Ranking de público da Copa do Brasil

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A média de público do Avaí na Copa do Brasil deve dar uma melhorada com o jogo de hoje. Com 8.104 pagantes, o Leão ocupa apenas a 25ª posição entre os 64 clubes que iniciaram a competição.

O Santa Cruz, dono da torcida mais apaixonada do Brasil, aparece na primeira posição com incríveis 46.681 almas em cada uma de suas apresentações. Na minha opinião, não há outra torcida que sequer chegue perto desse bando de loucos apaixonados de Recife.

Enquanto você está aí se preparando para acompanhar Avaí x Vasco, seja na Ressacada ou pela TV, aproveite para conferir parte do ranking de público da Copa do Brasil:

1 - Santa Cruz ...................... 46.681
2 - Goiás ............................... 28.526
3 - São Paulo ........................ 25.475
4 - Ceará .............................. 16.211
5 - Vasco .............................. 15.977
7 - Coritiba ........................... 14.908
25 - Avaí ................................ 8.104

Coisas da ansiedade

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Esse é provavelmente o post mais inútil destes dois anos de blog. Não tenho nada para dizer, até porque tudo já foi dito. Não sabemos a escalação do Avaí uma vez que Silas, acertadamente, não vai dar essa moleza para os adversários cariocas.

Chamar a torcida para a Ressacada, totalmente desnecessário. Os ingressos estão praticamente esgotados e nenhum avaino pretende voltar do Carianos com as cordas vocais intactas.

Hoje podemos testemunhar a história. Estamos todos nervosos, ansiosos, confiantes e em pânico. Tudo junto e confusamente misturado. Unhas, as minhas já se foram. Coisa triste essa agonia que o futebol cria na gente. Voltamos a ser adolescentes. Eita post tolo...

A receita do sucesso

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avaí vasco promocao

Chegou a hora!

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O torcedor avaiano deve ter acordado na manhã dessa quarta-feira com o estômago embrulhado e a garganta seca, sintomas de uma ansiedade que começou na semana passada e terá seu auge a partir das 21h50 de hoje, quando entraremos em campo para lutar por uma vaga na final da Copa do Brasil. E quando falo “entraremos” é em sentido quase literal. Assim como na partida contra o São Paulo, a participação do torcedor será mais uma vez fundamental para injetar ânimo e força na veia dos jogadores, levando o time mais uma vez a uma jornada épica.

Como classificar

Naturalmente, devemos ser inteligentes e tranquilos sem ser covardes. Simples, não? É preciso ter calma para conduzir o jogo sem no entanto ser sufocados nem deixar de agredir o adversário. Um empate sem gols nos dá a vaga, mas é muito perigoso esperar por ele. O Vasco é experiente e tem feito sua história nessa competição com resultados fora de São Januário. A diferença - que não é pequena - é que das outras vezes ele jogou a primeira partida como visitante, usando um contra-ataque mortal para decidir os jogos; agora, terá que se expor e poderá ser vítima do próprio veneno.

À exceção de Bruno e Diogo Orlando, teremos o time titular à disposição de Silas. Na zaga, deve entrar naturalmente Cássio sem qualquer prejuízo à qualidade do setor. A ala direita, no entanto, continua sendo o calcanhar-de-aquiles do Carianos. Teremos que ver mais uma vez o limitado - e assustador - Felipe caindo por ali, ou Silas inovará trazendo mais força de marcação para a beirada? Eu escalaria Émerson Nunes, que já jogou por ali ano passado com boas e seguras atuações. Outras opções são Acleisson e Gustavo. Independente de quem for o escolhido, qualquer crítica morre aqui. Na hora do jogo, pode ser até o Presidente Zunino de ala que apoiaremos até o fim.


A boa notícia é que Rafael Coelho vai pro jogo - e deve estar “babando” para mostrar serviço contra o ex-time. Apesar de ter sido criticado nas últimas partidas avaianas, anotem aí: vai deixar o seu e ser decisivo na classificação do Avaí, me cobrem depois.


O Vasco

A necessidade de vencer não deve deixar à vontade o treinador Ricardo Gomes, ex-zagueiro afeito aos times defensivos e fechados. Mas terá que se expor e conta com a experiência de seu time para tentar furar a defesa avaiana. Alecsandro, Éder Luís e Diego Souza são os trunfos vascaínos para a partida, além do manezinho Eduardo Costa, que volta ao time. Todo cuidado é pouco, seriedade do início ao fim é o que esperamos.

Pra finalizar

Entendo que o Avaí deva tocar a bola no primeiro tempo, sem dar muita velocidade ao jogo. Se não tomar gol na primeira etapa, pode matar o jogo na parte final, aproveitando do desespero que tomará conta da equipe carioca.

Ressacada cheia, é noite para o “camisa 12” fazer a diferença mais uma vez. Vamos todos sair roucos do estádio, incentivando nosso time até o apito final. Certamente, com essa força das arquibancadas terminaremos a noite comemorando o feito histórico.


Com certeza, o dia se arrastará lento, parecendo não querer chegar na hora da partida. A concentração já foi pro espaço, atividades pessoais e profissionais estão desde já prejudicadas, tudo isso em prol de um bem comum: o Avaí na final da Copa do Brasil. Mais uma vez, esperamos que a madrugada de quinta-feira seja invadida por uma grande festa azul e branca. Marcelo Herondino

Sinais, por Lédio Carmona

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"Silas e Ricardo Gomes escondem seus trunfos para a noite decisiva na Ressacada. As dúvidas do avaiano são mais claras. Diogo Orlando, que deve ser liberado para o jogo, ou Acleisson na cabeça de área. Tendência que o segundo seja mantido.

Na frente, o treinador já disse que aguardará o tempo que puder pelo artilheiro William. Então, não há suspense algum: o camisa 9 vai para o jogo. Na zaga, Cássio herdará a vaga de Bruno, suspenso. Time praticamente pronto. Perfil de muita marcação, com contra-ataques puxados por Julinho e Marquinhos Gabriel. Deu certo na Colina.

No Vasco, o mistério é pelo excesso de jogadores à disposição de RG. Fagner volta à lateral-direita. Acredito que Rômulo será o primeiro cabeça-de-área e Eduardo Costa, o segundo - Felipe Bastos no banco. Bernardo e Elton jogaram muito em Fortaleza, mas ainda não deve ser desta vez que estarão entre os titulares. Alecsandro e Diego Souza irão para o jogo.

O perfil de Avaí e Vasco aponta para uma repetição da ida em São Januário. Muito combate, porém com movimentação, velocidade e jogo aberto o tempo inteiro. Arbitragem de Leandro Vuaden, que deixa a partida ainda mais solta e não marca qualquer falta. Noite de gala na Ressacada. Palpite? Desista, meu caro". via Blog Lédio Carmona

Duas gratas surpresas

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Não sei quantos blogs avaianos temos à disposição na grande rede. É uma variedade de opiniões para todo tipo de torcedor, de todos os gostos e que curtem dar uma espiadinha no que cada um anda pensando em seus respectivos endereços virtuais.

Mais recentemente surgiram duas mulheres que, sinceramente, estão deixando a macharada com as barbas de molho: Fernanda Aline, colunista do portal FutebolSC e Carmem, blogueira do Elas Gostam de Futebol.

Além de excelentes escritoras, atributo desejável para quem se assanha a publicar textos para Deus e o mundo, possuem opiniões claras e diretas sobre os mais variados temas ligados ao Avaí.

Em tempos desse porre verborrágico onde tudo descamba para o bom-mocismo institucional, Carmem e Fernanda dão um balão no politicamente correto e nos brindam com textos fortes, honestos e que desafiam à reflexão. Pois foi assim, sem maiores cerimônias, que resolveram meter o nariz na outrora área eminentemente masculina do futebol. Duas inxiridas, é verdade, mas como impedí-las? Já era, meu amigo. É a mulherização da blogosfera e do bom e velho esporte bretão.

Amanhã, apenas o sol não vai

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avaí ressacadaFoto de Jamira Furlani - Avaí Num Click

Crime sem a menor cerimônia

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Embora o Estatuto do Torcedor deixe claro que o cambista é um criminoso da economia popular, pouco se faz para evitar o "trabalho" destes agiotas travestidos de comerciantes informais.

Os relatos dos torcedores avaianos e vascaínos se sucedem dando conta que essa "classe" está fazendo a festa com os ingressos do jogo de amanhã. Os lucros são enormes.

Tenho a impressão que a repreensão caberia aos órgãos públicos, Polícia Militar, Ministério Público e congêneres. Me corrija se estiver errado. Entretanto eles, os cambistas, caminham aos gritos pra lá e pra cá sem a menor cerimônia.


Por tratar de uma conduta criminosa o cidadão tem o direito e o dever de acionar a polícia (ou o clube) ao ser abordado ou presenciar a ação de um cambista. De acordo a nova legislação o cambismo é crime com pena de reclusão de um a dois anos e multa. É uma obscenidade contra a economia popular, contra você e contra o nosso clube. Denuncie.

O Vasco vêm forte

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Rômulo e Anderson Martins confirmados para quarta
Ambos eram dúvidas mas treinaram com o grupo e não reclamaram de dores no local - via Lancenet
O técnico Ricardo Gomes confirmou na tarde desta segunda-feira que o zagueiro Anderson Martins e o volante Rômulo vão enfrentar o Avaí na próxima quarta-feira, na Ressacada, no segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil. Os dois ainda eram dúvidas devido a lesões, ambas na coxa direita.


O treinador exaltou ainda o entrosamento entre Rômulo e Fellipe Bastos, e lembrou a boa atuação de Jumar no primeiro jogo da semifinal, na última quarta-feira, em São Januário.
- Eles tiveram uma boa movimentação no treino. Rômulo e Anderson Martins estão soltos e confirmados. O Fellipe Bastos e o Rômulo têm entrosamento, sem esquecer o Eduardo Costa. O Jumar tem tido boa movimentação - disse.

Anderson Martins sentiu um incômodo na última quarta-feira, no segundo tempo do jogo contra o Avaí. Já Rômulo, sentiu dores no local momentos antes da partida contra o Atlético-PR, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Ricardo Gomes garantiu que o elenco cruz-maltino está motivado e preparado para conquistar a vaga na final longe de casa.

- O Avaí saiu satisfeito. Agora é reverter. Estão todos motivados, com mais atenção devido ao resultado que não nos agradou. Confiança sempre, em qualquer situação. Em outras situações adversas já conseguiu superar - afirmou.

Vamos dar um ar

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Já disse que a imprensa da capital é tão santa e tão demoníaca quanto qualquer um de nós. Mas por algum tipo de dogma desconhecido, boa parte das cabeças apaixonadas creem que o jornalista precisa pensar duas vezes antes de executar seu trabalho, o de levar a informação correta até nós.

Me causa calafrios quando pessoas cultas, conscientes do estado de direito e liberdade vigentes no país "sugerem" que alguma informação factual seja engavetada pelo bem de alguma instituição, no caso, o clube de nosso coração. Pelo naipe do censor, é a estupidez elevada à 10ª potência.

Na semana passada esta mesma imprensa dedurou o interesse do Grêmio por Marquinhos. Seria um balão de ensaio? "Ah, querem tumultuar". Praticamente no mesmo dia a diretoria do Avaí acusou o fato e hoje o próprio Marquinhos admite o assédio. Ponto para a imprensa, havia fumaça e era sua obrigação trazer isso à público. Ou não pedem ganhar o pão de cada dia para seus bigorrilhos?

Dito isso gostaria de dizer o seguinte: Ok, meninos da imprensa. Vocês tinham razão. Marquinhos foi contatado, algo de novo pode acontecer após a Copa do Brasil, então chega de fazer as mesmas perguntas. Vira o disco. O Galego já disse que não quer falar agora, que está focado na competição e todos concordamos que esse é o limite da informação de qualidade.

Mais que isso é apenas constrangimento e pode, sim, atrapalhar o clube de maneira desnecessária e deletar o bom trabalho realizado nesta última semana com tanta agilidade. Preservem-se.

A chapa tá esquentando

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Todas as informações dão conta de que a procura de ingressos para o jogo Avaí x Vasco vai superar as expectativas. Há o sério "risco" que tenhamos a Ressacada com lotação máxima. Os 1,8 mil ingressos disponibilizados para a torcida do Vasco já estão esgotados, restando agora aqueles destinados aos avaiamos. Ainda dá tempo, mas periga você ter de disputar com os cambistas.

A má notícia é o veto de Diogo Orlando para a partida em função de um estiramento. Silas irá de... Felipe. Sim, Felipe, apesar de George Lucas já estar liberado para jogar. Segundo Silas "O George ainda está no momento de transição. Depois do DM tem que fazer umas corridas, caixa de areia, recondicionar o corpo e fazer pelo menos uns dois coletivos para a gente ter a certeza da escalação".

Uma questão de foco

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Não precisava tanto

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Todos nós sabíamos dos riscos de enfrentar o Flamengo no Rio de Janeiro usando um time “misto”. Ainda assim, era quase unânime a opinião de que deveríamos poupar jogadores para a semifinal da Copa do Brasil. Eu mesmo, sempre tão crítico a essa medida, escrevi aqui que não havia momento melhor para fazê-lo.

Assim, uma derrota na estreia do Brasileirão não seria nenhum resultado absurdo. Embora tivéssemos a esperança de algo melhor, começar perdendo não estava fora das possibilidades mais realistas.
Fica claro então que o problema do jogo de sábado não foi a derrota, mas a forma como ela aconteceu. Assustou ver que o Avaí possui um elenco no qual os reservas não conseguem, no mínimo, dificultar um pouco as coisas para os adversários.

Primeiro tempo - o de sempre
Sem Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando, Marquinhos, Revson, Julinho e William, o Avaí saiu jogando com o que tinha de “melhor” à disposição. E assim lá fomos nós aguentar mais uma vez Felipe na ala direita e Acleisson no meio, junto ao lendário e obscuro Fabiano.

Logo de cara, como de costume, um susto. E, também como de costume, depois até conseguimos tocar um pouquinho a bola e criar alguma coisa, mas fomos incompetentes para marcar. Nosso time não conseguia se organizar e, por vezes, parecia que os jogadores estavam disputando um “rachão” (pra não dizer uma verdadeira “pelada”): Romano (que nem foi tão mal assim) aparecia o tempo todo pelo meio e até pela direita (!) de ataque; Felipe nem lateral cobrava, deixando a responsabilidade para o Bruno. Pra configurar uma bagunça total, só faltou mesmo alguém trocar de camisa com o Renan para “pegar um pouquinho no gol”.


Segundo tempo - a tragédia
Fomos pro intervalo perdendo de um a zero, mas com aquela sensação de que “se acertar um pouquinho, vai”. Não foi. Silas tratou logo de avacalhar o que já estava bagunçado, tirando o horrível Felipe para a entrada do não menos pior Robinho. Com isso, Bruno foi pra lateral e a vaca pro brejo.

Sem saída de bola, sem ninguém segurando no ataque e sem uma marcação decente, fomos envolvidos por um Flamengo que nem precisou ser brilhante para deitar e rolar no resto do jogo.
Tomamos quatro porque o jogo virou uma festa para o adversário, que se jogasse sério até o final poderia ter metido mais.

Em resumo
Robinho, Fabiano, Felipe e Acleisson: pra mim, esse quarteto não tem condição de vestir a camisa avaiana. Que esperem acabar a Copa do Brasil, pra evitar conflitos, mas que já tenham mapeado outros atletas para essas posições.

Fábio Santos: como eu já disse várias vezes, não gosto de avaliar jogadores por uma partida apenas. Ainda mais que o atacante nem treinou com o grupo, então vamos esperar um pouco mais. O que poderia ter mostrado - e independe de treino - é um pouco mais de disposição, pois estava completamente desligado da partida.


Por fim, não acredito que essa goleada vá tirar a moral ou o foco para a Copa do Brasil. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Voltamos à vida normal nessa segunda-feira, nos preparando para o jogo mais importante da história do clube. O que aconteceu sábado já é passado, embora precisemos tirar as devidas lições para que não se torne um triste futuro. Marcelo Herondino

Garanta o seu ingresso

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A venda dos ingressos para a grande decisão diante do Vasco na próxima quarta-feira, em jogo válido pela semifinal da Copa do Brasil, começa nesta segunda-feira às 9h. Os ingressos normais serão vendidos nas bilheterias da Ressacada, na Secretaria do Centro e nos postos autorizados.

Já os 2 mil bilhetes promocionais (ao preço de R$30 para os setores C e E) serão comercializados somente nas bilheterias da Ressacada. É necessário apresentar dois bilhetes da Timemania com apostas feitas de 20 a 24 de maio. Vale lembrar que a promoção só terá validade na segunda-feira e na terça-feira. Na quarta serão vendidos os ingressos com os preços tradicionais: R$50 e R$80

Postos de venda:
Bilheterias do clube, Ressacada / Leão Sport Shop, rua Conselheiro Mafra, Centro / Futebol Mania, rua Conselheiro Mafra, Centro / Avaí Store, rua Padre Roma, Centro
Atendimento na Secretaria: Segunda-feira (23/05) - 9h às 19h / Terça-feira (24/05) - 9h às 19h / Quarta-feira (25/05) - 9h até o início do jogo / Secretaria do Centro - 9h às 11h30min e 12h30min às 18h (segunda à sexta) / Telefones: (48) 3024-6022 / (48) 3236-1945 Fonte site Avaí FC

Semana Copa do Brasil

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A primeira rodada da série A chega ao fim com o Avaí na última colocação. Se a "lanterna" do campeonato não é uma situação desejável, também não é razão para se cortar os pulsos logo agora que estamos diante de uma decisão desejada por todos os clubes brasileiros.

Ainda falta o pós-jogo do colunista Marcelo Herondino, a ser publicada na manhã de hoje, mas após esse breve intervalo comercial para a análise tática de Flamengo 4x0 Avaí, passaremos a viver unicamente o cenário que antecede a Semana Copa do Brasil para o Leão da Ilha.

Então ficamos assim: até ontem o Avaí era lanterna da série A do Brasileirão, mas a partir de hoje é EXCLUSIVAMENTE semifinalista da Copa do Brasil, cortejando seriamente o troféu que haverá de fazer morada na Ressacada. Por isso nada, absolutamente nada será mais importante que Avaí x Vasco pelos próximos três dias. Fechado?

Que foi bonito, foi

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Indignação bem vinda

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Estamos apenas no day after da péssima estreia no Brasileirão e o discurso já é de esquecer o que passou. "O foco é a Copa do Brasil" dizem os bombeiros bem remunerados do Carianos. Pois prefiro a insatisfação do jovem e responsável Renan que logo após o apito do árbitro afirmou que “Não podemos jogar assim, não. Acho que no segundo tempo deixamos a desejar. Temos que entrar com espírito de vencer. Tem que rever o que a gente errou hoje". Perfeito.

Tem que ver isso aí

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Durante o Campeonato Catarinense ficou clara a intenção da diretoria e comissão técnica em privilegiarem a Copa do Brasil. Silas confessou isso após a eliminação para a Chapecoense, o que nos custou o tri estadual mas também não é nenhum Armagedon para a temporada de 2011.

Ontem o Avaí entrou com um mistão contra o Flamengo e a maioria de nós apoiou. Às vésperas da decisão por uma vaga na final da Copa do Brasil, valia o risco de se perder os três preciosos pontos no Brasileirão, competição mais importante e rentável ao clube. Agora, tomar aquela chinelada com tanta preguiça, isso nenhum avaiano esperava.

Há quem diga que a qualidade do elenco só está sendo questionada porque fomos goleados. Se tivesse vencido estaríamos rasgando elogios e projetando o G4. Mas isso é óbvio. Se futebol é resultado, e os cartolas adoram dizer isso, vamos nos basear nos resultados, claro, mas não apenas neles. Rendimento também conta muito e é justamente aí que a porca torce o rabo.

Ontem os comandados de Silas não renderam nada. Além dos já citados Estrada, Felipe, Robinho, Rafael Coelho e Fábio Santos (coitado), merecem um peteleco atrás da orelha o sonolento Fabiano, os desorientados Bruno e Acleisson, além das eternas promessas Romano e Maurício Alves. Enfim, uma atuação de profissionais sem alma, que não ambicionam sequer a titularidade de seus companheiros.

Hora de olhar com muito mais atenção para o elenco atual. Não é bom o suficiente, nem em quantidade e muito menos em qualidade. O Avaí de hoje pode ter um bom time, mas apenas o suficiente para não ser rebaixado, o que, vamos e venhamos, é pouco. E se a bruxa das contusões baixar na Ressacada como no ano passado? Como é que fica? Se liga aí, diretoria, senão esse ano vai ter promoção-resto-de-feira mais cedo que o planejado.

Recordes invertidos

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Avaí tem a pior estreia catarinense na era dos pontos corridos
Goleada por 4 a 0 superou os 6 a 3 sofridos pelo Figueira em 2007 contra o Atlético-PR - via FutebolSC
Uma ano após ter conseguido a melhor estreia na era dos pontos corridos, ao vencer o Grêmio Prudente por 6 a 1, o Avaí teve a pior primeira rodada de um clube catarinense desde 2003.

A goleada por 4 a 0 diante do Flamengo, no Rio de Janeiro, superou a marca negativa que pertencia ao Figueirense, quando levou 6 a 3 do Atlético-PR, no Orlando Scarpelli. Curiosamente, as duas equipes disputavam as semifinais da Copa do Brasil em paralelo.

Esse resultado também é a segunda pior estreia de todos os clubes que já disputaram a Série A desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser disputado no sistema de pontos corridos, perdendo somente para a derrota do Grêmio Prudente por 6 a 1, aplicada pelo próprio Avaí.

Com essa derrota sofrida diante do Flamengo, o clube catarinense ainda perdeu a invencibilidade em estreias. Nos últimos dois anos, a equipe estreou na Ressacada e empatou com o Atlético-MG por 2 a 2, em 2009, e goleou o Prudente por 6 a 1, em 2010 (...).

Desinteresse e vexame

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Antes do leitor criticar o planejamento do Avaí, que levou um time misto para enfrentar o Flamengo pela primeira rodada da série A, convido a dar uma espiada na enquete ao lado. Ali 66% dos avaianos concordaram em poupar o time titular com vistas ao segundo jogo pela Copa do Brasil.

Mas é claro que nem em pesadelo imaginávamos um time misto tão sem alma, apático, desinteressado, quase irresponsável. Aqui no blog não analisamos placar, mas desempenho, por isso o problema não foi a derrota e a goleada, mas a forma com elas aconteceram. Priorizar uma competição não significa abdicar de forma tão veemente outra de igual ou maior importância.

Lamente-se a falta de qualidade do elenco avaiano, que reforçou nossas desconfianças de que não possui reservas à altura. Um exemplo é a tentativa de Silas em sanar o eterno buraco da ala direita com Felipe, Bruno e Gustavo, todos no mesmo jogo e sem resultado. Bizarro.

Difícil escolher o pior jogador em campo. Estrada foi uma caricatura. Felipe, desisto. Fábio Santos desceu do avião, recebeu um kit Fanatic e foi largado no ataque. Robinho, em certo momento do 2° tempo, literalmente andou em campo
com a bola nos pés (contei quatro passos). E Rafael Coelho será procurado pelo Esporte Espetacular para receber a camisa do Inacreditável Futebol Clube.

Começamos o Brasileirão da mesma forma como foi no Estadual: com um time irreal, perdendo e entrando na zona de rebaixamento já de saída. Esquecer esse vexame só porque tem jogo contra o Vasco na quarta? Não, senhor. Vamos sentar e avaliar todo esse cenário enquanto é tempo. Esperar a água bater na bunda na 30ª rodada para só então arregaçar as mangas pode não dar certo como no ano passado. É aquela história do raio não cair duas vezes no mesmo lugar.

A volta do velho fantasma

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Embora estejamos vivendo um momento único nestes últimos três anos, isso não impede de lembrar os solavancos desse período, todos vivenciados de maneira traumática. Desmanches de elenco, planejamentos equivocados, empréstimos gratuitos (William ao Grêmio), negociações à custos irrisórios (Léo Gago por R$240mil), enfim, cases de de insucessos também não faltam.

O assédio dos grandes clubes pelos atletas do Avaí não eram balões de ensaio da imprensa. Prova disso é que
a diretoria do clube se adianta e lança nota oficial avisando que a pressão existe, sim, mas que vai endurecer o jogo comercial não abrindo mão, inclusive, das multas por quebras contratuais. Isso seria inédito. Destaque especial para o trecho muy amigo sobre Marquinhos onde afirma que "Cabe exclusivamente ao atleta decidir o rumo de sua carreira".

Um olhar diferente

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Confesso a vocês que a ansiedade é tanta para o jogo da semana que vem contra o Vasco que quase esqueço de escrever sobre a estreia do Avaí na Série A, daqui a pouco contra o Flamengo. Curiosamente, há dois anos, estive no Rio de Janeiro acompanhando nosso time contra esse mesmo adversário, pela segunda rodada do brasileirão 2009.

Na época, assim que saiu a tabela (meses antes do jogo), já havia uma grande expectativa para o embate, que moveu milhares de avaianos para a cidade maravilhosa numa invasão nunca feita antes por um time catarinense. Naquele final de semana, por onde se olhava, havia alguém exibindo com orgulho o manto azul e branco.


O que mudou de lá pra cá?
Porque esse jogo de hoje não atrai tanta atenção? As respostas são tão simples quanto óbvias. O clube amadureceu e sua torcida veio “no embalo”. Série A hoje é uma realidade, não mais um conto de fadas. Já nos acostumamos a enfrentar os “grandes” e estamos gostando de estar no meio deles. Disputamos uma semifinal de Copa do Brasil, que nos deixa a três jogos de um título e uma participação inédita na Libertadores. Não há mesmo como sentir, hoje, aquele friozinho na barriga de dois anos atrás.


O jogo
Muitas vezes critiquei o Avaí pela “frescura” de poupar jogadores, como fez ano passado com o Botafogo, no jogo que marcou o início daquela queda até a zona de rebaixamento. No entanto, se há um momento na história do clube onde essa “poupança” se justifica, é hoje. É hora de mostrar que temos mais que um time e que podemos, sim, conservar alguns atletas para a Copa do Brasil.

Assim, devem ficar de fora os destaques do time. Marcinho Guerreiro, Julinho, Marquinhos Santos e William ficarão apenas na torcida, o que não significa um time esfacelado em campo. Desde que Silas não insista com Felipe na lateral (não acredito que estou pedindo por Gustavo), a equipe pode até incomodar no Rio de Janeiro.


Na frente, teremos o estreante Fábio Santos ao lado de Rafael Coelho, numa boa oportunidade para ver uma nova opção de ataque sem as cobranças de costume. Estrada deve voltar ao meio, no setor de criação. E ainda há as opções de Marquinhos Gabriel e Robinho para a segunda etapa.
Provavelmente, Silas vá manter o esquema que tem dado certo na Copa do Brasil, fechando o time atrás para sair nos contra-ataques. Embora seja outro tipo de competição, pode dar certo.

O adversário
O Flamengo vive uma fase um pouco turbulenta, mas sempre é um grande time. Sem Léo Moura e com o agora criticado Ronaldinho Gaúcho, sente-se na obrigação de vencer o “mistão” avaiano, como forma de ter mais calma nesse início de Brasileirão. Sugiro cuidado com o atacante Wanderley, que tem se apresentado bem e pode incomodar nossa defesa.

Sinceramente, penso que um empate nessa estreia não seria mal, dadas as circunstâncias que envolvem a partida. Independente do que aconteça, que chegue logo a quarta-feira. Ô agonia! Marcelo Herondino

Promessas de ontem

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"Marquinhos é o meu filho. Para ele sair, só se eu der umas palmadas e permitir que ele vá" Nilson Zunino, garantindo a permanência de M10

"Minha vontade é ficar no Avaí por bastante tempo. (...) Tenho uma família e uma torcida por trás. Não é qualquer proposta que irá fazer eu mudar de opinião" Marquinhos, garantindo sua permanência

"Peço licença ao Luís, que é o pai biológico, mas o Marquinhos é meu filho" Nilson Zunino,
garantindo a permanência de M10

"Dinheiro é bom mas não vai trazer a felicidade que tenho em vestir a camisa do Avaí" Marquinhos, garantindo sua permanência

"Elas (as frases acima) dizem tudo e ponto final na possibilidade do nosso craque sair da Ressacada".
Vandrei Bion, assessor de imprensa do Avaí, garantindo a permanência de Marquinhos

"Tchau, Marquinhos. Seja feliz no Grêmio" Gerson dos Santos, garantindo que já conhece esse filme

Agora sim, a nova camisa do Avaí

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Fiquei de comentar a nova camisa do Avaí até a noite de ontem, mas não queria fazer isso sem antes ver com as mãos e os bagoduzolho. Como só tive acesso a ela hoje, vamos lá.

Primeira impressão
De cara um misto de decepção com "eu já sabia". Se por um lado havia esperança que pelo menos metade dos atributos prometidos pelas imagens-teasers da semana anterior fossem entregues ao consumidor, por outro aprendi com o naturalista Charles Darwin que a evolução não acontece em "saltos". É um passinho depois do outro, segue-toda-vida-reto.

Pontos negativos
A revolução tecnológica prometida não aconteceu. Saiu o Elastano e entrou o Polyester. Normal. Quanto ao escudo de época em baixo relevo, isso já se faz há pelo menos 10 anos Brasil à fora. Normal também, o que não descaracteriza a intenção de valorizar o produto. Valeu pela boa intenção.
Ao ler a promessa de elegância, cantei a bola via Twitter: "Lá vem gola polo". Pois não deu outra. Esse estilo já foi abandonado pela maioria dos grandes fornecedores esportivos por ser desconfortável e sugerir uma indesejável antiguidade. No último ano o único grande clube a lançar uniforme com essa gola
facilmente desbeiçável foi o Olympique de Marseille, coincidentemente também terminando em formato V. No mais é o mesmo acabamento da camisa anterior: sofrível.

Pontos positivos
Tendo como antecessora a camisa do jogo da velha, a missão de apresentar um design superior foi enormemente facilitada. Voltaram as tradicionais listras verticais sem invenções desnecessárias e finalmente temos um uniforme que nos remete ao Avaí. Se não temos motivos para soltar fogos pela maravilha do novo manto azurra, também não temos do que se envergonhar, pelo menos em tradição.

Para encerrar
Vou comprar? Não, ainda não. Primeiro que não tenho coragem de sacar R$180 (locatários de cadeira pagam R$152) por uma camisa esportiva, seja ela de que time for. Segundo que vou aguardar os feedbacks daqueles que já a adquiriram. Será que desbota fácil? Solta fio? Os adesivos descolam? Não sei, isso é você aí que comprou que vai me dizer depois. Daqui até lá vou de Penalty com patrocínio da Portobello.