Paixão de primeiro mundo

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Desde a temporada 2001/2002 sem um título alemão, o Borussia Dortmund se prepara para voltar a vencer. O clube lidera a Bundesliga com sete pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Bayer Leverkusen (62-55). Até o fim da temporada, o Borussia joga mais quatro jogos em casa. E é dele que vem a melhor parte.
O Dortmund sempre figura entre os primeiros no ranking de média de público, oscilando com o Manchester United. Diante disso, é natural que a proximidade do título traga a ausência de ingressos para os jogos. Para os próximos dois jogos do clube em casa, os ingressos estão esgotados. Contra o Hannover, no sábado, e Freiburg, dia 17 de abril. O terceiro jogo, contra o Nürnberg, os ingressos já estão se esgotando.

Na última rodada, contra o Frankfurt dia 14 de maio, 300 mil torcedores pediram ao clube entradas para o jogo. Porém, 50 mil ingressos estão reservados para sócios, 8 mil para os adversários e apenas 21 mil serão colocados a venda. Esta é uma lição muito importante que muitos torcedores do mundo inteiro poderiam aprender. Sem títulos a 10 anos, a torcida do Borussia nunca deixou de lotar o Signal Iduna Park, algo impensável em algumas ligas do mundo. Neste ano, colherá um valoroso fruto. Texto integralmente extraído do blog MKTEsportivo

As verdades de Silas

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Você ouviu a entrevista coletiva de Silas após o jogo de ontem? Silas enfatizou a palavra RECONSTRUIR. Ou seja, chegou apenas no segundo turno com o bonde andando e mesmo assim precisou jogar no chão todas as bobagens que foram edificadas por Vágner Benazzi. Depois, e só depois, é que pode começar do zero. E nós sabemos que foi do zero mesmo.

Também ficam claras as limitações do elenco, aquele mesmo que cantamos em verso e prosa como sendo de alto gabarito. Não é nada disso, não, coisa que os "corneteiros" avaianos já vêm falando há meses. De quebra, o professor do Carianos lembrou que o grupo é completamente diferente daquele insatisfatório de 2010. Como bem disse Marquinhos, estão precisando ser apresentados.

Sua preocupação com a "cozinha" avaiana é o problema mais emblemático. Não temos zagueiros confiáveis, o que não é nenhuma novidade. As laterais? Bom, pela direita estamos capenga há anos, desde 2009, época em que o próprio Silas ajeitava o atacante Luiz Ricardo (toc, toc, toc) de forma improvisada-para-sempre, e pela esquerda o bom Julinho tem sido obrigado a sacrificar seus perigosos avanços para ajudar os companheiros cá atrás.

Em se tratando de volantes, tirando Marcinho Guerreiro, quem ali merece a alcunha de jogador de série A? Parece que Silas acabou com nossas fantasias, principalmente aquela de ver Estrada jogando ao lado de Marquinhos. Silas também gostaria, mas aí quem segura a retaguarda? Lembre-se: o Avaí só é um bom time do meio pra frente. Dali pra trás, meu estimado, só fechando os olhos e cruzando os dedos. Eis o planejamento.

Coletiva de Silas

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Nada além da obrigação

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Alguém pode aparecer hoje com o discurso de que “é semana de clássico, temos que motivar o time e a torcida, então o negócio é dizer que foi uma grande vitória contra o Ipatinga”. Eu, como não gosto de maquiar fatos e tenho compromisso com a honestidade, não vou colocar panos quentes em mais um vexame avaiano.

Mas peraí, Herondino... ganhamos de 4 x 1, classificamos para as oitavas de final e falas em vexame? É isso mesmo, caro leitor. E “vexame”, nesse caso, não se refere ao resultado do jogo, obviamente. Mas você que se acostumou a ler esse torcedor metido a conhecer futebol sabe que não analiso resultados, mas desempenho. E esse, você há de concordar, foi pífio.


Pra quem não assistiu a mais essa pelada, basta dizer que tivemos três diferenças para o jogo em que fomos goleados pelo Joinville no último domingo: primeiro, William voltou ao normal, sem o medo de tomar amarelo e, apesar de não ter marcado gols, foi quem se salvou. Prova disso é que, mesmo sem ter sido brilhante, saiu ovacionado pela torcida; segundo, Acleisson conseguiu, acredite, ser pior que Diogo Orlando. E isso tendo feito um gol de falta, imagine; e terceiro, o adversário era muito ruim. Mais que isso, era horrível. Fosse um time um pouquinho melhor e talvez hoje não estivéssemos “comemorando” essa vitória.


O jogo
Com a notícia da contusão de Diogo Orlando momentos antes da partida, tive um delírio ao imaginar que Silas pudesse, enfim, abrir mão da teimosia (ops, convicção) e mudar o esquema, tirando um zagueiro e colocando um meia mais ofensivo ou, na pior das hipóteses, colocando Fabiano que tem mais qualidade no toque de bola. Pura ilusão: não é que ele vem com Acleisson, um Bruno mais experiente? Sinal claro que lá vinha desespero.

E o novo titular não decepcionou: com menos de três minutos fez uma falta digna de futebol dos homens das cavernas. Assim, como reza o script, na primeira bola aérea na nossa área... gol do Ipatinga! Como nosso adversário não tinha ninguém em condições de fazer um gol de cabeça, deixa que a gente resolve: Julinho (que ontem esteve apagado) fez contra e uma dúvida sobre a classificação começou a pairar nas cabeças avaianas.


Pra nossa sorte, o time do outro lado era, mesmo, ruim de doer. E conseguimos virar ainda no primeiro tempo, com dois gols meio sem-querer de Rafael Coelho, o segundo depois de ótima jogada do Batoré. O problema é que, mesmo na frente, nosso time não conseguia convencer. Vai dizer que não deu um frio na barriga quando o Ipatinga começou a cruzar bolas na nossa área no segundo tempo? Vamos combinar: não goleamos, o Ipatinga que foi goleado.

O rescaldo
De bom, sobrou a voluntariedade do William, e só. Marquinhos continua isolado e não é por falta de aviso. Os torcedores/blogueiros já falam isso há bastante tempo. Nessa semana, o próprio Marquinhos, cansado de esperar o míope treinador enxergar o óbvio, deu o recado: preciso de um jogador, canhoto, do meu lado. Só faltou dizer “de preferência, Colombiano”. Alô, tem alguém aí?

E, mais uma coisa que estamos avisando e não é de hoje: não temos elenco para jogar no 3-5-2. Gustavo não apoia, com três zagueiros e dois volantes cabeçudos estamos chamando o adversário, não temos poder de criação além dos chutões pra frente (teve hora ontem que pensei estar assistindo à seleção escocesa em campo).
Ganhamos, mas não fizemos mais que a obrigação. Futebol que é bom, eu não vi. E você? Marcelo Herondino

O momento é tenso

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Acredito que o torcedor avaiano em geral tenha ficado satisfeito com a vitória do Avaí sobre o Ipatinga por 4x1. Um placar desse costuma trazer bons flúidos, principalmente quando acontece às vésperas de um clássico e que traz à reboque a classificação para as oitavas da Copa do Brasil. Mas devo dizer que não gostei nada, nada do que vi. Ao contrário, estou ainda mais apreensivo.

Falar sobre o Ipatinga dispensa um bocado de toques no teclado. Um dos piores times que vi atuar esse ano na Ressacada. Ponto. Mesmo assim conseguiu fazer o seu gol daquele mesmo jeitinho que a gente conhece: de cabeça. Mas estamos "evoluindo". Dessa vez os caras não fizeram, nós é que tratamos de balançar as redes... contra.

Depois desse pânico inicial - o gol foi aos 4min do primeiro tempo - não restava outra coisa ao Avaí que não fosse se jogar ao ataque. E foi. Acleisson e Rafael Coelho (três vezes) despacharam o pretendente pirata ao título da Copa do Brasil, mas isso às custas de um futebol que eu classificaria como... como... um amontoado.

Imagino que você, leitor, esteja pensando seriamente no clássico. Esse blogueiro também. O resultado de ontem foi muito importante nesse aspecto. Mas minha maior preocupação é o Brasileirão. É com esse elenco, com esse time e esse "jeito" de jogar de Silas que vamos encarar o São Paulo de Luiz Fabiano, o Flamengo de Ronaldinho, o Fluminense de Conca e o Corinthians de Adriano? Jesus.

Filas nunca mais

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avaí voo

O custo-teimosia

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Se há um jogo em que tenha o prenúncio de um mau futebol, esse é Avaí x Ipatinga de hoje a oite. São dois times que passam por momentos ruins, estão jogando o "grosso" da bola em seus respectivos campenatos regionais e veem na Copa do Brasil um sopro de recuperação moral.

As informações preliminares da insistência de Silas no mesmo 3-5-2 que não assusta nem as equipes semi-amadoras de SC são desanimadoras. Confirmando-se essa sua "convicção" deveremos assistir dois adversários amedrontados e contando com a sorte de uma bola bêbada na área um do outro. O Avaí não precisa fazer gols e o Ipatinga, coitado...

Enquanto isso a diretoria avaiana, também teimosa, continua barganhando a presença do torcedor com sua política de preços pra lá de flexível. A cada jogo ficamos aguardando a ideia mirabolante da hora. Dessa vez teremos 50% de desconto para os tickets via locatários de cadeiras azuis. Para os não-fiéis desassistidos a promoção também é válida, desde que levem
cinco cartelinhas quitadas da Timemania. Vai dar certo? Claro que não. Pelada para +ou- 6mil testemunhas e olhe lá.

E lá vamos nós

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Mais uma vez, pausa no catarinense para cumprirmos compromisso pela Copa do Brasil. Embora tenhamos pela frente o lanterna do campeonato mineiro e a “vantagem” de empatar sem gols, dessa vez não me atrevo a dizer que o Avaí vai vencer, muito menos que a classificação vai ser fácil. É claro que meu lado torcedor crê na passagem para a próxima fase e, mais que isso, em uma bela vitória. Mas depois dos últimos jogos, meu lado racional não consegue fazer nenhuma previsão em jogos do Avaí, menos ainda previsões otimistas.

O Avaí

Por contraditório que possa parecer, a “boa” notícia é a ausência de Leonardo por contusão. Se a entrada de Gian não consegue entusiasmar ninguém, ao menos a possibilidade de não ter o “boneco de Olinda” em campo é animadora. Na verdade, a esperança é que Silas aproveite a ausência forçada do zagueiro e abra mão do esquema 3-5-2, colocando Estrada ou mesmo Maurício Alves no time. Mas alguém acredita que o “professor” vai abrir mão da sua “convicção”? Eu perdi as esperanças.
No mais, o time deve ser o mesmo do vexame de domingo, ainda que se eu fosse o técnico promovesse o retorno de Zé Carlos, já pensando no clássico do próximo final de semana. Mas se o Silas achou que Renan não falhou na goleada, então que Deus nos ajude.

O Adversário

Sobre o Ipatinga, quase não há o que falar, a não ser que é um time muito, mas muito limitado. À exceção do atacante Alessandro, não tem nenhum outro jogador em condições de nos assustar. Mas, com o que temos visto por aí, não será surpresa se complicar o jogo e deixar o torcedor avaiano com o coração na boca.

Sinceramente?
Vai ser um jogo chato pra caramba. E que nem precisaria existir, se tivéssemos sido competentes o suficiente para matar o confronto na ida. Como não o fizemos, lá vamos nós passar nervoso mais uma vez. Só espero que, independente do que acontecer, não percamos jogadores importantes para o clássico, como Marquinhos, William e Marcinho Guerreiro. Como já escrevi depois do jogo de Ipatinga, só depois de hoje é que poderemos saber o preço daquela péssima atuação em MG. Ao menos, que não seja muito caro. É o máximo que espero dessa partida. Marcelo Herondino

Ou ousa ou vaza

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Hoje é dia de se pensar em Copa do Brasil. Clássico, que clássico? O time do Ipatinga está chegando e com ele uma verdadeira arapuca. Equipe ruim, lanterna do campeonato mineiro, em plena crise e com pouquíssimas expectativas reais para seguir adiante na competição nacional, parece que apenas o Avaí tem a perder.

A nossa esperança é que Silas desça de seu pedestal de teimosia, o qual ele costuma chamar de convicção, e pela primeira vez arme um Avaí com cara e jeito de time de série A. Ninguém aguenta mais. Prova disso é que Marquinhos já cutucou o "professor" uma vez (post abaixo) e voltou a cutucar:

"Eu acho que o Estrada se encaixa bem no time, é canhoto e todos os canhotos que atuaram do meu lado nos últimos anos fizemos uma parceria muito boa. Aqui no clube joguei do lado do Valber e depois no Santos com o Ganso, um cara fora de série. Então é uma parceria que vem dando certo. O grupo é de qualidade e é melhor deixar o Silas resolver porque se fizer isso ele vai passar o boné para mim".

Ou Silas se enquadra à realidade do Avaí, com um elenco que tem uma folha salarial entre as mais altas do sul do Brasil, ou que vá treinar o próprio Ipatinga. Quem sabe dá liga de mentalidades, fé, filosofia de vida, enfim. Fonte base ClicRBS

Fala, Marquinhos, fala

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Marquinhos não gostou de ver seu salário de R$130mil mensais questionados por parte da imprensa logo após a chinelada tomada pelo Avaí em Joinville, onde o 10 avaiano até perdeu um penalti.

Infelizmente Marquinhos usou o velho artifício de citar o milagre e omitir o nome do santo, atitude típica de quem não tem personalidade para bancar o que fala. Em se tratando dodeBiguaçu é de se estranhar. Se há uma característica que o galego tenha de sobra, essa é a personalidade forte.

Estão falando do meu salário e isso me incomoda muito. O que eu ganho eu fiz por merecer. Quando eu ganhava R$300 aqui eu nunca vi ninguém da imprensa e nenhum torcedor pedir pra aumentar meu salário. Então eu só peço um pouco mais de respeito com os jogadores que aqui estão e com o Avaí”.


M10 aproveitou a entrevista para mandar aquele recadinho básico para Silas:
“A gente tem que melhorar. É claro que com um jogador do meu lado o poder de criação pode aumentar e a responsabilidade de criar a gente pode dividir com o companheiro do lado, mas isso é opção do Silas, ele é o nosso treinador”. Fonte base FutebolSC

Mini Flash Back, por Felipe Silva

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"Acredito que o grande erro de Silas é tentar remontar o time de 2009 quando, pelo elenco que temos hoje, ele deveria remontar o time de 2008. Não temos três bons zagueiros... dois, talvez um e meio. Não dá pra jogar no 3-5-2 com caras como Gian e Leonardo que são fracos inclusive na bola alta, que deveria ser o forte destes dois grandalhões.

Aliás, não entendo essa neura pela altura do time. O Avaí joga com três zagueiros e já levou sete gols de bola aérea em oito jogos com Silas, geralmente em cima de Gian (1,91m) e Leonardo (1,88m). De que adianta ter um gigante na zaga? Ano passado, cada vez que entrava Gabriel, vulgo Boneco de Olinda, o time tomava gol de cabeça.

Voltando às comparações com 2008
a) temos goleiros que saem mal do gol, como era Martini
b) temos um lateral-direito (Gustavo) ruim e raçudo, com mais pulmão que inspiração e pegador na defesa, como era o Ferdinando
c) temos Batista, o mesmo volante canhoto, que pode cobrir as subidas do lateral esquerdo que, como era Jef Silva, apoia melhor do que defende. Não é tão veloz como o Jef, mas chega bem ao fundo
d) Temos o mesmo meia-armador, Marquinhos, e dois meias-atacantes agudos (Estrada e Marquinhos Gaúcho) que podem fazer a mesma função que Válber fazia em 2008
e) Rafael Coelho é o Evando de 2008: forte, habilidoso e chuta bem com as duas pernas (1 de cada vez)
f) William é o mesmo William de 2008.

Falta Silas ser o mesmo de 2008.

Assim segue abaixo minha escalação de 2011 tomando como base o time de 2008 (entre parêntesis):

Alguém ............................................................ (Martini)
Gustavo ........................................................... (Ferdinando)
Emerson Nunes .............................................. (Turatto/Ozéia/Cássio)
Cássio ............................................................. (Émerson)
Julinho .............................................................. (Jef Silva/Zé Rodolpho)
Marcinho .......................................................... (Marcus Winícius)
Batista ............................................................. (Batista)
Marquinhos ..................................................... (Marquinhos)
Estrada ............................................................ (Válber)
Rafael Coelho ................................................. (Evando)
William ............................................................. (William)"

Disconcordando do post anterior

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"Não. O problema é o sistema defensivo. A zaga vem falhando constantemente e temos dois volantes batendo cabeça. Fora a deficiência técnica de tais jogadores (Gian, Leonardo e Diogo Orlando, por exemplo). A insegurança que isso provoca somada à pressão da torcida compromete e muito o desempenho dos nossos goleiros que já não têm um controle emocional muito bom. Renan é ainda um goleiro em formação e Zé Carlos já mostrou certo desequilíbrio emocional dentro de campo. Pode colocar Van der Sar, Júlio César ou Petr Cech. Ninguém resiste a tudo isso" Ká Moreira

"Olha isso não é exclusividade nossa, não. Há dois anos o Palmeiras estava com uma zica desgraçada com goleiros tendo em seu elenco Marcos e Diego Cavaliere, mas o erro estava na zaga. Sim erro na zaga. Uma zaga insegura, que não corta as bolas aéreas e deixam o arqueiro inseguro, com a percepção que tem que sair em todas as bolas. Sem orientação goleiro não é nada, sem segurança e proteção também não.
Com uma zaga ajustada tanto Renan quando Zé Carlos iriam aparecer mais. E tomar um gol ridículo como o Renan tomou, desastibiliza qualquer um(...) A porpósito, Marcos tomou alguns gols medonhos por não ter segurança na zaga um exemplo é aquele do Flamengo com o Pet" Guilherme Quadros

"Meu caro Gerson,
acho muito injusta as críticas em cima do Sandro, afinal ele é o treinador de goleiros do Avai desde de 2007. Respeito sua opinião mas não considero que esse seja o problema, penso que você pode melhorar em alguns aspectos os goleiros mas não fazer um goleiro adquirir qualidades que ele não tem. Renan é novo e vai falhar muito ainda, reconheço que ele não atravessa um bom momento como o Zé Carlos. Mas acho que devemos poupar nosso excelente treinador de goleiros. Um abraço" Rodrigo

De maternidade a cemitério de goleiros

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O Avaí havia se especializado em formar bons goleiros. Renan, por exemplo, se tornou o primeiro jogador atuando no futebol catarinense a ser convocado por Mano Menezes. Em janeiro passado foi a vez de Aleks, chamado por Ney Franco para o Sul-Americano sub-20 disputado no Peru.

Zé Carlos não foi "feito em casa", mas chegou na Ressacada e rapidamente adquiriu o status de ídolo. Sincero nas palavras, jogando com raça e desempenhando bem o seu papel embaixos dos paus, eis que conquistou a confiança da nação azurra.

O tempo passou e hoje temos a sensação de que o Avaí não tem goleiro. As seguidas falhas de Renan e Zé Carlos nos fazem temer até mesmo o lançamento de Aleks como titular. Sinceramente, tenho medo que essa zica passe para o rapaz.

Esquecendo um pouco as estrelas que vão à campo e que andam tomando "perus" históricos, não seria o caso de questionarmos o trabalho do preparador de goleiros do Avaí, Sandro Luiz Daros? Os arqueiros avaianos estão desaprendendo o seu ofício. As cobranças tem que ser feitas agora.

Pra levantar os astral

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A semana começou nublada para a nação azurra. Então para dar aquele chega pra lá nessa ziczira dos infernos nada melhor que um vídeo alto astral. Um grupo que participa do projeto Cover Tune Grab Bag, se juntou num corredor para tocar cover de “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, uma divertida canção dos Beatles. Se nem com isso seu bom humor voltar, então te interna. Dica do blog Coluna Extra

Precisamos ver isso

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Milagrosamente não choveu em Jecaville e o gramado da Arena estava em plenas condições para o bom futebol. Mal das pernas até ontem, o torcedor tricolor também não foi em massa apoiar o clube de sua cidade, então trambém não dá para culpar a pressão que vinha das arquibancadas.

O árbitro da partida, o senhor José Acácio da Rocha, não teve qualquer influência no elástico placar de 4x0 tomado pelo Avaí. Além de ter tido a coragem de marcar um penalti em William nos primeiros minutos de jogo, também não o amarelou como rezava a teoria da conspiração by Carianos.

Assumir o fiasco? Não, isso nem pensar. Silas já se apressou em culpar o cansaço dos seus comandados, cutucando o calendário do futebol brasileiro pelo papel ridículo protagonizado em Joinville. Ato contínuo Marquinhos segue o mantra e diz que o Avaí estava irreconhecível.

Como assim irreconhecível?

Esse é o mesmo Avaí desde a primeira rodada do estadual. Em um ou outro jogo fez apresentações - quando muito - regulares, mas esse futebol aí é o que nos acostumamos a assistir. Essa é a média, não vamos entrar na lorota desses moços que ganham em um mês o que eu e você levamos dois anos para receber de salários suados.

Certo está o sábio Renan na declaração mais profunda pós-jogo que do alto de sua maturidade verbal (ugh), decreta: "Errou todo mundo. (...) precisamos ver isso, não dá para falhar mais". Pronto, tá tudo resolvido. Toca.
Fonte base ClicRBS

Ressuscitaram um morto

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O morto era o Joinville. Os maus resultados estavam se acumulando, as vitórias minguando e as crises internas pipocavam todos os dias pelos lados da Manchester Catarinense. O Joinville estava morto, esse era o pensamento geral. O problema é que Silas e cia levaram isso muito a sério, atitude não permitida para quem recebe salários de cinco e até seis dígitos para não dormirem no ponto.

Além da derrota acachapante por sonoros 4x0, de perder a segunda posição para o primo-segundo-do-Estreito e ver implodir a auto-estima que chegava lentamente às custas de vitórias enfadonhas, o Avaí conseguiu trazer para a briga o próprio Jecaville.

Se estavam meio que fora da disputa para figurar entre os quatro finalistas do segundo turno, agora já figuram no G4 com perigosos nove pontos, um a menos que o próprio Avaí. Coladinho com os mesmos nove pontos vem o cascudo Criciúma. Estava fácil demais? Agora aguenta.

Oito erros de um time sem vergonha

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Em uma tarde em que nitidamente William e Marquinhos não chegaram nem perto de jogar o que sabem, com medo de levar cartão e não jogar o clássico, o Avaí foi humilhado por um time que mostrou ter o que vem nos faltando há tempos: vergonha na cara. Nesse pós-jogo, vou me limitar a elencar a verdadeira comédia de erros que foi a goleada sofrida nesse domingo. Vamos e eles:

1. Diogo Orlando na criação
É impressionante como toda jogada avaiana tem que passar pelos pés do nosso segundo volante. Como ele não tem o menor talento para criar uma jogada de ataque e se limita a tocar a bola de lado, nosso time não consegue impor um ritmo de jogo agressivo.

2. Marquinhos Santos apagado
Esse erro é consequência do anterior e tem se repetido com frequência, não foi exclusividade de hoje. Sem ninguém para dividir a responsabilidade da criação, o “galego” vira presa fácil dos adversários. Basta marcá-lo e pronto, acabou-se o time avaiano.

3. As escalações de William e Marquinhos
Com a clara recomendação de não dividir nenhuma bola nem correr o menor risco de levar um cartão amarelo e ficar de fora do clássico, foram dois jogadores a menos no time. Enquanto isso, Evando ficou em Floripa cuidando do seu Fair Play e Estrada amargando o banco.

4. Esquema 3-5-2
Só nosso treinador ainda não percebeu que está usando os jogadores errados para esse esquema. A zaga embora teoricamente mais protegida tem levado gols bisonhos e idênticos jogo após jogo e com a obrigação de ter dois volantes de marcação perdemos no setor de criação (vide itens 1 e 2).

5. Leonardo, Gustavo e Diogo Orlando
Num time que se gaba de ter o melhor e mais caro elenco do campeonato, termos que aturar essas três figuras é dose pra mamute. O zagueiro que não ganha uma bola na cabeça hoje se superou: as duas únicas bolas aéreas que ganhou foram na área do Joinville. Na primeira, afastou bisonhamente o ataque do Avaí armando o contra-ataque adversário. Na segunda, cabeceou de costas, pra fora. Enquanto isso, tomamos gol de cabeça lá atrás. De novo.

6. Estrada no banco
O time melhorou com sua entrada. Mas nossos adversários podem ficar tranquilos. No próximo jogo, o colombiano voltará ao banco. Enquanto isso, os três craques do item 5 certamente estarão em campo.

7. Má fase dos goleiros
Dá medo cada bola que chega perto do nosso gol. Se estava mal com Zé Carlos, pior ainda com Renan. Não seria a hora de testar Aleks?

8. Convicção x Teimosia
Enquanto a primeira denota um traço de personalidades fortes, a segunda representa a burrice em seu estado mais bruto. A diferença, em um exemplo prático com o mesmo técnico: enquanto no Brasileirão de 2009, apesar dos péssimos resultados até a décima rodada, tínhamos convicção que o time ia deslanchar, pois jogava bem. E foi o que aconteceu. Por outro lado, manter a escalação e esquema atuais, com tudo que foi mostrado até aqui, é burrice. Simples assim.

Como podem ver, há muita coisa pra arrumar. Infelizmente pra nós, é provável que tudo continue igual. Ah, claro. O preço do ingresso vai baixar. E toca todos pra Ressacada salvar o time, de novo. Até quando? Marcelo Herondino

O vexame em uma palavra

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Fala que ele não te escuta

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Avaí cai de quatro em Joinville: JEC 4x0 Avaí. De virtual campeão à humilhação do olé. Perder é normal, mas perder com um futebol vergonhoso, isso não aceito. Se você quiser dizer alguma coisa para Silas e seus miquinhos pouco amestrados, fique à vontade, porque eu não tenho estômago. Mas já adianto que ninguém vai te dar bola. Há muito tempo o nosso clube está infestado de surdos.

Para encaminhar a vaga

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Sem ufanismo nem otimismo exagerado, entendo que poucas vezes o Avaí terá uma situação tão boa para vencer o Joinville na casa do adversário como no jogo de logo mais.
Além de não vir fazendo boas apresentações na Arena, onde venceu pela última vez no longínquo 29 de janeiro (dizem que há um sapo enterrado por lá, vai saber), o JEC enfrenta a desconfiança de sua torcida e, como se fosse pouco, assistiu na última semana a um pequeno “racha” no grupo de jogadores, com dois de seus destaques (Lima e Ramon) trocando farpas publicamente.

Uma vitória na Manchester encaminha a classificação avaiana às semifinais do returno, passando então a brigar pela primeira posição para fazer as finais em casa. Mais que isso, combinada com no máximo um empate do Criciúma em Blumenau, o sucesso nesse jogo pode fazer o Avaí superar o time do sul do Estado na classificação geral, objetivo do qual já tínhamos até desistido.

O Avaí
A única mudança no “onze” avaiano deve ser o retorno de Rafael Coelho no lugar de Marquinhos Gabriel, que fica como opção. Assim, teremos que aturar mais uma vez Gustavo na lateral direita, mas vai discutir com o técnico azurra. Silas deve manter William, apesar do nosso maior destaque estar pendurado com dois cartões amarelos e o próximo jogo ser o clássico.
Voluntarioso como é, aliado à arbitragem do inoxidável José Acácio da Rocha, temo que possamos perder o Batoré para o jogo contra o primo-segundo.
No mais, é torcer para que o JEC não alce bolas na área avaiana, uma vez que por lá estará o sempre bem colocado zagueiro Leonardo.

O Joinville
Cheio de desfalques, o técnico Giba terá trabalho para armar o time. Para termos uma ideia, se o cintura-dura Pedro Paulo está suspenso e o JEC lamenta essa ausência, imaginem o nível do reserva! Além dele, Fernandinho, Júlio Bastos e Gilton (o famoso QUEM, mesmo?) estão fora por lesão. Com isso, o Avaí precisa cuidar de apenas DOIS jogadores: Lima e Ramon, justamente os dois que estão bicudos. Repito, são só DOIS jogadores. Pode ser, Silas?

O que pode atrapalhar
São poucos os fatores que poderiam impedir uma vitória avaiana, mas vamos a eles: a chuva, que tem deixado o gramado da Arena em estado lastimável; a sonolência que tem acometido os pupilos de Silas em alguns jogos fora de casa; a arbitragem, meu maior medo; o fato de que o JEC encara um time da Capital e de ser a última chance de sonhar com alguma coisa no catarinense. Arrisco dizer até que apenas um desses fatores sozinho não será suficiente para nos tirar a vitória.

É jogo para vencer
Ponto. Depois, a gente avalia se foi fácil ou complicado, se podia ser melhor ou não. Mas espero chegar às 18 horas desse domingo com a sensação da classificação muito próxima da Ressacada. Marcelo Herondino

Avaí B vai bem, obrigado

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Hoje o Coritiba venceu o Iraty por 4x2 e alcançou dois recordes históricos no Paranaense. Com 12 vitórias seguidas, a filial avançada do Avaí igualou a marca do rival Atlético-PR de 2008 e bateu o recorde de invencibilidade na competição: não perde há 28 jogos.

O Coxa segue com 100% de aproveitamento no returno e tudo isso graças a alguns jogadores que surgiram para o futebol brasileiro justamente aqui no Carianos. Ver Léo Gago, Émerson e até o outrora inútil Davi fazendo os paranaenses brilharem dá aquela dorzinha de corno básica, vamos combinar.

Os escolhidos e os esquecidos

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Já saiu a lista dos 18 atletas que entrarão no busão com destino a Joinville. As novidades ficam por conta do corte do goleiro Zé Carlos (gastroenterite), o retorno do volante Fabiano, recuperado de lesão, e o repeteco da não convocação de Evando. Maurício Alves também ficou de castigo.

Aleks passa a ser o reserva imediato de Renan e Cristian, bom, Cristian pode ter a sua milhonésima oportunidade de entrar em campo e provar que é tudo aquilo que Silas jura que ele é.
Goleiros: Renan e Aleks
Laterais: Gustavo, Julinho e Pará
Zagueiros: Leonardo, Emerson Nunes, Cássio e Gian
Volantes: Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando e Fabiano
Meias: Marquinhos Santos, Estrada e Marquinhos Gabriel
Atacantes: William, Rafael Coelho e Cristian Fonte base Infoesporte

Convocação geral

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É hora da maior torcida do Estado provar sua força para ampliarmos nossas apostas e alcançarmos nossa próxima meta que é terminar o ano dentro do G-20, o grupo de clubes com mais apostas no ranking da Caixa Econômica Federal. Atualmente estamos em 23º lugar, atrás do Sport. Para esse início de ano queremos massificar as ações relacionadas à Timemania, incentivando os apaixonados torcedores a aumentarem suas apostas, colocando o Avaí como o time do coração.

Como apostar?
As apostas custam R$ 2,00 e o torcedor pode escolher dez entre 80 números e um entre 80 clubes. A Timemania premiará o apostador que acertar entre três e sete números, além daquele que acertar o time do coração. Os sorteios são realizados às quartas-feiras e sábados, a partir das 20h. Não havendo acertador, o prêmio acumula para o concurso seguinte. Não deixe de conferir seu bilhete de aposta. Texto integralmente extraído do site oficial do Avaí

A volta do morto-vivo

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Ontem Mauro Galvão confirmou que o Avaí tem interesse em ter Robinho de volta para o Brasileirão. Robinho é aquele mesmo que em 2010 veio do Santos com status de super craque. Aliás, quem é que chega no Avaí que ospessoal não diz que é craque, hein?
Particularmente não gosto desse "reforço". Jogador de futebol sonolento, desinteressado, morno. Apelidei-o de zumbi azurra, porque pra mim não passava disso mesmo, um zumbi. Mas há esperança, pelo menos para esse blogueiros. Como querer não é poder (saber querer é que é), o Avaí ainda depende do OK do rapaz. Por mim não vem nem agora e nem nunca.

Essa é a Paulinha

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A gata avaiana sempre debruçada no parapeito do setor B da Ressacada foi descoberta. Descoberta no sentido de virar celebridade, obviamente. Ela que já esteve aqui no blog, agora é a musa da Revista do Avaí. Lindinha que só, nem precisava de Photoshop. Avaianas, naturalmente belas.

William, melhor não arriscar

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Nesse fim de semana nossas atenções estarão 99,9% voltadas para Joinville. Sabemos que o JEC anda mal das pernas, corre o risco de não se classificar entre os quatro para a decisão do returno e fará das tripas coração para vencer o Avaí. Seria juntar a fome com a vontade de comer.

Mas ao Avaí não bastará apenas a responsabilidade da vitória, mas também evitar o "crime" das suspensões com vistas ao clássico já na rodada seguinte. Digo isso porque nada menos que seis jogadores estão pendurados com dois com dois cartões amarelos: Batista, Gustavo, Pará, Romano, Diogo Orlando e o William.

Esse último me preocupa e não é pouca coisa, não. William é hoje um dos jogadores estratégicos no esquema de Silas. Além de artilheiro muito acima da média de gols, o nove do Avaí forma com Julinho, Marcinho Guerreiro e Marquinhos o quarteto onde, na minha opinião, se firmam as estruturas da atual equipe. A sugestão para Batoré é que contra o JEC nem olhe para o juiz. Vai que o cara encasqueta que tá sendo aviltado e resolve tirar o atacante do clássico. Melhor não arriscar nada.

Torcendo só por prazer

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No returno do estadual o Avaí está na segunda colocação com 10 pontos, apenas três atrás da líder Chapecoense. Dependendo dos resultados desse final de semana a equipe de Silas pode terminar até como o novo líder do campeonato. Entretanto, no que depender de minha torcida ainda não será desta vez que estaremos no topo da cadeia alimentar do futebol regional.

Como a Chapecoense vem a Floripa para jogar com o nosso primo-segundo-em-terceiro-grau das bandas do Estreito, esse blogueiro ficaria profundamente agradado com um empatezinho no estádio cujas arquibancadas avançam a Av. Santa Catarina com a permissividade do IPUF. Quanto a possível liderança azurra, essa a gente conquista na rodada seguinte. O prazer seria duplo, né não?

Duas doses para mamute

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"Não sei o que é pior no momento, se a teimosia do Silas em deixar o Estrada no banco ou essa zaguinha do Avaí, que desde a volta do Cássio não se acertou mais. É a pior zaga, ou o pior momento com falta de entrosamento entre os zagueiros, dos últimos dois anos. Silas precisa consertar esse setor, porque sofrer gol de cabeça do Metropolitano é dose para mamute". Da coluna de Polidoro Junior

Promoção mea culpa

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O Avaí está bem na foto nas duas competições que disputa paralelamente: Campeonato Catarinense e Copa do Brasil. No estadual vem numa boa crescente, o time titular finalmente começa a ser esboçado e alguns adversários acenam com a possibilidade de queda de rendimento nessa reta final.

Na Copa do Brasil as coisas estão até mais tranquilas. Um empate em 0x0 na Ressacada na semana que vem sela nossa classificação para a 3ª fase. O pescoço de Silas não está na degola em nenhum dos casos e a equipe não corre risco momentâneo nem lá nem cá. Por isso não entendi muito bem essa promoção de ingressos para o jogo contra o Ipatina. A água nem está batendo na bunda.

Tenho a impressão que a diretoria azurra não sabe o que fazer com todo o imbróglio criado desde a implantação da política de preços abusivos. De certa maneira ela vem se tornando uma moeda de troca com o torcedor: "A gente faz promoção e vocês nos recompensam com perdão" O perdão aqui seria a presença física no estádio, o mesmo que anda com míseros 30% de ocupação média".

Ate Silas já percebeu com os ânimos estão exaltados. Tentando explicar as vaias do torcedor avaiano no jogo contra o Metrô não tem dúvidas em afirmar que “Ali tem muito mais coisa envolvida do que o jogo em si. Tem a questão do valor do ingresso, tem muita coisa. Então é bom nem falar. Mas a minha parte é dentro do campo”. Essa novela está longe de acabar.

Pânico na TV

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Essa é a reação dos jogadores do Shakthar ao serem informados
que enfrentarão o Barcelona na próxima fase da Liga dos Campeões.

Torcedor chateado, cliente não atendido

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"Caro Gerson, todos nós que acompanhamos teu blog diariamente sabemos de teu posicionamento, sempre muito crítico, de modo construtivo, e com embasamento muito consistentes, principalmente no que diz respeito ao marketing avaiano. Pois bem, não sei se já é do teu conhecimento essa prática de nosso Departamento Marketing, mas de qualquer forma, lá vai:

Estava eu na loja do Avaí, na Padre Roma, para pagar minha mensalidade como locatário de cadeira da Ressacada, quando resolvi abrir a minha boca para perguntar o que não deveria. Questionei a atendente a respeito da situação dos locatários avaianos que continuaram pagando suas mensalidades no final do ano passado, enquanto a Diretoria colocava em prática os preços promocionais para não locatários - acertadamente, diga-se de passagem, pois se não fosse isso estaríamos disputando a Série B com Criciúma e cia.

Lembro-me de que foram prometidos certos “agrados” a esses malucos, doidos varridos, doentes da cabeça que teimam em comparecer em quaisquer jogos do nosso Avaí, faça chuva, sol ou vento sul, mesmo com aquele time medíocre do ano passado. Poderíamos escolher entre uma camisa oficial no mês de aniversário ou desconto na mensalidade. A princípio achei a iniciativa bacana, pois gosto de comprar camisas do Avaí. Não adianta, é minha segunda pele, mesmo sendo da Fanatic, cuja qualidade de acabamento e beleza são, pra ser bem “quiridu”, deploráveis.

O fato é que a resposta da atendente foi bastante “interessante”. Tire suas conclusões: - “Senhor, a única camisa disponível para os sócios é a branca. Mais nenhuma. A nova, da Copa do Brasil, não está disponível. Nem outros modelos do brasileirão do ano passado. A do Brasileirão deste ano, que ainda será lançada, nem pensar”. Isso mesmo, aquela camisa com a metade direita branca e a esquerda com umas listras verticais da largura de um dedo médio, na cor azul bebê. O refugo de loja. Aquela coisa deprimente (que me perdoem os que gostam daquilo).

Isso me soou como um insulto. Não pela forma como ela falou, longe disso, pois fui bem atendido. O que me insulta é a posição da diretoria no que diz respeito à política de relacionamento com seus sócios, pois o que está acontecendo é simplesmente uma relação parasitária, isto é, um perde-ganha onde perde o hospedeiro (locatário) e ganha o parasita (diretoria).

Ah sim, já ia esquecendo... temos uma segunda opção: 50% de desconto na mensalidade, também no mês de aniversário. Ou seja, eu pago R$55 por mês e, ao optar por esse “super desconto”, vou economizar incríveis R$27,50.
Só fazendo uma conta rápida, foram cinco jogos realizados em aproximadamente dois meses e com ingressos a R$10. Nesse período, o aluguel de dois meses de uma cadeira custava R$120 aos locatários do setor B, como eu. Com isso, temos um prejuízo de R$70 em relação aos que optaram pelos ingressos, que pagaram no total R$50. O que me irrita mais ainda é que toda essa promiscuidade se faz valer em cima de uma paixão, que é pura, autêntica, totalmente irracional, eterna e que resiste a todas essas atrocidades.

Mas, deixando o Avaí de lado, se eu fosse um simples cliente sadomasoquista de uma empresa qualquer e que, mesmo com tudo isso, continuasse a pagar minha mensalidade, eu te perguntaria: sou ou não sou um idiota? Desculpe pela delonga". Fernando Roberto Amorim

Podia sem bem melhor

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Ouvi um comentário ontem à noite, de um torcedor ao meu lado no estádio, que penso resumir bem o sentimento geral dos avaianos: “o Avaí não consegue fazer o fácil”. Tenho que concordar com ele, por tudo que vi na Ressacada nesse jogo contra o Metropolitano.
O Avaí tinha tudo para sair do estádio nos braços da torcida: enfrentou um adversário fraco e desfalcado, abriu dois gols de vantagem e encaminhou o que parecia ser uma goleada de lavar a alma. Mas foi fogo de palha. Inexplicavelmente, o time parou de jogar, chamou o adversário e, se não chegou a passar um sufoco, levou alguns sustos que não precisava em uma partida tão fácil.

O jogo

Como imaginava, Silas fez o óbvio e foi de Marquinhos Gabriel na vaga do suspenso Rafael Coelho. E, apesar de ter William isolado na frente, a grande fase do atacante aliada à fragilidade do setor defensivo blumenauense permitiram que fizéssemos logo dois gols. Respirei aliviado, pois meu medo era que o gol demorasse a sair e o time começasse a errar por ansiedade. Com essa vantagem, naturalmente faríamos mais e mais em uma noite memorável. Ledo engano. O time começou a tocar a bola de lado (já perceberam como o Diogo Orlando é craque nisso?) e irritar o torcedor.

Voltamos do intervalo
com Gian no lugar de Leonardo e, por um capricho dos deuses do futebol tomamos um gol justamente no ponto fraco do zagueiro qua havia saído: bola alta na área, gol de cabeça. De novo.
Pra nossa sorte, apesar da pouca vontade do time, Marquinhos (o original) estava mais inspirado que nos últimos jogos (o que foi aquele lançamento de letra no primeiro tempo?) e usando da vasta experiência cavou a expulsão de um zagueiro do Metrô. Surpreendentemente, com um a mais ainda conseguimos levar alguns sustos de um time fraquíssimo. Nossa defesa continua sendo o ponto mais fraco do time e isso precisa ser corrigido com urgência.

Mais adiante, Gustavo passeava pela pequena área quando... opa: olha a bola ali, dando sopa! Ele aproveitou que não tinha ninguém olhando, esbarrou nela e marcou o terceiro. Curiosamente, a mesma torcida que vaiava o irmão do Marquinhos passou a aplaudi-lo. Arrisco dizer que, se fizesse mais um gol de canela seria escolhido o craque do jogo.


Em resumo

Valeu pela vitória, ainda mais pelos demais resultados da noite (o Real Madrid perdeu pro Concórdia... deixem suas risadas nos comentários). Assumimos o segundo lugar, encaminhamos a classificação e temos fôlego para as duas próximas rodadas, que serão decisivas. Valeu - de novo - pela atuação do Marcinho Guerreiro e pela fase do William. Valeu pela recuperação do Marquinhos Santos e por mais uma boa atuação de Julinho, embora no segundo tempo ele claramente tenha ficado mais na marcação do lateral Nequinha, provavelmente um pedido do Silas.

Em tempo
Na metade da segunda etapa, a torcida começou a gritar o nome de Estrada, pedindo a entrada do colombiano no jogo. Ali, tive certeza que ele não jogaria hoje, Silas não nos daria esse prazer. O que ele fez? Colocou o volante Révson no lugar de William, provavelmente para segurar o ímpeto do Metropolitano. Durma-se com um barulho desses. Pra finalizar, se me permitem parafrasear o erudito Carlos Alexandre Aguiar, do blog Força Azurra, “o campeão (ainda) não voltou. O campeão precisa jogar como campeão. E que ninguém o atrapalhe. Certo, seo Silas?". Marcelo Herondino

Valeu pelos três pontos

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O Avaí começou fazendo 2x0 contra o Metropolitano ao natural. Pra falar a verdade não é muito natural ver aquele toque de bola vistoso dos comandados de Silas. Um belo espetáculo que durou 25min. Daí pra frente ambas as equipes fizeram o pacto de não se agredirem mutuamente e tudo ficou morno até o final do primeiro tempo.

No início da etapa final, eis que um de nossos tormentos deu o ar de sua graça. Bola alçada na área e o final desse capítulo já conhecemos de trás pra frente e de frente pra trás. Gol de cabeça do até então morto Metropolitano. Momentos de tensão pela frente.

O Avaí recuou, os blumenauenses passaram a gostar do jogo até que aos 15min acontece aquele outro tormento do torcedor azurra: expulsão na equipe adversária. À partir daí o Metrô acreditou que dava e se lançou ao ataque. Mais momentos de tensão. E nada de Estrada ser convocado a apresentar as armas. Se a torcida pede, treinador não é louco de atender, não é assim, seo Silas?

De tanto atacar eis que o Metropolitano se abriu ao contra ataque. E assim, aos 37min, só para queimar a língua de todo estádio que reclamava dele, Gustavo decreta o 3x1 e garante os três importantíssimos pontos na tabela. Entre mortos e feridos todos se salvaram, menos o Metrô e o futebol medroso do Leão no segundo tempo. Não, o futebol de campeão ainda não voltou.

Muito, muito dinheiro

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O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, é um daqueles caras que fazem a gente pensar seriamente em trocar a preferência pelo futebol para um outro esporte. Não importa que esporte seja, desde que não tenham personagens como ele já estaria de bom tamanho.

Hoje mesmo esse senhor afirma ter assinado contrato com a Rede Globo para que a emissora transmita os jogos do clube nos Campeonatos Brasileiros entre 2012 e 2015 por um valor que, segundo ele, oscila entre R$ 90 milhões a R$ 130 milhões por temporada. Para se ter uma ideia, o menor destes dois valores representa o orçamento total de Avaí por três anos.

Diante de uma realidade financeira tão diferente, penso que aos clubes de menor expressão, como o Avaí, restam dois caminhos inevitáveis: a implantação de uma gestão eminentemente profissional e investimento sério nas categorias de base. Definitivamente, sem este realinhamento gerencial, não será possível disputar um mesmo campeonato tamanho desequilíbrio da "balança comercial".

Há um crescimento perigoso da autofagia entre os clubes brasileiros,
coisa que Andres Sanches, Patrícia Amorim, Ricardo Teixeira e outros do mesmo naipe nem se preocupam. O que importa é o agora, o momento, a "minha" administração. O futebol brasileiro não vai nada bem, mas nada mesmo.

Dia para embalar

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Feriado em Florianópolis, temperatura amena, clima agradável, time vindo de uma goleada fora de casa... nada melhor para embalar de vez no campeonato do que uma vitória convincente hoje à noite contra o maltratado Metropolitano, certo? Bem, pelo menos é isso que espero: que de uma vez por todas o Avaí consiga emendar uma sequência de boas atuações e vitórias rumo ao sonhado tricampeonato catarinense.

O que pode atrapalhar?
De cara, a ausência de Rafael Coelho, logo quando ele e William estavam em uma sintonia invejável. E que nos preparemos, pois no próximo jogo deve ser o Batoré a ficar de fora, ou alguém acha que ele vai jogar em Joinville pendurado com dois cartões e correr o risco de ficar fora do clássico da semana seguinte?

Silas acenou com a possibilidade de escalar Marquinhos Gabriel, o que acredito ser a opção mais provável. Outra possibilidade seria a entrada de Cristian (Deus nos livre), pois segundo nosso treinador “o forte dele é fazer gols”. Não é um pândego, esse Silas? Ainda temos Evando, mas podemos esquecer que nem que o viaduto do Trevo da Seta resolva os problemas de trânsito pro sul da Ilha Silas escalará o “iluminado”.


Outro “problema” que pode nos atrapalhar é a volta do zagueiro Leonardo. Gian foi tão bem em Imbituba, por que não mantê-lo? Por que arriscar novamente a levar sustos - e gols - desnecessários, principalmente de cabeça?


O adversário
Como geralmente ocorre, começou o campeonato de forma razoável e foi caindo pelas tabelas até estar a apenas um ponto da zona de rebaixamento. E pode sair de Florianópolis nela, caso o Imbituba vença o Criciúma no mesmo horário. O time, que já não é grande coisa, ainda terá os desfalques da dupla de zagueiros Marcus Vinícius e Téio (sim, ele mesmo) e do meia Odair (sim, o Capitão Caverna).

Prognóstico
Dessa vez, não há margem pra erro: vitória avaiana, com alguma folga. Mesmo sem Rafael Coelho, não dá pra imaginar outro resultado. Se vai ser jogando bem ou não, é difícil responder, pois não temos conseguido empolgar ninguém dentro da Ressacada. Espero, sinceramente, que dessa vez possamos sair da Ressacada felizes e, mais que isso, esperançosos como nunca estivemos nesse ano. Marcelo Herondino

Não é a hora do chorinho

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Pois é, depois de comermos o pão que o Diabo amassou desde o primeiro jogo do estadual, eis que o Avaí se assanha para voltar a jogar um bom futebol e entrar pra valer na disputa pelo tricampeonato. Jogadores, cartolas e os "enviados especiais" da diretoria infiltrados nas redes sociais alinharam-se para o discurso de união. Normal.

O torcedor, claro, acena com a clara intenção de tomar o rumo da Ressacada para apoiar seu time, mas não sem antes propor o troca-troca da paixão de quem não é rico: "Baixa o preço que a gente vai". Pois se tem uma hora errada da nação azurra chorar por essa promoção, essa hora é agora.

A atual política de preços, implantada nos primeiros dias de 2010, pressupõe exatamente o contrário do que eu e você desejamos nesse momento. Isso porque todas as esperanças desse plano são depositadas em bons resultados dentro de campo. O futebol aparece, as vitórias acontecem e o interesse por acompanhar os espetáculos aumentam. Lei da oferta e da procura.

Essa é a hora da "vingança" do locatário de cadeira, aquele que pagou sua mensalidade até mesmo quando o time perdia para o Imbituba dentro da Ressacada. Agora chegou a sua vez de pagar proporcionalmente pouco pelo mesmo espetáculo, enquanto os demais terão que desembolsar belas notas graúdas de seus bolsos se quiserem testemunhar a catarse que se aproxima. Baixar o valor do ingresso avulso agora seria novamente desprestigiar o fiel mensalista.

Se você quer mimo promocional então terá que torcer pelo insucesso do time. É assim que essa política de preços funciona. O camisa 12 só é percebido e chamado quando a barca está à deriva, quase afundando. Daí é que os "planejadores" se lembram do torcedor e são tomados pelo amor eterno àquele que nunca abandona. Mas você não vai torcer contra justo agora, vai? Faça-me o favor.

Praticamente inútil

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Primeiro no Infoesporte e depois no site oficial do Avaí, foi divulgada a saída de Luís Verdini, treinador da equipe Sub-23, que está indo a caminho da Arábia Saudita para comandar as categorias de base.

Verdini é o caso clássico do profissional que chegou mudo e saiu calado. Não exatamente pelo aspecto verbal, uma vez que cansou de dizer bobagens nos microfones da imprensa (relembre aqui), mas porque não conseguiu produzir nada de útil naquilo para o que foi contratado.
O sub-treinador falastrão faz parte do grupo que tentou - ou ainda tenta, não sei - tomar conta do futebol do Avaí desde a base até o profissional, processo iniciado no início de 2010. Além do carioca Verdini, temos ainda Alexandre Parreira, Fábio Araújo e Gabriel Zunino. Um já foi...

O detalhe que me chama a atenção na matéria da saída do moço da foto é o texto final que nos alerta que "o clube irá estudar se contrata, ou não, outro profissional". Ou seja, além de ter-nos brindado com um trabalho de resultados pífios, o clube reconhece que talvez ele nunca tenha sido necessário, servindo apenas para onerar o caixa da Ressacada. É mole? Toca.

Ser ou não ser do ataque avaiano

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A reclamação do outro lado da ponte está grande. Apesar de estarem em segundo lugar, entre a Chapecoense e o Avaí, quem diz que o torcedor da equipe Barbie consegue ficar agradado? De vez em quando acontece a mesma coisa aqui pelas bandas da ilha. Aliás, onde não acontece isso, hein?

Nesse momento nós avaianos estamos com a pulga atrás da orelha. O time vem numa crescente, o DM anda às moscas, a preparação física vai bem, obrigado, e começamos a vislumbrar a classificação para o quadrangular final do 2° turno. Tudo deveria estar um mar de rosas, mas não é bem assim.

Rafael Coelho está suspenso e não joga amanhã contra o Metropolitano. É a deixa de Silas para armar o seu amado 3-6-1. E se der certo? E se der muito certo? E se justamente contra o Metrô a equipe realizar a sua melhor partida no ano? Medo. Medo de que Silas transforme sua preferência de apenas um atacante por uma convicção inarredável.

Nossos técnicos andam muito cagões e isso não é de agora. Basta olhar para o histórico de nosso cartão de visitas, a seleção brasileira, e veremos duas décadas de fuga daquilo que aprendemos chamar de futebol de verdade. Não sei se é uma tendência mundial, mas pensar primeiro em não perder para depois em ganhar se tornou uma síndrome entre os "professores" tupiniquins.

Que o Avaí vença e vença bem o Metropolitano. Que o time jogue por música e apresente um futebol de boa qualidade, mas que isso não signifique a crise do "Ser ou não ser" em relação às titularidades de William e Rafael Coelho, juntos. Se um sistema de jogo obriga que se ponha um dos dois no banco, então que se mude de sistema de jogo.

A necessária seriedade

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Marquinhos é o termômetro do Avaí basicamente em relação a tudo. Dentro de campo é o pensador e o capitão. Fora dele é a personificação da sinceridade que o torcedor avaiano gostaria que se alastrasse por todos os demais que fizeram do verbo politicamente correto a rota de fuga para a clareza de informação.

Depois da goleada de ontem o Galego poderia se valer de palavras doces como evolução, construção, amadurecimento, atitude, blá, blá, blá. Mas eis que em meio a euforia de um jogo que pode ser o ponto de partida para uma arrancada história rumo ao tão desejado tricampeonato, Marquinhos joga água fria na fervura lembrando que o Avaí não pode voltar a jogar um futebol burocrático.

Enquanto muitos avaianos já cantam "O campeão voltou", M10 nos lembra que o caos está ali pertinho, há uma semana de distância no péssimo 2x2 com o Criciúma dentro de casa, e isso depois de estar com dois gols de vantagem e um jogador a mais. Você esqueceu, eu também. Marquinhos, não. Esse e apenas esse tipo de seriedade é que pode levar o Leão ao título catarinense de 2011.

Uma luz no fim do túnel

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Os especialistas em aviação costumam dizer que um acidente aéreo nunca acontece por um único motivo. Sempre é uma conjunção de fatores que isolados não teriam consequência, mas que juntos proporcionam o desfecho trágico. Penso que o resultado de uma partida de futebol segue o mesmo raciocínio. Dificilmente um único detalhe faz diferença capaz de influenciar o resultado final. Em geral, é o conjunto desses pequenos detalhes que leva um time a vencer ou perder um jogo. E foi o que aconteceu ontem em Imbituba. Calma, não estou dizendo que a vitória avaiana foi um acidente. Nada disso. Mas sejamos francos: ninguém esperava que ela viesse com tamanha facilidade.

Primeiro tempo
Começamos como era esperado: fechados atrás e tentando sair no contra-ataque. Só que o ímpeto do adversário não permitiu que conseguíssemos isso logo de cara e começamos a dar chutões pra frente na tentativa de encontrar um atacante livre. Até os 15 minutos, não havíamos produzido nada. Ao contrário, escapamos de levar um gol e estávamos acuados em nosso próprio campo.

A partir daí a fúria imbitubense começou a arrefecer e o Avaí a tocar a bola e sair um pouco pro jogo. Já conseguíamos chegar tocando até próximo da área adversária e o embate estava equilibrado. Foi quando surgiu o primeiro detalhe que fez a diferença: um atacante definidor, que tanto pedimos no ano passado. William precisou de duas chances para fazer dois gols e colocar o Imbituba em parafuso.

Logo após o segundo gol avaiano, o inexperiente treinador Muller proporcionou o segundo detalhe a nosso favor: com o time ainda atordoado, mudou o esquema de jogo sacando um zagueiro. Se já estava complicado no esquema com o qual estavam acostumados, imagine mudá-lo logo após tomar dois a zero. O Zimba ainda fez mais duas alterações no intervalo que acabaram de vez com o time.

Segundo tempo

Menos de um minuto para chutarmos uma bola na trave e sair o terceiro gol. Depois, Marquinhos enfim voltou a marcar de falta. E o jogo acabou ali. Silas pôde se dar ao luxo de sacar Marquinhos, William e Rafael Coelho. Não era preciso fazer mais nada, tampouco havia algo mais para analisar. A falsa pressão do Imbituba no final foi só porque o Avaí não quis - e nem precisava - jogar mais.


De positivo
Mais uma vez a atuação de Julinho. Ainda escreverei mais sobre ele, mas por ora basta dizer que é uma grata surpresa. A única preocupação é que não é tão bom marcando quanto no apoio. Contra um time com uma ala direita forte, Silas terá que ajustar a cobertura para evitar sustos.

Marquinhos não foi mal, mas ainda não é O Marquinhos. Se o Gustavo tivesse jogado o que seu irmão jogou ontem, diríamos que “jogou muito” pro padrão Gustavo de qualidade. Mas como era o Marquinhos... bem, a gente sabe que pode ser muito melhor. Ah, claro: Marcinho Guerreiro, como sempre, seguro, discreto e eficiente, arrumou a entrada da cozinha avaiana. E a volta de uma dupla de ataque decente. Obrigado, Senhor!


Em resumo
Por mais que tenha ficado feliz com essa vitória, não consigo ser tão ufanista a ponto de achar que tudo são flores a partir de agora. Ainda há muito a ser arrumado, mas é óbvio que uma vitória assim dá mais tranquilidade para fazer o que é preciso, ainda mais levando em conta que o próximo adversário é o sofrido Metropolitano na Ressacada.

Espero sinceramente que essa goleada não tenha sido mesmo só um acidente. Que a conjunção de fatores volte a se repetir, de preferência causados mais pelo nosso desempenho positivo do que por fragilidade adversária. E, se isso acontecer, poderemos então cantar a plenos pulmões o que os avaianos que foram ao Sul do Estado ontem cantaram: “O campeão voltou”. Marcelo Herondino

Vitória num momento estratégico

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Se a goleada do Avaí sobre o Imbituba por sonoros 4x0 não for mais uma miragem, arrisco afirmar que Silas e cia definitivamente entraram na briga para a classificação entre os quatro que decidirão o returno do campeonato catarinense. Essa expectativa é confirmada pela 3ª colocação na tabela, reforçada pelo fato de que o próximo jogo é aqui, quarta-feira, contra o combalido Metrô.

Sem sustos desnecessários, retrancas constrangedoras, enfim, foi um jogo normal. Como Marcelo Herondino salientou no pré-jogo dessa manhã "Um torcedor desavisado que acordasse agora, depois de passar três meses em coma, diria sem pestanejar que o Avaí é favorito absoluto pra esse jogo. (...) não deveria ter dificuldades para vencer, até com folga" E foi assim que foi.

Vitória importante num momento estratégico. É a reta final do campeonato.
O Leão pode disparar. O Avaí dá mostras de querer colocar as manguinhas de fora. Se existe uma hora certa para time e torcida se encontrarem, essa hora é agora. Será que os cartolas avaianos terão a sensibilidade e inteligência necessárias para perceber isso? É o que esperamos.

Óculos especial para PPV

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O jogo de hoje entre Imbituba e Avaí estava inicialmente programado para às 16hs, de maneira que pudesse ser transmitido pela RBS em canal aberto para toda SC (corrijam-me se estiver errado). Entretanto, como nesse campeonato o Avaí não passa de um mero coadjuvante, esse evento foi jogado para o horário das 18:30hs via Pay Per View.

Sinceramente? Fosse eu diretor de esportes da RBS faria a mesma coisa. Há mais pessoas interessadas na partida de Blumenau, que pelo menos vale a liderança do campeonato, do que nesta de Imbituba, onde tudo pode acontecer, inclusive nada. Matemática comercialmente simples e inquestionável.
Há um outro argumento infalível para essa mudança de prioridade: se nem o torcedor avaiano tem demonstrado disposição para apostar em seu time (vide média de público na Ressacada), porque uma empresa que pretende ser lucrativa o faria?

Por isso minha dica é que você imprima esse óculos especial do post para usar diante da TV do boteco da esquina que tem Pay Per View. Você percecerá que ele se encaixará perfeitamente em sua face porque é específico para os torcedores avaianos que não tem esse canal de jogos pois optou pagar o mesmo valor mensal para ser locatário de uma cadeira azul na Ressacada.

O fundo era falso

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E lá vamos nós. Fazendo segredo sobre a escalação, no melhor estilo “somos medíocres”, o Avaí joga contra o Imbituba na tarde desse domingo no sul do Estado. Um torcedor desavisado que acordasse agora, depois de passar três meses em coma, diria sem pestanejar que o Avaí é favorito absoluto pra esse jogo. Integrante da Série A, com uma folha de pagamento altíssima, um elenco com nomes conhecidos, um técnico que fez história por aqui, um centro de treinamento moderno, uma torcida apaixonada... sem dúvidas, não deveria ter dificuldades para vencer, até com folga.

Triste é constatar que esse torcedor estaria completamente errado. Se existe um favorito nesse último domingo de verão, é o simpático time do sul do Estado. Jogando em casa, sabedor de suas limitações e com um elenco de Homens o Imbituba tem vantagem para o confronto, ao encarar um arremedo de time, sem organização, sem vontade, sem planejamento e (quase) sem esperanças.


O Avaí

Mais uma vez, não sabemos quem sai jogando, pois seria um perigo divulgar com antecedência a escalação para o poderoso Imbituba. A única certeza é que o atrapalhado Leonardo fica fora, suspenso. No seu lugar, provavelmente entre Gian, o que não nos dá motivo algum para comemorar. Podemos optar por jogar com apenas dez? De resto, temos Fabiano à disposição, o que é o mesmo que estivesse machucado e, ao menos, a volta de William ao ataque, único motivo para ainda acreditarmos em alguma coisa boa nessa tarde-noite.

O Imbituba

Quase o mesmo time que empatou com a Chapecoense na última rodada, a não ser que se confirme que os destaques Matheus e Victor Hugo - emprestados pelo Avaí e justamente os autores dos gols no último jogo - estejam impedidos de jogar contra o Leão em função de uma cláusula contratual. Um time que se vale da vontade mais do que da técnica, o Zimba tem no conjunto seu ponto forte. Sem grandes estrelas, tenta praticar um futebol solidário para surpreender os adversários que o subestimam. Vale lembrar que no turno, em plena Ressacada, já nos venceram por 1 a 0.

Prognóstico

Sinceramente? Nada mais que um melancólico empate. Devemos jogar retrancados como sempre, sair pro jogo depois de tomar um gol como sempre e reclamar da sorte no final, como sempre. Minha certeza de insucesso se torna ainda mais forte ao saber que soprará a latinha nesse jogo o mito, o fantástico e grandioso Célio Amorim. A Federação só pode estar de brincadeira conosco.
Em resumo: o Avaí está escondendo a escalação, proibindo jogadores adversários de entrar em campo e com o favoritismo do outro lado. É, eu pensava que tínhamos chegado no fundo do poço, mas pelo jeito o fundo era falso. Marcelo Herondino