Mensagem aos leitores

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Excepcionalmente hoje me refiro você, o leitor, no plural. Faço isso num breve momento de aceitação do fato de que junto com você, muitas outras pessoas passam aqui todo dia para discutir um pouco desse "cara" que temos em comum, o Avaí. Se saber que mais de 1000 leitores vêm espiar esse endereço diariamente têm um forte componente envaidecedor, por outro lado é também "congelante". Nunca me senti à vontade para falar nem para um público de 20 pessoas, quanto mais para esse povo todo. Então prefiro partir da ideia de que só leu a postagem quem a comentou.

Não pretendo agradecer à vocês por terem visitado o blog ao longo de 2010. Também não digitarei nenhuma palavra de louvor por darem esta audiência tão significativa a esse blogueiro. Um produto lhes é oferecido e seu mérito é saberem aproveitar esse capital disponível pro bono. Sim, vocês são inteligentes.

Mas vocês me inspiram, me influenciam e me obrigam a evoluir como ser humano. Tô falando sério, porra! Não pensei que aprenderia tanto no trato diário com pessoas de personalidades tão ecléticas, com opiniões tão contundentes e posicionamentos muitas vezes mais críticos até mesmo que os meus, quem diria.

Como legítimo descendente de alemães, daqueles convictos que o teimoso é sempre o outro, fui obrigado a exercer a difícil arte da flexibilidade no trato com "estranhos" que me forçaram a dar um passo atrás. Aliás, foi com vocês que aprendi que todo beco têm pelo menos uma saída.

Por esses preciosos ganhos secundários advindos desse relacionamento é que agradeço, e agradeço de coração.
Agradeço aos 302 aí do quadradinho ao lado que chamo de Os melhores leitores por darem sua chancela pública de aprovação ao blog.Também aos 755 seguidores do Twitter que têm uma paciência heróica para aguentar meu humor ácido, ao amigos do Facebook e do Orkut, enfim, a todos que ousam dividir parte de suas vidas com um cara que nunca viram. Haja coragem!

A todos vocês que considero quase amigos (o que não é pouca coisa), desejo um 2011 maravilhoso, de conquistas pessoais absolutamente enlouquecedoras e com muita, mas muita saúde mesmo. Nós publicitários temos uma expressão típica quando queremos dizer que algo é ou está ótimo, então permitam-me a heresia verbal para afirmar que Vocês são do caralho! Jennifer Aniston está ali porque atuou no seriado Friends (amigos, entendeu?) e também porque a considero uma boa atriz (boa, entendeu?)

A crise de representatividade - Final

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Concluirei, então, esta série de postagens do dia de hoje, mas não sem antes deixar claro que o que se decidiu anteontem, com bem lembra o dono do blog, é apenas uma parcela de tudo o que se tem que resolver no clube.
Àquela altura da reunião, em que já se começava a ganhar em calor nos debates e perder em objetividade, se fazia necessário partir para o pragmatismo que a situação requer: a solução não podia ser uniforme como estava se apresentando porque o perfil do torcedor é muito longe de ser uniforme.

A proposta apresentada
Em linhas gerais, representou, sim, um decréscimo considerável no plano aprovado no início do ano, se não, vejamos: uma média de R$8 a menos nas mensalidades de todos os planos básicos (R$5 mais o mal formulado desconto no aniversário do sócio que, pulverizado nas doze mensalidades daria um efeito muito mais positivo para a torcida); a formulação do plano família com descontos consideráveis para grupos familiares que são uma boa parcela do universo dos sócios; a possibilidade de pagamento antecipado com a razão de 1% de desconto por mês antecipado, o que pode resultar no desconto de 12% nas parcelas, o que equivale à isenção de uma das mensalidades. Soma-se a isto a ausência de correção pelos índices de inflação.


Ocorre que toda esta miríade ficou, ao meu ver, mal formulada e, por R$5 aqui, R$5 ali, que poderiam se compensar sem qualquer redução no montante final, deixou-se atender aos anseios da torcida que, pelo que acompanho nas redes sociais, não são nada exorbitantes. Fiz, então, as seguintes considerações, sem as quais não aprovaria a proposta, como, de fato, não fiz:

1 - O setor A está lotado e tem fila de espera. Mandam as regras de mercado que seja possível, inclusive, majoração nos preços, dado que é, reconhecidamente, o melhor lugar do campo para assistir a uma partida de futebol. Precisa, efetivamente, ter preços diferenciados de outros lugares;
2 - O desconto do mês do aniversário deveria ser pulverizado nas 12 mensalidades com vistas a dar uma real observância do desconto que se estava proporcionando e, inclusive, uniformizar a receita mensal do clube;
3 - A política de preços (e sei que aqui sou severamente contestado) deve se manter a mesma do início ao fim do ano, sem preços diferenciados por situação do time, campeonato em disputa ou qualquer outro fator. Isto atentaria (como atentou nos preços de fim de feira do final da temporada) contra o respeito ao sócio adimplente e contra a relação de lealdade entre instituição e sócio;
4 - A unificação dos setores C, D e E e, principalmente, a majoração de 50% (!) das mensalidades das cadeiras inferiores daquele setor (local de comprovada dificuldade de povoamento) era completamente fora de propósito e, com a devida vênia, a argumentação de que torcedores das cadeiras inferiores estavam ocupando as superiores é inaceitável. Invista-se em fiscalização, oras (talvez a mesma que impede os torcedores de criticar o Delfim ou os treinadores) para não deixar isto acontecer;
5 - O preço dos ingressos dos setores cobertos tiveram uma redução desproporcional em relação aos descobertos onde efetivamente, o problema é mais agudo. Há, com certeza, margem para uma redução maior para os setores descobertos inclusive com compensação nos setores cobertos (a política de preços de ingressos não era objeto do que estava sendo apreciado, mas é determinante para a formulação da política de mensalidades).

Tudo foi ouvido, atentamente, mas nada levado em consideração. Optou-se pela aprovação, sem qualquer alteração sugerida por mim ou pelos demais colegas conselheiros, da proposta, com bons avanços - aqui se reconhece -, mas ainda passível de necessários ajustes.
A primeira votação contou 16 votos contra 15. A segunda, inexplicavelmente, 20 votos a 10 (apenas 2 votos dos contrários foram desconsiderados na segunda oportunidade por fazerem parte, pasmem, do conselho fiscal - isto, aquele que congrega os responsáveis pela verificação de nossas contas). Pior, dentre os 20 havia muitos empregados do clube, numa relação incestuosa prejudicial à imagem do Conselho.

De tudo isto, concluo
1 - O Conselho ainda sofre da dita “crise de representatividade”, amenizada pela consciência de alguns conselheiros que se “redesenharam” durante o ano de 2010, mas agravada por esta quantidade de conselheiros que recebem seus salários dos cofres do clube;
2 - A distância entre o que quer a diretoria para saldar as suas despesas e o que querem os torcedores, para continuar alimentando a sua louca paixão pelo clube, é muito menor do que se imagina. Ajustes na conduta da diretoria e na relação institucional sua para como o seu torcedor poderiam construir a pequena ponte necessária (mas totalmente destruída) entre os interesses de um e outros;
3 - A diretoria não sabe o pote de outro que está embaixo da mágoa do torcedor. Tratasse ele com um pouquinho de carinho e se veria que o dinheiro necessário para que não percamos o Somália para o Duque de Caxias ou o Émerson para o Coritiba poderia brotar aos borbotões;
4 - Os nossos maiores problemas são, como bem vem salientando o Gerson neste espaço, a comunicação do clube, que precisa evoluir para chegar ao nível amador (que dirá ao profissional...) e a relação com a torcida;

E, o mais importante:
5 - Tudo é solucionável, com a abertura de olhos e ouvidos para as vozes e textos que vem de fora dos gabinetes, afinal de contas, é perceptível que, não obstante o aparente embate, a finalidade de todos os envolvidos é a mesma: o bem do Avaí.

Apesar de tudo, que tenhamos um 2011 azul.

A crise de representatividade - Parte 2

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E era este um dos pensamentos que me tomavam no caminho para a Ressacada: a crise de representatividade. Ocorre que, de outro lado, havia um outro pensamento: que clube queremos? Que time queremos? E, o principal, como vamos pagar o que queremos? A soma dos dois pensamentos resultavam em uma postura a ser adotada: todos os argumentos, de um lado e de outro, deveriam ser ouvidos, pesados e levados em consideração nessa decisão.

E foi isto que fiz: ao lado de outros conselheiros que, assim como eu, pareciam estar sofrendo com a decisão tomada há um ano, transformamos a reunião em muito mais do que a “palestra homologada” que ocorreu naquela oportunidade (Não Kátia, não esqueci que você foi dissonante). Nesta oportunidade houve toda sorte de argumentações de um lado e, mais importante, de outro. A voz das ruas e das redes sociais foi representada na fala de alguns conselheiros, sim, assim como foi representada a voz da diretoria. Sem medo de errar: havia, sob a minha ótica, acertos e erros dos dois lados.

Não há dúvida de que somos um anão no meio de gigantes, e neste ponto, razão à diretoria: conseguir patrocínios em uma realidade em que o clube se situa em uma metrópole de aproximadamente 1 milhão de habitantes (de longe a menor de qualquer uma das metrópoles representadas na série A) e ainda precisa dividir este quinhão com outro clube, deve ser uma tarefa hercúlea. Montar um time competitivo nestas condições, idem.

É inevitável que a participação do bolso do sócio e do torcedor, neste panorama, deve ser maior, pelo menos neste momento, do que se tem um clube de outra envergadura.
Entretanto, há dois pontos cruciais acerca deste panorama: a solução não é, simplesmente, majorar valores até as alturas.

Em primeiro lugar porque a função de quem planeja esta política de preços é muito complicada (mas é a função dele, oras!): encontrar o exato limite entre o máximo que todos os perfis de torcedores podem pagar e o mínimo necessário a fazer frente às enormes despesas do clube.
Em segundo lugar, porque a questão, aqui no Avaí, depois de tudo o que ficou demonstrado em 1988, em 1992, em 1994, em 1997, em 1998, em 2007, em 2008, em 2009 e, agora, em 2010 (cada torcedor da minha idade sabe o que aconteceu em cada um destes anos) é muito mais do que financeira, é estratégica! A torcida avaiana faz parte da estratégia do clube de se manter na elite. Mais do que em muitos outros clubes.

Para fazer frente às despesas é preciso fazer renda e fazer renda, no Avaí, é impossível sem que o caldeirão esteja fervendo. Não fosse a torcida (que me desculpe o limitado Benazzi), o nosso orçamento de 2011 seria de série B. A esta altura o leitor deve estar pensando: “deixa de ‘trololó’ e vai ao assunto”. (conclusão no post das 20hs)

A crise de representatividade - Parte 1

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Sou conselheiro do Avaí, neste “mandato”, há aproximadamente dois anos (já o fui em oportunidade passada, também pelo mesmo período aproximado). Confesso que me dirigi à Ressacada na noite desta terça-feira com “borboletas no estômago”. Sabia que naquela oportunidade definiria a minha sensação comigo mesmo a respeito do papel de conselheiro, algo que, a mim, definitivamente, não ficou bem resolvido durante o ano de 2010. E explico:

Sou dos que votaram a favor, naquela oportunidade, do novo plano de sócios, e o fiz com base em algumas premissas básicas: Sou absolutamente leigo no assunto; tinha conhecimento vago dos números envolvidos no que diz respeito à receita, despesa e planejamento de mercado exercido até então pelo clube; e, principalmente, sentia-me na obrigação de dar um voto de confiança a uma diretoria que até ali tinha demonstrado aprender com erros.

Sim. A atual diretoria, capitaneada pelo controverso João Nilson Zunino - amado por alguns, odiado por outros, e amado e odiado (ao mesmo tempo) pela maioria - se constituiu em um desastre ambulante até o ano de 2007, tendo a sua reconhecida capacidade administrativa absolutamente anulada pelo notório desconhecimento desta “arte” que é lidar com o futebol e todas as suas facetas. Aceitou o “auxílio” de inúmeros “satélites oportunistas” que orbitam qualquer agremiação futebolística que demonstra alguma capacidade de alavancagem financeira e ingenuidade dos dirigentes e quase nos colocou na série C de 2008.

Tudo mudou quando aprendeu (ou teve sorte?) e se cercou de um outro “satélite oportunista” que, ao contrário dos anteriores, tem a clarividência de perceber que administrar bem o futebol é muito mais lucrativo do que tentar se aproveitar sorrateiramente dele.
Com LA, nosso futebol entrou em uma fase áurea e a conhecida, certificada e lucrativa veia administrativa do nosso presidente ganhou asas, transformando o clube e a nossa praça esportiva em algo que nem o mais iludido torcedor poderia imaginar (muito embora ultrapassasse as fronteiras de seu cargo para se tornar, de forma pouco legítima e perigosa, o “patrocinador máster” do clube, com o agravante de que o dinheiro despejado no caixa torna-se crédito do cedente e não receita do cessionário).

A impressão de que os erros ocorridos até 2007 foram a fonte dos acertos dos anos seguintes tinha, então, uma base muito sólida e foi nela em que me baseei para dar o voto de confiança no emaranhado de números e justificativas apresentadas por aqueles rapazes bem vestidos e cercados de inúmeros aparatos tecnológicos que vinham com um currículo embaixo do braço em que constava a significativa inscrição: “Fomos nós que montamos o plano de sócios do Atlético Paranaense”.

Pois bem. Veio 2010. O esvaziamento das arquibancadas e a montagem de uma turba de picaretas que vestiram a camisa do Avaí e que, não fossem os “seminaristas” e os maltratados torcedores, teriam nos colocado na série B novamente. Tudo o que me vinha à cabeça era a comparação inevitável do que nós, do Conselho, fizemos naquela noite com o que os nossos congressistas, em Brasília, têm feito sistematicamente: não estávamos, assim como eles, ecoando a voz de quem representamos, no nosso caso, o torcedor. A isso, o constitucionalismo moderno tem dado o nome de “crise de representatividade”. (segue no post das 16hs)

Um dia de postagens especiais

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Ontem foi um dia pra lá de agitado nas redes sociais avaianas. A decisão de ajustes tímidos promovidos pela reunião do Conselho Deliberativo (CD) do Avaí suscitou muitas ondas de protestos e até mesmo de reflexões por todos os lados. Os debates ocorridos entre torcedores serviram para que pudéssemos ter uma boa visão dos diversos ângulos dessa questão relativa à elitização do futebol brasileiro. Mas faltava alguma coisa.

Acompanhando os debates aqui no blog percebi que tínhamos uma testemunha ocular desta pouco concorrida reunião do CD. Adir José da Silva Júnior é conselheiro avaiano há dois anos (já o foi pelo mesmo período em outra época), atento observador das coisas relativas ao nosso clube e participou da reunião de anteontem de forma ativa.

Convidei-o a trazer seu relato para os leitores do blog e ele, como já era de se esperar, não se furtou a esse serviço de (muita) utilidade pública. Num texto que preza pela clareza, Adir nos trás um retrato do antes, durante e depois deste evento que mexeu visceralmente na relação futura do torcedor azurra com seu clube do coração.

Por isso as postagens do dia de hoje serão todas dedicadas a essa fotografia institucional da decisão tomada pelo CD e relativa ao novo formato dos preços a serem praticados na Ressacada. Os textos já estão prontos e serão divididos em três partes, com horários definidos para as 11hs, 16hs e 20hs.

O Conselho decidiu

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O dia em que Zunino virou Barbie

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Nilton César Zunino, conhecido pelo pseudônimo de César Zunino, vêm de uma família de mãe alvinegra e de pai avaiano, uma irmã alvinegra e quatro irmãos avaianos. É conselheiro do clube do lado de lá da ponte e irmão, acredite, de João Nilson Zunino, presidente, patrono, caixa automático, cartão de crédito e Papai Noel do Avaí FC. Você sabe como esse cara debandou pro lado de lá?

O prejuízo da distância
A pior das consequências na continuidade dessa política de preços elitistas na Ressacada que entra em seu segundo ano de vigência, é que pouca gente se dá conta que é nele, no estádio, que os corações tendem a pulsar mais forte. Tão forte que muitas vezes são capazes de pular de um lado da cidade para outro bem distante. Distante e bem diferente.

A metamorfose
Segundo César Zunino foi exatamente o que aconteceu com ele: "Na metade da década de 1960, quando cheguei em Florianópolis, meu irmão já morava aqui e fez um pequeno tour pela Ilha e pelo Continente. Uma das coisas mais importantes que ele me mostrou foi a melhor praça de esportes que existia em Santa Catarina. Então ele veio até o Scarpelli, subiu no morrinho que vai pra Coloninha e de lá me mostrou o estádio e o gramado e exclamou: “Que belo gramado“. Assim, me tornei Figueirense e sou Figueirense e foi meu irmão mais velho, o presidente do Avaí, que transformou alvinegro. Inclusive isso é algo que eu acho ele mesmo não sabe ou não se lembra".

Ele não lembra, César, claro que não lembra. Se lembrasse demitiria todo esse povo que não gosta de gente e que continua convencendo-o a afastar a nação azurra da Ressacada. Fonte "Vosso" Figueira

Nem é preciso ser pitonisa

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Ah, essa novela dos preços da Ressacada. Na humilde opinião desse blogueiro o capítulo de ontem à noite, que deverá ter seus desdobramentos por todo o ano de 2011, é uma senhora cortina de fumaça para os problemas mais graves desse clube de 87 anos de vida. Como disse no post de dois dias atrás, a questão não é o preço, estimado leitor.

Esses que estão aí aprovados por apenas 30 conselheiros num universo de 230 (uma vergonha em termos de comprometimento), se não são valores que incluem os avaianos no dia-a-dia do clube, também não chegam a ser um desastre. Que fique claro que estão caros, mas não lembro de você aí ter feito algo de prático há um ano quando um crime maior foi cometido com aumentos que ultrapassaram com folga os 100%. Te calassi lá e váx querer gritar agora? Ah, vá!

Pedra cantada
Ninguém ouviu da boca de um dirigente avaiano que algum erro tenha sido cometido esse ano. Essa era a deixa para sabermos que nada de diferente aconteceria na noite de ontem. O projeto chegou pronto para apreciação do Conselho e, claro, foi aprovado sem nenhuma alteração. O Avaí é prisioneiro da dívida que tem com Zunino, portanto seremos todos "decorativos" por muito tempo.


Vale a pena ler de novo
Há cerca de uma ano, logo após a fatídica reunião desse mesmo Conselho com vistas aos novos preços da Ressacada, concluí a postagem com um pensamento profético que se encaixa perfeitamente à realidade de hoje. Coisa de pitonisa porreta, que sabe muito de Avaí e nada de números abençoados da Mega-Sena: "Se essa decisão da diretoria avaiana, devidamente respaldada pelo Conselho Deliberativo, foi acertada ou não, apenas o futuro dirá. Aposto um pastel de camarão que mais cedo ou mais tarde teremos de dar um passo atrás. Coisa de caranguejo, aquele bichinho que se nega a sair do mangue".

Assim é complicado, muito complicado

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E lá se foi a reunião do Conselho Deliberativo do Avaí. Não gosto da presunção da frase "eu já sabia", pois ela só é sorrateiramente lembrada pelo autor depois que a profecia se realizou. Caso contrário o cara fica torcendo que ninguém mais se dê conta do mico e a coisa caia no esquecimento. Mas no caso dos resultados práticos dessa reunião de ontem, eu já sabia mesmo.

Na verdade, eu, você, o ET Bilú, a Maricota de Santo Antônio de Lisboa e todos que ainda possuem ao menos um QI de Forrest Gump já sabíamos desse desfecho típico de quem se nega a aprender com o passado. Não houve quem assumisse algum erro em 2010 e a diretoria do Avaí continua com os dois pés firmemente plantados no chão... e as duas mãos também.

Volto a comentar esse assunto com mais cuidado ao longo do dia, porque confesso não ter tido tempo para digerir mais essa monumental cegueira que acometeu as pessoas que nesse momento decidem as estratégias do nosso clube. Aliás, é nosso mesmo?

Os valores oficiais para 2011

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No Setor A, mantém-se os valores aplicados nesse ano, porém, os sócios maiores de 12 anos, que estiverem em dia em 2010, terão 50% de desconto no mês de aniversário. Eles podem optar ainda por receber uma camisa oficial do clube. Já os associados menores de 12 anos terão 100% de desconto no mês de aniversário e ainda ganharão um presente surpresa.

Nos setores B, F, G e H aplica-se a redução de R$ 5,00 nas mensalidades de homens e mulheres. Portanto, quem pagava R$ 60,00 passa a desembolsar R$ 55,00, podendo pagar até menos caso aderir aos 50% de descontos do mês do aniversário. Para isso, é preciso estar com a mensalidade em dia em 2010. As mulheres pagarão R$ 35,00, mas também podem optar pelo desconto de 50% do aniversário. Os menores de 12 e 18 anos, nesses setores, continuam pagando os mesmos valores, mas terão descontos também se aderirem ao desconto do aniversário. Os menores de 12 tem 100% de desconto e mais um presente.

Os setores C, D e E serão unificados. A cadeira inferior deixa de existir. Portanto, a mensalidade será de R$ 90,00 para os homens, de R$ 65,00 para as mulheres, de R$ 45,00 para até 18 anos e de R$ 35,00 para até 12 anos. Todos eles podem aderir ao desconto de 50% no aniversário, exceto os menores de 12 anos que ganham 100% e mais um presente. Vale lembrar que basta estar em dia em 2010.

Novas modalidades do Sócio Coração
O Sócio Coração Nação Avaiana pagará uma mensalidade de R$ 20,00 e terá ainda 50% de desconto nos ingressos. Serão apenas 1 mil associações para esta modalidade que será aplicada nos setores G e H.

O Sócio Coração Família exigirá uma quantidade mínima de dois integrantes. O primeiro não recebe desconto, o segundo recebe 10% no preço da mensalidade, o terceiro 15%, o quarto 20% e partir do quinto integrante 30%.

O Sócio Coração Vip, destinado à Área Vip. A opção Private dá direito a uma cadeira por mês a R$ 200,00. A opção Business cobra R$ 600,00 mensais com direito a quatro cadeiras. Já a opção Corporate custa R$ 2.000,00 por mês contemplando 13 cadeiras.

O Sócio Coração Corporativo que é destinado a empresas. O pacote exige no mínimo dez cadeiras a R$ 95,00 na parte coberta ou dez a R$ 60,00 na área descoberta. O pacote tem 10% de desconto.

Ainda sobre os novos valores para 2011, o associado poderá pagar a anuidade com 12% de desconto. Além disso, a cada mensalidade adiantada, haverá o desconto de 1%. Se pagar duas ganha 2% e assim sucessivamente.

Ingressos
Em 2010 a cadeira coberta custava R$ 100,00. Em 2011, custará R$ 80,00 e a meia entrada R$ 40,00. Já na cadeira descoberta a redução é de R$ 60,00 para R$ 50,00. A meia custará R$ 25,00. Texto base extraído do site oficial do Avaí

Os "novos" preços da Ressacada

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Texto do conselheiro Adir José, postado num tópico da Comunidade do Avaí no Orkut, logo após da reunião do Conselho Deliberativo que definiu os novos preços na Ressacada:
  • Ingresso das cobertas baixaram R$20, foram para R$80
  • Ingressos das descobertas baixaram R$10 e foram para R$50
  • Parte inferior dos setores C, D e E tiveram preço igualado aos demais e foram para R$90
  • Demais setores baixaram R$5
  • Haverá desconto de 50% na mensalidade no mês do aniversário
  • Haverá plano família, com graduação de descontos para cada filho, irmão, pai e mãe adicionais, apenas em um setor. Também haverá outros planos corporativos
  • Pagamento adiantado de mensalidades terão desconto de 1% para cada parcela adiantada, podendo chegar a 12% (o que equivale ao desconto de uma mensalidade do ano, no caso do adiantamento integral)
  • Foram 20 votos a favor e 10 contra
Faço a resenha porque entendo que estava lá representando os torcedores que precisam saber dos resultados. Votei contra a proposta, não por considerá-la absurda (na maioria dos pontos está até razoável), mas por entender que haveria alguns acertos a se fazer:
  • Os valores dos setores C, D e E inferiores tiveram um aumento muito absurdo
  • O desconto no aniversário deveria ser pulverizado nos demais meses (isso implicaria em uma diminuição de cerca de R$10 no total)
  • Os valores dos ingressos das descobertas deveriam reduzir pelo menos mais R$5 em contraposição aos das cobertas que ficaram muito baratos proporcionalmente (embora ingressos não fossem objeto de votação pelo conselho)

A ironia dos Planos de Sócios

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Sócios derrubam lucro de clubes em bilheterias
Matéria da Máquina do Esporte - São Paulo/SP - Em 28/12/10 as 12:19

A apenas alguns dias de finalizar 2010, diante da necessidade de traçar o planejamento estratégico para a próxima temporada, determinados dilemas ocupam clubes brasileiros. O sócio-torcedor, em particular, tende a dividir opiniões, ao contrapor antecipação de receitas e virtual prejuízo ao desempenho nas bilheterias.

O Internacional de Porto Alegre surge como primeira referência no assunto, ao reunir cerca de 106 mil sócios, dos quais 35 mil têm direito a entrada gratuita e 71 mil, desconto de 50% no valor do ingresso. Esse modelo gera aproximadamente R$ 3,8 milhões por mês, segundo números do clube.
A estratégia de distribuir descontos nos tíquetes para atrair associados, entretanto, leva como efeito colateral virtual diminuição no lucro com bilheterias. Durante o Campeonato Brasileiro, o clube gaúcho embolsou R$ 3,3 milhões, abaixo, por exemplo, do rival Grêmio, que não oferece esse benefício e lucrou R$ 4,3 milhões.

O modelo desenvolvido pelo Internacional para lidar com sócios-torcedores foi adaptado em outras agremiações, como Atlético Paranaense e Avaí, mas os resultados não são tão animadores. A distribuição de ingressos gratuito para filiados gera, em ambos os casos, receita mensal, mas derruba números com bilheterias.

O Atlético-PR, atualmente com cerca de 19,6 mil sócios, recebe mensalmente aproximadamente R$ 1,3 milhão, de acordo com estimativa baseada no preço da mensalidade, de R$ 70. Em ingressos, porém, os paranaenses lucraram apenas R$ 411 mil no torneio nacional, o pior desempenho do país.
O Avaí, por sua vez, reuniu 12 mil associados com entrada gratuita e arrecada em torno de R$ 900 mil por mês com o quadro social. O lucro com tíquetes, novamente, foi de R$ 586 mil, acima apenas do próprio Atlético-PR e do Grêmio Prudente, dono da pior média de público e rebaixado à Série B.

Em público, contudo, nenhum dos dois repete o mau desempenho notado nas finanças. O Atlético-PR atingiu média de 16,3 mil torcedores por jogo no Brasileirão, enquanto o Avaí, 9,4 mil, sinal de que os descontos a sócios, apesar de gerarem recursos, impedem melhores resultados em outra fonte de receita.

Mais um passinho atrás

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Acompanho de longe os boatos que cercam as contratações do Avaí nesse finzinho de ano. Pagar mico em postagens supostamente informativas, nem pensar, mas confesso que fiquei apavorado com as primeiras notas sobre o interesse da diretoria no volante Fabrício.

Ontem ele esteve realizando exames médicos no clube e hoje começaram a pipocar informações de que seja realmente apresentado como novo reforço do Avaí. Se você não sabe, Fabrício foi dispensado pela Chapecoense há algumas semanas por indisciplina. Dias depois foi reintegrado ao grupo graças aos companheiros e comissão técnica que entregaram uma carta à diretoria pedindo a volta do atleta (?).

Mesmo reintegrado, a diretoria desse clube da série C percebeu que não poderia se arriscar com um jogador tão pouco afeito à comportamentos básicos exigidos por um clube profissional e já havia alinhavado a sua negociação. Foi aí que apareceu o Avaí com seu conhecido instinto materno em aceitar os excessos noturnos de seus filhos adotivos.

Com a saída de Emerson, a reintegração de Medina, a recuperação de Sandro e a chegada de Fabrício, a densidade demográfica de baladeiros por m² da Ressacada ultrapassa com folga a de seminaristas. Pode dar certo? Pode, mas haja emoção extra-campo. Fonte base FutebolSC

Um passinho atrás

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Pois então. Após o passo à frente com a contratação de Marquinhos, eis que a diretoria azurra dá dois passinhos atrás. Ontem, por exemplo, foi confirmada a permanência do auxiliar técnico Edson dos Santos, que em 2010 chegou a assumir a condição de treinador da equipe principal durante seis jogos, mas que foi substituído em regime de urgência pelo falastrão Vagner Benazzi a fim de se evitar o rebaixamento que vinha à galope.

Edson ficou chateado pela substituição e se negou a acompanhar o time ao Equador para auxiliar o recém-chegado Benazzi, para a primeira partida contra Emelec pela Copa Sul-Americana. Assim posto, o que vemos é a garantia de emprego para um funcionário insubordinado que já deveria ter sido demitido lá no distante mês de outubro. Não satisfeito com essa moleza que onera ainda mais os cofres do Carianos, nosso presidente vai adiante e afirma que Edson dos Santos é um profissional da mais alta confiança, um cara com quem se pode contar em todos os momentos.

Sinceramente não sei que forças sobrenaturais influenciam essa permissividade que observamos na administração de Nilson Zunino. Não entendo, juro que não entendo. Nota: o segundo passinho atrás será publicado no post das 18hs. Fonte base Infoesporte

Não espere um milagre

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Daqui a pouco, às 20 hs no estádio da Ressacada, o Conselho Deliberativo do Avaí apareciará a proposta sobre as mensalidades e planos de sócios para 2011. Não sei se você lembra, mas no último dia 16 uma reunião do mesmo Conselho até chegou a tocar nesses temas, mas pela complexidade existente resolveu-se constituir uma comissão formada por quatro conselheiros mais a Diretoria Executiva para construirem juntos uma proposta a ser apresentada.

Como já acontece há alguns anos no Avaí, esse processo não foi transparente e por isso nem sabemos os nomes das quatro pessoas que à princípio representarão os anseios do torcedor avaiano. Quem defenderá os interesses da diretoria, esses já sabemos quem são: todos os demais.

Como comentei no post do dia 17 de dezembro, não acredito que teremos mudanças radicais nos preços praticados na Ressacada. Vem aí um Plano Família Básico + redução de uns R$5 em cada categoria de locatários de cadeiras + um desconto simpático no mês do aniversário... e deu.

Brincando de não inventar moda

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A questão não é preço

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O Conselho Deliberativo do Avaí se reunirá amanhã também para apreciar a proposta elaborada pela Diretoria Executiva sobre as mensalidades e novos planos de sócios para o ano de 2011. Desconfio que se estará discutindo valores financeiros com amortizações emocionais em forma de brindes e outros apetrechos que tentarão convencer o torcedor a retornar para a Ressacada.

A questão não é essa
O que está em jogo é o tipo de relacionamento que o clube adotará de agora para adiante. Em 2010 esse ítem foi nulo. A sintonia clube-torcedor que foi conquistada nos últimos anos foi jogada pela janela sob a alcunha de "socialização de custos" com altos índices de soberba. Deu no que deu, uma das piores médias de público da série A e uma quase queda para a segundona.

Facilidade e funcionalidade
Como fonte de inspiração para os homens e mulheres que discutirão esse relacionamento para a temporada de 2011 deixo o texto de Tânia Savaget, professora da ESPM e do Instituto Rio Branco:

"(...) Na busca por diferenciação e fidelidade dos clientes, as marcas acabam indo em direção ao que eu considero duas armadilhas - a customização e o mimo. (...) As pessoas gostam de escolher, é verdade. Só que têm cada vez menos tempo e, entre ter que ficar pensando em como montar seu próprio serviço e já receber uma solução adequada preferem que as empresas se antecipem, pensem nelas e seus hábitos de consumo e facilitem sua vida.

Mimar também pode ser perigoso. Dar pontos, brindes, bônus e promoçoes só fidelizam os clientes se o que foi combinado estiver sendo entregue com perfeição. As pessoas querem que a TV a cabo funcione, o serviço de telefonia funcione, o plano de saúde funcione, o banco funcione. E que todos eles sejam fáceis de comprar, usar e até mesmo cancelar. Ou seja, entre gastar com mimos e investir no serviço que o cliente comprou, melhor dar foco ao segundo.
Acredito que a melhor maneira de uma marca de serviço fidelizar um cliente hoje é facilitar a sua vida oferecendo tudo o que foi prometido da melhor maneira possível". Fonte base Comgurus

O passe de Marquinhos, um mistério

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Você também é uma daquelas pessoas que gosta de saber onde as coisas de sua casa foram compradas? Não digo tudo, mas pelo menos as mais importantes? Então somos dois. Mas se você não é assim, dê graças a Deus que alguém aí em sua casa seja, senão a vaca já teria ido pro brejo há muito tempo. Um pouquinho de controle para nós que não somos milionários é sempre necessário.

Ando meio confuso em relação à propriedade do passe de nosso melhor jogador, ídolo da torcida e maior contratação do Avaí para 2011. As primeiras notícias davam conta que Marquinhos vinha por empréstimo do Santos, com o Avaí arcando apenas com 70% de seu salário. Mas o presidente Zunino, quando da apresentação do Galego, disse que 50% do passe pertencia ao clube paulista e 50% ao Avaí (à partir dos 6'30' nesse vídeo). Essa informação é compartilhada pelo site Transfermark que afirma que 50% dos direitos de Marquinhos (avaliados em €1.500.000) foram transferidos para o Leão da Ilha.

Não bastassem as duas versões anteriores temos ainda uma terceira. Questionado via Twitter, o assessor de imprensa da L.A. Sports, Arthur Virgílio, afirmou que pelo menos 25% do fatiado craque de Biguaçu pertence à sua empresa e não soube precisar o restante do bolo.

Definitivamente não há consenso, o que é algo muito estranho e só possível dentro do amadorismo do futebol brasileiro. Na Europa uma negociação como essa, envolvendo milhões de "acionistas" e com cifras tão altas, jamais seria tratada com informações tão imprecisas e até mesmo contraditórias.

A ironia desse caso é que todas as partes
diretamente envolvidas (Avaí, Santos e LA) já devem ter percebido o mesmo diz-que-me-disse e ficaram na moita, caladinhas, fingindo-se de mortas. Sem dúvida alguém está mentindo ou mal informado. Agora, se você me dá licença, tenho que ir ao açougue escolher a carne do almoço de hoje. Tem promoção.

Zunino e o dilema dos ingressos

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William no Avaí, de novo

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Das poucas informações de reforços que nos chegaram após o retorno de Marquinhos, a que parece mais bem encaminhada é a volta de William. Se por um lado esse foi o último bom atacante do Avaí, daqueles que a gente pode chamar de "referência", de outro não consigo lembrar de um jogador que tenha feito tanta força para sair de um clube como o fez há um ano. Quero crer que tenha sido pelo tão sonhado desejo de jogar numa agremiação mais robu$ta, no caso o Grêmio.

A saga de William
Não penso em criticá-lo por tal postura, mas Batoré poderia ter sido mais discreto.
Indiscreto, aliás, foi o dirigente do Grêmio que à época expôs sem nenhum constrangimento que o empréstimo do atleta foi feito sem qualquer custo para o clube gaúcho.

Após seis lamentáveis meses no Olímpico onde o torcedor tricolor chegou ao cúmulo de vibrar com sua contusão em campo, William se transferiu para a a Ponte Preta onde
disputou a Série B, marcou 14 gols e naufragou com a equipe na 14ª colocação final. Por isso, tomara que William esteja voltando mais experiente, risonho e saudável, porque de lucrativo esses empréstimos não tiveram nada.

Quanta felicidade...
Quando surgiram as primeiras informações do interesse do Avaí em ter seu atacante de volta, William saiu declarando abertamente que por sua vontade ele permaneceria na "macaca".
Quero crer que não tenha sido pelo tão sonhado desejo de jogar numa agremiação mais robu$ta, coisa que a Ponte Preta definitivamente não é, mas porque o Campeonato Pauli$ta é, entendessi?

E aí, quando parece que a vaca foi mesmo para o brejo e não há mais nada a se fazer, chega Batoré todo faceiro com uma daquelas declarações típicas de boleiro-ruim-de-marketing: "O que posso dizer é que eu estou muito feliz de retornar. Nunca escondi o meu desejo de jogar mais uma vez pelo Avaí". Um lenço, por favor. Fonte base Globo Esporte

Briga de marido e mulher

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Sobre a nota divulgada aqui no dia de ontem, informando de passagem (nem era esse o tema) que o Grêmio seria o primeiro clube do Brasil a possuir um site exclusivo para crianças, recebi dois e-mails de colorados indignados com essa "mentira", segundo eles. Ambos os torcedores indicaram a nota do site oficial do Inter onde o assunto é tratado de forma direta e contundente:

"O Internacional foi o primeiro clube do Brasil a disponibilizar na internet um site voltado exclusivamente para o público infantil, o Inter Kids. A página está no ar desde o começo de 2010. Entretanto, o site de um clube de futebol de Porto Alegre veiculou notícia na qual afirma, incorretamente, que será o primeiro do país a possuir um site exclusivo para crianças. O fato é que tal espaço ainda não foi lançado, com previsão de ir ao ar somente em 2011".

Pronto, agora chega de dar espaço para clube gaúcho nesse blog avaiano, manezinho e bairrista por excelência. Em tempo: visitem Florianópolis, mas não esqueçam de ir embora.

Sorria neste Natal

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"Para alcançar as vitórias, Davi quer utilizar suas características ofensivas, como partir para cima do adversário em velocidade, bater faltas e pênaltis". Descrição do estilo de jogo de Davi na apresentação ao Coxa.


“Repito e assino embaixo: o Avaí está rebaixado para a Série B do ano que vem”. Miguel Livramento frofetizando em sua coluna no mês de Outubro o destino de seu clube de coração.


“Não tenho a petulância de ser governador ou prefeito. Então, para mim não tem essa de ser bom para a cidade. Queria nós na Série A e eles (Figueirense) lá embaixo". Marquinhos no bom e velho estilo Marquinhos.

Promessa de ZuniNoel

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Recesso de boas novas

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Essa semana foi farta de especulações. A ansiedade da nação azurra circulou entre o céu. Após um longo período sem boas novas em relação a contratações, com um breve intervalo comercial para apresentar Gian, uma aposta vinda do banco de reservas de um time da segundona, eis que o improvável retorno do ídolo Marquinhos se tornou realidade. Sensacional.

De concreto até agora é o que temos, Marquinhos e Gian. Há vários "ameaços" engatilhados, alguns nomes que nos fazem torcer o nariz e outros que seriam belos reforços. Mas ainda assim estamos confiantes. Esse foi o grande ganho com a contratação do Galego, a injeção de esperança de que a diretoria avaiana não esteja brincando de fazer futebol.

Mas como ninguém é de ferro e cartola também é gente, os homens de paletó da Ressacada devem dar um tempinho nos anúncios de novas contratações neste período de comemorações do Natal, para retornarem na próxima semana com novidades interessantes. Dependendo do que está por vir, começo a acreditar no tri estadual e em participações ainda melhores na Copa do Brasil e série A.

Presentão para os avaianinhos

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Havia lido na semana passada que o Grêmio será o primeiro clube do Brasil a possuir um site exclusivo para crianças de 6 a 12 anos. O GrêmioToons, que será diretamente ligado ao site oficial do Clube, está sendo desenvolvido e executado pela empresa Zideia, de Tubarão SC, que apresentou o projeto na semana passada para o presidente do clube, Duda Kroeff, entrando no ar em 2011.

Exemplo para o Avaí
Pensei em sugerir esta iniciativa para o Marketing do Avaí, afinal não é nada assim tão complicado de se montar, sem falar que os ganhos secundários seriam enormes.
O objetivo base é educar, conquistar e fidelizar o pequeno torcedor, mas também se abrem novas possibilidades de gerar mais receitas e garantir novos associados. São raros os clubes do mundo que possuem um site exclusivo para crianças. Somente Chelsea , Liverpool e Arsenal apresentam algo similar.

Surpresa
Mas eis que nessa semana o Departamento de Marketing do Avaí me surpreendeu. Demonstrando estar super antenado no que acontece no mercado, o clube enviou por e-mail um release sobre o lançamento
de um projeto chamado de A Turminha do Leão que fará parte das ações de marketing em 2011 com foco nos pequenos torcedores.

Essa iniciativa pretende revitalizar e criar identidade lúdica para a turma de mascotes do Avaí. É um relacionamento direto do clube com seu público infantil e pretende levar conceitos de cidadania e educação, valorizando os feitos e conquistas do time e sua história. Para dar início a essa nova iniciativa, o Avaí promove a participação direta dos seus torcedores na escolha dos novos nomes dos mascotes via hotsite. Muito bom, grande sacada.

Três pedidos para Noel

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Avaí e a transição do seu futebol 2/2

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O Avaí é um clube de futebol normal, por isso não foge à regra de ser fortemente regido pela política, seja ela interna ou externa. Há outras forças que também exercem grande influência: o dinheiro, a vaidade e, obviamente, os resultados dentro de campo. Humanos...

O primeiro peixe
O primeiro deles a ser vendido ao longo desse ano é que Luiz Alberto estava soberano demais. Sabia tudo, tinha todos os melhores jogadores e por osmose controlava tudo.
Desgaste de relacionamento, ingerência em alguns assuntos, maus resultados em campo, aproximação com outros clubes, enfim, de tudo lemos e ouvimos a respeito de Luiz Alberto. À rigor ninguém pode afirmar com precisão o que era fato e boato, mas se a missão era solapar o relacionamento... clap, clap, clap.

Nesse contexto surgiu o post de ontem dando conta de que haveriam algumas rusgas entre
Marquinhos e Luiz Alberto originadas pelo não aproveitamento de Gustavo, irmão do galego, no time principal do Avaí. Confirmei o zumzumzum com outra pessoa das internas mas estranhei esse formato de relação trabalhista entre empresário e artista, afinal 25% do passe de Marquinhos pertence a LA (25% a Marquinhos e 50% ao Santos). Aliás, quando e por quanto vendemos Marquinhos?

O segundo peixe
Poucas horas após a referida postagem fui nutrido fartamente com informações que demonstravam uma situação bem diferente. A relação entre o empresário e seu atleta era e é da mais absoluta harmonia, tanto que Luiz Alberto foi um dos facilitadores da negociação entre Avaí e Santos. Marquinhos, inclusive, ligou na manhã de ontem para Curitiba convidando LA para estar na Ressacada e recebê-lo. Pego de surpresa, não foi possível ao vice-Papai Noel do Carianos estar presente.

O res-caldo
Esclareço ao leitor que estou escrevendo sobre esse tema apenas para não permitir que se tenha uma visão única acerca de um fato que possui várias possibilidades de verdades absolutas (sic). Me parece, pelo menos num primeiro momento, que a diretoria avaiana está sabendo conduzir essa nova realidade do Avaí, agora sem a tutela segura e experiente da L.A. Sports, mas seria uma pena saber que esse cenário foi alcançado com tantos jogos de bastidores tão pouco esportivos. Sinceramente, prefiro não saber de mais nada. Bom mesmo é a bola rolando.

2011 será melhor
Zunino e seus seguidores tem um ano inteiro pela frente para mostrar que os erros grosseiros de 2010, aqueles que quase jogaram o Avaí no lamaçal da segundona, foram fruto de um tilt momentâneo de homens que sabem muito bem o que estão fazendo. Trazer Marquinhos de volta foi uma tacada de mestre, atitude de gente grande e inteligente, por isso estamos todos esperançosos.

Em tempo: como ficar em cima do muro não é uma "habilidade" que Noel tenha um dia deixado em minha meia, aquela que fica pendurada na lareira da sala, eu compraria o segundo peixe.

Avaí e a transição do seu futebol 1/2

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Não é de hoje que percebemos a transição do comando dos negócios do futebol avaiano. O parceiro Luiz Alberto chegou ao Avaí em 2007 e de lá pra cá o clube como um todo mudou da água para o vinho. Em pouco mais de três anos passamos por um lifting facial, uma lipoaspiração administrativa e testemunhamos ingestões cavalares de suplementos financeiros em todas as áreas.

Foi tudo muito rápido
Tão rápido que ainda nem conseguimos nos desfazer de nosso complexo de vira latas. Qualquer ação meia-boca do clube, desde uma festinha com mesinhas de prasco até a contratação de um jogador desconhecido de um clube minúsculo lá do fim do mundo, ainda são recebidos com os mantras típicos dos pequenos: “Já foi pior... vamos aguardar para falar... mas a Ressacada está linda...”. Para muitos a ficha do Avaí ser um clube de série A ainda não caiu, essa é a verdade.


A independência
Com a competência de Luiz Alberto para os negócios da bola os olhinhos se arregalaram: “Futebol dá dinheiro, gente”. Somado a essa constatação temos ainda o fato de que o Avaí estava se tornando por demais dependente de seu parceiro. Chamei a atenção para isso aqui mesmo no blog por diversas vezes, pregando sempre um planejamento mais cuidadoso em relação às categorias de base de onde deveriam surgir as nossas melhores opções de elenco e, claro, de negócios. O que ninguém poderia imaginar é que esse descolamento aconteceria assim do dia para a noite.


A transição
Ao longo de 2010 Luiz Alberto foi sendo fritado aos poucos, suas opiniões perderam peso e algumas contratações foram realizadas até mesmo contra a sua vontade. Vimos isso claramente no caso de Sávio, por exemplo. Só que como de tanso ele não tem nada, o empresário foi atendendo as indiretas e puxando seu carro para as bandas mais acima da divisa com o Paraná.
À frente do futebol azurra agora estão Zunino Pai, Zunino Filho e seus sócios, além do Superintendente Mauro Galvão. Sobre a competência destas apostas comerciais, "vamos aguardar para falar". Como o texto ficou muito extenso, continuará no post programado para as 17hs.

Patrocínios e resultados

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Segundo o estudo da Trevisan Gestão do Esporte, o Atlético/PR foi o clube que melhor soube utilizar os recursos de publicidade na disputa do Campeoanto Brasileiro de 2010. Os patrocínios da Philco e HDI foram responsáveis por R$4 milhões ao Furacão, que terminou a competição em 5º colocado. O Avaí, com cerca de R$2,5 milhões arrecadados em patrocínios, ficou na 15ª colocação.

Não é de hoje que o rubronegro do Paraná se destaca quando o assunto é "ajuntar" dinheiro. Para 2011 o orçamento do clube chegará a R$60 milhões, mais do que o dobro do valor projetado para o Avaí, por exemplo. Mesmo assim ainda não dá para competir com clubes do eixo Rio-São Paulo, além da dupla Gre-Nal e de Atlético-MG e Cruzeiro, capazes de investir até R$200 milhões anuais.

Voltando aos uniformes, os clubes campeões de faturamento com o paninho sagrado neste ano foram Corinthians (R$ 59,5 milhões), Flamengo (R$ 57 milhões), São Paulo (R$ 46 milhões), Palmeiras (R$ 27,7 milhões), Santos (R$ 24,5 milhões), Cruzeiro (R$ 23 milhões), Grêmio (R$ 22,1 milhões), Vasco (R$ 21,2 milhões), Atlético-MG (R$ 21 milhões) e Fluminense (R$ 18,5 milhões). Fonte base JJ

Conversando a gente se entende

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Há uma máxima tupiniquim que reza que uma verdade no futebol não dura mais que 24hs. Embora sem respaldo científico, quem acompanha o vai e vem da bola sabe que essa é quase uma sentença matemática e que se confirma todos os dias.

Sobre as colocações da postagem do início da tarde de hoje, dando conta da existência de rusgas entre Marquinhos e Luiz Alberto e que culminaram no retorno do Galego para a sua “casa”, parece que a coisa não é bem assim, não. O Avaí é um clube político, assim como 100% dos clubes de futebol desse planeta azul, por isso algumas informações também vêm encharcadas desse componente, às vezes, prejudicial ao futebol.

Amanhã, no post das 12hs, vamos voltar ao assunto e sem maiores mimimi’s esclarecer algumas coisas. Se é verdade que o CEO da L.A. Sports foi sendo afastado aos poucos do agora independente Avaí FC, não é verdade que o Galego tenha com ele um relacionamento apenas aceitável do ponto de vista profisssional. Até lá.

Passeio na Serra do Rio do Rastro

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Os bastidores do retorno de Marquinhos

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Marquinhos chegou, mas se engana quem pensa que ele chegou apenas esta manhã. O seu retorno já estava se desenhando há muito tempo, desde o surgimento das primeiras rusgas com o parceiro Luiz Alberto no distante ano de 2009. Lembram daquela escalação de Gustavo, irmão do Galego, promovida por Silas? Gustavo nem vinha sendo cogitado para o banco de reservas e sem mais nem menos lá aparece o rapaz com a camisa titular do Avaí num jogo de série A. Panos quentes.

Dois bicudos
Marquinhos e Luiz Alberto não se bicam e se a relação foi levada num tom aceitável até hoje, isso se deve à razões profissionais. Entretanto, uma das condições para o galego vir era que Luis Alberto saísse e foi exatamente o que aconteceu no apagar das luzes de 2010.

Tacada de mestre
É preciso reconhecer a excelente estratégia do presidente Zunino nos bastidores do futebol nestes dias. As dívidas do Avaí estão saneadas, mas isso às custas dos gigantescos buracos no bolso de nosso “patrono”, por isso manter os atuais preços de Europa na Ressacada é fundamental. Mas como fazer isso sem que a nação azurra exploda as salinhas de tijolinhos à vista logo abaixo do setor A? Criando um argumento infalível, oras: “Vocês não queriam Marquinhos? Taí, ó... mas agora me ajudem a pagá-lo”. Bingo.

O custo-Marquinhos
Quando da saída do Galego para o Santos soube que ele recebia R$50mil mensais de salários do Avaí. À época, Zunino disse ser impossível segurá-lo uma vez que o Santos acenava com uma bagatela três vezes maior. Pois bem. Marquinhos está chegando por empréstimo de um ano, com 70% do salário pago pelo Avaí e 30% pelo Santos, o que nos leva a acreditar que caberá ao Leão da Ilha desembolsar algo em torno de R$105mil mensais pelo nosso camisa 10.

Caro?
De jeito nenhum. Passando ao largo do impacto positivo que teremos dentro de campo, uso como exemplo comparativo o mal sucedido case Sávio, que por 10 meses recebeu R$75mil/mês para fazer papel de homem invisível do Carianos. Isso sim é carestia!
Mas e se a diretoria azurra não continuar realizando boas contratações que paguem em campo esse investimento? Bom, aí Zunino aumenta o buraco de seu bolso e um dia a gente paga via socialização de prejuízos. Devo, não nego, pago quando puder, mas deixa o Galego aqui. Foto João Ricardo Ziert

A revanche do interior

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O publicitário Sandro Panisson, profissional da agência Corplan Propaganda, ficou sabendo do post Novo escudo do Concórdia e não se aguentou com a zoação de leve que fizemos com seu trabalho. Sandro montou num porco e saiu pelo Google buscando inspiração para sua vingança. E o cara conseguiu mesmo. Abaixo a sua análise sarcástica do escudo do Avaí e o e-mail enviado ao blog:
"Gerson, antes de tirar saro (sic) do escudo dos outros melhor olha bem pro seu próprio escudo. Fiz a mesma análise que você fez com o do Concórdia dizendo que é semelhante a outros tantos também. Vê se publica isso também no blog. Sandro Panisson".
Em tempo: a agência apresentou nova proposta de escudo para o Concórdia sem aquela estrela que não fazia o menor sentido. Xeque-mate.

A volta do maior ídolo

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Amanhã poderemos conversar com mais cuidado sobre a maior contratação do Avaí em 2011, Marquinhos Santos. Desde já sabemos que continuaremos reclamando de sua lentidão, mas em compensação esse time volta a ter alma e um craque no meio de campo.
Marquinhos é sobretudo um torcedor do Avaí, e isso fica muito evidente nesse vídeo, entre 1'35'' e 1'45''. São 10 segundos que resumem a relação entre o galego marrento e o mais querido de SC.

No pacote, Marquinhos e Maranhão

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Avaí acerta por empréstimo com Marquinhos e Maranhão
Texto editado do portal Globo Esporte
Via Twitter, o clube anunciou nesta terça-feira o retorno de Marquinhos à Ressacada. O jogador, de 31 anos e ídolo do clube, estava no Santos e se apresentará nesta quarta-feira, às 10h, no estádio da Ressacada, que terá portões abertos. Junto com ele, chega também o lateral Maranhão, companheiro de Santos. Ambos fecharam por empréstimo de um ano.

A identificação de Marquinhos com o clube catarinense fica evidente com a avaliação dos torcedores quanto à sua contratação. Na página do Vai e Vem, 90% dos avaianos aprovavam o negócio até o momento em que foi concretizado - é a maior porcentagem entre as possíveis negociações do time. E grande parte dos santistas não queria ver Marquinhos deixando a Vila: 75% mostravam reprovação.

Já Maranhão foi contratado no início da temporada como a solução para a lateral direita. Ele chegou do Guarani, após disputa entre vários clubes. No Santos, no entanto, não deu certo. Tanto que ficou como opção no banco de reservas, enquanto o volante Pará atuava improvisado. Maranhão disputou 27 partidas e marcou dois gols. Com a saída dos dois jogadores, o Santos economizará R$100 mil mensais somente em pagamento dos salários.

O istepô está de volta

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Vistoria para inglês ver

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Chamou a atenção a decisão do Ministério Público que na semana passada reprovou sete dos 10 estádios da primeira divisão do futebol catarinense. Após as vistorias de praxe apenas Avaí, Marcílio Dias e Criciúma tiveram seus estádios aprovados, ainda assim com restrições.

Embora entenda que o estádio da Ressacada é (disparado) o melhor estádio de Santa Catarina, na minha opinião nem ele deveria ser aprovado pelos técnicos responsáveis. Aquelas duas únicas escadas metálicas que servem de saída para os setores F, G e H, por exemplo, são convites permanentes a uma desgraça sem precedentes no futebol do Estado.

Situação que se complica ainda mais quando a diretoria avaiana "decide" vender mais ingressos que cadeiras disponíveis e causa superlotação, sendo até necessária a realocação de torcedores para a Costeirinha. Aliás, porque o Ministério Público não faz nada também em relação à isso?

Mas o MP lembra na mesma nota que "... as restrições apontadas e os motivos da não aprovação nos estádios devem ser sanadas até cinco dias antes do início da competição, sob pena de o clube não ter autorização pela FCF para o mando do jogo". Tradução: pintem tudo.

Pacotão à vista

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Enquanto segue mantendo contatos nos bastidores da Ressacada para trazer mais reforços para o Avaí, o superintendente de futebol Mauro Galvão confirmou ontem que mais jogadores devem chegar até quarta-feira no clube. Até o momento, apenas o zagueiro Gian, 28 anos, foi integrado ao grupo para 2011, além do técnico Vágner Benazzi, que renovou seu contrato.

Para apresentar Gian, a direção avaiana conseguiu blindar as pistas e esconder a chegada do jogador até o horário marcado, 17h30 de sexta-feira. Nenhum veículo de comunicação conseguiu antecipar a informação. Para quarta-feira, são especulados os nomes dos volantes Fabrício, da Chapecoense, e Acleisson, da Portuguesa, o zagueiro Antônio Carlos, do Botafogo e o atacante Somália, do Duque de Caxias.

Ontem, mais dois jogadores deixaram a Ressacada: o volante Rudnei e o atacante Danielzinho. Texto clipado do jornal Notícias do Dia

A boa comunicação

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As vantagens de se ter um ídolo

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A empreitada mercadológica do Avaí no início de 2010 atendeu pelo nome de Sávio. Vendido como a maior contratação do futebol catarinense, o galego gente boa da Gávea não conseguiu dar muito lucro nerm dentro e nem fora dos gramados.
As vendas de sua camisa naufragaram por diversas razões, dentre elas problemas de disponibilização do produto nas prateleiras das lojas e por ter sido um
case mal explorado pelo clube desde o princípio.
Mas a importância desse personagem do futebol, o ídolo, foi muito bem explorado pelo Botafogo, que personalizou uma camisa azul com o nome de Sebastián "Loco" Abreu. A sua comercialização em apenas três meses chegou a 15mil peças. Com base no preço estipulado (R$69,90) chega-se a um faturamento em torno de R$1milhão. E olha que a estratégia adotada pelo time carioca nem visava dindim, mas fortalecimento da marca do clube em todo o país. Fonte Base Máquina do Esporte

Quando o crime compensa

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Aguns amigos me cobram a ingenuidade de não admitir produzir e vender camisetas do blog por conta própria, sem as intermináveis burocracias do Departamento de Marketing do Avaí. É fácil, absolutamente tranquilo, uma vez que o clube não coíbe essa prática em lugar nenhum.

Não é de hoje que produtos piratas são apresentados e comercializados livremente nas lojas de rua e nas redes sociais azurras. Camisetas, DVD´s, bolsas, acessórios, lingeries, enfim, tem de tudo e para todos os gostos.
Para quem deseja pagar impostos, taxas, impostos e ainda ceder peças gratuitas para promoções do clube... tranqueiras.

No máximo dos carinhos para "os da lei", ofertas das malharias licenciadas
com até 200% de ágio em relação ao preço médio de mercado. Caso de Procon. É ou não é de desanimar?

Oxalá, uma Avaí come-quieto

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As primeiras notícias da semana em relação ao Avaí é que por enquanto não há notícias. Calma, também não é exatamente assim. Depois da apresentação do zagueiro Gian na última sexta-feira, nosso primeiro reforço para 2011, a diretoria azurra avisa que não apresentará ninguém antes dos devidos exames médicos e contratos devidamente assinados. Pode ser um bom sinal... ou não.

Visão pessimista
A tradução desta nova forma de agir dos cartolas da Ressacada pode ser a intenção de não gerar brochamentos desnecessários pela apresentação isolada de jogadores de pouca expressão como foi o caso de Gian. Abrir um pacote de presente de um clube de futebol de série A e ver sair de dentro um reserva da segundona não é exatamente o sonho de consumo do torcedor avaiano e muito menos dos patrocinadores do clube. Como os que estão por vir estão no mesmo nível,
quem sabe a estratégia de apresentar esse povo mediano no atacado possa gerar um impacto mais positivo.

Visão otimista
Zunino e seus assessores já perceberam que seus nomes estão na berlinda da "escolinha do futebol" brasileiro. Sem Luiz Alberto, agora serão medidos e cobrados sobre o que aprenderam nestes últimos três anos. Não querem cometer erros, pelo menos não os mesmos de sempre.
Contam com a experiência de Mauro Galvão e seu bom relacionamento à nível nacional para montar um elenco barato mas de bom potencial. A expectativa é de formação de um grupo coeso, homogêneo, sem grandes nomes mas com vontade de vencer. E para azeitar esse novo modus operandi, nada de ufanismos desmedidos e vazamentos desnecessários de informações estratégicas. Pode ser o surgimento de um Avaí come-quieto
made in Floripa.