Vamos combinar uma coisa

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Ou Vandinho se ajuda, ou fica difícil ajudar Vandinho.
Montagem sobre foto de Jamira Furlani

Zunino, de novo, na RBS

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Quebrando seu recorde pessoal de aparições anuais nos canais da RBS, eis que o presidente Zunino esteve hoje novamente no programa Debate Diário da CBN. Papo daqui, arranca-rabo dali, nada de conclusivo se pode tirar de sua entrevista. Destaque para três momentos:

Momento 01
Questionado sobre os possíveis erros cometidos em 2010, "talvez" as liberações de Leonardo para o Coritiba e Rivaldo para o Palmeiras, mas com ressalvas de que não dava mesmo para segurar. Só.

Momento 02
Prensado contra a parede a respeito do preços dos ingressos da Ressacada neste ano, reconheceu serem os mais altos do Brasil, mas que quem paga aluguel de cadeiras tá na boa. Não senti muita convicção em se mudar o rumo dessa prosa de forma contundente.

Momento 03
Foram lembradas as recentes declarações de Moisés Cândido, Luiz Alberto e Benazzi de que o Avaí precisa se profissionalizar. À queima-roupa Miguel Livramento perguntou se o presidente não se considerava mal assessorado. Ao bom estilo Leão da Montanha, personagem de Hanna Barbera, Zunino providenciou uma saída estratégica pela direita, fazendo de conta que nada é nada e além do mais "nem é comigo mesmo". Acaba 2010.

Vem mais camisinha aí

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O Avaí precisava vencer o Santos para se garantir na série A. Não apenas venceu, como venceu de virada e com três gols antológicos de Caio. Agora o clube precisa capitalizar essa bela história, e como se faz isso no Carianos? Como uma camiseta, é claro!

Em entrevista ao portal Máquina do Esporte o assessor de marketing do Avaí, Sidnei Luiz Speckart, explica a razão de mais essa ação comercial/têxtil: "Foi a vitória mais emocionante que a gente já viveu. Nós temos de fazer um registro histórico, contar a história do último domingo. (...) A torcida está enlouquecida, e tem todo o crédito".

Sem dúvida é bom saber que um dos mentores da desastrada política de preços do Avaí em 2010, essa que nos colocou à frente apenas do Grêmio Prudente em vendas de ingressos no Brasileirão, consegue perceber que nós torcedores fomos os responsáveis pela salvação de seu emprego e de muitos outros da Ressacada por mais um ano. Que leve isso em conta em 2011.

Mas voltando às camisinhas, o objetivo é lançar uma série estampadas com o número um em alusão à primeira divisão do campeonato nacional, grafadas com a assinatura de Caio. O problema é que ainda não há previsão de quando o novo produto licenciado estará nas lojas. Normal. Toca.

O Avaí avança

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Lançar uniforme oficial na Palhoça não é e nunca será uma ação de interiorização da marca Avaí, isso todos nós já sabemos. Mas comercializar franquias de escolinhas de futebol pelo estado, sim, isso é expandir a marca. E foi o que aconteceu neste último sábado quando o Avaí FC lançou a primeira escolinha de futebol fora da Grande Florianópolis, no município de Itapema, há 40min da capital.

Pais e filhos prestigiaram o evento de inauguração que teve bolo, discursos, fotos institucionais, enfim, tudo como manda o figurino da organização que se espera de um clube de série A.
Essa é uma estratégia comercial que desemboca diretamente na aproximação do clube com famílias que agora passam a ter um referencial de clube de futebol em SC. É uma semente lançada, daquelas que costumam gerar excelentes frutos.

Para
mais informações sobre como adquirir o direito de trabalhar com a marca do Avaí Futebol Clube, entrar em contato através do e-mail licenciamento@avai.com.br A promessa é que as respostas serão mais ágeis do que as que normalmente são dispensadas para quem quer licenciar camisetas... Fonte site Avaí FC

Marquinhos merece nosso respeito

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O leitor do blog sabe do desrespeito que este blogueiro nutre pelos jogadores de futebol deste país. Em sua quase sua totalidade são mal educados, irresponsáveis, mimados e têm a firme convicção que fazem favor em defender as cores do clube que lhes paga polpudos salários. Esse grupo formado pela diretoria avaiana para 2010, por exemplo, merece um post "personalizado" num outro dia. Mas não é deles que quero falar, mas de Marquinhos Santos.

Sabíamos que ele não enfrentaria o Avaí, sábia decisão do técnico santista por saber da relação que o galego teve, tem e sempre terá com seu clube do coração. Marquinhos foi dispensado do seu trabalho, poderia ter ficando em Santos assistindo esse jogo desimportante para seu time atual. Mas o ixtepô veio.

E lá ficou ele, sozinho num camarote, com crises existenciais de toda ordem. Para quem torcer? Posso me mexer? Como reagir em caso de gol do Santos? E do Avaí? Essa foto de Jamira Furlani, fotógrafa do Avaí, é de uma solidão tocante. Mas embora só, o Anjo Loiro era observado por muitos torcedores. Também o foi pelo o jornalista Rodrigo Santos que em seu blog deu uma visão isenta desse profissionalismo-amador de Marquinhos. Acredite ou não, o meia armador santista chorou após a confirmação de seu clube, o Avaí, na série A de 2011.

Depois de Zico pensei que nunca mais respeitaria um jogador de futebol. Já disse isso aqui várias vezes, inclusive questionando os "seguidores" desse hômi. Mas diante deste quadro "sem sentido" protagonizado pelo mané de Biguaçu só me resta a rendição: à partir de hoje Marquinhos Santos é meu ídolo no esporte.

Eu si divirto

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Profecia de véspera dos torcedores do clube mais "auto-convidativo" do Brasil.

Sem soberba, por gentileza

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Ontem, logo após a partida e em meio ao tumulto emotivo reinante, ouvi algumas declarações que me deixaram um pouco apreensivo. Assim que os microfones se postaram para as primeiras palavras do presidente Zunino, poucos segundos se passaram até que ele tocasse no assunto da necessidade de se "socializar os prejuízos" do clube. Credo, só pensa nisso. Que hora...

Na coletiva, o repeteco, só que dessa vez pela boca de Benazzi. O treinador, oxalará demissionário, questionou em tom de brincadeira o fato do torcedor deixar de pagar a locação de cadeiras da Ressacada quando o time vai mal. Mal informado, esse Benazzi. O torcedor abriu mão desse aluguel e da presença no estádio por não ter salário de alemão ou dinamarquês, o que é muito diferente.

O Avaí não caiu, o que não significa absolutamente que as coisas foram bem conduzidas em 2010, sequer amadoramente. Houve descaso, falta de respeito e inteligência escrachados. Um Deus-nos-acuda administrativo em todas as áreas. Foi um festival de lambanças como jamais visto no futebol catarinense, isso para não ser muito exagerado.

Que fique bem claro que não foi Benazzi, os seus comandados e muito menos a diretoria azurra os responsáveis por essa não desgraça do rebaixamento. Quando a água bateu na bunda deu-se uma guinada de atitude e a torcida foi chamada às pressas para ajudar a tirar a caçamba do atoleiro. Deu certo, sempre dará. Virar as costas para essa força é que nunca dará.

Os primeiros urubus já começam a alçar vôos sobre a carniça desse não título. Parece que agora tudo está bem, "a coisa nem era assim tão feia assim". Os puxa-sacos iniciam suas primeiras declarações de amor ao parceiro outrora dinheirista, os assessores bocarrotas já são novamente cortejados e os velhos traíras das internas, esses já esperam por seu Panettone de natal.

Ainda não ouvi nenhum pedido de desculpas por parte da diretoria avaiana com o que foi feito com o torcedor em 2010. Nenhum mea culpa. Estamos apenas no day after do fim da agonia, então prefiro acreditar que ainda não houve tempo hábil para isso.
Ficamos no aguardo, mas que não ousem jogar para debaixo do tapete o festival de "cavalices" desse ano. Outrossim, que cessem imediatamente a mania de tratar a nação azurra como se fossem seres humanos acéfalos e sem poder de dicernimento. Por favor, não brinquem com nossa paixão de novo.

Nos ombros da torcida. Nas costas de Caio

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Brasil à fora as torcidas usam a expressão "pra nós é sempre com sofrimento" como se a elas pertencesse a verdadeira catarse das dores anos após anos. Com o torcedor avaiano não é diferente, nós acreditamos que para o Avaí, com absoluta exclusividade, é sempre com sofrimento. E ontem foi.

Um Neymar inspirado ajudou o Santos a abrir dois gols de vantagem assim de cara. Foram os dois únicos chutes perigosos dos santistas no primeiro tempo, o problema foi esse aproveitamento de 100%. O domínio territorial era amplamente azurra, mas o excesso de vontade, misturado com uma enorme dose de ansiedade fazia com que nossa eficácia fosse nula.

Mas ainda no primeiro tempo um Caio literalmente iluminado resolveu desencantar. Com dois belíssimos gols igualou o placar e criou uma nova perspectiva para a etapa complementar. E foi ali, nos últimos 45min que novamente Caio acertou um petardo de fora da área, lá onde a coruja dorme.
O estádio, completamente lotado, veio abaixo. Um êxtase tomou conta da Ressacada e o nosso clube confirmou sua presença na série A também de 2011. Como que por encanto saímos do perigo de rebaixamento direto para a zona da Sul-Americana.

Agora, mais aliviados, começa o rescaldo das ações equivocadas de 2010. Há muito o que ser revisto. Poucas vezes presenciei um planejamento tão "interessado" em rebaixamento. Mas disso a gente fala depois. O momento é apenas de alegria e relaxamento. Vamos curtir, até porque nós torcedores carregamos Caio
nos ombros, que por sua vez carregou o time do Avaí nas costas. E foi assim, do inferno ao paraíso em 90min épicos de uma tarde de domingo. Foto Flávio Neves

Avaí, série A também em 2011

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Faça sua parte, denuncie os cambistas

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Nesta semana o leitor Leonardo Simone nos presenteou com uma aula de cidadania e inteligência. Comprando ingressos na Ressacada percebeu a farra dos cambistas em "parceria" com funcionários do próprio Avaí FC e foi até a secretaria formalizar sua denúncia.

Os tickets para o jogo de hoje entre Avaí e Santos se esgotaram na sexta-feira de manhã, sendo que boa parte foram parar na mão destes criminosos que nada mais são que agiotas travestidos de comerciantes informais.


Por tratar de uma conduta criminosa o cidadão tem o direito e o dever de
acionar a polícia (ou o clube) ao ser abordado ou presenciar a ação de um cambista. De acordo a nova legislação o cambismo é crime com pena de reclusão de um a dois anos e multa. É uma obscenidade contra a economia popular, contra você e contra o nosso clube. Denuncie.

Vitórias de Avaí e Inter é a nossa prece

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O domingo de Avaí x Santos chegou. Foi um parto pra chegar e quem tinha unha de sobra se deu bem. Hoje podemos decidir nossa sorte na elite do futebol brasileiro, então prepare seu coração.
Com a mesma pontuação do Vitória, esse puxando o Z4, o Avaí precisa vencer o Santos e torcer por uma vitória do Internacional contra os baianos para se garantir matematicamente na série A ainda hoje. Uma derrota do Atlético/GO diante do São Paulo também seria bem interessante. Assim, se tudo der certo, o jogo contra o Atlético-PR na Arena da Baixada na última rodada poderá se transformar num agradável amistoso de despedida de uma ano pra lá de tenso.

O Santos
Com vaga garantida na Taça Libertadores, sem nenhuma aspiração no Brasileirão e sem possibilidades de rebaixamento, o técnico interino do Santos, Marcelo Martelotte, não esconde de ninguém que usará esse jogo para fazer testes.
O time paulista chega à Floripa como franco atirador. Jogarão soltos, de cabeça fria, o que pode ser muito perigoso também. Neymar e Cia de bem com a vida e podendo fazer o que quiserem em campo não é necessariamente um presságio de partida tranqüila para o Avaí. Tomemos o nosso caldo de galinha porque os caras não são fracos.


O Avaí
O jogo mais importante do ano, assim têm sido a cada uma destas últimas rodadas do campeonato. Neste domingo o Avaí não terá o atacante Roberto e o goleiro Zé Carlos, machucados, e Diogo Orlando e Jefferson, suspensos. Com isso deveremos ter a escalação oficial apenas momentos antes da partida. Hoje não é dia de reclamar nem dos mistérios de Benazzi, aliás não é dia de reclamar de nada. Vamos para a Ressacada ganhar esse jogo no grito, no grito dos torcedores. Mas se os onze azurras desejarem dar uma forcinha dentro de campo, a gente agradece. Em tempo: a musa é do Vitória mas a vitória mais gostosa sera a do Avaí, ok?

A Fofa não vai resistir

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A Fofa não está conseguindo resistir à pressão da nação azurra. Tudo leva a crer que os festejos pelos 12 anos de casamentos terão uma parada estratégica na Ressacada. Mas também... a cara-metade do avaiano Alexandre recebeu mais de 50 e-mails clamando não só pela presença dele no jogo de amanhã como a dela e do filhão. O primeiro sinal de "fraqueza" está aí nessa foto de Jamira Furlani. Foram todos ao treino desta manhã no Carianos. A Fofa vai liberar, pode apostar.

Esse Avaí faz côsa

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Marquinhos é poupado por "amor ao Avaí"
Por Adilson Barros Santos, SP para o Globo Esporte
O técnico interino do Santos, Marcelo Martelotte, confirmou a escalação da equipe para o confronto com Avaí, neste domingo, às 17h, na Ressacada, em Florianópolis, pela penúltima rodada do Brasileirão. O zagueiro Edu Dracena e o meia Marquinhos serão poupados. No caso de Marquinhos, trata-se de uma precaução do treinador.

O Avaí ainda está ameaçado pelo rebaixamento e, segundo o treinador, o meia não ficaria confortável se o Santos vencesse, com ele em campo, e ajudasse a derrubar o clube onde é ídolo: "Entendemos que seria um jogo difícil para o Marquinhos, por tudo o que ele representa ao Avaí. Se ele vai bem e rebaixa o Avaí, seria cobrado onde foi ídolo. Por outro lado, se não ganhar, será cobrado aqui. Somado a isso, tem um problema de esposa grávida. Então, foi liberado", explicou Martelotte. A mulher de Marquinhos está nas últimas semanas de gravidez.

Bruno Aguiar será o substituto de Dracena. Já o garoto Felipe Anderson estreia como titular no lugar de Marquinhos. O atacante Keirrison e o volante Rodrigo Possebon serão titulares e terão mais uma oportunidade para mostrar serviço. A escalação do Peixe é a seguinte: Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Adriano, Possebon, Arouca e Felipe Anderson; Neymar e Keirrison.

Campanha de vento em popa

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A campanha Libera, Fofa desencadeada pelo avaiano Alexandre Mendonça ganhou o mundo. Depois de chegar aos blogs, Twitters e Orkuts azurras, a Fofa recebeu mensagens até do exterior.
Já são mais de 50 e-mails recebidos, incluindo torcedores de outros clubes consternados com a situação periclitante desse casal que amanhã completa 12 anos de casamento. Ela quer viajar e ele... ir pra Ressacada.

No tópico criado na Comunidade do Orkut para esta campanha o nobre Alexandre nos informa que avanços aconteceram depois que a Fofa leu os e-mails do povão. Até ir ao treino ela foi hoje de manhã. Boas perspectivas.

O clima é bom

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Acabo de chegar do treino desta manhã na Ressacada. Muitos torcedores presentes e, segundo a assessoria de comunicação do Avaí, até as 11hs já haviam passado pelas catracas do setor A cerca de 1.000 pessoas. Sem nenhum tipo de preciosismo, um público normal às vesperas de jogos importantes, pelo menos aqui pelas bandas do Carianos. Fosse no eixo Rio-São Paulo por certo seriam abertas grandes manchetes em jornais e portais de internet por esse "feito".

O clima é realmente muito bom. Os Ingressos estão esgotados desde ontem de manhã, o torcedor avaiano está animado e esperançoso que neste domingo mesmo passemos a régua na confirmação de permanência na série A. Entre os jogadores observei tranquilidade, ingrediente mais que necessário para a decisão contra o Santos. De momento era isso e agora entramos em compasso de espera para ver a bola rolando. É amanhã, às 17hs, quase uma eternidade.

Nós somos "o" Avaí, por Maurício Gil

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É domingo! Estejamos preparados para o nosso compromisso. Domingo é o dia da redenção avaiana. Domingo, mesmo se o dia se levantar nublado, faremos com que o céu fique de um azul incomensurável. Domingo acordaremos mais avaianos, e faremos do caminho até a Ressacada o nosso Compostela. Domingo o Avaí tem de ser o Avaí como nunca o foi.

Domingo, àqueles que acreditam e aos que não acreditam, peço atenção aos rituais: o mesmo calçado, a mesma camisa, os mesmos gestos, a rotina divina de um dia de glórias. Não tentemos enganar os deuses do futebol, eles nos espreitam. Domingo, aos crentes, aos de fé - e aos ateus até, a prece salvadora, balbuciada para nós, baixinho. Domingo, o Avaí precisará de nós como a criança com choro sentido do colo de mãe.

Domingo, a Ressacada será o Adolfo Konder, com toda a sua mística, com todo o peso de sua história, lembranças das tardes gloriosas na rua Bocaiúva. Domingo, Adolfinho taré de defender como nunca. Domingo, por Fateco e Diamantino "no passarán"! Domingo, contaremos com a lucidez de Zenon, com os dribles endiabrados de Nizeta, de Ademir e de Lico, com a serenidade e a maestria de Veneza. E o bico providencial de Maneca. Domingo precisaremos - e como - dos gols de Juti, de Toninho e de Lica. Domingo não faltarão a garra de Saulzinho, Orivaldo e Cavallazi, o destemor de Rogério.

Domingo, cada um de nós avaianos se despirá de si para sermos um só, e em uníssono cantaremos a alegria de ser azul. Domingo o dia precisará bem mais do que 24 horas, para caber todo o nosso orgulho e paixão. Porque nós não somos simplesmente avaianos. Nós somos "o" Avaí.

Marquinhos é um caso raro

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Não tenho falsas expectativas em relação à fidelidade de técnicos e jogadores de futebol em relação a um clube. O chamado profissionalismo abortou por completo essa possibilidade de vínculo emocional entre patrão e empregado desse segmento. De certa forma nem acredito que seja necessário mesmo, afinal são apenas negócios. Esse quinhão de rompantes emotivos ficam restritos apenas aos torcedores, e não se fala mais nisso.

Por isso me chama a atenção as notícias que chegam de SP dando conta de que o treinador do Santos, Marcelo Martelotte, provavelmente poupará o jogador do confronto contra o o Avaí. Eu e você, leitor, já sabíamos disso. O treinador santista sabe muito bem o tipo de relação que o Anjo Loiro têm com esse clube. Ademais o Santos pode se dar a esse luxo sem grande sofrimento.

Já cansei de criticar Marquinhos aqui neste blog, isso porque não costumo jogar pedras em árvores que não têm frutos. Marrento, lento, sofrível nas cobranças de faltas e escanteios, mas um craque com a bola rolando. Não bastasse isso é um líder nato, de personalidade forte e torcedor avaiano acima de tudo.

Difícil imaginar Marquinhos dando o passe ou até mesmo fazendo o gol que lançaria o seu clube do coração de volta ao ostracismo da segunda divisão.
Marquinhos é um caso raro de jogador-torcedor, de um profissional-amador, de um cara que será sempre lembrado como o maior ídolo do Avaí em sua história. Se virá outro parecido a gente não sabe, mas como esse aí é difícil. Não sei de quem é essa foto

Palmas, muitas palmas

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Como já era absolutamente esperado a tentativa de produção de uma camiseta licenciada junto ao Avaí FC miou. Oito dias de tentativas de retornos os mais diversos culminaram com a resposta de que as malharias credenciadas pelo clube já não tinham mais prazo para a fabricação. Tudo culpa do filtro de Spam, porque no Carianos se um negócio é bom... lixeira.

Mesmo com a possibilidade de se produzir em apenas cinco dias com a mesma empresa que fabrica para a UMBRO e FILA, a resposta foi negativa. Em 2010 os funcionários do Marketing avaiano primaram por abrir mão das pessoas, fato por demais percebido por todos nós torcedores. Agora vemos esse knowhow sendo aplicado a "qualquer miserável" (né, Prates?) que se aventure em se relacionar comercialmente com o clube de maneira honesta e organizada.

Em tempo: a foto que emoldura essa postagem é da italiana Giorgia Palmas, ragazza maravilhosa que até nos faz esquecer das tradicionais
pataquadas do dia a dia azurra. Toca.

Sai de retro, Mick

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Um avaiano em apuros

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Esse jogo de domingo, meu amigo, ninguém quer perder. É um alvoroço só na cidade toda, até por parte dos secadores. Avaiano que é avaiano não pode faltar, a menos que tenha uma excelente desculpa, daquelas inexpugnáveis aos contra-argumentos esportivos azurras.

O torcedor Alexandre Mendonça tem uma uma dessas, uma desculpa praticamente perfeita. É que justamente no dia 28 de novembro ele e sua esposa Cíntia completam 12 anos de um feliz casamento. Isso mesmo, exatamente no dia do jogo decisivo entre Avaí e Santos. Numa data tão marcante urge dar uma assistência especial para a patroa, assim o nobre avaiano pode faltar à sua missão esportiva na maior tranquilidade, sem nenhum tipo de peso na consciência, certo?

Errado. O problema é que o Alexandre não está querendo usar esse excelente argumento para faltar a esse jogão. O animal decidiu dar um migué na amada e se jogar pra Ressacada custe o que custar. A missão é complicadíssima, sabe como é o gênio indomável feminino. Então é nessa hora que surgimos nós, torcedores avaianos e, por osmose, amigos do Alexandre. Leia a seguir o e-mail do desalmado e ao final tome uma atitude para tirá-lo dessa enrascada:

"CAMPANHA LIBERA, FOFA
Esta foto é da minha esposa Cíntia, a Fofa e meu filho Guilherme. Dia 28 de novembro, próximo domingo, completaremos 12 anos de casados, mas neste dia tem jogo na Ressacada. Sobre a importância do jogo não preciso dizer nada pra vocês, mas peço a ajuda para convencê-la a me liberar para o jogo enviando um e-mail para liberafofa@gmail.com
É lógico que ela não sabe que eu estou fazendo este pedido pra vocês, então disfarcem. Isso pode fazer toda a diferença. Valeu"

Agradecimento ao Marketing do Avaí

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Um parto de cócoras, enviezado em 180°, sem dilatação mínima e de ponta-cabeça. Já disse essa frase mas tenho que repetí-la porque é a perfeita tradução da via-crúcis que pode se transformar a tentativa de licenciar um produto junto ao Avaí. Já havia sentido esse drama na pele no final do ano passado, quando inventei de lançar duas camisetas, mas sabe como é a teimosia...

Devido ao sucesso de vendas das camisetas anteriores (150 em três dias), pensei em lançar um novo modelo para 2011, esse que está ao lado. Tecido 100% algodão, faixa vertical em fundo prata, produto devidamente licenciado e prontinho para acompanhar aquela deliciosa champagne na Beira Mar Norte.

Ontem, após sete dias sem retorno via e-mail (quatro), telefonemas não retornados e até pedido de ajuda a terceiros via Twitter, finalmente uma resposta. O Licencimento do clube informou que não recebera o maldito primeiro e-mail de solicitação de aprovação por conta de um filtro instalado nos PC's da Ressacada. Pior que eu acredito.

Mas ainda não foi dessa vez que obtive um laudo final para o martírio comercial: "Está em análise", ouvi. O problema é que em função dessa demora os próprios fornecedores credenciados do clube (Dilva Odoni de Farroupilha e Pierri Sports de São José) não dispõe mais de prazo hábil para essa produção. Aí começa outro parto igual aquele citado inicialmente: aprovar o meu fornecedor
, que aliás é o mesmo que produz para a UMBRO e FILA. Um inferno.

Mas como de todo limão é possível se fazer uma limonada, gostaria de agradecer ao Departamento de Marketing do Avaí pelo "polimento" de minha paciência, uma característica um tanto quanto neandertal neste blogueiro. Estou evoluindo pela prática da espera, quase me tornando um monge budista. Eu poderia (e deveria) desistir, mas o "problema" é que sou avaiano e como sabem, avaiano não desiste nunca!

Apenas lamentável

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O leitor Leonardo Simone esteve hoje na Ressacada e pode presenciar a farra dos cambistas com os ingressos para o jogo Avaí x Santos. A quem interessar possa, o presidente Lula já sancionou a Lei nº 12.299/2010 que altera o Estatuto do Torcedor e criminaliza a prática do cambismo.

Por tratar de uma conduta criminosa, o torcedor, ao ser abordado ou presenciar a ação de um cambista, pode e deve acionar a autoridade policial presente. De acordo com o texto da nova legislação, vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete é crime com pena de reclusão de um a dois anos e multa. Além disso, quem fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos para venda por preço superior ao estampado no bilhete terá uma pena ainda maior: reclusão de dois a quatro anos e multa. Segue o e-mail do Leonardo:

"Gerson,
hoje de manhã fui à Ressacada comprar ingresso para o jogo do Avaí contra o Santos, apenas duas bilheterias abertas, o que gerou uma pequena fila, mas tudo ok. Enquanto estava na fila reparei que alguns senhores que ali estavam eram claramente cambistas. É descarado, afinal ver um senhor com um bolo de dinheiro entrando na fila mais de uma vez e escondendo o rosto pra comprar, é bem óbvio.

Quando chegou a vez do senhor na minha frente, ele pediu cinco ingressos para o bilheteiro e enquanto este os imprimia o senhor pegou R$30 bem amassados e colocou para dentro da bilheteria. Mas não pra comprar ingresso e sim pra dar uma propina para o bilheteiro (afinal são permitidos somente 5 ingressos por pessoa). O bilheteiro percebeu que eu estava olhando e o senhor insistiu em dar o dinheiro e o rapaz respondia ''depois, depois''.

O senhor insistiu tanto que acabou jogando o dinheiro delicadamente para
dentro. O rapaz olhando para mim, pegou o dinheiro, devolveu e falou de novo ''depois, depois a gente conversa''. O ''meliante'' até estranhou que o rapaz não aceitava. Após comprar meus ingressos fui até a secretaria do clube e fiz a denúncia. Se algo foi feito não sei. Dei nome aos bois, apontei e disse quem eram os cambistas (como se precisasse) e falei quem era o rapaz da bilheteria.

Esse e-mail é apenas pra mostrar como a administração do Avaí ainda peca e que mesmo sendo descarado (com 30 segundos na fila eu sabia quem era cambista e quem não era) ninguém faz nada. Eu espero que o cidadão da bilheteria nunca reclame de políticos corruptos. Avaí série A 2011".

Angeloni sacou rapidinho

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O presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, ameaçou assumir os negócios relacionados ao Futebol do Tigre, arcando com as despesas mas tendo a primazia dos lucros nas negociações futuras, algo em torno de 12 anos. Mas ficou no ameaço mesmo.

Angeloni se decepcionou com os empresários da cidade e sócios do clube e acabou desistindo do contrato de co-gestão do futebol tricolor. O presidente do Cri-Cri declarou: "Não estou vendo chances de ter os 15 mil sócios, nem apelo do empresariado para nos ajudar. Então vamos tocar como já está o clube".

O competente benemérito do clube do sul de SC deve ter percebido rapidamente que a frase "O futebol é uma caixinha de surpresas" vale também para o lado de fora das quatro linhas. Como imaginar que empresários, sempre ávidos por superávit, não enxerguem nesse clube um excelente potencial de lucratividade no esporte mais popular do planeta? Aliás, se tem coisa difícil nesse país é encontrar pessoas realmente inteligentes lidando com o futebol. Os poucos são cases de sucesso no Brasil e seus clubes estão entupidos de sócios e patrocinadores. Fonte base Engeplus - Foto Tigrelog

A pirataria vai bem, obrigado

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"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". Rui Barbosa

Esse é o pensamento que vêm à mente quando se tenta fazer o óbvio, licenciar um produto junto ao Avaí FC, dando uma rasteira na "pirataria" e na evasão de divisas fiscais. Aquela parcela representativa que prefere se manter à margem das burocracias implantadas pelo clube do Carianos, esses vão bem, obrigado, principalmente na periferia. Altos lucros, incomodação zero e sensação de serem mais inteligentes que os tansos irremediavelmente presos à sua ética.

Um parto de cócoras, enviezado em 180°, sem dilatação mínima e de ponta-cabeça está para ser concluído hoje. Depois retorno ao tema desta via-crúcis para que você, leitor, não fique aí boiando com essa cara de bunda de quem não está entendendo nada.

Tem que gostar muito

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Sabemos que o valor de R$10 não é justo para um jogo de futebol. A estrutura de um clube é muito grande e suas necessidades remetem à casa dos milhões todo santo mês. Mas em função da necessidade de se fazer o atual elenco do Avaí jogar bola, não restou outra alternativa que o chamamento do torcedor avaiano via promoção de ingressos. Está dando certo, até porque ninguém é doido de ficar parado em campo com mais de 10mil bafos quentes fungando em seu cangote.

Se antes desta promoção o público médio estava na casa dos 8mil torcedores, nos últimos cinco jogos (Emelec, Guarani, Botafogo, Goiás e Atlético/GO) batemos nos 12.860 pagantes por jogo. Note que fora o Botafogo, os demais não trouxeram torcida para a Ressacada. E antes que um desavisado comente que à R$10 qualquer outro clube atingiria esse número, lembro que em nenhum outro estádio do país você gasta até quatro horas entre ida e vinda para um percurso médio total de 20Km.

A maioria dos torcedores brasileiros pagaria R$10 para ficar em casa, e você sabe disso, o que comprova minha teoria de que o avaiano pode até não ser o torcedor mais apaixonado do Brasil, mas sem dúvida é o mais teimoso. Fonte base Polidoro Júnior

A torcida avaiana é o Avaí

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Quisera eu ser o autor desta frase que entitula esse texto. Mas como disse o poeta chileno Pablo Neruda na bela película de 1994, O Carteiro, a poesia não é de quem a faz mas de quem precisa dela. Por isso a catei na cara dura da ex-conselheira Kátia de Paula. Pode processar, tô nem aí.

O avaiano é f...
O fato é que se juntarmos essa frase à foto emblemática do fotógrafo Júlio Cavalheiro teremos a constatação visual de um dos maiores erros de uma diretoria em 87 anos de Avaí FC.
O torcedor avaiano é diferente e prova disso é que mesmo sendo vítima de uma insana política de preços, ele entendeu a sua importância e se jogou para o suli.

Toca pra Costeirinha
Todos nós sabemos que o número redondo e oficial de 17.800 torcedores presentes ontem na Ressacada nada mais é que um artifício para se escapar dos castigos do Estatuto do Torcedor que não permite overbooking nos estádios. Todas as cadeiras estavam ocupadas, não havia mais espaço nos parapeitos e a Costeirinha acabou sendo o reduto dos Sem Cadeiras.
Nem as escadas de acesso escaparam, todas tomadas,
perigo real e imediato que já foi tratado aqui no post Mais do que degraus, segurança. O que assistimos foi uma insanidade coletiva (pode processar tu também) que fez esse bando de ex-guerreiros correrem para a bola como se fosse ela o último prato de comida da face da terra.

Os velhos problemas
Muitas pessoas não conseguiram ingressos por já estarem nas mãos dos cambistas, classe de "comerciantes" privilegiados que não sofrem grandes problemas para traficar nossos bilhetes com ágio de até 300%. Outros já tinham seus ingressos, mas de que jeito entrar no setor H, aquele cujo número de catracas não dá nem pro sal da sopa? Quem conseguiu entrar ficou empoleirado e quem não conseguiu, bom, foi pra casa com o raidinho na orelha.

A solução
Mas o torcedor do Avaí estava lá, ô se tava. Aquele mar azul não enfrentou horas de fila para a ida e para a frida por causa de um ingresso a R$10. Oras, mais economia o pessoal faria ficando em casa ou indo assistir o jogo num boteco. O Atlético/GO, vamos e venhamos, não é atração nem de circo, quanto mais de futebol. Por eliminação podemos afirmar que o maior público do ano em SC enfrentou todos estes perrengues exclusivamente por causa de seu time do coração, o Avaí.
A Kátia tem razão quando diz que "bastou alguns jogos, para alguns conhecerem o óbvio. A torcida avaiana é o Avaí. Não ouse nunca mais esquecer, desvalorizar, desalojar a alma de um time. Ouse saber!" (pode mandar a notificação judicial. Tô defecando e transitando)

Eu e o Pelé queremos falar contigo

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O leitor André Fernandes me enviou um e-mail cobrando o fato de nunca ter dispensado uma linha sequer para incentivar o torcedor avaiano a fazer sua aposta na Timemania. A razão número um é que como esses tipos de jogos não fazem parte de meu cotidiano acabo não tomando conhecimento de sua existência. A razão número dois é por ser relapso mesmo, sem meias desculpas.

Depois que li o quanto essa "fezinha" pode ajudar o Avaí só me resta convidar os leitores do blog (eu incluso) a investir uma merreca que pode garantir o Leão entre os 20 clubes com melhor desempenho anual.

Segundo o site do Avaí neste momento o clube está entre os 20 primeiros no acumulado de 2010 e essa posição está sendo ameaçada pelo Coritiba, o que é deveras preocupante.
Com a TIMEMANIA o Avaí tem a possibilidade de
quitar dívidas e ainda participar da gorda fatia de 65% da arrecadação destinada aos clubes. Então, seus abobados, apostem à vontade indicando o Avaí como “Clube do Coração” e ajude o clube a não repetir aquela socialização de prejuízos do dimonho!

Que sofrimento bom

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Eu e você, caro leitor avaiano, ficamos de bico fechadinho mas a verdade é que não contávamos com nenhum outro resultado que não a vitória do Avaí sobre o Atlético/GO. Faltando três rodas para o fim do Brasileirão e habitando a zona da degola, não sobrava outra opção para nossas esperanças.

O Avaí venceu bem, mas sabemos que o placar de 3x0 não tem nada a ver com a agonia que foi. O jogo foi truncado, pensado, feio, enfim, não bastasse o nervosismo de ambos os times os goianienses não vieram à Floripa para jogar bola. Estavam certos, para eles não perder seria perfeito.

Numa única jogada, a falta de Thiago Feltri, a sorte da partida foi decretada. Esse Thiago foi expulso e na cobrança de Eltinho a zaga desviou e o goleiro Márcio aceitou. Com esse gol o Avaí virou o primeiro tempo com vantagem no placar, mas o temor das coincidências assombravam. Adversário com um a menos, Leão vencendo e Davi perdendo gol feito? Hum... ixconjuro, pé de pato, mangalô 3x.

Aí Vandinho, que se arrasta em campo à várias rodadas, resolve escolher (e mal) o canto na cobrança de um pênalti.
Time adversário com um a menos, Avaí vencendo e perdendo pênalti? F...eu. Mas dessa vez nada de bruxarias malignas. Jeferson saiu do banco para incorporar o espírito de Léo Gago e meter duas bolas nas resdes de fora da área. Ave "Gago", Avaí 3x0 Atlético/GO. Ufa.

Avaí abandona a Zona

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A vibe é boa. Ganhar é fundamental

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No que depender do pré-jogo da semana, Vágner Benazzi tem que levantar as maõs pro céu e agradecer pelas excelentes vibrações que antecederam a "decisão" de hoje contra o Atlético/GO. A equipe teve uma semana para se preparar taticamente, alguns atletas puderam se recuperar de suas pendências físicas, o torcedor reafirmou todo o seu apoio e de quebra teve aquela forcinha de fora.
A vitória do Grêmio sobre o Atlético/PR tirou boa parte do fôlego dos paranaenses em relação à Libertadores, o que pode facilitar a vida do Avaí lá na última rodada. Já o Flamengo praticamente fechou o caixão do Guarani, nosso adversário direto contra o rebaixamento. Pra fechar com chave de ouro nada melhor que uma derrota do Vitória diante do Corinthians.

O Atlético/GO
Eles chegam à Floripa para jogar "de forma inteligente", uma outro nome para "fechadinhos, saindo nos contra-ataques".
O técnico René Simões é um estudioso do futebol e deve ter treinado à exaustão como anular nossas principais jogadas. As subidas de nossos alas, os arranques de Caio, as escapadas de Roberto e os cabeceios de Emerson já estão na agenda do dia para serem devidamente aniquilados. No mais os atleticanos sonham com uma vaga na Copa Sul-Americana.

O Avaí

Benazzi fez o seu tradicional jogo de esconde-esconde durante a semana. Não se sabe com certeza qual será o time titular, mas sinceramente, isso é secundário. Creio que quem entrar comerá a grama, e não duvido que em alguns momentos literalmente. Apesar dos erros propositais desse grupo no campeonato, ninguém quer entrar para a história como auxiliar de rebaixamento de um time brasileiro. Sem falar que o bicho-extra prometido ajuda um bocado na disposição da galera.
A minha expectativa é que a Ressacada receba o maior público do ano. Como já citado, a vibe para esse jogo é das melhores. Percebi seriedade no trabalho da semana e em todas as declarações dadas, do massagista ao presidente do Avaí. Creio que a ficha da responsabilidade finalmente caiu, o que não significa que teremos vida fácil contra os goianienses.

Prêmio Puskás FIFA 2010

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A FIFA criou o Prêmio Puskás que premia o gol mais bonito do ano através de votação no site da entidade. Para a eleição foram selecionados 10 belos gols que aconteceram nesta temporada e que serão votados pelo público (acesse o site da FIFA clicando aqui).
A entrega do prêmio será realizada no dia 10 de janeiro do ano que vem, durante cerimônia de gala da FIFA, que entregará também o Bola de Ouro da Fifa 2010 ao melhor jogador do ano.
O meu eleito é de Hamit Altintop, da Turquia, pelas Eliminatórias da EURO 2012. Uma obra de arte:

Dois mil "doentes"

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Uma "pequena" multidão foi ao treino da equipe azurra nesta manhã na Ressacada. Segundo a diretoria, 1.733 torcedores passaram pelas catracas do Setor A que, somados aos que entraram pelo portão do Setor B, fizeram parte dos cerca de 2.000 "doentes" presentes.
O presidente Zunino estava lá e declarou que neste domingo teremos lotação total da Ressacada, ou seja, algo em torno de 17.800 lugares devidamente tomados. O presidente disse ainda que até a manhã de hoje já haviam sido vendidos seis mil ingressos.

Minha expectativa pessoal também é de estádio lotado, mas não com os números apresentados por nosso presidente/patrono. Digo isso porque se o Avaí têm mesmo 13.000 locatários de cadeiras (informação do próprio Zunino em entrevista à CBN) e todos decidirem se deslocar para o Carianos amanhã, então já temos um overbooking de 1.200 ingressos. Durma-se com esse barulho... Fonte base FutebolSC

Uma boa ideia para o Avaí

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Vasco define emissora de TV e busca anunciantes
Máquina do Esporte - São Paulo - SP

O torcedor vascaíno deve ter, a partir do início de 2011, conteúdo semanal sobre o time em rede aberta de televisão. O clube carioca fechou acordo com emissora, que terá o nome mantido em sigilo até que sejam encontrados anunciantes para viabilizar a transmissão.

O formato, já definido, prevê meia hora de programação por semana, com conteúdo transmitido ao vivo e clipes gravados previamente. A ideia é reaproveitar o conteúdo também no portal do Vasco na internet e em sites parceiros. O horário ainda não está definido, mas deve ser no fim da tarde, por volta das 18h.

"O programa irá ativar franquias, assinatura de revista, uma série de produtos que o clube dispõe atualmente", justifica o diretor de marketing do Vasco, Marcos Blanco. "Mas nem clube nem emissora podem ter despesas, então estamos captando anunciantes".
A busca por empresas interessadas em anunciar durante a programação da equipe do Rio de Janeiro na televisão, com transmissão para todo o país, será feita em conjunto por clube e emissora. "Só precisamos acertar com anunciantes para fechar o projeto".

"Eu acredito" dá um azar desgraçado

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Vamos fazer 100% bonito

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O clima é bom, o otimismo entre a nação azurra é reinante e parece que o palco estará completamente tomado para o grande jogo de domingo. Fora das quatro linhas a movimentação já está sendo bem interessante. O treino de amanhã às 10hs na Ressacada deve contar com um público muito bom, sem falar que a campanha para produção do bandeirão em homenagem ao capitão Emerson vai de vento em popa. Tudo coisa nascida e tocada pelos torcedores avaianos. Normal.

Vamos passar a régua?
Se há um projeto que o avaiano pode se orgulhar é o do Bandeirão do setor D da Ressacada. Foi assunto de destaque em toda mídia estadual e boa parte da nacional, e não é pra menos, é apenas a maior do sul do Brasil.
Só que ainda falta um tantinho assim para ser quitada. A galera que está à frente dessa "insanidade" maravilhosa está
contando comigo e contigo nesses dois últimos jogos do Brasileirão aqui na ilha para arrecadar os R$2mil que permitirão passar a régua final.

A oportunidade
Sem maiores mi, mi, mis, o que você acha de participar da rifa
do Projeto Maior Bandeirão do Sul do Brasil? Com R$5 você concorre à uma bandeira oficial do Avaí, aquela de quatro panos e que é maior de todas, igual a do mastro na Ressacada. Como se não bastasse esse exagero têxtil, ela é a bandeira que foi utilizada no caminhão do Corpo de Bombeiros na comemorão do Bi-campeonato Estadual, autografada por todos os jogadores.
Nos jogos contra o Atlético e Santos haverão mesas localizados entre a Secretaria do clube e a Avaí Store, onde também poderão ser encontradas camisetas do Projeto ao preço de R$15. E já que essa é uma responsabilidade minha e sua... vamos quitar essa porra?

Vê se não é a cara deles

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Fantasias de Avaí e Brócoli que serão usadas no desfile da Escola de Samba Grande Rio no carnaval 2011. Imagens originais aqui e aqui. Mais informações no blog CarnavalescoSC

Maconha, Messi e futebol

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Hollywood, através de seus filmes, sempre foi um excelente canal de propagação de ideias e de venda de produtos. Já notou que os americanos sempre salvam o mundo? No campo dos negócios as indústrias tabagistas despejaram bilhões de dólares para que atores dessem charmosas baforadas em momentos marcantes das películas que seriam exibidas mundo à fora. Tudo subliminar.

Nos últimos anos percebo a mensagem glamourosa em torno da maconha nestes mesmos filmes. Pode notar, ela sempre aparece em momentos específicos onde as pessoas, geralmente bonitas e de sucesso, resolvem dar um "tapinha" para que as coisas fiquem mais divertidas. E ficam mesmo, chega a dar água na boca. Os curtas e longas brasileiros compraram esse conceito e o aplicam com um toque cult, algo comtemporâneo e ligado ao bem viver...
subliminarmente.

O charme do futebol
Não tenho grande interesse pelos jogos da seleção brasileira. Aliás, não tenho interesse por nada relacionado a ela. Desde o fiasco moral de 1998, Copa do Mundo é um evento até legal, mas que não se compara a um jogo do Avaí no Brasileirão.
Embora haja o dito profissionalismo em ambos, os negócios relacionados às seleções são mais escancarados. Estes homens arregimentados de cada canto do planeta nada mais são que outdoors para venderem marcas esportivas, lâminas de barbear e assemelhados. Business, you know?

O mercado percebe
Os consumidores do planeta futebol são tansos, mas não muito. Desde 1982, o último ano onde o futebol brasileiro ainda era brasileiro, assistimos o embrutamento das cinturas de nossos craques. Em nome de um tal futebol de resultados paquidermes tomaram seu espaço e deixaram os artistas da bola à margem da titularidade. Mano Menezes está tentando fazer o caminho de volta, até porque a Rede Globo, que precisa de um bom produto, exige.

O Brasil está há quase 30 anos transmitindo a mensagem
subliminar de que o melhor futebol do mundo já não é mais esse jogado aqui nas terras de Cabral. O problema é que todos estão entendo isso e olhando com mais carinho para outras "pastagens" mais suculentas. Ontem, no belo estádio do Qatar, pela primeira vez notei mais camisas da Argentina nas arquibancadas do que do Brasil, algo impensável desde sempre. Os gringos têm Messi, o Brasil uma promessa chamada Neymar.

Estamos perdendo o glamour, os espetáculos estão mais pobres, o público minguando e os insucessos, claro, se avolumando. Meu temor é que mais cedo do que pensamos esse deserto chegue aos clubes e notemos que mais esse prazer também nos será tirado. A elitização é apenas a ponta do iceberg de um processo e têm feito estragos enormes aqui no Carianos.

Quando a cultura gera lucro

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A operadora de telefonia TIM anunciará esta semana seu patrocínio à dupla gaúcha, Grêmio e Internacional. É mais uma "forcinha casada" que acontece lá pelos Pampas, uma vez que se crê piamente que haverá boicote de uma metade do Rio Grande caso uma empresa dê sua bênção mercadológica a apenas um dos clubes. A marca será inserida dentro dos números, nas costas das camisas, o que contribui para uma menor poluição visual.

Para nós catarinense que não temos nenhuma cultura em relação à preservação das tradições de nossos clubes, chama a atenção a apresentação da marca TIM na cor preta, uma vez que essa gigante multinacional é conhecido em todo mundo por seu ícone na cor vermelha.
O blog Grêmio 1903 explica com enorme simplicidade a razão dessa "anomalia" institucional: "Por razões óbvias, a cor vermelha, presente na logomarca original, não foi introduzida na camisa". Pronto, é o que basta.

Lembro de ter dado um puxão de orelha nas Lojas Colombo no post Mané tem zóio e cultura por ter realizado uma ação de merchandising na Ressacada com meninas vestidas de preto e branco. Como é típico de nosso eterno desespero por privilegiar o dinheiro em detrimento dos elementos mais básicos do marketing esportivo, muito torcedores apoiaram e nem entenderam a crítica: "Pagando bem, perigo não tem", não é assim que se fala?

Na realidade esse respeito, quando presente em um clube, é percebido pelos patrocinadores como um fator a mais de segurança para com seu produto ou serviço. Eles pagam mais justamente por isso, além da maior visibilidade, é claro. Talvez seja por isso que a diretoria do Avaí seja "obrigada" a realizar lançamentos de novas camisas deixando o espaço do patrocinador-máster vazio. Diz a lenda que é para informar o mercado de que tem lugar vago para os anunciantes. Pois é, tem que avisar... Dica de postagem do leitor Rafael Eleutério

Mexeu com o cara errado

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Às vezes a imprensa da capital é uma mão na roda. O dia amanhece sem muitas notícias sobre o nosso clube, marasmo tomando conta e nada de aparecer uma boa pauta para comentar no blog. Mas eis que não mais que derepente surgem os exóticos cronistas esportivos e enchem nossos "pratos" com suculentas deixas que por certo darão o que falar.

Pois no Debate Diário de hoje o estimado criador de curió, Miguel Livramento, resolveu sugerir que Marcinho Guerreiro era um "chinelinho", alcunha daquele tipo de jogador que adora uma maca no DM e faz de tudo para não pisar nos gramados verdes do futebol. Sujou, Miguel mexeu com o cara errado.

Marcinho, com um problema no tornozelo que o obrigará a realizar uma cirurgia e sem perspectivas de retornar esse ano, deve ter sido avisado dos comentários a seu respeito e ficou fulo da vida. Sabendo que seu clube jamais tomaria uma medida contra a RBS para proteger seu jogador, um patrimônio inestimável, o Guerreiro azurra ligou para a rádio e colocou todos os pingos nos "is".

Sabemos que os chinelinhos abundam na Ressacada e não é de hoje, entretanto Marcinho Guerreiro não é um destes. Desde que chegou conquistou imediatamente o respeito do torcedor avaiano que sempre soube valorizar jogadores que encarnam a mais legítima marca registrada do Avaí, a garra. Aos demais só resta vestirem a carapuça, o que não impede de reconhecermos nesse time ainda há, sim, homens honrados.

A responsabilidade de cada um

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Como havia comentado no post de ontem Mais uma mobilização, este blogueiro foi entrevistado pelo repórter Jean Balbinotti do Diário Catarinense no aeroporto Hercílio Luz na recepção do elenco avaiano que chegava de Porto Alegre. A matéria foi publicada hoje (abaixo) e por isso gostaria de reafirmar minha opinião de que a torcida avaiana não precisa fazerem nada a mais do que sempre fez. Cabe aos jogadores e comissão técnica do Avaí fazer jus a esse apoio que nunca faltou. Nunca.

Com a força da galera

Avaí é recebido com euforia por torcedores e ganha estímulo para manter a luta contra o descenso
A vitória sobre o Inter, no final de semana, animou o Avaí, que viu suas chances de permanecer na elite do Brasileiro aumentarem sensivelmente. A torcida também entrou no clima e compareceu em bom número, ontem, no Aeroporto Hercílio Luz, para recepcionar o time com tambores, bandeiras e gritos de incentivo.

A empolgação se justificava. Com mais três jogos pela frente no Brasileiro, dos quais dois deles em casa contra Atlético-GO e Santos , há grandes chances de o Avaí se livrar do descenso com mais duas vitórias. Neste caso, o time catarinense chegaria aos 43 pontos e poderia disputar a última partida, contra o Atlético-PR, em Curitiba, de sangue doce.
- Eles jogaram com o coração e encararam o Inter de frente. É isso que queremos ver. O sofrimento está perto do fim – disse o segurança José Eduardo Gutierres, 43 anos, que chegou ao local cerca de 30 minutos antes do desembarque com os filhos gêmeos Eduardo e Maria Luiza, 16 anos, e a mulher Nadia, 48.

José Eduardo está certo. Se mostrar o mesmo futebol aguerrido contra o próximo adversário, o Leão tem boas chances de deixar a zona da degola da Série A. E aí vai ser difícil segurar o grito e a festa dos avaianos.
- A torcida vai fazer o que sempre fez: apoiar o time. Agora é a vez dos jogadores darem a resposta em campo - avisou o publicitário Gerson dos Santos, 44, que levou os filhos Vinícius, nove, e Danieli, sete, para apoiar o time e pegar autógrafos.

O vendedor Valdinei Verondino Albino, 34, também levou os filhos Nicolas, três, e Nicole, 16, para receber os atletas. Ele acredita que com mais duas vitórias a permanência na elite estará selada. A análise de Valdinei tem embasamento. Segundo o site Chance de Gol, a probabilidade de queda para a equipe que somar 43 pontos é de 3%. Algo possível para quem já beirou a casa dos 90%. JEAN BALBINOTTI - jean.balbinotti@diario.com.br

Mais uma mobilização

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Leio nas redes sociais que a torcida azurra está organizando mais uma "invasão" em um treino do time avaiano para o próximo dia 20, sábado. Mais uma. Sinceramento acredito que quando o desespero se junta à ingenuidade corre-se o risco de se colocar em prática ações sem sentido e de resultados pouco práticos. Placebos emocionais, nada mais.

Após o épico treino dos 5 mil às vésperas da decisão do campeonato catarinense de 2009 tem-se a impressão que basta criar um banner bacaninha e juntar várias imagens lacrimejantes em um vídeo para que sobrenaturalmente ocorra uma conspiração cósmica e popular. Não é bem assim. Ainda esse ano foi convocado o Treino do Mil e no fim das contas apareceram 40 bravos e valorosos avaianos.

Na manhã de ontem fui entrevistado pelo repórter Jean Balbinotti no aeroporto Hercílio Luz quando da recepção ao elenco avaiano. Jean me perguntou se essa era a hora do torcedor apoiar mais, unir forças coisa e tal. Respondi que para isso bastaria aos avaianos manterem a média, fazerem o mesmo que sempre fizeram. Caberia ao grupo de Benazzi, isso sim, fazer jus a esse apoio que nunca faltou, mesmo quando o povão foi afastado da Ressacada. Das arquibancadas a força de nossa paixão continuaria a mesma, ou seja, à plenos pulmões.

É claro que não sou contra qualquer tipo de iniciativa positiva do torcedor para com o Avaí FC ou até mesmo para com seus jogadores. Entretanto acredito que estes atletas é que precisam reconquistar nosso respeito entrando em campo contra o Atlético Goianiense com a mesma garra apresentada diante do Internacional. Estão em débito e isso não é de hoje.

Aos motivadores desse evento, minha bênção. A quem for à Ressacada para mais um ato de carinho aos comandados de Benazzi, um salve especial. Mas eu e ninguém de minha família vai aderir a mais esse "doping emocional". Estas iniciativas estão ficando repetitivas, maçantes, um lugar-comum que pode "queimar" novamente aquilo que um dia foi sucesso e marca registrada da nação azurra. Acredito que o argumento está equivocado e o momento é inoportuno, o que não impede deste blogueiro estar completamente fora da casinha.

Um vitória totalmente inesperada

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Sejamos sinceros. Nem eu, nem você e nem ninguém nessa cidade acreditava ser possível vencer o Internacional dentro do Beira Rio. Nosso planejamento de torcedor contava com os três pontos contra o Botafogo e, no máximo, um empate com os gaúchos comandados por Celso Roth. Inverteram-se as ordens dos tratores o que não alterou em nada o nosso viaduto em direção à confirmação na série A.

A vitória do Avaí por 3x2 foi antecedida por uma alteração arriscada no modo de jogar da equipe. Assim sem mais nem menos Benazzi abriu mão de um zagueiro e decidiu superpovoar o meio de campo. Não houve treino, fixação de posicionamento, nada que nos fizesse ter segurança que essa ousadia traria bons resultados. Como vencemos então fica decretado que deu certo e pronto.

Tinha ouvido de Zé Carlos, após o fiasco contra o Goiás, que o grupo teria que criar algo de novo para o jogo de Porto Alegre. Não sabemos o que houve, o que foi dito ou prometido, mas também deu resultado.
As esperanças foram renovadas e o que era quase impossível já começa a se tornar bem provável. Mas isso se deve basicamente a nova postura dos jogadores em campo. Mais ligados, com menos preguiça e mais vergonha na cara o time como um todo se apresentou muito bem. As exceções ficaram por conta do
pega leve Diogo Orlando, o faço de conta que jogo Robinho e o nem estou aqui Vandinho.

A foto desse post foi batida nessa manhã no aeroporto Hercílio Luz quando da chegada da delegação azurra. Depois de uma centena de repetições da frase "me leva lá, pai" resolvi ceder às argumentações da minha filha, a avaiana-lôca-de-pedra Daniele, e fomos todos recepcionar os meninos-super-poderosos da Ressacada. Um público entre 100 e 120 torcedores também estavam lá e mais uma vez demonstraram que essa nação é de fé mesmo. Eu diria que tudo isso junto foi um belo presente de aniversário para nosso estádio que hoje completa 27 anos. Eu estava lá nesse dia e foi lindo.

Internacional 2x3 Avaí

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Ao Avaí, jogar como mulheres

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Diante do Internacional, às 17hs no Beira Rio, o Avaí pode estar jogando a sua sorte final em relação as suas pretensões para permanência na série A. Eu não sei quem joga, você também não sabe mas isso pouco importa. Na verdade todos nós não estamos muito certos do que esperar. Embora saibamos que em 2010 as tradições mais básicas desse clube quase centenário foram jogadas no ralo, sempre há uma réstia de esperança de que a saudosa garra azurra possa dar o seu ar da graça na veia desse elenco que já figura entre os mais deprimentes de nossa história.

Jogar como "mulheres"
A situação é feia mas não caótica, eu diria. Uma vitória hoje sobre o Internacional combinada com uma derrota do Guarani diante do Vitória pode aliviar e muito as nossas tensões
(não ria, por favor).
Uma boa sugestão para motivar esse grupo do técnico #calabocabenazzi seria fazê-los assistir o vídeo da final do Mundial Feminino de Volei entre Brasil e Rússia, acontecido esta manhã com vitória das enormes adversárias dos Bálcans.

Como sei que é demais pedir para os meninos-super-poderosos da Ressacada ficarem muito tempo diante da TV aprendendo o que é ter sangue nos olhos, bastaria passar as imagens das expressões de sofrimento das bravas mulheres brasileiras após essa derrota. Não estavam tristes ou acabrunhadas, não. Estavam completamente destruídas e não cansavam de pedir desculpas ao povo brasileiro. Algo me diz que nesta noite nenhuma delas irá afogar suas mágoas na night de Tóquio. Vergonha na cara é meio caminho andado para um grupo vencedor. Vergonha na cara!

Um futebol previsível

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Como ganhar no futebol de hoje e amanhã
Texto escrito há onze anos e (re)publicado ontem no Blog do Torero
(...) Acho que a primeira regra para vencer um jogo, seja na várzea ou na Copa do Mundo, é ter o juiz a seu favor. Nada melhor do que um árbitro que seja cego para as faltas de seu time e tenha olhos de águia para as do adversário. Um bom Castrilli ou um Márcio Rezende de Freitas fazem muita diferença. Eles neutralizam qualquer craque e vencem qualquer estratégia.

Logo abaixo dos juízes, vem Deus. É útil tê-Lo a seu lado, e há vários modos de se conseguir isso. A maneira mais tradicional é ir até Aparecida pedir a benção de Nossa Senhora. Porém, por via das dúvidas, é bom fazer um trabalho num terreiro. E não se devem esquecer as medalhinhas, superstições e promessas. Até Pelé usava medalhinha. Elas dão mais confiança ao jogador e, dizem alguns, também mais velocidade, resistência e proteção contra contusões.

Quanto às superstições, as mais engraçadas são as dos goleiros, que dão pulinhos, chutinhos nas traves, penduram-se nos travessões e beijam a rede. E isso sem falar nas promessas, como a de cortar cabelos, andar de joelhos e vestir-se de mulher. Sem a ajuda de santos e bruxos, qualquer craque se torna um perna-de-pau.

Um cartola desonesto também nunca é demais: ele consegue manipular tabelas, parar campeonatos, colocar jogadores suspensos em campo, retardar julgamentos inconvenientes e agilizar o primeiro item desta crônica, a compra de juízes. Porém, mesmo tendo o auxílio de árbitros, deuses e cartolas, só por segurança, é bom ter um time decente. Não necessariamente 22 bons jogadores, mas alguns tipos são fundamentais.

Em primeiro lugar, é preciso ter um valentão, um daqueles jogadores que têm tanta autoridade que os amigos lhe pedem benção, e os inimigos, licença. Ele pode ser grosso, como o Dinho, craque, como o Zito, ou mediano, como o Dunga, porque, nesse caso, mais do que as pernas, o que importa é a garganta.
Um palhaço também é imprescindível: eles atraem a torcida, animam o ambiente, manipulam a mídia e às vezes até marcam gols. Túlio, Dadá Maravilha, Viola e Serginho (ex-Santos) são alguns exemplos de jogadores bem-humorados.
Um zagueiro com vocação para assassino pode ajudar, mas o principal é não se esquecer do craque, do maestro, daquele jogador que põe ordem no jogo, que atrai a bola como um imã, feito um Cruyff, um Beckenbauer, um Pelé, um Deyna, um Zico ou um Falcão. Um time sem um craque é como uma noite sem lua, como um dia sem sol, como uma banana-split sem banana.

E, mais do que tudo, é preciso gostar de futebol. É preciso rir ao dar um drible, trincar os dentes ao dividir uma bola e gostar de fazer embaixadas até com laranjas. Enfim, como disse Nelson Rodrigues, mais do que tudo há que se jogar com alma, que quem ganha partidas e campeonatos não é a estratégia nem o planejamento nem nada, é a alma.