E se fosse para presidente do Avaí?

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O pulso ainda pulsa

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A vitória de hoje do Avaí sobre o Guarani por 1x0 pode e deve ser considerada estratégica. Esse resultado, somado ao bom empate com o Goiás pela Copa Sul-Americana, cria um ambiente favorável de confiança, um tipo de rejuvenescimento das esperanças do torcedor avaiano. Mas não apenas o torcedor pois esse oxigênio haverá de ser aspirado pelos jogadores, comissão técnica e dirigentes.

A estas alturas do campeonato brasileiro todo fôlego de positividade é bem vindo. Placebos emocionais agora são bênçãos miraculosas. Orações, promessas, figas e despachos nas encruzilhadas também. Por isso a qualidade do futebol apresentado agora há pouco na Ressacada é absolutamente secundário. O Avaí teria que vencer, fosse do jeito que fosse, e venceu.

Os resultados dos demais jogos que nos interessavam caíram como uma luva. Se o Leão da Ilha ainda está "garrado" na zona de rebaixamento a situação agora está, digamos, um pouco menos desesperadora. Há um que de "Yes, we can" no ar. A próxima rodada nos reserva o poderoso Corinthians em terras paulistas, mas a vida dos outros locatários do Z4 também não será nada fácil. Enfim, a vida segue, o pulso ainda pulsa e a esperança é a última que morre. Dá tempo.

A previsão dos tempos

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Tensão e chuva. Dentro e fora do gramado esses são dois ingredientes quase certos para o jogo de logo mais às 18:30hs entre Avaí e Guarani. Ambos chegam à Ressacada com vários desfalques, moral baixa e pressão pelo rebaixamento. Se um ponto separa o Guarani da zona maldita, o Avaí já está lá, então já sabemos de antemão que o bom futebol não será um pré-requisito para esses 90min. A garra vai determinar o vitorioso.

Pelos lados do Carianos Zé Carlos e Bruno estão suspensos. Roberto, com um estiramento que muitos afirmam ser “providencial”, e Marcinho Guerreiro, ainda em fase de recuperação, também permanecem inativos. Menos mal que Patric retorna, uma bênção para um time que precisa de agressividade e principalmente gols.

O zagueiro Cleyton e o lateral/ala/volante/meia Pará aparecem como titulares. Nisso temos a provável escalação com Renan; Emerson Nunes, Cleyton e Emerson; Patric, Eltinho, Rudnei, Pará e Caio; Vandinho e Robinho. Mais uma vez teremos que cruzar os dedos para que um milagre recaia sobre os pés dos abaixo da média Eltinho, Vandinho e Robinho. Mas fazer o que? Vamos torcer, oras.


Ao Avaí resta vencer. A matemática ainda nos dá um restolho de esperança por isso ainda não é hora de lamber as feridas. Sendo honesto com você, leitor, de todos os times da rabeira da tabela que enfrentamos ainda não vi um que fosse melhor que o Avaí.
Contusões, bobeiras inacreditáveis, incompetência nas finalizações, falta de comprometimento, enfim, uma série de razões podem explicar a atual situação, mas futebol por futebol temos condições de iniciarmos uma bela arrancada. Eu só não digo que acredito porque isso dá um azar desgraçado, então prefiro afirmar que hoje o cenário pode mudar radicalmente. Foto Flávio Nesves

A tentativa de entrevista de Zunino

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Constrangedora. Se uma palavra pode definir o que foi a entrevista de hoje do presidente Zunino no programa Debate Diário da CBN, a palavra foi essa. Completamente descontrolado, esquivando-se olimpicamente das poucas perguntas diretas que lhe foram dirigidas e sem conseguir passar convicção nas argumentações de auto defesa para os possíveis erros de 2010, maldito seja o combustível gasto para subir o Morro da Cruz. Não vou aqui tentar resumir mais essa patacoada comunicativa, tenho mais o que fazer. Se você quiser o site Infoesporte fez isso tomando o cuidado de retirar as partes feias e pouco jornalísticas.

Mas me chamou a atenção o ponto alto (ou baixo, como queira) do encontro, que se deu no momento em que o jornalista Rodrigo Faraco questionou se havia uma indisposição do elenco por conta do atraso dos salários no último mês. Não memorizei corretamente, mas deveria ter sido pago no dia 20, passou para dia 3 e só foi realizado mesmo no dia 7. Nesse momento Zunino subiu nas tamancas, xingou o jornalista e o ameaçou com uma ação judicial porque... sei lá, nem sei porque.

O presidente ressaltou que não considera alguns dias como um atraso, o que eu concordo totalmente. Entretanto Zunino deveria ter se preocupado não com a pergunta, que se era capiciosa também era verdadeira (houve atraso, sim), mas com o informante das internas. Ele poderia ter respondido calmamente, desmistificado o drama e em off perguntado à Faraco: "Mas quem foi o FDP que te falou isso?". Aliás, Miguel Livramento disse na cara de João Nilson que a Ressacada está cheia de fofoqueiros. Silêncio na rádio...

Zunino possui vários canais abertos para comunicação com o torcedor avaiano. O site do clube, seu twitter pessoal, blogs, outras rádios e jornais da cidade, enfim, opções não faltam. Entretanto, após um longo confinamento informativo o presidente do clube escolhe, novamente, um veículo da RBS para esse desabrochar midiático. Não tenho nada contra a RBS ou qualquer outra empresa de comunicação em específico, mas porque sempre a RBS?

Não é de hoje que classifico como pura idiotice a opinião de alguns avaianos que conseguem enxergar na imprensa a besta do Apocalipse responsável pelas derrocadas azurras. A densidade demográfica de canalhas nesse segmento é a mesma de qualquer outra empresa tupiniquim, futebol incluso. Apenas os tolos não enxergam que a imprensa é parceiraça dos clubes da capital e que o relacionamento continua lindo, de vento em popa, quase erótico.

O que penso é que se poderia aproveitar melhor as próprias ferramentas do Avaí para alavancar estas audiências tão lucrativas. Já pensou essa entrevista sendo transformada numa coletiva e transmitida ao vivo pelo site oficial? Bom, né? Enquanto isso vamos tentando digerir essas relações incestuosas que acontecem de lá pra cá e de cá pra lá. E dá-lhe socialização de prejuízos.

Agradecemos e seguiremos o exemplo

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Como o Avaí está numa posição muito delicada no Brasileirão, nem dependemos mais das próprias pernas, somos obrigados a ficar com um olho no padre e outro na missa. E ontem a missa foi motivo de um sorriso tímido pelo cantinho da boca do torcedor avaiano.

Na partida entre Atlético/GO e Ceará, de onde esperávamos um tropeço goiano, a equipe nordestina conseguiu arrancar às duras penas um empatezinho e, por conseguinte, alijar nosso adversário direto em dois preciosos pontos na tabela. Um salve todo especial para o goleiro Márcio, do Dragão, que tomou um "pirú" cinematográfico aos 29min do segundo tempo. Placar final 1x1.


Até o Guarani, próximo adversário do Avaí no sábado, aqui na Ressacada, está dando aquela "forcinha". O Bugre campineiro chega à Florianópolis em plena crise existencial. Se dentro de campo as coisas se negam a evoluir, fora dele os desfalques também não ajudam muito. Teremos um arremedo de time no lado oposto do gramado, uma presa relativamente fácil para o Leão da Ilha.

Mas talvez não seja bem assim. Vai que os bugrinos resolvam complicar as coisas, não é mesmo? Bom, nesse caso caberá aos comandados do fangarrão Benazzi tornar esse pré-cenário uma realidade. Não temos mais tempo e pontos a perder. A hora já era para ontem. É vencer ou vencer. Os outros estão fazendo a NOSSA parte, então só nos resta fazer o mesmo.

Papel aceita tudo mesmo II

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Ontem ficamos sabendo do lançamento de uma camisa tendo como mote o movimento expontâneo surgido no Twitter "batizado" de #ReageLeão. Em função da falta de tato dessa ação em relação ao momento do Avaí, preferi não comentar pra ver se essa bogagem morreria na casca. Mas não morreu.

No final da tarde o portal Globo Esporte, provavelmente alimentado por um release by Carianos, publicou a comercialização desse paninho aí do lado como sendo mais uma ação do clube pela luta contra o rebaixamento da Série B. O senhor Sidney Luiz Speckart, diretor de marketing do Avaí, assumiu a parternidade dessa criança afirmando que:
- Criamos a camiseta com o objetivo de unir forças para ajudar o Avaí a se manter na Série A do Campeonato Brasileiro, além de prosseguir positivamente na Copa Sul-Americana. (...)

Há tanto, mas tanto a ser criticado em mais esse desastre de relacionamento comercial que prefiro fazer um só questionamento: se a ideia surgiu no meio dos torcedores... se querem mesmo criar um clima positivo... se o objetivo é unir forças para não cair para a segundona... porque uma camiseta que tem preço de custo de R$6 é vendida com um ágio de mais de 200%? Anotem aí: esse é mais um escárnio têxtil que boiará nas prateleiras. Mais em Assis Azul e Força Azurra

Essa Sul-Americana é uma bênção

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O empate do Avaí em 2x2 com o Goiás no Serra Dourada foi um bom resultado, o que não significa que tenha sido um bom jogo. Não foi. Um primeiro tempo muito ruim, com ambas as equipes mostrando para o Brasil inteiro o porque de estarem agonizando na zona de rebaixamento do Brasileirão. Venceu o menos pior, o Goiás, que soube aproveitar a bobeada de Diogo Orlando para abrir o placar: 1x0.

Houve melhora de qualidade no segundo tempo, principalmente por parte do Avaí. A tática adotada pelos esmeraldinos, as saídas nos contra ataques, permaneceu inalterada. Foi aí que apareceu Marcelinho, jogador estranhamente "escondido" do time por Vágner Benazzi, mas que conseguiu aproveitar os seus minutos de titularidade. Sofreu um pênalti, convertido pelo fantasminha Davi, e depois partiu feito um raio para cima da defesa colocando a bola no ângulo de Harlei: 1x2.

A vitória estava encaminhada, até porque o Goiás não dava pinta de que poderia mexer mais no placar. Mas eis que o relógio marca o último minuto de jogo, e a gente sabe muito bem o que costuma acontecer nessa hora, não sabe? Num cruzamento a zaga azurra deu bobeira e o He Man deles, Rafael Moura, matou a bola com o braço e arrematou para as redes. O árbitro Wilson Luis Seneme, de péssima atuação ao longo dos 90min, fez o que já se esperava dele: validou o gol.

Essa tem sido a tônica da Copa Sul-Americana, um intervalo entre dois jogos nervosos da série A. É como se houvesse uma paradinha estratégica para retomarmos o fôlego, para darmos um tapa na confiança e ainda confirmarmos algumas teses. Uma delas, na minha opinião, é que o o futebol propriamente dito já não é mais quem determina as ações dentro do Avaí.
Há tempos todos nós enxergamos, por exemplo, que não há justificativa técnica que explique a não titularidade de Marcelinho e Pará. Aliás, nada justifica que as vezes sequer sejam relacionados para os jogos. De Chamusca, passsando por Lopes, Neguinho e Benazzi, percebemos uma linha nada tênue de cegueiras continuadas. Não é possível que os "professores" tenham uma uniformidade de visão tão diferente dos torcedores.

Noves fora, estamos vivos, na Sul-Americana e no campeonato brasileiro. No primeiro o Avaí está com a faca e o queijo nas mãos, no segundo o pulso ainda pulsa. Só tem que tomar cuidado com o Guarani que está vindo aí pra Ressacada com uma Gilette entre os dentes.

Pausa para o oxigênio

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Por incrível que pareça o principal objetivo do Avaí para o jogo de logo mais à noite contra o Goiás, pelas quartas de finais da Copa Sul-Americana, é esquecer a luta pela sobrevivência na série A. Embora seja um artifício meramente emocional vimos o resultado positivo que foi aquela vitória contra o Emelec na Ressacada. Pena que essa injeção de otimismo não resistiu aos 90min de erros três dias depois no Serra Dourada, ironicamente contra os esmeraldinos de hoje.

Estamos indo para esse jogo com 11 jogadores tiitulares, cinco no banco de reservas e nada mais.
Um conjugado de poupações+contusões+comilança de moscas extra campo garantiram uma delegação "bem enxutinha" no belo centro-oeste brasileiro. Segundo o blogueiro André Tarnowsky o Avaí deve ir à campo com Zé Carlos; Emerson Nunes, Emerson e Bruno; Marcos, Diogo Orlando, Rudnei, Davi, Válber e Pará; Marcelinho. No banco teremos Renan, Laércio, Caio, Eltinho, Robinho.

Diante sa situação periclitante do Leão na série A, não nos sentimos muito à vontade para curtir esse sonho que é a participação num campeonato internacional, o primeiro dos 87 anos de história do Avaí. Entretanto não deixa de ser uma boa oportunidade. Oportunidade para fazer evoluir o futebol minguado dos últimos jogos, para que o treinador perceba que algumas dicas recebidas não correspondem à realidade e que ainda é possível, sim, jogar como homens que respeitam o manto sagrado azurra. Se não for por amor ao Clube, coisa difícil hoje em dia, que seja ao menos pelo interesse de um bom contrato futuro.

Tem que bater no Chico e no Francisco

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Não é de hoje que acompanho a indisposição da avaianada das Redes Sociais com a imprensa da Grande Florianópolis, mais precisamente aos profissionais ligados à RBS. Uma dia quero abrir uma postagem para falar especificamente sobre o tema, mas esse dia ainda não é hoje. Entretanto o leitor-jornalista Mário Coelho (sempre ele) deixou um comentário aqui no blog que foi uma transmissão de pensamentos. Texto prontinho, português impecável, nada impede um CTRL+C - CTRL+V básico:

"Gerson, ao ler a frase do Miguelzinho lembrei que vários blogueiros se amarravam nas opiniões de cronistas de fora, em especial o Lédio Carmona, para criticar a imprensa local. Claro que os coleguinhas daí têm vários defeitos, não tiro completamente a razão de quem citava os "forasteiros", até por uma questão de autoestima.

Enfim, esse nariz de cera só para comentar o que vi hoje de manhã no Redação Sportv. Sem muita discussão, os participantes do programa, capitaneado por André Rizek, foram unânimes em dizer que o Avaí já está rebaixado. E aí, o cordão dos puxassacos vai gritar agora que a imprensa de fora é antiética e está querendo tumultuar o Avaí?
Por sinal, comentaram também sobre o post acima, a matéria da Folha sobre os programas de sócio-torcedor. Citaram o caso do Avaí e tudo... enfim, os caras não vivem o dia a dia do clube, não apuram e elogiam por conveniência. E são esses caras considerados bons jornalistas, éticos e blá blá blá.

Desculpe o desabafo corporativista, mas é que encheu o saco (demorou até) de ver meus colegas levarem a culpa, serem xingados, achincalhados e até considerados desonestos por terem opinião. Ah, mas não retiro a razão de várias críticas a alguns que já deveriam estar aposentados ou ter ficado no interior de São Paulo. Abs"

Mais uma que não colou

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Marketing sem números é gestão de brindes, certo? Pois bem, então para esclarecer o desencontro acerca dos números apresentados pelo Departamento de Marketing do Avaí na matéria da Folha postada aqui no dia de hoje, vamos aos fatos.

Segundo o diretor Sidnei Luiz Speckart o clube teve um crescimento de 20% no público médio da Ressacada por conta da nova (e põe nova nisso) política de preços implantada no início do ano corrente. Numa rápida pesquisa podemos perceber que a média de público do Avaí no Brasileirão de 2009 ficou na casa das 10.096 almas. Com os preços corrigidos ao nível de Europa confirmamos a queda expressiva dos azurras que se submeteram às intermináveis bichas para chegar e sair do Carianos. Em 2010, após 30 rodadas do mesmo campeonato, chegamos à média de 8.080 fiéis/jogo.

Se ainda sei usar minha calculadora de R$5 made in Taiwan por criancinhas de quatro anos de idade, deixaram de passar pelas roletas da Ressacada exatos 2.016 espectadores por partida, ou seja, uma afluência de público 20% inferior a 2009. "Ah, mas no ano passado o time era melhor, a série A era novidade e a campanha foi maravilhosa". Sim, tudo isso "ajudou", mas nada justifica a maquiagem dos números reais nos meios de comunicação com objetivos que passam ao largo do profissionalismo. Enfim, mais uma tentativa de se colar, colou que não colou. Ridículo. Próxima!

Papel aceita tudo mesmo

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Clubes do Sul do país levam ao extremo programas de sócio-torcedor
MATÉRIA INTEGRALMENTE EXTRAÍDA DO PORTAL FOLHA - TEXTO DE THIAGO BRAGA

O futebol está se tornando cada vez mais um espetáculo para poucos. Os níveis atingidos por alguns clubes do Sul do país mostram que a tendência é que apenas os sócios assistam no estádio às partidas de sua equipe. O Atlético-PR conta com cerca de 23 mil sócios, dos quais 22 mil estão em dia com a mensalidade de R$ 70. Um associado do Furacão não precisa mais comprar ingresso. Ele já conta com o direito de assistir aos jogos na Arena da Baixada em uma cadeira no lugar que ele próprio escolheu e que conta com o seu nome. O ingresso para quem não é sócio, além de ser cada vez mais raro de encontrar, custa caro: R$ 60.
Com média de público de 16.617 torcedores por jogo --superior à do Brasileiro-10, que é de 14.308--, o Atlético-PR quer chegar ao dia em que assistir aos seus jogos será exclusividade dos sócios do clube. Excetuando-se, é claro, o setor reservado para os torcedores visitantes. O diretor de marketing do Atlético-PR, Paulo César Verardi, conta que, com a implantação do projeto, a frequência de público aumentou entre 30% a 40%.

Precursor do projeto no país, o Internacional conta hoje com um quadro de sócios que ultrapassa os 106 mil associados, sendo que cerca de 87 mil estão com seus vencimentos em dia. O clube gaúcho teve que adequar seu plano de sócios. No início, o torcedor colorado pagava R$ 55 por mês e tinha direito a assistir aos jogos no Beira-Rio sem nenhum custo. Hoje não existe mais essa categoria. Quem quiser se associar, paga R$ 22 e tem direito a um desconto de 50% no valor do ingresso.
Mesmo assim, em jogos decisivos, o torcedor que não é sócio dificilmente consegue comprar ingresso.
Como a capacidade de seu estádio é hoje de 55 mil pessoas, o Internacional estuda criar um programa de milhagem semelhante ao usado pelas companhias aéreas. "Assim, poderemos premiar os sócios que são mais fiéis, que compram produtos licenciados do clube, que estão há mais tempo conosco", revela o diretor de marketing do clube, Jorge Avancini.

Até times com menos torcida já investem em seus projetos de sócios-torcedores. Com a implantação do projeto, o Avaí teve um crescimento de público na Ressacada, em média, de 20%. "O nosso sócio paga, no setor coberto, R$ 95 por mês e pode assistir a todos os jogos. Em um mês que há quatro jogos, o ingresso sai por R$ 23. É um grande atrativo para o torcedor", afirma Sidnei Luiz Speckart, diretor de marketing do clube catarinense, que quer atingir os torcedores do clube em todo o país.

As frases top do dia

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“O time do Avaí não é um time medíocre” Rudnei, fora de si, sobre a qualidade do elenco azurra

“Quero que a direção tome uma providência” Benazzi, culpando a arbitragem pela derrota diante do Goiás


“Todo mundo está vendo o que está acontecendo, mas ninguém quer que o Avaí fique na Primeira Divisão” Diogo Orlando, concordando com o professor

“Não adianta procurar culpado, se o juiz errou ou não. (...) é necessário mais dedicação” Emerson Nunes, o sóbrio

“Repito e assino embaixo: o Avaí está rebaixado para a Série B do ano que vem” Miguel Livramento, dando uma forcinha para o time do seu coração

“Como é que tira essa porcaria de #ReageLeão do meu avatar?” Mauro Canto, twitteiro putodoscornos com esse time medíodre do Avaí

Lenta agonia

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O colunista se queimou

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GuilhermeGerson, analisar a pelada de ontem seria dose pra Leão, então me recuso a isso. Basta montar um tape com os gols perdidos por aquela cambada de pernas de pau para mostrar o que foi o jogo. Ano que vem somos nós na terça contra o Ituiutaba lá no estádio da Fazendinha e sábado aqui na Ressacada contra o Salgueiro.

Está se confirmando o que venho falando pra ti desde o início do ano: a administração do Avaí é uma administração empírica, que precisa errar para aprender na marra. E nessa história estamos muito bem encaminhados para a Série B de 2011. O que me conforta é saber que os cartolas do Avaí já sabem o que fazer para subir. Quem sabe até tirem proveito para não cair tão rápido na próxima oportunidade. E que essa oportunidade não leve 30 anos para acontecer novamente. Sds azurra, Guilherme Quadros

Todos, menos o Avaí

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Esqueçam aqueles 45min finais da partida contra o Emelec. Neste domingo o Avaí voltou a ser o velho Avaí, aquele que veio à série A de 2010 para ressuscitar os já dados como mortos. Hoje a bênção foi dada ao Goiás, ao fraco time do Goiás. Aliás, de tanto perder para times que apresentam um futebol de baixa qualidade já devemos aceitar a realidade de que o "melhor elenco da história do Avaí" é na verdade pior que todos os seus adversários.

Essa derrota não nos trouxe nenhuma novidade. Aquele roteiro destrambelhado desde o histórico desmanche do elenco 6° colocado no Brasileirão do ano passado foi seguido com esmero. Gols inacreditavelmente perdidos, nenhuma jogada ensaiada, nenhum batedor de falta descente, passes errados à reviria, um Robinho "mentiroso", a insistência com Marcos, um Bruno com a velha disposição "equina" para matar as jogadas, Roberto solitário, Marcelinho e Pará no banco (?), Vandinho como espectro de atacante e, claro, mais um técnico perdido à frente desse bando.

Com exceção do Avaí, todos os demais habitantes da zona de rebaixamento cumpriram a sua missão: vencer. O Galo deixou o Cruzeiro de quatro, o Goiás nos afundou para a vice-lanterna e até o Prudente fez o "crime" pra cima do Santos em plena Vila Belmiro. Todos venceram, todos menos o Avaí. A culpa, segundo os jogadores e comissão técnica, foi do árbitro. Sim, do árbitro, que junto com a imprensa e a FCF formaram o trio de bodes espiatórios preferido dos acéfalos que não quiseram enxergar os equívocos internos dos últimos 10 meses.

Missão dada é missão cumprida

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Na noite de ontem fui assitir o filme Tropa de Elite 2. Um soco na boca do estômago de qualquer cidadão brasileiro minimamente bem intencionado. José Padilha, o diretor da película campeã de bilheteria em 2010 dá uma aula de como usar a realidade para uma obra de ficção.

O slogan
Imagino que pessoas de outros países enxerguem apenas um filme de violência e corrupção, mas aquela coisa distante, nada a ver com ele. Mas nós brasileiros, não. Tudo nos é familiar e podemos identificar o modus operandi do sitema a cada frame.
O personagem principal é confiável. Capitão Nascimento é o herói nacional e nosso vingador por excelência. É ele que recita com autoridade um dos slogans mais conhecidos do BOPE: missão dada é missão cumprida. E ai daquele que não entender o espírito da coisa.

A missão do Avaí
Em nossa guerrilha particular contra o rebaixamento o Avaí entra no gramado do Serra Dourada com o objetivo de não perder o ânimo adquirido na vitória contra o Emelec no meio de semana. O moral está alto, a confiança está renovada e o grupo parece ter assimilado a resposabilidade que é defender um clube que possui uma torcida tão fiel e apaixonada.Nada disso é garantia de um bom resultado diante do Goiás logo mais as 16hs. Desespero por desespero, com dois pontos a menos que o Avaí, os esmeraldinos precisam mais da vitória do que nós. Ao Avaí resta a missão de vencer... e ao Goiás também.

Surpresa nada boa
Quem não obedeceu nossas preces foi o Atlético/GO. Ao vencer o Guarani ontem em pleno Brinco da Princesa garantiu que nem mesmo uma vitória tirará o Avaí da zona de rebaixamento nesse domingo. Se antes a equipe azurra perdia uma atrás da outra e contava com a forcinha da galera debaixo para não aparecer na Z4, parece que agora a maré virou. Nem vencendo poderemos respirar aliviados.
Como há muito tempo minhas expectativas para essa partida são baixas. Ganhará o jogo o time que for mais aguerrido, que estiver mais esfomeado. O passado recente nos diz que a equipe de Benazzi só reage assim quando embalada desde os portões do estádio pela nação azurra, mas quem sabe baixe o espírito do capitão Nascimento nos caras e resolvam cumprir com êxito mais essa difícil missão.

A reação dos mortos-vivos

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A vitória sobre o Emelec foi uma bênção, isso ninguém discute. Também não se discute que o retorno do torcedor avaiano à Ressacada foi um bálsamo nas feridas produzidas na relação clube-povo em 2010, esse ano maldito que se recusa a acabar. Apesar de ter sido um jogo ruim tecnicamente, sem que tenhamos enxergado uma alça real para nos segurarmos na série A, um lampejo de esperança nos surgiu: a mudança de atitude dos jogadores.

Sem desculpas
Como já foi fartamente comentado nas Redes Sociais Azurras, a classificação às quarta de finais da Sul-Americana foi conquistada antes do jogo, mais precisamente no portão de entrada do ônibus dos atletas. O que a torcida do Avaí fez foi algo de mágico, um verdadeiro tapa no senso de responsabilidade do elenco. Como não jogar com a alma depois do que se viu? Qual explicação a dar em caso de derrota? Jogar sem garra deixou de ser uma opção.

Vontade de vencer
Como o leitor sabe não engulo 99% do que esses meninos derrubadores de técnico falam. Pra mim são dissimulados, irresponsáveis e marketeiros de terceira categoria. Entretanto acreditei nas palavras de alguns jogadores que relataram um ambiente de caos nos vestiários durante o intervalo. Gritos, xingamentos, cobranças mútuas, insatisfação à flor da pele. Como olhar para a cara de uma nação tão fiel após 45min de um futebol tão chinfrim como aquele? Era vergonhoso demais até para eles.

Homens com vergonha na cara
Não perder virou uma questão de honra, pelo menos o pouco da honra que restou após as férias de 10 rodadas do Brasileirão. O que todos nós testemunhamos foi o retorno de 11 jogadores determinados a serem homens, homens que têm um compromisso com aqueles que os receberam na rua com cânticos, sinalizadores, palmas etc, etc. O restante da história já sabemos, os mortos-vivos de chinelinho fizeram o improvável acontecer.

O torcedor é o cara
No rescaldo da catarse da última quinta-feira fica uma desconfiança, a de que o autor da frase "Torcida não ganha jogo" não estava em posse de suas plenas faculdades mentais quando a criou. Sendo flexível, talvez seja a realidade do time dele ou de outros que tenha observado. Mas não serve para o Avaí. Aqui o torcedor tem a capacidade de arrancar leite de pedras, mesmo daquelas que nós mesmos não usaríamos em nossas construções. Que venha a confirmação da série A de 2011 para o Leão e o tão esperado desmanche de fim de ano, aí então estaremos plenos de alegria.

E descobriram a pólvora

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Se na Grande Florianópolis temos 150mil torcedores e simpatizantes do Avaí, na internet não devemos ter um número muito maior que 3mil fiéis navegantes, dados muito-pouco-oficiais e baseados exclusivamente no feeling desse blogueiro. Embora seja um número pequeno, esses, os marujos virtuais, possuem uma representatividade enorme, onde trocamos opiniões a granel.

E foi nesse microcosmos que fiquei estarrecido com a quantidade de avaianos, outrora firmes defensores dos preços abusivos da Ressacada, que amanheceram picados pelo mosquito da paixão por esse personagem heróico, o torcedor. Agora esse cidadão saqueado é o cara e a ele devem ser dadas todas as glórias pela vitória de ontem diante do Emelec.
Os "bombeiros" do Orkut desapareceram e os aspones que transitam suas opiniões nos blogs e Twitter tiveram seus corações milagrosamente quebrantados. Elitizar a Ressacada? "Não, nem pensar, vamos rever tudo isso aí".

Bastou um breve aceno de sanidade mental da diretoria para que mais de 11.600 avaianos se dirigissem à sua "casa" para apoiar um dos elencos mais esquisitos das últimas décadas, responsáveis por uma campanha que beira o ridículo.
Embora alguns jogadores do Avaí de hoje não mereçam nem o que se gasta com um churros,
sabemos que R$10 não é o valor justo para uma partida de futebol. Essa é realmente uma promoção só justificada pela necessidade de se tirar o clube da maldita zona de rebaixamento.

Mas será que passada a tempestade não teremos o prosseguimento desta política financeira com uma maquiagem retocada? Sabe como é, se colar colou é o mantra dos que nada sabem sobre nós mas que comandam as ações à partir das salinhas de tijolinhos à vista do Carianos.
Parece que a torcida do Avaí finalmente foi percebida pela diretoria do clube. Hoje os olhos dos cartolas estão brilhando, tudo ficou desanuviado, descobriram a pólvora do futebol: o torcedor é tudo. Por isso esperamos que nenhum susto nos esteja reservado para um futuro muito próximo.

Pois é, mas o mais triste é saber que tudo isso pode acontecer novamente com a bênção de uma curriola que não têm nenhum compromisso com o torcedor da maior paixão Catarinense. Aliás, nenhum compromisso até com essa paixão, o Avaí FC. Deixa estar, o descrédito já é a sua chaga.

Nervosismo e êxtase, coisas do Avaí

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Seja sincero, leitor, ao final dos primeiros 45min do jogo de ontem você também estava injuriado, não? Claro que sim. Assistimos o mesmo Avaí dos últimos dois meses: desatento (um gol tomado com menos de 1min), perdido em campo, nervoso, afoito, sem organização tática e jogando todas as suas fichas nos esticões para as corridas de Roberto e cabeceios de Emerson. Futebol ruim, resultado ruim, 0x1 ao natural.

O segundo tempo iniciou e numa outra bobeira da zaga avaiana quase vimos a vaca ir para o brejo com sino, bezerro e badalo. Ânimos serenados eis que acontece o inusitado: em menos de 10min abriu-se a porteira da defesa emelequiana (credo) e três bolas balançaram as redes. Ficamos boquiabertos e em catarse emocional. De certa forma a ficha não caiu até agora.

A vitória de ontem trouxe bem mais que uma classificação para as quartas de finais da Copa Sul-Americana. Um novo ânimo agora repousa sobre a Ressacada. Uma vitória tem esse poder, o de renovar as esperanças em meio a uma situação extremamente delicada em relação ao Brasileirão. Veio na hora certa e da melhor forma possível.

Mas não podemos nos iludir. Não vi nenhuma grande evolução da esquadra de Vágner Benazzi. Excetuando-se a garra nos últimos 45min e uma melhora tímida na postura tática, nada que merecesse nossas expressões de assombro. O Emelec? Meus Deus, que time ruim. Correm muito, batem muito, mas só. Benazzi têm muito trabalho pela frente, e a frente é logo ali, no domingo contra o Goiás. Corre, mô pombo.

Ah, é claro que o torcedor avaiano não foi esquecido por esse blogueiro. Mas esse cara que foi convidado a se retirar da Ressacada em 2010, esse merece uma postagem especial. Agora, bonito é ver esse sofrido personagem da história azurra sendo elogiado hoje pelos mesmos canalhas que o culparam nos últimos 10 meses pelo vazio da Ressacada. Cacos.

O recado foi dado

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"(...) Estádio cheio muda o clima do jogo. Hoje mudou. Que alguém grave o jogo de hoje e deixe guardado, para mostrar quando tiverem a ideia de cobrar 60 reais o ingresso. Muitos daqueles torcedores que preferiam ficar em casa ou ir no boteco ver o jogo no PPV foram pro campo. Futebol é esporte do povo. E hoje, o torcedor deu o seu grito de "Reage Leão" (...)" Rodrigo Santos - jornalista


"(...) nós jogadores ficamos surpresos. Quando chegamos a mobilização da torcida foi imensa. O torcedor está de parabéns. A gente nao podia sair com uma derrota depois de uma mobilizacao dessa. Os jogadores se uniram em torno de um objetivo. Vamos dar a volta por cima (...)" Zé Carlos na coletiva de imprensa



"(...) A torcida deste clube, do Leão da Ilha, mostrou que quem manda na Ressacada é ela. (...) Era a noite do Avaí. Era a noite do Leão. Era a noite da torcida mais fanática deste Estado. (...) Que sirva de lição para aqueles que a desprezaram. Nunca se cala um grande amor. Alexandre C. Aguiar - blogueiro



"(...) Diretoria avaiana, hoje vocês receberam uma lição, descobriram que a alma avaiana não tem valor financeiro, não é tangível, ela emana de sua torcida e é mas forte do que sua diretoria financeira imagina. Pensem nisso! (...)" Adriano Assis - blogueiro




"Depois da demonstração dada nesta quinta-feira, não ousem nunca mais colocar a culpa de qualquer coisa na torcida, ok?" Mário Coelho - jornalista

E jogaram. Simples assim

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Foto Flávio Neves - ClicEsportes

O nosso santo graal

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Nós avaianos deveríamos estar apenas curtindo esse momento histórico onde o clube debuta em um torneio internacional. Há dois anos o sonho era, quando muito, o retorno à elite do futebol brasileiro, mas eis que deu a louca na Ressacada. Ascendemos à série A, de cara abiscoitamos uma sexta colocação e a sobremesa foi o direito de participar da Copa Sul-Americana.

Mas a atual situação no Brasileirão nos impede tal relaxamento. Hoje, contra o Emelec, o Avaí busca a redenção emocional para fazer crer que a reação na competição nacional ainda é possível. Torcedores, jogadores, comissão técnica e diretoria estarão conectados nesta partida como se fora a última gota de remissão dos pecados no fundo do santo graal, o nosso cálice sagrado esportivo.

Goiás e Atlético/MG já fizeram isso. Ontem se classificaram diante de Santa Fé e Peñarol respectivamente, passaram às quartas de final e ganharam aquele gás a mais para sair da desconfortável Z4. Se uma vitória é sempre bom, imagine quando se corre o risco de rebaixamento da competição mais rentável do calendário nacional. Nossos adversários diretos estão mais confiantes, já acreditam que tudo é possível, por isso só resta ao Avaí seguir o mesmo roteiro de ressurreição.

Não é apenas uma vitória, é muito mais que isso. Diante da equipe equatoriana perceberemos o quanto esse time do Avaí quer realmente se libertar da pressão da zona de degola. Se esses meninos de chuteiras não quiserem, não há campanha real ou virtual por parte do torcedor que fará o clube sair do atoleiro que eles mesmos nos meteram. Ou todos (eu disse todos) enxergamos esse querer ou já podemos ir fazer as contas do puta prejuízo financeiro pelo descenso e ajustar o GPS para localizar o estádio da Fazendinha, logo ali em Ituiutaba.

A reação começa pela Camisa 12

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É gostar de amadorismo

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A gente tenta, olha que tenta tirar leite de pedra, mas esse Avaí não ajuda. Em meio ao caos instalado por tantos meses de bobagens administrativas do clube, a nação azurra opta fechar os olhos para tudo isso e aceita o convite para enxergar única e exclusivamente os jogos faltantes de 2010.

Mesmo com uma vontade louca de chutar as nádegas de toda a diretoria preferimos elogiar as ações de guerra que foram tomadas nestes dias, a promoção de ingressos e o regime de concentração cerrada para os jogos contra Emelec e Goiás. Agora vai, queremos acreditar.

Mas então resolvem tirar o zagueiro Rafael de seu chiqueirinho para participar de uma promoção completamente sem noção para o momento que o Avaí vive. Rafael, capitão da equipe, um líder reconhecidamente guerreiro, terá que dar um migué em sua rotina de luta pela recuperação de uma contusão para participar de um jantar com torcedores locatários de cadeiras que foram sorteados entre os adimplentes, estes que eram 12mil e agora andam pela casa dos 6mil.

Logicamente a ação “Jante com o ídolo” não foi inventada essa semana, já estava programada coisa e tal. Até aí tudo bem, mas já que se quer tornar verdadeira essa intenção de arrancar o clube do atoleiro em que foi metido, que se cancele o evento e ponto final. É simples, inteligente e mais um sinal de que essa história de foco na série A de 2011 é pra valer. PelamordeDeus, gente, vamos levar esse clube à sério!

A tática do chiqueirinho

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Como o leitor já deve ter percebido, tenho profundo desagrado por esse grupo de boleiros que o Avaí conseguiu ajuntar para a campanha de 2010. Sem mais delongas espero ansiosamente por dois eventos: a permanência do clube na série A e a defenestração de pelo menos 90% destes irresponsáveis que ousaram vestir nosso manto sagrado.

Surpresinhas
Até Vágner Benazzi, uma figura exótica do futebol brasileiro, deve ter se assustado com o que viu no meio dessa boleirada, a começar pela comissão técnica provisória. Veio para conhecer o grupo e ficou sabendo que naquele mesmo dia teria que partir para o Equador porque Neguinho, funcionário do clube, havia se negado a ir.
Benazzi foi, perdeu e como prêmio de consolação pela voluntariedade ganhou esse mesmo Neguinho como auxiliar técnico na semana seguinte. Sim, Neguinho se rebelou e foi promovido, coisa difícil de se explicar mas em total sintonia administrativa com tudo o que vimos nesse ano.

Todo mundo de castigo
Sentindo o drama do excesso de liberdade reinante no elenco, a diretoria e a comissão técnica decidiram por bem que era hora de refrear os ânimos dos tradicionais boêmios da Ressacada. Assim, à partir dessa semana entra em vigor um regime fechado de concentração dos jogadores tendo como objetivo principal o foco para salvação de nossa vaga na elite do Brasileirão. Chiqueirinho neles!

Ponto para a diretoria
Na verdade dois pontos. Após encarnar a situação crítica pela qual o clube passa e promover uma promoção real de ingressos para os jogos faltantes da temporada, agora os cartolas do Carianos resolveram por ordem nas galinhas desse galinheiro. Já não era sem tempo. Se eu acho que é tarde? Claro que é, prova inquestionável de lentidão e incompetência administrativa, mas não acho que seja tarde demais. O que Zunino e cia deveriam estar fazendo, estão fazendo, pelo menos fora das quatro linhas. E tem mais: depois que o Fluminense fez o que fez no ano passado, meu filho, nada mais é impossível. Nada.

O certo por linhas tortas

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Nós, torcedores avaianos, andamos chateados com a diretoria que ora está à frente do nosso clube. As razões já foram exaustivamente comentadas e discutidas e hoje podemos afirmar sem medo de errar que desde o início deste ano os cartolas do Carianos rezaram o mantra “Mamãe, quero ser uma mula”. Entretanto essa convicção não pode nos cegar para as ações acertadas que venham a tomar no apagar das luzes do ano da graça de 2010. Assim posto vamos às notícias institucionais.

Voltem, voltem
O Departamento de Marketing do Avaí disparou uma newsletter de convite para que os locatários de cadeiras que se desligaram do aluguel destes utensílios plásticos retornem à planilha de pagamentos mensais. Com o título Sentimos sua falta a promessa é a de aquele castigo de 12 meses por não aceitar os novos valores abusivos está automaticamente esquecido, não se fala mais nisso.
Embora num texto piegas e com resquícios de soberba arquitetônica - “... você já viu como ela (a Ressacada) está mais bonita?” - vejo uma postura de revisão dos atos equivocados do ano letivo. Um lampejo de humildade com uma pitadinha de desespero. Vai dar certo? Oras, claro que não. O mercado não funciona assim, os locatários ainda não voltarão, mas não deixa de ser um avanço.

Promoção de ingressos
Agora sim é promoção. Trazer os ingressos de R$60 para R$30 e chamar aquilo de Ação Promocional foi um engodo verbal, um ajuntamento de palavras infantilizado. Ninguém engoliu. Mas hoje o site do clube informa que a diretoria executiva decidiu levar o preço dos tickets para R$5, R$10 e R$20. Era o que todos esperávamos para a reta final e decisiva do calendário de 2010.
Vai dar certo? Aí não sei, vamos aguardar, mas desde já suplico para que medidas sejam tomadas a fim de se evitar as tradicionais pegadinhas nas bilheterias da Ressacada. Chega de iludir o povo com um preço convidativo e fazê-lo entrar no estádio com atraso por falta de vendedores nos guichês.

A hora do desespero

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Desrespeito generalizado

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Não sei quanto à você, leitor, mas eu não encontro muita coisa para ser comentada sobre mais essa derrota do Avaí no Brasileirão, essa que acaba que realizar a meta inconsciente da diretoria de tirar o clube da série A. O time namorou, namorou, namorou e resolveu beijar na boca da zona de rebaixamento. Felizes, senhores cartolas?

Maldito seja o bicampeonato catarinense conquistado com um pé nas costas no primeiro semestre. Ele deu uma gás para o cegos que nada entendem de futebol acreditarem nas palavras do presidente Zunino que afirmara, após o desmanche do elenco de 2009, que tínhamos o melhor grupo da história do Avaí. Alguns ingênuos acreditaram. Outros, por interesses escusos, venderam esse peixe podre como verdade inquestionável.

Gostaria de ressaltar de mais essa pataquada coletiva a irresponsabilidade do Sr. Vágner Benazzi que permitiu a permanência de Patric, um dos poucos que se salvam nesse time, por longos 15min sem a menor condição de jogo. Lesionado, mal conseguindo caminhar e arriscando-se a agravar ainda mais o seu quadro clínico, Patric ficou ali, de lá pra cá, como se fora menos que um ser humano.

Os dirigentes do Avaí FC mostraram ao longo do ano o desrespeito que nutrem pelo torcedor do clube, isso foi público e notório. Também julgou a todos como seres acéfalos com decisões atabalhoadas que se seguiam de explicações esdrúxulas para justificar o injustificável. Mas não pensei que esse desprezo pelas pessoas chegasse até o seu patrimônio em espécie, os seus atletas.

O roteiro do rebaixamento foi aprendido com o time do Estreito e aplicado com esmero ao longo do ano. A soberba e a inversão dos valores estão aí expostas para quem quiser ver.
Não falta mais nada, ou talvez, quem sabe, enviar o filho do presidente para fazer um estágio na Inglaterra. Fechou.

O martírio do DM

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Chega a ser estranha a situação de entra-e-sai do Departamento Médico do Avaí. Nos últimos dois meses saímos em busca de informações do clube e via de regra as manchetes dão conta de jogadores novos que entram para o estaleiro e dos antigos que de lá não saem nem por decreto. Alguma coisa está errada e não é, de forma alguma, a sequência de jogos.

Para um time que precisa reunir forças para se afastar da incômoda vizinhança com a zona de rebaixamento, as opções que são repetitivamente negadas aos treinadores do Avaí tornam-se uma temeridade. Já chegamos a ter um time inteiro com as pernas na tipoia do Carianos.

Para a "decisão" de amanhã contra o Galo Mineiro, por exemplo,
Vagner Benazzi estará alijado de Gabriel, Rafael e Sandro, todos lesionados. Rafael está nessa desde que retornou daquela negociação esquisita com um time do fim do mundo e Sandro, que mal chegou do Coritiba, já entrou no ritmo da pisação. Enquanto isso Leonardo, que aqui vivia na maca, foi para Coritiba e desandou a fazer gols... e nada de se contundir. Repito: estranho.

Coisas do fanatismo

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O colombiano Felipe Alvarez se passou. Não satisfeito em apoiar o Atlético Nacional à partir das arquibancadas, o rapaz decidiu tatuar a camisa do seu time em tamanho real.

Segundo o blog Buteco da Net a decisão de Alvarez surgiu após a morte do jogador Andres Escobar, assassinado após a Copa do Mundo de 1994, por ter marcado um gol contra que desclassificou sua seleção.

Poucos dias após a eliminação, em Medelim, o jogador acabou recebendo um tiro. As investigações dão conta que Escobar foi assassinado a mando da máfia de apostadores da Colômbia.

Esse é o tipo da coisa que chama mais a atenção pela bizarrice do que pela paixão ao esporte propriamente dita. Torço para que o nobre colombiano não se arrependa dessa decisão. Sei lá, tem gente com gosto pra tudo.

Mobilização e oxigênio

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Me chama a atenção a campanha que o Atlético Mineiro está fazendo para esse jogo de domingo contra o Avaí. No que depender do Galo o próximo ocupante da zona da degola será o nosso estimado Leão da Ilha. As TV's, rádios e jornais conclamam o torcedor alvinegro. A diretoria já está vendendo ingressos com uma promoção real que oscilarão entre R$5 e R$50. Até mesmo o presidente do clube, Alexandre Halil, usa seu Twitter pessoal para o chamamento do torcedor.

Apesar de enfrentar um grande clube do futebol brasileiro em terras distantes da Ressacada, o Avaí vai à Minas sem poder pensar em empate. O campeonato está se afunilando, times saudáveis estão ficando sem ar, "mortos" ressuscitando e alguns zumbis ainda lutam por um milagre. Desses três arquétipos considero o Avaí como o competidor que anda carecendo de oxigênio extra. Não sabemos ao certo de onde ele virá, mas tem que aparecer e já.

A palavra é CONFORMAR

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O leitor terá que me perdoar por não lamentar a derrota de ontem diante do fraco time do Emelec. Embora não goste perder nem campeonato de cuspe à distância, a Copa Sul-Americana não é nem de longe uma competição com a qual me preocupe em relação ao calendário avaiano para 2010. É legal, dá status mas, sinceramente, não é para nosso bico.
O nosso problema (aleluia) é a série A,
essa sim anda tirando o sono da avaianada. Com 55% de chances do Avaí descambar para a segundona, é esse o campeonato a ser agarrado com unhas e dentes para que não sejamos vítimas da "Socialização de Prejuízos - O Império Contra-Ataca".

Tomando a mesma forma
Esse é um dos significados da palavra CONFORMAR. Quando aceitamos uma situação por julgá-la impossível de ser contornada, nos resignamos e nos adaptamos a ela. Esse tipo de comportamento é responsável por boa parte das coisas que não foram criadas, construídas ou melhoradas até hoje.

Assim posto, chego ao posicionamento que percebo entre os avaianos, torcedores, jogadores e diretoria. De alguma maneira já não esperamos muita coisa, nos contentamos com pouco e de grande mesmo rezamos apenas pelo milagre que nos livre da série B de 2011. Hoje pensamos pequeno e por isso mesmo, exigimos poucas coisas desse bando de ajuntados Brasil à fora que há pelo menos dois meses fazem nossa paixão de gato e sapato. Somos reféns emocionais disso tudo aí.

Oh, coitado
Talvez isso explique as justificativas que nos impomos a cada derrota ou empate abobado do Avaí. "Faltou sorte... foi castigo... perdemos de cabeça erguida... não faltou garra... o juiz roubou... que fase".
Que os muito bem pagos façam uso dessa retórica carcomida e emburrecedora eu entendo, precisam redirecionar o foco da responsabilidade, mas somos nós torcedores que estamos fazendo isso.
Essa CONFORMAÇÃO está impedindo que se crie um clima propício para a TRANSFORMAÇÃO da situação. Não só estamos aceitando como justificando os mesmos erros infantis e grosseiros desse grupelho desde a vitória diante do Corinthians no distante 14 de agosto passado. De lá pra cá as mesmas cenas se repetem, às vezes nos acréscimos, e nos enganamos ao crer que para alguma coisa esse jogo, pelo menos esse, deve ter servido.

TRANSformando
O engraçado é que o torcedor que pede "sangue nos olhos" para os jogadores prefere tomar a forma de um coitadinho que não pode e não deve exigir nada... apenas apoiar. Não falo de uma revolução armada, para, mas uma postura que deixe claro para os internos da Ressacada que ninguém aqui é tolo para aceitar as frases prontas a cada insucesso sem pé nem cabeça.
Como disse ontem no Twitter "Falta de sorte se fosse a 1ª vez que o #avaí perde com um gol no final e com jogadores a mais. O nome disso é incompetência mesmo". Pronto, taí minha revolução particular. E por falar em revolução, você já enviou um e-mail hoje para o Carianos? Fonte base Globo Esporte

Pode melhorar. Tem que melhorar!

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GuilhermeO Avaí foi ao Equador enfrentar uma gringalhada ruim de bola com um novo atrativo, Vágner Benazzi, o comandante para hora do desespero. Como formação foi adotado um 3-6-1 básico com Zé no gol, Patric e Eltinho nas alas, Emerson, Emerson Nunes e Gabriel na zaga, Bruno e Rudnei na contenção, Sandro e Robinho no meio e na frente Marcelinho.

Primeiro tempo
A pressão inicial do Emelec já era esperada, mas aconteceu de forma desorganizada. O Avaí também estava desorganizado, mas não sofria grandes sustos. O que saltava aos olhos era a quantidade de passes errados de ambos os times, coisa horrorosa. A formação avaiana dava uma certa estabilidade lá atrás por conta da presença de três zagueiros, sendo dois altos.

As ações se concentravam principalmente pela nossa ala direita com Rudnei, Patric e Robinho caindo um pouco por ali. Nada que preocupasse muito o time Equatoriano, pois os passes eram ruins. A defesa do Elemec estava louca para entregar uma bolinha e logo que o Avaí encaixou a marcação Robinho perdeu a chance de marcar quando ficou sozinho com o goleiro. Minutos depois Sandro perdeu outra chance, mas dessa vez depois de receber um bom passe e fazer uma bela jogada.


O time equatoriano se assustou. Ficaram atrás enquanto a manezada da ilha foi pra cima. Sandro deu uma certa qualidade no passe enquanto esteve no meio, mas para bater escanteio é uma tristeza. Para nossa tristeza Gabriel se contundiu e Davi teve que entrar. Bruno foi deslocado para zaga, Sandro veio para trás atuando como segundo volante e Davi zumbizando no meio. O Leão teve outra chance ainda no primeiro tempo num escanteio batido por Davi e cabeceado por Bruno. Nada feito.


Segundo tempo
O Avaí voltou perdido. Logo nos primeiros minutos a pressão do Emelec e o bate-cabeça de nossa zaga quase causa uma tragédia. Os equatorianos chegaram na frente do Zé e por pura falta de habilidade perderam gols feitos. A verdade é que eles tiveram chances em nossos erros, principalmente na ânsia dos jogadores se livrarem da bola, tocando de qualquer jeito, errando passes de dois metros. Rudnei que o diga.

Tomamos um gol no momento que a partida era equilibrada e em uma falha coletiva de marcação. Junte tudo isso a infelicidade de Eltinho fazendo contra.
Depois desse gol o Avaí acordou de novo. Davi apareceu um pouco, afinal era um dos únicos que acertava algum passe. Serviu com um desse a Marcelinho que desperdiçou. Logo depois, em uma trama com Patric o mesmo Marcelinho o chegou sozinho e com pé calibrado balançou as redes.

Jéferson entrou no lugar do Sandro e Válber no de Marcelinho. O Emelec era só ataque e paulada, batiam como podiam. O Jogo foi se encaminhando para o final, quando ficamos com um a mais e, por vaidade e fome, não ampliamos. Todos queriam resolver e se consagrar. Para fechar o enredo aos 46min tomamos o gol derradeiro em uma falha da zaga azurra seguida de outro desvio, dessa vez de Patric. Zé Carlos ficou vendido e lá se foi mais uma derrota nos acréscimos.


Terceiro tempo
A verdade é que o Avaí continua apresentando muitos buracos, principalmente no meio campo. A zaga, agora reformulada, ainda peca, mas os desfalques são nocivos ao sistema defensivo. Enfim, já da para ver o dedo do técnico Benazzi: time recuado e dando bago pra tudo quanto é lado, uma beleza (corneta mode on).

O destempero do time assusta, os jogadores estão visivelmente tensos, tomando cartões tolos, como o de Bruno. Rudnei, por reclamação tola, também levou o seu. Davi escapou de levar vermelho após chutar o adversário caído por duas vezes. Nada justifica essa atitude coletiva, nem o nervosismo.

Outra coisa é que os a equipe não consegue segurar a bola, está queimando no pé, o excesso de passes errados tem que ser corrigido urgentemente ou esse deusnosacuda vai continuar. Treinamento? Como, se nem isso Benazzi está conseguindo fazer.
Em tempo: o próximo jogo vale uma vaga na Série A de 2011. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Repeteco

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Com um a mais e ajuda da arbitragem, Avaí perde em sua estreia internacional UOL Esporte - Em São Paulo

Nem a ajuda do árbitro Francisco Peñuela salvou o Avaí de uma derrota em sua primeira partida oficial em território estrangeiro, contra o Emelec, no Equador. O colombiano não expulsou Davi - que chutou duas vezes um adversário no chão - e não marcou impedimento no gol avaiano. Com um jogador a mais - vermelho justíssimo para Pedro Quiñonez -, a equipe catarinense bobeou no fim, levou um gol aos 46min, e perdeu por 2 a 1 do time equatoriano pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. (...)

O dirigente 180°

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Embora tenhamos uma partida inédita do Avaí logo mais a noite, perdendo a sua virgindade em torneios internacionais, não é a Copa Sulamericana que anda tomando minha atenção. Ainda repercute em minha caixa de ressonância cerebral a troca de treinador promovida pela diretoria azurra no último final de semana.
No meio da semana passada Zunino declarou que Edson dos Santos permaneceria até o fim do ano como técnico titular do Avaí. Na hora pensei: "Adeus, Neguinho". Essa convicção vêm da observação e constatação que em 2010 quase 100% do que nosso presidente afirma acaba não acontecendo.

Pois bem, minhas certezas ficaram abaladas quando o clube anunciou no sábado, dia 09, a contratação de
Ednelson, treinador da equipe sub-20 do Paraná Clube, para auxiliar Neguinho. Perdoe-me a acidez do comentário, mas até o fato de se trazer um profissional da segundona para auxiliar um técnico interino rimava com tudo o que temos visto de assombroso nesse ano letivo de nossa diretoria que tanto namora com a série B em termos de organização.

Para a alegria de meu ego, eis que 24hs depois João Nlson aparece todo garboso ao lado de Vágner Benazzi, novo treinador contratado à toque de caixa para tirar o Leão do atoleiro do Brasileirão. Agora sim, esse é o Zunino que estou reaprendendo a conhecer, cuja jura de pé junto geralmente é um sinal de que a atitude oposta é que se tornará verdadeira.
Ao contrário do empresário Eike Batista, que se posiciona como um gestor adepto da Visão 360°, um tipo de engenharia corporativa que enxerga a empresa como um todo indivisível, Zunino inventou o dirigente 180°, aquele que afirma uma coisa e caminha no sentido justamente contrário.

Sabedor disso, Neguinho torna-se duplamente imperdoável pelo piti que deu no domingo, logo após saber que nem mesmo a força de coação de seus amiguinhos jogadores foi suficiente para mantê-lo no cargo. O ex-futuro-técnico do Avaí errou ao acreditar na chancela do presidente Zunino, tomando suas palavras à imprensa
como um acordo selado. Para ele, Neguinho, mesmo que a equipe fosse para o quinto dos infernos, ainda assim iria sob seu comando.

Por fim, seo Edson também pecou por se negar a acompanhar sua confraria até o Equador para esse jogo pois ficou, digamos, magoadinho. Em qualquer empresa minimamente profissional esse moço seria imediatamente demitido por justa causa: insubordinação grave. E se não fosse por isso, seria por intentar causar danos ao seu empregador de forma proposital.

Não li nenhuma declaração do presidente Zunino sobre esse caso mas desde já fico esperando alguma declaração enfática do tipo: "O Edson é um profissional extraordinário e por isso continua nos planos do Avaí. Esse não sai, escreve aí!"

Dando mole

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GuilhermeDomingão, jogão, disposição. Tudo isso fazia parte de quem foi assistir Avaí x Flamengo, mas essa era a condição da torcida, não dos jogadores logo de início. A campo para fazer uma marmelada básica foram Renan; Patric, Pará; Emerson, Gabriel; Rodrigo Thiesen, Rudnei; Jeferson, Caio, Robinho e fechando na frente Roberto.

Primeiro tempo
A verdade é que esse amontoado de jogadores entraram em campo para simples figuração. Sem disposição tática, sem entrosamento, perdidos e, pela formação dos volantes, com enormes buracos na zaga. Como se não bastasse esse desespero nossas alas estavam parecendo avenidas.
Quando os zagueiros azurras saiam para cobrir deixavam um clareira-monstro exatamente no miolo da zaga. Fatal, tão fatal que foi assim que surgiram os dois gols rubro negros. Gols que pareceram brincadeirinha de criança. Gols lentos e com toda a defesa apenas olhando. Dois gols muito parecidos: na pequena área, bola cruzada rasteira, sem Renan sair para abafar, sem marcarem quem ia passar a bola, sem marcarem o Val Baiano. Displicência total.
Depois dos gols tentamos ir para cima, mas o único que tentava algo e conseguia era Roberto, esse era nossa luz lá no fim do túnel. Jogadores lentos, moles ou sei lá o que, sei que o Flamengo não ampliou por sorte, muita sorte nossa.

Segundo tempo
Outra pegada, bem diferente. Levaram um choque no vestiário. Zunino deve ter descido lá para dar aquela “incentivada”. Sei que voltamos com duas alterações: Válber no lugar do Caio, que errava tudo e mais um pouco, e Emerson Nunes no lugar do Robinho. Com essa formação nossos alas viraram meia e assumimos o controle por ali.
Válber deu maior qualidade ao ataque e o principal, a bola começou a chegar até Roberto. Foi aí que começou o furdunço na zaga do Flamengo. O Avaí começou a chegar em bolas paradas. Primeiro com Emerson e depois com Pará/Roberto. Empatamos.
Logo o Flamengo teve um expulso, culpa de Roberto que atormentou todo mundo desde o primeiro tempo. Mas como é de praxe, 11 contra 10 o bom futebol da equipe de Neguinho sumiu, ou acabou o gás. Mesmo com um jogador a menos o Flamengo tocava a bola como queria. A marcação frouxa do Avaí se somava a uma disposição tática quase inexistente. Fora a defesa e o ataque, o resto corria como queria em campo. Várzea. Marcelinho entrou no lugar do Roberto e Rudnei foi expulso no final junto com outro rubro negro. Ficou tudo igual.

Terceiro tempo
Menos mal. O resultado terrível contra o Flamengo foi amenizado pela reação, mas a verdade é que não chegamos nenhuma vez tocando bola, criando algo realmente criativo (sic). Alguns atletas se doam outros ficam de palhaçadinha e agora precisamos de cinco vitórias para escapar do rebaixamento.Cada vez fica mais difícil afinal perdemos pontos em casa. O Avaí precisa ganhar seus confrontos diretos fora de casa contra Atlético MG e Goiás. Só assim para não entrarmos na zona. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Um novo jeito de fazer futebol

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Domingo de tensão. Poucas horas até o jogo decisivo contra o Flamengo. Ou o Avaí garante a sobrevida da esperança para permanência na série A ou fica dependente de uma campanha épica para escapar do rebaixamento mais cuidadosamente planejado da história desse país.
Não sabemos qual será a equipe que Neguinho levará à campo. Quanto à isso temos apenas desconfianças. Aliás, desconfiamos e apelamos para tudo, pois se até o vídeo motivacional (?) lançado pelo clube se utiliza de jogadores de 2009, então há de se crer que o desespero é grande.
Busco informações que tragam refrigério à alma e encontro mais do mesmo, do mesmo planejamento equivocado que permeou a direção azurra em 2010. O penúltimo ato com aroma de segunda divisão deveria ter sido a contratação de um preparador físico do São Raimundo, time anão do futebol brasileiro. O último com certeza seria a não contratação de um técnico experiente para levar adiante o sonho de permanência na elite do Brasileirão. Fim, né?
Que nada. Ontem, véspera de decisão da nossa Copa do Mundo, o Avaí anunciou a contratação de um auxiliar para Neguinho, nosso ex-auxiliar, atual técnico interino que caminha firme e forte para a "titularidade". Já faz parte da folha de pagamento da Ressacada Ednelson, ex-jogador do Paraná Clube e que atualmente comandava o sub-20 desse mesmo clube. Agora temos um auxiliar auxiliando um auxiliar efetivo, seria isso?
E é assim, com esse jeitinho completamente novo de fazer futebol que hoje iremos pra cima do clube mais popular do Brasil, comandado pelo "desconhecido" Wanderlei Luxemburgo e ainda com a obrigação da vitória. Se eu acredito? Sei lá. Fonte base Infoesporte

Pensamento positivo

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Nada do dedo mindinho melhorar

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Meu desconforto muscular no dedo mindinho da mão esquerda persiste e não tem Funchal que dê jeito. Acrescente-se a esse quadro gravíssimo um pouquinho de desânimo pela letargia que toma conta do Avaí FC nas pessoas de sua diretoria, comissão técnica e os projetos mal acabados de jogadores e pronto, nao tem maneira desse blogueiro se astrever a escrever. Assim, hoje quem me socorre é o biólogo cada vez menos chapa branca Alexandre Carlos Aguiar. Enjoy:

"(...) O Avaí em 2010 exacerbou sua cota de vaidades. Ampliou sua capacidade de arrogância. E intensificou sua conduta grosseira, ao fazer as coisas de supetão. O Avaí chegou a virar as costas para o seu torcedor, o único patrimônio palpável que possui. Isso é inadmissível.

O Avaí mostrou que é um pobre que quer parecer bonitinho. E demonstrou, com toda a capacidade absurda, que o sucesso, quando sobe à cabeça, tende à queda do incauto no mais profundo dos abismos.

O pior de tudo é que a cartilha desse fracasso estava bem ao lado. Era só atravessar a ponte. Mas, na Disneyland avaiana, alguém está esperando ficar pior para tomar alguma decisão. Quem sabe com ingressos a R$1,00? E na série B, jogando pra não cair contra um Duque de Caxias e tendo as melhores acomodações dos times brasileiros. Que tal?"

Se eu fosse você leria o texto completo. Basta clicar aqui.

Perigo, zona à vista

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GuilhermeMais uma noite fatídica. A campo foram os “sobreviventes” do DM, o único time que Edson consegue colocar em campo, mas nem tudo era tristeza. Com a volta de Caio minha esperança de um melhor desempenho era grande: Zé no gol, Emerson e Gabriel; Patric e Pará; Thiesen e Bruno; Davi, Caio e Robinho e por fim fechando na frente Roberto para nossa felicidade.

Primeiro tempo
O corajoso Leão entrou em campo no Pacaembu dominando a partida. Marcação sobre-pressão e uma certa criatividade no meio, principalmente por conta do Robinho que exerceu nova função nesse jogo sendo deslocado para trás, vindo receber as bolas e ditando o ritmo da equipe. Era o armador da equipe avaiana. Foi assim que ganhamos pelo menos nas saídas de bola e na qualidade dos passes.
Caio perdeu um gol feito logo de saída, depois de bater no travessão e na cara do gol vazio acabou cabeceando por cima. Se o desespero era grande ficou ainda maior, afinal logo em seguida, numa bola parada, Valdívia deu um “tochinho” de cabeça para trás e fez o que o Avaí não conseguia fazer.

Os onze de Neguinho voltaram a jogar bola, com chances de gol desperdiçadas principalmente pela fome, mas ainda assim o meio campo dominava o jogo. Ficava claro que o Palmeiras só jogava no erro e focava nas rápidas saídas com bolas enfiadas sempre para Kleber ou Valdívia. Esses cavaram várias faltas na intermediária para Marcus Assunção bater, a principal arma dele.

O Palmeiras provou do mesmo veneno. De bola parada, depois de um desvio de Gabriel, o zagueiro do Porco foi dividir a bola com Roberto e acabou fazendo o gol. Boas perspectivas, time dando pouco mole, saindo rápido e jogadores se dedicando.

Segundo tempo
O Avaí voltou mazomenos na mesma pegada, mas esqueceram de avisar para nossos volantes que não pode dar mole com Valdívia. Na primeira que o Chileno teve espaço mandou um pombo sem asas deixando Zé paralisado só vendo a bola entrar no ângulo.
O Avaí perdia o jogo, mas ainda estava razoavelmente bem em campo. Mas do que isso adianta, né? Não sei até que ponto o soprador de apito influenciou no resultado final, mas a verdade é que a marcação de um pênalti absurdo não deve ter ajudado muito. Depois de defender a cobrança Zé Carlos foi provocar Kleber e se deu mal. O atacante simulou uma agressão, o juizão não viu mais acreditou na idoneidade do Gladiador, expulsou nosso arqueiro e ainda marcou outra penalidade máxima. Bruno saiu para a entrada de Renan, tomamos o gol e... e eu parei de ver o jogo porque não sou palhaço.

Terceiro tempo
Nos resta agora é torcer, somente isso. Domingo temos o Flamengo na Ressacada e esses três pontos valem mais do que o bicampeonato catarinense. Espero que os jogadores saibam disso e que muitos deles finalmente larguem o conforto do DM por essa final. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Aroma de desastre

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Mais um interino convocado

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Nesta manhã o titular do blog amanheceu com um desconforto muscular no dedo mindinho da mão esquerda e por esse motivo precisou escalar um substituto, nesse casso o jornalista Polidoro Júnior em sua coluna diária do jornal Notícias do Dia.
Para os desavisados, um desconforto
no dedo mindinho da mão esquerda é considerada uma lesão gravíssima no reino encantado da Ressacada. Segue o texto do interino:

Dupla infernal
Ter cuidados com o time do Palmeiras seria chover no molhado, mas em especial dois jogadores me preocupam para o jogo de logo mais: Kléber e Valdívia. Dá para contar nos dedos de uma mão só quem tem uma dupla tão forte na atualidade. O todo do Palmeiras está devendo, mas a individualidade de alguns pode comprometer o jogo do Avaí. O Leão tem bons marcadores para anulá-los, que precisam ficar o tempo todo em estado de alerta.

Baixa
A produção do Avaí fora de casa caiu bastante. Na Ressacada, o Leão somou 21 pontos, e fora de casa apenas oito. Ainda na condição de visitante, o Avaí ganhou uma partida, empatou cinco e perdeu outras sete. Definitivamente, a campanha precisa de conquistas mais audaciosas.

Treme
No Pacaembu, o Palmeiras quer afastar a sina de não se dar bem, o que seria praga dos corintianos. Se o Avaí conseguir dominar o meio-campo e ditar o ritmo da partida, tem tudo para se dar bem. Chega de elogio barato, pois jogar bem e não vencer é a mesma coisa que ir ao baile e dançar a noite inteira com a própria irmã.

Injeção
A diretoria do Palmeiras está colocando em dia alguns débitos com os jogadores e somente nesta semana pagou dois direitos de imagem em atraso. Com grana no bolso, os jogadores se empolgam mais. Um adversário a mais contra o Avaí, podem apostar.

Renovado (1)
Os clubes do futebol catarinense renovaram o contrato com a tevê fechada por mais quatro anos. Os valores se aproximam dos R$ 800 mil, mas parte desse dinheiro fica diluído entre a agência de propaganda, 10% da Federação e 3% da Associação dos Clubes, sobrando uma mixaria para os grandes e os pequenos clubes do nosso pobre e desvalorizado futebol.

Renovado (2)
Para os grandes de Santa Catarina, Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville, devem entrar no caixa R$ 90 mil por ano, enquanto os outros seis clubes receberão perto de R$ 29 mil/ano. O absurdo é a Federação ficar com uma parcela do borderô de cada partida e ainda com um pedaço desse bolo do novo contrato. Culpa de quem? Dos presidentes de clubes e não adianta chorar depois.

Bola cheia
O campeonato entra em uma reta decisiva e a empolgação de muitos e a preocupação de uma minoria, entre brigar pelo título, permanecer na divisão ou evitar a queda, deixa a competição viva e interessante. Desde a adoção dos pontos corridos, esse clima não mudou, pois o campeonato fica espetacular até o final, seja em novembro com a Série B ou dezembro com o término da Série A.

Bola murcha
Os presidentes de clubes são, na maioria das vezes, vaquinhas de presépio do Delfim. Assinam, renovam, e depois ficam chorando, porque a tevê ganha o dobro do que eles ganham. Além disso, há “comissões” gordas no meio desse caminho. O dia que essa gente se libertar, os clubes serão mais valorizados. Analisem os valores do futebol gaúcho e paranaense e depois comparem com o nosso “belo” contrato.