Os bastardos inglórios da Ressacada

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Quentin Tarantino é um desses raros diretores de cinema capazes de nos fazer afastar da poltrona. Nos aproximamos da tela e instintivamente soltamos uma mais que natural "Mas que porra é essa?". Esse americano do Tennessee, filho de pais descendentes de italianos e irlandeses é um exagerado.
No seu filme
Bastardos Inglórios ele chama a atenção para um grupo de soldados judeus, americanos e alemães, conhecidos como "Os Bastardos", que são deixados na França durante a Segunda Guerra Mundial com o intuito de matar nazistas. Não são heróis, mas também não servem para vilões. Ou são ambas as coisas, sei lá, esse Tarantino me confunde. De qualquer maneira é um filme imperdível, daqueles que você não pode dizer numa roda de amigos que não assistiu.

Os bastardos da Ressacada
Pensei que já havia purgado meu dissabor com essa molecada que tomou de assalto o nosso clube no post Olha só quem está mandando. Pura ilusão. Na realidade não consigo digerir o repentino surgimento da garra nestas duas últimas partidas, bem diferente daquela que este grupelho apresentou nas 10 partidas sem vitórias da era Antônio Lopes.
Com exceções que não somam o número de dedos de uma mão (não a do Lula), poucas vezes tive tanto desprezo por um elenco que diz "defender" as cores do Avaí. Com o objetivo de amealharem suas condições de meninos-super-poderosos com caprichos púberes, esse grupo tirou o clube da 3ª colocação para a atual 16ª de forma proposital.


Virem-se
Nesse momento cabe exclusivamente a eles impedirem que essa instituição de 87 anos não seja vítima de uma situação ainda mais constrangedora como derrotas humilhantes, ausência de suor nas camisas e o pior, a queda para a segunda divisão. Se jogarem o fino da bola saberei reconhecer. Também não negarei comentar as qualidades de cada um jogo a jogo, entretanto não haverão de ter minha admiração, isso jamais. Nos colocaram lá, agora que tirem!
Diferentemente dos bastardos de Tarantino, esses que ocasionalmente vestem a camisa azul da Fanatic não deixam margens a qualquer dúvida: pra mim são vilões, apenas vilões. Reafirmo que torço pela vitória deles, pois será a vitória do nosso clube, mas também ficarei aguardando ansiosamente pela tradicional liquidação de fim de ano no Carianos. Se tudo der certo 90% haverão de vazar do CFA e do tapete verde tão bem cuidado pelo Ademir.

A turma da Xuxa

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GuilhermeCom uma turma de baixinhos encaramos o Fluminense em seus domínios, mas não foi nem de longe a catástrofe que muitos imaginavam. Perdemos para o líder, mas como precisamos de pontos, ao final do jogo já contava com esse pontinho que teimou em não vir para a Ressacada. Neguinho, ou Edson dos Santos, como queira, colocou o time base da última partida, Zé; Patric e Pará; Emérson e Emerson Nunes; Diogo Orlando, Rudnei, Jéferson e Davi; Robinho e Marcelinho.
Quando vi o time em campo tive uma impressão não muito boa, quem conhece os times “muricyanos” sabe que a bola parada é sempre um arma muito forte, ainda mais quando se tem um time alto como é o do Flu no ataque e na zaga. Mas em meio a esses gigantes estava nossa turma de baixinhos olhados pelo alto por Emerson e Rudnei, esse que logo abandonou a turminha.

Primeiro tempo
O Avaí começou bem e continuou bem em quase todos os 90min. Time voluntarioso que não parecia nem de longe com aquele das 10 rodadas de deserto futebolístico. A marcação voltou a ser um ponto muito forte e a disposição, o gás, voltou pra valer. O Leão voltou a ser um time rápido e agudo nos ataques. Nossa ala direita também voltou a funcionar e com Patric querendo jogo, o time cresce. Logo de cara perdemos boas oportunidades de gol. Primeiro Davi e depois Jéferson, que poderia ter guardado numa jogada não tão simples, mas que dava, dava. Marcelinho teve sua oportunidade, mas o goleiro Rafael escangalhou tudo com uma bela defesa.

Por contusão Rudnei precisou dar lugar a Marcos, o que diminuiu ainda mais a estatura do time e contribuiu para mini bombardeios sem direção.
Marcelinho é um brigador, têm qualidade e deu outra dinâmica ao ataque, mas o que mais me impressionou foi perceber que agora Davi chega de trás chutando. E de longe. Não sofremos? Claro que sofremos, mas em bolas paradas e Zé tratou de fazer alguns milagres básicos. O Avaí ainda teve vários escanteios a seu favor, mas nossos baixinhos, bom, não dava mesmo.

Segundo tempo
O Avaí retornou na mesma balada mas sem chegada na frente, apenas com marcação. Deve ter faltado pernas aos comandados de Neguinho. A bola era tocada pra lá e pra cá mas sem o mesmo ímpeto da etapa inicial. Marcelinho cansou e Davi, bom, esse sempre está cansado mesmo. De resto a pegada era a mesma, marcação cerrada e tensão com as bolas altas e paradas que quase sempre eram vencidas pelos tricolores. Nessas horas a turminha só conseguia atrapalhar os grandões adversários que subiam.

Edson mexeu, tirou Jéferson que já não aparecia tanto e colocou Roberto aos 20 minutos. Mais tarde Batista entrou no lugar do Davi. Não mudou muita coisa, Roberto tentou duas arrancadas e em uma delas conseguiu uma faltinha que por pouca não balançou as redes deles. O jogo ficou truncado, com lançamentos seguidos de ambos os times. O Flu tentava chegar pela direita com Rodriguinho, mas Pará cobria bem. Já aos 34 tomamos um gol de bola parada, um pecado. Conca apareceu sozinho após um desvio de cabeça e não perdeu a chance, não é tolo. No final, no desespero, nada conseguimos.


Terceiro tempo
A equipe apresentou evolução tática. O Avaí anulou a boa jogada deles com Rodriguinho, Pará e Jéferson estiveram bem por ali. Na direita Patric levou vantagem para cima do Júlio César ajudado por Marcos. Nada disso adiantou mas pelo menos aumentam nossas esperanças para sair da incomoda posição que ocupamos na tabela. Precisaremos dos três pontos em cima do São Paulo, com essa turma da baixinhos mesmo. Para cima deles. Sds Azurras. Guilherme Quadros

Só o Fluminense sofreu

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Dando um rápido passeio pelos maiores portais esportivos do país percebo que o título mais recorrente para o jogo Fluminense x Avaí de ontem à noite foi "Flu sofre mais vence". Quando não está escrito assim, é alguma coisa parecida com isso. Entretanto não foi possível encontrar nada que fizesse alusão ao sofrimento do Avaí para merecer o empate ou perder por apenas um gol de diferença. E nem poderia mesmo, pois a postura da equipe azurra em campo foi até surpreendente, o que em muitos momentos significou uma apreensão inusitada ao torcedor pó-de-arroz.

Tendo à frente um elenco do gabarito do tricolor carioca e ainda em território "estrangeiro", seria até normal uma retranca pouco inteligente, daquelas que oscilam entre a mediocridade e a covardia. Assistimos esse filme muitas vezes nesse ano, mas não ontem foi diferente. Se o Avaí não saiu de Volta Redonda com um empate, por exemplo, creditemos isso à ousadia de Neguinho em perceber que os seus onze podiam mais e àquele tantinho de sorte que nos faltou. Reclamar da sorte, tudo bem, mas da atitude do comandante avaiano, isso jamais.

Se o Avaí sofreu gratuitamente em muitas ocasiões nesta campanha de 2010, certamente foi por desprezar o potencial que tinha de beliscar nacos mais apetitosos em termos resultados. Nos apequenamos diante de pequenos, de times semi-profissionais aqui mesmo de nosso quintal.
O fato é que Muricy Ramalho, uma raposa do futebol, não diria que foi uma vitória de campeão se do outro lado não estivesse um time que testasse esse potencial. Esse time foi o Avaí, com um futebol que (agora) nos faz acreditar que o restante do Brasileirão não será tão penoso assim.

Não dá pra comemorar muito

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Depois de acompanharmos uma sequência de 10 jogos sem-noção dos meninos-super-poderosos da Ressacada, dá uma vontade enorme de sair soltando fogos pela postura do Avaí nessa derrota pelo magro placar de 1x0. O problema é que, via de regra, derrota não se comemora, principalmente quando nos deixa há apenas dois pontos da zona de rebaixamento.

Não foi uma derrota heróica, foi uma derrota, pronto. Entretanto eu, você e uma pá de avaianos temiam um massacre do tricolor carioca sobre o recém saído das cinzas Avaí. Embora tenha tido o maior domínio em todos os 90min, o Fluminense escapou de tomar um e até dois gols na primeira metade do primeiro tempo. O Avaí merecia ter vencido? Não, até porque o Fluminense é e foi superior, mas um empate não seria assim um castigo para o atual líder do Brasileirão.

A equipe de Neguinho foi voluntariosa, ocupou bem os espaços, exerceu uma marcação quase perfeita (quem deveria marcar Conca?) e vez por outra até se aventurou ao ataque. Enfim,
foi uma boa partida do Avaí, a segunda seguida. A lamentar mesmo, de verdade, é a insistência dos técnicos avaianos com Davi e Batista. O empresário desses dois deve ser muito forte.

Observação do leitor

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"Bom dia Gerson. Sou sócio do Avaí há cinco anos, daqueles que pegou muita chuva vendo o clube nas séries baixas. Hoje recebi em meu endereço um panfleto do comentado candidato a deputado estadual João Batista. Como já discutido nos blogs, também não gostei que meus dados cadastrais fossem abertos assim.

Mas me chamou atenção uma coisa nesse panfleto: a informação da quantidade (tiragem) impressa desse material (8.500). Será a resposta que eu, você e a maioria de nossa torcida tanto espera? Somos então 8.500? Ou será que um cadidato com uma ajuda dessas de informações não faria pelo menos um panfleto para cada torcedor cadastrado no Avaí? Fica mais uma vez a dúvida. Pessoalmente acho que a informação sem querer chegou. Abraço! Marcos Antônio de Souza, Biguaçu"

Torcedor não, cliente

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Comentaristas do Redação SporTV analisam a visão empresarial de gestão dos clubes. Um bate-papo breve mas muito interessante sobre os avanços e atrasos dos brasileiros na relação com esse cliente especial, o torcedor do futebol.

Olha só quem está mandando

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Após o desmanche relâmpago do elenco de 2009 a diretoria avaiana e a L.A. Sports saíram pelo país arregimentando jogadores que não eram assim uma Brastemp em seus respectivos clubes. Alguns com um bom passado, outros com um futuro relativamente promissor, boa parte contundidos ou em vias de recuperação, enfim, o fato é que nenhum deles estava no topo de suas carreiras.
Embora as deficiências técnicas do grupo fossem gritantes, eram mais que suficientes para o estadual, tanto que o Avaí conquistou o bi-campeonato com um pé nas costas. Era uma miragem em se tratando de série A e os blogueiros avaianos, esses “chatos”, alertavam para isso. O Brasileirão teve início e os reforços foram esquálidos, o que têm nos valido uma verdadeira montanha-russa na tabela e nos resultados do eletrocardiograma.

Reféns do medo
O tempo passou e nos apavoramos com uma sequência aparvalhada de 10 jogos sem vitórias na mais importante competição do calendário azurra, o que serviu para hastear a vistosa bandeira vermelha do rebaixamento. Entretanto não eram os resultados em si que chamavam a atenção, mas a preguiça dos jogadores, o corpo mole para disputar as bolas e a irritante ocupação do DM.
Era clara a intenção de derrubar o técnico Antônio Lopes, profissional disciplinador e que teimava em jogar por terra os embalos das noites de Florianópolis. A mensagem para a diretoria avaiana era escancarada, até porque boleiro não têm inteligência suficiente para fazer algo de forma sutil: “Ou tira esse cara ou pode dar adeus aos milhões da Globo e de todos os patrocinadores”.

“Agora é nóis, mano"
Antônio Lopes foi embora. Sávio, o maior salário do clube, também. Neguinho, técnico inexperiente e amigo da galera, assume e agora o poder está finalmente descentralizado. O discurso foi decorado e antes da partida contra o Ceará as declarações eram de que “correriam por Neguinho”. Pois bem, você também notou como os caras correram no domingo? Porque não corriam antes? É impressão minha ou para alcançar seu intento esse moços colocaram o nosso clube em risco?
As comemorações após cada gol eram cenas de um teatrinho de quinta onde todos corriam para abraçar Neguinho como que dizendo “É ele que queremos, presidente”. Após o jogo o tom reinante da desnecessidade de se contratar um técnico mais experiente apenas foi reafirmada nas entrevistas. Neguinho não tem nada com isso, está fazendo seu trabalho de forma honesta e torço para que tenha sucesso agora e sempre, mas é revoltante perceber esse movimento corporativista de alguns baladeiros para que seus privilégios sejam mantidos.

Esperando o natal
Como num parlamento de muitas vozes, eis que surge a “democracia avaiana”, porém com pinceladas de ditadura das mais convencionais. Zunino é refém. O clube e nós torcedores também somos. A partir de agora só nos resta, pasme, apoiar essa pantomima diretamente das arquibancadas, torcer para que tenham sucesso e que assim o Avaí FC não seja penalizado.
Mas deixe estar, sempre podemos esperar pela tradicional limpa de natal do Carianos, onde o joio pode ser estirpado do meio do trigo. Esperamos que o trigo, os homens de verdade que honram nosso manto sagrado com a bola nos pés, esses permaneçam para a campanha de 2011.
Temo apenas que
pela qualidade técnica apresentada até aqui, nem os outros clubes queiram se aventurar com estes meninos-super-poderosos. Eu não me aventuraria. Toca.

Lavando a inhaca

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GuilhermeManhã de domingo, à caminho de Santo Amaro, uma fina garoa era o prenúncio que um belo dia de futebol estava por vir. Lembranças da épica série B de 2008. A capa de chuva surrada ainda está no porta-malas do carro. Para completar a nostalgia um velho adversário dos tempos de vacas magras e que sempre sofreu em nossa terrinha.
A vitória estava desenhada, até porque era a única opção para espantar a “zica” que nosso DM, o ataque e o gás dos atletas, e analisar esse jogo taticamente seria um pecado sem tamanho. Ainda que se escreva algo sobre o posicionamento, todos sabemos que o Ceará não merece estar à nossa frente no Brasileirão.
Neguinho, foi a campo com um retalho do que conhecemos por time titular, Zé finalmente voltou, a zaga com Emerson e Gabriel, Pará e Patric nas laterias. Meia e contenção com uma penca de homens: Diogo Orlando, Jéferson, Rudnei, Davi e Robinho. Marcelinho na frente fazendo dupla com São Pedro.

Primeiro tempo
Início de jogo e o Avaí faz um gol em uma bola cruzada por Pará para o oportunismo do Rudnei. Em apenas 5min o time já fazia mais do que foi feito nos últimos jogos, o gol, essencial. Os onze azurras estavam mais dispostos e isso somado à moleza dos cearenses, digamos que não tivemos muito trabalho. Logo depois Marcelinho sofreu um penal após uma bola enfiada pela direita que parou na poça e Davi ampliou.
Zé também apareceu fazendo duas belas defesas. O jogo era truncado, bola parando nas “lagoas”, mas a vontade da equipe avaiana continuava sobrando. Jéferson também resolveu arriscar e fez dois belos gols seguidos. Um pela esquerda correndo para o meio e metendo um pombo sem asa - um golaço - e outra pintura avançando pela direita e metendo outra linda bola para desespero do bom goleiro Michel Alves. A essa altura o menino já engolia quatro bagos.
Verdade seja dita, a fraca marcação do Ceará colaborou em muito para o placar dilatado. Seus jogadores de meio estavam perdidinhos e nem a superioridade numérica do Avaí nesse setor explicaria tanto domínio. Fracos mesmo. Vendo a vaca afundar nas poças da Ressacada, técnico do Ceará tentou se fechar trocando um homem de frente por outro jogador de contenção. Nada feito.

Segundo tempo
O Avaí voltou com a mesma disposição, algo que não se via há tempos pelas bandas do Carianos. O Ceará veio reformulado com a entrada de Mizael, mas além de uma boa jogada nada de produtivo foi realizado. A marcação azurra só cercava, o que já foi suficiente para evitar os tradicionais cagaços. Até porque com 4x0 no placar ficava difícil mesmo. Nesse lenga- lenga fomos levando o jogo e sempre com mais perigo. Num rebote de escanteio a bola sobrou limpinha para Davi meter de rosca no sovaco de Michel e dar números finais ao confronto: Avaí 5x0 Ceará.

Terceiro tempo
Não se engane. O placar foi lindo, mas enfrentamos um time com desfalques na zaga em com uma qualidade no mínimo duvidosa, visto que seus reforços já passaram pela falida Barbielândia. De bom fica a vontade demonstrada, a vergonha na cara que fez o time voltar a correr e os três pontos fundamentais para nossas esperanças.
Agora é torcer, sofrer e apoiar o time, afinal só assim sairemos dessa inhaca definitivamente. Vamos para o Rio fazer o “crime” pra cima do Fluzão, nada mais nada menos que o líder do campeonato. Tomara que chova. Sds Azurras. Guilherme Quadros

Avaí, é vencer ou vencer

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A vitória de ontem do Atlético/GO sobre o Prudente decretou a entrada provisória (toc, toc, toc) do Avaí na zona de rebaixamento. Com 25 pontos o clube da ilha de SC está puxando o bloco dos desesperados, então uma vitória nessa tarde-noite na Ressacada é vital. O que está em jogo é bem mais que uma posição no lado azul da tabela, mas elementos emocionais que podem representar morte ou vida competição. Eu também gostaria que isso fosse um exagero, mas não é.

O momento é hoje
Diferente do ano passado quando o time iniciou mal a série A mas possuía um elenco muito bom, nesse ano não há razões para tanta confiança numa ressurreição cinematográfica. Como se já não bastasse termos um grupo de jogadores limitados e ainda dirigidos por um técnico interino, ultimamente a Ressacada têm se tornado um salão de baile para os visitantes. Sinceramente temo que a equipe não encontre forças para se recuperar caso termine essa rodada na Z4.


Apoio ou impaciência?
Não sei o tipo de atitude que virá das arquibancadas. A torcida avaiana anda impaciente com os homens que estão à frente de seu clube. Jogadores, comissão técnica e diretoria estão distantes do torcedor há nove meses, tempo suficiente para crermos que hoje nascerá alguma coisa, tipo um novo espírito de comportamento dentro de campo.
O aceno da diretoria em levar os preços dos ingressos para o patamar normal do restante do país, embora num momento crítico, não deixa de ter seu valor. Vamos aguardar o comportamento dos onze azurras, que honrem nosso manto sagrado e façam jus aos seus polpudos salários. A vitória hoje sobre o Ceará é fundamental, mas espero algo mais importante que isso: respeito ao Avaí FC.

O que eles falam
Esse texto foi retirado do Diário do Nordeste e demonstra o pouco caso atual para com o Avaí, encarado como uma presa fácil, um time em decadência e com quem sempre se pode contar com os três pontos na sacola. À partir das 18:30 desse domingo saberemos se eles estão certos ou errados:
"Para quebrar o jejum de vitórias fora de casa, o Alvinegro enfrenta um adversário em queda livre após 10 jogos sem vencer. Uma chance de ouro. É assim que o Ceará tem que encarar o jogo contra o ameaçado Avaí, hoje à noite na Ressacada, em Florianópolis.
Isto porque, em um torneio tão acirrado e disputado quanto a Série A, onde principalmente os jogos fora de casa são complicados, enfrentar um mandante abatido após 10 jogos sem vencer e à beira da zona de rebaixamento é uma chance de vitória que o Ceará não pode desperdiçar e finalmente pôr fim a incomoda sequência de nove jogos sem vencer fora de casa.
Para enfrentar o Avaí, o técnico do Ceará, Dimas Filgueiras, terá o retorno do meia Camilo. Na última rodada, o jogador cumpriu suspensão diante do Cruzeiro e agora fica a disposição. No entanto, o treinador tem problemas na defesa, já que o zagueiro Diego Sacoman está suspenso e Fabrício torceu o tornozelo. O volante Heleno poderá aparecer como substituto. Outra dúvida é quem será o companheiro de ataque de Kempes. Wellington Amorim e Marcelo Nicácio são as opções".

Isso sim, me preocupa

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A fase por que passa o Avaí é muito preocupante. O leitor avaiano já sabe de cor e salteado as razões para essa apreensão, então não há motivos para vãs repetições. Mas há alguns elementos intangíveis que poderiam estar presentes em meio ao torcedor, diretoria, jogadores e comissão técnica que não fariam mal nenhum: confiança e revolta, por exemplo.

Uma imagem reveladora
As fotos da chegada da equipe em Floripa na manhã de ontem são reveladoras. Se elas demonstrassem apenas tristeza e constrangimento, eu entenderia. Mas qualquer observador com 5° de miopia poderia enxergar a sensação reinante de "perdemos de novo e não sabemos quando teremos forças para vencer". O ato falho de Renan após a goleada sofrida diante do Vitória (Temos que trabalhar e baixar a cabeça) está aí ao lado, expressa em formato de fotografia.

O clube-hospital
Independente do que aconteça amanhã diante do Ceará e até mesmo nesta série A, aquela estratégia de contratar jogadores contundidos ou em estágio de recuperação precisa ser revista. Léo Gago e Marcinho Guerreiro foram excessões dentro de um universo de decepções. Esse não pode ser o modelo adotado para os negócios da bola, pois o risco envolvido é altíssimo. Coincidência ou não o maior adversário do Avaí nesse ano têm sido exatamente o Departamento Médico, eternamente lotado.
Nesse exato momento, além de Leandro Bonfim, que está fora da partida contra o Ceará por conta de uma lesão muscular, Rafael, Eltinho, Marcinho Guerreiro, Caio, Valber, Vandinho e Robinho também dividem macas no DM. Segundo o médico Rodrigo Bolasell, em entrevista ao ClicEsportes, apenas Eltinho, Marcinho Guerreiro e Valber correm o risco de retornar ao time.

Revolta
Bom, até agora não vi nenhum funcionário do Avaí demonstrando esse sentimento que viria muito à calhar. Há tristeza, abatimento, cabeças baixas, enfim, um monte de sentimentos humanos até normais, mas que na prática são inúteis a uma ressureição daquele futebol ora esquecido pelos ex-guerreiros. Se você quiser encontrar revolta azurra, vá ao centro da cidade, Costeira,
suba os morros e fale com extras-300 "verdeiros avaianos". Esses, sim, querem reagir e estão loucos para voltar a ganhar, por isso estarão novamente na Ressacada amanhã fazendo o que sempre fizeram.

Uma mensagem de esperança

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Preguiça, ato falho e pacto da diretoria

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Ainda no primeiro tempo, aos 23min, Eltinho perde a bola e sai à caça do “ladrão”. Nos primeiros 5m ficou juntinho. Com 10m diminuiu a corrida, com 15m já havia desistido, o que resultou numa situação de risco para Renan. 5min antes Eltinho já havia feito a mesma coisa, só que o ladrão da vez era o veterano Ramon. Juro por Deus.
Esse exemplo pinçado entre vários semelhantes ocorridos nos 90min de mais uma derrota do Avaí num longo jejum de 10 partidas sem vitórias, é a fotografia da falta de vergonha na cara de muitos jogadores desse elenco que o presidente Zunino elegeu como o melhor dos 87 anos de história do clube. Perder não é o problema, perder sem alma é que é.

“Temos que trabalhar e baixar a cabeça”
Essa frase escapou da boca do goleiro Renan, ex-seleção brasileira, ao final de mais um vexame. Mais que um deslize verbal, esse foi um ato falho que escancara o espírito reinante entre os ex-guerreiros da Ressacada.
Segundo Freud ato falho é um equívoco na fala, na memória, em uma atuação física, provocada hipoteticamente pelo inconsciente, isto é, através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado. Isto explica o fato de que nenhum gesto, pensamento ou palavra acontece acidentalmente. É o que ocorre quando você troca o nome de sua mulher pelo da amante, ou seja, é um erro cheio de verdades.

A diretoria precisa fazer um pacto
Sim, a diretoria. Esse mesmo grupo de profissionais que cambaleou nos primeiros anos de sua administração, fez de 2008 e 2009 os anos em que todos nós acreditamos ser de virada de uma época de amadorismo para o profissionalismo. Ninguém, ninguém mesmo imaginaria que exatamente no ano da confirmação disso tudo tantas bizarrices com creme de ignorância fossem servidas à nação azurra.
Como disse o leitor Rodrigo V.R em seu comentário, convocar o torcedor para fazer um pacto com o clube é uma ofensa, um descalabro, afinal "Eu tenho um pacto com o Avaí desde que eu o escolhi para torcer e ser o time do meu coração". É a diretoria avaiana que precisa provar que tem essa intenção, pois não trazer reforços, não contratar um técnico experiente e ainda entregar os poucos bons jogadores para todos que aparecem com dindim, isso sim é não estar fechado com o clube.

É importante pra vocês?
A diretoria encara o próximo jogo contra o Ceará como vital para as pretensões azurras? Ótimo, então já crer que não teremos ingressos a preços normais de R$30 nas bilheterias. A diretoria quer a Ressacada lotada, não quer? Então que faça a sua parte pelo menos nisso, embora não acredite em 10mil almas nem mesmo com resto de feira a R$5.
Deixo três lembretes: o primeiro é que só com a Globo e os patrocínios na camisa somam-se R$12milhões/ano. Segundo,
o Atlético/MG vem aí e o bicho vai pegar. Terceiro e último, para a próxima partida contra o Emelec pela Sul-Americana, manda o sub-23.

O planejamento continua

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Agora é só jogar bola

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Como já comentamos aqui, nesse momento os jogadores do Avaí estão absolutamente satisfeitos em todas as suas necessidades. Salários em dia, sala de musculação bem aparelhada, bons campos para treinamento, Ressacada lindona, Antônio Lopes (aquele "bobão") já foi embora e, finalmente, o amigo da boleirada Edson dos Santos está logo ali ao lado do gramado. Os meninos de chuteiras devem estar mais felizes que pinto no lixo, cheios de tesão, até porque não falta mais nada, né?
A gente agradece
Os jogos de ontem na abertura da 24ª rodada do Brasileirão foram muito interessantes ao Avaí. A turma do retrovisor, que atualmente é a que nos interessa, continua empacada.
Hoje é dia de torcer por um bom resultado azurra diante do Vitória e ainda secar o Atlético/MG na partida contra o Fluminense. Deus é grande e N.Sª. da Ressacada é uma baita e tudo dará certo.

Não deu
Mano Menezes acaba de divulgar os convocados para dois amistosos na Europa e o goleiro avaiano Renan ficou de fora da lista. Aos que já ensaiam gozações pra cima de nosso polaco guarda-metas, adianto que Neymar, atual presidente do Santos, também não foi convocado. O maior problema será decidir se agora o uniforme amarelão de nosso goleiro desfilará ou não no Donna Fashion.

A palavra é DESCONTO

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E continuando o post de hoje de manhã, mais importante que a análise estrutural do encontro de ontem é a resistência que pode ser observada em relação ao aprendizado que deveria ter sido absorvido pela diretoria avaiana quanto aos erros primários cometidos em 2010. Me preocupa o convite para que se esqueça o que passou como se isso fosse enzicar a campanha na série A.

Não houve um um mea culpa
Os cartolas avaianos saíram pela tangente e isso fica exposto quando a nota no site do clube fala em desconto de ingressos para os sete jogos restantes na Ressacada. Oras, se R$30 por uma cadeira descoberta não é o preço real, então reafirma-se que os preços de Europa são o justo valor para se assistir Rafa Costa, Cristian e Davi. Passada a tempestade a facada continuará a mesma. Fosse essa a postura adotada no time do Estreito chamaríamos de empáfia, mas como é no Avaí... "parabéns para a diretoria que se mostrou flexível".

Já afirmei lááá atrás
... que essa política de preços abusivos só teria sucesso se os resultados em campo fossem retumbantes. Não foram, o público minguou, as moedinhas não tilintaram no caixa da Ressacada, a torcida (agora elitizada) esfriou, então o que resta é um saldão que traz os valores das entradas para a média nacional, e só. Esse patamar de preços não é, de forma alguma, um incentivo para que a Ressacada lote, pois o avaiano pagará agora o mesmo que todos os torcedores do Brasil.
A menos que a qualidade do futebol dos onze azurras (agora felizes com a queda de Lopes) venha para um nível no mínimo mediano, continuaremos não vendo filas nas bilheterias do estádio. Não é nada pessoal, são apenas negócios: se o produto não é bom as pessoas não compram, pronto tá cabado.

É meio chato mesmo
Os locatários de cadeira
têm todo direito de se sentirem esquecidos nesse momento. Estiveram pingando seu dindim o ano inteiro e agora vêem os torcedores-sumarino colocando seus narizes para fora da água só na boa, quando o preço para assistir um Flamengo ou Corinthians está mais em conta. Menos mal que aparentemente a diretoria pensará num chamego para esse fiel escudeiro que acompanha o clube há anos com seu dízimo sagrado.

Seriedade de todos
Mas é fato que todo esse pensamento racional é tornado relativo nesse momento. A situação do Avaí é preocupante em relação à permanência na elite do futebol brasileiro. Àqueles que nunca faltaram em seu apoio ao clube e ao time, a ordem é que o apoio seja irrestrito. Isso significa não apenas gritar palavras e refrões de incentivo à partir das arquibancadas, mas também cobrar uma postura de seriedade dos profissionais quedevem honrar o nosso manto sagrado.

A missão de cada um
Diferentemente do que uma cabeça pouco pensante declarou ao final da reunião de ontem - "Olha lá, abaixamos os preços. Agora o compromisso de voces é o de fazer lotar a Ressacada!" - a responsabilidade repousa principalmente sobre os ombros daqueles que são muito bem pagos e em dia e que têm a obrigação de entregar seu suor pelo clube que milhares não ousam abandonar. Jogadores, comissão técnica e diretoria, façam sua parte que nós, como sempre, faremos a nossa.

Ai, meu saquinho...

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O leitor do blog já deve ter percebido que normalmente apareço aqui apresentando alguma justificativa meia-boca por não ter participado de uma reunião convocada pela diretoria do Avaí.
É verdade que nas noites da semana a patroa costuma me transformar na versão masculina da Super Nanny, tendo que admimistrar um pirralho de nove e uma “mulher” de sete. Admito. Mas também admito que isso me salva destas reuniões que definitivamente testam os limites da paciência de qualquer torcedor com QI acima de 75.

Normalmente estes encontros acabam se tornando um espaço para comunicados institucionais arrastados, regados a apelos emotivos e com discursos que poderiam ser dirigidos aos formandos de um jardim de infância. Me arrepio com isso, Deus me perdoe. Embora não podendo tecer um comentário mais abalizado do que aconteceu ontem à noite, o magrelo com oclinhos à lá John Lennon faz uma explanação que condensa mais ou menos o que todos os outros blogs expõe separadamente.

Se Felipe Matos, que não foi convocado nominalmente para essa reunião, não estiver mentindo, ontem tivemos os mesmo elementos juvenis na estrutura deste encontro. Teve até encenação do Gestor de Finanças, Nerto Machado, ouvindo os apelos dos presentes e calculando ali, ao vivo e a cores, os novos valores dos ingressos. Uma tecladinha aqui, outra ali e, tchram, 50% de desconto "mas só porque vocês pediram". Não vejo nenhum problema em assumir o profissionalismo de ter feito este estudo antecipadamente e o justificado com os aparatos da matemática nossa do dia a dia.


Mas também houve avanço. A conversa fluiu com mais tranquilidade, as opiniões foram diversificadas, reclamações foram ouvidas, o que não quer dizer que alguma coisa seja aproveitada, claro. Mas não foi um monólogo, o que já nos deixa bem mais reconfortados.

Mais importante que a análise estrutural do encontro de ontem é... ops... telefone tocando, cliente chamando e, para variar, atendimento para ontem. Depois continuo o post. Nesse meio tempo aproveite para ler com atenção a nota do site oficial sobre esse assunto e tente descobrir sobre qual palavrinha tratará a continuidade desse texto.

Não existe beco sem saída

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Claro que você, leitor, não sabe, mas esse blogueiro é um cinéfilo bom de sofá. Um bom filme me distrai, acalma, excita, enfim, exerce um impacto muito positivo quando o assunto é entretenimento. Por tudo isso tomo um certo cuidado ao escolher uma película na estante da loja de DVD's. Saber quem são os protagonistas, o estúdio, diretor e as críticas preliminares costumam evitar dissabores.

Os problemas que o Avaí (clube e time) está colhendo hoje já estavam no preview da caixinha de DVD referente ao ano de 2010. Tive a oportunidade de falar pessoalmente com dois diretores do clube no início do ano e afirmei categoricamente a eles que nada do que estava sendo feito em relação ao torcedor, por exemplo, daria certo. Não falei antes com detalhes aqui no blog (e nem falarei agora) pelo simples fato de não ser um tema de interesse público, mas não é nada do que já não tenha sido exposto neste espaço virtual.

Relacionar novamente erros da diretoria é totalmente desnecessário. Além de chato, de nada adiantaria agora. O mal já foi feito, então que se arregassem as mangas para evitar o máximo possível de prejuízos. Parte destes micos foram dispensados ontem nas figuras dos "cristos" Antônio Lopes e Sávio. Como torcedores nos resta a missão de continuar apoiando o clube, mesmo que isso signifique criticar aqueles que ora estão em seu comando.
Não sou anti-Zunino nem pró-Zunino. Sou avaiano, pronto, tá cabado, e isso significa entender o gesto da diretoria em reconhecer que cometeu erros nesse ano. Sim, pois convocar o torcedor avaiano para um papo esta noite na Ressacada, às 19:30hs, é reconhecer a necessidade de um recomeço nas relações que foram abrupatamente interrompidas.

A expectativa é que nessa reunião os torcedores sejam tratados como pessoas inteligentes, que já não se permitem mais aos rompantes de chamados efusivos e bombásticos para um abraço descoordenado à Ressacada. Todos esperamos um diálogo, jamais um monólogo de uma pauta pré-estabelecida em alguma das salas de tijolinhos à vista.
Embora o convite tenha sido dirigido aos blogueiros, orkuteiros e torcidas organizadas, tenho a impressão que isso se estende a qualquer cidadão avaiano. Se você estava esperando um oportunidade para participar de um momento decisivo do seu clube, aí está ela. Até porque o Avaí não está num beco sem saída e nunca estará, pois todo beco têm pelo menos uma saída.

Mais um culpado

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Que frases chatas!

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Não gosto de frases feitas, nem de adágios populares e muito menos aquelas famosas "gotas de sabedoria". Embora tenham muitas coisas boas em seus formatos, o ser humano teima em desvirtuar seu sentido de forma que se adapte a interesses pessoais, justificativas de erros, distorções de fatos ou simplesmente fugir de responsabilidades.

"Criticar na crise é fácil"
Não, não é fácil, não. É horrível, principalmente quando percebemos que estas mesmas críticas surgiram nos momentos bons, onde os canecos eram levantados e os resultados numéricos em campo eram satisfatórios. Significa que nada foi feito desde então. De repente você se apercebe indo na contramão da estrada, no inverso da maré, sendo corneteado por se posicionar como um crítico popularesco em busca de audiência barata.
Dizer-se no dia seguinte de se levantar um bicampeonato estadual que o elenco é fraco é complicado, até porque as pessoas não querem a verdade, elas preferem a fantasia com generosas camadas de otimismo. Isso sim é popular, simpático e de boa aceitação.

"Estava tudo certo e agora está tudo errado?"
Assim é o futebol. Movido que é pelas paixões, está sempre sujeito ao céu e ao inferno num piscar de 90min. Embora uma vitória tenha o poder de jogar para debaixo do tapete um rosário de "cavalices", as críticas pelas derrotas não são bem digeridas quando surgem. Não se quer, pelo visto, que se tenha apenas um peso e uma medida para ambas as situações. Por exemplo: uma vitória diante dos baianos na quinta-feira e, voilá, "a diretoria avaiana sabe o que está fazendo", como não?

"É momento do pacto"
Das expressões que se inventam no mundo do futebol, pacto é a mais piegas, a mais desesperadoramente desonesta. Sempre surge para acobertar incompetências colossais apelando-se, claro, para aquele mesmo passionalismo acima mencionado. Mas creio que nesse momento específico que vive o Avaí não tenhamos outra alternativa. Ou o clube, na figura de sua diretoria, baixa as orelhas, assume as mancadas e pede desculpas via chamamento do torcedor, ou a tartaruga (é tartaruga mesmo?) muito provavelmente cairá do poste.

Uma frase que foi vivenciada
Para finalizar deixo uma frase que não é feita, mas que foi amargamente experimentada na prática. No início de 2010, assim que o Avaí FC aumentou ingressos e mensalidades de forma abusiva, quando iniciou a elitização do torcedor, abriu as portas para as vendas de bons jogadores e trouxe outros encostados e baratos,
o blogueiro alvinegro Tainha me largou essa no MSN: "Foi assim que fomos parar na série B". Também não gostei dessa frase, não gosto até hoje, até porque é phoda ter que dar razão para secadores da segunda linha do futebol brasileiro.

Falando sério, o Avaí precisa vencer

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Depois da Copa da África o torcedor avaiano chegou a sonhar com os cumes da série A. As marcantes vitórias iniciais sobre São Paulo, Palmeiras e Corinthians, por exemplo, alçaram Antônio Lopes ao status de postulante à busto na entrada do Setor A, área com maior densidade de "verdadeiros avaianos" por m² da Ressacada.
O padrão de jogo que jamais havíamos visto na equipe até então comandada por Chamusca (toc, toc, toc) finalmente surgia nas mãos do Delegado carioca. Já elogiei, inclusive, o fato de sermos informados do time titular com dois ou três dias de antecedência (aqui e aqui). Era a simplicidade aplicada ao futebol. Bons tempos aqueles, mesmo com a Ressacada semi-vazia.

Uma montanha russa
Mas o tempo passou e inexplicavelmente perdemos tudo isso. Antônio Lopes se perdeu, hoje o time não possui um esquema tático definido, não se têm certeza de quem é titular e reserva e, bem ao estilo do "falecido" bom baiano, o jogador escalado para ser o salvador da pátria de hoje pode nem constar no banco para próxima partida. Haja altos e baixos, desatinos e... coração.
Já são oito jogos em que o Avaí não sabe o que é vitória, com apenas três pontos conquistados em 24 possíveis. Um desempenho digno de rebaixamento com direito à lanterna e marcha fúnebre. Damos graças aos pontos iniciais conquistados, senão estaríamos agora torcendo por um milagre à lá Fluminense de 2009.

É mais uma oportunidade
Embora o Avaí não corra o risco de acabar essa 23ª rodada na zona do rebaixamento, vencer o Grêmio hoje não é uma opção. Ou ela acontece ou a crise se instalará de forma emblemática no Carianos. As vezes tenho a impressão que enquanto o nome do time não estiver escrito em vermelho nas tabelas dos portais esportivos, haverá quem acredite que a coisa não está tão feia assim.
No último jogo, contra o Vasco, chegamos ao cúmulo de comemorarmos a perda de apenas uma posição. Nossas expectativas estão baixas, a tensão está alta e a esperançada da nação azurra, essa está no seu limite. Vencer o Grêmio hoje, repito, não é um opção, mas um energético extremamente necessário do ponto de vista comercial, matemático e emocional.

Antônio Lopes, presta atenção

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Expectativas e realidades

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Estava lendo nessa manhã a matéria do DC que trata da mobilização gremista para o jogo de amanhã, às 18:30hs, na Ressacada. É esperado que os tricolores adeptos da avalanche de encoxamento esgotem os três mil ingressos a eles destinados. Normal, afinal um bocado desse povo que veio aqui pra passar um final de semana acabou percebendo que 42 lindas praias são bem mais interessantes que um rio Guaíba poluído.
Anormal é a expectativa do superintendente Luciano Corrêa (gosto dele) em declarar que “Queremos, no mínimo, 12 ou 13 mil torcedores no estádio”. Prefiro acreditar que Luciano esteja cumprindo seu papel de ter sempre uma palavra de otimismo, pois não acredito que ele acredite nisso.

Menos que série C
Em função dos "esforços concentrados" da direção para afastar a nação azurra da Ressacada, esperar mais de 10 mil avaianos em qualquer jogo ainda esse ano seria uma tarefa hercúlea de positivismo e auto-ajuda comercial. Para isso os comandados de Antônio Lopes teriam que engrenar uma sequência de bons resultados, receber um dos grandes do Brasil e ainda rezarem para que nesse dia não chovesse. Definitivamente o torcedor apaixonado teve que se render aos limites de seu bolso e se afastar do seu templo sagrado do futebol.
Isso fica muito evidente quando comparamos o público médio do Avaí com outros catarinenses em divisões menos glamourosas. Acredite ou não, hoje o Criciúma, mesmo na Série C, possui a melhor média de público entre os times catarinenses, 8.601. A Chapecoense, na distante série D, consegue levar quase 5.000 índios em cada partida na Arena Condá. O Avaí, mesmo com a presença de torcedores visitantes de outros grandes clubes nacionais, está empacado na média de 8.099 almas abnegadas por jogo. E o planejamento continua... Fonte blog do Castiel

O futebol que se cuide

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O Mário falou, tá falado

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"Gerson,
quando foi marcado o penalti à brasileira (só por aqui e a favor do time da casa para ter marcação daquele tipo), pensei "f*deu". Renan pegou a cobrança e dei uma animada. Mas poxa, no lance de contraataque seguinte Vandinho se machuca e entra... tcharan... Rafael Costa. Foi o maior balde de água fria que poderia acontecer. E olha que a escalação completamente equivocada do Lopes já tinha feito algum efeito.

Essa história de 3-5-2
O Lopes sempre jogou numa variação do mesmo esquema. Uma linha de quatro atrás, outra no meio e dois atacantes. Quando muito, cinco no meio e um atacante. Mudar isso para três zagueiros, cinco ou seis no meio e salve-se quem puder no ataque não é da noite para o dia, como muita gente por aí pediu. Primeiro, o treinador tem que entender desse sistema. O Lopes, que nunca jogou desse jeito, sabe? Depois, é preciso ter jogadores que se adaptem ao esquema. Como não temos um meio de campo criativo como do ano passado, seria o melhor momento para Patric e Eltinho brilharem.

Para encerrar
É preciso treinar muito o esquema. Desde o intervalo para a Copa, quando Chamusca saiu, que vínhamos jogando num esquema. Agora, com um treinamento apenas, as pessoas esperavam que a coisa ia dar certo? Sinceramente, o problema do time não é o esquema. Deu certo por um tempo com três volantes e dois zagueiros, não?
Com dois jogos por semana, fica complicado jogar um esquema diferente. Mas vai entender o povo, certo? Abs, Mário Coelho"

Um Avaí que eu já conheço

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Dadas as condições em que o Avaí se apresentou ontem diante do Vasco em São Januário, a comemoração pelo empate em 1x1 só deve perder em entusiasmo para o bicampeonato catarinense, isso em se tratando do ano base de 2010. Vista sua camisa azul, agende uma cervejinha com os amigos para o happyhour de hoje, enfim, comemore essa "vitória" maiúscula do Avaí.

A ziczira do comandante
Antônio Lopes conseguiu montar um esquema tático (?) que me fez lembrar o pouco saudoso técnico Chamusca. O Avaí entrou em campo para não perder, isso é óbvio, e passou 90% dos 90min proporcionando ao sofrível time do Vasco chances incríveis para abiscoitar os três pontos. Embora Emerson tenha colaborado muito para isso, fazendo um penalti bobo (não convertido pela Lebre) e "cavando" uma expulsão sem noção, o incompetente time de São Januário agradeceu a cortesia mas resolveu fazer apenas um golzinho. Dominaram o jogo e mais nada.

Verdade seja dita, nem Chamusca conseguiu armar uma equipe tão bisonha quanto essa de Lopes. O Delegado não só meteu sete jogadores com a função-fim de defender (goleiro, três zageiros e mais três volantes), como também esqueceu de pedir para os demais tentarem algo de útil na frente. O Avaí foi um time Frankenstein com direito a Emerson de lateral, o ineficiente meia Davi na ala, Sávio fazendo figuração no meio e os demais batendo cabeça no gramado.

O milagre
Vandinho se machucou, coisa infelizmente normal, e a solução passou para os ombros de Rafael Costa, isso ainda no primeiro tempo (a que ponto chegamos). No segundo tempo Davi e Sávio deram lugar a Caio e Laércio, o que ajudou a equipe avaiana a buscar o empate. Foi aos trancos e barrancos, na base da garra, ao ritmo de bumba-meu-boi, mas eis que esse empatezinho sagrado chegou aos 30min. Que sufoco desgraçado.
O melhor homem em campo foi o goleiro Renan e o pior, disparado, Antônio Lopes, mesmo fora de campo. O Delegado parece estar perdido e isso há muito tempo. Davi e Emerson na lateral, professor? Medo de jogar bola? Nossa Senhora da Ressacada é muito querida, um amorzinho, mas até ela cansa. E se ela se cansar, olha, sabe lá Deus onde o Avaí pode parar. Enquanto isso, haja coração para o sofrido e saqueado torcedor avaiano. Que venha o Grêmio.

Excepcionalmente, um post de série B

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Você, leitor, sabe o quanto nós torcedores e a própria diretoria avaiana costumamos ficar indignados pelo assédio direto dos outros clubes aos profissionais lotados na Ressacada. E não é sem razão, pois ferindo princípios éticos básicos, por várias vezes os cartolas adversários convidaram nossos atletas para um baile de negócios onde o empregador, nesse caso o Avaí, não era um dos participantes no salão. Coisa feia. Pois bem, mas comprovando o ditado que a língua não tem osso, espia só a matéria publicada ontem no Globo Esporte:

Avaí sai à caça de atacantes...
Envolto em uma espécie de rodízio de atacantes, depois de Roberto se machucar, o Avaí foi ao mercado procurar um reforço para o restante do Campeonato Brasileiro. O empresário Luiz Alberto, parceiro direto do clube, ofereceu a possibilidade de Antônio Lopes contar com Luís Adriano, de 23 anos e que está no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O jogador, ex-Inter, recebe alto salário no exterior, o que pode complicar a transação nos próximos dias.


Em outra frente, a diretoria catarinense tentou contato com Somália, segundo publicou o Diário Catarinense. O atacante do Duque de Caxias, no entanto, teve sua saída vetada pelos cariocas, uma vez que o clube não foi procurado primeiro:
- Se havia alguma chance de o negócio sair, com o caminho que eles tomaram, não há mais - decretou o gerente de futebol do Duque, José Reis. (...)

A água já está batendo

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A 22ª rodada do Brasileirão teve início ontem com resultados que jogaram o Avaí para o limiar da zona de rebaixamento. Com um jogo a menos, até as 21hs de logo mais a equipe de Antônio Lopes "guardará" a 16ª colocação na tabela com 24 pontos, três a mais que o primeiro dos últimos, o Atlético/MG. Não bastasse a pressão por essa vizinhança pouco desejável, o Avaí estreará hoje o seu novo formato tático. O 4-4-2 teoricamente ofensivo dá lugar ao teoricamente defensivo 3-5-2. Devido ao pouco tempo para treinamento essa formação será ensaiada no ar, em pleno estádio de São Januário contra a ascendente equipe do Vasco.

Tenso
A nação azurra têm motivos de sobra para estar pré-ocupada. O Avaí que veremos em campo nesta noite é uma incógnita, não sabemos ao certo o que esperar. Particularmente fico de cabelos em pé ao saber que Lopes espera que Davi apoie a marcação. O Delegado deve estar sob efeito de algum chá de cogumelo para acreditar que isso seja possível. No mais minhas expectativas são baixas. Um empate será muito, mas muito bem vindo. Em caso de derrota avaiana e, dependendo da elasticidade do placar, vai sobrar até pro Ademir do gramado.

Santo dopping
O Vasco chega energizado pela primeira parcela do patrocínio da Eletrobras, firmado no início da temporada, no valor de R$ 7,9 milhões. A verba estava emperrada pois o clube não possui as certidões de débito negativas necessárias para o recebimento de dinheiro de empresas estatais. O sucesso foi obtido após apelo do Sindicato de Funcionários de Clubes do Rio perante a Justiça. A entidade argumentou que empregados do time carioca estavam há mais de um mês sem receber salários e o patrocínio era necessário para quitá-los. O montante pago, contudo, se restringe ao valor correspondente a pagamento de salários. Fonte Máquina do Esporte

Não tem papo

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Acompanhei com uma boa dose de indiferença a apreensão dos torcedores avaianos que transitam nas redes sociais em relação ao sumiço do presidente Zunino. Após o sétimo fracasso consecutivo no Brasileirão, nem uma palavra, uma declaração tranqüilizadora, contratações, enfim, chá de sumiço.
Embora reconheça que ele deveria, sim, ter batido um papo com a nação azurra, não é nesse deserto de diálogo que reside minhas preocupações no tocante à comunicação do Avaí. O que me deixa perplexo é a completa inutilidade do site do clube, um endereço virtual largado às moscas e que se presta, quando muito, a avisos paroquiais sem a menor relevância.

Eu não entendo
Vejamos: se o Bruno levantou a lebre do esconde-esconde do presidente na segunda-feira, dia 13, porque esse esclarecimento só veio a público no blog pessoal do Coordenador de Comunicação do clube, Vandrei Bion, e não no site oficial? Afinal, as pessoas do Departamento de Comunicação do Avaí não se comunicam entre si? De certa maneira me sinto até reconfortado por saber de tantos relatos dando conta do desperdício que é tentar algum contato com os intra-muros da Ressacada. Na realidade o clube não escolhe A ou B para não responder, isso porque temos a impressão que os próprios funcionários não dão retornos nem para quem trabalha na mesa ao lado.

Para uma breve reflexão deixo um trecho da entrevista de Conrado Vaz, especialista em redes sociais, afirmando que as empresas brasileiras simplesmente não conseguem se organizar para o correto aproveitamento do potencial do ciberespaço: “O modelo (de comunicação) mudou do monólogo para diálogo. O discurso de colocar o consumidor no centro de toda a ação agora é uma exigência. (...) Os consumidores querem se relacionar com suas marcas, só que elas não sabem como gerir esse relacionamento”.

Apaga e começa tudo de novo

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Nada como o bom e velho desespero para empurrar o marasmo para escanteio. Depois de sete partidas vexatórias, com dois pontos ganhos em 21 disputados, eis que teremos mudanças táticas no Avaí. Baseado no treino-apronto de ontem no Carianos, o técnico Antônio Lopes acena com a possibilidade de abandonar o agora ineficiente 4-4-2 e apostar suas fichas no 3-6-1, variando para o 3-5-2, com três zagueiros tentando evitar o balançar das redes de Renan.

O Delegado testou uma formação com Gabriel, Rafael e Emerson na zaga; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Caio e Sávio na meiúca; Patric e Davi correndo pelas alas; Vandinho sozinho lá na frente. O que chama a atenção é o “saque” de Eltinho e Rudnei. O primeiro, como todos já notaram, ainda não voltou do Internacional e o segundo, bom, ainda deve estar de castigo...

Não entendo muito bem a preferência de Lopes por Gabriel, jogador que não passa tranqüilidade para os companheiros e muito menos para a torcida azurra. Deve ser algo relacionado à altura, só pode. Quanto a Davi, espero que contra o Vasco ele me queime a língua, porque pra mim não é jogador para o Avaí. Pelo menos não foi até hoje. No mais é aguardar para que esse novo formato seja bem assimilado pela equipe para retornarmos do Rio com alguma coisa de bom na sacolinha.

Para aliviar a tensão

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Se você está preocupado com permanência do Avaí na série A levante a mão. Ok, pode baixar. Esse é o fantasma que anda rondando os corações azurras. Não gostamos muito de tocar nesses assunto, é quase um tabu. É mais fácil falar de sexo, política ou religião.
Por isso mesmo, por ser um tema politicamente incorreto para esse momento ruim do Avaí e ao mesmo tempo para ter uma melhor noção das possibilidades, resolvi fazer um breve exercício de futurologia. No ano passado (não lembro a data) fiz algo parecido e errei a confirmação do Leão na série A de 2010 por um ou dois jogos. Novamente coloquei em prática uma boa dose de pessimismo, até porque o negócio é subestimar lucros e superestimar prejuízos:


Vasco 0x0 Avaí ......................................... 25 pts
Avaí 0x0 Grêmio ....................................... 26 pts
Vitória 0x0 Avaí ......................................... 27 pts
Avaí 1x0 Ceará ......................................... 30 pts
Fluminense 1x0 Avaí ................................ 30 pts
Avaí 1x0 São Paulo .................................. 33 pts
Palmeiras 0x0 Avaí .................................. 34 pts
Avaí 1x0 Flamengo .................................. 37 pts
Atlético/MG 1x0 Avaí ............................... 37 pts
Goiás 0x0 Avaí ......................................... 38 pts
Avaí 1x0 Guarani ..................................... 41 pts
Corinthians 1x0 Avaí ............................... 41 pts
Avaí 0x0 Botafogo ................................... 42 pts
Inter 1x0 Avaí ........................................... 42 pts
Avaí 1x0 Atlético/GO ............................ 45 pts
Avaí 0x0 Santos ...................................... 46 pts
Atlético/PR 1x0 Avaí ............................... 46 pts

Embora tenhamos um período de aflição pela frente, com direito a unhas roídas e tufos de cabelos arrancados, relaxe, é nóis em 2011. Então já pode ir programando suas férias, escolhendo a camisa do Reveillon, a grana pro ingresso do carnaval, enfim, não será por falta de jogos da série A na Ressacada que a depressão esportiva impedirá o festerê.

O presidente e seus fiéis

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A derrota foi o de menos

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Já são sete jogos consecutivos sem que o torcedor possa provar o gostinho de uma vitória na série A. Essa derrota de ontem para o bom time do Cruzeiro por 2x1 não é um acontecimento que possamos isoladamente enxergar como um desastre. Os mineiros são melhores, muito melhores, e isso nós já sabíamos. Mas há duas formas de se perder: em pé e deitado, e ontem foi de arrasto.

O que me deixa mais chateado no momento delicado que o "gatinho" da ilha passa é que tudo isso é fruto de um planejamento que se mostrava desastrado desde o início de 2010. O que poderia ser feito de errado para que estivéssemos nessa situação foi meticulosamente elaborado e colocado em prática. Não com maldade, mas com incompetência, uma incompetência cavalar.

A diretoria avaiana desmanchou um time vencedor quase por completo, trouxe jogadores de medianos para sofríveis, não se reforçou no intervalo da Copa, tirou da cartola uma parceria com pessoas da família do presidente mescladas com estrangeiros ao Avaí, iniciou um chega pra lá abrupto com a L.A Sports, negociou atletas importantes no meio da competição e conseguiu a façanha de elitizar a Ressacada de forma grosseira e atabalhoada.

Os resultados estão aí. Não é apenas a bola que pune, as regras básicas da Administração também. Se tudo isso já não fosse mais que o suficiente para explicar uma campanha que tende seriamente à segunda divisão, o sofrido torcedor avaiano ainda é obrigado a ver jogadores irresponsáveis que nitidamente fazem um tipo de "greve de boa vontade" contra o Delegado e o camisa 10, Sávio. Querem derrubar os dois, é isso? Saibam, seus meninos mimados, que desse jeito você vão derrubar é a maior paixão de Santa Catarina para a série B.

Dedos cruzados

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Os nordestinos como inspiração

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Confesso que tive que vencer algumas resistências pessoais para publicar o e-mail do leitor Alexandre Cavallazzi no dia de ontem. Me sinto no dever de expor todas as opiniões, inclusas aquelas que não encontram guarida em minha forma de pensar. Isso se aplica desde os leitores mais féis, estes 256 que clicaram nesse quadro ao lado para serem SEGUIDORES do blog, até os demais 500, que chegam aqui, dão uma batidinha de olho e vazam sem sequer compartilhar sua opinião (traíras, estes últimos). Acredito que ninguém aguenta mais os "bombeiros" da diretoria avaiana e assim acabamos por confundir o apoio sincero com aquele que é imposto à fórceps.

Há um certo charme em ser visto como um torcedor crítico. São os virtuais "cabeças pensantes", imunes a manipulações e emocionalismos baratos. São menos propensos, por exemplo, a se auto-imputarem responsabilidade pelas vezes em que os onze bem remunerados funcionários da Ressacada entram em campo para fazer mera figuração. É legal ser crítico, é legal não cair em armadilhas e é ótimo ter a visão atenta 24hs por dia.

Mas aí aparece uma reportagem como essa do Globo Esporte do meio-dia com a "insensata" torcida do Santa Cruz, time da 4ª divisão nacional e que possui a melhor média de público do Brasil em todas as divisões. São mais de 30mil abestados por jogo, um caso a ser estudado pela Antropologia e Psiquiatria conjuntamente. Sim, eu sei que estamos falando de um estado encravado na região menos afortunada do Brasil, onde o poder de barganha intelectual, segundo o IBGE, é menor que o nosso, entretanto são felizes e não escondem isso de ninguém.

Esse não é um texto sugerindo que eu e você abramos mão de continuarmos enxergando o maior festival de desatinos administrativos da história recente do Avaí FC. Aliás, o presidente Zunino demonstrou nesse ano que apesar de ser um empresário competente, tem a inteligência de um cágado quando o assunto é recrutamento e seleção. Fosse ele o único responsável pela escolha dos profissionais do Santa Luzia, esse não teria chegado nem a entreposto de Viagra do Paraguai.

Mas acho que amanhã podemos dar um tempinho em toda essa percepção para nos dedicarmos exclusivamente ao futebol, aquele que acreditamos que será mostrado dentro de campo por Avaí e Cruzeiro. Estamos todos tensos, preocupados e certos de que os nossos onze têm a obrigação de mostrar que não esqueceram de jogar bola.
Entretanto podemos esperar ao menos que esse trabalho seja mostrado por eles, segurando um pouco a ansiedade e a vontade louca que todos temos de xingá-los até a terceira geração. Por alguns minutos vamos tentar imitar o estado de espírito do torcedores nordestinos do Santa Cruz. Note, não estou sugerindo cantar e apoiar, mas pelo menos não reclamar. É possível, claro que é.

Atualização dos pisados

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Vi uma postagem no Infoesporte, data de ontem, que nos atualiza sobre as andanças no Departamento Médico avaiano. Com júbilo de alegria, finalmente podemos ver que Sávio não está entre os "inquilinos" e que Marcelinho ainda existe. Tome nota:

Vandinho - Problema no tornozelo. Foi substituído diante do Prudente sentindo dores. É dúvida para encarar o Cruzeiro. Será reavaliado amanhã. Tem chances de jogar.


Robinho - Processo inflamatório no púbis, na região dos tendões adutores. Já havia reclamado dessas dores há alguns dias e o Avaí vem realizando tratamento preventivo. Será reavaliado amanhã para saber se encara o Cruzeiro no domingo. É dúvida. Não está descartada a possibilidade de Robinho ser poupado do jogo.

Roberto - Problema do atacante é diferente do de Robinho. Se trata de uma pubalgia, mais séria, padrão e intensidade diferente. Foi examinado hoje, está melhorando, treinou forte na academia do clube. Semana que vem inicia o processo de transição. E na seguinte começa os trabalhos com bola. Portanto, mais duas semanas fora. Deve voltar comente contra o Fluminense, no dia 29 de setembro, fora de casa.

Válber - Lesão muscular. Está fazendo tratamento intensivo e houve uma grande melhora. Mas, Funchal conversou com Antônio Lopes e preferiu poupar o jogador. Não encara o Cruzeiro. Retorna diante do Vasco.

Rudnei - Não é um problema sério. É uma lesão nas costas, relativamente comum devido à maratona de jogos. Jogador reclama de dores, mas não deve ser problema para enfrentar o Cruzeiro.

Dinélson - Não foi uma lesão simples. Só que vem respondendo muito bem. Retornou de São Paulo e já treina. Deve finalmente estrear pelo Avaí de duas a três semanas. A previsão, portanto, é que o meia esteja em campo contra o São Paulo, no dia 2 de outubro, na Ressacada.

Marcelinho - Está pronto, tanto clinicamente quanto fisicamente. Treina normalmente. Sua estreia depende apenas do treinador Antônio Lopes. Pode ser a grande surpresa entre os relacionados para encarar o Cruzeiro.

Concordo com o Cavalazzi

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"Gerson, no passado recente do Avaí, um dos períodos que mais senti alegria foi a reta final de 2007 quando brigamos para não cair pra série C e a campanha de 2008. Não era questão de quantos iam ao estádio, se iríamos disputar campeonatos internacionais, ou se receberíamos times de fama nacional. O que interessava é que o Avaí jogava, ganhava, perdia, mas tudo isso com honra à camisa e respeito ao clube. Não me interessava se um jogador era feio ou bonito, baladeiro ou santinho. Chuva e frio? Que nada! Bunda no chão molhado mesmo.

Série B melhor que A?
Não é isso que eu quero dizer. É que, ter amor ao Avaí nunca foi sinônimo de estar amando o Avaí.
Amor ao clube se mostra com apoio mesmo que acompanhado de críticas, se mostra com vibração da torcida na hora do jogo mesmo que a vontade seja a vaia, se mostra com vaias após um jogo, desde que justas.

Amor ao Avaí pode ser sinônimo de lágrimas, algumas mais amargas, outras muito doces, mas se elas insistirem em não encher nossos olhos, e nossa relação com o Avaí esmorecer, temos que aprofundar ainda mais nosso Amor até que elas surjam, amargas ou doces. Mas aí perguntam: Existe algo mais profundo que o Amor? Existe sim, a Paixão, porque o Amor é eterno, mas a paixão é pra toda vida. Um forte abraço, Alexandre Mendonça Cavallazzi". Texto recebido por e-mail - Foto Elite Azul e Branca

A palavra é ADRENALINA

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A adrenalina é um hormônio derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos.

Diante de condições do meio ambiente que ameacem a integridade física e psicológica a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue. Minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir (nãoooo!). Fonte Wikipedia. Obs: o cara da imagem deveria ser Marcinho Guerreiro, mas como a adrenalina desse blogueiro amanheceu em níveis críticos, uma já pronta foi requentada.

Basta

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O que acabamos de assistir nessa "derrota" do Avaí por 1x1 para o combalido Grêmio Prudente entra para para a história como um dia em que as sagradas cores azul e branca foram envergonhadas. Homens (?) sem alma, sem garra, imaturos e irresponsáveis se entregaram ao doce sabor do vento sem perceber que uma nação inteira aguardava por uma recuperação do time.

Apesar de um futebol pouco convincente, no primeiro tempo balançamos uma vez as redes do vice-lanterna do campeonato. Essa vantagem foi desfeita no retorno para a etapa final com um posicionamento tacanho, acovardado, que não têm noção das próprias qualidades e nem das fragilidades do adversário. A expulsão de um atleta gremista, acredite, fez os comandados do Delegado se fecharem ainda mais na inócua estratégia de "esperar o erro do adversário". O jogo já estava nos últimos minutos e essa proeza azurra permitiu o empate numa jogada em câmera lenta.

É hora do murro na mesa, de se chamar à responsabilidade estes ex-guerreiros que teimam em baixar suas armas antes do fim das batalhas. Não lhes toca a consciência o fato de seus polpudos salários serem mantidos em dia por seu empregador. Chega de balela, de panos quentes, de contemporizar a mediocridade: até o próximo jogo... sim, está tudo errado.

Para espantar a bruxa

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O jogo de hoje mais às 21hs possui contornos quase que dramáticos. De um lado o Grêmio Prudente, jogando em casa mas num estádio vazio, está numa situação que beira o caos. Não sabe o gostinho da vitória há longos dez jogos e guarda a nada desejável vice-lanterna da série A. Diante desse cenário eles nem pensam em vingar a goleada tomada aqui no primeiro turno, um tapaço na rosca do ouvido de 6x1. Hoje um 1/2x0 com gol de orelha aos 50min do segundo tempo será recebido como uma bênção dos céus.

Já o Avaí vai em busca do futebol perdido. Ainda estamos meio atônitos pelo desaparecimento daquele time voluntarioso, encorpado na marcação, mortal no contra-ataque, enfim, uma qualidade que veio muito bem até seis jogos atrás. Só no Brasileirão foram cinco jogos e apenas um ponto conquistado. Uma sequência caricata.
De certa maneira ninguém ainda conseguiu entender essa queda brusca. Problemas com o técnico, extra-campo conturbado, atrasos salariais, noitadas, azar, enfim, não há teoria que faça sentido. Dizer que os outros clubes sacaram a estratégia do Avaí também não serve, pois significaria que a comissão técnica ficou parada no tempo, desantenada em relação aos adversários.

Não há muito o que esperar desse jogo a não ser uma vitória. De quem? Oras, daquele que se entregar mais em campo. As palavras de Caio à CBN foram perfeitas ao afirmar que “Para voltar a fazer os gols que vinha fazendo o time tem que impor um ritmo forte como foi contra o Corinthians, o Goiás e o Palmeiras. Voltar a atacar forte e não deixar o outro time pensar dentro do nosso campo”. Nosso meia, que às vezes é meia-boca, tem todo nosso apoio para ele mesmo aplicar a sua receita de bolo. Dando esse exemplo muito provavelmente os outros dez companheiros em campo o seguirão