O que esperar de Silas no Flamengo

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Ontem o jornalista Tiago Cordeiro, carioca e flamenguista, entrou em contato com esse blogueiro buscando informações mais precisas sobre o novo técnico do Flamengo, Paulo Silas. Com o auxílio do amigo Marcelo Herondino (blog vidAvaí), respondemos uma entrevista que procura resumir a saga do ex-mito avaiano em terras de Santa Catarina. Essa entrevista está publicada no blog Cronista Esportivo mas você pode ler logo a seguir:
O jeito Silas de comandar
Enquanto esteve à frente do Avaí Silas soube arrumar um time mediano que se tornou a surpresa do campeonato brasileiro de 2009. Aliás, essa é a grande virtude do treinador: sabe arrancar o máximo do grupo que tem nas mãos. Por ter sido boleiro, sabe como funcionam as coisas nos bastidores e faz um trabalho de "pé-de-ouvido" com os atletas. Há jogador que precisa de um "colinho" de vez em quando, enquanto outros só funcionam na base da porrada. Pois Silas sabe como tratar os dois tipos.
Silas é realmente um técnico ofensivo?
Se não é ofensivo, para retranqueiro também não serve, o que não o poupou de críticas mesmo após o acesso à série A e a retomada da hegemonia estadual. Elevado a categoria de ídolo, ainda assim uma boa parte da torcida entende que o Avaí ficou em 6º no brasileirão passado APESAR de Silas. Isso porque, taticamente, é um treinador muito conservador (alguns usariam o termo"teimoso"). Mesmo com um grupo em ascensão e confiante, Silas se recusava a alçar vôos mais altos. Mais ousadia poderia também representar suicídio, mas isso o torcedor avaiano nunca saberá.
Isso foi bom ou ruim pro Avaí?
Talvez pelo tamanho do clube e por estar estreando na Série A, logo que conseguiu a pontuação para não ser rebaixado Silas jogou a toalha. Começou a fazer experiências, colocou atletas esquecidos para jogar (talvez para dar visibilidade e facilitar negócios futuros) e desistiu de algo possivelmente maior. A propósito, ele já havia feito isso na reta final da Série B de 2008.
A sua teimosia foi o que mais incomodou a torcida azurra. Insistia com alguns jogadores por acreditar ser possível tirar leite de pedra, só pode. Convicção para alguns, teimosia pura para outros. Por fim, há comentários "das internas" do clube dando conta que ele sempre deu preferência a atletas que professavam o mesmo ideal religioso, mas se isso permanece serão vocês rubronegros que terão que confirmar.
Em 2009, o que ficou marcado foi a série de derrotas do Avaí até que Silas encaixasse o time e começasse a vencer e arrancar. Houve alguma mudança tática no time?
Sim, e ela veio por pressão da diretoria que já o havia "segurado" por 10 intermináveis rodadas do Brasileirão com resultados patéticos. O Avaí tocou o fundo do poço numa lanterninha decepcionante, mas Silas continuava firme e forte em suas convicções no 4-4-2. Inexperiente, talvez tenha acreditado que o nível técnico do Campeonato Catarinense não fosse assim tão diferente da série A. O time jogava bonito mas quem se alegrava de verdade eram os adversários. Prensado contra a parede pela diretoria foi obrigado a adotar o 3-6-1 que se encaixou como uma luva no elenco disponível. Não sabemos o "bem" que a passagem pelo Grêmio possa ter causado a Silas, mas preparem-se para um cara que às vezes tem fé demais no que acredita.
Como você acha que o Silas vai render chegando no meio do ano e do trabalho?
Se for tomar como base a chegada dele ao Avaí, preparem-se para o bi-campeonato, pois foi esse o cenário que ele encontrou aqui em Floripa. Campeonato andando, time limitado, rival em alta e quase papamos o Estadual no primeiro semestre. No segundo ascendemos à série A e no ano seguinte "embolsamos" o estadual e a inacreditável 6ª colocação no Brasileirão.
Depois que saiu do Avaí, Silas fez juras de amor ao Grêmio, seu novo clube, desmerecendo o antigo "patrão". Mais que isso, tentou desmanchar o elenco avaiano, levando para o estado vizinho vários jogadores que sequer foram aproveitados por lá. Agora no Flamengo, já começa a fazer o mesmo levando o preparador físico avaiano Émerson Buck, que está no clube desde 2007 (antes do Silas). Por tudo isso, ele não é bem visto na Ressacada, onde pessoas que conviveram mais de perto com o treinador questionam sua ética.

Replay, agora no Rio

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É, foi um bom empate

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Se não podemos pular de alegria por termos empatado com um dos sérios postulantes ao descenso em 2010, também devemos entender que trazer um ponto jogando fora de casa não é necessariamente um mau negócio. Poderia ser melhor se o Avaí não tivesse perdido as últimas duas partidas para Internacional e Botafogo, mas pelo menos não perdemos.
Não me preocupa ter caído da terceira para a oitava colocação em apenas três rodadas. Ainda está de bom tamanho e adequado à nossa realidade que, segundo nossos cartolas, é lutar para não cair. Não gosto dessa visão, mas se esse é o planejamento, vamos respeitar. O que me põe uma pulga atrás da orelha é a queda do rendimento da equipe nestes jogos. A pegada diminuiu, a organização tática parece ter tirado férias e um nervosismo sem sentido têm gerado uma amnésia do futebol que nós ja vimos esse mesmo time jogar.
Gostei de Vandinho que, embora fominha, provou mais uma vez tem o faro do gol. Robinho esteve bem na armação e presenteou nosso artilheiro com duas bolas açucaradas que balançaram as redes. O camisa 10 do Atlético/GO jogou todo o primeiro tempo livre como uma borboleta, mas com um certo atraso, na etapa final Antônio Lopes resolveu acabar com o baile particular do moço colocando Marcinho Guerreiro em seu encalço. Funcionou e Elias morreu em campo.
Eltinho inaugurou uma free-way particular em suas costas, Valber deu boa movimentação ao meio, virtude que Rudnei e Jeferson não repetiram. Sávio entrou no lugar de Robinho, dançou pra lá e pra cá, foi derrubado, reclamou e foi isso. A próxima partida é contra o Santos novamente no Pacaembu. Minha expectativa é que o raio azurra caia no mesmo lugar pela segunda vez. As vezes acontece.

Pô, Mick

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Guga é o cara

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Guga é um case de sucesso empresarial a ser estudado por alunos e profissionais das áreas corporativas. As ações de marketing que se sucedem em torno de seu nome são sempre bem organizadas, lucrativas, com forte apelo social e uma estratégia de comunicação invejável.Sua assessoria de imprensa é muito competente, haja vista que as notícias relacionadas ao manezinho cabeludo não param de pipocar na mídia com agilidade e precisão em cada detalhe.
O russo desavisado
Um exemplo clássico desse zelo é a foto divulgada ontem no portal Globo Esporte. Note que Guga conseguiu vestir o russo Kafelnikov com uma camisa personalizada do Avaí, gerando mídia espontânea em veículos de comunicação e principalmente nas redes sociais azurras. Ele, entretanto, posa com a camisa onde vemos os logotipos de sua grife e do patrocinador, nada mais. Foi-se o tempo em que Guga relacionava seu nome ao do Avaí a todo momento. Isso ainda acontece mas em situações específicas e planejadas. Ao natural, atualmente, só quando flagrado em seu camarote na Ressacada vibrando com os gols do time.
Empresas diferentes
Guga é uma empresa, o Avaí é outra, entao não há razão para que se mantenha um relacionamento íntimo entre ambas justificado apenas por aspectos emocionais. Em termos de força de marca a do magricelo é muito mais forte que a do clube do Carianos. É por isso que o Avaí ainda é conhecido como o Avaí de Guga. Com planejamento sério e resultados expressivos dentro de campo quem sabe um dia poderemos ler a expressão Guga do Avaí. Até lá ainda estaremos naquele lenga-lenga de copiar e colar os elogios de Lédio Carmona e Juca Kfouri ao Avaí em nossos blogs para provarmos a nós mesmos que o clube é conhecido, respeitado e legitimamente de série A.

Um faz de conta

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No ano passado o Avaí vinha de um perrengue sem fim em sua reestreia no Brasileirão. Vivia de tomar chineladas dentro e fora de casa, o que lhe valeu a lanterninha por cerca de 10 rodadas. Mas eis que surgiu no horizonte um time de camisa verde, o Goiás, responsável por nossa ressurreição no campeonato. Saímos de Goiânia para o estrelato, o Avaí virou fenômeno nacional e terminou o ano na sexta colocação.

Talvez seja esse seja o conto de fadas que o técnico do Atlético/GO recite pera seus comandados na preleção do jogo de amanhã contra o Avaí. Na última rodada o Dragão pôs três copos de água no chopp do aniversariante Palmeiras em pleno Pacaembu. Um feito e tanto para um time que luta para sair da zona de rebaixamento, contra uma grande equipe, de camisa verde e ainda fora de casa. As coincidências estão aí, mas que não sorriam para eles.

Paninho bom de grana

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Hoje não quero falar do futebol do Avaí. Embora estejamos numa posição muito boa na tabela e com razões para acreditar que as coisas possam melhorar, causa-me revolta a irresponsabilidade de algumas das estrelinhas do elenco que ainda não entenderam o respeito que devem a esse clube com quase 87 anos de história. Alguns moleques não estão fazendo jus aos seus altos salários (pagos em dia) e estão criando problemas "noturnos" para a comissão técnica e diretoria. Guerreiros? Tá bom...

Vendedores de camisas
Falando de um assunto ameno, encontrei no portal Lancenet um ranking com a lista de camisas de futebol mais vendidas entre os clubes brasileiros em 2009. O Avaí não apareceu, o que seria um feito se analisarmos o custo-benefício de nosso manto sagrado. Caro, sem grife, com problemas de logística e um design que ninguém reconhece como sendo o uniforme tradicional do clube, seria um milagre estarmos entre os campeões de venda nesse segmento. A prova dos equívocos cometidos com o uniforme azurra é que a camisa n° 4 que seria utilizada apenas na Copa Sul-Americana já caiu pra dentro nos jogos do Brasileirão. E está vendendo. Logo abaixo o ranking com o número de unidades licenciadas vendidas mensalmente:
Flamengo: 92.022
Corinthians: 87.174
Palmeiras: 73.905
São Paulo: 70.716
Atlético-MG: 63.601
Vasco: 63.617
Grêmio: 38.917
Internacional: 37.321
Cruzeiro: 36.918
Santos: 22.500
Fluminense: 21.615
Atlético PR: 20.874
Sport: 18.301
Ceará: 12.011
Botafogo: 11.818
Goiás: 11.117
Vitória: 10.432
Bahia: 8.976
Náutico: 6.065
Não esqueça de levar em consideração
que os clubes mais tradicionais são os que mais sofrem com a venda de produtos piratas. Então o número de camisas oficias vendidas não corresponde ao número real comercializado Brasil à fora.

Se liga, Avaí

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É claro que nenhum avaiano com um conhecimento mínimo de futebol gostou da derrota de ontem diante do Internacional. Perder para os gaúchos colorados é tão normal pra mim quanto para uma das outras 19 equipes da série A. Esses prejuízos da bola acontecem, são inerentes inclusive às razões que nos levam a gostar tanto de futebol. Às vezes por azar, um acidente de percurso ou incompetência básica. Só que não me parece que esses casos se apliquem à partida de ontem.
O vareio que levamos nos primeiros 20min foi esquisitíssimo. Depois disso o Inter levou o jogo em banho-maria tranquilinho. Tive a sensação de retornar ao ano passado quando o Avaí estreava no Brasileirão e vez por outra congelava e o apavoro era geral. Ontem fomos engolidos por Dalessandro e cia, e tudo isso sob o olhar meio perdido de Antonio Lopes. Claro que as ausências de Emerson, Caio, Rudnei (de castigo) e Davi colaboraram para esse cenário, mas as escalações equivocadas de Marcos e Bruno também não ajudaram muito. O time todo não esteve bem e não seriam os "reforços" de Cristian e Sávio no segundo tempo que desanuviariam o horizonte.
Se de um lado temos um dos ataques mais positivos do campeonato, do outro a defesa azurra é a quarta mais vazada. Culpa da defesa mesmo ou da proteção que não vem sendo dada a ela? Nos afastamos perigosamente do G4, um tombo e tanto em apenas duas rodadas. A presunção que a zona da morte ainda está muito longe pode criar uma falsa sensação de tranquilidade. Tem que se ligar e rápido, porque daqui a pouco a mamata de folgar numa rodada pode ser substituída pelo desespero de se ter que jogar com infiltração e tudo mais.

A culpa é do Rodrigo

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Duas derrotas consecutivas no Brasileirão, distanciamento do G4, próximos dois jogos fora de casa, futebol minguando, mas nada disso é razão para se preocupar, certo? Até porque se você for cometer a insensatez de criticar algum dos "guerreiros descansados" no jogo de hoje com certeza você será acusado de estar jogando por terra toda a campanha do Avaí no campeonato. Menino mau.

Seguindo o script do "verdadeiro torcedor avaiano" é fundamental afirmar que não há razões para preocupações. Pânico, menos ainda. Diga que o grupo é bom, que estamos passando por uma fase ruim passageira, que o Inter é campeão da América, que temos gordurinhas sobrando e que tudo vai dar certo. O importante é que você sufoque suas emoções de torcedor, disfarce seu temor, demonstre otimismo, continue pagando as mensalidades e em hipótese alguma assuma seu descontentamento em ser freguês dos gaúchos avermelhados. Ah, não esqueça que a meta do Avaí é não cair, então não ligue para o futebol que não evolui em algumas das preguiçosas estrelinhas azurras. Se eles garantirem a presença do clube na série A de 2011... estátua para eles.

Por isso me antecipo e aponto o grande culpado por mais uma derrota do Avaí: Rodrigo V.R., leitor do blog que resolveu se "vingar" da poupação dos titulares no jogo contra o Botafogo e se poupou do jogo desta noite.
Ontem ele prometeu e hoje cumpriu: "Acho que não vou poder ir ao jogo contra o Inter, tenho aula a noite. Mas vou mandar meu reserva imediato para minha cadeira. Ele não torce como eu, não consome nada na loja do Avaí como eu, nem sequer gasta um dinheiro com pastel e refri dentro do estádio como eu. Mas ele estará lá demonstrando sua avaiandade que não é como a minha, afinal ele é meu reserva. Abraços".

Não vai ser moleza

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Logo mais no "maravilhoso" horário das 19:30hs Avaí e Inter se pegam na Ressacada. A tabela da competição está embolada e uma vitória azurra pode significar o retorno para o topo da cadeia alimentar do Brasileirão, o disputadíssimo G4. O Internacional está com um jogo a menos mas está logo atrás, com 21 pontos, um a menos que o Leão.
Os gaúchos não contarão com Guiñazu, Alecsancro e Giuliano. Já Antônio Lopes não terá Emerson (suspenso, entra Gabriel) e Davi (dedo quebrado, entra Valber). Bruno substitui Rudnei, já que o instável Buia anda meio esquisito com a bola nos pés. Entre mortos, feridos e contundidos haveremos de nos salvar a todos.
Esse jogo é muito importante para o Avaí já que voltamos do Rio com uma derrota que deu uma freada nos bons ânimos que pairavam desde a vitória contra o Santos. Até pela poupação dos titulares azurras contra o Botafogo há quem diga que a vitória hoje é obrigação. Não penso assim. Do outro lado estará o atual melhor time das Américas e sério pretendente ao título nacional de 2010. Minha expectativa é de um empate com excelente futebol no tapete verde da Ressacada.

Ping pong azurra

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  • O Avaí entrou com time reserva contra o Botafogo e perdeu o jogo. O Inter fez a mesma coisa diante do Atlético/GO e desperdiçou dois pontos preciosos dentro de casa. Quarta-feira o Leão entra em campo com o que tem de melhor no elenco enquanto o Saci acena com a possibilidade de repetir a dose da poupação coletiva;
  • A nova promoção do Avaí sugere que o torcedor aposte na Timemania e corra o risco de ser sorteado com uma camisa usada por um dos jogadores, com suor e tudo. Erótico, isso. A minha eu prefiro lavada;
  • No sábado o presidente Zunino disse ao microfone de uma rádio que o projeto de levar a Ressacada aos 40 mil lugares continua firme e forte. Com média atual de 8 mil torcedores por jogo o nosso templo sagrado só não vira um elefante branco se com as obras de ampliação vier um pacote de reavaliação dos preços dos ingressos e das categorias de locatários de cadeiras;
  • E não é que querem levar o delegado também? Silas era um gênio. Chamusca foi o cérebro do bi-campeonato. Agora o Avaí está nas cabeças do Brasileirão e colocam a "culpa" em Antônio Lopes. Será que vai levar muito tempo para perceberem que quem faz a mágica do futebol azurra é o planejamento de nossa diretoria?
  • Dei uma espiada na estrutura organizacional do Avaí (aqui) e percebi uma movimentação nervosa de muitos funcionários entre 2009 e 2010. Uma verdadeira dança do acasalamento nas funções e nomenclaturas em suas respectivas carteiras profissionais. Daí me vêm à lembrança a frase antológica do blogueiro Rafael Eleutério: "O Avaí tá mais pra vaca leiteira cheia de tetas do que para touro”. O nosso clube virou uma repartição pública de interesses privados e... dá-lhe socialização dos prejuízos.

Um placebo simpático

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Não sei se o leitor percebeu, mas não comentei nada relativo ao novo esforço de captação de locatários de cadeiras para o estádio da Ressacada. O carro-chefe da campanha é um VT (abaixo) que convida os ainda-sem-carteirinha para completar a força do Avaí. Se não me engano ainda está no ar. Bom, não foi por falta de atenção deste blogueiro e muito menos esquecimento que esse tema passou batido aqui no blog, mas desânimo puro e simples. Explico.

Uma teoria
Não é que eu não tenha gostado do VT, achei até criativo e simpático. Entretanto é fácil perceber quando alguma ação de vendas é realizada com escassez de verba. Esse é o caso da campanha azurra pós-Copa. Minha teoria é que o Avaí permutou a Copa Fora de Hora com a RBS por inserções comerciais na programação de TV. Criado o meio ficou faltando o objeto da veiculação, o filminho. Sem grana para uma produção bem acabada, restou à agência Marcca criar um mote e jogar isso em programas de computação gráfica. Fica baratinho e cumpre a missão de agradar o cliente (o Avaí).

O bom é inimigo do ótimo
O conceito da campanha é bom, mas faltou uma pitada de... gente, as mesmas que podem formar essa força fora das quatro linhas. Nada muito caro, talvez um torcedor com um belo texto que ocupasse os 30seg regulamentares. Também não daria resultado, 2010 já foi perdido, mas ao menos teríamos uma mensagem menos tecnicista veiculando na mídia.
O grande pecado dessa campanha é que ela não vende nada, os argumentos ficam suspensos no ar e temos a impressão que as cenas dos próximos capítulos esclarecerão a proposta. Nada feito. Usar unicamente o apelo da emoção para vender locação de cadeiras é um placebo que até faz bem para quem já é cliente - Pô, o meu time tá na TV - mas atrair novos fiéis que é bom, aí já é outro papo.

A derrota do Avaí, por Rodrigo Santos

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"É triste ver um time que tem feito tão bonito no Campeonato Brasileiro jogar pra não perder. Ah, mas o time estava desfalcado, você pode dizer. Estava sim, apesar dessa estratégia de poupar jogadores ser um tanto quanto estranha (jogador de 20 e poucos anos reclamando de maratona?). Mas ao entrar em campo com quatro volantes, sem um jogadorzinho sequer de armação, tendo Válber e Jéferson no banco, é de estranhar, e muito. Outra coisa: não justifica você poupar jogadores quando já tem um número considerável de atletas suspensos. Esses já estão poupados de forma forçada. Então que se poupe os outros mais à frente, já que a maratona de setembro no Brasileirão é grande.

Pior é ouvir Antonio Lopes dizer, na saída pro intervalo, que "o time estava bem postado defensivamente˜. Até pode ser, o Botafogo fez o seu gol em jogada de bola parada. Mas time que quer alguma coisa, tem que ir pra frente, seja ele time reserva ou não. Parece que o Leão foi ao Rio para arrancar um empate ou perder de pouco. Deu a segunda opção. No segundo tempo, Sávio e Válber entraram tardiamente, para entrar em uma missão inglória. O Avaí foi pra cima, mas o Botafogo se segurou lá atrás e garantiu o resultado.

Mesmo com time reserva faltou ousadia ao Leão. O time titular, se estivesse em campo, teria grandes chances de vencer, até porque o Bota jogou uma bola pequenininha. Mas a estratégia de poupar jogadores importantes com quatro jogadores já fora por suspensão vai ser muito discutida. E duvido que a estratégia se repita". Rodrigo Santos é jornalista esportivo, diretor e apresentador da TV Brusque, narrador e apresentador da Rádio Cidade AM, articulista do jornal "Município Dia-a-Dia" e do site FutebolSC.com

Avaí faz marketing funcionar

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Faz funcionar o marketing do Botafogo, bem entendido. Leio que a vitória de ontem sobre o Avaí fortaleceu ainda mais a onda de otimismo entre seus torcedores.

A diretoria deles, que não é boba nem nada, aproveitou para promover uma ação comercial na manhã deste domingo. A partir das 9hs duas mil senhas foram distribuídas para os torcedores que fizeram fila na porta do Engenhão. Os sócios e proprietários tiveram filas exclusivas, porque lá sócio é tratado como sócio, um torcedor VIP.


"Quem conseguiu garantir o seu número teve o privilégio de conhecer pessoalmente o ídolo Maicosuel, adquirir sua camisa oficial (ou outros produtos oficiais do clube), pegar um autógrafo e tirar uma foto exclusiva com o Mago. Além disso, vivenciou atrações especiais e conheceu áreas restritas do estádio". Injusto foi os caras não acenarem com a possibilidade de repassarem uma comissão das vendas para o Avaí que escalando oito reservas ajudou (e muito) toda essa euforia. Fonte Globo Esporte

Uma derrota perigosa

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Creio que todos nós fomos positivamente surpreendidos pelo bom futebol (no segundo tempo) do time quase reserva do Avaí nessa derrota de 1x0 para o Botafogo. Com apenas três titulares em campo por pouco não saímos do Engenhão com um pontinho, sendo que perdemos o jogo com um gol de bola parada, um castigo merecido para um Avaí que se dedicou quase que exclusivamente a defender-se no primeiro tempo. Uma postura até compreensível mas que não justifica o festival de chutões desgovernados, passes à esmo e bateção de cabeças no meio de campo. Foi muito ruim.

Avaí no ataque
O segundo tempo trouxe um Avaí um pouco diferente. Sávio e Válber entraram e deram mais mobilidade à equipe, até porque não dava para piorar. As chances de gol surgiram e Emerson quase guardou nas redes após uma blits na área botafoguense. Ainda que atabalhoados não dá pra reclamar dos onze que seguraram a onda e que quase fizeram o "crime" na terra de Joel Santana. O destaque negativo novamente foi Batista, um caso muito parecido com o de Lázaro, aquele que só retornou ao mundo dos vivos pelas mãos do Messias. Tá brabo.


Prejuízo direto
Dolorido mesmo foi ter perdido a terceira posição na tabela justamente para o Botafogo. Ontem os alvinegros eram nossos adversários diretos e infelizmente acabaram levando a melhor. O Avaí perdeu duas posições, saiu do G4 e agora é o quinto. Hoje poderemos ser ultrapassados por Cruzeiro, Internacional, Flamengo e Vasco e assim terminarmos a 15ª rodada com oito "carrinhos" a nossa frente. Sem falsos positivismos,
a possibilidade de perder seis posições em uma única rodada é sempre ruim.

Nada de futurologia
O que preocupa é observar a sequência de jogos que teremos pela frente até a conclusão do primeiro turno: Internacional em casa, Atlético/GO fora, Santos fora e finalmente Atlético/PR em casa. Por essas e por outras e que considerei o jogo do Enegenhão como estratégico. Perder o ritmo da boa fase nunca é desejável, ainda mais numa competição tão disputada como o Brasileirão. Demos sopa pro azar. Entretanto não vamos perder tempo com vãs especulações pois só o futuro dirá se a poupação dos titulares de hoje foi uma decisão acertada ou equivocada.

Vamos ao Rio de Expressinho

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Daqui a pouquinho, às 18:30hs, o Avaí entra em campo contra o Botafogo no Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro. Os comandados de Antônio Lopes defenderão a 3ª posição na tabela enquanto os meninos de Joel Santana, um ponto atrás e na 4ª colocação, terão a missão de confirmar a sua espiral ascendente no Brasileirão 2010. Aliás me impressiona a seriedade com que o Botafogo encara esse jogo. O torcedor alvinegro está empolgado, o respeito pelo Avaí é enorme e o próprio Joel Santana não deixa margem em relação a esse clima: “O Avaí é um time rápido perigoso, faz gol como nós. E pela colocação das duas equipes o jogo tem status de clássico sim. É uma partida em que os outros competidores da frente vão torcer para terminar empatada”. Globo Esporte

Medicina esportiva x relho
A comissão técnica avaiana não chega a dar de ombros para essa partida, mas nem de longe a enxerga com a mesma disposição dos cariocas. Em razão de suspensões e alegando fadiga física pela sequência de dois jogos por semana (Brasileirão e Sul-Americana), Antônio Lopes levará a campo apenas três titulares: Renan, Emerson e Vandinho.


Como já havia dito no post de ontem, fico muito reticente com essa estratégia de poupar jogadores que acabaram de retornar das férias da Copa do Mundo e já dão mostras de estarem à beira de um colapso muscular. Os leitores do blog me deram uma aula de medicina esportiva, fisiologia, ação de enzimas e mais um zilhão de argumentos que quase fizeram voltar atrás em minha opinião. Mas como sou avaiano e não desisto nunca (vulgo teimoso), permaneço firme e forte na impressão que jogador de futebol é tratado como vice-Deus na Terra. Um
comissionamento por produtividade, um reserva à altura e a ameaça de relho na bunda e quero ver se alguém reclamaria de cãimbras na batata da perna.

Menudos barbados
Reafirmo que embora reconheça uma estratégia do clube e fartas pitadas de organização homoesportivus, não entendo que após um mísero mês de trabalho já se faça necessária uma folguinha dessas. Até ontem, sabendo da suspensão de quatro titulares, do jogo ser fora de casa e ainda contra o bom (e descansado) Botafogo, já me dava por feliz com um empate. Então se perdermos os três pontos hoje... eu já sabia e está tudo bem, sem crise.

O que me frustra é essa mania dos dirigentes, empresários e torcedores em tratarem jogador de futebol com tantos mimos, verdadeiras primadonas. No Brasil os caras podem tudo, e tudo a peso de ouro. Mascarados, folgados, desorientados, irresponsáveis e até mesmo bandidos se criam embaixo de nossas barbas e ai daqueles que não aplaudirem os Menudos barbados. Justo seria serem tratados como os outros 99% do povo brasileiro. Quer dizer, não tão mal assim...

Abram alas para as estrelas

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Lendo as notícias de hoje vi que há a possibilidade do Avaí poupar alguns de seus titulares para o próximo jogo contra o Botafogo, sábado, no Engenhão. Esses se somarão aos quatro desfalques certos e a intenção é proteger os atletas que estariam estafados pela sequência de jogos. Embora veja uma estratégia nessa decisão, sinceramente considero mais uma das tradicionais frescuras que teimam em mimar essa classe privilegiada dos jogadores de futebol. Vale lembrar que as primadonas acabaram de chegar das férias da Copa do Mundo, entretanto já estão esgotadas. Ah, um relho.
Fico imaginando o tempo sobrevida que teria um Bernardinho (da seleção brasileira de voley) no mundo do futebol, ele que normalmente põe seus comandados para treinar poucas horas depois de jogos extenuantes. Se bem conheço esse meio, bastariam duas semanas de corpo mole dos meninos de chuteira para que a cabeça de Bernardinho fosse pelos ares. Agora, vai fazer isso no voley, vai. O técnico fica e convoca-se alguns dos milhares que estão aguardando na fila por uma oportunidade.
Aliás, no voley, é muito comum termos partidas com 3hs de duração onde o impacto é absurdo e mesmo assim todos entram em quadra 24hs depois cheios de tesão. Em função do apelo comercial a diferença de salários pró-boleiros é imensa, injusta, e raramente encontramos vozes gabaritadas que questionem essa mordomia setorizada. Então ficamos assim: caso se confirme essa estratégia por parte do Avaí iremos ao Rio com um time semi-reserva enquanto o Botafogo estará enxergando o mesmo jogo como uma final de campeonato. Humildade, gente, humildade.

Avaí e Santos, venceu o melhor

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O título esse post é um trocadilho de duplo sentido. Se por um lado o Santos provou no jogo de ontem que é um time mais qualificado que o Avaí, de outro o clube catarinense conquistou com justiça a classificação para a segunda fase da Sul-Americana nos 180min regulamentares. No conjugado das duas partidas o melhor foi o Avaí, então, de fato, a vitória de ontem foi nossa.

Os primeiros 30min
Foram um belo presente para o torcedor avaiano. Era lá e cá, dois times dispostos a mostrar sua vocação para o gol. Em tempos passados teríamos uma expectativa de retração dos onze avaianos diante dos Santásticos, mas o estilo Antônio Lopes de não se acovardar mesmo diante de "gigantes" do futebol brasileiro já entrou em nosso consciente. O medo já não faz mais morada no Carianos.

Daí pra frente
Bom, aí o time da Vila fez valer seu poderio e teve maior domínio territorial. Isso não significa que o Santos esteve o tempo todo mais perto da vitória, nada disso. As melhores chances de gol foram do Avaí, pena que nossa pontaria e a pouca força das canetas de Rudnei tivessem deixado a desejar. O Santos foi melhor mas o Avaí foi mais perigoso, entenda se quiser.

Todo mundo de olho
Começa a chamar a atenção de todos o poder e a competência dos contra ataques montados pelo técnico avaiano. Rápido, extremamente rápido, quase sempre mortal. Talvez você não tenha notado mas quase não citamos mais o atacante Roberto. Faz falta, claro, mas até pouco tempo atrás só enxergávamos velocidade nele. Os demais abusavam do sono, da falta de vontade, uma lerdeza irritante. Não sei como o Delegado fez, mas colocou os boleiros para correr.

Rapidinhas
  • Neymar é insuportavelmente marrento. Pode se perder e virar uma eterna promessa;
  • Ganso foi praticamente anulado pelo esquema azurra;
  • Renan foi picado pelo bichinho da bobiça e anda dando sustos embaixo dos paus;
  • Eltinho estava perdido, Davi o mesmo sem-sangue de sempre e Caio... sei lá;
  • 9.600 pessoas para assistir um jogo desse nível e estamos comemorando o sucesso de público. Em 2009, contra o Barueri, dava isso. A que ponto chegamos;
  • Que Deus me perdoe, mas uma transmisão com Luciano do Vale e Neto me traz doces lembranças de Galvão Bueno e Arnaldo Cesar;
  • Marquinhos continua sendo Marquinhos. Parado, quieto e do nada pinta uma obra prima;
  • Avaí em 3° no Brasileirão e classificado para a fase internacional da Sul-Americana. A nação azurra ainda não está acreditando em tudo isso. Eu também não. De qualquer modo, por favor, não nos acordem.

Avaí elimina Santos

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Um jogaço, mais um

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O torcedor avaiano pode reclamar de tudo, menos das oportunidades de acompanhar excelentes espetáculos esportivos ultimamente. Com uma agenda invejável "semeada" em 2009, nesse ano as opções têm sido um prato cheio para quem gosta do Avaí e do futebol de boa qualidade. O adversário estrelado da vez é o Santos, aqui na Ressacada, valendo a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana. Com a vitória de 3x1 sobre os paulistas na semana passada o Avaí pode perder por até 2x0 que garante seu passaporte para um passeio internacional pela América do Sul. Qualquer outro placar com dois gols de diferença pró-Santos, babau, já era. Em caso de vitória santista por 3x1, segura coração que vamos para os penais.

Sem favoritos
O respeito é mútuo entre as equipes. O Santos sabe que a vantagem azurra somada ao bom futebol apresentado dificultará em muito o poderio ofensivo dos meninos da Vila. Dorival Júnior já sentiu o gosto amargo dos contra ataques da equipe do Delegado, então é aquela velha história do gato escaldado. Todo cuidado deles ainda será pouco.
Do lado avaiano sabemos do que esse time de camisa branca é capaz. É um time com requintes de magia, de superação pela qualidade e onde o impossível não existe. Por isso mesmo Antônio Lopes não mexerá no time que está ganhando e vai repetir a equipe da partida de ida no Pacaembu, "coincidentemente" a mesma que venceu o Corinthians no último domingo. Quem vence? Não sei. Quem se classifica? O Avaí.

O personagem
Embora tenhamos as estrelas Neymar e Ganso em campo, não se iludam, o grande personagem da noite será o ídolo avaiano Marquinhos Santos. O galego é a cara do Avaí, sempre foi, sempre será. Criticado, endeuzado, polêmico, craque de bola, enfim, um personagem ímpar na história do Leão da Ilha. Vê-lo com uma camisa alvinegra e ainda no outro lado do campo vai ser muito estranho, para nós e para ele. Um jogaço, mais um, e com todas as emoções possíves reservadas para no máximo 17.700 almas.

Habemus Cônsul internacional

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Ontem a diretoria executiva do Avaí concedeu ao Dr. João Batista Martins Zabot o título de Cônsul Especial do clube em... Portugal. Segundo a nota no site oficial essa ação "faz parte do projeto de expansão dos consulados avaianos pelo Mundo".
Caberá ao Dr. Zabot estreitar as relações do Avaí com os clubes de futebol de... Portugal. Ele também defenderá os interesses azurras e atrairá novos cônsules para atuarem nas cidades de... Portugal.
Iniciativa bacana, visionária coisa e tal, por isso sugiro que os responsáveis pela difusão da marca Avaí façam algo parecido em terras mais próximas. Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro, São Pedro de Alcântara e Antônio Carlos adorariam receber essa atenção. Povo disposto a essa nobre missão é o que por certo não faltaria, sem falar que os resultados seriam sentidos instantaneamente. Como costumo dizer para meus filhos revolucionários "antes de sair de casa para conquistar o mundo, não esqueça de arrumar a sua cama".

O ganha e perde do Avaí

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A vitória de ontem do Avaí sobre o poderoso Corinthians foi muito boa, mas não tão boa quanto à qualidade do futebol que pudemos testemunhar. Se o clube azurra ainda não pode ser considerado um dos grandes do país, o seu futebol já pode. Antônio Lopes conseguiu criar um modelo tático onde o time se tornou mortal no contra ataque sem precisar se acovardar lá atrás como um bando de meninos assustados. Hoje o Avaí joga de forma compacta, coletiva e sabendo "esconder" seus pontos fracos e explorar seus pontos fortes. Foi dessa forma que invadimos o G4 sem muito alarde e com muita seriedade. Afinal, quem disse que futebol de resultados tem que ser feio?

Um excelente adversário
O Corinthians mostrou na Ressacada que brigará pelo título do Brasileirão de 2010. Fora o Fluminense, foi a melhor equipe que vi jogar aqui pelas bandas do Carianos. Muito bem dirigido por Adilson Batista e com jogadores de nível internacional os alvinegros não se entregaram em nenhum momento e foram perigosos até o último minuto. No frigir dos ovos as 14.721 almas presentes foram brindadas com uma partida digna de série A.

O carioca de preto
O senhor Péricles Pegado Cortez foi a nota destoante dessa partida. De forma estranha amarelou sete jogadores avaianos o que acabou gerando uma intimidação natural para a pegada típica dos comandados do Delegado. Os paulistas passaram a vir pra cima cheios de si, todos faceiros, e por pouco não complicaram a vitória avaiana. O moço errou também em não marcar um penalti claro para o Corinthians.

Podemos e devemos melhorar
O extra-campo continua sendo o grande tendão de Aquiles do Avaí. Se de um lado temos um departamento de futebol com profissionais experientes e de alto nível, de outro continuam as tradicionais mazelas de amadorismo explícito. O torcedor avaiano já não aguenta mais a repetição dos mesmos erros a cada grande jogo. A impressão que passa é que há um descompasso de capacidade entre quem mexe com o futebol propriamente dito e com aqueles responsáveis pelas demais áreas do clube.

Não bastassem as filas torturantes para se chegar e sair do estádio, os preços altos, o desprezo no relacionamento com todos os torcedores, ainda temos que superar o obstáculo de se entrar na Ressacada. Filas monstruosas, catracas de menos, informações inexistentes, enfim, tudo o que seria normal nas 3ª e 4ª divisões nacionais. O pior é saber que somos nós, torcedores, que pagamos os salários de pessoas que não passariam sequer numa pré-entrevista de emprego para o Laboratório Santa Luzia.

Atenção para a chamada

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Um espetáculo para poucos

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Alguns espetáculos podem se dar ao luxo de dispensarem convites, divulgação, apelos e assemelhados. O jogo de logo mais às 16hs entre Avaí e Corinthians é um desses casos. De um lado um time que busca a liderança da competição e do outro um “intruso” entre os grandes que tentará figurar no seleto G4 ainda hoje.
Nenhum dos dois entrará no gramado da Ressacada com outro pensamento que não seja a vitória, o que é ótimo. Jogo franco, futebol de excelente qualidade, emoções garantidas por pelo menos 90min. O Brasil inteiro acompanhará esse duelo pela TV e apenas 17.700 terão a primazia de poder estar presentes no teatro azurra. De uma forma ou de outra todos ganham.

O Corinthians
O Corinthians chega à Floripa sem Ronaldo e Dentinho. Dentinho está contundido e Ronaldo, bem, Ronaldo é um ex-atleta. Já havia dito isso no ano passado quando ele tinha uns 10Kg a menos, imagina hoje. Adilson Batista preferiu preservá-lo de uma aparição bizarra para as lentes da imprensa e olhares de milhões de brasileiros. Concordo totalmente, Ronaldo foi um gênio e precisa ser respeitado até o fim de sua carreira. Se ele fizer o mesmo por sua imagem ficará perfeito. Assim os paulistas deverão iniciar com Julio Cesar, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley.

O Avaí
Como sempre (desde a chegada de Lopes), nenhum mistério. Renan, recém chegado dos EUA, retoma a condição de titular da meta avaiana. No Brasileirão o Avaí chega de uma pixotada de 1x4 para o Guarani, mas vai dizer isso para o torcedor. Na memória está a grande vitória sobre o Santos na última quinta-feira pela Copa Sul-Americana. A confiança é total e a seriedade é a palavra do dia.
Rafael ganhou de vez a confiança de Antônio Lopes e forma a dupla de zaga com Emerson. Roberto, suspenso, também continua se recuperando de sua lesão no púbis e Vandinho assume a responsabilidade de infernizar a defesa alvinegra. Então vamos de Renan, Patric, Emerson, Rafael e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi e Caio; Robinho e Vandinho.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, três...

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Tentei resistir a não dar pitaco sobre a camisa nº 4 lançada essa semana pelo Avaí. Cansei dos descalabros envolvendo o nosso símbolo mais sagrado, um festival de testes cujo único objetivo era ajeitar uma multidão de patrocinadores da forma que fosse possível e tentar vendê-lo por um preço lucrativo num segundo momento. Desanimador. As tradições foram para o espaço, a arquitetura de design se tornou uma técnica bastarda e as pesquisas de opinião, bom, deixa as pesquisas de opinião pra lá. Se colar, colou, isso é o que sempre importou.

A camisa
Um dia elogiarei 100% de uma nova camisa do Avaí, mas esse dia ainda não é hoje. O objeto desse post, ao lado, ainda peca em detalhes de construção e design, entretanto vejo características muito positivas no conjunto da obra. Além do elogiável atrevimento da estilização das listras brancas, merece elogio a disposição harmônica dos muitos patrocinadores. Houve uma flexibilização dos parceiros em permitir que suas marcas fossem expostas na cor branca, o que garantiu um lugar ao sol para todos numa camisa que finalmente não parece uma lona de circo.

O que você não percebeu
Quando temos um lançamento de uma nova camisa todas as atenções se voltam para ela, a nova camisa, obviamente. Mas há uma mensagem subliminar nessas seguidas ações comerciais do Avaí. Fora as várias oficiais, você já fez as contas de quantas dessas "novidades" foram lançadas só em 2010? Muitas. É uma ciranda têxtil que a meu ver demonstra uma limitação em se buscar novas oportunidades de negócios. Avaí na Copa do Brasil? Manda fazer uma camisa. Sulamericana pela frente? Outra camisa. Renan foi convocado? Uma amarelinha vai bem.
Como já alertou o consultor Robert Alvarez Fernández “os departamentos de marketing viraram ateliê de moda onde se bolam camisetinhas que comemoram títulos, o ano novo, o desempenho do ídolo... mas e a marca do clube?”. Imagine o caos no Carianos caso o algodão desaparecesse.

Mais do mesmo
O que continuo vendo na área comercial avaiana são ações ingênuas, de curto prazo, pontuais e sem perspectiva de continuidade. Nosso clube continua apagando incêndios financeiros, o que é necessário, mas nada impede que se ouse em possibilidades ainda não experimentadas. Mais do mesmo não é exatamente uma estratégia auto-sustentável e que traga segurança futura. Meu avô sempre alertou para o perigo de se ater apenas ao que é urgente: "Quando fazemos o que é urgente deixamos de fazer o que realmente é importante". Tenho a impressão que meu avô falava de pessoas, no caso do Avaí FC, relacionamento com os torcedores.

Leão Abusado

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GuilhermeOntem o Avaí foi a campo com duas alterações no elenco, Rafael na zaga e Vandinho no ataque. Com isso fomos a campo com Zé no gol, Rafa e Emerson na zaga, Eltinho e Patric nas laterais, Marcinho e Rudnei na contenção Davi, Caio e Robinho na meiuca e Vandinho no ataque, um time pra lá de veloz, esperava um jogo muito corrido e não me decepcionei.

Primeiro tempo
De cara já dava para ver o tamanho da encrenca que o peixe iria enfrentar com o Leão. Pressionando a saída de bola, forçando os santistas a se mexerem e com uma bola rápida na saída, Patric mostrou-se abençoado pelos céus. Nítido ver como os azurras subiam rápido ao ataque. Roubávamos a bola e Patric, Caio, Davi, Vandinho, Rudnei já estavam correndo em contra-golpes deixando a defesa do Santos em povorosa. Em uma dessas descidas Patric iniciou o bate e rebate que resultou no gol de Rudnei, o único fora da área que pegou o rebote do goleiro do Santos.
Recuamos a partir dos 20min, nada de anormal, esperando um contra-ataque. Mas chamamos o Santos para cima, o que me minou minha esperança em sair de Sampa cm uma vitória. Zé fez uma defesa milagrosa (apenas uma) mas o volume de jogo do peixe no final do primeiro tempo era muito superior ao nosso. O lado direito do Santos era o mais perigoso e por ali jogaram todo tempo, assim como nós pelo lado do Patric, mas não descíamos mais para o ataque. Tenso.

Segundo tempo
Neymar e Ganso entram no Santos e o desempenho do Avaí melhorou, acredite. Vieram para cima apenas na escalação, por que desde o primeiro minuto o Avaí dominava as ações em campo. Com saídas rápidas, roubadas de bola precisas e explorando ainda mais o Patric, deitamos na segunda etapa. A qualidade do time do Santos é inegável, mas nosso time apertava a saída de bola impedia que ela chegasse limpa para os homens de meio. Até Davi estava correndo.
Vandinho matador, perdeu um gol cara a cara com o goleiro e na segunda chance, em uma roubada de bola, deixou os zagueiros do Santos assistindo o golaço por cobertura no goleiro que acabara de entrar. Tomamos um logo em seguida, num contra-ataque santista. Isso mesmo, perdemos a bola no ataque e tomamos nas costas depois de uma bela jogada de Neymar tocando para o ala direita mandar uma bomba indefensável. Nada que abalasse o Avaí, mas o time ficou ainda mais ligado e numa falta despretensiosa do meio campo, Caio ficou sozinho com o goleiro e tocou para Vandinho liquidar a fatura.
Tivemos mais um gol, mas o bandeirinha não viu a bola entrar. Rudnei deu lugar à Bruno que jogou muita bola, coisa já sabida desde o catarinense de 2008. Marcos entrou e deu cobertura a Eltinho, sobrecarregado e amarelado, e Sávio chegou mais no final cm a função de cadenciar o jogo.

Terceito tempo
O Avaí atuou muito bem, foi dono do jogo, principalmente na segunda etapa, e encaminhou a classificação. O jogo de volta é na próxima quarta. Podem esperar outro jogaço. Se não era possível tirar os olhos do jogo ontem, imagina semana que vem. Adilson, técnico corinthiano, estava no estádio vendo o jogo do Avaí e deve tentar anular nossas jogadas pela direita. Roberto Carlos vai tomar uma canseira por ali. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Uni, duni, tê

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A vitória de 3x1 do Avaí sobre o "artístico" Santos mostrou a razão do futebol ser a nossa cachaça. Surpreendente. Não falo da vitória em si, mas do placar relativamente dilatado e da postura "aqui também tem homem" do Leão da Ilha. Se o leitor ainda lembra, o Avaí de Chamusca já teria entrado em campo com os onze embaixo dos paus. Caso a equipe anotasse um gol, até os gandulas seriam convocados para reforçar a defesa. Sairíamos de SP com um empate sofrido e os mesmos de sempre que não gostam de futebol venderiam o céu na Terra. Esse não é o Avaí de Lopes.
Cuidadoso, jamais medroso, foi assim que construímos o placar vitorioso na estreia da Copa Sulamericana. O Santos estava muito a fim, sim senhor. Neymar e Ganso entraram em campo no segundo tempo para socorrer a equipe santista. Nem assim foi possível intimidar o indemonhado Vandinho que se enfezou e meteu mais duas pelotas para as redes. O Avaí perdeu a noção do perigo, não percebeu quem era o time adversário, não lembrou que o estádio não era a Ressacada. Santa amnésia que só poupou a área cerebral responsável pela confiança, disciplina e vergonha na cara. Uma vitória justa de uma equipe que nem lembra que foi à Campinas/SP há cinco dias.

Acredito, não acredito

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Acredito numa boa apresentação do Avaí daqui a pouco contra o Santos em nossa estreia na Copa Sulamericana. Acredito que Antônio Lopes tenha dado uma azeitada nas engrenagens que emperraram contra o Guarani. Vou mais longe, acredito que sairemos do Pacaembu com no mínimo um empate.
Não acredito
Por uma questão de preservação de minha cútis germânica e dos preciosos fios de cabelos de meu cucuruto, prefiro passar ao largo das últimas informações sobre as ações de Marketing do Avaí. Nova camisa, elevação de Renan à categoria de semideus, site oficial às moscas, sumiço da camisa 10, enfim, incluam-me fora disso tudo.
Torcedor, esse bicho estranho
Já em clima de concentração para Santos x Avaí deixo com o leitor uma matéria da Folha de S.Paulo de sábado com um manual que traz uma lista dos tipos de torcedores brasileiros. Leia e se encontre no meio dessa raça pra lá de esquisita:
Mártir: sempre acha que o time vai perder; não é de gritar, prefere “gemer baixo para si próprio e abanar a cabeça tristemente a qualquer movimento”;
Especialista: é o cara que “sabe mais do time que o próprio treinador”; é ele, também, que está na origem da fábula segundo a qual todo brasileiro é um técnico de futebol;
Excêntricos: são seres indecifráveis que “vivem num mundo próprio, mas parecem necessitar da companhia da massa”;
Brincalhão: esse é o torcedor que tem “observações quase sempre grosseiras”;
Furioso: cuidado com esse, é o torcedor que “xinga o próprio time, a mãe do juiz ou os adversários”;
Leigo: nem esse coitado escapa da fúria tipificatória dos justos especialistas, que assim o define: “traz problemas de pequeno vulto em grande quantidade, pois, pela irregularidade de comparecimento, desconhece lei e costumes” – leis e costumes dos estádios, bem entendido;
Leal: outro torcedor que não escapou dos especiaistas, que assim traduzem o sentimento de lealdade ao clube: “parcialidade total e obsessiva; …o time nunca atua mal, tem só dificuldades”.
Fanáticos: “…são perigosos… carecem de atenção… são a garantia de lucro ícnas vendas de ingressos e produtos licenciados; (muitas vezes) são jovens e viciados em drogas, revoltados por natureza e sedentos por confusão. Podem ser diminuídos, mas não extintos”. Fonte base Emerson Gonçalves

Futebol bonito e vitorioso

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Com um intervalo de quase duas décadas ontem finalmente saboreamos o retorno do futebol brasileiro às suas origens. Sem muitas frescuras Mano Menezes soltou a garotada em campo com a ordem de serem felizes, apenas felizes. E foi então que um bando de moleques resolveram colocar a boa equipe americana na roda, simples assim. Foi apenas um jogo, mas me permitam a esperança de voltar a torcer por nossa seleção, coisa que ficou relegada à segundo plano desde a Copa de 1990.
Mesmo receoso pelo início de um típico ufanismo nacionalista das redes de TV's interessadíssimas em incrementar suas audiências, dou graças aos deuses pelo fim da era Dunga no comando técnico da seleção brasileira. Respeito o homem Dunga e sua história como jogador, mas jamais esquecerei o deserviço que esse moço causou ao nosso futebol nos últimos quatro anos.
Dunga era um romântico invertido do futebol. Acreditava que só era possível vencer jogando feio. Encastelou nossos atletas, criou um clima de campo de concentração e foi o maior responsável pelo desequilíbrio emocional da equipe quando da eliminação para a Holanda. A Copa América e a classificação antecipada para a Copa da África foram um engodo para aqueles que acreditavam apenas em futebol de resultados. Pobres diabos, pois saímos da África com o rabo entre as pernas.
Sentirei falta apenas do enquadramento imposto à Rede Globo, reduzindo-a a uma TV normal, mortal, sem direitos extras e acima das demais. No mais já vai tarde. Que vá ele, seu jeito de enxergar o futebol, sua aversão ao esporte como entretenimento, sua grosseria verbal e os modelitos medonhos que usava à beira do gramado. Junto com ele que sumam todos aqueles que ainda pensam que é preciso ser um rinoceronte da bola para conquistar vitórias e títulos. O ideal mesmo é que o seu contratante, o Sr. Ricardo Teixeira, o acompanhasse para uma viagem só de ida para aquela ilha do finado seriado Lost. Adeus Dunga, nunca gostei de ti.

Um Avaí bom de negócio

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Não gosto muito do formato de envolvimento que os clubes de futebol desenvolveram com seu torcedor. É alguma coisa parecida com um balcão de troca-troca, um tipo de escambo esportivo, uma relação baseada no "empate" entre os custos (ingressos e produtos) e os benefícios (títulos, vitórias etc). Com o tempo perdi o vício de me deixar levar por números que acontecem dentro de campo. Uma goleada a favor, por exemplo, não é necessariamente indício de que o time esteja azeitado, da mesma forma que uma pixotada como aquela de domingo diante do Bugre não prova que a coisa degringolou. Como já escrevi anteriormente, um acidente já tratado com rigor pelo Delegado.

A troca numérica
Não me agrada o formato do discurso utilizado pela diretoria avaiana e pelo parceiro Luiz Alberto logo após a confirmação de venda de Rivaldo. A base de argumentação é que se estava saindo um, pelo menos três estavam chegando. Não tenho dúvidas que esse contraponto caia perfeitamente no gosto do brasileiro médio, aquele que acredita que três é sempre melhor que um, mas vejo nisso uma adaptação forçada ao jeito de ser do torcedor brasileiro, uma tática verbal para agradá-lo em sua simplicidade.

Uma mãe durona
Esse discurso dos cartolas é compreensível, mas prefiro olhar para esse negócio realizado pelo Avaí não como uma troca simples de Rivaldo pela trinca Lenadro Bonfim+Jeferson+Valber. Cansei de ver o meu clube sendo uma e ao longo de todo 2010, então fico orgulhoso de assistí-lo batendo de frente com o poderio financeiro de um Palmeiras. Por mim nem precisaria ter esse agrado de três contratações para me convencer que o Avaí agiu como gente grande, um clube profissional e que aprendeu a valorizar o seu patrimônio. Rivaldo foi vendido por um valor justo e isso é o que importa. Tentar segurá-lo seria uma tolice. Espero que esse não tenha sido um intervalo comercial, mas um filme que veremos se repetir de agora por muitos anos.

Pouco a acrescentar

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O que vimos no sábado foi uma caricatura do Avaí. Banzo, desarrumado, cheio de marra, o que serviu para provar o gosto amargo de uma goleada pra lá de dolorida. Entretanto não vejo nada de anormal do ponto de vista do contexto do time nesse período pós-Copa. Há dias em que simplesmente nada dá certo, apenas isso.
Lendo e ouvindo as opiniões que se seguiram à derrota de 4x1 para o Guarani encontrei bom senso nas palavras de experiente Antônio Lopes por quem, aliás, estou começando a virar fã. Sem maiores delongas o comandante azurra declarou que o Avaí foi péssimo, simples assim. E disse mais: "A nossa equipe foi muito mal em todos os aspectos, principalmente no primeiro tempo. A equipe não teve aquele espírito guerreiro que norteou eles (os jogadores) nos outros jogos. Não sei, deu uma apatia tremenda no grupo todo. (...) Em termos de técnica e raça não fomos bem, tínhamos que perder da maneira como perdemos. Entregamos o jogo. (...)".
Segundo o mesmo texto Lopes contou que deu um tremendo esporro na gurizada. Pronto, era o que se esperava diante da incompetência momentânea apresentada por um elenco que já mostrou que pode fazer muito mais. Com estas palavras o que a gente poderia acrescentar? Nada, ué. O Delegado disse (e fez) tudo. Agora vamos sacudir a poeira e olhar para o Santos com a seriedade devida. Sem Ganso, Neymar, André e Robinho o Avaí pode sair com um bom resultado do Pacaembu nesse primeiro jogo da Copa Sulamericana. Ao natural, desde que sem babaquices.

Avaí, quente e frio

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A semana do Avaí está agitada. Rivaldo se "fondo", reforços chegando e sendo engatilhados, nova modalidade de locatários de cadeiras para a Ressacada sendo lançada, confissões inesperadas de conselheiros e, finalmente, Guarani pela frente. Você pode reclamar de qualquer coisa, menos de falta de novidades pelos lados do Carianos.
De velho mesmo só o jeito de Antônio Lopes comandar os seus meninos: simples e direto. Acompanhei duas entrevistas suas nessa semana e fiquei deveras agradado. O delegado parece ter alcançado aquela posição na carreira onde só o que importa é descomplicar, sem muito guéri-guéri e "sastifaçõns" para os pintos de fora. Responde as perguntas da mesma forma com que dirige um time, sem frescuras.
Gelaaada
Enquanto isso a leitora do blog, Gorete Kraus (Goga), não satisfeita com o frio absurdo de Floripa nos últimos dias, se jogou para as terras de cima de SC para enxergar com os próprios olhos que a terra há de comer a famosa neve de São Joaquim. Eu até pensei em sentir dó da nobre avaiana, mas com o auxílio daquele cachecol abençoado e de seu cobertor de orelha, frio nem pensar.

Ressacada, um guia para as mulheres

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A avaiana Kamilla Moreira me contatou no twitter e perguntou se me interessaria por um tal Guia de sobrevivência para as mulheres na Ressacada. Ele surgiu com a visita de sua amiga Júlia que virá de Tubarão para assistir Avaí x Corinthians do dia 15/08, e que pediu dicas básicas para ir a um estádio de futebol. O papo rolou via MSN mas acabou virando um tratado cheio de bom humor:

Clima, roupas e acessórios
Importante lembrar que o inverno em Florianópolis costuma ser rigoroso. Algumas vezes a temperatura pode não estar tão baixa como em algumas cidades do sul do Brasil, porém, o vento se encarrega de fazer com que a sensação térmica seja sempre baixíssima. Então, mesmo que você saia de casa com sol ou que o jogo esteja marcado para um horário onde a temperatura não é muito fria, leve casaco.
A Ressacada fica localizada numa área desprotegida de morros por causa do Aeroporto que fica próximo, sendo assim os ventos vão aparecer, não importa o lado da arquibancada que você esteja. Capa de chuva é indispensável. É jogo do Avaí? Acredite, vai chover. Se você pretende virar sócia ou uma frequentadora mais assídua eu a aconselharia a investir um pouco mais e comprar uma capa que dure alguns meses. Você encontrará em lojas especializadas. Caso pretenda ir a um só jogo, capas descartáveis que parecem saco de lixo furado servirão.
Salto-alto não é proibido. Mas se você prefere conforto, deixe-os em casa. Se quer pular, se precisar correr e não quiser ter um trabalho a mais pra subir os lances de degraus da arquibancada, é melhor optar por um tênis. Entretanto, se você é daquelas que não abre mão do salto, não se preocupe, aquelas histórias que a Ressaca fica no mangue é mera inveja daqueles que não torcem pelo time que tem o melhor estádio de SC. No máximo uma brita é o que você vai encontrar de obstáculo.
Cantadas
Estádio de futebol é um lugar onde o sexo masculino predomina. Se você não se importar em ouvir de 5 em 5 minutos e de homens diferentes as palavras “gostosa”, “princesa”, “delícia” etc, pode usar suas calças justíssimas ou blusas decotadas. Na pior (ou melhor, depende do ponto de vista) das hipóteses você vai ouvir um “coro” de alguns torcedores dizendo: “Gostosa, gostosa, gotosa”.
Banheiros
Relaxe! Em termos de banheiros a Ressacada é diferente de tudo que você já visitou antes, relacionado a lugares muito movimentados. Limpinhos e cheirosos, é assim que são descritos por aquelas torcedoras que já os conhecem. Há uma “tia” em cada banheiro de cada setor do estádio que toma conta de tudo. Limpando constantemente e zelando pelo bem estar de todas nós. Sim, papeis e água, nada disso falta.
Permitidos e proibidos
O Avaí FC costuma ser rigoroso quanto ao que o torcedor pode e o que não pode levar ao estádio. Comidas e bebidas vindas de fora, não são permitidas. Comprou um lanche ou uma bebida antes de entrar? Termine de consumir ainda do lado de fora. E não se preocupe, lá dentro há o que comprar para beber e comer. Guarda-chuvas com pontas ou muito grandes também correm o risco de serem barrados. Se estiver na dúvida se seu guarda-chuva se encaixa nos padrões, é melhor deixá-lo no carro. Câmeras fotográficas entram sem nenhum problema, mas não seja descuidada, afinal é impossível conhecer a todos onde o público costuma ser de mais de 7 mil pessoas.
Filas e atrasos
Vá preparando a sua paciência. Saindo de qualquer lugar da Grande Florianópolis te aconselharia a antecipar a saída em pelo menos 01h30min do horário do jogo. Se a partida está marcada para às 16h saia de casa no máximo 14:30h. Se você vem de outro lugar, calcule o tempo da viagem. Na saída, se você tem algum compromisso e não quer perdê-lo, saia 10min antes do fim do jogo, no mínimo, pois sempre haverá fila.
Ufa! Acho que os lembretes mais importantes foram dados. Se considerar tais avisos não tem erro, você fará a maior festa e a curtirá da melhor maneira. Kamilla Moreira, manezinha, 22 anos, Webdesigner, @kamoreira_

Um Avaí soberano

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O placar de 4x1 sobre o Goiás poderia resumir o que foi o jogo de ontem na Ressacada, mas estaríamos cometendo o sacrilégio de esquecer a excelente a postura tática da equipe azurra. Vi uma velociadade alucinante não apenas nos famosos contra ataques armados pelo futuro mito Antônio Lopes, mas também no toque de bola em todos os setores. A seriedade é outra, o trabalho coletivo está prevalecendo e os resultados aparecendo.

O público
Quase oito mil espectadores é uma audiência a ser comemorada. Não bastassem as ações da diretoria avaiana que afastaram o torcedor de seu outrora vício esportivo, havia um frio de rachar com uma cobertura de chantily medonha chamada vento sul. No meu entender não houve nenhuma promoção pois os preços de ontem são os normais praticados Brasil à fora. Nos outros estados, quando se fala em promoção de ingressos, os valores oscilam entre R$5 e R$15. Portanto, conta outra que essa não colou. Vamos aguardar o número efetivo de ingressos vendidos para confirmar o que a gente já sabia: com preços normais o avaiano vai e pronto.

Rivaldo Fail
Ao contrário do anunciado de sábado, Riva não se apresentou ao Palmeiras. Não só não foi para Sampa como jogou muito contra o Goiás. Confesso ter estranhado esse furo às avessas do repórter Alisson Francisco, da rádio Guarujá. Alisson é um dos poucos repórteres da Grande Florianópolis em quem podemos depositar plena confiança, então tal barrigada deveria ter uma boa explicação. E tem. Está havendo uma briguinha abobalhada no meio informativo da capital e às custas do respeito ao público consumidor de notícias, algumas crianças malvadinhas estão tentando se garantir não apenas para o hoje como também para o dia de amanhã. Deixo com vocês o texto de André Tarnowsky sobre esse assunto porque, sinceramente, eu não tenho paciência:


A novela Rivaldo
Não vou criar polêmicas com quem suga os cofres do clube. A questão de Rivaldo, merece ser analisada sob os mais diversos patamares. Quando recebi a mensagem do competente Alisson Francisco, da Rádio Guarujá, não me furtei em divulgá-la, citando a fonte. Não preciso ser o pai da criança.
Ao que parece, tem gente fora do Avaí, sabendo muito bem usar “as fontes”. Diria até, usando perfeitamente assessores que já não deixam a informação chegar diretamente aos mais privilegiados, que não somos eu e Alisson, abastecendo aqueles de quem toda a galera avaiana quer o pêlo. Confio plenamente no competente Alisson Francisco, a quem considero. Sobre Rivaldo, hora menos hora, veremos o que acontece...

(...) Luiz (Alberto) desmentiu tudo sobre Rivaldo. Estão esperando o Palmeiras chegar ao preço do Avaí. Caso contrário, não sai, o que também contraria o desejo do jogador, em dar “mais conforto para sua família”. Além disso, o LA foi taxativo: “Não tem nada com Jumar! Vou trazer Válber, e se Rivaldo sair, mais dois jogadores a pedido do técnico”. Então tá! Vou aguardar.

Papo de domingo

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Pois então, meu estimado leitor, A imprensa cantou a bola e infelizmente estavam certo: Rivaldo foi mesmo para o Palmeiras. Não teve santo que o segurasse na Ressacada pelo menos para o jogo de daqui a pouco contra o Goiás. Riva viajou para Sampa e à estas alturas já está recebendo as bênçãos de Luiz Felipe Escolari. Obviamente que a notícia não está no site do Avaí, peguei no blog do sempre atento André Tarnowsky. Ainda não temos conhecimento das bases financeiras, mas se o Avaí mantê-las em sigilo desconfiarei que o jogador pode (eu disse pode) ter sido negociado por um valor abaixo daquele desejado: R$1,5 milhão. Até lá o título de "mãe" permanecerá em banho-maria.

O jogo e o convite
Apenas quatro pontos separam o Avaí, 5° colocado na tabela com 16 pontos, do Goiás, 16° com 12. A oportunidade de manter a boa fase na competição é o maior incentivo à ida do torcedor avaiano à Ressacada. Renan, agora convocado de Mano Menezes não é exatamente um trunfo para que vejamos nosso estádio cheio pela primeira vez em 2010. O galego continua com 1,93m, duas pernas, dois braços, duas pernas, só que com mais moral. Aplaudí-lo será um prazer para todos nós, mas lembre-se: você vai por causa do Avaí, ok? E se puder convide um amigo ou conhecido para viver de perto um espetáculo de futebol.

Promoção à lá Carianos
Como já comentei aqui no meio da semana não acredito que tenhamos 10 mil torcedores na Ressacada para o jogo de hoje. A "promoção" de 50% no valor dos ingressos não poderá fazer grande milagre nas nossas bilheterias, até porque ela levou o ticket para o valor que já é normal à maioria dos clubes brasileiros. Minha expectativa era de pelo menos 9 mil avaianos presentes hoje, sendo oito mil
locadores de cadeiras e mais um mil que pagariam ingressos. Não é nada, não é nada, seriam 3 mil a mais que no jogo contra o Palmeiras. Com o dia nublado e frio fico menos otimista, embora saiba que o torcedor avaiano seja um herói ninja.

Vale ressaltar que que o público de hoje, seja ele qual for, não significará nenhuma mensagem subliminar para a diretoria azurra. Com 15 mil pagantes não provaremos que a política de preços do Carianos está equivocada como também um público de 5 mil "arquibaldos" não tornará o torcedor culpado de alguma coisa. O mais importante é que aqueles que lá estiverem se entreguem a apoiar o time incondicionalmente. É dia de olharmos com tesão para um único número, o três. Três pontos.