Avaí cabra da peste

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E não é que a diretoria azurra está empombando com a transferência de Rivaldo para o Palmeiras? Como legítimo avaiano-manezinho-bairrista tenho um enorme prazer em ler que finalmente o meu clube não está “abrindo as pernas” para um grande do futebol brasileiro. Os palmeirenses chegaram a anunciar no site oficial que Riva era seu mais novo contratado. Zunino veio à público e afirmou que nada estava certo, o que para nós avaianos é sinal de que tudo já estava certo. Só que dessa vez prevaleceu o decreto presidencial do Carianos e a coisa emperrou mesmo. Que maravilha.

Ainda não
Segundo o relato do colunista Roberto Alves o próprio Felipão ligou para o parceiro Luiz Alberto, da LA Sports “quase implorando a liberação do atleta”.
Exagero ou não o fato é que Rivaldo está escalado para enfrentar o Goiás amanhã na Ressacada. Não acredito que o clube paulista desista do negócio, mas pelo menos terá que desembolsar o dobro do que havia proposto.

Erros, somente novos
O Palmeiras imaginou que o Avaí de hoje fosse o mesmo do final do ano passado, que entregou praticamente todo o time em troca de promessas de recompensas futuras. O golpe foi duro, o Leão da Ilha perdeu de ganhar (sic) um caminhão de dinheiro e teve que ratear os equívocos comerciais com seu torcedor. O torcedor que não é tolo nem nada deitou o cabelo da Ressacada e hoje nossa média de público mal chega a 7.500 almas por jogo. Parece (eu disse parece) que a diretoria azurra aprendeu a lição e começa a pensar como gente grande. Já não era sem tempo.

Futebol e negócios na ordem do dia

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A negociação de Rivaldo com o Palmeiras está por um fio. O clube paulista já o confirmou em seu elenco. O presidente Zunino afirmou que se Antônio Lopes não quiser abrir mão do rapaz, Rivaldo fica e pronto. Luiz Alberto não diz que sim nem que não, mas percebo em sua fala que se o dindim pintar, adeus Rivaldo. Já o torcedor gostaria mesmo é que nao saísse ninguém e ainda chegassem Neymar, Messi e a Larrisa Riquelme. Tudo pode acontecer, menos uma socialização da alegria.
Patrocínios fechados
Nessa semana o Avaí confirmou dois patrocínios, um muito bom, o outro eu não saberia analizar. Um dos novos parceiros comerciais é a Eletrosul, estatal de energia elétrica que é referência no Brasil e onde tive o prazer de trabalhar por 15 anos. O tempo passou, me apaixonei pela propaganda, depois pelo marketing e então resolvi perdir liberação de meu passe. Não retorno ao prédio do Pantanal há uns oito anos, tá na hora de conferir o tamanho da barriga dos bons colegas que lá deixei.
O patrocínio com a Eletrosul renderá R$200mil mensais aos cofres azurras, então é realmente muito bom, uma verdadeira bênção. Já o outro contrato, fechado com a Ambev, sobre ele não posso ter opinião formada. Como os valores não foram divulgados posso ter (no máximo) uma expectativa positiva. Como repito aqui no blog, marketing sem números é gestão de brindes, então nada de chutar opinião só porque parece legalzinho. Vai que foi uma "naba" e a gente não sabe...

Vamos pedir consultoria ao Caxias

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Ontem à noite fiz um comentário em meu Twitter: "Se o Avaí perde, cai na tabela. Se ganha sofre desmonte. O que fazer?". Creio que é com esse gosto amargo na boca que acordamos em meio às negociações envolvendo Rivaldo e Caio. Rivaldo já era, Felipão viu, gostou e pediu. O Palmeiras desembolsou um valor típico de série B e levou. Caio continua sendo assediado pelos petrodólares, se vai ou se fica saberemos em breve.
Não quero entrar no mérito da necessidade ou não da venda de jogadores chaves em pleno Brasileirão. Eu, você e ninguém nessa cidade sabe o que se passa exatamente na área financeira do Avaí e muito menos na órbita dos negócios dos atletas vinculados ao clube. É uma caixa preta da qual os locatários de cadeiras (vulgo sócios) não têm acesso. Pode ser urgência de pagar as dívidas com nossos patronos Nilson Zunino e Luiz Alberto, por exemplo. Seja como for é uma temeridade.
O Caxias sabe como fazer
Leio no jornal Pioneiro da cidade gaúcha de Caxias do Sul que o Avaí tentou a contratação do jogador Marcelo Costa, tido por eles como o maestro do Caxias. Economicamente o Caxias está para o Avaí assim como o Avaí está para o Palmeiras (chute meu). Entretanto o presidente desse clube da série C respondeu com um sonoro não às investidas do Leão da Ilha.
O convite ao meia foi do próprio técnico Antônio Lopes que ligou para Marcelo Costa e o convidou para disputar a Série A do Brasileirão. A multa rescisória seria de R$ 1 milhão. O presidente grená Osvaldo Voges foi firme na decisão: "Ele não sai. Não posso perder um jogador importante neste momento. Agora, se alguém depositar o valor da multa, não posso fazer nada".
Enquanto isso os atletas do Avaí são emprestados sem custos, vendidos à preço de banana, emprestados e vendidos para clubes caloteiros, multas contratuais são abolidas, enfim, uma "mãe". Continuamos perdendo oportunidades de ganhar dinheiro e os prejuízos sendo socializados junto ao torcedor. Sejamos práticos e humildes: quem sabe contratar uma consultoria by Série C?

O mercado pune

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Pois bem, a diretoria avaiana resolveu pegar carona no frisson da convocação do goleiro Renan e lançou uma promoção relâmpago de 50% para os ingressos de Avaí x Goiás. Num primeiro momento fiquei exultante, afinal seria a grande chance de provarmos para a cartolagem azurra que sua estratégia de preços à lá Europa é suicídio puro e simples. Mas fiz a bobagem de analisar esse saldão de ingressos sob a ótica do Marketing, aquela ciência que olha primeiro para as pessoas antes de se ocupar dos produtos propriamente ditos.
Uma Ressacada cheia poderia (e deveria) ser um tapa de luva naqueles que tão habilmente "conseguiram" romper um vínculo de relacionamento sadio entre clube e torcedor construído ao longo dos últimos 86 anos. Superar nossa média de 7.500 almas nesse Brasileirão tornariam os responsáveis por essa política de preços indesculpáveis caso a mantivessem inflexível.

A meta é o caixa momentâneo
Essa promoção não tem como foco um tipo de carinho ou reconhecimento pelo outrora respeitado camisa 12. Na verdade é uma tentativa de tapar os enormes espaços vazios da Ressacada. Isso é muito estranho uma vez que com 12 mil locatários de cadeiras não seria necessária qualquer forcinha extra ao torcedor para acompanhar o seu time do coração. Já está pago, não está? Então, digamos, esse número grandão ali é também um grande conto da Carochinha.
Além disso é fim de mês, caixa zerada, então é também uma oportunidade de fazer um faz-me-rir líquido pelas bandas do Carianos. Em tempos bicudos como esses, R$30 aqui e R$15 ali não seriam nada mal. Então mete desconto relâmpago aí e põe a culpa no Renan.

Indo direto ao ponto
Não acredito sequer num público de 10mil pessoas. Pelas dificuldades já conhecidas, pela inexpressividade do adversário e principalmente pela perda do hábito de se frequentar a Ressacada, devemos ter uma audiência de razoável para boa nesse jogo de domingo. As razões para esse meu pitaco de futurologia tem a ver com os hábitos de consumo do cidadão médio. É preciso entender que uma empresa não pode, sob qualquer pretexto, determinar o que, como, quando e onde uma pessoa deve adquirir um produto ou serviço. A diretoria azurra fez isso o ano inteiro e o “mercado” infelizmente assimilou.


Sem perdão
Ficamos discutindo se o Avaí está agindo bem ou mal porque é um clube de futebol, um tipo de estatal, um CNPJ que pode se dar ao luxo de contar com fatores emocionais de seus torcedores e do próprio Governo Federal. Fosse uma empresa comum já teria falido. Não foram feitas pesquisas básicas, planejamentos consistentes, estratégias de relacionamento com o torcedor, não se atentou ao timing para perceber a sazonalidade típica do futebol (resultados inclusos), então dá-lhe queima de estoque. As pessoas não gostam de ser tratadas como tubos de ensaio na tenebrosa tática do Se Colar Colou. Eu não aceito, você não aceita e a maioria dos avaianos também não. Não apenas a bola, mas no mundo do futebol o mercado também pune. E o mercado somos eu e você.

A base dos bons negócios

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Acordamos hoje ainda sob o efeito Renan. A convocação do jovem talento avaiano fez ruir pré-conceitos em relação ao futebol catarinense. De alguma maneira o Brasil e nós mesmos não acreditávamos que essa possibilidade estaria ao nosso alcance. Política, poder, dinheiro, enfim, uma série de fatores impediam e ao mesmo tempo justificavam o nosso complexo de viralatas.

Não é de hoje que o leitor do blog acompanha meu desconforto em relação aos negócios que envolvem clubes e empresários-parceiros. Há mercado para isso e acredito que seja uma modalidade comercial salutar, mas não em excesso. E excessos é o que temos presenciado em praticamente todo o território nacional, numa dependência que me soa muito estranho.

O Brasil é um celeiro de craques, em cada esquina podemos encontrar pelo menos uma promessa com pés descalços, nariz fungando e chutando bolas de prasco. Entretanto pouco ou nada se investe nesse pote de ouro que não cansa de brotar aqui e ali. Entretanto, com o tempo descobri que no futebol brasileiro temos sempre duas empresas sob o mesmo escudo: o departamento de futebol profissional e o resto.

Renan não era sequer cogitado para a convocação de Mano Menezes. Se houvesse essa zebra por certo teria o nome de Roberto. Com a Olimpíada de Londres às portas (2012) o comandante da seleção olhou para os lados e viu apenas um garoto como titular na série A capaz de ser trabalhado para o escrete olímpico, então traz o cara para a Granja Comari, pensou ele.

Passado o primeiro impacto, então já podemos nos acostumar com a nova realidade do Avaí: há 10 anos, o time de Guga. Há dois, um estado americano com capital e Honolulu. Há um, o acidente da série A que cairia em seguida. Hoje, o time com um jogador na seleção brasileira. Renan é 20% de Luiz Alberto e 80% do Avaí FC, mas sua convocação prova que no futebol em se plantando dá... em quase 100% da vezes.

Renan, o melhor goleiro de SC

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Renan, o "pirralho" goleiro do Avaí acaba de ser convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira, a principal. É o primeiro jogador de um time de Florianópolis a merecer essa honraria.
É muito bom testemunhar o sucesso de um garoto tão competente. Espero que as pessoas experientes e próximas a ele saibam orientá-lo adequadamente para que esse conto de fadas verdadeiro possa ir bem mais à frente.

Não vá para o trabalho sem ele

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Talvez você ainda não saiba, mas o sempre coerente André Tarnowsky iniciou carreira solo na blogosfera avaiana. Excelente escritor, muito bem informado, conhecedor do futebol e das coisas relacionadas ao Avaí FC, André traz em sua bagagem um bem precioso para quem busca a credibilidade dos leitores: a independência. Uma pitada de tudo isso é o seu texto de hoje intitulado Atitude já que reproduzo na sequência. Minha sugestão é que você o inclua em seus Favoritos e o torne referência de leitura já na primeira hora da manhã com seu tradicional Bom dia azurras.

"Tenho acompanhado todos os jogos do Avaí, alguns até fora da Ressacada. O que vi no sábado á noite é lamentável. Nosso palco está a cada dia mais bonito, mas seu brilho está no azul das cadeiras vazias. Desde o início do ano, se sabia, pois discutimos com a direção e os magos do marketing avaiano, de que a campanha Sócio Coração foi um equívoco cavalar. Mas, na ânsia de “socializar a conta”, empurraram as burradas para debaixo do tapete avaiano e começaram as justificativas tolas para amenizar tudo: verão, calor, horário, carnaval, férias...

No melhor estilo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, Zunino e sua troupe fizeram ouvido de mercador. Jogo a jogo no Campeonato Catarinense, o público mostrou seu descontentamento. Mesmo assim, insistiam em afirmar que temos 13 mil sócios. Se fosse verdade, o Avaí seria um caso a ser estudado: único clube de futebol, que só oferece futebol, em que os sócios pagam, mas não comparecem ao estádio, única contrapartida por parte do clube.

É hora de atitude! Chega de discurso boca mole e parcerias espúrias, como a realizada na Copa Fora de Hora, quando outra vez ficaram de costas para o maior patrimônio do clube: sua torcida. Está na hora de darmos um basta no amadorismo e na vaidade de alguns dirigentes. Se dizem que o elenco do time profissional está inchado, imaginem o corpo administrativo do clube, que vem contratando medalhões sem que tragam um retorno efetivo para o clube.

Diga-se de passagem, como já escrevi em outra oportunidade, se o Avaí fosse uma empresa séria, como é a Santa Luzia, do próprio João Nilson Zunino, muitas cabeças já tinham rolado. É de se esperar que um dirigente de clube tenha uma postura que vise defender seu clube. No Avaí, existe um “balaio de siri”, que quando se puxa um, os outros aparecem grudados. Não precisamos disso.

Precisamos de pessoas que apresentem soluções, como as que sugerimos no início do ano e que os “amigos do Rei” não se viram convencidos e, pela boçalidade inerente, não acataram qualquer sugestão. É preciso se mexer, e muito rapidamente. Sempre me coloquei à disposição para as inúmeras reuniões com os “homens do Avaí”, assim como todos os blogueiros. Mas, tal qual no início do ano, também da reunião de 4 de junho, as sugestões dos blogueiros não foram acatadas.

Não quero ser pessimista, mas o que está acontecendo no Avaí é o mesmo filme já passado no lado de lá das pontes. Que o diga Alexandre Carlos Aguiar, que ontem escreveu o imperdível texto A fórmula do fracasso em seu blog Força Azurra. É bom calçarem as sandálias da humildade muito rapidamente, admitindo os erros e mudando posturas e atitudes. Estamos completando o sétimo mês do ano, e no final, pouco adiantará sugerir que se socialize prejuízos.
São quatro meses úteis, que faltam para encerrar o ano avaiano, já que em dezembro não teremos futebol na Ressacada. Será que vamos deixar a Ressacada entregue às moscas e aos incompetentes?"

São coisas do futebol

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Foi uma pena. O Avaí perdeu uma excelente oportunidade de dormir essa noite no topo da cadeia alimentar do Brasileirão, o G-4. O empate em 0x0 com o Galo Mineiro foi uma tristeza, principalmente porque nosso adversário jogou com até dois jogadores a menos durante uma boa parte do segundo tempo. Daniel Carvalho foi expulso aos 10min e Neto Berola aos 34min.

O que o Avaí fez com isso? Nada, pelo contrário, jogou até menos que no primeiro tempo, quando eram 11 contra 11 e Eltinho perdeu um gol que a minha mãe, a sua e a do Tadeu Schmit fariam facinho, facinho. Na etapa final Caio fez fila na área atleticana mas desperdiçou aquele que seria um golaço, de placa, uma pintura.


Do outro lado
O mundo não há de acabar por conta desse deslize azurra, acidentes acontecem. Ademais não estávamos enfrentando um timinho qualquer, era um Atlético Mineiro muito bem dirigido por Wanderlei Luxemburgo. Apesar de não jogar um futebol suficientemente eficaz para furar a retranca alvinegra, não podemos reclamar de falta de garra da equipe, de ousadia de Lopes e coisas semelhantes. São coisas do futebol. Eu diria que do outro lado haviam nove guerreiros, porque quer você queira ou não, os outros times também tem guerreiros, uai.

Além desse empate mequetrefe, podemos lamentar mais um jogo de estádio lotado (sic) de cadeiras azuis desertas, uma Ressacada semi-vazia ou, como diriam os "otimistas", semi-cheia. Foto Terra

Me ajude a explicar

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Nesta semana me enfiei num workshop corporativo onde os organizadores acreditam piamente que os participantes sejam super-homens. Desde segunda tenho dormido em média 3hs por noite, são tarefas tipo missão impossível, Planos de Negócios express, dinâmicas exaustivas, enfim, um inferno. Quero só ver, pelo preço e pelas promessas dos caras devo estar milionário em dois meses.

Eles torcem pelo Avaí
Como em todo curso em Florianópolis, nesse os manezinhos da ilha também são minoria. Dos 30 participantes apenas quatro se criaram à base de pirão de nylon com cardosa frita. O restante do grupo é formado basicamente por gaúchos e paulistas. Em certo momento o assunto dos negócios do futebol vieram à tona como exemplo. Papo vem, papo vai, aproveitei para perguntar para qual time torciam em Floripa, uma vez que já eram residentes. Todos (eu disse todos) afirmaram ter uma grande simpatia pelo Avaí e muitos afirmaram ser esse o seu time na capital.

Sem chance de fidelização
Fui mais adiante e indaguei sobre a frequência desses haoles na Ressacada e sua rotina de compras de produtos licenciados do Leão. Unanimemente responderam que até sentiam essa vontade, mas com os preços praticados pelo clube não ousaram se aproximar do Carianos. Compra de produtos, então, nem pensar. "A camisa é horrível", disseram alguns.
Não há um só dia deste 2010 em que eu não lamente pelos prejuízos que o meu clube acumula por ainda priorizar ações caça-níqueis desesperadas que não apresentam qualquer traço de planejamento estratégico.

Os profissionais presentes nesse workshop questionaram sobre como é possível que um clube dessa envergadura continue agindo como se fosse uma vendinha de esquina e eu, claro, não soube responder. Você sabe?

O Avaí avança

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GuilhermeHoje tô contentão novamente. O bom empate do Avaí e a sua postura diante do sempre grande Flamengo dentro do Maraca devem ser enaltecidos. O Delegado foi a campo com a base que vem usando nesses jogos, dois zagueiros, Emerson e Gabriel, três volantes, Rivaldo, Marcinho e Diogo Orlando, Patric e Eltinho nas laterais, Caio e Robinho no meio, Roberto na frente e o garoto prodígio Renan guardando nossas redes. O Avaí atua na marcação com duas linhas de quatro, sistema inglês de marcação, que a adotou equivocadamente na Copa. Graças à boa marcação o Leão vem tendo maior sucesso nessa formação.

Primeiro tempo
Atordoado, foi assim que o Avaí entrou em campo na noite de ontem. Bola mordendo, jogadores ansiosos, o que nos valeu uma pressão rubro negra acompanhada de uma bela jogada de triangulação e gol adversário. Espaços na marcação e time enterrado atrás não podem dar certo.
Ato contínuo Antônio Lopes recuou Rivaldo e jogou Eltinho mais para frente, colocando um terceiro homem no meio. Gostei, nosso meio estava muito bem marcado, Caio e Robinho foram anulados pelos volantes que geralmente tinham marcação individual neles e se demorasse com a bola no pé logo chegaria o segundo marcador. Com o apoio e a opção do Eltinho mais pelo meio igualamos o jogo. O time ainda sofria com as subidas de Juan e Pet pela ala direita e a saída de bola com Diogo Orlando estava lenta. Não fazíamos uma partida brilhante, mas terminamos o primeiro tempo pressionando.

Segundo tempo
Macho que é o Delegado mandou o Avaí pra cima da urubuzada. Colocou Marcos no lugar de Diogo Orlando e Davi no lugar do Robinho. Ora, essa substituição proporcionou uma melhor saída de bola com Marcos e evolução do passe através de Davi. O Avaí complicou a ala de Juan com as investidas de Patric e Marcos, criamos boas oportunidades de gol, que se não eram claras pelo menos pressionavam a equipe flamenguista. Eltinho pela esquerda e Rivaldo aparecendo mais, ainda contribuíram muito para esse encurralamento da equipe carioca no seu campo de defesa.
Quando os onze azurras já apresentavam sinais de cansaço, Gabriel acertou um petardo do meio da rua e igualou o marcador. Lopes, que não é tolo nem nada, lançou Vandinho no lugar do Caio para ver se conseguia matar o jogo em algum contra-ataque uma vez que o Fla mal conseguia atacar. Não deu mas ainda assim conquistamos um pontinho precioso.

Terceiro tempo
Resultado muito bom. O que me preocupa é a fadiga no time. Rudnei fez falta, mas se ficar nessa de três jogos dentro e um fora vai perder a posição pro Marcos já, já. O Avaí não conseguiu jogar pelo meio, Caio chutou todas bolas meio torto ou mascadas. Davi, que entrou e conseguiu alguns bons passes, não teve moleza também, basta ver os amarelos dos volantes e zagueiros do Flamengo.
Próxima rodada temos pela frente o Atlético/MG que está na zona do mal. Com um baita elenco daquele e um treinador muito competente no banco não engulo que serão um adversário fácil. Sds Azzurras, Guilherme Quadros

Na Ressacada eu quero ser visita

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Não suporto a a expressão "fique à vontade, a casa é sua". Ela em si é simpática, relaxante, um convite que se faz, à princípio, para os mais íntimos. O problema é que nós a ouvimos normalmente quando alguém está sem tempo para te dar a devida atenção. Na verdade é uma artimanha carinhosa (sic) para dirfarçar a indisponibilidade do anfitrião em te tratar como uma pessoa especial naquele momento. Não se iluda, o "sinta-se em casa" quer dizer na verdade "agora não posso".

É dessa maneira que vejo as ações do Avaí FC para com seu cliente, vulgarmente chamado de torcedor. Após décadas de paralisia organizacional os
incêndios acabam se tornando a prioridade do dia, ou seja, a necessidade desesperada de se fazer dinheiro. Essa premência financeira não serve como desculpa para o que temos visto em 2010, principalmente porque era óbvia a discrepância entre as metas traçadas (20mil sócios) e a realidade sócio-econômica da Grande Floripa. Resumindo, não se olhou para as pessoas, mas para o que poderia estar em seus bolsos. Foi um erro básico de percepção de mercado, coisa de qualquer aluno de 4ª fase de Administração mataria no peito.

Uma casa vazia
No jogão de domingo tivemos apenas 8.300 almas na Ressacada, sendo que destas cerca de 6.500 eram avaianas. Pela vitória diante do São Paulo, o primeiro contato com Antônio Lopes, a estréia do mega-treinador Felipão, um adversário como o Palmeiras e o fato de ser o Avaí em campo
(porra), concluímos novamente que a política de relacionamento do Leão está numa fase agonizante. Note que não citei preços, mas relacionamento. Os preços de Europa que não caberiam sequer para os grandes clubes do futebol brasileiro são apenas um tópico do universo de equívocos cometidos pela diretoria azurra em 2010. Não há mais nada a se provar, é fato.

Fidelidade que não funciona
Se clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem sucedido, clientes fiéis são essenciais para sua sustentação. O problema é que o Avaí FC, como a esmagadora maioria das empresas brasileiras, não têm a menor noção do que seja fidelização. As empresas mais esforçadas acreditam que o conjugado qualidade, preço, descontos e benefícios extras para usuários freqüentes é capaz de propiciar a fidelidade do cliente a longo prazo. O grande erro desse pensamento é que as ações se voltam para as massas sem muita diferenciação do aspecto individual e aí, meu amigo, não estranhe se a vaca for pro brejo apesar de todo seu tesão.


O Avaí não têm sócios
Vamos deixar uma coisa bem clara, aquela carteirinha pela qual pagamos R$15 é um acordo de disponibilização de uma cadeira para todas as vezes que quisermos assistir uma partida do clube na Ressacada. Ponto. É um aluguel mensal em troca da garantia que pelo menos uma delas estará aguardando ser ocupada por nossa bunda assim que o desejarmos. Eu e você não somos sócios do Avaí, somos locatários de cadeiras do Estádio Aderbal Ramos da Silva, sem direito a voto, tratamento VIP ou resposta de reclamações.

O torcedor que não interessa

Visualizo três objetivos nessa campanha de
camisas a R$60: gerar percepção de vantagem para os mensalistas, desovar um produto que boiou e atrair novos fiéis por meio de descontos têxteis. Ficando apenas no terceiro objetivo, é evidente que a possibilidade de se comprar uma camisa com desconto não encontrará guarida nos corações até agora impassíveis. Se não veio até agora, não será tendo que juntar uma bolada de aluguéis antecipados com mais R$60 que o farão.
Pior que isso é que aqueles que forem atraídos terão um perfil que costumo chamar de "cliente Casas Bahia", aqueles que fazem opções baseadas em vantagens imediatistas. Assim, o torcedor que resolver alugar uma cadeira por conta de uma camisa barata e porque o clube venceu as duas últimas partidas, acabará trilhando o caminho inverso no momento em que estas condições básicas (para ele) se dissiparem. Perdeu, ele cai fora. Será que esse perfil é realmente desejável?

A grande diferença
O clube acena com uma satisfação pontual, uma camisa baratinha, uma única transação para atrair novos locatários de cadeiras, mas a fidelidade só se conquista a longo prazo. Nada garante que um cliente satisfeito recusará as ofertas da concorrência, como PPV, cinema, teatro, praia, piquenique etc. Na contramão da liberdade que a fidelização deveria proporcionar ao torcedor avaiano, o clube garante que se em algum momento você decidir "dar um tempo" no futebol, isso não ficará barato: um ano de geladeira sem direito de alugar uma nova cadeira. Se quiser vá até a bilheteria e marche com R$60 cash. Sinceramente, eu nunca havia visto isso antes.

Nossa humilde revolução

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Que jogo foi aquele? Avaí e Palmeiras protagonizaram um futebol de gente grande e sem medo. Antes do jogo minha expectativa era modesta: um empate com bom futebol, só isso e já me daria por satisfeito. Um Avaí recém nascido pelas mãos de Antônio Lopes não haveria de ter moleza contra uma das maiores forças do futebol brasileiro, com toda certeza. O que ninguém esperava era aquele espetáculo, 90min que entram para a nossa tenra história na série A.

Números que mentem
A vitória sobre o São Paulo no meio da semana nos deu um frescor de ânimo após 40 dias da mais absoluta incerteza sobre a sorte avaiana no Brasileirão. Os reforços não vieram e de quebra perdemos o técnico que era o "campeão" das estatísticas azurras. Chamusca se segurava graças aos números, um engodo aceito e mantido no planeta bola.

O modelo tático do (não tão) bom baiano nos fez testemunhar horrores como aquela retranca histórica contra o Juventus de Jaraguá em plena Ressacada. Eu me lembro daquilo, como também me lembro que todas as vitórias transmitiam a falsa ideia de que era assim mesmo, estava tudo certo, o importante eram o três pontos. Grande parte dos torcedores avaianos das redes sociais cansou de levar porrada por reclamar de um time vencedor às custas de um futebol covarde e sem qualquer sinal de garra. O bicampeonato decretou que o planejamento estava todo redondinho. Redondinho uma ova, se um camburão não estacionasse no Carianos há duas semanas estaríamos até agora à míngua.

O efeito camburão
O delegado chegou e pôs ordem na casa. Não fez nenhum milagre, apenas deu um norte para os seus comandados. É assim que funciona com criança, deu muita regalia, pronto, eles assumem o controle e mandam ver nas estrepulias. Além da rédea curta a nossa revolução express passou também pelo descobrimento de uma nova forma de jogar. O 4-4-2 de Lopes está ressuscitando jogadores que eu sinceramente dava por perdidos. Gabriel, Rudnei e o franzino Caio já conseguiram completar a sequência de duas boas partidas seguidas, um
recorde. Mais três e me convenço de suas respectivas titularidades. Rivaldo começa a despontar como o homem de meio de campo para pensar as jogadas e Roberto, bom, Roberto deve ser o foco principal de nossas preces para que os "estrangêro" não o carreguem. Eita drama desgraçado que não acaba nunca. Forto ClicEsportes

Welcome, Big Phill

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GuilhermeDomingo de futebol e espetáculo na Ressacada, a tarde/noite chuvosa trazia à casamata o técnico mais consagrado do Brasil atualmente, mas isso não resolve de nada. Nossa formação foi quase idêntica a partida contra o São Paulo, mudança apenas na lateral, entrando Pará na vaga do Eltinho que bateu uma rebordosa antes do jogo.

Primeiro tempo
Jogo quente desde os primeiros minutos do jogo, pegado mesmo, isso é característica dos treinadores de Avaí e Palmeiras. Vantagem para o Leão pois ganhávamos a meia cancha com marcação forte e laterais bem protegidas. Num mole tomamos um gol de bola parada, mas foi apenas para compor o enredo dramático da partida e consagrar o motorzinho que em seguida empatou num golaço.
Nossa marcação esteve sempre presente, mordendo. Tomamos alguns sustos, mas roubamos muitas bolas no meio campo. Foi numa dessas que Rudnei passou para Caio, de Caio para Roberto, de Roberto para Robinho que, livre, deu uma linda canelada na bola e dali para as redes. Não nos livramos nos sustos. O Avaí se lançava ao ataque e deixava alguns espaços e trabalho dobrado para o setor defensivo. Já no finalzinho Pará enfiou o pé na jaca e foi expulso piorando as coisas.

Segundo tempo
Rivaldo foi deslocado para cobrir a lateral e continuamos com Robinho, Caio e Roberto na frente. Sobrou espaço na frente da zaga pois quando Rivaldo se deslocava tomava bola nas costas e por ali foram chegando com chuveirinhos ineficientes. A segunda cagada no jogo foi de Emerson, que puxou o braço do gladiador encrenqueiro dentro da área. O Palmeiras empatou e Marcos entrou no lugar do Robinho. Marcos não foi de imediato para a lateral, o time atuava com duas linha de 4, então coube a ele, na segunda, cobrir o buraco no meio e sair para o jogo. Rivaldo ficou na marcação.
Com essa configuração o Palmeiras não chegou mais e mesmo com um a menos o Avaí encurralou os paulistas e superou a desvantagem numérica na raça e na organização tática. Fomos chegando, chegando, até a bola cair nos pés de Roberto que depois de amarelar toda zaga do Palmeiras, conseguiu um penal que Caio converteu em “dois tempos”.
A entrada de Diogo Orlando deu vigor à marcação e um passe com maior qualidade. Logo após o gol Caio deu lugar a Emerson Nunes e em mais um contra-ataque Roberto anotou o gol derradeiro. Na arrancada ele olha e vê o goleiro saindo, corta e manda para o gol.

Terceiro tempo
Placar feito, hora de elogiar. Tenho que tirar o chapéu para nosso motorzinho e para Roberto, mas ressalto a evolução de Caio que não vinha rendendo nada. Esteve impecável, lindas enfiadas de bola, correu todo tempo, marcando e dando assistência ao destaque da partida, Roberto. O futebol de Roberto cresceu muito, assim como o do Patric, que se entregou nos 90min. Se for elogiar cada jogador ficarei aqui o dia inteiro, se comportaram como verdadeiros homens em campo. Quanto ao estimado Felipão, que seja sempre bem vindo a bela Ressacada.
Vejo hoje uma equipe organizada, com esquema e mais com vontade de jogar, marcar e se doar como formadores de um grupo. Ando orgulhosão e cheio de graça de ver uma equipe que não me empolgava em nada dar um salto de qualidade tão grande. Entramos no campeonato e recuperamos os pontos que perdemos infantilmente nas primeiras rodadas do Brasileirão. Sds Azurras, Guilherme Quadros

A vitória da simplicidade

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avaí lopes felipão

Chega a ser engraçado

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Se você abrir os jornais de hoje notará algo interessante, quase bizarro em se tratando de Avaí: nenhuma surpresa. Logo após o jogo contra o São Paulo o técnico Antônio Lopes já avisara que se não houvesse nenhum problema médico o time não sofreria mudanças diante do Palmeiras.
Eu tinha certeza que era algum tipo de despiste, afinal o experiente Zé Carlos e o Capitão Rafael já estariam à disposição do treinador e barrá-los seria complicado. Sabe como é que é, né? Pois hoje temos a confirmação que não era blefe do delegado, o time titular não sofrerá alterações e nossos dois medalhões terão que fazer por onde para retornar aos Top 11.
Cada vez mais me convenço de que o futebol, o bom futebol, não é complicado, um bicho de sete cabeças e todos aqueles guéri-guéris que tentam justificar salários de seis dígitos. Inverteu-se a ordem dos protagonistas, de quem é patrão e quem é empregado, enfim, um universo anômalo de mimados esportivos. Antônio Lopes faz o arroz com feijão, dentro e fora de campo, por isso desconfio que esteja embolsando essa mesma quantidade de zeros aqui na Ressacada. Merece, esse merece.
E por falar em cifras milionárias, aí vem Felipão com seus R$750mil mensais fora merchandisings. Como ele conseguiu isso? Com simplicidade, meus caros, característica rara no futebol moderno.

Basta

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Protesto FCF

Coisas que uma vitória fabrica

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Essa vitória sobre o São Paulo foi realmente impactante. Mortos ressuscitaram, viventes faceiros murcharam, positivistas entraram em transe de euforia e negativistas tiveram que redirecionar suas longas trombetas. Tudo normal nesse esporte que é quase que totalmente movimentado pela emoção.

Nosso patrono Luiz Alberto, por exemplo, saiu da quarentena da Copa do Mundo para afirmar garbosamente que "o projeto do Avaí continua dando certo". O grifo é meu, mas a ênfase, tenham certeza, é dele. Essa declaração estava guardada no bolso só esperando uma vitória, não importando o quando. Nosso querido sócio-filho-empresário andou meio tenso, mas um São Paulo irreconhecível tratou de elevar o moral do estimado torcedor do Coxa. Gosto dele, sério.

Bom, mas vamos combinar que irreconhecível também esteve o Avaí. Não mais que de repente assistimos aquele time sonolento, preguiçoso, chinelinho mesmo, correndo atrás da bola como se fosse o último pedaço de carne da face da Terra. Seja bem vindo, delegado, e continue fazendo uso de seu relho. O manto azurra precisa ser respeitado, nem que isso tenha chegado com sete meses de atraso. Antes tarde que nunca.

Alguns torcedores mais afoitos já começam a vislumbrar Dubai no horizonte. O Avaí virou um celeiro de craques e o Palmeiras, coitado, tá no papo. Estão jogando muita responsabilidade nos ombros sexagenários de Antônio Lopes. Como disse no post anterior ao jogo de SP, minhas expectativas eram baixas. Oras, depois de 90min continuam baixas, o que considero salutar para que não criemos um ambiente de fantasias.

Por tudo isso li com satisfação as palavras de nosso experiente treinador logo após a conquista destes três preciosos pontos na capital da garoa: - Uma vitória dessa é muito valorizada pelo adversário que nós enfrentamos. Para mim o São Paulo é a melhor equipe do futebol brasileiro, mas ainda falta muita coisa, já conversei com os jogadores e não tem nada de subir na cabeça, temos que trabalhar.

Perfeito. Se tivéssemos tomado uma chinelada também não seria o fim do mundo. Sejamos menos consumistas, menos imediatistas. O Avaí pode melhorar, mas que não nos deixemos levar por resultados esporádicos. Pezinhos no chão, humildade e caldo de galinha, ok?

Com a cara do Delegado

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GuilhermeOntem adiantei o jogo do Morumbi, daí facilitei a minha vida para hoje. Como a escalação já era conhecida, nem precisa ser citada nesse post. Apesar de ter cantado a bola de como deveria ser a partidao, fiquei impressionado com a postura e vontade da equipe azurra. Era tanto tesão que volta e meia os comandados de Lopes chegavam atrasados e com força excessiva em jogadas relativamente simples, o que resultou em uma quantidade de cartões amarelos exagerada logo de cara. Jurava que não chegaríamos com 11 até o final.

Primeiro tempo
Passado o nervosismo inicial o time se soltou um pouco. Tivemos a chance de um gol claríssimo com Roberto, tristemente perdido. Nosso meio funcionou até chegar aos volantes, mas a ligação com o Caio continua sendo uma piada de mau gosto. Robinho contribuiu muito. Enfim, jogo morno, de meio campo, truncado, não chegou a ser feio, mas sem grandes emoções.

Segundo tempo
Voltamos com a mesma vontade mas yambém com fome de gol. O Avaí foi pra cima do “poderoso”. Patric aparecendo. A verdade é que quando ele saiu para o jogo conseguimos os gols. Caio não teve a capacidade de fazer essa ligação e ainda perdia grande parte das bolas, seja em passes bisonhos ou simplesmente dormindo em campo. No primeiro gol Patric se apresentou e chutou para o gol, quase um passe para Roberto, que desviou e guardou. Minutos depois Vandinho, que entrara na vaga do Robinho, ampliou em outra jogada de Patric lançando para Roberto que dessa vez levantou a cabeça e cruzou para Vandinho voltar a balançar as redes. Gostei dos dois na frente. Tomamos um golzinho em uma pressão sem nenhuma organização do tricolor paulista, nada que embotasse nossa atuação.

Terceiro tempo
Palmas pro delegadoPor enquanto só elogios para o novo comandante avaiano. Enxergou como ninguém quem estava amarelado e poderia dificultar. Sacou Rudnei, pendurado, mas que continuava fazendo falta, e Eltinho que jogou muito bem, deu uma consistência que não víamos a um tempo para nossa lateral esquerda, mas também estava pendurado e com a entrada do Cleber Santana ficou sobrecarregado pela esquerda. Noves fora, uma noite de gala para o Leão, afinal quando foi a última vez que um catarinense ganhou do “poderoso” no Morumbi? Sds azurras, Guilherme Quadros

Esperanças renovadas, como sempre

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GuilhermeVoltamos à nossa Copa do Mundo particular, a série A do Brasileirão. Nesse retorno temos um novo comandante, ainda bem, pois estava na expectativa para que aquele tormento acabasse. O Avaí jogava mal, não havia peças de reposição, não tínhamos time titular, enfim, o desespero era geral.

Igual mas diferente
O time pouco mudou, é verdade, mas a nova composição tática e o delegado impõem mais respeito, seja nosso ou do adversário. Vamos a campo com um 4-4-2 disfarçado, com uma linha de quatro lá atrás, dois zagueiros altos, Emerson e Gabriel, e laterais com mais qualidade, Eltinho e Patric.

Na frente da zaga teremos Marcinho Guerreiro de primeiro volante, Rivaldo caindo pela esquerda, de segundo volante e com Rudnei fechando a linha de três volantes. Ora se conhecemos nossos laterais sabemos da deficiência deles na marcação, principalmente de Patric. Isso justifica a formação com três volantes tanto na marcação quanto na cobertura dos nossos laterais. Na armação Caio que tende a render um pouco mais, afinal não voltará tanto. Robinho estará ao seu lado como meia-atacante e, pra finalizar, Roberto na frente. Resumindo, temos um time rápido nas laterais, com um meio e ataque veloz, zaga alta e um meio truncado.

O segredo do sucesso
Essa formação é no mínimo interessante, pois não temos hoje no Brasil grandes armadores na meia cancha. Normalmente caem por ali volantes com um pouco mais de habilidade, ou laterais quase aposentados. Povoando mais o meio campo acredito que nosso treinador pretenda truncar a armação de jogadas do adversário, que já não é grande coisa mesmo. Mas se conseguir seu intento nesse setor isso já será um fator positivo, pois teremos mais homens por ali, o que pode fazer a diferença.

A zaga alta contribui para anular a principal jogada do tricolor, a bola alçada para Fernandão. Esse deve ter o cuidado de ser marcado de perto, pois é quase um pivô para os ligeiros Dagoberto e Marlos. O ataque avaiano precisa funcionar, pois a qualidade e velocidade de Roberto são inquestionáveis. O contra-ataque pode e deve ser nossa arma letal para essa noite.

Confesso uma certa apreensão, coisa normal, mas a vontade de ver o Leão é maior que tudo. Já estava ficando doente. Até a noite. Sds Azurras, Guilherme Quadros

O simples é ótimo

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O clima de apreensão do torcedor avaiano é nítido. Após a quarentena da Copa do Mundo olhamos para o saldo dos reforços pela diretoria e vemos apenas o rechonchudo Alysson, cuja desconfiança é tão grande que se fez uso de um contrato de risco de apenas três meses. Ok, também tivemos a volta dos que não foram, Rafael e Eltinho, o que não deixa de ser um alento para nossas almas aflitas. Mas à essas alturas do campeonato qualquer devolução já uma contratação bombástica.
A saída do não amado Chamusca combinada com a chegada do experiente Antônio Lopes foi a grande notícia das últimas semanas. Estamos depositando fé até demais no delegado. Embora eu prefira esperar os frutos práticos, não há como não ficar agradado pelo seu sistema simplificado de trabalho. Implantou jornada dupla diária de treinamento, deu esporro à torto e à direito nos coletivos, chamou os chinelinhos à responsa e barrou quem não demonstrava ter condições físicas ideiais. Simples assim, quase óbvio, mas que só ele teve coragem de executar.
Em sua coluna matinal o blogueiro André Tarnowsky nos lembra um fato inusitado. O jogo Avaí x São Paulo acontece só às 19:30hs de hoje, mas já sabemos desde ontem que o sistema será o 4-4-2 e os 11 serão formados por Renan; Patric, Gabriel, Emerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Rivaldo e Caio; Robinho e Roberto. Pronto, nada de palhaçadinhas e segredos informativos.
Mesmo jogando em ritmo de treino para a Libertadores creio que o São Paulo é franco favorito e deva fazer os três pontos. O Avaí está começando tudo de novo, é complicado. Minhas expectativas são baixas para hoje, para sábado contra o Palmeiras e depois contra o Fla, mas acredito que essa bem vinda simplicidade de Antônio Lopes haverá de fazer morada no Carianos logo na sequência.

O fim das vuvuzelas

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E lá vamos nós

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Tentando se afastar da zona de rebaixamento, tudo o que o Avaí não precisava era pegar o poderoso São Paulo assim de cara na retomada do Brasileirão. Também dispensaria essa oportunidade de voltar da capital paulista e encarar o Palmeiras na Ressacada logo em seguida. Esse negócio de emoção pra valer até pode ter seu lado empolgante, mas para os dublês de Hollywood.

Entre mortos e feridos
Não deu. Mesmo com as férias proporcionadas pela Copa do Mundo não conseguimos esvaziar a enfermaria do Carianos. Vamos para Sampa sem o goleiro Zé Carlos, o zagueiro Léo San e os atacantes Leonardo e Marcelinho, todos vetados pelo DM. Sávio e Vandinho, fora de forma, terão de encarar um banquinho básico. Preocupante é saber que a armação do time continuará a cargo de Caio e Robinho, jogadores que dependem de espasmos ocasionais de criatividade.
Mas ainda assim temos boas razões para esboçarmos um leve sorriso de canto de boca, afinal os retornos de Rafael e Eltinho, somados à estabilidade de Emerson, Guerreiro e Roberto, e todo o potencial aparente de Rivaldo, nos dão boas perspectivas para o curto prazo.

A Federation tion
Hoje, finalmente, noto um esboço de reação da imprensa no caso de agressão praticado pelo filho do seo Delfim ao jornalista Rodrigo Santos. O jornal Notícias do Dia reservou toda a página 6 de seu caderno de esportes para tratar do assunto, embora de maneira setorizada, um tipo de desagravo da classe dos jornalistas. Já é um começo, pois o que todos nós esperamos são ações investigativas sobre os mandos e desmandos dessa instituição que têm envergonhado o torcedor catarinense.

O lado bom da propaganda negativa
Graças às severas críticas sofridas antes e durante a Copa do Mundo, a bola da Adidas, a Jabulani, tornou-se um sucesso estrondoso de vendas. Pela primeira vez na história a bola deixou de ser chamada de bola, ganhando um nome e até mesmo uma personalidade própria. Quase virou gente. O resultado prático disso é que mais de 20 milhões de unidades já foram vendidas, e isso em 30 dias.

Uma rede de conivências

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Devo confessar ao leitor que ando animado com o time Avaí desde a chegada do Técnico Antônio Lopes. Se com Chamusca passaram-se seis meses sem que conseguíssemos identificar o sistema de jogo básico da equipe, fomos pegos de surpresa pelas convicções do novo comandante que decretou ainda no saguão do Hercílio Luz que teremos um 4-4-2. Gostei disso, estou menos perdido. Depois chegaram as informações de treinos puxados, às vezes em até dois períodos, correções de posicionamento, puxão de orelhas, enfim, começo ter uma esperança que a coisa realmente engrene.

Um ato covarde
Mas o futebol catarinense está de luto. A agressão sofrida pelo jornalista Rodrigo dos Santos ainda repercute, mas apenas nas redes sociais. Até o momento não temos uma grande cobertura investigativa da imprensa sobre esse lamentável crime. É a mesma postura adotada em relação às denúncias do mesmo Rodrigo relativas ao engodo dos sorteios de arbitragem, razão principal da selvageria praticada pelo seo Delfinzinho.

Como comenta o blogueiro Felipe Matos “... é muito triste entrar em seu Twitter (do Rodrigo) e ver jornalistas das empresas acima citadas mandando mensagens de apoio e solidariedade. Onde eles estavam quando a denúncia da fraude do sorteio foi feita, que inclusive envolvia o nome do acusado de ser autor da agressão? O que fizeram? Qual reportagem escreveram e levaram ao ar ou imprimiram nos jornais? Entrevistaram Delfim, Delfinzinho, Valdir Lodetti, a comissão de arbitragem? Ou contentaram-se com a nota oficial da FCF que dizia que o que estava no vídeo, não era o que estava no video?”.


A imprensa não está só
Mas essa falta de atitude não se resume à imprensa, de forma alguma. Não se sabe de qualquer comentário de dirigente de clube em SC acerca destas falcatruas da FCF. O silêncio é a tônica, inclusive do presidente da Associação de Clubes, o empresário João Nilson Zunino, o mesmo que se via obrigado a elogiar as arbitragens logo após os jogos em que o Avaí era vergonhosamente garfado.
A estes coniventes somemos nós, torcedores catarinenses. Ouvimos e lemos tudo isso e nos resumimos, quando muito, a postagens nervosas, comentários explosivos e e-mails com gosto de placebo. Os mais ativos agem de maneira meramente virtual. Nos tornamos trouxas bem informados, nada mais. Minha postura pessoal será esperar o desenrolar de todos estes acontecimentos. Prometo a mim mesmo que se nada for feito colocarei em prática a minha utopia, a minha revolução particular, pois não haverei de participar dessa rede de conivências que me envergonham como admirador do futebol.

Ufa, o futebol venceu

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Pois é, meus queridos, mesmo desfalcado o "Barcelona" provou que é possível vencer no futebol não jogando feio. Ricardo Teixeira estava errado ao chamar o inexperiente Dunga para o segundo cargo mais importante do país, a direção técnica da seleção brasileira. O primeiro é a presidência do Avaí.
Embora tenhamos assistido uma final de Copa do Mundo marcada pelas botinadas de ambas as equipes, no contexto geral levou a taça a seleção que não se entupiu de volantes, que não abriu mão do toque de bola e que não isolou um coitado qualquer lá na frente fazendo o papel de falso atacante.

Ainda há esperança para o futebol mundial, mas ela está distante do continente americano. Já não temos aqui clubes fortes há décadas, a seleção canarinho é uma cópia tacanha daquilo que o planeta aprendeu a admirar, nossa estrutura administrativa é a mesma do século passado e trocamos as "românticas peneiras" pela "pauta de produtos" de empresários abarrotados de rinocerontes pernudos. Não temos notícia de mudanças na CBF.

Aguardemos pela Copa de 2014 em terra Tupiniquins. Vamos torcer para que os desvios de verbas não ultrapassem as cifras tradicionais, que os estádios fiquem prontos pelo menos na semana da abertura e o mais importante: que descubramos um periquito profeta ao estilo do polvo Paul. Aliás, esse molusco momentaneamente famoso virará paella antes do fim do ano.

Agressão, por Polidoro Junior

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"Esse da foto é o filho do presidente da FCF, Delfim Peixoto Filho, vulgo Delfinzinho, que teve a coragem de invadir a cabine da rádio Cidade de Brusque e agrediu com socos e pontapés quem estava trabalhando. Ele conseguiu quebrar o nariz do narrador Rodrigo Santos, que acabou sendo levado para o hospital, mas já está em casa se recuperando das agressões.

Os profissionais da rádio estavam trabalhando na cobertura da decisão da Copa SC entre Joinville e Brusque, título que ficou nas mãos do Brusque. O jogo terminou em 1 a 1 e o Brusque, como havia vencido a primeira por 1 a 0, ficou com o título. Esse marginal filho do Delfim já esteve preso, acusado de tráfico de drogas, já agrediu outras pessoas antes e se acha impune.

Esse é um bom caso para o comando da Polícia Civil de Santa Catarina dar um exemplo de que aqui também temos POLÍCIA. Quero ver, em menos de 24 horas, esse MARGINAL na tevê, mostrado pelo Hélio Costa". Texto clipado do blog do jornalista Polidoro Junior

Esperanças renovadas

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avaí lopes

Ansiedade e paciência fora de hora

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A vítima da vez é Rafael. Nosso capitão foi emprestado ao Dragons da Coreia do Sul até o fim do ano por R$300mil, mas alega ter sido submetido a testes físicos não previstos em contrato e por resolveu deitar o cabelo do país asiático. Vamos combinar, problemas com testes físicos só pro bonequinho aqui né, ô? Foi calote financeiro mesmo.

Rafael é nossa segunda contratação de peso para o recomeço da série A (se fosse peso em Kg também citaria Alysson). A primeira foi o ala Eltinho, que aportou no Inter de POA, que por sua vez não liberou um tostãozinho furado para o Avaí e depois de cinco meses devolveu o atleta machucado. Acredite, fizemos papel de bobo nestas negociações, o clube não obteve lucros, os atletas voltaram frustrados, mas ainda assim temos razões para nos alegrarmos. A que ponto chegamos.

Ansiedade boba
Há meses deixo claro minha estranheza com o tipo de relacionamento que o Avaí mantém com a L.A. Sports. Não bastassem os privilégios dos atletas desse parceiro, muitas vezes em detrimento dos interesses do próprio Avaí, me preocupa o desarvoramento em realizar lucros a todo custo. Esse empréstimo de Rafael, por exemplo, é emblemático.

Desde o desmanche do elenco de 2009, os remanescentes Emerson e Rafael têm sido um descanso não apenas para o Goleiro Zé Carlos mas também para a alma sofrida do torcedor avaiano. Analizando o custo-benefício desse empréstimo mal sucedido, será que realmente valeria à pena arriscar a permanência na série A, com seus R$8milhões de cota de TV, pela bagatela de R$300mil?

O Avaí está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, perdeu seu técnico, realizou uma intertemporada inócua, reafirmou suas deficiências nos jogos da Copa Fora de Hora, ainda não conhece o seu time titular e mesmo assim se permite enfraquecer em troca de valores que em nada resolveriam os problemas de caixa da Ressacada.

Paciência demais
Em contrapartida o clube demonstra uma elasticidade sacal gigantesca com alguns atletas que mal entraram em campo nesse ano. Sávio, Dinelson, Leonardo, Vandinho, só para citar os mais dispendiosos, estão custando uma fortuna ao mês. Será que temos que esperar o réveillon de 2011 para concluirmos que foram apostas mal sucedidas? Já estamos em julho, mais da metade do ano, os prejuízos vão se acumulando e se conheço bem o clube para o qual torcemos, dá-lhe socialização de custos para o ano que vem. Foto ClicRBS

Aqui tudo pode

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No post anterior havia comentado de meu desalento com o amadorismo do futebol brasileiro. Só aqui é que se concebe que um esporte deficitário (todo presidente de clube afirma não ter dinheiro) premie “funcionários” tão pouco produtivos com salários que giram entre R$10mil e R$750mil mensais. Fossem empresas exclusivamente privadas e com a responsabilidade de serem lucrativas, por certo estariam naquela fatia de 80% dos negócios que não alcançam dois anos de vida.

A coisa
Ontem tivemos a confirmação do logotipo para a Copa do Mundo de 2014. Ele tem o esboço do troféu do Mundial protegido por três mãos. Uns dizem que é uma alusão ao falecido médium Chico Xavier em plena sessão de psicografia, mas pra mim é uma clara lembrança das mãos bobas que nos levaram e derreteram a taça Jules Rimet, a original conquistada no México. Nota-se que o artista buscou privilegiar o verde-amarelo tradicional e não esqueceu o azul na assinatura. O problema é tentar entender porque 2014 surge em vermelho. Afinal, o que diabos essa cor está fazendo ali?


Os jurados
Não se poderia esperar nada melhor de um colegiado formado por "experts" do naipe de Paulo Coelho, Ivete Sangalo e Gisele Bündchen. Eles foram os responsáveis pela escolha entre as várias opções sugeridas por agências de design. Eu que não sou designer tenho vontade de rir e chorar ao mesmo tempo ao contemplar essa patetice gráfica, então fico imaginando o que sentem os designers profissionais que estudaram anos à fio para buscarem a excelência e vêem esse troço aí. Nesse país qualquer abobado da bronha é considerado capacitado para decidir qualquer coisa de nosso futebol. Qualquer um.

Futebol não é coisa séria

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Pelo menos no Brasil o futebol não é tratado como um negócio que mereça respeito. Poucas coisas em nosso país possuem uma linearidade tão rígida em termos de "manuseio" rudimentar. Começando pelo topo, a alta direção da CBF, até o menor dos clubes profissionais, o que se percebe é um completo desdém com esse esporte que o resto do mundo vê como uma mina de ouro.

Exercitando a imaginação

Imagine que você seja dono de um Pet Shop e já se antenou no crescimento desse segmento nos últimos anos. Sua clientela vêm aumentando sensivelmente e você se vê obrigado a contratar um gerente para sua filial. Por certo o escolhido para esse cargo não seria um novato na área administrativa. Poderia não entender bulhufas de cães e gatos, nem gostar deles, mas que esse funcionário teria que dominar conceitos básicos de gerenciamento, ah isso teria.

Pois bem, a CBF, entidade privada que afirma entender de futebol brasileiro, não concorda com você. Há quatro anos contratou Dunga, um treinador virgem, para gerenciar o que de melhor temos no esporte brasileiro. Não é de hoje que nosso times não são páreo para os poderosos esquadrões estrangeiros, mas quando o assunto é SELEÇÃO, nisso a gente manda bem. Não somos penta à toa.

Certamente você não contrataria Dunga para gerente de seu Pet Shop, mas Ricardo Teixeira viu nele um gerente suficientemente competente para levar nossos atletas de pedigree ao Hexa. Você pode argumentar que isso não é algo novo no futebol mundial, temos exemplos vindos de fora. Mas então eu te perguntarei: você já prestou atenção no naipe dos auxiliares técnicos dos caras? Pois é, não é o caso de Jorginho, auxiliar verdolengo de nosso técnico estreante.

O pior do pior
Mas o tema aqui não é o (agora sim) técnico Dunga, mas o seu patrão, o responsável pela escolha do rinoceronte gaúcho que conseguiu deixar o futebol brasileiro com cara de nada. Poucos dias depois da eliminação diante da Holanda tive o desprazer de assistir o senhor Ricardo Teixeira como convidado especial do programa Bem Amigos do SporTV, participando de uma sessão de execração pública do técnico que ele próprio julgou capaz em 2006.
O problema não era com ele, Ricardo Teixeira falava como marido traído e respondia perguntas prontas com o objetivo único de concretar a moral de Dunga. Vi naquele deprimente espetáculo televisivo o hasteamento da bandeira da permissividade futura, aquela que haverá de garantir as famosas exclusivas para a esposa de William Bonner e seus constantes furos de reportagens.

Aqui no quintal
Guardadas as devidas proporções econômicas, aqui em Santa Catarina não acontece nada de muito diferente. Conchavos informativos, opiniões dirigidas, "bombeiros" sempre à postos, favores em troca de camarotes e cadeiras cativas, vistas grossas para sorteios viciados, vazamentos de informações estratégicas, enfim, o amadorismo em sua forma mais entristecedora. E nesse balaio ninguém se salva, não há mocinhos nem bandidos. Há, isso sim, os financiadores desse circo esportivo: eu e você.

Clubes de futebol, futuras empresas

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O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, Carlos Alberto Safatle, que também é diretor do São Paulo FC, explica os motivos que levam os clubes a serem geridos como empresas.

O Avaí e sua relação com a imprensa

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Ando numa fase de estranhamento com a imprensa da capital. Não porque estejam criando títulos capiciosos em matérias que buscam desestabilizar o Avaí, nada disso, muito pelo contrário. Desde há muito chamo a atenção para o fato de que a imprensa não é nem de longe o vilão dos maus resultados do Avaí dentro e fora de campo. Podem fazer uma bobagem aqui e outra ali, mas na realidade são parceiraços para ambos os lados da ponte.

Alguns blogueiros avaianos (a grande maioria) já perceberam o mico que é lançar posts de desagravo para defender o Reino Encantado da Ressacada das garras cruéis da imprensa ilhéu. O blogueiro azurra sentava o cacete de manhã e via sua diretoria enviar uma Don Perignon para o Morro da Cruz no fim da tarde. A Copa Fora de Hora comprovou o que já era notório há muito tempo: Avaí e imprensa são parceiros fiéis, pensam, trabalham e planejam em conjunto.
Do ponto de vista comercial acho excelente, o problema é quando se confunde essa “amizade” com a omissão dos fatos de interesse público. Pior ainda quando inventam entrevistas repletas de “deixas” para que os cartolas se livrem da responsabilidade de seus erros.


Não se vê uma matéria investigativa em nenhum meio de comunicação dessa cidade, nenhum. Na semana passada o presidente Zunino esteve no Debate Diário da CBN e ao longo de 1h de programa não houve uma pergunta sequer sobre o descontentamento do torcedor avaiano com os preços dos ingressos, com as majorações absurdas das mensalidades e muito menos sobre a revolta pela cobrança de ingressos para sócios na Copa da RBS. Protesto do torcedor? Nada.

Essa mazela não informativa estende seus longos tentáculos por toda a mídia esportiva. O outrora "diferente" portal Infoesporte não escreveu uma só linha sobre estes assuntos desde janeiro desse ano, uma vergonha. Nesse mesmo balaio entram a TVBV, a RIC, FutebolSC, enfim, todos os “compadres” que não querem perder a simpatia de suas fontes de informações quentíssimas. Mas essa moleza não se restringe à capital, basta perceber a atenção que não foi dada ao escândalo dos sorteios de árbitros da FCF por todo Estado.

Diante de um quadro tão evidente de conchavo informativo, questionei meu amigo e blogueiro Alexandre Carlos Aguiar, um dos maiores críticos da imprensa catarinense, sobre suas futuras motivações para bater nesses seus desafetos, uma vez que idiota não é um adjetivo que lhe caiba à perfeição. Segundo ele, apenas por convicções pessoais, não mais para defender o Avaí de seus brothers de TV, rádio, jornal e internet de onde não se salva nenhum. Não sou tão radical quanto o comunista Alexandre, respeito um ou outro jornalista isoladamente, mas nesse momento me sinto muito mais aliviado por não ter gasto meu teclado criticando esse segmento pra lá de duvidoso.

Eu acredito na D. Elza

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Aos 45min de segundo tempo e com o placar de 3x1 para o Avaí já estava pensando no texto que iniciaria o post de adeus da Copa Fora de Hora. Falaria de minha preocupação de que o título desse torneio pudesse mascarar os insistentes problemas do time e do elenco azurra, que precisariam ser urgentemente sanados. Entretanto lembraria que se era obrigação ganhar um troféu que disputamos com três times que vieram com seus times mistos e B absolutos, cumprimos a missão e papamos o que nos era devido. Mas até isso deu errado. Com um golzinho safado no apagar das luzes o Grêmio fez o segundo e deu o caneco ao Vasco da Gama.

De positivo nesse torneio foi a possibilidade do novo técnico avaiano, Antônio Lopes, perceber as carências do elenco que agora assume. Nosso último baluarte de qualidade, a zaga, ficou desconfigurada com a saída de Rafael. Gabriel não é nem de longe um jogador para ser considerado titular da posição. No mais continuamos torcendo para que Patric e Pará se acertem nas alas, que Marcinho Guerreiro não seja negociado, que Batista reencontre seu bom futebol, que Davi e Robinho sejam emprestados para o primeiro tanso que aparecer, que Caio faça duas boas apresentações seguidas, que Sávio jogue pelo menos um jogo sim outro não, que Vandinho reaprenda a fazer gols e que Roberto não embeste logo agora de aceitar algum novo convite de Silas.

O delegado
A escolha de Antônio Lopes é emblemática. Além de representar uma reviravolta no perfil que o Avaí se acostumou a trabalhar, demonstra também que Luiz Alberto têm mais influência dentro da Ressacada que eu imaginava. Após a saída de Chamusca, Zunino veio aos microfones confirmar que o planejamento não sofreria alterações, que o novo técnico também seria jovem, "esganado" e cheio de amor pra dar. Mas eis que apareceu LA desdizendo tudo isso, que o clube não faria apostas coisa e tal. Dito e feito.Poucos dias depois o delegado sexagenário aportou em terras de Guga.

Embora eu não tenha gostado da escolha de Antônio Lopes, pra mim um treinador ultrapassado, reconheço sua experiência e capacidade pra colocar esse time pra correr ou pelo menos sair da cama. Com raríssimas e honrosas exceções não consigo enxergar garra no elenco avaiano. A função de pau-mandado que coube à Chamusca também não ajudava muito nesse quesito, sacando do baiano a necessária liderança sobre o grupo.

Noves fora acredito que o time possa melhorar, e muito. Aposto todas as minhas fichas na poderosa D. Elza, esposa de Antônio Lopes, que dirigirá a equipe diretamente do Rio de Janeiro via Pay Per View. Zunino e Luiz Alberto que não se metam no trabalho de Lopes, pois a briga será com ela.

Balanço geral do Dunga Team

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Como já era de se esperar, a derrocada da seleção brasileira na Copa da África deu início à busca desenfreada pelos culpados. Pura perda de tempo, afinal o anão Dunga chamou sobre si todos ou louros das vitórias e derrotas bem antes de embarcarmos para as terras de Timão e Pumba. O gaucho pregou o futebol de resultados desde o início e baseado exclusivamente nisso, resultados, é e será julgado. Perdeu a Copa do Mundo, então ele é o culpado e seu modelo estava errado, simples assim.

Para o desespero desta leva dos pseudos-não-românticos do futebol, os 23 "comprometidos" de Dunga não jogaram bonito e ainda perderam. Há décadas perdemos nossa identidade e hoje nem sabemos mais qual é a nossa cara: não jogamos como sulamericamos, europeus, africanos e muito menos como brasileiros. Essa excelente matéria de Marcos Uchôa explica isso e muito mais:

Passeio na faixa

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Acabo de receber as fotos do passeio de Cristian Thiago Moecke ao parque Beto Carrero World. Cristian foi o vencedor da promoção Em busca da alma perdida aqui do blog com o slogan "É raça, é gente".
Com o direito a levar um acompanhante, imagino o tamanho da indecisão de Cristian se convidaria o presidente Zunino, o parceiro Luiz Alberto ou a namorada. Depois de muitas horas de dúvida cruel acabou optando por
Katrin, sua bela namorada, o que vamos e venhamos foi uma escolha sensata. Mais fotos do passeio aqui.
Quanto a produção da camisa com o slogan vencedor, manda o bom senso que aguardemos os próximos capítulos da saga avaiana em busca de resultados minimamente convincentes dentro de campo. Com o que temos visto pela TV na Copa Fora de Hora só podemos dizer que pouco (ou nada) mudou desde o início da intertemporada. Continuamos sem um sistema de jogo definido, sem um meio de campo pensante e dependendo exclusivamente dos rompantes velocistas de Roberto. Rodrigo Thiesen foi embora pra série B, Rafael foi provar o gosto de carne de cachorro na Coreia e Chamusca trocou a fé no projeto azurra por módicos R$1,5milhão anuais no Oriente Médio. Mas a Ressacada, ah, a Ressacada está cada vez mais linda...

Ajude o Avaí, não vá ao jogo

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Quando você pensa que a diretoria avaiana já tirou todos os coelhos mancos da cartola, eis que a critividade amadora do Carianos dá um jeito de nos surpreender. Às vésperas do torneio Fora de Hora fomos tomados de assalto (mais um) pela informação de que os sócios do clube teriam que pagar ingressos para assistir os jogos. Diante da revolta popular foi lançada uma nota oficial dando conta que os direitos do evento haviam sido vendidos para a RBS e por isso nada poderia ser feito. Foram as mesmas desculpas apresentadas para aquele jogo do time B contra o Criciúma em Palhoça, aquele mesmo em que Zunino deu um canetaço via Twitter dizendo que era tudo um mal entendido.

Pois ontem a diretoria azurra lançou mais uma nota com um conteúdo que passeia faceiro entre a ingenuidade, o amadorismo e a mentira em seu estado mais bruto. Diz o texto que graças aos apelos dos associados para não pagarem ingressos (não acredito que estou escrevendo isso), uma reunião ocorrida na tarde de ontem na Ressacada decidiu "liberar o acesso “gratuito” nas rodadas seguintes da Copa da Hora". Obviamente a diretoria mentiu mais uma vez para seu torcedor, senão no início da polêmica, ao afirmar que nada poderia fazer, então agora, declarando que decidiram voltar atrás. E você pensa que o descalabro acaba aqui?

Prejuízo à vista
Não, mozamigos, a coisa continua. Minutos depois da publicação dessa nota o auxiliar de marketing do Avaí, Thiago Pravatto, nos trouxe a informação de que o clube pagará R$15 à RBS para cada sócio que passar pelas catracas da Ressacada. Sim, é isso mesmo, nessa noite a sua presença não só causará prejuízo ao clube como também reforçará o caixa da RBS. Num cálculo rápido, para 4mil sócios presentes o clube terá que repassar à empresa gaúcha de comunicação a pequena fortuna de R$60mil ou, se preferir, o mesmo que a soma das mensalidades de 1mil avaianos do setor B.

Um pedido pessoal
No dia de hoje deverão passar aqui pelo blog cerca de 500 internautas. Supondo serem todos associados, se apenas estes não forem ao jogo de hoje à noite o Avaí deixará de ter um desfalque de R$7.500 em seus cofres. Se quiser ir à Ressacada, fique à vontade, mas que seja para participar do protesto dos torcedores pelas atitudes insensatas da diretoria nesse ano de 2010. Estamos seguindo à risca a cartilha de queda para a série B e se o torcedor não fizer alguma coisa agora, que não reclame depois sobre os R$8milhões da TV Globo derramados. Afinal, você é um torcedor real ou apenas virtual?

Mick Jagger não é culpado

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Gosto muito das palavras não ditas, omitidas, ou faladas ao pé do ouvido, pois são as que denunciam as mais sinceras verdades. Após a partida que jogou por terra a pretensão ao hexa tupiniquim, ouço e leio muita gente falando que não é hora para revanchismo ou para buscar culpados. Belas frases, belos engodos verbais.

Eu rio com isso
Os que pregam o "não revanchismo" a Dunga são os mesmos que tiveram que engolir o técnico iniciante até agora e se pudessem o pendurariam num madeiro e à base de chicotadas. A imprensa quer o fígado do treinador estagiário bem como milhões de brasileiros.

Na outra declaração, a de que não é hora para buscar culpados, não é de hoje que percebo uma coincidência: os seus arautos costumam ser os grandes responsáveis pela mancada que se tenta esconder. É uma forma de auto-proteção por meio da invocação da piedade humana. E ai daquele que apontar um dedo, pois três estarão apontando para o acusador. Funciona que é uma beleza e pode respingar até no pé-frio Mick Jagger, que assistiu nossa eliminação ao lado de seu filho Lucas, o "bolsa família mirim" da apresentadora Luciana Gimenez.

O Brasil não é a Europa
O leitor deve ter percebido que não abri espaço para a seleção brasileira aqui no blog. Não costumo investir tempo naquilo que não acredito ou não prezo. É assim com a imprensa da capital, com o time do Estreito e a atual camisa do Avaí só para citar alguns. Essa é a mesma relação que tenho com estes 23 homens da confiança de Dunga. Nem é tanto pelos jogadores, mas pela proposta de (não) futebol notado já na convocação. Um bando de volantes de cintura dura, rinocerontes da bola, e com um jeito de jogar que em nada lembra aquele que tantas glórias trouxe ao nosso país. Não foi apenas o Avaí que perdeu a bússola de onde fica a Europa, a seleção brasileira também.

Romantismo às avessas
Esse futebolzinho mixuruca que assistimos no time de Dunga inverteu a ordem das coisas que se julgavam corretas. Até duas horas atrás os românticos do futebol eram aqueles que acreditavam que a essência do nosso toque de bola deveria ser mantido no gramado. Uma mescla entre a força e a arte seria perfeita. Os sábios e entendidos eram os pragmáticos que pregavam que o futebol mudou e nada mais restava que se alinhar à nova realidade global. Agora esses estão atrasados, sucumbiram, são tidos por ignorantes e fora da realidade esportiva. São os "românticos da idade da pedra".

Chuuupa essa laranja agora, mané, porque esse post é revanchismo puro.