O amor é lindo

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O adeus daquele que não veio

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Com breves palavras em seu blog, João Henrique Areias, consultor de marketing contratado pelo Avaí no início do ano, se despediu de um cargo que nunca assumiu de fato. Seu texto é generoso ao elencar feitos marcantes de sua passagem pelo Carianos como montagem da Superintendência de Negócios, criação do Clube dos 30, do Passaporte Azul e do comitê de marketing composto pelos parceiros e o clube.

Com o perdão da sinceridade, ninguém percebeu nenhum efeito prático desses belos nomes corporativos por ele citados. João Areias conclui sua postagem afirmando que sua agência, a Sportlink, continuará prestando serviços de marketing esportivo ao Avaí através de novos projetos com o clube. Quais, não sabemos.


As ideias do senhor Areias para com o clube já estavam em rota de colisão com nosso padrinho popstar, Luiz Alberto. O caldo desandou na assinatura com o patrocinador máster paras as categorias de base. Areias trouxe o grupo japonês para manter os guris no Avaí, o que se choca com a idéia da LA, que é revelar jogadores para rentosas negociações. Entre Areias e LA o Avaí optou pelo parceiro, coisa que Silas já provou na pele num passado bem recente.

Não tenho nenhuma dúvida da capacidade e da experiência de João Areias. Só pelo falar já se percebe um profissional gabaritado, de altíssimo nível, mas que foi engolido pelas famosas forças sobrenaturais da Ressacada. Essa é minha leitura dos acontecimentos, a mesma que me faz crer que Moisés Cândido possa ser o próximo.

Não importa a Hora, traição sempre dói

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avaí protesto

O asno estava certo

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Mal iniciara o recesso da Copa do Mundo e o presidente João Nilson lançava sua bateria anti-aérea em direção ao empresário que espalhou a notícia da saída do zagueiro Rafael, capitão do Avaí e um dos dois remanescentes do time titular de 2009. “Coisa de um asno”, disse Zunino.

Pois ontem fomos tomados de assalto (mais um) quando tivemos a informação de que Rafael já está de malas prontas para a Coreia do Sul. Por R$400mil o Avaí deve confirmar o empréstimo do atleta até o fim do ano e assim confirma mais uma etapa de seu planejamento de reforço às avessas para a continuidade do Brasileirão.


No afã de diminuir o impacto da baixa de Rafael, Zunino pretende trazer Cássio, irmão gêmeo de nosso zagueirão, de maneira que ninguém note nada em campo. Vai ficar tudo igual, acredita nosso presidente. Assim, deixo aqui meus cumprimentos ao asno incompreendido que no final das contas provou ser o único personagem bem informado dessa história toda.


Enquanto isso, no treinamento coletivo de ontem de manhã, o time reserva do Avaí goleou o titular por 5x1, com três gols de Vandinho. Sinceramente não sei se rio ou se choro. O time titular jogou com Zé Carlos; Gabriel, Rafael, Emerson, Patric, Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi, Pará; Roberto e Leonardo. Sávio foi poupado, again. Pra terminar, dica de leitura para hoje: Sabor de traíção, por Felipe Matos. Fontes base André Tarnowsky, ClicEsportes e Infoesporte

Coisas estranhas

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O participante mais famoso do quadrangular fora de hora, o Vasco da Gama, arregaçou as mangas, abriu a burra e foi às compras. Além de repatriar o craque Felipe, trouxe também Zé Roberto e Irrazábal. Entretanto a equipe deverá jogar na Ressacada com um time misto, demonstrando todo seu desdém com essa competição.

Reforços às avessas
O Avaí também se reforçou, mas de um jeito muito curioso. Devolveu Jhonny para as categorias de base, emprestou Rodrigo Thiesen, o melhor volante do catarinense de 2010, para o Vila Nova/GO e continua fazendo de conta que Laércio não pode ser uma opção de ataque. E continua. A diretoria azurra assinou contrato de três meses com o fofucho Alysson, chamou de volta Marcus Winícius, que foi emprestado e caiu com o Sertãozinho/SP, recebeu Eltinho de volta machucado e pensa seriamente em dar um chá de banco para Roberto, atualmente nosso única opção de gols. Se você não entendeu nada do que acabou de ler, seja bem vindo ao clubinho.

A FIFA
Quando buscamos referenciais no futebol pensamos logo na FIFA, a entidade manda-chuva global do esporte bretão. Mas aí nos damos conta que o tempo passa e aqueles senhores de mentalidade caquética se negam a sair do lugar. Exigem mundos e fundos de seus associados mas não conseguem entregar profissionalismo. O que vemos de erros de arbitragens na Copa do Mundo é de fazer corar. “Esse é o charme”, dizem os velhinhos mentalmente caducos. Juca Kfouri tratou bem desse tema e nos sugeriu o comentário de um de seus leitores:
"Se sou o dirigente da Federação Alemã teria mandado o time chutar para o próprio gol no início do segundo tempo. Mandaria restituir os 2 a 2. Entraria para a história da Copa. Seria um momento para sempre. Todo o mundo elogiaria a Alemanha. Seria uma vitória moral sem precedentes. E ainda os alemães teriam a chance de vencer o jogo, com todo o apoio da torcida. Provavelmente pelo restante da Copa. Mas ninguém pensa grande".

Não perturbe

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Os vencedores da promoção

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Em pouco mais de quatro dias foram recebidas 67 incrições individuais para a promoção Em busca da alma perdida. Como a quantidade de slogans era ilimitada, foram enviados mais de 150 sugestões. O vencedor foi o leitor Cristian Thiago Moecke com o slogan "É raça, é gente", ficando em segundo lugar o avaiano Eduardo Santos com seu grito apaixonado: "A razão que nos desculpe".

O slogan vencedor foi escolhido pela simplicidade e verdade nele contidas. A raça sempre foi o cartão de visitas do Avaí FC. Mas nosso hino também fala de gente, e é de gente que esse clube é feito. Perceber a importância do torcedor avaiano é entender a nossa AVAIANIDADE, esse estado de espírito que a razão terá que perdoar.

A camisa
Para ostentar o slogan do Cristian tenho em mente essa camisa acima. Se os leitores do blog gostarem sou capaz de mandar produzir. O fabricante é de fora, o mesmo que produz os materiais da UMBRO e da FILA. Caso essa "brincadeira" têxtil prossiga, teremos um produto com qualidade de nível internacional circulando entre a nação azurra. Nojento.

O patrocinador
Gostaria de parabenizar a Sports Do Marketing Esportivo pela agilidade em perceber a oportunidade para se relacionar com um público-algo que à princípio não é o seu. Embora sejam esportes diferentes, o futebol e as corridas podem ter simpatizantes e praticantes em comum, o que normalmente não seria levado em conta por uma empresa meia-boca. Enviei um e-mail de apresentação da promoção e em menos de uma hora veio a resposta: "Manda bala".
Conheço a estrutura das corridas organizadas pela Sports Do, dentre elas a Maratona Beto Carrero que acontece no próximo dia 4 de julho, e me salta aos olhos o cuidado com que são tratados os atletas participantes. É um verdadeiro "esculacho" em termos de estrutura organizacional.

Esse futebol manjadinho

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Eu acho que era mais feliz quando vivia o futebol apenas como torcedor. O que aparecia na tela da TV era o que importava, fora isso era coisa para os especialistas comissionados pelos canais de comunicação. Certa vez li em algum lugar que a informação te traz o poder do saber, do senso crítico e, portanto, da liberdade. Mas nesse pacote vem também um tipo de tristeza, o desconforto de enxergar os fatos com menos ingenuidade.

História da carochinha
Na coletiva que se seguiu a convocação da seleção brasileira para a Copa da África, os jornalistas questionaram a ausência de um reserva com as mesmas características de Kaká, até porque Júlio Baptista não o seria. Dunga respondeu que na ausência do cristão do Real Madrid ele mudaria a configuração tática da equipe de maneira que o rendimento permanecesse inalterado. Papo furado, pensei. Bom, quem assistiu o jogo de agora há pouco confirmou a balela do "zangado" tupiniquim. Dunga levou os seus, os de sua confiança, aqueles que o obedeceriam cegamente. Não questiono o seu critério, mas justificá-los acreditando na ingenuidade coletiva é um pouco demais.


O caso azurra
Chego no Avaí, mais precisamente em Chamusca. As informações que chegam de Curitiba é que o treinador avaiano estaria testando Davi no lugar de Sávio, a maior contratação da história do clube. Normalmente esse blogueiro ficaria até contentinho: "Poxa, como temos opções". Mas depois o bom baiano avisa que começa a ciscar com a possibilidade de barrar o maior destaque da equipe em 2010, Roberto, e apostar suas fichas na dupla Vandinho e Leonardo. Que maravilha, elenco é o que não falta, novamente pensaria esse outrora torcedor ligado apenas na tela de TV.
Então bate aquela tristeza da falta de ingenuidade quando lembro que Sávio e Roberto têm uma coisa em comum, algo que pode ser determinante para que percam o status de titulares. Adivinha...

O Yankees estão chegando

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O futebol é uma coisa muito complicada nos Estados Unidos. Para início de conversa eles nem usam o nome certo desse esporte, mas um tal de soccer. Embora sejam mais organizados que o Brasil, por exemplo, e ainda tenham estádios que nós só teremos em 2014, o americano não consegue entender como uma disputa esportiva possa terminar sem um vencedor. Pior que isso, como ela possa terminar sem nenhum ponto marcado.

Além disso, o esporte nos EUA é formatado e pensado para a televisão. O basquete, o futebol americano, o beisebol e o hóquei, que são as maiores ligas, possuem o tempo da TV, tem a partida interrompida para o cara de classe média ir até o banheiro e buscar a cerveja. Nessa hora entra o intervalo comercial, que garante à emissora de TV um alto valor de receita. Num jogo de soccer, o americano corre o risco de sair para ir ao banheiro e voltar sem ter visto o gol decisivo.

Só que ontem tudo isso aí foi pro espaço
. Na vitória da seleção americana sobre a Argélia com gol aos 46min, o que se viu foi a explosão de alegria dos yankees por todas as partes do mundo. Particularmente eu não gosto de americanos, mas reconheço que devemos a eles pelo menos dois salvamentos do planeta: uma em Independence Day e outra em 2012.

Ressacada On Ice

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Ressacada On Ice

Problemas, hoje não

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Hoje seria um dia para falar de mais uma sequência de contusões no elenco azurra ou do boicote ao quadrangular de inverno que começa a tomar corpo entre os torcedores avaianos. Ou, quem sabe, comentar a saída do consultor de marketing contratado no início do ano, o senhor João Henrique Areias. Após quatro meses de tentativas de profissionalização de algumas áreas do clube, eis que o flamenguista foi engolido pelo prestígio de nosso parceiro Luiz Alberto.
Como o leitor pode perceber só dá encrenca na pauta do Avaí. Em 2010 temos acompanhado verdadeiros cataclismas administrativos por parte de nossos cartolas. O bicampeonato catarinense conseguiu sufocar a maior parte dos problemas, tornou tudo suportável, e assim está sendo até o momento. Até esse blogueiro cansou de reclamar, pelo menos por hoje, por isso vamos falar um pouquinho da promoção Em busca da alma perdida.

Tem que mostrar a “cara”
A avaianada já começou a enviar os primeiros slogans para concorrer aos prêmios da promoção. Ontem mesmo foram recebidos mais de 20 ideias, o que já permitiu a detecção de alguns ruídos. A promoção consiste na escolha de um slogan que melhor defina o espírito de Avaianidade, uma expressão que escancare a identidade do ser avaiano. Por isso é importante que você foque na imagem mental que sobrevém quando se pensa Avaí. Numa era não muito distante poderíamos cravar uma frase com GARRA sem medo de errar. Hoje as coisas estão meio diferentes, estranhas, não se vê esse valor no torcedor e menos ainda nos jogadores. Mas poderia voltar a ter, porque não?

Dicas para o slogan
Eu diria que o vencedor ainda está em aberto. Dos recebidos apenas dois estariam de acordo com o conceito solicitado para essa promoção. Como a intenção é produzir uma camiseta que já está até com seu layout definido (pronto, contei... e é linda), vou dar uma mãozinha para aqueles que não enviaram sua proposta e para os que pretendem fazê-lo novamente.
Um slogan deve ser simples, porém memorável. Ele deve conter todo o DNA da “empresa” como se fosse uma vitrine do que ela realmente é e pensa. Se não for contundente, esqueça. Listei abaixo alguns que a meu ver possuem estas características básicas:
Nike: Just do it
Adidas: Impossibel is nothing
Grêmio: Imortal
Mastercard: Não tem preço
Johnnie Walker - Keep Walking
Apple: Pense diferente
Veja: Indispensável
Havaianas - As legítimas

Olha, se eu estivesse muito a fim de papar esse passeio ao Parque Beto Carrero World e o Kit da Maratona Beto Carrero, eu enfiaria a minha cara no hino do Avaí para buscar inspiração. Ainda não inventaram nada mais avaiano que ele, concordas?

É mais que um slogan, é um grito

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avaí campanha
Pois bem, meus queridos caçadores de lembrancinhas, aí está a promoção que busca resgatar a essência de nossa AVAIANIDADE na forma de um slogan. O que gostaríamos que os atuais e futuros profissionais do Leão da Ilha soubessem? Qual é a marca registrada do Avaí, o seu símbolo, a sua alma? Pense, crie, participe e ganhe muito mais que os prêmios.

REGULAMENTO
1. A PROMOÇÃO
1.1 A promoção EM BUSCA DA ALMA PERDIDA foi criada pelo responsável do blog Avaixonados, Gerson dos Santos, com patrocínio da Sports Do Marketing Esportivo.
1.2 Consiste na escolha de um slogan que melhor defina o espírito de Avaianidade, sua marca registrada, o legado dos 86 anos de história do Avaí FC.
1.3 Têm início às 12hs do dia 22/06/2010 e encerra-se às 20hs do dia 25/06/2010 estando aberto a participantes de qualquer lugar do Brasil.

2. PARTICIPAÇÃO
2.1 Os slogans serão recebidos no endereço avaixonados@hotmail.com ou pelo preenchimento (e envio) do formulário de contato que serão validados mediante resposta de recebimento.
2.2 O participante deverá fazer constar no corpo do e-mail o seu nome completo, número do RG, CPF e data de nascimento. Inscrições com informações incompletas serão desconsideradas.
2.3 Cada participante poderá enviar quantos slogans desejar, não sendo permitida a co-autoria.
2.4 Na ocorrência de Slogans similares será considerado válido o primeiro recebido, levando-se em conta o dia e horário do envio do correio eletrônico.

3. CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
3.1 Os slogans serão avaliados por ítens relacionados às tradições do Avaí FC, pela originalidade, criatividade e poder de concisão em seu conceito base.
3.2 Os critérios de escolha do slogan vencedor caberão exclusivamente ao responsável pela promoção, o blogueiro Gerson dos Santos, sendo sua decisão legalmente inquestionável.

4. A PREMIAÇÃO
4.1 O autor do slogan vencedor será premiado com:
. Dois passaportes (vencedor + acompanhante) para o Parque Beto Carrero World (válidos até 11/07/2010)
. 01 (um) Kit Maratona Beto Carrero com mochila Gatorade, camiseta ADIDAS em tecido Clima Lite azul, toalha, garrafa Garamanhola e boné.
. Vale combustível no valor de R$50 para transporte próprio e R$50 para alimentação.
4.2 O slogan classificado em segundo lugar será premiado com:
. 01 (um) Kit Maratona Beto Carrero com mochila Gatorade, camiseta ADIDAS em tecido Clima Lite azul, toalha, garrafa Garamanhola e boné.
4.3 Os prêmios serão entregues no dia 28/06/2010 em horário e local a serem definidos e mediante a apresentação dos documentos de identidade originais dos participantes.

5. DISPOSIÇÕES GERAIS
5.1 O organizador da promoção e seu patrocinador não assumirão qualquer responsabilidade sobre problemas que se seguirem a efetiva entrega dos prêmios. Em nenhuma hipótese estes serão responsabilizados por incidentes ocorridos na ida, estadia e retorno do Parque Beto Carrero World.
5.2 Caso o vencedor (ou ambos) residir em outra cidade, os prêmios serão entregues em Florianópolis para o seu representante, desde que munido dos documentos exigidos (ou cópias autenticadas).
5.3 Na hipótese do vencedor (ou ambos) não comparecer no dia e local marcado para a entrega da premiação, disporá de 10 dias para retirar a premiação em local a ser combinado. Transcorrido esse período sem comparecimento, o vencedor perderá o direito ao prêmio, sendo transferido para o colocado seguinte.
5.4 O envio do e-mail será entendido como o ato de inscrição na promoção. Com isso o participante declara total concordância com este regulamento e autoriza a divulgação de seu nome e imagem. Também autoriza a utilização irrestrita em qualquer tipo de mídia e pelo prazo de 10 anos do seu slogan segundo critérios do idealizador da promoção, sem fazer jus a qualquer pagamento ou ressarcimento adicional.
5.5 A participação na promoção EM BUSCA DA ALMA PERDIDA implica o total reconhecimento das condições e aceitação irrestrita deste regulamento. Os casos não previstos neste regulamento serão analisados e decididos pelo organizador da promoção, cujas decisões são irrecorríveis.

Florianópolis, 22 de junho de 2010.

GERSON DOS SANTOS
Organização Promoção “Em busca da Alma Perdida”

Vai atrasar, que bom

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Período de Copa do Mundo, Avaí treinando em Curitiba, preocupação com as últimas apresentações do time, "namoro" com a zona de degola, o desmanche que não cessa, torcedor enxotado da Ressacada, clima de boicote ao quadrangular de inverno, blogs com baixa audiência, enfim, a vontade é de entregar os pontos, não é não? Que nada, tem mais é que fazer uma promoção esquisita, daquelas sem pé nem cabeça para mandar nosso recado de torcedor fiel e apaixonado para aqueles que vêem o Avaí apenas com uma caixa registradora.

Pois bem, já são 18hs e conforme prometido o post da nova promoção aqui do Avaixonados já deveria estar no ar. Só que aconteceu um excelente problema. Vendo o post de hoje de manhã o patrocinador da promoção ficou tão empolgado que resolveu ser ainda mais quiridu na premiação. Os agrados para os participantes ficaram mais interessantes e ainda foram multiplicados por dois. Repito, não é nenhuma viagem à Paris, mas também não é nenhum gorrinho ou chaveirinho pirata do camelô. Embora seja uma promoção simples, precisarei fazer alterações no regulamento, no banner (que já havia sido criado) e até mesmo no mote dessa brincadeira séria. Assim, até amanhã ao meio dia tudo já deverá estar redondinho para ser publicado.

Promoção no meio da zica

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Perdi o dia em que Amadeu Horn distribuiu aquele conjunto de camisas com listras azuis e brancas (contínuas) para a gurizada vadiar contra o Humaitá, mas de 1974 pra cá testemunhei um bocado de coisas. Sem parar. Dos momentos mais tristes me marcou a penúltima colocação no estadual de 1993 o que nos valeu o rebaixamento para a segunda divisão. Voltamos no ano seguinte, mas aquilo dói até hoje. Entretanto aquela foi uma desgraça que se abateu sobre o Avaí de uma forma relativamente normal. O time era fraco, os adversários eram superiores, enfim, foi um acidente mas merecemos.

Agora é diferente
Em 2009 o Avaí alcançou o maior degrau de sua história. À sua frente, no Brasil, apenas cinco clubes. Todos grandes, tradicionais, ricos, com milhões de adeptos. Nos superamos. O ano de 2010 seria o da afirmação, mas fomos surpreendidos por uma sequência desastrosa de atitudes da diretoria avaiana. Lá se vão seis meses onde vimos um desmanche sem precedentes, a elitização e isolamento do torcedor, o cerceamento das informações e a farra dos revezamentos de jogadores a cada 90min. Chegamos ao ponto de o sócio ser obrigado a pagar para assistir o Avaí jogar em seu próprio estádio. Aconteceu e está acontecendo de tudo, e tudo o que sabemos é que nada sabemos. Ou melhor, sabemos que o bi estadual e a 13ª colocação na série A encobrem a mais "competente" campanha para o rebaixamento. Dessa vez não seria acidental, o co-irmão que o diga.

Missão quase impossível
É nesse contexto que esse blog lançará uma promoção, um concurso, um desafio para que o torcedor nos ajude a identificar a marca registrada do Avaí FC. O momento não é propício, mas ao mesmo tempo pode ser perfeito. Talvez possamos juntos descobrir, redescobrir e fortalecer os valores viscerais de nossa AVAIANIDADE.
No ano passado, em plena zona de rebaixamento, lançamos o desafio de conquistar apenas um novo sócio e para nossa surpresa até o final 12 almas resolveram assinar seu atestado de maluquice (aqui, aqui e aqui). Essa promoção chegou a merecer uma nota na revista Mundo Estranho da editora Abril, até porque foi uma coisa bizarra mesmo.
Então ficamos assim, pontualmente às 18hs de hoje será dado início a mais uma promoção sem pé nem cabeça do blog Avaixonados. Com tanto desdém dos homens e mulheres das salas do Carianos em relação ao torcedor azurra, pedir que ele faça uma declaração de amor pelo clube é algo inusitado, coisa para doido, ou seja, é coisa para AVAIANO.

Vamos combinar

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A lenda dos All Blacks

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Na quarta-feira puxei o fio da meada sobre o que viria a ser a marca registrada de um clube, a sua alma, e a percepção de que hoje não conseguimos identificar esse valor no Avaí. Disse que assistindo o filme INVICTUS um detalhe havia me chamado a atenção. Num trecho do filme, após a seleção sulafricana se classificar para a final do Campeonato Mundial de Rúgby, o presidente Nelson Mandela perguntou a seu assessor sobre as chances dessa conquista. O assessor foi sincero em dizer que as possibilidades eram mínimas, pois do outro lado estariam os All Blacks, uma lenda do rúgby mundial. O assessor completou o “terrorismo psicológico” informando que se dizia que eles costumavam ganhar os jogos antes mesmo do início, quando entoavam o Haka.

Quem são os All Blacks
A Seleção Neozelandesa de Rugby é uma das melhores equipes de Rugby do mundo, senão a melhor. Mais conhecidos como All Blacks (Todos Pretos), a seleção teve este apelido dado devido a um artigo britânico que se referia ao movimento de avanço sistemático da equipe como all backs (todos na retaguarda). Esta expressão foi mal entendida e se tornou All Blacks (que faz alusão à roupa) de hoje em dia. O rúgby é o principal esporte da Nova Zelândia e ser convocado para vestir esse manto negro é uma honra e o atleta já sabe que derramar (literalmente) o seu sangue não é mais que obrigação.

De onde surgiu tanto fascínio
O rugby é um esporte bastante difundido no mundo, mas são os All Blacks que se destacam. Possuem um estilo agressivo que é único e por isso dominam essa modalidade esportiva. Seus jogadores encaram o desafio como uma guerra tribal e parte disso pode ser explicado numa única palavra: Haka.
Haka é o nome genérico dado à dança dos Maoris, o povo que ocupava as ilhas neozelandesas quando os ingleses chegaram. Para os Maoris a dança do Haka é uma expressão da paixão, vigor e identidade de sua raça. Desde o início do século passado os jogadores dos All Blacks a fazem antes de qualquer jogo. Os estádios silenciam para ouvir e os adversários se perfilam em sinal de respeito.
Existem diversas versões do Haka, mas a mais clássica delas é a “Ka mate”, cuja origem data de 1810, quando o chefe tribal Te Rauparaha estava sendo perseguido por inimigos e milagrosamente escapou, escondendo-se em uma saia de mulher. Ao sair, havia um homem a sua espera, mas era um chefe amigo, e vendo isso, Te Rauparaha fez o Haka, celebrando a vitória da vida sobre a morte.

Ringa pakia! (Bata as mãos nas coxas)
Uma tiraha! (Estufe o peito)
Turi whatia! (Dobre os joelhos)
Hope whai ake! (Deixe o quadril seguir)
Waewae takahia kia kino! (Bata o pé o mais forte que puder)
Ka mate, ka mate (Eu vou viver, eu vou viver?)
Ka ora, ka ora (Eu vou morrer, eu vou morrer ?)
Tēnei te tangata pūhuruhuru (Este é o homem peludo que está em pé aqui)
Nāna nei i tiki mai whakawhiti te rā …(Que trouxe o sol e o fez brilhar)
Ā upane, ka upane (Um passo para cima, outro passo para cima)
Ā upane, ka upane (Um passo para cima, outro passo para cima)
Whiti te rā, hī! (O sol brilha)

A alma avaiana
O Avaí é um clube brasileiro e por regra os clubes brasileiros não possuem uma identidade definida, forte, cravada na corrente sanguínea de seus praticantes. Aliás, comparar qualquer time de futebol do mundo com os All Blacks é uma covardia cultural, mas poderia servir como uma boa referência, porque não? Somos por demais permissivos com nossos dirigentes e atletas, e via de regra trocamos o que poderia lembrar respeito à legítima AVAIANIDADE por um título, seja regional ou nacional. Prostituir o uniforme azurra? Ué, qual é o problema? Pagando bem, que mal tem? O brasileiro troca o seu voto por uma carrada de brita, então nada mais normal que espere tão pouco daqueles que representam sua paixão esportiva. Um “caneco” e estamos conversados.

A promoção
Sim, a promoção da qual falei vai rolar. Uma empresa de Floripa curtiu o seu conceito e patrocinará essa brincadeira séria. Mas como esse post já ficou comprido demais, a largada desse mini evento será dada na próxima segunda-feira, ok?
Em tempo: a informação veiculada no dia de ontem que os sócios teriam que pagar para assistir o quadrangular de inverno em nossa própria “casa” foi apenas mais uma gotinha no oceano de equívocos que a diretoria avaiana decidiu praticar em relação àquele que ela diz ser o 12° jogador. Sobre esse tema indigesto sugiro a leitura do texto impecável do jornalista André Tarnowsky. Fontes base Wikipedia e Na Terra do Kiwi

Isso tá cansando

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O post da manhã de hoje já estava prontinho. Tudo certo para a continuidade do tema de ontem que tratava do DNA do Avaí FC, de sua marca registrada, blá, blá, blá. Mas eis que o leitor MARCOS deixou um comentário dando conta de que no jornal HORA DE SC havia uma informação de que os sócios pagariam para assistir o quadrangular de “férias”.

Saí, comprei o jornal e confirmei. Segundo o veículo da RBS os sócios do setor A desembolsarão R$15 e do setor B R$20. Segundo um blogueiro amigo essa informação pode, sim, ser verdadeira. A razão poderia ser que “esse quadrangular não estava previsto no início do ano quando listaram as competições que teríamos em 2010”. Sem entrar no mérito de mais uma possível desculpa esfarrapada como essa por parte do clube, esses jogos com times medianos poderiam ficar por aqueles da Copa do Brasil que não nos foram entregues e que constavam no mesmo pacote.


Então ficamos assim: perdi o rebolado para a postagem que iria fazer e fico no aguardo que essa seja mais uma das tradicionais pataquadas de nossa área de comunicação. Naquele jogo contra o Criciúma em Palhoça pela Copa SC foi a mesma coisa. Quero crer que o presidente Zunino não esteja (de novo) sabendo de nada e baixe outro decreto desdizendo isso aí. Brincadeira tem hora.

A falta que faz uma alma

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Assistindo o jogo de ontem entre Brasil e Coreia do Norte senti a falta de um líder em campo. Lúcio é um zagueiro, permanece postado lá atrás, longe do burburinho daqueles que correm em função do gol. Lúcio não pode dizer “Joga pra mim que eu resolvo” já que ele não sabe e nem pode pedir isso, pelo menos lá na frente. Esse seria Kaká, mas hoje o bom cristão está mais para coadjuvante.

Invictus
Na semana passada assisti o filme Invictus, que se passa em 1995 e trata da intenção de Nelson Mandela, recém eleito presidente da África do Sul, em unir a nação através da Copa do Mundo de Rúgby que aconteceria no país. Era uma chance única de quebrar os muros de uma nação rasgada pelo Apartheid. Nada tanso, Mandela chama o capitão da equipe, Francois Pienaar, vivido pelo ator Matt Damon, e conversa sobre liderança, inspiração, enfim, conceitos abstratos que poderiam trazer o título pouco provável de campeão do mundo para esse “novo” país. O desafio era parecido com o de hoje para os Bafana Bafana.

A alma
Pode parecer que estou falando de um homem, uma figura, mas não. Há anos sinto a falta de uma alma na seleção brasileira. Permitam-me o corte seco no texto, mas é o mesmo que sinto em relação ao Avaí. Depois de muito tempo enxerguei isso nas veias de Marquinhos, onde mais do que um bom toque de bola presenciávamos uma alma legitimamente avaiana. Isso transcendia o gramado e saltava para as arquibancadas. Marquinhos podia falar "Olha pra mim!".

O Avaí é o Brasil
O Brasil é um ajuntamento de culturas, não possui uma raiz única, uma marca cravada no DNA de seus habitantes. Afinal, qual é a nossa marca registrada? Para os gringos somos o país do futebol, do carnaval e das belas bundas amorenadas. O Avaí é do Brasil, o Avaí não foge à regra. Antigamente éramos o time da raça, mas agora aplaudimos qualquer um que demonstre um pouco de boa vontade, como foi o caso de Rudnei no último jogo contra o Fluminense.
Não temos um cara, não temos uma cara, não temos uma alma definida. O Grêmio é um estranho no ninho tupiniquim, é o IMORTAL, por isso ai daquele que vestir o manto tricolor e não der o sangue por ele. Gosto disso.

Vem aí uma promoção
Assistindo Invictus um detalhe isolado me impressionou, me chamou a atenção e me inspirou. Um personagem coadjuvante desse filme me fez passar a última semana em horas a fio de pesquisa. A meta era tentar entender o que vem a ser a alma de um time. Você vai assistir o filme, assistir de novo mas posso garantir que não saberá de onde me veio a luz para criar uma promoção que envolverá o torcedor avaiano na tentativa de (re)descoberta da alma azurra. Estou mantendo os primeiros contatos, fazendo orçamentos, buscando um patrocinador e pensando na sua estrutura. Parece que vai rolar e você pode apostar que será divertido. Quem sabe até mesmo útil para todos nós. Aguarde.

Querem nos enganar

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Você deve ter percebido que mesmo em plena Copa do Mundo pouco ou nada tenho falado sobre a seleção brasileira. Além de ser um excelente intervalo para falar do extra-campo do Avaí, confesso que desde aquele fiasco da decisão de 1998 já não sou o mesmo torcedor da amarelinha. Eu e milhões de compatriotas nos sentimos uns tansos desde aquele circo que prefiro não relembrar. Depois daquilo nossos olhos se abriram para a grande "parceria" que existe entre a CBF, os atletas, anunciantes e as redes de comunicação. Desanimei.

Quando do sorteio dos grupos da Copa tive que rir. Tendo como vizinhos Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte, meus ouvidos foram obrigados a escutar todas as partes interessadas afirmando que a chave do Brasil era a da morte. Oras, os lusitanos e marfinenses (é assim?) são equivalentes a um time médio brasileiro que se resumem a um único homem diferenciado. Já os pigmeus asiáticos não assustam nem que o presidente destrambelhado deles estivesse na cabeça da área ameaçando os nossos onze com ogivas nucleares. É preciso criar uma história emocionante, uma saga que atraia nos olhos para os breaks comerciais desses jogos, entenderam? Prefiro falar do Avaí, que é dirigido por pessoas mais confiáveis.

E por falar em desânimo
O Avaí não consegue acreditar que esteja na série A. Aliás, mal e mal acredita que seja um clube de série A. Há apenas um ponto da zona de rebaixamento e com atuações medíocres no brasileirão a diretoria azurra prometeu se reforçar nesse intervalo de 40 dias e voltar mais forte para o complemento do campeonato. Depois de uma semana trabalhando em silêncio eis que surge a primeira aposta:
Alisson, 34 anos, ex-jogador do Imbituba que não disputou uma só partida em 2010 e com aparência física de Ronaldo, aquele que rola até a bola.

Começo a acreditar que os cartolas avaianos não entenderam ainda que o negócio do clube é o futebol. Depois de se enveredarem pela indústria têxtil fabricando seus próprios uniformes, eis que agora confirmam estarem de olho no segmento de
recuperação física. Lesionados, operados, atrofiados, gordos, enfim, pode vir que aqui a gente tenta recuperar. Se não der certo não tem problema nenhum, o clube socializa os prejuízos pra cima dos tansos de carteirinha. Enquanto isso o Vasco vem no nosso quintal e leva o bom atacante Trípodi sob nossas barbas. Você acha que Trípódi não é tudo aquilo? Eu também, mas sou mais ele com uma perna só que Alysson com suas duas toneladas. Até porque prótese o Avaí também deve estar fabricando.

Quanta diferença

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Como em quase tudo nesse mundo, às vezes o poderio financeiro é 100% da "competência" de um clube de futebol. Quem tem mais manda mais, simples assim. Essa máxima fica evidenciada quando vemos os primeiros movimentos de recuperação do Avaí comparados com um time grande do sudeste. Nem precisa ser de SP, do Rio já é suficiente.

Em São Januário
O Vasco, mal das penas e ostentando a 19ª colocação na tabela também quer correr atrás do prejuízo, igualzinho ao Avaí. Para seu problema de gols Roberto Dinamite pega uma ponte aérea e vai até São Paulo tentar a contratação do atacante Washington. Assim, facinho. Talvez feche, talvez não, mas sempre é muito bom poder sonhar assim grande.

Se o time vai mal, então manda o ineficaz Celso Roth embora e traz o técnico líder do Brasileirão, pronto. PC Gusmão abriu mão de fazer história no Ceará pelas garoupinhas de São Januário. É, o Vasco se deu bem nessa também. Há rumores de contratações de peso, mas estas ainda estão em banho-maria. Com patrocínios que somados beiram os R$25milhões ao ano tudo fica mais fácil.

Na Ressacada
Aqui a coisa é mais complicada. Estamos aguardando a devolução de Eltinho e William, por exemplo. Eltinho por falta de pagamento do Inter e William, que fez uma força hercúlea para se transferir para o Grêmio, pode retornar com o rabo entre as pernas. Sinceramente não acredito no retorno deles.
Em relação às contratações, nada de estrondoso. O atacante Alisson chegou ao Carianos. Com 34 anos e tendo defendido o Imbituba no ano passado, o jogador assinou contrato por três meses e será testado no time que disputa a Copa SC, aquela em que vamos de mal a pior. E por falar em aposta, o presidente Zunino declarou interesse no lateral esquerdo Fernandinho que foi dispensado do Cruzeiro e que no momento está machucado. Sim, machucado.
Nossa camisa rende cerca de R$4,8milhões anuais, mais de 5x menos que a dos cruzmaltinos. A nossa grana é contadinha, é preciso ser bem mais criativo para fazer a horta produzir a mesma coisa com muito menos adubo. Mas se conseguirmos juntar boas pitadas de inteligência a essa criatividade a coisa pode ficar mais simples.

Brasil 0x1 Argentina

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Embora atrasado, a Copa até já começou, vale a pena falar do embate publicitário das gigantes sulamericanas do segmento de cervejas. Na Argentina a Quilmes resolveu tocar no sagrado. No comercial deles nada mais nada menos que o próprio Deus fala. Ele cita lances históricos das copas anteriores e afirma que lá estava presente ao lado dos hermanos. Mas confessa que em algumas situações “Não, isso não fui eu”. O comercial, onde não aparece nada relativo ao Brasil, termina pedindo ao povo argentino para torcer e amar as cores da seleção acima de tudo.
Já aqui a Skol garante que umas latinhas falantes e o líquido propriamente dito são o suficiente para convencerem os torcedores argentinos a se tornam fãs da seleção brasileira. Campanha por campanha fica provado que Deus é argentino. Disparado.

Dica para a diretoria

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Como todos sabem, o Avaí passa por um período de revisão. Fora o Ademir do gramado, a Nesi do Departamento Social e o presidente do clube, todos os portadores de crachás na Ressacada estão passando por uma triagem técnica. Claro que não é bem assim, afinal temos os tradicionais feudos em algumas daquelas salas que só sairão à fórceps. E dá-lhe socialização dos prejuízos.

Mas o Departamento de Futebol, ah, esse está com as barbas de molho. Imagino uma correria entre alguns dos famosos "chinelinhos" do DM para se apresentarem para o batente já nessa semana. Moisés Cândido está à espreita, rondando sorrateiramente os esconderijos das lacraias-come-dorme do Carianos. A guilhotina contratual nunca esteve tão perto, correria geral, pânico, uhhhh! E como esse blogueiro acredita que críticas devam ser seguidas de sugestões, aí vai uma dica de ouro para esse nosso inquisidor-mor.

Na última quarta-feira o time B do Avaí perdeu para o Juventus pelo placar de 3x1 lá no estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul, pela segunda rodada do Grupo A no returno da Copa SC. Foi uma noite histórica para ambas as equipes. Para o Moleque Travesso foi a perda da virgindade, pois marcou seus primeiros gols na competição e por tabela conquistou sua primeira vitória. Ao Avaí coube o momento único de ter colaborado com a ressurreição de mais um time semi-amador de SC. Isso significou também a lanterninha do grupo para o Leão da Ilha, mas isso é secundário. Os "gerreiros" que defenderam os 86 anos de tradição do Avaí FC foram Paes; Maicon, Cleiton, Vitor Hugo e Gustavo (Rafael Costa); Marcus Winícius, Marquinhos Júnior, Fredison e Rivaldo (Antônio); Laércio (Mateus) e Anselmo Ramon. Anotou, Moisés?

Futebol e grana, inseparáveis

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Como bem disse o artista plástico Mausé no primeiro comentário do post LA vai embora de janeiro desse ano, virei Mãe Diná. Gozações à parte, quem trabalha em função dos hábitos de consumo das pessoas não tem outra alternativa que não conviver com a futurologia. Olhar o passado, analisar o presente e projetar o futuro é o be-a-bá do marketing. Oras, aquela aproximação de Luiz Alberto com o seu time do coração, o Coritiba, não era um passo isolado, os sinais de que havia um projeto em andamento eram claros. Nosso padrinho-empresário percebeu que levava jeito para a coisa e inteligentemente iniciou sua projeção para o mercado das altas cifras do futebol.

A prioridade
Pois é, o Avaí queria Sandro, jogador do Gençlerbirligi, da Turquia. Já havia até mesmo um OK acertado entre as partes. Mas eis que Ney Franco pediu e Luiz Alberto atendeu: Sandro já é do Coritiba. O que me chamou a atenção nessa negociação foi o posicionamento de Luiz Alberto, claramente pró Coritiba. Um dia antes o empresário fez uma declaração deveras interessante ao Paraná Online: “Ele tem proposta de renovação, mas já está há três anos na Europa”. O empecilho seria o Avaí, já que há um pré-acordo para ele ir para a Ressacada. “É isso que estamos resolvendo”, disse o empresário”. Você entendeu o grifo, caro leitor.

Preparando o Adeus
Não sabemos até quando ainda teremos essa parceria vitoriosa, mas sabemos que a LA Sports está migrando para outras pradarias. O Avaí já entendeu e passou a olhar com mais carinho para as suas categorias de base. Para isso trouxe um novo Gestor, Fábio Araújo, que de imediato fechou uma parceria com o argentino Santa Fe Fútbol Club além do patrocínio das camisas com a Molten, empresa japonesa que fabrica produtos esportivos.
Me alegra ver que a diretoria avaiana finalmente abriu os olhos para aquela que é a maior fonte de renda de grande parte dos clubes profissionais. Já não era sem tempo. Entretanto fico pasmo com as condições em que isso se deu. Se entendi bem, o Avaí, que tentou interiorizar a sua marca SC fazendo apresentação do uniforme do jogo da velha em Palhoça (?), de cara já vai exteriorizar a captação de novos talentos. Gosto de passos largos, ousados, mas seria mais sensato começar essa nova fase em nosso próprio quintal, de forma mais intensiva na Grande Florianópolis, depois no interior do Estado (pra lá de Palhoça), sul do Brasil e depois, claro, poderíamos invadir a Argentina.

Patrocínio de pai para filho
Quanto ao patrocínio da empresa japonesa considerei um verdadeiro escárnio. Se o site oficial não se enganou, a Molten terá sua marca estampada nos uniformes das categorias juvenil, júnior, infantil e mirim, no espaço do patrocinador master, em troca do fornecimento
de bolas oficiais de futebol e luvas para os goleiros das categorias de base azurra. Fazendo uma projeção particular, de saída os japas cederiam 80 bolas (R$4.000) e 40 pares de luvas (R$2.400) e o ano estaria pago. Ou seja, pelo equivalente a R$533 mensais a Molten desfilará seu logotipo no peito de toda a gurizada avaiana por um ano inteirinho, sem falar que de lambuja aparecerão para todo o Brasil na Copa SP de Futebol Júnior, em janeiro. Esse valor é uma merreca, ainda mais se considerarmos que para a empresa do país do sol nascente o valor real (de custo) desse material é irrisório. É, mais um negócio da China que me confirma a tese de que o Avaí FC não respeita a sua marca.

O custo das apostas de 2010

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Pois é, a estratégia vencedora do ano passado, aquela de trazer jogadores lesionados ou em processo de recuperação, não deu certo em 2010. A diretoria avaiana bem que tentou garimpar um Léo Gago por entre as bandagens do nosso DM, mas não rolou. A aposta em Marcinho Guerreiro até que vingou, mas para nossos “azar” foi num setor onde o Avaí não é exatamente um desassistido.

De onde mais se espera...
... é daí mesmo que não aparece nada, já diria Edward Murphy. As expectativas sobre Sávio e Vandinho eram e ainda são enormes. Enquanto pode jogar Vandinho balançou as redes, coisa que sabe fazer muito bem. Lesionou e sumiu.
Sávio é um caso à parte. Sua contratação acabou se tornando um festival de esquisitices. A idéia é que ele fosse uma alavanca comercial para o clube, um tipo de protagonista para as ações de marketing que se seguiriam à sua chegada. Foi recebido apenas por Zunino no aeroporto, deu uma coletiva vapt-vupt com um cabelo desgrenhado e barba por fazer, aí desapareceu, voltou pra tirar foto com sua camisa 10, jogou um bocadinho, desapareceu de novo, desfilou a camisa do jogo da velha e... desapareceu.


Sem misturar as coisas
O que dizer de Dinelson, Fredson, Diego Orlando, Rivaldo, Anselmo Ramon, Davi, Robson, Leonardo e Batista? A lista é extensa, fiquemos apenas nos mais famosos. Nesse grupo temos quem jogou pouco ou nem jogou, mas continuam lá inchando a folha salarial e gerando aquele maldito passivo financeiro que João Nilson usou para criar a tal “socialização dos prejuízos”. São atletas honestos, pais de família, respeito a todos, mas não podemos misturar o pessoal com o profissional, é assim que as coisas funcionam na vida real.


O preço de um inativo
Fosse uma empresa comum o Avaí já teria pedido concordata nesse ano: devo não nego, pago quando puder. Levando em conta que nenhum desses jogadores acima recebem menos de R$20mil mensais podemos fazer um cálculo aproximado de quanto cada um nos custa usando-se a moeda sócios. Divida o salário de um deles pelo menor valor de mensalidade (R$60) e teremos um resultado assustador: cada jogador parado ou pouco produtivo do elenco avaiano custa o equivalente a 333 sócios por mês. Levando-se em conta que a Campanha Sócio Coração atraiu 500 novos mensalistas, concluímos que até o momento ela serviu apenas para pagar 1,5 Dinelson ao mês.

Tempo de reavaliar
É isso o que promete a diretoria avaiana, reavaliar o grupo e desonerar a folha que hoje bate na casa do milhão. Sei lá, não acredito que tenhamos uma grande mexida na taxa Selic do Carianos. Um ou outro jogador até pode ser emprestado ou dispensado, mas os medalhões, os maiores salários, esses devem continuar contando com a famosa permissividade azurra. E dá-lhe socialização dos prejuízos.

O paraíso é gelado

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A Islândia é a terra daquele vulcão de nome impronunciável que entrou em erupção há alguns meses e causou o maior caos aéreo da história. É um país isolado, gelado, com pouca gente, o último lugar que você pensaria em conhecer. Pois é, só que o governo deles quer que você dê um pulinho até lá.
A campanha Inspired By Iceland te convida a conhecer a Islândia e depois compartilhar suas histórias e experiências com o país. Logo abaixo o belíssimo vídeo que apresenta o projeto com a música “Jungle Drum” da cantora islandesa Emiliana Torrini.

O ar que a gente precisa

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A diretoria e a comissão técnica do Avaí têm muito o que discutir nesse período de Copa do Mundo, ô se têm. Há um bom tempo disponível até a retomada do campeonato, o suficiente para esvaziarmos as nossas taças de vinho de vãs expectativas, exageradas para o bem e para o mal. Uma taça vazia sempre estará cheia de ar, e ar é tudo o que a gente precisa nesse momento.
Cabe aos cartolas avaianos reavaliarem os erros do primeiro semestre sem otimismos fantasiosos e projetarem uma guinada parecida com aquela do ano passado. Sinceramente não espero uma ressurreição sobrenatural, mas apenas o suficiente para que nos mantenhamos num bloco intermediário entre os outros 19 clubes. Sejamos realistas, pelo menos nisso.

O verdadeiro Chamusca
Não acredito que Chamusca veja o rodízio de atletas como uma estratégia plausível para o futebol atual. Nunca vi isso em lugar nenhum do mundo, talvez porque o bom senso diga que os melhores sempre devem estar à disposição de um time. Num primeiro momento acreditei que fosse uma forma do bom baiano manter o tesão do maior número possível de jogadores do elenco. A esperança de poder estar sempre na ativa seria um tipo de dopping emocional para que seus comandados se mantivessem ligados. A sonolência em alguns jogos mostrou que essa não era a razão.

Depois comecei a desconfiar da capacidade técnica de Chamusca, claro. Havia uma triste coerência entre os desatinos para a escalação do time titular, o banco de reservas e os não relacionados para o mesmo jogo. Erros seguidos, ou não seriam erros? Minha tese começou a ruir quando notei várias vezes, desde janeiro, esse mesmo técnico mudar a configuração da equipe no intervalo ou mesmo durante o jogo de forma inteligente e eficiente. Burrice não é um dos defeitos do Péricles.


Minha teoria atual (haja divagação) teve início há alguns meses quando ouvi o parceiro Luiz Alberto se rasgar em elogios a Chamusca. Os adjetivos foram tantos que só faltou
nosso empresário benfeitor dizer que ele era também obediente. Chamusca deve ter sido convidado a manter todos os atletas na vitrine pra módi o clube e a parceria realizarem o máximo possível de lucros no final da temporada. Os valores das dívidas para com LA e Zunino continuam enormes e queimar um ativo financeiro em má fase agora por meio de seu afastamento não seria nada bom para os negócios futuros.

Well, amanhã a gente poderia falar da legião de inativos do elenco avaiano, mas por um ângulo diferente, quem sabe pelo prisma dos números... é, seria bem interessante.

Taça vazia, por gentileza

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A maneira como se observa uma taça de vinho pela metade costuma determinar se a pessoa é otimista ou pessimista. Essa analogia, possivelmente originada num desses livros baratos de auto-ajuda, reza que enxergar a taça meio cheia é sinal de que você está preparado para conquistar o mundo, é um vencedor em potencial, um chamariz da sorte, enfim, você é um fofo social. Mas vejamos.

O Avaí pelo espaço cheio
Convido o leitor a olhar a taça de vinho ao lado. Olhe. Olhe de novo. Agora imagine que por detrás dela esteja o Avaí FC inteirinho, todos os funcionários, departamentos e até mesmo a Ressacada. Você há de concordar que a visão será muito prejudicada através da parte da taça ocupada pelo vinho. Arrisco afirmar que não conseguiríamos enxergar nem o nosso azul. É isso mesmo que você já sacou: em determinadas situações o otimismo pode prejudicar - e muito - a forma de encarar um negócio.

Como um rápido exemplo podemos citar a paixão que nos faz olhar para a Ressacada e enxergarmos nela a evolução patrimonial do clube nos últimos anos. Camarotes à reviria, cadeiras novinhas, um gramado que está entre os melhores da América do Sul, telão, enfim, a representação física da diferença do Avaí de ontem e de hoje. Tudo isso é verdade, é mesmo! Mas o maldito vinho nos tira uma outra visão também verdadeira: hoje temos mais cadeiras que pessoas em nosso estádio. A Ressacada é uma taça 40% cheia.


O Avaí pelo espaço vazio
Não, uma empresa vencedora não se caracteriza pelo pessimismo. Note que a visão por entre a parte vazia da taça ainda possui a interferência do vidro que costuma desfocar o objeto por ele encoberto. Não é o ideal, mas pelo menos você vê algo além, fator fundamental para um planejamento minimanente seguro. Eu diria que quem se arrisca em um negócio deveria subestimar lucros e superestimar prejuízos. Se tudo der errado você já estava preparado para isso, e se tudo der certo, cuide apenas para fazer aquele pós-venda maravilhoso. Dindim no bolso, Aruba lá vamos nós.

Um dos grandes pecados do Avaí de 2010 foi ter acreditado que poderia desmontar um time e formar outro apenas juntando bons profissionais avulsos. Com dedicação, pensamento positivo e caras conhecidas do futebol brasileiro acreditou ser possível ter um conjunto semelhante àquele se se esvaiu por entre os dedos no início da temporada. Um pouco menos de vinho entre o que a diretoria azurra queria e aquilo que foi buscar teria ajudado um bocado na percepção da nova realidade avaiana. Se a taça estivesse completamente vazia em janeiro quem sabe (eu disse quem sabe) poderíamos ter uma quaresma de Copa do Mundo bem mais tranquila. Continua amanhã...

A terra ainda não está arrasada

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Desde o início do estadual vemos claramente que o time atual é muito inferior ao do ano passado e a maioria dos blogueiros não escondeu isso. Os bons números e o bicampeonato obtidos nessa competição que beirou o ridículo fazia com que os insistentes avisos fossem tidos por muitos como pessimistas, alarmistas, típicos de quem só enxerga a área vazia da taça de vinho. Às vezes o excessivamente otimista é apenas um torcedor mais lúdico, só isso. Se o cara é feliz com suas ilusões, tudo bem, mas quem opina precisa fazê-lo à luz da sinceridade.

Sem terra arrasada
Essa expressão me lembra um tipo de desespero enjaulado. Normalmente é citada quando o próprio autor já está em pânico e teme que esse sentimento se espalhe. É como se fosse um auto-antídoto, eu falo e me acalmo. Não faltou paciência com esse time que há seis meses está em testes, sem uma formação tática definida e que sequer sabe quem são os titulares. Fazemos vistas grossas a situações típicas de um time amador: o cara chega hoje e joga amanhã, aquele que come a bola nesse jogo nem é relacionado para o próximo, fora a contratação daqueles que até agora não saíram do DM.
Após o grande desmanche da virada do ano que foi acompanhado pela famigerada "socialização dos prejuízos", percebemos que as vendas ainda não cessaram: Eltinho, Uendel e agora, quem sabe, até Rafael. O clube é refém das dívidas que assumiu com Zunino e Luiz Alberto, portanto, sem reclamações. Temos que pagar e ponto final, mesmo que isso signifique um grupo ainda mais fraco.


A frieza dos números
É possível buscar a paz de espírito olhando para a 13ª colocação na tabela, afinal o Avaí está quatro posições acima da zona de rebaixamento. Ufa. Mas seria interessante que a diretoria azurra percebesse que apenas um ponto nos separa do primeiro dos últimos dos moicanos. Também é verdade que temos uma quaresma pela frente, 40 dias para rever o elenco, o time e o sistema de jogo. O problema é que os outros 19 times não decretaram esse período como ponto facultativo.
No Brasileirão temos um aproveitamento de 38%, inferior aos 39% do rebaixado Coritiba de 2009. Mais preocupante ainda é a escalada descendente da qualidade do futebol do Avaí, pior a cada rodada. Quando nossas esperanças são os pisados do DM, quando enxergamos Medina e Gustavo no banco para tentarem o milagre, quando elegemos Rudnei como o melhor jogador em campo e quando aplaudimos um time que toma de 3x0 am casa, acumulando quatro jogos sem vitória e nenhum gol marcado, é porque a coisa realmente está feia. O torcedor sabe disso e opta por apoiar para que a terra não fique irreversivelmente arrasada.

A frieza das atitudes
Eu sei que esse não é um post otimista, mas está longe de ser uma drecretação do fim dos tempos. O importante é que não douremos a pílula, que não joguemos a solução para um clima de positivismo barato. Se o time atual não é uma Brastemp, também não é um amontoado de morromenos favoritos ao rebaixamento. Sem trabalho sério e profissionalismo nada de bom será alcançado, isso é certo.
Se estas palavras não lhe trouxeram refrigério para a alma, que pena, mas não lembro de ter prometido algum dia que esse blog seria um spá emocional para os aflitos corações avaianos. Aliás, já vou avisando: o tema do post de amanhã será ainda mais apimentado, embora menos brochante.

Pitacos do Mauro

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Se fosse lançado um livro com textos interessantes da blogosfera azurra, esse do Mauro Canto não poderia ficar de fora. Em meio ao clima de desolação que hora se abate sobre a nação avaiana, só mesmo os anarquistas do Pitaco Azul para nos arrancarem boas gargalhadas de reflexão. Logo abaixo um pouco da acidez verbal do post original:

"Banco de Reservas
Ali residem os maiores come-dormes do Planeta. Um time de Série A não pode ter Medina e Gustavo como opção. Perdemos dinheiro quando Falcão quis tirar Medina do Avaí. Era o momento. Agora temos que aguentá-lo. Já o Gustavo é aquele cachorro vira latas adotado pelo vizinho. Faz a vizinhança feliz e todo mundo brinca com ele. Só que o vizinho vai embora e o pulguento fica. Aí a vizinhança que tome conta porque o bichinho ficou e late a noite inteira. Na rua Maria Eduarda, ali no Pantanal, anos atrás, teve um caso semelhante. O sarnento foi batizado de "Prejú". Tirem suas conclusões! Destalhe: Pra mim, o Batista JAMAIS poderia ser banco nesse time.


Chamusca
Não dá pra dizer que o bom baiano tem suas convicções. Se não temos um grupo bom, temos que formar um time bom. E isso necessita conjunto e repetição. Batista não pode ser reserva. Mas também não é jogando uma mal, que tem não vai emplacar dois jogos seguidos como titular. Precisa de ritmo. Nosso treinador ainda está testando jogadores e, pior, fazendo rodízio. Léo San e Batista foram titulares contra o Ceará. Batista foi pro banco, Léo San pra arquibancada. Anselmo Ramon foi titular contra o Vasco. Já contra o Ceará apareceu o Cristian na posição. Diogo Orlando é opção em um jogo, entra pouco tempo e some. Thiesen estava sumido e foi titular. Se é muita opção, Chamusca, só tem uma alternativa: DISPENSA! Começa pelo Cristian, Medina e Gustavo que vais bem..." Mauro é o cara da foto acima, batida por Edu Cavalcanti

Roberto tinha razão

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O Avaí fechou os sete jogos pré-Copa com uma justa derrota para o Fluminense por 3x0. O time carioca foi superior, aliás, é muito superior ao Avaí, e se faltava alguma coisa para termos um choque de realidade para as fragilidades do elenco azurra, agora não falta mais nada. Ainda conversaremos sobre o jogo de agora a pouco e as atitudes que devem se seguir nos próximos 40 dias de hibernação do Brasileirão.

Mea culpa
O que me faz sentar diante do computador nesse sábado à noite é o reconhecimento pelo erro de julgamento cometido em relação ao comentarista Roberto Alves, da RBS. No último dia 02 comentei rapidamente (aqui) que havia descoberto o porquê de Rodrigo Thiesen não estar sendo relacionado e que embora não pudesse abrir o “jogo” por completo, poderia afirmar que o Avaí não estava desprezando o atleta. Ao contrário.

Mas ontem ao ler a coluna do jornalista no DC onde ele falava (aqui) que o jogador poderia ser negociado a qualquer momento, menosprezei essa informação dizendo que deveria ser "mais um de seus tiros n’água".
Pra fechar com chave de ouro esta minha sequência de equívocos opinativos, hoje de manhã comentei (aqui) que a escalação de Rodrigo Thiesen como titular jogava por terra aquela nota da Raposa Felpuda, forma pejorativa como me referi a Roberto.

Pois bem, eis que em entrevista agora há pouco na CBN o diretor de futebol Moisés Cândido confirmou que haviam pessoas presentes na Ressacada observando o atacante Roberto e... Rodrigo Thiesen. Como para bom entendedor meia palavra basta, deixo aqui meu pedido público de desculpa ao profissional da RBS. A paixão me fez acreditar que o volante Top da Bola 2010 estava realmente sendo escondido dos olhares gananciosos de empresários para ser mantido no elenco visando o segundo semestre. Talvez até fique, mas que ele foi colocado em campo hoje para desfilar seu futebol com vistas a negócios, disso Moisés Cândido não deixou nenhuma margem de dúvidas. É isso aí.

Leve até sua vuvuzela

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Hoje tá valendo tudo. O Avaí tem que fazer a vitória contra o Flu. E se por acaso esse maldito artefato musical ajudar na conquista destes três preciosos pontos... avaianos, ao camelô! A razão é que o jogo de daqui a pouco na Ressacada é fundamental para as pretensões azurras na série A de 2010. É um jogo chave, importantíssimo do ponto de vista matemático e emocional. A equipe vem de três resultados ruins, apenas um ponto conquistado em nove disputados. Depois de hoje serão 40 dias de hibernação para a Copa e torcer para a Seleção com o Avaí na zona da degola seria brochante.

Os times
O Fluminense vem forte, esfomeado, muito a fim de se manter no G4. Conca, Fred e cia não estão pra brincadeira. O tricolor carioca conta com uma vitória hoje na Ressacada para manter sua ascendente na competição e para isso traz a tiracolo a estrela Muricy Ramalho à beira do gramado.
O Avaí, só para não perder o costume, entra em campo com desfalques. Patric e Marcinho Guerreiro, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, devem ser substituídos por Marcos e Rodrigo Thiesen. Sim, Rodrigo Thiesen pode pintar de titular, viu D. Raposa Felpuda? Rafael apresentou melhoras de sua contusão e também deve ir a campo. No meio um duelo de “titãs” pela titularidade, Batista ou Rudnei. Até Leonardo pode aparecer, acreditas?

Apoio irrestrito ao Avaí
O leitor do blog sabe que nunca ousei direcionar a postura do torcedor nas arquibancadas. Certo ou errado quer vaiar, vaia e pronto. O espaço da bunda na arquibancada, vibrar com o sucesso do time e reclamar da falta de garra dos nosso “funcionários” são os únicos direitos que temos como torcedores, portanto são bens intocáveis. Mas gostaria de fazer um pedido politicamente incorreto.
Hoje e apenas hoje vamos apenas apoiar. Nossa média de público é baixa, 7.300 pessoas por jogo, mas se apenas estes forem à Ressacada logo mais as 18:30hs, que sejam 7.300 que não reclamem de nada, de ninguém, de jeito nenhum. Se você estiver puto com a atuação de algum jogador, silencie-se, pronto. Se o estádio ficar parecendo um túmulo, Chamusca haverá de entender nossa mensagem. Leve esse espírito para o Carianos e passe para o torcedor de seu lado essa mesma convicção. Se eu tivesse uma vuvuzela, juro por Deus, levaria. Na falta dela levarei a minha paixão pelo time do meu coração. Esse finalzinho ficou lindo, né?

Um negócio chamado Boca

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Pegadinha do Malandro

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Amigo meu enviou e-mail ontem dizendo que ouviu no programa Debate Diário que o procurador de Rodrigo Thiesen pediu autorização à diretoria avaiana para negociar o atleta, uma vez que o mesmo não estava e nem seria aproveitado pelo clube em 2010. Claro que não acreditei, só poderia ser mais um furo ao contrário da empresa gaúcha de comunicação.

Em sua coluna de hoje no DC Roberto Alves retorna ao assunto informando que “Rodrigo Thiesen deve ser emprestado a qualquer momento. Seu empresário procura um clube para que ele possa jogar. O Avaí não colocou nenhum obstáculo, já que ele não está sendo aproveitado”.

Não posso crer. Pelo que sei Thiesen está sendo guardado à sete chaves para retornar como titular absoluto após a Copa do Mundo. Fui enganado? Ou é o Avaí que está enganando a si próprio? Felizmente sabemos que o nosso querido RA tem o hábito de criar marolinhas com tiros certeiros... n'água.

A Chapa está fervendo

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GuilhermeO Avaí entrou no gramado do castelão cheio de alterações. Leo San entrou preenchendo a zaga ao lado de Emerson e Emerson Nunes. Patric e Marcos (improvisado) nas alas, Guerreiro e Batista na contenção. Robson centralizado, Cristian e Roberto na frente. Com base no último jogo na Ressacada foram quatro mudanças.

Primeiro tempo
Logo de início viu-se que seria uma partida medonha, os erros de passe do Avaí persistiam, virou sina, e o Ceará não ficou atrás nessa ruindade. Se tivéssemos uma equipe acertadinha não teríamos dificuldade alguma em batê-los dentro sua casa. Fiquei tentando encontrar palavras para descrever a primeira etapa do jogo, mas simplesmente não existimos como equipe. Marcos na esquerda está totalmente deslocado, Batista perdido e caindo de maduro. Robson até se apresentava, mas jogando fora de posição não acertou nada. Mesmo assim o Ceará não dava trabalho, a equipe deles é pior que a nossa, podem acreditar.

Segundo tempo
Minhas esperanças se voltaram para o banco e pensei: “Pronto, Chamusca viu que a partida é fácil e que o time na tá jogando nada. Davi vai entrar no lugar da super-mega-estrondosa revelação, Cristian". Que nada. A naba tática e técnica se manteve e somente aos 16min Davi entrou no lugar de Robson. Por mais que estivesse mal, Cristian conseguia ser ainda pior que Robson, mas Chamusca não concordou comigo.
Em uma bobeira geral um camaradinha saiu no meio da zaga avaiana, cortou Emerson e mandou a bola bem mirradinha no canto. Pane da zaga e do Zé que poderia ter catado, ele sabe disso. Pará na esquerda substituindo Marcos e então fomos prum abafaa bem mixuruca e contando com a incapacidade cearense na marcação. Nada de novo. Davi até deu uma outra movimentação ao meio, fez lançamentos e se apresentou. O lugar dele é ali distribuindo as jogadas. Anselmo entrou e aí eu desisti de vez. Tomamos mais um gol em uma sobra de bola dividida e a vaca foi pro brejo.

Terceiro tempo
Dá pra reclamar? Dá sim. O Avaí não jogou nada e o placar foi merecido. O Leão jogou como gatinho, foi um time covarde, desorganizado e sonolento. Sorte nossa que era o Ceará, fosse um time melhorzinho teríamos uma noite historicamente negativa.
Constatações: Cristian ainda precisa amadurecer, mas em outra equipe, não consigo vê-lo jogando pelo Avaí. O mesmo vale para Anselmo. Davi é titular nesse meio com um pé nas costas. Batista se tornou uma piada. Chamusca poderia parar de inventar só um pouquinho e colocar cada um em sua posição de origem. Chega, o jogo de ontem nem merecia uma análise tão extensa. Sds Azurras. Guilherme Quadros