Um 0x0 que foi lucro

| 1 comentários
GuilhermeO Avaí entrou em campo para enfrentar a equipe contra a qual fez seis pontos no ano passado. O objetivo não era apenas ganhar mas também provar que aquele jogo contra o Grêmio foi um aborto da natureza. O enredo era bom e Chamusca trouxe a campo duas novidades: Anselmo no ataque e Marcos na ala esquerda. Gramado perfeito, torcedor empolgado, mas os dois times resolveram não jogar bola. Se tínhamos Chamusca por retranqueiro, o que falar do técnico do Vitória num 4-5-1 cheio de medinho? Do lado azurra Rudnei e Caio totalmente incapazes de tocarem a bola com um mínimo de dicernimento. O Avaí estava mal, sonolento, erros de fundamentos básicos, um jogo ruim de se ver. Parecia o tape daquela pelada das Barbies contra o Brasiliense.

Primeiro tempo
De início tomamos pressão, afinal ninguém arriscava ao gol do Vitória. Em uma cochilada da zaga (principalmente do Emerson) quase tomamos uma facada no peito. São Zé Carlos entrou em cena e o milagre foi realizado. O tempo passava e nada demais acontecia. Nosso meio campo insistia em brigar com a bola. Caio e Rudnei foram os protagonistas das jogadas mais bisonhas.
Fato é que conseguíamos atacar somente quando a bola não passava por Caio. Roberto, o único homem lúcido em campo, buscava criar algo que parecesse útil. Na primeira oportunidade fez um cruzamento sob medida para Marcos perder de cara pro gol. Pouco tempo depois o mesmo Roberto meteu um balaço no travessão e o que se viu na sequência foram suas conhecidas jogadas individuais, até porque ele sabia que se soltasse a bola a jogada estaria morta.

Segundo tempo
O Avaí voltou mais aberto. Rafael foi poupado e Robson recebeu a missão de fortalecer o meio de campo. Deu alguma movimentação, conseguiu acertar alguns passes, mas foi só. Rudnei insistia em errar tudo até que deu lugar à Diogo Orlando que entrou cheio de marra, cedeu uns dois contra golpes para os baianos mas depois se acertou no posicionamento e na qualidade dos passes. Patric começou a jogar mais na etapa final, conseguiu bons ataques, mas pecou em tocar a bola em situações em que o correto teria sido chutar a gol.
Caio se lesionou sozinho e deu lugar a Medina que armou uma correria improdutiva. Nessa entrada de Medina Chamusca tentou a cartada final invertendo os laterais, mas nada de bom aconteceu. Patric e Marcos estavam visivelmente cansados de ir ao ataque e não receberem bolas. Robson não abria o jogo, tocava direitinho mas não enxergava os companheiros soltos. Com um meio de campo completamente congestionado apenas Roberto chegou a criar uma oportunidade de gol e isso no último minuto. Resultado, um jogo ruim e um placar frustrante de 0x0.

Terceiro tempo
Reeditamos o enredo da partida anterior contra o Grêmio, mas com um agravante: conseguimos errar ainda mais. A enorme quantidade de passes errados, a afobação dos jogadores e a qualidade duvidosa de algumas peças nos deixam de cabelo em pé para os próximos compromissos. Considero Davi um armador com mais qualidade no passe, pena estar lesionado. A bruxa ta solta. Agora é encarar o Ceará com seus petardos de fora da área. Sds azzuras. Guilherme Quadros

Tainha x Acarajé

| 0 comentários
O jogo mais difícil do Avaí até agora na série A. Esse pode ser o enredo de logo mais a partir das 18:30hs na Ressacada quando teremos o Vitória por adversário. O fato do rubro negro baiano ser finalista da Copa do Brasil já o credencia como um bom time, mas o gás extra veio com uma virada heróica com um jogador a menos na rodada anterior sobre o Atlético Mineiro. Um 4x3 daqueles que eleva a confiança dos jogadores na enésima potência.

Não se engane com a 14ª colocação deles, estavam poupando o time para a Copa do Brasil, mas agora se voltaram para o Brasileirão. É um time afoito, jovem, e muitas vezes ataca com irresponsabilidade. O técnico Ricardo Silva sofre muito e não cansa de reclamar dessa característica suicida.
O retrospecto mais recente de Avaí x Vitória é totalmente favorável ao Leão da Ilha. No ano passado tocamos um sonoro 4x0 aqui na Ressacada e 1x0 lá no Barradão. Um osso indigesto está localizado na garganta baiana e no que depender da gente esse engasgamento vai piorar pois ela voltou: vamos cheios de tesão em busca da vitória =>

Os desfalques
Ambas as equipes vem com problemas. Embora o Vitória tenha a estréia do lateral direito Jonas, ele é o único jogador da posição disponível para o técnico Ricardo Silva já que o titular Nino Paraíba foi expulso na vitória sobre o Atlético-MG na última quarta-feira e cumpre suspensão automática. Além de Nino, o Vitória terá os desfalques de Viáfara, Uelliton e Ramon, todos lesionados. Por outro lado, Ricardo Silva vai contar novamente com o atacante Júnior, que cumpriu suspensão na última rodada, e com o meia Bida, recuperado de contusão.
Já o Avaí não terá Davi e Pará, machucados. Para o lugar de Davi gostaria de ver Anselmo Ramon já que Cristian ainda não conseguiu me convencer. Para a ala esquerda devemos ter a estréia de Marcos, recém contratado e que terá que mostrar personalidade mesmo com apenas 20 anos de idade. Chegou, mal treinou e já vai pro “fogo”. É assim mesmo, sem moleza. Clic Esportes

Não foi isso não

| 9 comentários
O repórter esportivo Jean Balbinotti trouxe uma matéria na manhã de hoje no ClicEsportes que, digamos assim, derrapa um bocadinho na curva dos fatos. Segundo ele o discurso do técnico Péricles Chamusca passou por uma metamorfose de quarta-feira pra cá:

"Bastou o primeiro revés no Brasileiro para o Avaí reavaliar suas intenções. Ameaçado pelo descenso em 2009, hoje a situação é outra. O clube está no G-4 na ponta de cima da tabela e brigando por uma vaga na Libertadores. Só que o sofrimento do ano passado serviu de lição, tanto que a comissão técnica avaiana já fala na pontuação necessária para permanecer na elite".

Na verdade Chamusca já diz isso desde o dia seguinte da decisão do campeonato catarinense. O treinador avaiano pode ter seus defeitos, mas um deles não é a incoerência. A imprensa tem a função de relatar os fatos com a maior proximidade possível da verdade, então nem é necessário ajudar o Avaí com manchetes ufanistas ou textos de auto-ajuda. Mas se não atrapalhar a gente agradece.

A emoção que cega

| 4 comentários
O que foi aquela apresentação (?) do Avaí no Olímpico, hein? Me lembrou alguns jogos do Brasileirão do ano passado onde jogávamos um primeiro tempo de cinema e entregávamos a rapadura nos 45min finais em ritmo circense. A diferença é que nessa quarta fomos mais "estáveis", todos os 90min poderiam e deveriam ser jogados no lixo.
Isso foi o suficiente para que alguns avaianos pouco dotados de memória afirmassem que com esse time não dá. Oras, mesmo sabendo que temos um time inferior àquele que fechou 2009 na 6ª posição da série A, arrisco afirmar que o elenco de 2010 é superior. Hoje o Avaí possui um grupo mais parelho, sem tantas diferenças entre os que entram e saem. Se ainda não fizemos uma apresentação de gala ao estilo Gago-Marquinhos-Muriqui, também é verdade que o G4 da morte nos é um parente muito distante nessa competição. Eu prefiro assim, sem montanhas russas emocionais.

Os problemas que persistem
O bicampeonato catarinense nos causou uma perda de memória invertida, aquela que esquece os problemas em prol do objetivo maior alcançado, o caneco. Esquecemos que o Avaí não teve (e não tem) um meio de campo minimamente criativo desde o início do ano. Nem sabemos quem são os titulares. Por favor, não me venha com aquele raciocínio evasivo de Chamusca: "Cada jogo tem uma característica diferente, por isso blá, blá, blá...".
Felizmente Uendel se foi, Patric anda sofrendo apagões contínuos, nossos volantes estão deixando muito a desejar e Roberto é um ser eternamente isolado lá na frente, coitado. Já começo a questionar o custo-benefício de Sávio e Vandinho, as estrelas da cia, e pra fechar com chave de ouro ninguém consegue entender o sumiço de Rodrigo Thiesen, o Top da Bola de 2010.

Os resultados e o equilíbrio
Nesse contexto o Avaí fez uma boa partida contra um Grêmio Prudente que teve dois dos seus expulsos. Chegou a fazer 2x0 num Cruzeiro desfalcado e com um jogador a menos, mas entregou o empate e por pouco não saiu derrotado de BH. Pegou um Vasco desesperado e incompetente nas finalizações aqui na Ressacada, mas foi eficaz e meteu um 2x0. Contra o Grêmio esfacelado, bom, contra o Grêmio foi aquilo que vimos.
Mesmo assim o Avaí possui uma das melhores campanhas, ocupando hoje a 5ª colocação. Se é verdade que o torcedor é indesculpável por jogar todo o trabalho do clube na lixeira por um mau resultado, também é verdade que alguns erros estão sendo cometidos de forma contínua há meses pelo clube do Carianos. Nada é para sempre, nem sorte e nem competência. Se o Avaí puder equilibrar esses dois temperos desde já por certo teremos um 2010 ainda mais surpreendente que o 2009. Mas tem que abrir os olhos já.

Um jogo muito estranho

| 0 comentários
Guilherme
Dia de ressaca das brabas hoje. Para quem foi a POA com esperança de conseguir uma sorte melhor que das vezes anteriores, saímos totalmente decepcionados e por que não dizer, abatidos. Chamusca repetiu a formação dos últimos jogos, mudança apenas em nossa meta, mas impressão que ficou foi de um time desentrosado. Muitos erros de marcação, passes e armação de jogadas.

Primeiro tempo
Sofremos muito com as falhas de marcação. Tomamos duas bagas já nos primeiros 30min, na primeira houve marcação de uma falta inexistente, com a barreira enlouquecida, e na segunda um erro coletivo. Afinal o Jonas sair sozinho após o zagueiro dar um bago no campo de defesa, a bola resvalar em uma disputa no meio campo e encontrar a defesa avaiana com as calças na mão não é normal.
O Avaí não jogava absolutamente nada, a ala direita estava impossível e nosso homem de meio resolveu que ia fazer o que fez contra o Vasco, nada. Lampejos de qualidade com Pará tentando avançar e quando Davi se aproximou do meio campo para armar as jogadas e acabou batendo cabeça com Caio. Nossa defesa estava uma peneira e não tínhamos a proteção dos volantes. Cruel.

Segundo tempo
Voltamos com alteração, aquela que já tá manjada: sai o ala esquerdo para a entrada de Robinho no meio campo e deslocamento de Patric para esquerda. Nada de útil aconteceu, o meio de campo ficou ainda mais congestionado e o jogo ficou terrível de assistir. Uma partida sofrível, com um bate-rebate no meio campo e uma quantidade enorme de passes errados.
Zé não era acionado, mas também não criávamos coisa alguma. Sem jogadas nas alas as ultrapassagens não funcionavam e o Avaí se tornou um amontoado de pernas nervosas atrás de uma esfera. Chamusca sacou Davi para entrada de Anselmo. Eu jurava que Caio sairia, não acertou um só passe. Time aberto, dois atacantes com cara de tacho lá na frente, meio campo sem nenhuma inspiração, alas escondidos, enfim uma noite pavorosamente atípica. No finalzinho Medina pegou a batata queimando das mãos de Marcinho, a coisa piorou, pois a zaga ficou ainda mais desprotegida e tomamos o gol derradeiro ao natural.

Terceiro tempo
Uma noite desastrosa para o Avaí. Silas deve ter visto o tape do jogo contra o Vasco e usou a mesma estratégia, congestionou o meio campo e não bloqueou a criação azurra. Perfeito. O Grêmio não mostrou nada demais, achou os gols em nossos erros e deu um sossego momentâneo ao seu torcedor. O que fica de alento é que dificilmente veremos um Avaí tão mal novamente. Tem jogador fazendo de tudo para ser sacado do time titular, é esperar para ver. Sds Azurras, Guilherme Quadros

A análise do Gui, direto do Orkut

| 4 comentários
Começo de jogo deu para ver bem qual era a proposta do Grêmio: esperar o Avaí dar o primeiro passo. Avaí começou com a posse de bola só que muito desorganizado, querendo fazer jogadas pelo meio sendo que o Grêmio puxou a sua marcação para ali. Falta pro Grêmio, gol cagado. Depois da falta continuou a mesma coisa, falha de marcação. Patric tomando bola nas costas, desorganização, Grêmio foi pra cima até que fez um gol por mérito e erro bizonho de marcação do Avaí.

Resto do primeiro tempo a messsssma coisa. Avaí insistindo em jogadas pelo meio com passes rápidos e as vezes perdendo a bola. Quando o Avaí resolvia usar um pouco a lateral com Pará é que se criava alguma coisa. SERÁ QUE NÃO DEU PARA PERCEBER QUE PELO MEIO NÃO DAVA? Quando funcionou o arbitro não marcou penalti em Davi.


Segundo tempo começa e ao meu ver Chamusca erra. Pará estava machucado? Se sim eu retiro o que disse. Robinho entrou só pra fazer número. Tentativas de jogadas pelo meio e nada funcionava. Chamusca demorou muito pra mexer. Por que não colocou um outro atacante, mais rápido, para tirar a marcação do Roberto? Ou pelo menos para desviar um pouco a atenção? Rudnei, Patric e quando eu pensei que a coisa estava ruim vem o salvador da patria, MEDINA... é pacabá.

Resumindo: o Avaí não soube aproveitar os desfalques do Grêmio, muito desorganizado e mal taticamente. Mas não é o fim do mundo, precisamos de organização e preparar os reforços para entrarem logo porque Davi, Rudnei, Patric e Robinho (até certo ponto esses citados) não dá né? Texto de Gui editado e retirado da Comunidade do Orkut

Matriz versus filial

| 2 comentários
O Avaí de Florianópolis, a matriz, enfrenta a sua filial gaúcha hoje à noite no estádio Olímpico. A filial ocupa uma indigesta 18ª colocação na tabela, vem de três derrotas seguidas, uma eliminação da Copa do Brasil, uma pixotada de 12 gols nos últimos quatro jogos e por isso tudo sofre uma pressão sem precedentes em 2010 por parte de seu torcedor. Numa última tentativa desesperada de auto-salvamento a filial gaúcha do Avaí conseguiu levar mais um reforço. Depois dos jogadores Edilson e Ozéias, do técnico Silas, além de Ferdinando e William, agora é Uendel que segue esse trajeto que já irrita os torcedores de ambos os lados da fronteira.

O tempo e o vento
Mais uma derrota pode significar o fim dessa parceria avaiana nas pradarias de Ana Terra e Capitão Rodrigo, personagens da bela obra de Érico Veríssimo. O técnico Silas, da filial, sabe que sua cabeça está a prêmio e não pedirá menos que sangue de seus comandados em busca de uma vitória salvadora.
O tempo e as estatísticas vão fazendo de Chamusca o melhor técnico da história do Avaí. Obviamente essa saga está apenas no início, ainda é um bebê, mas mantida a média mais um ano e meio não sobrará outra alternativa que mudar os planos daquela estátua que o torcedor tanto pedia: sai o treinador evangélico e em seu lugar entra o umbandista, filho de Oxossi.
Será o embate dos ventos. O Minuano está à postos para receber Chamusca. Em contrapartida o bom baiano leva na mochila o nosso tradicional vento cocoroeste, aquele que pode soprar Silas para os braços do Parque Antártica. Melhor pra ele, ruim para o Avaí, afinal teremos um acréscimo de 300Km para nossa próxima filial. Não duvido nada que Silas tente levar a Ressacada para as margens do Tietê.

Palavras de um torcedor da filial
"Que são necessários reforços pro resto da temporada ninguém discorda, só que já virou piada de mau gosto essa predileção por jogadores que estejam jogando ou tenham passado pelo Avaí. Nada contra o pessoal de Florianópolis, mas será que não existem jogadores contratáveis em nenhum outro clube do mundo? (...) Pra completar, hoje surge a notícia que o Uendel, lateral esquerdo do Avaí, pode ficar no Olímpico depois do jogo de amanhã. (...) Infelizmente parece que viramos uma filial do Avaí graças ao belo trabalho do nosso diretor de futebol." Minwer Daqawiya, blog do torcedor do Grêmio na Globo

A camisa que é um milagre

| 17 comentários
O Avaí conquistou seis patrocinadores que lhe garantirão um aporte financeiro de R$4 milhões até o fim de 2010. Essa faz-me-rir orçamentário teve um preço: um dos uniformes mais desconfigurados dos 86 anos de história do clube. Em seu blog o consultor João Henrique Areias tentou ser sutil ao dizer que em sua opinião sete marcas (escudo incluso) é muito para um uniforme. O Sr. Areias relata ainda que participou desse novo design com listras verticais interrompidas, o que fecha com as palavras da Sra. Chayane da Pieri Sports que afirma tê-la desenhado respeitando as tradição do clube, mas que sofreu alterações posteriores a pedido do seu cliente.

O verde e o resto
Poucos torcedores ficaram tão frustrados com essa camisa quanto eu. Mal consigo enxergar o meu Avaí nela. A descontinuidade das tradicionais listras, o “jogo da velha” latente, a quantidade de patrocínios e a profusão de detalhes coloridos (azul, branco, amarelo, laranja, vermelho e verde) nos fazem corar de constrangimento diante de outras camisas de clubes medianos do Brasil. Há quem não aceite o verde-Intelbras, pessoas mais felizes que esse blogueiro que não se conforma com nada nela.

O zero da 101
O que boa parte dos torcedores ainda não se deu conta é que a diretoria avaiana realizou um verdadeiro milagre comercial. Por morarmos aqui acabamos tendo uma visão lúdica do Estado, com uma percepção desfocada para o fato de que quando o assunto é futebol, SC ainda é o ZERO da 101. PR e RS têm mais tradição, mais times na série A, vários títulos nacionais e internacionais, torcidas mais numerosas e mesmo assim recebem um tratamento raquítico em termos de visibilidade de mídia.
Para você ter um parâmetro de valor o Atlético/PR acaba de fechar contrato máster com a Philco pelo qual receberá a quantia de R$6 milhões anuais. Tudo bem que é apenas um único patrocinador, mas com muito menos argumentos de vendas o Avaí levantou cerca de 70% dessa fortuna, o que equivale a R$500 mil mensais. Você faria melhor? Eu, com certeza, não.

Pouco tempo no mercado
Claro que o presidente Zunino preferia um mega patrocinador nacional, mas o fato é que o Avaí ainda não tem um bom apelo além dos limites da Grande Florianópolis. Com dois anos de série A apenas o jornalista Lédio Carmona e o torcedor avaiano não apontaram o dedo para o time do Carianos como provável rebaixado em 2010. Levando para a sua vida real, se você fosse dono de uma empresa e tivesse exatamente R$6 milhões de verba para divulgar seu produto para o Brasil inteiro via futebol, investiria no Avaí ou no Atlético/PR? Ahá, eu também, daí os méritos de Zuzu e cia.

Um dia que há de chegar
No estádio Olímpico o logotipo da Coca Cola é preto. No camarote do Beira Rio a marca da Pepsi é impressa em cinza. Verde não entra na camisa do São Paulo e muito menos o azul na do Atlético/MG. Com o tempo e os bons retornos financeiros as empresas aprenderam a respeitar a cultura de cada um desses grandes clubes. Os primeiros impactos do planejamento da administração de João Nilson começaram a surgir há apenas dois anos, antes disso muita faxina precisou ser feita. O caminho é longo até podermos requerer o status de grande vitrine comercial para nossa camisa.

Vamos reconhecer
O assunto é extenso, então para fechar sem mais delongas lembro que ontem o Globo Esporte apresentou uma matéria sobre a maldição da posição de goleiro, o cara que sempre atrapalha a alegria do povão. Desfilaram Rogério Ceni, Marcos, Felipe, Victor, todos menos o assombro do domingo, o jovem Renan. E quando Renan não apareceu para o Brasil também não apareceram Intelbras, Komeco, VVOA, Fisk, Unimed e Fanatic. Moral da história: você não é obrigado a comprar e nem a gostar dessa nova camisa, mas tem que reconhecer a competência dos homens e mulheres de negócio que tão bem souberam valorizar e vender a MARCA Avaí. Foto Avaí FC

Vai treinando seu inglês e espanhol

| 5 comentários
Wavin' Flag
Tema Copa do Mundo 2010
Ooooo,ooooooo
Give me freedom! give me fire!
Give me reason! take me higher!
See the champions take the field now!
You'll be fighters! make us feel proud.

En las calles, muchas manos, levantadas celebrando,
Una fiesta sin descanso, los paìses
Como hermanos
Canta y une tu voz, grita fuerte que te ecuche el sol,
El partido ya va a comenzar, todos juntos vamos a ganar

Unidos seremos grandes, seremos fuertes somos 1 pueblo
Bandera de libertad , ke viene y ke va (x4)
When i get older, i will be stronger!
They will call me freedom, just like the waving flag!
Now wave your flag ( x7)

Ooooo, ooooo,oooo (x2)

Danos vida, danos fuego, ke nos lleve a lo alto,
Campeones o vencidos, pero unidos a intentarlo,
In the streets are exalted people as we lose our inhibitions
Celebration is around us! every nation all around us!
Singing forever young, singing songs underneath the sun!
Let's rejoice the beautiful game and together at the end of the day
We all say

Unidos, seremos grandes, seremos fuertes somos 1 pueblo,
Bandera de libertad, when i get older, i will be stronger, they'll call me freedom, just like the waving flag! now wave your flag (x7)
And everybody will be singing
Oooo, ooo, ooooo

Na cola do Timão

| 4 comentários
GuilhermeDomingo histórico para o Avaí, reedição da partida inaugural da Ressacada. Equipes e realidades técnicas bem diferentes, é verdade, mas as mesmas camisas estavam em campo. E foi nesse contexto que Chamusca colocou no retângulo verde a mesma equipe que enfrentou o Cruzeiro em BH. A novidade ficou por conta de nosso guarda-redes Renan, e que boa novidade.

Primeiro tempo
Pressão vascaína. Celso Roth encheu a meia cancha de volantes com Léo Gago distribuindo as jogadas. Funcionou bem. Philippe Coutinho dava consistência a todas jogadas ofensivas do Vasco, jogou livre e foi vital para as investidas perigosas de sua equipe.
Renan estava em noite imspirada. A marcação de meio do Avaí não funcionava. Os alas azurras não apareceram para jogar e marcar, o que abriu um senhor buraco a ser tapado pela defesa e volantes em ritmo de “se vira nos 30”. Os cruzmaltinos foram sufocando. As bolas eram espirradas para frente e lá não encontravam um Davi que as dominasse, a batata estava quente. Essas mesmas bolas encontravam um Caio duplamente marcado e um Roberto isolado.
Mas quem não faz leva e o Vasco levou. Numa patacoada de sua defesa após um cruzamento medonho de Patric, a bola sobrou limpinha para Roberto guardar mas redes, 1x0.

Segundo tempo
O Vasco mudou. Felizmente saiu Léo Gago que jogava tanto quanto batia, e em seu lugar entra o pipoqueiro Rafael Coelho, um Barbie disfarçado. Perdeu um gol incrível e justificou a pegação de pé do torcedor de São Januário. Naquela lenga, lenga, fomos levando o jogo, cozinhando o bacalhau. A marcação do Avaí melhorou, Philippe Coutinho já não tinha a mesma liberdade. De nosso lado a bola já chegava até Davi com qualidade, mas só até ele, que não dava continuidade nas jogadas. Nossos alas continuaram apagados, sumidos, e Rudnei jogou bem até perder o fôlego.
O rendimento do Avaí caiu. Chamusca percebeu e sacou Pará, peça nula, e colocou Léo San, descolando Patric para a esquerda, Emerson Nunes para direita e fazendo uma nova formação de zagueiros. Fim dos sustos. Davi saiu machucado e deu lugar a Anselmo, grandalhão que parece ser bom de bola e que segurou a bola na frente. Robson entrou no lugar do Roberto e numa boa tabela com Anselmo aos 45min fechou o placar, 2x0.


Terceiro tempo
Foi uma apresentação para abrir os olhos. Tomamos pressão dentro de casa e nos safamos pela competência de nosso arqueiro, pela incapacidade dos atacantes do Vasco e pelo oportunismo de nossos homens de frente. Não criamos jogadas agudas de gol, fomos muito bem cercados e não conseguimos sair da marcação. Ainda assim fomos efetivos e deixamos os três pontos na Ressacada. Sds azurras. Guilherme Quadros

Sai da frente, Curíntia

| 6 comentários
. À frente do Avaí apenas o Corínthians, e isso pela segunda semana consecutiva. A vitória azurra ontem por 2x0 diante do "agauchado" Vasco da Gama foi importantíssima para as nossas pretensões em 2010: garantir os 45 pontos para se manter na série A e depois superar a 6ª colocação de 2009. Jogamos mal e ganhamos, coisa comum apenas entre os grandes do futebol. Estão deixando o Avaí se acostumar ao G4, depois não vale dizer lá em dezembro que tivemos sorte.

. O portal Infoesporte informa que o quadrangular para os meses de junho e julho em Florianópolis durante a Copa do Mundo está confirmado. Avaí, Vasco e Grêmio já confirmaram participação e o time do Estreito refugou na última hora. A ideia é convidar o Santos. Melhor assim, só times de série A.

. Afirmação de um amigo que já conheceu metade do mundo: "Apenas os que não conhecem o primeiro mundo é que se arriscam a falar que no Brasil temos alguma coisa de primeiro mundo". Não sei se isso se aplica a tudo, mas assistindo à final da Liga dos Campeões no sábado fica fácil de perceber que em termos de organização o futebol brasileiro apenas engatinha.

André alerta os blogueiros avaianos
Fiquei encafifado com a coluna de hoje do jornalista e blogueiro André Tarnowsky e mais precisamente com o seu subtítulo Vela para dois santos.
Quem conhece André sabe de sua contundência na defesa do Avaí e agora ele fala da presença de um "traíra" entre nós:
"Justamente por ter idéias claras e posicionamentos definidos, que fui convidado a sair do jornal. Na me arrependo de nada, nenhuma vírgula, nem mesmo dos adjetivos utilizados para definir situações. O Editor-Chefe do jornal, por exemplo, adotou um corporativista burro e cego, com o qual não concordei. Prevaleceu a censura!

Mas o incrível nessa história foi ver uns e outros, travestido de blogueiro, participando no maior leva-e-trás. Pelo o que aprendi, com o tempo as pessoas ganham uma certa experiência, porém, nem mesmo o tempo pode moldar o caráter e a personalidade de alguns. Não sou de sorrisos fáceis, nem de tapinhas nas costas. Não preciso e nem quero agradar a todos. Fica o recado aos blogueiros avaianos: tem traíra na área, usando fantasia do programa do Bozo..."

O jogo, o patrocínio e as raposas

| 7 comentários
Eu estava presente no Avaí1x6Vasco de inauguração da Ressacada em 1983. Até hoje não perdoei o carequinha Wilson Tadei, o cara só não fez chover. Pois é, mas de lá pra cá muita coisa mudou. O favorito para amanhã é o Avaí, meu amigo. Mais bem posicionado na tabela, com um futebol mais consistente, com um treinador que já conhece o grupo e ainda jogando dentro de casa, o Avaí tem uma boa oportunidade de somar mais três pontos e permanecer no G4 pela 3ª rodada consecutiva. Não será fácil, mas nossa vitória seria absolutamente normal.
Pressionado e com treinador novo o Vasco vem “na pilha”. Com apenas um ponto ganho e habitando a zona de rebaixamento, a equipe de Celso Roth vem à Floripa para tentar uma vitória à gaúcha, cinco volantes povoando o meio de campo, força na marcação e saídas rápidas nos contra ataques. Chamusca deve ficar atento para os perigosos chutes de Léo Gago, o poder de criação do garoto Philippe Coutinho e o oportunismo do atabalhoado Elton.

Habemus patrocinium
A partir de amanhã a Intelbras terá seu logotipo estampado no espaço em branco da nova camisa do Avaí. Já não dá mais pra jogar o jogo da velha com ela. Como já é prache nos contratos fechados pelo Leão, provavelmente não saberemos os valores envolvidos nessa negociação. Agora me sinto à vontade para compartilhar com o leitor a "fofoca" que tenho escondida há dois meses, guardada à sete chaves, porém extra-oficial.

Com o excelente desempenho da equipe em 2009 a diretoria avaiana iniciou 2010 sonhando com um contrato anual de R$5milhões. Um estudo mais cuidadoso sugeriu que R$4milhões estaria de bom tamanho. Ouvi Zunino citando esse número no microfone da CBN. Mas o tempo passou e nada de um peixinho morder a isca. O valor foi baixando, baixando, até chegar aos atuais R$2milhões, ou R$250mil mensais. Como a Intelbrás é uma empresa de comunicação e comunicação é a área mais atrasada no Carianos, parte desse montante virá em permuta de produtos e serviços. Se foi assim mesmo, então foi um bom negócio para ambas as partes.


Para ficar claro
No post de ontem o leitor Rodrigo V.R. teceu comentário chamando minha atenção para a liberdade de expressão que deve nortear as redes sociais avaianas, um direito de todo cidadão brasileiro em poder especular e até mesmo dar uma informação privilegiada que tenha conhecimento. Como já expressei no post A prostituta avaiana não tenho nada contra quem traz a informação à público. Eu mesmo quero saber o que os outros avaianos sabem, claro. O problema são os “informantes das internas”, traidores travestidos de azul royal que entregam de bandeja o que não lhes pertence. São as famosas raposas felpudas, as mesmas que garantem a subsistência daqueles que nós tanto criticamos. Esses estão com seus dias contados. Mais sobre esse assunto no blog Força Azurra.

Bom exemplo da simplicidade

| 6 comentários
Recebi por e-mail esse banner ao lado e que foi enviado pelo Avaí. A ideia é tornar a Ressacada um ponto de troca-troca das tão desejadas figurinhas do álbum da Copa do Mundo momentos antes da partida Avaí x Vasco, com direito a barraquinha e tudo mais. Sabe quanto o Avaí ganha com isso? Nada. E repetindo a pergunta: sabe quanto o Avaí ganha com isso? Muito.

Na mosca
Como o leitor já sabe costumo atentar para os movimentos do mercado de consumo, o que já está na prateleira, o que vai chegar e as reações das pessoas a cada experiência de compra. Noto que se pensa muito nos formatos de venda e pouco no que as pessoas pensam, um erro clássico dos vendedores ditos pittbulls.
Essa ideia de troca-troca de figurinhas é, na minha opinião, a melhor sacada já surgida nas salas da Ressacada em 2010. É simples, visa o benefício do torcedor e cria um ambiente de relacionamento em torno da marca Avaí, patrocinadora máster desse mini-evento, que poderia evoluir para outros modelos de interatividade. Infelizmente não acredito que esse embrião se desenvolva, que crie tentáculos. Provavelmente será vista com uma coisa legalzinha, mas de onde não se pode tirar grande proveito. Se Newton pensasse dessa forma aquela maçã em sua cabeça teria resultado apenas em um "galo".

Enquanto isso
Pelas costas do mesmo Avaí as fofocas correm soltas. É assédio ao treinador e jogadores, compra de terreno para o novo Centro de Treinamento, a lenda do patrocinador máster da camisa, enfim, um furdunço generalizado que vai sendo confirmado aos poucos por vários veículos de comunicação, menos pelo site oficial do clube. Nem tudo pode ser dado como informação pelo site, até porque é preciso que os negócios sejam concretizados, mas minha estranheza é pela dispersão das notícias. Todo mundo soube isso e aquilo de fonte seguríssima então o lance é dar o "furo".
A culpa desse samba-do-crioulo-doido é de todas as bocas de bernunça que subsistem na Ressacada graças ao amadorismo de nosso Departamento de Comunicação. Esses seres vaidosos não conseguem guardar uma informação estratégica por mais que 15min. Enquanto isso o site oficial continua tão desatualizado que apenas lá continuamos com 14 títulos estaduais. É pacabá.

O rei está nu

| 7 comentários
E a Chapecoense, graças a uma campanha ridícula no estadual de 2010, “conquistou” dentro de campo um retumbante rebaixamento. Mas poucas semanas depois eis que uma vitória no tapetão devolveu ao time do Oeste a alegria da primeira divisão também em 2011. Com uma coerência impecável à seriedade do futebol catarinense o verdão venceu o julgamento de ontem pelo placar de 3x2 e está na elite novamente.

No Brasil o futebol é uma escadinha para ascensão social e política. Financeira então, nem se fala. Aqui os exemplos vêm de cima, onde se confunde o particular com o coletivo sem qualquer constrangimento. Prova disso é a CBF anunciar que a seleção vai dar um rolê em Brasília antes de embarcar para a África do Sul. Em pleno ano eleitoral é fundamental que o presidente Lula abençoe os seus pupilos para que o hexa não escape. Taça na mão, Dilma no Planalto, elaiá.

Ronaldo, dos 17 aos 33

| 2 comentários

Ufa, sócio não paga

| 6 comentários
Na noite de ontem o Twitter do presidente Zunino informou que no jogo de hoje à noite em Palhoça o sócio não pagará ingresso: “O respeito ao nosso associado é o mesmo, ainda que o mando de campo não seja na Ressacada. Não será cobrado ingresso dele. Será de R$20,00 para os não sócios”.

Minha opinião sobre esse descompasso informativo é a mesma do blogueiro Alexandre Carlos Aguiar: O causo da (des) cobrança de ingressos para os sócios (...) revela muitas coisas. A primeira e mais importante delas: está havendo uma falta de sintonia declarada nas comunicações internas do clube. E esta falta de sintonia vai desde o planejamento das ações, a elaboração do projeto, a execução e a avaliação do que foi executado. (...) O segundo ponto é a participação, a existência ativa do presidente do Avaí em todas as instâncias deliberativas e funcionais do clube. Alguém poderia dizer: "meu pombo, ele é o presidente, ele é quem tem que tomar as decisões". Não. Mil vezes não. Quando isso acontece é por que o primeiro ponto aí acima está deficitário à milésima potência.

Acredito que essa twittada tenha sido realmente feita pelo presidente Zunino e não um de seus assessores. Digo isso porque nela a palavra respeito aparece de forma contundente, uma das características mais marcantes do empresário que soube tão bem entender esse “detalhe” para o sucesso de seus negócios pessoais. E antes que você pergunte de onde vem a informação de que não é apenas Zunino quem escreve seu Twitter, basta dar uma espiada no blog do jornalista Fábio Machado em seu post do dia 13/02/2010 (print abaixo). Claro que se pode dizer que as coisas mudaram de lá pra cá, mas por enquanto vou duvidando que o presidente se preste a dar tantas notinhas sem importância em sua ferramenta de comunicação direta com o torcedor avaiano.
Twittadas Presidenciais

O Avaí sabe o torcedor que tem

| 18 comentários
Quem tem filhos sabe que os traquinas vivem a testar nossos limites. Eles são espertos, avançam aos poucos, sorrateiramente, e quando percebemos já tomaram conta do pedaço. Aquilo que era proibido virou direito adquirido. Aos que ainda não experimentaram a paternidade fica o aviso: os seus filhos vão tentar te enrolar todos os dias, o tempo todo, sem dó nem piedade.

Testando nossos limites
É isso que o Avaí FC vem fazendo desde o início do ano. Solapado por anos a fio de administrações tacanhas e pouco afeitas ao planejamento, a garantia da permanência por mais uma ano na série A disparou o apetite para tirar o atraso das finanças. Primeiro veio o desmanche da equipe e fora um choramingo aqui e outro ali, a nação azurra acabou engolindo a seco essa redução de qualidade. Opa, nenhum arranhão, então vamos tentar um aumentinho no valor de ingressos e mensalidades. Mesmo com inflação de 4,31% em 2009, o clube testou inacreditáveis 50% de aumento nos tickets. Mais um choramingo aqui e outro ali e nenhuma resistência do "pacífico" torcedor avaiano.

Você é um tanso
Eu também sou. Isso ficou provado em mais uma balão de ensaio da diretoria avaiana, essa que vai testanto o limite de elasticidade sacal até mesmo de seu sócio. Ontem rasgaram o contrato mais básico avençado com seu mais fiel escudeiro. No jogo Avaí x Criciúma marcado para amanhã, às 19:30hs em Palhoça pela Copa SC, ele também pagará ingresso. Não é preciso discorrer sobre a insensatez jurídica dessa atitude, isso está claro. O fato de ser um jogo pouco importante só vem agravar esse descumprimento de um acordo tão simples entre ambas as partes. O Avaí FC demonstrou não ser de confiança, pois quem erra no pouco provavelmente errará no muito.

O que vai acontecer?
Nada. Posts-placebos como esse serão veiculados hoje à reviria. Comentários pseudo-politizados serão feitos pelos navegantes das redes sociais avaianas. Eu e você, a elite pensante, os baluartes intelectuais de um país semi-analfabeto, faremos nossa masturbação virtual diária e nada de prático será produzido. Não somos argentinos, não somos americanos, não somos europeus. Somos brasileiros e desistimos sempre de lutar por nossos direitos. A diretoria sabe disso e testará esse limite em novos pacotes que testificarão que somos tansos, parvos da cidadania, míopes das leis, meros bípedes com dinheiro no bolso. Minha sugestão é que você se sinta envergonhado por saber a diretoria só está indo até onde você permite.

A fortuna está no quintal

| 5 comentários
Santos e Grêmio, que disputam uma das vagas na final da Copa do Brasil, estão entre os clubes brasileiros que mais lucraram com revelação e venda de jogadores nos últimos anos. O Grêmio levantou R$103 milhões de 2005 para cá. Já o Santos conseguiu R$170 milhões, com as vendas da geração de Robinho e Diego somente entre 2004 e 2005.
O Avaí também sabe fazer craque em casa. Isso ficou provado na vitoriosa campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2009, que trouxe a reboque gratas surpresas para o Departamento de Futebol azurra. Abrimos nossos olhos para Renan, Renan Oliveira, Medina, Cristian, Jhonny e Laércio, só para citarmos as celebridades. Mais tarde um outro garoto, Rodrigo Thiesen, chegou do Imbituba e meio que se misturou aos leõezinhos do Carianos.

A equação que não fecha
Ontem a cidade amanheceu criticando Chamusca pela formação do banco de reservas para o jogo de BH. O consenso é que a ausência de Thiesen, que foi à cidade dos tecidos jogar contra o Brusque pela Copa SC, é um caso difícil de entender. Embora seja uma visão coerente, não sei se concordo com essa teoria. Digo isso porque custo a acreditar que Péricles tenha decidido sozinho preterir o melhor volante de SC, ganhador do Top da Bola, para levar o desorientado Batista. A presença do menino Hegon entre os selecionados por si só descaracteriza o possível argumento da experiência.

E continua não fechando
Outro argumento que não me convence é de que o elenco seja muito grande, com várias alternativas a cada jogo, o que dificulta um rodízio mais equilibrado entre os atletas. Oras, o parágrafo anterior joga essa tese por terra, mas podemos lembrar ainda de Jhonny, ausente certo do banco azurra cujas excelentes atuações nos primeiros jogos do estadual de nada lhe valeram. Muito estranho.

A prioridade é o Avaí
Santos e Grêmio são exemplos clássicos de uma estratégia que sempre rendeu grandes dividendos no futebol mundial, o foco nas categorias de base. O Avaí tem uma boa estrutura, material humano, capital, parceiros experimentados no mercado, enfim, está com a faca e o queijo na mão. Nada contra priorizar os craques da parceria, estratégia saudável e necessária para ambas as partes, mas que isso não signifique esconder os meninos de ouro da Ressacada da vitrine da série A. Farinha pôca, o pirão do Avaí primeiro.

Avaí, grande e pequeno

| 6 comentários
O Cruzeiro perdeu um gol feito assim de cara, coisa de time pequeno. Depois o zagueiro Leonardo Silva agride Davi e deixa seu time com um a menos, atitude de jogador medíocre. Com bom posicionamento tático e vantagem numérica o Avaí fez o que um "grande" faria, se adonou da partida e abriu o placar. Zé Carlos já fazia cera na metade do primeiro tempo, coisa de goleiro de time pequeno, e isso lhe rendeu um amarelo que faria um estrago enorme na etapa complementar. O Leão não deu pelota para o currículo da Raposa e ainda ampliou para 2x0. Coisa de time grande.

O apagão de sempre
O torcedor avaiano já sabe: quando seu time abre dois gols de vantagem na série A o empate é quase inevitável. Começa o segundo tempo e enquanto Adilson Batista reposicionava sua defesa, as saídas de Emerson Nunes e Pará ajudaram a desarticular nossas ações. Zé Carlos foi pego de surpresa no primeiro gol deles aos 7min. Aos 15min o mesmo Zé entrou atabalhoadamente nas pernas do atacante cruzeirense, já tinha amarelo e foi expulso. Davi dá lugar à Renan no gol, penalti marcado e empate cruzeirense. A partir daí só deu Cruzeiro.

Segura, peão
Não concordo com as explicações simplistas de que as saídas de Emerson Nunes e Pará foram as razões causadoras de todo o mau desempenho do segundo tempo azurra. Com o bom elenco que temos até entenderia a superioridade de um adversário qualificado como o Cruzeiro, mas não a apatia que se abateu sobre os 9 avaianos restantes em campo. Sim, 9, pois Hegon, que é um fantasma até no site do Avaí, fez que entrou mas não entrou. Ontem ele não foi feliz.

Não acertávamos sequer um arremesso lateral e a
equipe de Minas aproveitou para perder vários gols, o que em meu dicionário significa incompetência. Não merecia ter ganho mesmo. Pensando bem, tiveram um pênalti claro na munheca de Rafael não anotado pelo árbitro da partida. É, o empate ficou ótimo para o Avaí que jogou como time grande no primeiro tempo e como pequeno no segundo.
Terminamos a segunda rodada na vice liderança do campeonato, então não dá pra reclamar. Mas também não significa que não dá pra melhorar. Que venha o Vasco, sério candidato ao rebaixamento em 2010, mas ainda assim um time com grande tradição.

O carma do 2x2

| 0 comentários
GuilhermePrimeiro tempo
Início de jogo legal, nos defendíamos sem muita pressão na marcação, atuando atrás da linha da bola e cadenciando o jogo nos primeiros minutos. Aos poucos o time foi se soltando, as bolas chegavam em Caio e Davi, Roberto sempre aberto correndo pelas alas e Patric não guardando posição. Fomos cozinhando a partida, time jogando solto, fechado, mas não como uma retranca total, saindo para o jogo com certa facilidade e qualidade.

O lance que alterou a primeira etapa aconteceu com o Davi que sofreu um violento carrinho e o Cruzeiro ficou com 10. O time tomou coragem e foi para cima, logo Pará fez um belo gol e depois no final da primeira etapa Roberto como foguete deixou todo mundo para trás e num toque de qualidade a lá Romário encobriu o goleiro do Cruzeiro. Primeira etapa 2 a 0 no placar e com um a mais no campo, prenúncio de outra vitória, certo?

Segundo tempo
Que nada. Emerson Nunes (zonzo) deu lugar a Gabriel. Rafael que joga no meio foi jogado para direita, fazendo a do Emerson Nunes com Gabriel centralizado na zaga. Até ai tudo perfeito, mas a bruxa estava solta. Aos 5 minutos perdemos um de nossos destaques na partida, Pará saiu contundido e Hegon entrou na ala. Vinha jogando assim na copinha, mas contra o Cruzeiro deixou uma avenida e por ali o Cruzeiro deitou e rolou. Primeiro no cruzamento onde todos dormiram, Zé ficou no meio do caminho, e Gabriel deixou Wellington Paulista sozinho para testar. Esse gol é aquele de cartilha no futebol, nunca se deixa ninguém subir sozinho para cabecear.

Ainda a frente do placar e com um a mais em campo vimos tudo isso se desfazer em um só lance. Um contra-ataque, outra bobeira, Zé fez falta em Gilberto, tomou segundo amarelo (o primeiro por fazer cera na primeira etapa) foi para o chuveiro. Com isso Chamusca sacou Davi e enfiou Renan na roubada. Tomamos o empate. Depois do segundo gol tomado Chamusca alterou o posicionamento da equipe, jogou Patric para lateral esquerda tirando a avenida daquele lado, Hegon centralizou e caia mais pela direita, melhorou a marcação, depois seguramos o placar com alguns cagaços desnecessários. Podíamos ter matado o jogo com Roberto que cabeceou um cruzamento de Hegon.


Terceiro tempo
Nesse jogo Chamusca ficou de mãos atadas, fez apenas substituições forçadas. Mas conseguiu alterar o posicionamento da equipe quando estávamos com 10 e garantiu um pontinho. O resultado em si foi ótimo pelo belo elenco do Cruzeiro, mas não pelas circunstâncias em que ocorreu. Que sirva de lição, não podemos vacilar. Sds Azurras. Guilherme Quadros

De peito aberto para a liderança

| 5 comentários
O Avaí vai à Belo Horizonte sem medo de ser feliz. A boa vitória diante do Grêmio Prudente na primeira rodada pelo placar dilatado de 6x1 garantiu a equipe no topo da cadeia alimentar do Brasileirão por uma semana. A tendência é que o técnico Adilson Batista poupe alguns de seus titulares visando o segundo jogo da Libertadores contra o São Paulo no meio da semana.
Não é demais lembrar que o misto deles é o misto de um time atualmente ranqueado entre os melhores do mundo.
Embora não seja o jogo mais difícil de nossa história, que fique claro que essa liderança será defendida contra um sempre forte Cruzeiro. No ano passado os azuis de Minas entraram com um time de “fraldinha” e nos venceram por 1x0. Moleza, nada.

Sem mistérios
Como não era de se esperar Chamusca já adiantou que não promoverá nenhuma alteração para esse jogo, repetindo o mesmo time titular pelo terceiro jogo consecutivo: Zé Carlos; Emerson Nunes, Rafael e Emerson; Patric, Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi, Caio e Uendel; Roberto.
Sávio, Vandinho e Leonardo continuam de fora. Embora os considere jogadores importantíssimos no esquema tático de Chamusca, o tempo passou e por uma questão de mérito não os vejo mais como titulares. Terão que lutar como simples mortais para alcançar novamente esse status no elenco azurra.

Dicas de leitura
. A blogueira Kátia de Paula do tradicional DNAzul agora virou celebridade nacional. Ela é a responsável pela coluna Manezada Avaiana no blog Os Geraldinos. A ela caberá a tarefa de falar do Avaí nesse espaço virtual já conhecido Brasil afora.
. Não dá pra não ler o blog Força Azurra do “auditor” Alexandre Carlos Aguiar. Posições firmes, temas polêmicos, um debatedor nato. Não espere dele textos ao estilo política de boa vizinhança, com esse cara é sempre na jugular. Seu único defeito é ser teimoso: nunca concorda comigo.
. Anarquia generalizada. Esse é o cartão de visitas dos três alucinados diretores executivos do blog Pitaco Azul. São um tipo de CQC da blogosfera avaiana: falam o que querem, sentam porrada mesmo, não poupam nem o cabelinho ridículo do Medina. O compromisso deles é com a... o... sei lá.
. A última dica são os textos matinais de André Tarnowsky Filho no blog Chuleta Avaiana. Pensei que já o conhecia por sua coluna no jornal Hora de SC, mas acompanhando essa sua nova fase no blog percebi um profissional ainda mais consistente. Direto, contundente e maduro, é um dos raros jornalistas esportivos sem papas na língua e com um cérebro entre as orelhas.

E por falar em patrocínio

| 7 comentários
Essa dica é do Alemão, CEO do blog Sofredores. Ele viu essa matéria (que reproduzo parcialmente logo abaixo) dizendo ter lembrado do post I love money de maio de 2009. Uma boa dica de leitura para continuarmos zelando pelo símbolo máximo do Avaí FC, o seu manto sagrado.

Camisas multimarcas podem desvalorizar imagem de clubes brasileiros
Anúncios na manga, na frente, atrás e embaixo da camiseta, além do calção, podem ajudar o clube a sanar problemas financeiros, mas desvalorizam o uniforme. A avaliação é de Ferran Soriano, presidente da companhia aérea Spanair, a segunda maior da Espanha. E fala com a experiência de ter sido vice-presidente do Barcelona entre 2003 e 2008.


Clubes como Corinthians e Santos repatriaram jogadores que estavam na Europa e para bancar os salários foram atrás de patrocínios para a camisa, mangas, calções. O que você acha dessa ação?
Não posso falar muito sobre isso. É uma experiência nova. Mas me parece que há um risco nela. Para ter tantos anunciantes implica em tornar cobrar muito barato e ter muitos parceiros. Isso desvaloriza a camisa. Uma camisa com um só anunciante tem um valor infinitamente maior. Agora, tenho contato com Luiz Paulo Rozenberg e com o presidente Andrés Sanchez. Sei que a situação econômica que encontraram era tão difícil que tiveram que optar por isso.

O Barcelona não anuncia em sua camisa. Qual é o obetivo de ter a Unicef estampada?
Reforça a imagem pública do Barcelona. É coerente com a essência do clube. E isso valoriza a imagem e a própria camisa. O grande mercado dos produtos de futebol hoje está na China. Se um chinês for comprar uma camisa e ver, na loja, a camisa do Manchester United com AIG estampada ou a do Corinthians cheia de marcas e a do Barcelona com a UNICEF, qual delas ele vai comprar? Qual vai lhe parecer mais limpa, mais comprometida com a sociedade? A do Barcelona.

Quanto vale uma marca na camisa do Barça?
Algo em torno de €20 milhões, cerca de R$ 50 milhões. Mas este espaço não está à venda. A nova diretoria pode decidir mudar, mas é pouco provável. Entrevista completa aqui

A ansiedade e o efeito manada

| 2 comentários
Não tenho dado atenção à lenda que se tornou o patrocínio máster da camisa azurra. Um comentário aqui, outro ali, um peteleco na estratégia de deixar um espaço em branco para “avisar” o mercado de nossas intenções, mas nada além disso. Aprendi que o sigilo é a melhor política de fechamento de negócios futuros, então não serei eu a atrapalhar os planos do meu clube. As empresas odeiam ver seus nomes em cirandas de especulação, o que as faz melindrar imediatamente. Ademais, nada de concreto sobre esse patrocínio surgiu nos últimos meses para se ter o que opinar.

O boato
Ontisdonti soube que o Avaí havia fechado o patrocínio máster com a Intelbrás. Procurei a fonte e vi que era um tópico na Comunidade do Orkut que não acusava a fonte. Embora descredenciado já no ovo o boato ganhou corpo, envolveu duas empresas sérias e precisou ser desmentida ontem pela assessoria do presidente Zunino em seu Twitter. Aliás, urge que a assessoria de Zunino cuide de zelar por sua imagem usando esse meio informativo com mais equilíbrio, pois ultimamente nos faz crer que o presidente azurra virou jardineiro e arquiteto da Ressacada.
No rescaldo dessa pataquada noticiosa, todos perderam. O Avaí que se viu em apuros por uma fofoca que não teve culpa, a empresa que já foi até xingada por moleques "tecladistas", e o torcedor/leitor que vai perdendo a confiança nos meios alternativos de informação. A RBS agradece.


Avaí, uma estatal
Na entrevista do presidente Zunino falando da investida de Silas em jogadores avaianos me chamou a atenção de que os altos salários no Grêmio não foram suficientes para seduzir os comandados de Chamusca. Hoje em dia não é nada fácil dar de ombros para um UP de 50% a 100% na renda mensal, mas foi isso que Roberto e cia fizeram.
Embora sendo profissionais que respeitem o clube que os remunera, o que realmente pesou na balança foi o fato do Avaí ser hoje um dos raros clubes brasileiros que paga em dia, e isso há muitos anos. Essa é uma estabilidade que só encontramos nas maiores empresas públicas do país, estatais e assemelhadas, embora ainda sejam menos eficientes que o Leão da Ilha.

Uma boa marca
Sei que o que o Avaí está pedindo não é pouco, algo em torno de R$400mil mensais para estampar o seu espaço nobre no uniforme, mas também não é um disparate de custo-benefício. O segmento do futebol ainda é a forma mais barata de se anunciar um produto nesse país. Por isso não entendo a resistência das empresas face a boa oportunidade que está aí de braços abertos. Podemos reclamar de algumas atitudes pontuais do clube, mas na essência o Avaí é um senhor parceiro para qualquer marca brasileira. Não falam tanto em lucros e responsabilidade social? Oras, dêem um pulinho no Carianos que aqui a gente tem bala na agulha para os amados capitalistas tupiniquins.

Copa 2010, aposto na Austrália

| 2 comentários

Criatividade zero

| 7 comentários
Estava agora dando uma espiada nas campanhas de sócios que os clubes brasileiros lançaram ou estão lançando. Com raríssimas e honrosas exceções a grande maioria parace ter copiado e colado o texto um do outro. Não se ousa mais, não se melhora o que já existe.

Receita de bolo

. Chama-se a imprensa e um bocadinho de torcedores ilustres;
. Tem discurso e algumas lâminas em PowerPoint mostrando números favoráveis;
. Dá-se um prazo para se conquistar um número x de novos sócios, sempre múltiplo de 5mil;
. A primeira grande vantagem é emocional (?) pois “você estará investindo no time do seu coração”;
. A segunda é que o ingresso ficará proporcionalmente mais barato;
. Mesmo sabendo que todos os estádios brasileiros têm menos de 60% de utilização média de sua capacidade, “você garante seu lugar nos jogos”;
. A divulgação será a mesma de sempre: rádio, jornal, TV e outdoor. Tudo caro e num conceito de comunicação pasteurizado que poderia ser aplicado à qualquer outro clube;
. Finalmente, você pode participar de promoções exclusivas para associados, aquelas que a gente nunca viu.

Conclusão
Tudo gira em torno daquele espaço que acomodará as nossas bundas. Não há nada que lembre aproximação com esse cliente dito VIP. A proposta na verdade é que o torcedor seja sócio do estádio, da arquibancada, o que é muito perigoso. Esse tipo de apelo atrai pessoas que só se permitem sensibilizar pelo que acontece de bom na sua praça de esportes. Se o time está mal, se o espetáculo é ruim, coerentemente ele se afasta. Alguém já pensou que o torcedor é mais que um cara com dinheiro no bolso?

Lições de Dunga para o Avaí

| 21 comentários
Futebol é resultado
Tendo nas mãos o melhor aglomerado de craques do planeta, Dunga não deixou dúvidas que seu primeiro intento é não tomar gols. O melhor ataque é a defesa, essa pode ser a moral da nova história do futebol cada vez menos brasileiro. Chamusca fez algo parecido ao longo do Estadual, quando mesmo diante de adversários semi-profissionais armou um Avaí retrancado, procurando garantir os três valiosos pontos. Assim foi em quase todo o campeonato, mas você provavelmente nem lembra mais, afinal fomos campeões e agora Chamusca é eterno.

Futebol não é para mimados
Com o avanço do profissionalismo o funil de permissividade tende a diminuir a sua boca de saída para os jogadores brasileiros. Veja os exemplos dos não convocados Adriano e Ronaldo. Adriano é o reflexo de um cidadão que não teve uma boa educação e menos ainda uma adequada base familiar. Conseguiu se desconvocar apesar de seu belo futebol. Ronaldo é um ex-atleta que faz gols, uma bênção para o Marketing de qualquer clube brasileiro, nada mais que isso. Dunga deu de ombro para os medalhões nacionais e privilegiou os comprometidos com o futebol de resultados.

Nós avaianos sempre fomos pacientes com nossos meninos. Marquinhos podia fazer gestos obscenos para a torcida, Muriqui nem precisava aparecer na reapresentação e se William era expulso do banco, pô, olha só a paixão do cara pelo clube! Engolimos a seco as noitadas pré-jogos de nossos heróis até hoje, entendemos quando a constipação de seus pets influenciam no desempenho dentro das quatro linhas e chegamos ao cúmulo de defender gandulas que se especializaram na nobre missão de invadir o gramado para “defender” o pavilhão azurra. Mas se todo esse passionalismo atrapalhar os planos basta por a culpa no árbitro (ou na FCF, ou na RBS) e estamos conversados.


Início do fim dos lobbys
Ah, quem não queria Neymar e Ganso convocados, hein? Imagino a pressão cavalar que Dunga teve que suportar. Empresários, patrocinadores, redes de comunicação, jornalistas, enfim, era um Brasil inteiro querendo sugerir ao gaúcho de roupa fashion os melhores biscoitos do saco para a Copa da África do Sul. Pois é, mas com Nike, Itaú e outras gigantes por trás de toda a estrutura da CBF a melhor coisa a fazer é trazer o caneco, então nada de ouvir pitacos de fora.
O que isso tem a ver com o Avaí? Oras, quase nada, embora esse blogueiro não se canse de perguntar o porquê do sumiço de Jhonny do elenco principal e de Rodrigo Thiesen do banco de reservas. Talvez tenham desaprendido a jogar. Viva la Duuuma!

Amadorismo lá e cá

| 20 comentários
No post de ontem o leitor Thiago comentou que não encontrou a “nova” camisa do Avaí em nenhuma loja da cidade. Cético, uma vez que ela foi lançada na semana passada e obviamente já estaria nas vitrines, resolvi esperar até que a loja abrisse às 9hs para confirmar essa informação.

Enquanto isso
Eram 7hs da matina e como duas horas é coisa pra chuchu resolvi espiar os concorrentes do segundo escalão do futebol, os blogs alvinegros. Li que aquela bela parceria de 2009 entre o clube deles e os blogs estava vetada para hoje à noite no evento de lançamento do novo uniforme (leia aqui).
Para você ter noção, naquela oportunidade o Vosso Figueira fez a transmissão ao vivo pela internet e alcançou números inéditos nesse formato de comunicação. Foram mais de 5mil pessoas online simultaneamente e cerca de 60 mil visualizações às fotos em um único dia. Nos dias seguintes aconteceu o óbvio, aqueles paninhos saíram feito água. Sabe quanto o site cobrou para fazer essa cobertura? Nada. E agora o clube deles vetou a ciber-ação sem maiores explicações. Meus parabéns, Srs. Cartolas Rosados, vocês demonstram desconhecer coisas básicas desse mercado (aqui e aqui).

A lerdeza azurra
Nove horas em ponto liguei para a Avaí Store e confirmei: a camisa quadriculada do Leão não está à venda em nenhuma loja da Grande Florianópolis e mesmo tendo se passado seis dias do lançamento oficial, o vendedor informou que ela só estará nas vitrines dentro de 10 dias.
Como comparativo do disparate logístico entre os dois clubes da capital, lembro ao leitor que o clube de meus amigos Diego Simão e Rafael Ziggy está na segunda divisão, sem dinheiro, sem estrelas, sem camarotes, com menos de 8mil sócios, mas mesmo assim a nova camisa deles já está nas lojas desde ontem, véspera do lançamento. Isso não é nada demais, é apenas o óbvio do timing para a venda de um produto: a gente anuncia quando já está na prateleira.

Por onde anda?
Confesso que mais essa constatação de amadorismo me deixou muito irritado. Não, eu não pretendo desfiar o rosário de críticas ao Depto de Marketing do meu clube por mais esse desatino do lado de fora do gramado, afinal essa tansice é auto-explicativa. Gostaria apenas de saber por onde anda o Sr. João Henrique Areias, o responsável pelos negócios azurras que coordena tal insanidade comercial.
Sabemos que as camisas que não vendemos hoje farão parte dos prejuízos a serem socializados em 2011, por isso proponho o imediato deslocamento de
Moisés Cândido do Depto de Futebol para o posto do marketeiro flamenguista. A ideia é evitar ingressos a R$120, entendeu? (ironic mode)

Segura essa, Dunga

| 1 comentários

Vitória normal. Placar nem tanto

| 3 comentários
Um Avaí sem medo, esse é o melhor resultado observado na vitória de ontem sobre o Prudente por 6x1. O campeão de uma competição sofrível como o Catarinense enfrentava o 3° melhor time do campeonato paulista (um mini-Brasileirão), então não me diga que não haviam motivos para um certo nervosismo. Mas não foi o que vimos durante os 36min de igualdade numérica.
O bom time do interior de SP tocou bem a bola, marcou com desenvoltura e nem de longe lembrou o Juventus de Jaraguá, pior time de SC, para quem nos retrancamos aqui dentro da Ressacada nesse ano. Não esqueci, então vejo méritos sim na personalidade dos 11 avaianos na estreia da série A.

Sem parar
No segundo tempo, com dois a mais no gramado, o Avaí não fez o óbvio. Sim, porque normalmente Chamusca chamaria os seus comandados para um relax de 45min só esperando o apito final do juiz. O Avaí se organizou com inteligência, não teve dó do combalido adversário e balançou as redes enquanto pode. Lembro que no ano passado demos um passeio no Atlético Mineiro no primeiro tempo (2x0) e entregamos o empate no segundo. Mais 5min de jogo e a derrota seria um fato consumado.

Embora possa ser apenas uma ligeira brisa de outono, é muito bom ficar por uma semana encabeçando todas as tabelas do Brasileirão em todas as mídias de comunicação do país. Isso sim chama mais patrocinadores que espaços em branco num uniforme quadriculado.

Os destaques
Com aquelas reposições de bola estilo voleio, Zé Carlos está começando a despontar como o melhor armador do time. Se isso lhe parece esquisito, prezado leitor, então o que dizer de Emerson, zagueiro e artilheiro isolado do campeonato? Coisas desse Avaí que faz coisas.
Caio finalmente fez uma apresentação acima da média. Correu, marcou, se apresentou e, pasme, chutou direito. Fez dois belos gols e pode estar virando a fase “até que fui bem” do Estadual.
Roberto, o ex-jogador de segundo tempo, já abocanhou o status de titular. Vandinho, que considero um exímio matador, terá que arrancar a camisa nove do Usain Bolt do Carianos à força. Pior é a situação de Batista... alguém mais aí viu o jeito como Diogo Orlando tocava na bola?

Chocolate da mamãe

| 0 comentários
GuilhermeDomingo de frio, dias das mães, Avaí com camisa estranhona, dia perfeito prum chocolate. Fomos a campo com aquela formação interessante do Catarinense: Zé no gol, Emerson, Emerson Nunes e Rafael na zaga, Uendel e Patric nas alas, Marcinho Guerreiro e Rudnei na contenção, Caio e Davi (um pouco mais à frente) no meio, Roberto na frente e o bom baiano na casa-mata.

Primeiro tempo
Início de jogo com pressão azurra. Prudente bem postado e não estava fácil chegar ao gol deles. o primeiro escanteio Emerson testou para as redes, 1x0, o que abriu um pouco a equipe paulista, foram pra cima mas não asustaram. Saíamos nos contra-ataques com Davi e Roberto abertos e Patric não jogando nada. Ninguém fechava no meio para dar opção ao primeiro toque do meio. Essa formação é interessante quando os volantes chegam, o que não foi o caso ontem.
Tomamos o empate também de bola parada. Prudente atacava e no contra-ataque Roberto ficaria na cara do gol se Paulão, zagueiro deles, não “optasse” por parar o ex-atacante de 2° tempo por trás: vermelhinho. O Avaí foi pra cima e a zaga-artilheira resolveu novamente com Rafael “azeitando” (sem querer) para Emerson conferir o 2x1. No finalzinho o armador deles, Carlos Eduardo, faz a besteira de puxar a bainha de uma de nossas camisas quadriculadas e tomou o segundo amarelo: bem feito, rua.

Segundo tempo
Diogo Orlando, clone de Perivaldo, entrou no lugar do Marcinho e mostrou como jogar de cabeça erguida e até uma certa qualidade no passe, também foi só, na boa, não dá para falar nada ainda. De resto um bombardeio para cima do Prudente, um roteiro de Barcelona versus Inter de Milão. Roberto conferiu de fora, Caio calibrou a pontaria com duas pinturas e Emerson fez o terceiro pra garantir sua música no Fantástico.

Terceiro tempo
Não temos nada com as expulsões, mas antes da saída dos jogadores do Prudente sofremos um pouco, principalmente na frente. Roberto e Davi estão abrindo muito. Davi pode jogar um pouco mais atrás. Patric não jogou o que vinha jogando. Continuamos carecendo de uma referência no meio, ou volantes que cheguem de trás para dar sentido a essa postura do time. Os gols, um espetáculo a parte, um presente para os felizardos que foram passar frio no sul da ilha com mais 6.800 malucos. Sds Azurras, Avai sempre. Guilherme Quadros

Que venham os outros 19

| 9 comentários
O adversário de estréia do Avaí é o Grêmio, o primeiro entre os 19 clubes que nos olham como se fôssemos um bife suculento que vale três pontos na tabela do açougue. Poderia dizer Grêmio Prudente, já que em 2010 trocou a cidade de Barueri por Presidente Prudente, mas nada impede que até amanhã eles se mudem de mala e cuia para Botucatu, por exemplo. É uma equipe mambembe, uma empresa do futebol e sobre eles sei tanto quanto seus dois ou três torcedores: nada. Mas Chamusca deve saber bastante.

Aproveitamento do ano
O leitor Alexandre lembrou um detalhe que passou batido à maioria dos torcedores azurras. A diretoria avaiana não fez segredo que sua prioridade para o primeiro semestre era a conquista da Copa do Brasil. Se fosse feita uma enquete perguntando por qual título o torcedor teria preferência, Estadual ou Copa do Brasil, por certo teríamos uma surra de pelo menos 70% pró Copa do Brasil.
Nosso olhos lacrimejaram pela vitória sobre o Grêmio de POA e o bicampeonato em SC e nem nos demos conta do fracasso que foi o nosso planejamento. O Avaí se programou mas não conquistou aquilo que mais queria. Estas são palavras da diretoria desde o início da temporada.

O Avaí de 2010
Iniciamos o Brasileirão sem o estigma de “debutantes”. Se no ano passado lutávamos apenas para não cair, hoje somos acossados por aquela brilhante 6ª colocação. Nossos adversários não nos vêem mais como um time de fraldas e se a coisa já não era fácil antes, imagine agora.
O elenco de 2009 era muito superior a esse de 2010. Mas essa percepção só é válida para o time que terminou a competição, pois a que começou, embora com os mesmos jogadores, não conseguiu quase nada que prestasse nas 10 primeiras rodadas. Depois foi aquele milagre que todos assistimos.

O que esperar
Minha expectativa para esse ano é de uma campanha mais estável, sem tantos altos e baixos. Devemos continuar lutando em primeiro lugar para nos manter na elite, para depois sim tentar beliscar algo mais izibido. É mais ou menos a mesma estratégia de Silas, o hoje anti-herói da Ressacada.