O Avaí entrou em campo para enfrentar a equipe contra a qual fez seis pontos no ano passado. O objetivo não era apenas ganhar mas também provar que aquele jogo contra o Grêmio foi um aborto da natureza. O enredo era bom e Chamusca trouxe a campo duas novidades: Anselmo no ataque e Marcos na ala esquerda. Gramado perfeito, torcedor empolgado, mas os dois times resolveram não jogar bola. Se tínhamos Chamusca por retranqueiro, o que falar do técnico do Vitória num 4-5-1 cheio de medinho? Do lado azurra Rudnei e Caio totalmente incapazes de tocarem a bola com um mínimo de dicernimento. O Avaí estava mal, sonolento, erros de fundamentos básicos, um jogo ruim de se ver. Parecia o tape daquela pelada das Barbies contra o Brasiliense.Primeiro tempo
De início tomamos pressão, afinal ninguém arriscava ao gol do Vitória. Em uma cochilada da zaga (principalmente do Emerson) quase tomamos uma facada no peito. São Zé Carlos entrou em cena e o milagre foi realizado. O tempo passava e nada demais acontecia. Nosso meio campo insistia em brigar com a bola. Caio e Rudnei foram os protagonistas das jogadas mais bisonhas.
Fato é que conseguíamos atacar somente quando a bola não passava por Caio. Roberto, o único homem lúcido em campo, buscava criar algo que parecesse útil. Na primeira oportunidade fez um cruzamento sob medida para Marcos perder de cara pro gol. Pouco tempo depois o mesmo Roberto meteu um balaço no travessão e o que se viu na sequência foram suas conhecidas jogadas individuais, até porque ele sabia que se soltasse a bola a jogada estaria morta.
Segundo tempo
O Avaí voltou mais aberto. Rafael foi poupado e Robson recebeu a missão de fortalecer o meio de campo. Deu alguma movimentação, conseguiu acertar alguns passes, mas foi só. Rudnei insistia em errar tudo até que deu lugar à Diogo Orlando que entrou cheio de marra, cedeu uns dois contra golpes para os baianos mas depois se acertou no posicionamento e na qualidade dos passes. Patric começou a jogar mais na etapa final, conseguiu bons ataques, mas pecou em tocar a bola em situações em que o correto teria sido chutar a gol.
Caio se lesionou sozinho e deu lugar a Medina que armou uma correria improdutiva. Nessa entrada de Medina Chamusca tentou a cartada final invertendo os laterais, mas nada de bom aconteceu. Patric e Marcos estavam visivelmente cansados de ir ao ataque e não receberem bolas. Robson não abria o jogo, tocava direitinho mas não enxergava os companheiros soltos. Com um meio de campo completamente congestionado apenas Roberto chegou a criar uma oportunidade de gol e isso no último minuto. Resultado, um jogo ruim e um placar frustrante de 0x0.
Terceiro tempo
Reeditamos o enredo da partida anterior contra o Grêmio, mas com um agravante: conseguimos errar ainda mais. A enorme quantidade de passes errados, a afobação dos jogadores e a qualidade duvidosa de algumas peças nos deixam de cabelo em pé para os próximos compromissos. Considero Davi um armador com mais qualidade no passe, pena estar lesionado. A bruxa ta solta. Agora é encarar o Ceará com seus petardos de fora da área. Sds azzuras. Guilherme Quadros








