Catarinense 2010: começa o returno

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Em uma parceria que já rendeu um post no início do Catarinense 2010, os blogueiros dos principais clubes de Santa Catarina repetem a dose. Agora no início do returno passam suas análises e expectativas para o Segundo Turno do Campeonato Catarinense:

Três segundos. Essa pequena eternidade de tempo que bastou à Ricardinho (do Joinville) para fazer o gol do título tricolor determinou a alteração do planejamento avaiano para o segundo turno do Catarinense. Já garantidos na final do estadual, a idéia era priorizar a disputa da Copa do Brasil, menina dos olhos da diretoria azurra para 2010. Tudo estava indo muito bem, mas faltou combinar o roteiro com o Coelho do norte do estado.
O Avaí vem apresentando um futebol abaixo do esperado por seu torcedor, por isso as esperanças recaem sobre a evolução do entrosamento da equipe e as chegadas de Vandinho, Batista e Fredson, todos se recuperando de contusões. Para essa etapa o Avaí terá que se dividir em dois para levar a termo a desejada conquista do bi-campeonato estadual e pelo menos uma boa participação na Copa do Brasil. Gerson dos Santos


Como é de conhecimento de todos, a Chapecoense foi a grande decepção do Campeonato Catarinense. Foi apontada como uma das favoritas para o título no inicio, e terminou o turno na amarga zona de rebaixamento. Este período foi muito conturbado, pois nem imprensa, nem torcida e diretores entendiam o que estava acontecendo com uma das melhores folhas do estadual.
Se chegou a conclusão de que o a solução seria a troca do comando técnico. Pelo visto, acertaram na troca, pois nas duas partidas comandadas pelo novo comandante (Suca, ex-Brusque), a equipe demonstrou o que se esperava desde o início. Uma boa apresentação diante do JEC, e um show de bola perante o Brasiliense, pela Copa Do Brasil. Com isto, a esperança renasceu no Velho Oeste Catarinense. Se não ocorrer uma nova decepção, a Chape entra novamente como concorrente ao título. Marcelo Júnior - goldachape.com.br


O Tigre vem pro segundo turno mordido pela lesão do jovem promissor Lucca no jogo contra o Figueirense. Apesar do desfalque, o grupo tricolor incluiu mais 3 novos atletas na relação para o returno, tendo o atacante Da Silva, campeão da Libertadores pelo Cruzeiro em 97, puxado o barco desse novo pacote. Embora a ausência de um presidente não faça o time ter um planejamento para o Catarinense de 2010, a expectativa é de que o dono do Grupo Angeloni (Supermercados), Sr. Antenor Angeloni, assuma a presidência e quite todas as dívidas do clube, além de modernizar o clube na sua possível 4ª gestão do Criciúma Esporte Clube. Rodrigo Sakae - daletigre.com

O Figueirense, apesar do imbróglio administrativo, vai para o returno de ânimo renovado. O time que foi mal nos primeiros cinco jogos do primeiro turno sob o comando do fraco treinador Renê Weber deu a volta por cima. A entrada de Márcio Goiano deu outro astral para o time desacreditado, e, apesar do elenco que é considerado fraco, ele adequou à parte tática ao que o Figueira tem. Se o time é fraco, pelo menos mostra raça e comprometimento, chegando as finais, deverá ter a volta de Fernandes, e aí o bicho pega. Figueira vem bem, e acredito para ganhar o título se arrancar nestes primeiros três jogos. Diego Simão Rzatki - Blog do Torcedor do Figueirense na Globo.com e colaborador do meufigueira.com.br

O CFZ Imbituba vem para o segundo turno mantendo a humildade de quem debuta no campeonato, porém já perdeu a imagem de “patinho feio” adquirida em virtude dos dois anos, apenas, de clube e pelo baixo investimento feito se comparado aos principais clubes do estado. Tudo isso, conseqüência da campanha regular até aqui, sendo eficiente dentro de casa e buscando alguns pontinhos fora, escapando a classificação para o quadrangular por apenas um gol.
Com relação ao elenco a diretoria preocupou-se em manter o atual, já que algumas peças como Felipe Oliveira (artilheiro e eleito craque do campeonato) e Cleberson foram sondados por alguns clubes do estado, optando por apenas manutenção de algumas posições. Na zaga, China, pouco aproveitado devido ao inchaço no setor foi liberado, enquanto que na cabeça de área, Samuel ex Metropolitano e Hercílio Luz chega para compor. No ataque, que apesar dos 16 gols feitos e o artilheiro do campeonato, foi a principal deficiência do time, que sofria com a falta de um atacante de área, Carlos Henrique “O FLECHA NEGRA” é a novidade, aguardando a liberação da documentação, treina forte e promete muitos gols neste returno.
Sem muitas novidades o time Imbitubense procura aplicar o mesmo “feijão com arroz” apresentado no primeiro turno, mantendo a força dentro do Emilia Mendes Rodrigues e procurando roubar pontos fora de casa, sempre com muita humildade, sempre com muito respeito e acima de tudo sempre buscando a vitória, essa tem sido a filosofia do time do litoral sul, que deixou de brigar pelo rebaixamento e por pouco não fez parte do quadrangular no primeiro turno e que promete muito empenho na metade final do campeonato. Marcelo Pinho Maciel - imbitubafc.blogspot.com


O Joinville vem para o segundo turno com a tranquilidade de já estar garantido na final do estadual. Esse fato pode ser vantajoso se a equipe entender que o returno é também muito importante, pelo simples motivo de decidir onde será realizada a segunda partida da final. E a motivação com a conquista da primeira fase não pode morrer. O time deve entrar em campo, desde a primeira rodada, como se não estivesse lá, lutando novamente para buscar o melhor resultado possível. Senão, corre o risco de perder o ritmo.
O título do returno em si não vale muito, mas sim fazer o maior número de pontos na fase classificatória. Essa fase sim, somada com os pontos obtidos até agora (desconsiderando semi-final e final), é que decidirá o mandante do segundo jogo. E tem gente na cola, o Avaí está apenas a um ponto do JEC nesse quesito. A ordem então é não amolecer. E, quem sabe, se vier o título do returno (que será muito disputado e difícil), dará moral à equipe. Com relação à elenco, o JEC ainda tem jogadores à estrear, como os zagueiros Renato Santos e Valença e o meia Elton, que retorna do Vitória, após boa passagem pela equipe na Copa SC e Recopa. Ainda assim, o vice- presidente Nereu Martinelli adiantou que busca reforços para qualificar o elenco Tricolor. Esse returno será eletrizante. Carlos Gustavo Klann - soujec.com.br

A evolução de uma tainha

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Tainha Evolution

Sem segurança, não vou

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Foi lançada ontem a campanha Vá ao Estádio, promovida pela Federação Catarinense e Associação de Clubes Profissionais de SC, com apoio da RBS. O objetivo principal é trazer as famílias de volta aos estádios, o que expõe o fato de que este grupo social já não faz parte do futebol.

Agressões no interior
Lemos e ouvimos relatos das agressões que os torcedores da capital sofrem quando acompanham seus clubes ao interior do Estado. A placa do automóvel ou do ônibus indicando a Ilha da Magia como território de origem do adversário é a senha para que uma antipatia instantânea inicie uma sequência de agressões verbais e até mesmo físicas.
Morei por 20 meses (2003 a 2004) no meio oeste catarinense e pude perceber isso na pele: “Se é de Floripa é vadio”. Em contrapartida percebia o fascínio que essa cidade causava em meus “agressores”. Minha última viagem acompanhando o Avaí foi em 1997 para a cidade de Criciúma, excursão fechada por um grupo de funcionários da Eletrosul, onde trabalhava. Recebemos ameaças na entrada e tivemos o ônibus apedrejado na saída.

Violência em “casa”
No ano passado, vi torcedores do Avaí chutando os portões da Ressacada e tentando invadir os vestiários do nosso próprio time. Estava com meus dois filhos e fiquei apavorado.
Com o advento da série A a intolerância passou a fazer parte do dia-a-dia. Vi inúmeros carros de torcedores que vinham de outras cidades catarinenses para torcer por São Paulo, Palmeiras, Grêmio etc, sendo chutados e seus ocupantes ameaçados de surra. Me envolvi na defesa de um senhor de Lages com mulher e filhos atônitos no interior de seu carro. Triste.

Afastamento
Em função deste cenário parei de levar minha família ao estádio. Pagava suas mensalidades por carinho ao clube mas com o aumento abusivo das mensalidades me tornei o único sócio avaiano aqui de casa. Estou me cansando dos riscos e incomodações que passaram a fazer parte do cotidiano do futebol. O dispêndio financeiro e o tempo gasto para chegar e sair da Ressacada começam a instigar minha análise de custo-benefício.
Não há como comparar o prazer e a emoção entre assistir uma partida de futebol no campo e pela TV. Pela TV aquilo tudo não passa de um jogo de pebolim melhorado. Entretanto, confesso que o Pay Per View passa a ser uma alternativa viável para um futuro não tão distante.

Torço para que essa campanha da RBS tenha êxito, mas se as devidas medidas de segurança não forem tomadas, minha sugestão é que se pegue essa grana das propagandas e se invista em pizzas, por exemplo. Aí, oficialmente, a tentativa de levar as famílias para os estádios terminará como tudo nesse país.

Bicicleta dupla

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Um Avaí melhorzinho

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Nenhuma surpresa nos primeiros 45min de ontem entre Ypiranga x Avaí. Embora o time gaúcho fosse uma mescla entre Juventus de Jaraguá e Brusque sem Viola, o Avaí conseguiu criar oportunidades como nunca e desperdiçá-las como sempre. E olha que o Ypiranga tentou. Poucas vezes vi uma equipe entregar tantas bolas de graça para o adversário, o que nada adiantou quando se tem Davi e Robson sonolentos e Leonardo jogado às moscas. Aquilo me atacou os nelvos.

A redenção
Custo a acreditar que Chamusca não perceba o completo desinteresse de Davi. Minha teoria é que o atleta foi obrigado a sair do Paraná Clube, onde estava feliz, atendendo ordens da L.A. Sports, detentora de seu passe: “Você precisa valorizar, Davi. E é o Avaí que está na série A”. Então Davi veio, ou fez que veio.
Ao sacar Davi e Robson, promovendo as entradas de Sávio e Medina, o treinador azurra se viu livre de uma saraivada de críticas por não enxergar o óbvio. Essas alterações garantiram os 3x0 com tranquilidade e uma classificação antecipada.
Em tempo: tenho minhas dúvidas se Chamusca escala o Avaí com liberdade. Depois de ouvir Moisés Cândido ontem criticando o desmanche do time, coloquei mais um tijolinho na parede de convicção de que a L.A. Sports é mais que parceira, bem mais, se é que você me entende.


Sávio
Fiquei muito satisfeito em ver o retorno desse excelente caráter em forma de jogador de futebol. A imagem de todos os companheiros indo cumprimentá-lo após o primeiro gol dá pistas de que o Avaí possa ter ganho um líder em campo. Com um calendário tão apetitoso e difícil pela frente, esse é um ganho pra lá de interessante.

Boa vitória na estreia

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GuilhermeDada a largada para a tão cobiçada Copa do Brasil. Começamos bem na competição que é a menina dos olhos de todo mundo: diretoria, comissão técnica, torcedores e até do presidente Barack Obama, avaiano desde criancinha. O Ypiranga, com uma qualidade sofrível, pouco perigo ofereceu ao Avaí. Entramos no manjadinho 3-6-1 com Zé Carlos, Emerson, Gabriel, Rafael, Uendel, Patric, Rodrigo, Rudnei, Davi, Robson e Leonardo. Vamos ao jogo.

Primeiro tempo
Desde o início era visível a superioridade avaiana. Essa supremacia veio seguida da incrível incapacidade técnica do Ypiranga. Mesmo errando passes no atacado, éramos senhores do jogo. Nossas melhores jogadas eram Uendel pela ala esquerda e as roubadas de bola na zaga do adversário. Perdemos alguns gols e quase tomamos um onde Zé fez excelente defesa. Muito preciosismo por parte de alguns jogadores, passes bobos, tudo o que conhecemos daquele Avaí que ultimamente esconde seu futebol quando passa a ponte.

Segundo tempo
Chamusca surpreendeu sacando Davi, ainda no intervalo, e colocando Sávio. De cara o galego da 10 mostrou que mesmo vendado pode render mais que Davi. Detalhe: Sávio jogou mais adiantado do que Davi e Robson um pouco mais centralizado.
Aos 2min, num chute cruzado, Sávio fez a bola morrer no ângulo e nas redes do goleiro do Ypiranga. Belo gol. Continuamos na mesma balada e o segundo gol nasceu pela ala esquerda novamente, com Uendel recebendo auxílio de Sávio e fazendo a bola sobrar para Robson.
Já no final Sávio marcou outro de falta aproveitando-se da expulsão do arqueiro gaúcho. Nos 12min finais Robson e Leonardo deram lugar a Roberto e Medina só para aquela corrida antioxidante básica.

Terceiro tempo
A equipe do Ypiranga é sofrível, nenhuma característica do futebol gaúcho esteve presente nesse time, nem a marcação. O jogo não serviu para avaliar muita coisa, os jogadores estavam dispersivos, parece que sentiram o cansaço físico e emocional do jogo contra o JEC. Como no futebol tudo muda muito rápido, hoje vencemos e estamos na segunda fase da Copa do Brasil, eliminando o jogo de volta.
Chamusca acertou nas alterações, o time melhorou na segunda etapa, mas é certo que Medina e Roberto poderiam ter entrado antes. Fico aguardando ansiosamente a volta de Batista para reforçar de vez nossa ala esquerda e melhorar a primeira bola. Mais ansisoso ainda fico por Vandinho no ataque, pois está cada vez mais difícil agüentar Leonardo. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Copa do Brasil: boa arrancada

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avaí Ypiranga

Finalmente, a cereja do bolo

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A Copa do Brasil foi cantada em verso e prosa como a menina dos olhos do Avaí para a temporada de 2010. Por conta dessa primazia o time não se dedicou ao Estadual como em anos anteriores. Iniciamos o campeonato com o time B para priorizar a preparação física das estrelas, depois fomos fazendo testes, revezamentos de atletas, enfim, um laboratório para essa competição.

Essa guloseima tem início hoje, o que nos faz acreditar que veremos o verdadeiro Avaí em campo, o que temos de melhor e com todo o gás possível. O que a diretoria avaiana mais queria se torna realidade nessa noite. Na contramão de toda esse desejo leio que Chamusca nada sabe sobre o Ypiranga de Erechim, a não ser que é atualmente um dos piores times do campeonato gaúcho.
Em pleno século da comunicação não creio que a obtenção de dados mais apurados sobre outros times seja uma tarefa assim tão complicada. Me divido entre desdém, soberba e desorganização para essa não atitude por parte de nossa comissão técnica.


Constrangimento
Sávio chegou diretamente do Chipre, depois de quase um ano de inatividade e com o status de maior contratação da história do Avaí. Teve uma estréia discreta, nem lembro se chegou a entrar como titular e até o que se sabe é figura garantida no banco de reservas da equipe. Entre o discurso do que ele viria para fazer e o que tem conseguido colocar em prática, lá se vai um verdadeiro abismo.
Alguma coisa está muito errada, muito mesmo. Nesse momento o ídolo do time é titular da casamata, um nome que sequer é lembrado para entrar durante os 90min de uma partida. Experiência, toque de bola, respeito dos companheiros, nada disso é suficiente para que a comissão técnica avaiana acredite em seu futebol. O Avaí merecia mais. Sávio também. Que pena.

Perguntinha capiciosa

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Devo confessar a você, leitor, que manter um blog é um prazer muito à parte. Não temos salários, não somos procurados pelas empresas para investimentos publicitários e não temos nenhuma regalia do clube que defendemos (pelo menos a maioria). Em compensação a gente se diverte muito.

Agora mesmo recebi um e-mail onde o "figuraça" me pergunta maliciosamente: “Gerson, esse Areias é o mesmo que cuida da imagem do Sávio?”.
Depois de uma boa gargalhada, respondi que sim. Toca.

Vídeo interessante, esse aqui

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Cirque de Soleil, por Lédio Carmona

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Já se deu o tempo em que assistir uma partida, in loco, era um programa familiar. Não só pela violência que vemos nos estádios. Os preços abusivos beiram o ridículo. Por exemplo, se um pai de família levasse a mulher e dois filhos com mais de 12 anos para final da Taça Guanabara, anteontem, gastaria 150 reais só com os ingressos. Gasolina, refrigentante, um cachorro-quente e dois "galos" a menos na carteira.

Não podemos confundir as coisas. Brasil não é Europa. A parcela da população que pode pagar esses 200 reais em um único domingo é minima. Ainda mais em um país onde famílias inteiras não ganham isso no mês. Mais absurdo ainda é saber que um lugar na arquibancada para assistir a um grande embate entre FlamengoxTigres custa 40 reais. Imagina como vai ser no Brasileirão?
Depois os dirigentes vêm reclamar que a torcida não apoia, que os jogadores precisam de incentivo. E os torcedores? Qual o incentivo, além da paixão pelo clube? Ver um jogo de futebol com gramados esburacados e jogadores de baixo nível técnico?

Para fechar, vamos imaginar que a mesma família do início do post fosse santista e resolvesse assistir ao esperado clássico Santos x Corinthians no próximo domingo. Se um dos filhos não fosse, o pai gastaria os mesmos 200 reais. Só de ingresso. Por que? Porque o presidente Luis Alvaro, do Santos, aumentou o ingresso de 30 para 80 reais. A justificativa? O clássico, cheio de estrelas, é um Cirque de Soleil e não um “circo de periferia”. Então tá bom. Melhor nem discutir. Blog do Lédio Carmona

Planejamento Azurra

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Você está fazendo isso direito?

Rapidinhas de retorno

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Após tres dias fora do ar graças à "competência" do meu querido provedor, Kinghost, chego atrasado aos comentários sobre a final do primeiro turno do Campeonato Catarinense. O lado bom dessa quarentena virtual foi poder ler e ouvir de tudo um pouco, de Joinville à Florianópolis. Então, num ping-pong bem rapidinho, anota aí:
  • Venceu o clube que privilegiou a competição. O Avaí, às voltas com prioridade à Copa do Brasil, testes de elenco e descoberta de vocação para clínica de recuperação, não merecia aquilo para o qual não se dedicou;
  • No post de sexta-feira Nem vou reclamar alertei para o fato de que blogueiros e orkuteiros jogavam "pérolas aos porcos" ao criticar a arbitragem catarinense. Se a diretoria avaiana dá seu aval irrestrito a Delfim, fim de papo. Prova disso é que após o jogo de domingo Chamusca fez críticas veementes ao árbitro da partida. O torcedor avaiano fez coro com o treinador azurra e caiu de pau na arbitragem. Logo em seguida o presidente Zunino veio à público declarar que José Acácio foi impecável;
  • Um turno inteiro, semi-final e final e ainda não temos o time definido. Os testes continuam;
  • Será que ainda temos algum ingênuo em Floripa que pensa que Chamusca não escala Medina porque não quer? E que ele escala Davi porque quer?
  • Entendo um 3-6-1 para enfrentar São Paulo, Vasco e Santos. Mas pra que isso quando se tem pela frente clubes semi-profissionais de SC?
  • A Ressacada está vazia, mas isso é um mero detalhe;
  • Segundo o presidente Zunino o planejamento está sendo seguido. Está tudo dentro dos conformes, então nem vou reclamar.

Final Mandrake

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Guilherme
O Avaí entrou na arena com a mesma formação dos 5x1 pra cima das bailarinas. Zé Carlos, Emerson, Rafael, Emerson Nunes, Rodrigo Thiesen, Jhonny, Davi, Robson e Leonardo. Zaga firme desde os primeiros minutos firme e Zé Carlos seguro embaixo dos paus. Após dois sustos na primeira etapa que Zé se encarregou de defender, nada de mais perigoso aconteceu no primeiro tempo, “culpa” de nossa dupla de volantes.
O Avaí entrou bem postado em campo e quando queria tinha o domínio de bola, espaço para tocar e invadir a área do JEC sem maiores problemas. Nossa fragilidade era o último toque, sem ninguém no ataque com qualidade para empurrar a gorduchinha para dentro. Criamos alguma oportunidades envolvendo a zaga, Uendel perdeu uma bela chance ainda na primeira etapa.

Segundo tempo
O JEC veio com sede ao pote e nos atacou, chegando somente em bolas paradas, escanteios principalmente, uma equipe com uma qualidade muito aquém de quem deseja ser campeão, mas mesmo assim obrigando Zé Carlos a trabalhar muito bem para defender a meta azurra. Após isso deu Avaí, numa linda jogada Patric fez um golaço. Como já era de se esperar, nosso time recuou e o meio não conseguia segurar a bola ou trocar passes em virtude dos sucessivos erros de passes.
Na hora do gol Jhonny saiu machucado dando lugar a Rudnei. Chamusca ficou olhando e esperando, esperando, esperando o tempo passar para fazer alguma alteração. Colocou Caio no lugar do Davi e já nos minutos finais Medina no lugar do Robson. Fato é que nossa equipe tomava uma pressãozinha moderada e sem qualidade suficiente para passar de nossa zaga.
Com a entrada do Medina o jogo mudou, fomos pra cima e criamos oportunidades de gol, todas “matadas”! com faltas não marcadas. Tomamos o gol no final em uma fatalidade e falta de atenção de Patric; final de jogo, final de turno, sair com uma bola daquele jeito para depois tentar fazer a falta, ridículo.

Pra fechar
Minha impressão desde o início foi de favorecimento do JEC por parte do árbitro José Acácio da Rocha. Mal intencionado, não marcando penais, amarelando nosso time em jogadas que nem faltas foram e pipocando com jogadores do JEC. Faltas na entrada da área, lei de vantagem quando favorecia ao Avaí, nem pensar.
Leonardo na frente é dose pra Leão ou alguém encosta para jogar com ele ou nem escala. Chamusca demorou demais para promover alterações, dormiu no ponto e perdemos a chance de matar o jogo. Finalmente, faltou malandragem ao nosso time, depois que passou dos 45min era hora de catimbar, parar o jogo deixar o tempo passar. Não fizemos isso e sofremos o gol no último minuto. Sds Azurras, Guilherme Quadros

Os gols de Joinville 1 x 1 Avaí

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Prós e contras

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Vai dar JEC
. Decidem em casa com o apoio de 15il torcedores
. Jogam com o sangue nos olhos de quem não digeriu aqueles 5x1 da Ressacadaca
. O time vem completo e tem a melhor campanha no estadual
. Lima e Cris podem se tornar um pesadelo para a equipe da Capital

. Dependem de apenas um empate para serem campeões
. No retrospecto tem ampla vantagem contra o Avaí na Arena
. O Avaí joga desfalcado de Vandinho e Gabriel
. O meio de campo avaiano é um problema, com armadores pouco inspirados

Vai dar Avaí
. Melhor elenco catarinense no momento
. Possui mais opções de qualidade no banco de reservas
. Cresce em jogos decisivos
. Joga sabendo ser um clube de série A. O adversário também respeitará esse "detalhe”
. A zaga Joinvillense joga atordoada
. O condicionamento físico avaiano é superior e o adversário costuma “morrer” no segundo tempo
. Sergio Ramírez não costuma enxergar o jogo direito. De vez em quando opera substituições que entregam o resultado de bandeja para o adversário

Placar final
Avaí faz um péssimo primeiro tempo e vai para os vestiário em desvantagem de 1x0. No segundo tempo Chamusca mexe daqui e dali, o Joinville se tranca na defesa, morre fisicamente aos 25min e o Avaí vira para 1x2. Avaí campeão do primeiro turno do campeonato catarinense.

Nem vou reclamar

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Esse campeonato catarinense é uma lástima. O Avaí começou a competição com um time B, depois passou para um mistão e ontem, ainda desentrosado e em fase de testes, venceu um dos semifinalistas com um pé nas costas. O que dizer de um time que sai lááá de Ibirama com a obrigação de vencer e joga retrancado durante os 90min? Deu dó. Jogamos pro gasto, nos classificamos para a final, então nem vou reclamar.

Menos tempo
Quando fomos pra'lém da ponte enfrentar o primo-segundo, chegamos com um dia a menos de descanso. O Mr. Célio Amorim deixou de assinalar dois penaltis contra os Barbies e ficou o dito pelo não dito. Ontem foi a mesma coisa. Jogamos um dia depois do JEC e estamos em desvantagem de 24hs para nos programarmos para a final. Célio Amorim manteve a média de não dar pelo menos um penalti por jogo pró-Avai e não creio que a diretoria avaiana vá reclamar de alguma coisa. Se a diretoria não reclama, então nem vou reclamar também.

Deserto
Pouco mais de 6.500 almas na Ressacada para assitir uma semifinal de campeonato. A média de público do rival do Estreito é maior que a nossa, mesmo tendo feito um primeiro turno típico de comédia pastelão. A diretoria avaiana acha que isso é normal, tá tudo dominado. E eu vou reclamar?

Evasão
Produtos piratas estão sendo negociados livremente na cidade, tudo tendo o Avaí como mote de vendas. Os torcedores sabem, o clube sabe, todo mundo sabe. Ingressos "na faixa" e pulseirinhas Vips então, uma verdadeiro dejavú. Triste ver pessoas que nem sócios são desfilando faceiros pelas cobertas e descobertas da Ressacada. M
as como todos fazem de conta que nada é nada, eu também nem vou reclamar.

A Magia da Ressacada

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Guilherme
Jogo tranqüilo, vaga carimbada para a final do turno sem grandes dificuldades. Parece que a Ressacada influencia a equipe adversária, não vi ninguém jogar futebol aqui até agora.
Estava desacostumado a ver atacantes jogando, meu parâmetro no campeonato passava até agora por Leonardo, Jandson e Roberto. Vendo Vandinho jogar entendi o porque de nosso ataque ter menos gols que a zaga. Mesmo não tendo nenhuma chance clara foi fácil perceber o perigo que ele causa ao adversário. Uma pena ter se lesionado no primeiro tempo.

Primeiro tempo
Chamusca entrou com Vandinho no ataque ao lado do Leonardo. Fomos a campo num 3-5-2 com Renan no gol, Emerson, Rafael e Gabriel na zaga, Uendel e Patric na alas, Jhonny e Rodrigo formando nossa dupla de volantes e Davi no meio dando assistência aos atacantes.
O Avaí começou marcando fácil e saindo pro ataque pela direita onde Patric estava apoiando e por onde apresentamos as únicas ou melhores oportunidades na nossa primeira etapa. O gol surgiu por ali, em uma falta cobrada por Patric para Emerson estufar as redes. Lesionado, Vandinho saiu para a entrada de Roberto. A equipe se soltou um pouco, Davi tentou alguma coisa e jogou um pouquinho mais que as outras partidas, mas ainda falta muito.

Segundo tempo
Voltamos do mesmo jeito, joguinho morno e cadenciado, o suficiente para deixar a equipe de Ibirama toda atrás. Algumas boas oportunidades foram criadas principalmente por Davi, mas quando caiam no pé do Roberto esse se encarregava de desperdiçar, tocar errado, abaixar a cabeça e correr. Melhoramos e criamos alguma coisa quando Uendel resolveu apoiar. Uma jogada dele resultou no pênalti que Leonardo converteu e decretou o placar final: 2x0. Chamusca colocou Medina no lugar do Davi e trocou os Emerson’s da zaga.
O Ibirama deu um único chute, se é que se poder chamar de chute do Lenílson de falta. No mais não chegaram nem perto da meta avaiana. Se esse time ganhou do Avaí foi porquê nossa equipe não jogou nada em Ibirama.

Rumo à Joinville
O fato é que estamos na final do turno, jogando bem ou mal essa campanha é muito superior a que fizemos ano passado no 1°turno e agora vamos decidir o título na casa do JEC. Acho isso muito bom, pois nosso time vai ter que ir pra cima, o que não é característica das equipes do Chamusca. Espero que essa partida dê um brio a mais a esses jogadores e, claro, que vençamos mais uma, como fazemos todos os anos na casa deles.


Sds Azurras, Guilherme Quadros

Me incluam fora dessa

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Na noite de hoje o Avaí entra em campo com a obrigação de se classificar para a decisão do Primeiro Turno do Catarinense. É assim mesmo, sem meias palavras. Não se pode esperar menos do que isso de um time cujo orçamento mensal extrapola os sete dígitos, com uma estrutura digna de um clube de série A e que vem de uma campanha épica no Brasileirão de 2009. É tudo isso e mais alguns milhares de avaianos que entrarão em campo hoje para defender esses dados contundentes.

Leio e entendo a apreensão de alguns colegas blogueiros e orkuteiros em relação à arbitragem de hoje que estará à cargo de Célio Amorim. Poucos são os avaianos que ainda têm paciência com os "deslizes ocasionais" desse moço sempre na direção contrária à do Avaí. Por certo ele não será o arquiteto da desgraça azurra nessa noite. Hoje só poderemos perder para nós mesmos. Entretanto gostaria de ressaltar alguns detalhes que passam despercebidos à maioria dos leitores das redes sociais avaianas.

A RBS fecha um contrato com valores ridículos para ter os direitos de imagem para o estadual e nós esquecemos que foram os clubes que aceitaram. Então, palmas pra RBS que ela merece. Jornalistas são perseguidos por avaianos como se fossem as bestas do Apocalipse, enquanto isso a nossa diretoria os presenteia com champagne, chocolates, camisas comemorativas e entradas francas para toda a família. Palmas para os jornalistas. Blogueiros, orkuteiros e torcedores avaianos em geral protestam seguidamente contra as atuações desastradas de árbitros nos jogos do Avaí. Ato contínuo o Avaí marca uma excursão para a Ásia e quem leva à tiracolo? Ahá, Delfim de Pádua Peixoto. Palmas pro Delfim e sua escala de árbitros, porque continuam em alta na Ressacada.

Sinceramente, quem é tanso tem que pastar mesmo. Por isso não desperdiço as preciosas linhas desse espaço virtual para "blindar" o meu clube daqueles que sempre são recebidos com tapete vermelho por nossa diretoria. O respeito é um caminho de mão dupla. Se os homens do Avaí não tomam a iniciativa de se fazerem respeitar, então não será meia dúzia de blogs que conseguirão essa façanha. Toca.

Uma onda de otimismo

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Fernando Silva
A classificação do Avaí em segundo lugar no turno pode ter sido lucrativa para o clube. Jogando a final em Joinville o Avaí receberá um valor de R$5mil do clube mandante, não terá gastos com iluminação, pagamentos de juízes, auxiliares, taxas extras etc. Como os sócios pagam o mesmo valor por mês havendo mais ou menos jogos e com entradas a R$60, correríamos o risco de a demanda por ingressos não ser suficiente para pagar essa diferença. Esse Avaí faz coisa...

Felipe Matos
Imaginemos que o campeonato catarinense comece hoje, contra o Atlético de Ibirama. Vamos criar uma corrente positiva, uma vanguarderização da torcida, em alusão a Vanguarda Alviceleste, a primeira a pular e a última a desistir em todos os jogos, ganhando ou perdendo. Vamos usar a lógica das sociedades de auto-ajuda e pensar "só por hoje" em esquecer os corneteiros que vaiam Chamusca. (...) Só por hoje não vamos parar de apoiar o time. Seremos mais Vanguarda e menos Miguel Livramento
.

André Tarnowsky Filho
Agora é pra valer. Não quero saber se Chamusca escala mal ou bem, nem quero saber se Medina é titular ou não. Não quero saber se Sávio vai sair jogando, nem se Vandinho ou Batista irão jogar. Quinta-feira, com ou sem aumentos de ingressos e mensalidades, é jogo decisivo.
Vamos enfrentar o único time que bateu o Avaí no turno, o Hermann Aichinger. É hora de estarmos com o Leão e levarmos o time à final do turno.

Alizée, bem interessante

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Para o Tema Livre de hoje trago a cantora francesa Alizée. Com apenas 16 anos Alizée se tornou famosa na França ao cantar num programa de TV. Hoje, com 25 anos, já tem 4 CDs lançados e vários singles. Taí uma alternativa para quem já cansou das caras de sempre que chegam, cantam uma musiquinha e desaparecem na multidão. Só não vale se apaixonar, ok?

Um twitter esquisitão

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Nilson Zunino (24/11/09)
"Iniciaremos as obras de ampliação da Ressacada no dia 7 de dezembro. A primeira etapa será o rebaixamento de seis degraus nos setores C, D e E. Na estreia do campeonato, no dia 16 de janeiro, esse espaço estará à disposição do público. São mais 1728 lugares. A obra de ampliação do Setor B, onde fica a Mancha Azul, começa na primeira semana de janeiro. (...) A conclusão está prevista para maio, quando inicia-se a Série A".

Fábio Machado
"Escrevo sobre assunto, ainda abatido e abismado pelo que tenho lido no twitter do presidente do Avaí, João Nilson Zunino. Hoje na Ressacada (...) descobri que não é o presidente que escreve o seu próprio twitter. Em primeiro momento, fiquei chateado e me senti traído. Mas logo depois me veio um certo alívio. Pois custo acreditar que uma pessoa tão séria e responsável poderia ser o autor de tantas notinhas fúteis e extemporâneas".

2010 começa hoje

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Num país tropical como o Brasil, quase malemolente, daqueles pouco afeitos à disciplina, podemos dizer que o ano começa na tarde de hoje. Pensando bem, acho que só na próxima segunda. Mas tudo bem, o que importa é o início das semifinais do Catarinense, esse sim, que têm hoje Joinville e Metropolitano agendado para às 21:50hs. Se estamos realmente pensando em decidir esse título não podemos desgrudar os olhos da telinha para conhecer um pouco melhor o nosso próximo adversário, creio eu o JEC, e secar os seus sete jogadores que estão pendurados.

Amanhã é a nossa vez
Enfrentando o nosso único algoz no primeiro turno, aquele que nos fez conhecer o gosto amargo da derrota (e do baile), o DM avaiano acena com as liberações do goleiro Zé Carlos, do volante Batista e do atacante Vandinho para enfrentar o Atlético de Ibirama. À exceção de Zé Carlos, os outros não deverão ter condições físicas para agüentar os 90min de uma partida, mas isso é o de menos. Com as últimas apresentações sofríveis do Avaí, qualquer fio de esperança sentadinho no banco reservas se torna uma verdadeira corda de esperança para a nação azurra.

Com nove rodadas completadas já podemos dar por encerrada a fase de testes, ajustes e toda aquela parafernalha verbal que nos fez "entender" o futebol desencontrado do Avaí até o momento. Se de um lado não podemos nos iludir que veremos aquele futebol que goleou o JEC, de outro não é admissível que assistamos novamente um bando de atletas jogados no gramado ao Deus-dará. Um pouco de organização e vontade é o mínimo que esperamos, pelo menos nesse ano que acaba de começar.

Entrevista com João Henrique Areias

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O que há em comum entre Real Madrid, o basquete do Flamengo e o Avaí? A partir desta semana, os três podem dizer que em algum momento de sua história foram geridos com um mesmo modelo administrativo. O responsável pela união é João Henrique Areias, espectador e aluno de uma reformulação que o Real Madrid produziu no início deste século. Vice-presidente de esportes olímpicos do time carioca até o ano passado, ele foi contratado nesta semana para ser consultor de gestão dos catarinenses.

A relação com o Real Madrid fez Areias conhecer o modelo de gestão do presidente Florentino Pérez. O dirigente, que voltou ao comando da equipe espanhola no ano passado, foi artífice de uma migração para um formato parecido com o que o Avaí busca para este ano e que o esporte olímpico do Flamengo utilizou em 2009. A reformulação de gestão é uma das apostas do Avaí para manter o bom rendimento recente, sexto colocado do Brasileirão 2009. A meta agora é a manutenção entre os 12 primeiros do país. Confira a seguir a íntegra da entrevista:

Qual vai ser seu trabalho no Avaí?
Serei assessor especial da presidência. Eu vou ajudar com um trabalho de consultoria de gestão e de marketing esportivo. Vamos trabalhar juntos no aspecto de captação de receita, mas o principal foco é migrar o clube para um modelo profissional. Vou ajudar em outras coisas, mas o que mais me atraiu foi essa chance de trabalhar com um novo conceito de gestão.

O senhor é diretor-presidente da Sportlink, agência que tem como único jogador representado o atacante Sávio, outro que acertou com o Avaí neste ano. Existe alguma relação entre as duas contratações?
Foi coincidência. Em nenhum momento houve alguma condição ou alguém falou algo na linha do "ele vem se eu vier". Na primeira vez em que estive aqui no Avaí, vim para conversar sobre mim. Só que o presidente já tinha essa ideia de contratar o Sávio, que também se motivou com a perspectiva de continuidade da carreira em um local que oferece qualidade de vida e uma grande estrutura. Ele vislumbra até uma chance de continuar a carreira fora de campo aqui, seja na parte técnica ou administrativa. O Sávio fez o curso da Fundação Real Madrid, agora está cursando gestão na Trevisan do Rio de Janeiro. Ele tem uma ideia de continuar no futebol e se prepara para isso.

Qual é o atual estágio dessa reformulação na gestão do Avaí? O clube ainda está estruturando um plano ou já começou a colocar isso em prática?
Na verdade, o processo de modernização já vinha sendo feito pelo Ênio [Gomes, diretor de planejamento do clube]. Estou conversando com ele para ajustar o que já foi feito, até porque estou pegando a coisa no meio do caminho. Tivemos uma reunião ontem [quinta-feira], outra ainda nesta semana. Estamos tentando dar andamento às coisas.

E como é o modelo que o senhor pretende implantar no Avaí?
A ideia é fazer algo parecido com o que acontece no Real Madrid. Vamos dividir o estratégico, que vai ser composto por dirigentes voluntários, e o operacional, com uma estrutura eminentemente profissional. Essa estrutura operacional será formada por um CEO e outros executivos. Haverá um diretor esportivo para cuidar do esporte, que é a atividade fim, responsável pelo futebol e pelos esportes olímpicos; um segundo executivo cuidará das atividades meio, como marketing, comunicação e novas mídias; e um terceiro vai gerenciar atividades de apoio, como a parte econômica e de negócios, o RH e a TI. A divisão é simples: em cima temos o estratégico, formado pelos conselhos, e abaixo uma estrutura profissional na parte operacional. É algo simples, mas que propiciou ao Real Madrid ser um clube moderno e se transformar em um dos maiores faturamentos do mundo, ao mesmo tempo em que briga por títulos.

Mas esse modelo não impediu o crescimento da dívida do Real Madrid.
Há uma confusão cronológica nessa sua linha de raciocínio. Quando o Florentino Pérez assumiu a presidência do Real, em 2000, ele pegou um clube cheio de dívidas e usou a questão patrimonial para levantar dinheiro. Aí implantou esse modelo novo, mais sustentável. Lembro que quando eu cheguei lá com o Sávio parecia que eu estava entrando no Flamengo, diretamente para a sala do presidente. Com o Florentino, até isso mudou. Ele reformulou a estrutura, colocou uma secretária, criou uma recepção. Morei lá durante quatro anos e vi essa mudança. A partir de um novo modelo de gestão, ele levou um clube endividado para outro patamar. Hoje em dia eles têm dívidas, mas como qualquer empresa. É algo controlado, voltado ao investimento. O Avaí também quer algo assim. O nosso último balanço mostrou uma dívida, mas foi um investimento no estádio, no nosso patrimônio. Não foi para pagar frutos de uma má gestão.

Qual é a meta do Avaí com essa nova estrutura de gestão?
O Avaí conseguiu, em quatro anos de trabalho, chegar à elite do futebol brasileiro. Foi um trabalho fantástico, uma ascensão difícil, mas é mais difícil ainda permanecer em uma posição de elite. Nós queremos figurar entre os 12 melhores do maior futebol do mundo, a NBA do futebol. Sabemos que, para isso acontecer, precisamos tirar sempre um dos clubes dos principais centros. Portanto, precisamos modernizar a gestão e buscar um modelo que viabilize a permanência.
Se eu quisesse apenas buscar patrocínios, teria ficado no Rio de Janeiro, que terá Copa do Mundo e Olimpíadas pela frente. O que mais me motivou aqui foi a busca por um novo modelo de gestão. Queremos algo que dê perenidade e que faça o Avaí não ser um sopro, como foi recentemente o Figueirense, que voltou à Série B.

A pretensão do Avaí é brigar por espaço com os grandes clubes do futebol brasileiro, mas o clube não tem a exposição de outros Estados ou uma larga tradição na elite nacional. Como equacionar isso e ainda assim apresentar um pacote atraente para os patrocinadores?
Eu vejo o Avaí com atributos e potenciais bastante interessantes. O estádio é praticamente completo no seu core business, por exemplo. É claro que é preciso ter ídolos e títulos para conquistar mercado, mas embaixo disso eu devo contar com uma pirâmide: é necessário investir no curto prazo, que é o time, no médio prazo, que é o estádio, e no longo prazo, que é o CT. Nós temos um estádio belo e estamos criando oportunidades para exploração comercial. Também estamos comprando um terreno para um novo CT - obtivemos R$ 8 milhões para isso da Lei de Incentivo ao Esporte. É um conjunto de coisas que tornam o Avaí forte.

Mas como isso pode ser traduzido em receita?
Estamos vendendo a pirâmide. No topo, há o patrocinador que terá o uniforme como principal propriedade, mas que também poderá usar um setor de 900 metros quadrados no estádio. Isso é suficiente para um camarote de até 500 pessoas para relacionamento com clientes ou fornecedores, inclusive em dias sem jogos. Como "brinde", ele ainda teria o naming right do estádio. Aí vem o CT. Buscamos parceiros que queiram participar, dar nome ao CT, juntar a marca deles a um processo de formação de atletas e todos os valores que isso representa. O CT ainda tem um clube social que o funcionário do cliente poderá frequentar. Se eu não posso oferecer o pacote de exposição de mídia de um clube de São Paulo, preciso buscar propriedades para equilibrar isso. Nesse processo, é fundamental entender a necessidade do cliente.

Essa preocupação com a necessidade do cliente pode levar o Avaí a mais adaptações no pacote de propriedades do patrocínio?
Sim. Temos um possível cliente que quer criar uma sede em Florianópolis e está buscando área para isso. Nós temos a possibilidade de fazer um edifício em cada torre do nosso estádio, um para escritórios e outro para hotel, ambos com visão para o campo. O Avaí tem essa posição geográfica muito estratégica porque o estádio fica ao lado do aeroporto e a dez minutos do centro. Voltando ao Real Madrid: assim como aconteceu com eles, a questão imobiliária pode alavancar os recursos aqui.

No ano passado, o senhor já havia falado sobre esse modelo de gestão para o esporte olímpico do Flamengo. Foi uma coincidência o Avaí apostar no mesmo formato ou o senhor que apresentou a ideia ao clube?
Nós implantamos isso no Flamengo e conseguimos pagar o time de basquete. Os salários estavam atrasados, o time de basquete não recebia havia quatro meses, a crise era total. Nós criamos o modelo, conseguimos equacionar e fomos campeões brasileiros e sul-americanos em cinco meses. Esse é um modelo que eu conheci no Real Madrid, quando eu fiz curso na fundação Real Madrid, e que eu já apliquei anteriormente. Fiz isso na Federação Capixaba de Futebol e no CFZ antes do Flamengo. Foi comprovado na prática. Levei para o Avaí, mostrei como funciona, e isso se uniu a um processo de evolução na gestão que o clube já vinha fazendo. Fonte Máquina do Esporte

A vida como ela é, também no carnaval

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barbie

Segunda-feira de Cinzas

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O que foi aquele jogo de sábado, hein? Pobre, sonolento e chato. Para aquele torcedor fast-foot que normalmente está mais interessado no resultado final do que no futebol apresentado, tudo está ótimo: "Jogando mal somos o segundo do campeonato. Imagina quando jogarmos bem". É com esse tipo de filosofia barata que vamos prolongando a sobrevida de um elenco limitado, com um futebol que não lembra o de um time de série A e com um sistema de jogo invisível. Já se foram nove e ainda estamos em fase de testes e ajustes.
Não há muito o que comentar sobre a vitória do Avaí sobre um Metropolitano que se negou a jogar. O gol de Leonardo quando todos já se resignavam com o empate foi a única coisa de bom em todos os 90min de jogo. O que mais preocupa é que a cada partida o Avaí parece confirmar que é com essa "qualidade" que tentaremos o bi-campeonato catarinense, o título da Copa do Brasil e boas participações na Sulamericana e Brasileirão.
Pela frente temos agora o mesmo Atlético que nos colocou na roda lá em Ibirama. Não acredito que terão a mesma facilidade aqui na Ressacada. A segunda colocação na primeira fase do estadual nos garantiu o mando de campo, pelo menos para esse jogo. Torcer por uma vitória do Avaí e uma derrota do JEC para o Metropolitano nos valerá a decisão no Carianos, o que seria bem interessante. Valei-nos, São Judas Tadeu.

O gol de Avaí 1 x 0 Metropolitano

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Sem falsas fantasias

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Avaí e Metropolitano fazem um jogo atípico na tarde de hoje na Ressacada. Em pleno sábado de carnaval brasileiro ambos os clubes buscam garantir sua presença no quadrangular final do primeiro turno do Catarinense sem a obrigação da vitória. Esse "relax técnico", como você já está careca de saber, se dá em função da posição de cada um deles na tabela do campeonato: empatou, classificou.
Perdoe-me se acaso te frustarei, prezado leitor, em não me aprofundar na querela de analisar se teremos um jogo de compadres ou não. Esse é um assunto deveras palpipante, daqueles que alavancam audiência e comentários de um blog, mas em se tratando de futebol brasileiro seria algo como discutir o sexo dos anjos. Afirmar que esse "expediente" não terá vez hoje na Ressacada é como colocar a mão no fogo por homens que momentaneamente vestem os uniformes de Avaí e Metropolitano. Como não acredito que o uniforme altere o caráter de nenhum jogador de futebol, os 22 de hoje continuam sendo tão susceptíveis às mazelas do dia-a-dia quanto eu e você, sem falar que tenho um carinho enorme por minhas mãos.
Assim sendo é mais sensato olhar de forma prática para essa partida e ver que o Avaí precisa vencê-la. Não bastasse ser essa uma oportunidade de firmar (ou conhecer) seu verdadeiro sistema de jogo e conquistar a confiança de seu torcedor, o Leão da Ilha ainda tem interesse em terminar a fase classificatória em segundo lugar. Não é nada, não é nada, é uma posição que garante ao menos o mando de campo no primeiro jogo da semifinal, um detalhe nada desprezível.
Não por depositar minha fé na pureza do elenco avaiano mas por acreditar que todos estejam cientes da importância estratégica de uma vitória sobre o Metropolitano, creio que o Avaí irá pra cima desde o primeiro minuto. Pensando bem, do jeito que Chamusca é retranqueirinho, não estranharei se começarmos atrás esperando uma bobagem do adversário para aí sim sairmos no contra-ataque. De qualquer maneira uma coisa é certa: se não houver vencedor, o empate será em 2x2.

Habemus Consultor de Marketing

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João Henrique Areias, que até o ano passado ocupava a vice-presidência de esportes olímpicos do Flamengo, foi confirmado ontem como o cara que vai dar um “sacode” no modelo de gestão azurra: "Eu vou ajudar com um trabalho de consultoria de gestão e de marketing esportivo. Vamos trabalhar juntos no aspecto de captação de receita, mas o principal foco é migrar o clube para um modelo profissional".

Troca-troca
No ano passado o clube percebeu que necessitava de mão de obra qualificada. Amaro Lúcio, então diretor de marketing, era um fiel escudeiro de Zunino, mas entendia tanto de marketing quanto você, leitor, de reprodução assexuada das joaninhas de Timbuctu.

Olharam para o lado e viram que Otília Pagani, uma profissional fissurada na área de Licenciamentos e a única com formação específica na área de marketing, teria que assumir esse rabo de foguete. “Tá, eu vou, mas provisoriamente”, deve ter dito Otília a um Zunino chorão pra chuchu.

Amaro foi deslocado para a assessoria da presidência e transferiu o cargo que era dele a Otília. A contratação de Areias é mais um degrau dessa mudança estrutural que busca evitar que o clube regrida após tantas conquistas comerciais nestes últimos dois anos.

Pra fechar
Não conheço o trabalho de Areias, apenas leio o que consta em seu currículo e parece ser de respeito. Se pudesse soprar algo na orelha dele diria para disponibilizar de 500 a 1000 ingressos por jogo ao preço de R$30. Já seria um bom começo. Aliás, falando em bom começo, olha só a frase-cartão-de-visitas do cara: "Se eu quisesse apenas buscar patrocínios, teria ficado no Rio de Janeiro, que terá Copa do Mundo e Olimpíadas pela frente. O que mais me motivou aqui foi a busca por um novo modelo de gestão. Queremos algo que dê perenidade e que faça o Avaí não ser um sopro, como foi recentemente o Figueirense, que voltou à Série B". Fonte base Máquina do Esporte

Derrotinha boa, essa de ontem

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Torcedor é bicho desgraçado, mesmo. Bastou uma boa vitória contra o Joinville e pronto, “o campeão voltou”. Voltou nada, gente. É verdade que vimos um Avaí completamente diferente contra o JEC, marcando em cima, distribuindo bem a bola e demonstrando um entrosamento até então inexistente. Mas o que fica evidente é que não podemos julgar um trabalho por 90min de uma atuação, nem para o bem, nem para o mal. É preciso considerar o contexto.

O contexto
Desde o início do estadual o Avaí vêm fazendo testes, um em cima do outro. Primeiro foi o time B, depois um time misto e agora um misto mais próximo daquele que o presidente Zunino chamou de “mais forte que o de 2009”. Olhando para o conjunto das oito rodadas, nenhum deles deu certo. No currículo trazemos dados pouco interessantes como ter permitido ao Juventus seu o único ponto na competição, ter dado confiança ao Criciúma e Figueirense para saírem do atoleiro e permitir ao limitado time do Atlético de Ibirama a primazia de derrubar o invicto clube de série A do estado.

Mais que a invencibilidade
Muitos lamentam a perda desse título emocional, a “virgindade esportiva”. Entretanto perdemos algo mais importante, a confiança de que o Avaí finalmente tivesse encontrado seu futebol. Voltamos a estaca zero no tocante a essa percepção, o que provavelmente também é sentido pelo próprio elenco. Sendo franco com o leitor, ontem seguimos a regra e não a exceção, que foi a goleada no JEC.
Mas poderia ter sido pior. Poderíamos ter vencido com esse mesmo futebol inconstante e assim continuarmos ouvindo que “estamos chorando de barriga cheia”. Uma vitória teria garantido a classificação antecipada e por certo apagaria os desacertos que hoje todos nós enxergamos nesse time. Não precisamos ir muito longe: ocupamos a quarta posição de um campeonato de nível técnico sofrível, disputado por alguns clubes semi-profissionais e onde o líder disputa a série D do Brasileirão.

Rescaldo
Disso tudo sobra o próximo jogo contra o Metropolitano na Ressacada. Não ter de atravessar a ponte já é um alento. Conseguimos a façanha de chegar à última rodada sem estarmos garantidos entre os quatro semifinalistas. Aonde chegamos, lutar para não perder dentro de casa e ainda torcer por resultados de outros times. Não, não estou preocupado com o estadual. Meu temor é com os campeonatos "sérios" que temos à frente. Ou o Avaí alcança logo esse bendito equilíbrio técnico ou será obrigado a incluir consultas cardiológicas nos planos de associados.

Um Avaí desorientado

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O que foi aquela atuação de ontem do Avaí, hein? Desarrumado em campo, jogadores desanimados, técnico pouco inspirado e um futebolzinho mixuruca que começa a despontar como regra. Olhando pra trás temos a impressão que o jogo contra o Joinville é que foi exceção. Numa semana temos um time, na outra um amontoado.

O Avaí parece ter uma bipolaridade permanente, aquele distúrbio psicológico onde o sujeito alterna momentos de euforia com depressão profunda. Ou seria amnésia, que faz esquecer que é um time de série A que enfrenta clubes de um estado brasileiro com futebol limitadíssimo? De uma forma ou de outra uma coisa é certa: esse não pode ser o Avaí que vai participar de uma Copa do Brasil, Sulamericana e Campeonato Brasileiro.

O paranóico

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A paranoia é uma psicose que se caracteriza pelo desenvolvimento de um delírio crônico, lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria, não estando associada a alucinações. Os conteúdos típicos dos delírios incluem também o ciúme, a mania de perseguição (pela RBS) e a megalomania, que é a crença em poderes superiores próprios.

A paranóia crônica pode resultar de lesões cerebrais, abuso de anfetaminas ou de álcool, esquizofrenia ou doença maníaco-depressivo. Pode também manifestar-se em pessoas com distúrbio paranóide de personalidade (desconfiadas e que parecem emocionalmente frias mas que se melindram com facilidade). Embora não se note sintomas de doença mental, a ira, as suspeitas e o isolamento social marcam uma crescente modificação no indivíduo, no sentido de uma alteração do comportamento, que se torna cada vez mais excêntrico.

Os paranóicos raramente vêem a si próprios como doentes e geralmente só recebem tratamento quando amigos ou parentes os forçam a isso. Fonte base Wikipedia

Falta atitude, por Irmão Maior

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"Acabei de saber que não teremos a transmissão do jogo Atlético Hermann Aichinger x Avaí, pela televisão aberta. A princípio, pensei haver um enorme engano. Depois que confirmei a veracidade dos fatos, cheguei a uma pequena e rápida conclusão: “manda quem pode, obedece quem tem juízo!” O dito popular serve como luva para o Avaí. Mas, alguém poderia questionar: por que? E a resposta viria de forma simples: não temos atitude!
Aliás, nós, enquanto torcida, temos atitude, sim. Mas, nossos dirigentes são amadores, com um discurso vazio. De concreto, só a vaidade que lhes faz sorrir na frente do espelho.
De quem é o direito de transmitir o Campeonato Catarinense de 2010? É da RBS e ela transmite quando lhe convém. Pouco importa se já estava previsto na grade de programação, até porque, dia e hora são determinados por ela. O Catarinense é dela e fim de papo!

Caberia a pergunta: onde está a Associação de Clubes? Eu responderia: nas mãos de João Nilson Zunino, que por um acaso, é presidente do Avaí Futebol Clube nos últimos oito anos. Se o presidente da Associação de Clubes não teve competência para negociar um melhor contrato com a rede gaúcha para os próximos três anos, não queiram reclamar se irão transmitir os jogos do Avaí ou não. E preparem-se: os blogueiros avaianos já descobriram que o Leão recebe menos do que o poderoso gaúcho Avenida. Portanto, novos aumentos aparecerão nas cadeiras azuis da Ressacada.

O mínimo que se pode esperar de um dirigente é que tenha uma postura ética defendendo seu clube. No Avaí, existe um “balaio”, que quando se puxa um, outros aparecem juntos, grudados. Por que será que os comentaristas da CBN Diário são tão contestados? Afinal, as informações caem em seus colos, transmitidas diretamente da Ressacada. (...) O Avaí mal e mal consegue dar conta de seu site. Como poderíamos querer que o clube confrontasse a rede gaúcha? Não confronta, e o que é pior, nos leva a lembrar outro ditado antigo: “quem muito se abaixa, acaba mostrando o rabo”.

Todas as emissoras são obrigadas a enviar a lista dos seus empregados, que irão trabalhar em determinado jogo. Ninguém, nenhum jornalista, deve entrar no estádio no “carteiraço”. Por que, então, o Avaí nunca vetou esse ou aquele “elemento”? Falta atitude!

Não é à toa, que os interesses pessoais estão prevalecendo sobre os interesses da instituição Avaí. Estão olhando para seus próprios bolsos e deixando que a evasão de torcedores se concretize a cada rodada. Os sorrisos fáceis, os tapinhas nas costas, os telefonemas de agradecimentos, tudo emporcalha a relação viciada entre dirigentes amadores e a mídia boca alugada.

Esse discurso chorão de alguns contra a rede gaúcha, nada mais é do que desviar o olhar para as imbecilidades cometidas por nossos dirigentes. É aquela situação que não querer olhar o próprio rabo, ou o próprio erro. É mais fácil criticar os outros.
Por coerência e amor ao Avaí, deveríamos era cobrar atitude, mais hombridade de nossos dirigentes, que deveriam impor-se diante daqueles que sempre nos espiaram por cima dos muros. Mas, infelizmente, falta atitude!" Texto parcial do Irmão Maior, colunista do portal Avaimania

"Eu vejo pessoas mortas"

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Tudo começou com um texto do jornalista Castiel onde ele comparava o clássico como um embate entre o pequeno Davi (Figueirense) e o gigante Golias (Avaí). O pres. Zunino bradou em seu Twitter:

Lamentavelmente existem profissionais que desrespeitam a imparcialidade que deveria ser empregada quanto ao clássico. Colocar a história de Davi e Golias para estimular uma das partes é ser parcial. Respeito muito tais profissionais mas 'pisaram" na bola'".

Como a partida de amanhã entre Avaí e Atlético não será transmitida em função da transmissão de Souza x Vasco, não demorou muito para que a Comunidade Avaiana no Orkut acreditasse que isso só poderia ser uma retaliação da RBS ao nosso clube.


Dado 01
Número de acessos únicos anuais aos sites de alguns clubes de futebol: Manchester - 452,7milhões; Corinthians - 6,1milhões; Internacional - 3milhões; Avaí - 264mil

Dado 02
Segundo a Pew Internet & American Life Project o percentual de jovens entre 18 e 29 anos que comentam em blogs caiu de 75% para 50%. E não adianta pedir "por favor, voltem".

Considerações
1. A Globo manda e a RBS obedece. É uma questão contratual;
2. Não cabe a um presidente de clube monitorar o que um jornalista diz ou deixa de dizer. Até para cometer erros nessa área o Avaí possui um departamento específico, o de Comunicação;

3. Castiel não é pago para ser coerente, mas para emitir sua opinião e alavancar audiência. E parece que funciona, pois é o blogueiro mais acessado da RBS;
4. Quer quebrar as pernas da RBS? Valorizem o site do Avaí como fonte de informações;
5. Informação + sigilo = site valorizado. Site valorizado + mais acessos = $
6. Não é a RBS que não nos valoriza. Somos nós que não nos valorizamos;
7. Na ânsia de informar a todo custo os blogs estão perdendo credibilidade. Seu principal produto é a opinião e não a informação;

8. Eu nunca vi pessoas mortas, a não ser as mortas de verdade. Fontes base Futebol Finance e DC

As primeiras do dia

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Para o jogo de amanhã contra o Atlético de Ibirama, o Avaí terá o desfalque do goleiro Zé Carlos que teve um pequeno estiramento muscular e deve ser poupado. Além dele, o volante Johnny, que sofreu um trauma no pé na goleada sobre o Joinville, será reavaliado pelo departamento médico. Em compensação Sávio e Rudnei já estão à disposição do treinador.
Esse entra e sai não é necessariamento um problema para Péricles Chamusca, que já afirmou sua intenção de promover rodízios de atletas nesse primeiro turno do Catarinense. Quando a fase é boa até acidente de percurso vem a calhar.


Boataria FC
Já de olho na Copa do Brasil que se inicia no próximo dia 24 contra o Ypiranga-RS, o Avaí sai em busca de mais reforços. Os nomes da vez são os laterais esquerdos Ânderson Paim, do Mirassol, e Pará, do Paraná Clube. À princípio a negociação com Pará foi descartada pelo presidente do Paraná, Aquilino Romani, que confirma o interesse do Avaí mas que o técnico Marcelo Oliveira não abre mão do jogador: "Realmente existe essas conversações em alto nível com o Presidente do Avaí e a LA Sports, eles querem nos liberar o atacante Roberto, mas o Pará fica com a gente, vamos seguir conversando e não existe uma negociação efetiva nesse momento". Futebol Paranaense

Várzea
O Atacante Viola será uma das estrelas da Gaviões da Fiel no Carnaval de São Paulo e não deve defender o Brusque na rodada do final de semana. Esses privilégios teriam aumentado o desgaste entre os dirigentes do Brusque e o então treinador Suca. O problema é que o Viola já recebeu os R$100mil de uma empresa de departamentos e não está nem aí para o clube. Polidoro Júnior

Finalmente, um time

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No jogo de ontem diante do JEC o Avaí resolver apresentar elementos básicos daquilo que costumamos chamar de time. Alguém deve ter dado um bom puxão de orelha naqueles jogadores que acreditavam estar numa passarela onde demonstravam mais interesse em mostrar seus bíceps e corte de cabelo do que o bom futebol propriamente dito.

Simples
Não mais que de repente testemunhamos o aparecimento de um futebol coletivo, interessado, com o devido respeito a cada um de seus posicionamentos. Todos nós já sabíamos que esse elenco era bom, faltava apenas colocar isso em prática.
Gosto de uma defesa que faz gols, mas quando isso passa a ser a regra algo deve estar errado no time. Por isso, além do elástico placar de 5x1, o que mais me deixou satisfeito foi perceber que nosso ataque tem poder de fogo e que sabe fazer gols, sim.

Ontem o Avaí resolveu fazer as coisas com simplicidade: o goleiro protegeu seu gol, a zaga segurou o ímpeto dos atacantes adversários, os volantes marcaram e distribuíram a bola com eficiência e o ataque fez gols. Não é bonito assim? O Avaí não fez nada a mais que o simples, mas com uma qualidade de encher os olhos.


Chamusca e suas opções
Como já havia comentado aqui anteriormente, era cedo demais para criticar nosso técnico. Confesso ter ficado preocupado após o primeiro gol contra o JEC: “Será que vamos para uma retranca básica?”. Isso até aconteceu por alguns minutos, mas aí Patric, Robinho, Leonardo e (pasme) Davi resolveram colocar a bola no chão e jogar com um entrosamente de quem joga junto há anos. Chamusca não se fechou e até parece ter liberado o time para que fizesse uma apresentação de gala. Ainda temos que dar tempo ao tempo mas por enquanto temos bons presságio à frente.

Dito tudo isto, agora temos “santos problemas" à vista: quem sai para a entrada de Sávio? Rudnei volta? Quem ousará questionar a dupla Johnny e Rodrigo Thiesen? O que fazer com as voltas de Vandinho, Batista e Fredson? Eu não quero nem parar pra pensar nisso. O problema é todo de Chamusca, que à essas alturas está feliz feito pinto no lixo.
Foto Notícias do Dia