Que jogo foi aquele? Avaí e Palmeiras protagonizaram um futebol de gente grande e sem medo. Antes do jogo minha expectativa era modesta: um empate com bom futebol, só isso e já me daria por satisfeito. Um Avaí recém nascido pelas mãos de Antônio Lopes não haveria de ter moleza contra uma das maiores forças do futebol brasileiro, com toda certeza. O que ninguém esperava era aquele espetáculo, 90min que entram para a nossa tenra história na série A.
Números que mentem
A vitória sobre o São Paulo no meio da semana nos deu um frescor de ânimo após 40 dias da mais absoluta incerteza sobre a sorte avaiana no Brasileirão. Os reforços não vieram e de quebra perdemos o técnico que era o "campeão" das estatísticas azurras. Chamusca se segurava graças aos números, um engodo aceito e mantido no planeta bola.
O modelo tático do (não tão) bom baiano nos fez testemunhar horrores como aquela retranca histórica contra o Juventus de Jaraguá em plena Ressacada. Eu me lembro daquilo, como também me lembro que todas as vitórias transmitiam a falsa ideia de que era assim mesmo, estava tudo certo, o importante eram o três pontos. Grande parte dos torcedores avaianos das redes sociais cansou de levar porrada por reclamar de um time vencedor às custas de um futebol covarde e sem qualquer sinal de garra. O bicampeonato decretou que o planejamento estava todo redondinho. Redondinho uma ova, se um camburão não estacionasse no Carianos há duas semanas estaríamos até agora à míngua.
O efeito camburão
O delegado chegou e pôs ordem na casa. Não fez nenhum milagre, apenas deu um norte para os seus comandados. É assim que funciona com criança, deu muita regalia, pronto, eles assumem o controle e mandam ver nas estrepulias. Além da rédea curta a nossa revolução express passou também pelo descobrimento de uma nova forma de jogar. O 4-4-2 de Lopes está ressuscitando jogadores que eu sinceramente dava por perdidos. Gabriel, Rudnei e o franzino Caio já conseguiram completar a sequência de duas boas partidas seguidas, um recorde. Mais três e me convenço de suas respectivas titularidades. Rivaldo começa a despontar como o homem de meio de campo para pensar as jogadas e Roberto, bom, Roberto deve ser o foco principal de nossas preces para que os "estrangêro" não o carreguem. Eita drama desgraçado que não acaba nunca. Forto ClicEsportes
Números que mentemA vitória sobre o São Paulo no meio da semana nos deu um frescor de ânimo após 40 dias da mais absoluta incerteza sobre a sorte avaiana no Brasileirão. Os reforços não vieram e de quebra perdemos o técnico que era o "campeão" das estatísticas azurras. Chamusca se segurava graças aos números, um engodo aceito e mantido no planeta bola.
O modelo tático do (não tão) bom baiano nos fez testemunhar horrores como aquela retranca histórica contra o Juventus de Jaraguá em plena Ressacada. Eu me lembro daquilo, como também me lembro que todas as vitórias transmitiam a falsa ideia de que era assim mesmo, estava tudo certo, o importante eram o três pontos. Grande parte dos torcedores avaianos das redes sociais cansou de levar porrada por reclamar de um time vencedor às custas de um futebol covarde e sem qualquer sinal de garra. O bicampeonato decretou que o planejamento estava todo redondinho. Redondinho uma ova, se um camburão não estacionasse no Carianos há duas semanas estaríamos até agora à míngua.
O efeito camburão
O delegado chegou e pôs ordem na casa. Não fez nenhum milagre, apenas deu um norte para os seus comandados. É assim que funciona com criança, deu muita regalia, pronto, eles assumem o controle e mandam ver nas estrepulias. Além da rédea curta a nossa revolução express passou também pelo descobrimento de uma nova forma de jogar. O 4-4-2 de Lopes está ressuscitando jogadores que eu sinceramente dava por perdidos. Gabriel, Rudnei e o franzino Caio já conseguiram completar a sequência de duas boas partidas seguidas, um recorde. Mais três e me convenço de suas respectivas titularidades. Rivaldo começa a despontar como o homem de meio de campo para pensar as jogadas e Roberto, bom, Roberto deve ser o foco principal de nossas preces para que os "estrangêro" não o carreguem. Eita drama desgraçado que não acaba nunca. Forto ClicEsportes
4 comentários:
Lembra o que a gente conversou ali no boteco antes do jogo, né? Achava que um empate seria o resultado provável. Confesso que fiquei imensamente surpreso, de verdade. Há tempos, desde a campanha do acesso, que não via um time do Avaí jogando tanto.
Por isso eu discordo que o Lopix "apenas deu um norte para os seus comandados". Ele incorporou um conhecimento tático no time fabuloso.
Eu assisti ao jogo lá pelas 10 horas, no SporTV, praticamente na íntegra, sem a emoção do campo e vi, de verdade, uma das melhores aulas de futebol já dadas na Ressacada. Tô pasmo!
Surpreso fico eu quando vejo comentaristas esportivos profissionais, aqueles que são pagos e só fazem isso o dia inteiro, se surpreenderem com Antonio Lopes.
basta olhar o curriculo do cara. Ninguem engana tanto tempo e tem tantos sucessos a toa. É claro que ainda é muito cedo, mas como escrevi no blog na época do Chamusca, torço para que o Avaí faça do imprevisto (a saída inesperada de Chamusca) a nossa salvação (a escolha de Lopes).
Outra coisa, quando os jogadores querem, não há quem segure um time. Chamusca não os motivava, ao contrario.
ALEXANDRE, por enquanto não quero pesar os ombros de nosso coroa carioca. Mas desconfio sinceramente que o ixtepô arrumou o time do goleiro ao gandula, aquele lá que fica atrás do gol adversário pronto para dar uma voadeira básica.
FELIPE, pra mim a chegada de Antônio Lopes se parece muito com a de Silas. Tomamos aquela virada tenebrosa da Chapecoense, sartemo de banda de campeonato, Sérgio Ramirez jogou a toalha e fomos felizes por dois anos a fio. Que a história se repita.
quando a torcida lá do continente estava rindo à toa com a contratação do Antonio Lopes, dizendo ser velho caduco e ultrapassado, eu disse: algo me faz simpatizar com ele. e desde a contratação, fiquei tranquila, porque não suportava o jeito morno do chamusca. se ganhávamos, era normal. se perdíamos, era normal. sempre com o discurso de que o trabalho estava sendo feito e tudo estava sob controle. no futebol, essa apatia e tranquilidade nunca funciona mesmo. faltava alguém pra dar um esporro generalizado no vestiário e sacudir quem andava se arrastando em campo. continuo sem nenhuma pretensão pra esse brasileirão, porque continuo achando que temos deficiências que nos deixam bastante limitados. mas não estou mais apavorada, sofrendo antecipadamente por um rebaixamento que já julgava como certo. isso, pra mim, já é uma grande coisa, pois minhas expectativas realmente eram as piores. no minimo, o delegado devolveu a raça que nos é característica. e isso já é um grande feito. tava com saudade do buzinaço na saída da ressacada! (e os gremistas no chororô querendo devolver o silas pra gente??? hehehe)
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