Acordamos hoje ainda sob o efeito Renan. A convocação do jovem talento avaiano fez ruir pré-conceitos em relação ao futebol catarinense. De alguma maneira o Brasil e nós mesmos não acreditávamos que essa possibilidade estaria ao nosso alcance. Política, poder, dinheiro, enfim, uma série de fatores impediam e ao mesmo tempo justificavam o nosso complexo de viralatas.
Não é de hoje que o leitor do blog acompanha meu desconforto em relação aos negócios que envolvem clubes e empresários-parceiros. Há mercado para isso e acredito que seja uma modalidade comercial salutar, mas não em excesso. E excessos é o que temos presenciado em praticamente todo o território nacional, numa dependência que me soa muito estranho.
O Brasil é um celeiro de craques, em cada esquina podemos encontrar pelo menos uma promessa com pés descalços, nariz fungando e chutando bolas de prasco. Entretanto pouco ou nada se investe nesse pote de ouro que não cansa de brotar aqui e ali. Entretanto, com o tempo descobri que no futebol brasileiro temos sempre duas empresas sob o mesmo escudo: o departamento de futebol profissional e o resto.
Renan não era sequer cogitado para a convocação de Mano Menezes. Se houvesse essa zebra por certo teria o nome de Roberto. Com a Olimpíada de Londres às portas (2012) o comandante da seleção olhou para os lados e viu apenas um garoto como titular na série A capaz de ser trabalhado para o escrete olímpico, então traz o cara para a Granja Comari, pensou ele.
Passado o primeiro impacto, então já podemos nos acostumar com a nova realidade do Avaí: há 10 anos, o time de Guga. Há dois, um estado americano com capital e Honolulu. Há um, o acidente da série A que cairia em seguida. Hoje, o time com um jogador na seleção brasileira. Renan é 20% de Luiz Alberto e 80% do Avaí FC, mas sua convocação prova que no futebol em se plantando dá... em quase 100% da vezes.
Não é de hoje que o leitor do blog acompanha meu desconforto em relação aos negócios que envolvem clubes e empresários-parceiros. Há mercado para isso e acredito que seja uma modalidade comercial salutar, mas não em excesso. E excessos é o que temos presenciado em praticamente todo o território nacional, numa dependência que me soa muito estranho.
O Brasil é um celeiro de craques, em cada esquina podemos encontrar pelo menos uma promessa com pés descalços, nariz fungando e chutando bolas de prasco. Entretanto pouco ou nada se investe nesse pote de ouro que não cansa de brotar aqui e ali. Entretanto, com o tempo descobri que no futebol brasileiro temos sempre duas empresas sob o mesmo escudo: o departamento de futebol profissional e o resto.
Renan não era sequer cogitado para a convocação de Mano Menezes. Se houvesse essa zebra por certo teria o nome de Roberto. Com a Olimpíada de Londres às portas (2012) o comandante da seleção olhou para os lados e viu apenas um garoto como titular na série A capaz de ser trabalhado para o escrete olímpico, então traz o cara para a Granja Comari, pensou ele.
Passado o primeiro impacto, então já podemos nos acostumar com a nova realidade do Avaí: há 10 anos, o time de Guga. Há dois, um estado americano com capital e Honolulu. Há um, o acidente da série A que cairia em seguida. Hoje, o time com um jogador na seleção brasileira. Renan é 20% de Luiz Alberto e 80% do Avaí FC, mas sua convocação prova que no futebol em se plantando dá... em quase 100% da vezes.
2 comentários:
Gerson,
só um reparo. São dois os goleiros titulares na Série A com idade olímpica. Neto, do Atlético Paranaense, tem 21 e teoricamente pode participar dos jogos de Londres. Além das boas partidas de Renan desde que assumiu a titularidade, deve ter pesado também as campanhas dos clubes. Enquanto estamos em 5º, o Atlético está na 13ª posição, com direito à passagem pela zona de rebaixamento.
Abs
MÁRIO, valeu pela correção.
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