Agradecimento

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Avaí Reveillon

Oi, Chamusca

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Acreditem ou não, ontem Péricles Chamusca falou um pouquinho sobre as contratações do Avaí para 2010. Não foi muito fácil mas o pessoal da CBN/Diário conseguiu catar o hômi em Salvador. Além de comentar acerca da renovação do elenco avaiano, segundo ele um processo natural depois desta grande campanha, aproveitou para aprovar a possível contratação do volante Mineiro: “O Mineiro já trabalhou comigo no São Caetano em 2004, o conheço bem. É um jogador que seria muito interessante para nós pois tem um perfil que queremos dentro do Avaí, além de ter um lado extra-campo muito bom.

Sobre o atacante Sávio, outra pretensão azurra, Péricles foi mais comedido, mas também não poupou elogios, definindo-o com um jogador de muita qualidade e experiência. No frigir dos ovos confesso que me alinho a estas opiniões de nosso novo comandante. Estou gostando dessa mescla entre atletas do elenco de 2009 com novos e “velhos” valores. Bons presságios para o Estadual. Eu disse para o estadual, ok?

O troco

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Ontem o Infoesporte chamou a atenção para as polêmicas palavras do colunista Maceió, do jornal de SC onde ele diz o seguinte: “Faltam três semanas para o início do Estadual de 2010 e, embora a maioria ainda enfrente problemas para compor seus elencos, uma coisa é certa: o Avaí, que faz o jogo de abertura, dentro da Ressacada, contra o Brusque, no dia 16, dificilmente formará time para brigar pelo bicampeonato. Que fique claro: estamos no dia 29, o Leão passou por um desmanche sem precendentes na história do nosso futebol e para recompor sua estrutura, eu não seria nada otimista”.

Na edição de hoje Maceió publica a resposta do torcedor aqui de Floripa: “Você não sabe das coisas que acontecem por aqui. Das reposições que estão sendo feitas, dos jogadores que estão chegando. Na verdade, somente três jogadores vão fazer falta (Marquinhos, Muriqui e Leo Gago). Mas vão ser bem substituídos. Se vier o Robson, ninguém vai sentir falta do Muriqui. Além dele, Fredson, Rudinei, Batista... você acha que os outros, incluindo Martini e Ferdinando, vão fazer falta?”.

Têm muita gente preocupada com o desmanche da equipe azurra, eu incluso. Mas depois do impacto inicial volto minhas atenções para o "remonte" da equipe. É uma questão de lógica, até porque ficar chorando pelos cantos não é exatamente o perfil do torcedor avaiano. A fila anda e até segunda ordem a diretoria avaiana é digna de nossa confiança.

Um estádio flutuante

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O estádio Marina Bay Floating, localizado Cingapura, é o maior estádio flutuante do mundo. Feito inteiramente de aço, a plataforma flutuante mede 120 metros de comprimento e 83 metros de largura e pode suportar até 1.070 toneladas. As arquibancadas, que não flutuam, têm uma capacidade para 30.000 pessoas. Traduzindo, é perfeito para as enchentes do Carianos.
Para mais fotos, basta clicar na imagem.

As prioridades para 2010

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O calendário do Avaí para a temporada de 2010 é um sonho de consumo para a maioria dos clubes brasileiros. Mas como tudo na vida, é preciso definir prioridades. Temos a possibilidade do bicampeonato estadual, longe da Ressacada há 45 anos. Mas também temos a Copa do Brasil, Sulamericana e série A. E agora, o que queremos? As tentações são muitas e todas elas podem nos levar do Olimpo à sarjeta do futebol, tudo dependendo da qualidade das escolhas realizadas.

O desejo de Moisés
Prioridade pressupõe uma preferência única, uma menina dos olhos, uma meta principal. O coordenador técnico do Avaí, Moisés Cândido, já deixou bem claro que em seu ponto de vista a competição mais importante de 2010 é a Copa do Brasil. “É um atalho para chegar a Libertadores. Na minha opinião a Copa do Brasil é prioridade”. Mas Moisés é “suspeito” em falar sobre isso, pois sabemos que essa competição é o seu xodó desde 2005 quando a conquistou com o Paulista de Jundiaí.
Não foi à toa que o Avaí trouxe para o comando técnico outro ex-vencedor da Copa do Brasil, Péricles Chamusca, que em 2006 foi o comandante do título do Santo André e em 2002 foi vice-campeão com o Brasiliense. Chamusca é meio que um especialista em torneios mata-mata, tanto que no no futebol japonês também foi campeão da Copa Nabisco, uma competição muito parecida com a Copa do Brasil.

Não é mera coincidência
Começo a acreditar que algumas peças do quebra-cabeça avaiano estão se encaixando. Além da vinda de Chamusca, note que não estamos vendo grandes contratações para o campeonato catarinense. Vamos e venhamos, até o momento temos elenco de sobra para encarar os outros clubes do estado que agonizam até mesmo para colocar seus onze em campo. Os maiores reforços da Chapecoense vêm do Departamento Médico, o JEC está feliz da vida com o seu time campeão da Copa SC (?), o Figueirense é um desconhecido até mesmo de seu torcedor e o Criciúma vai incomodar no início mas como sempre entregará o ouro numa rodada qualquer. O Avaí já é campeão? De jeito nenhum, esse Avaí faz côsa pro bem e pro mal, estão lembrados?

A outra pecinha do quebra-cabeça é a decisão da diretoria avaiana em realizar a pré-temporada na cidade de Gramado (RS) a partir do dia 5 de janeiro e a estender até o dia 20. Com isso estrearíamos contra o Brusque no dia 16, na Ressacada, com um time misto. Embora o Brusque não seja assim um Real Madri catarinense, fica clara a preocupação com tudo o que será exigido do condicionamento físico dos atletas para esse super calendário de 2010. Desconfio que para o Avaí o bi-campeonato estadual até é importante, mas não é a joia do coroa para esse ano.

Sopram os bons ventos

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Em função da boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2009 e a consequente permanência na elite nacional, cresceram as expectativa para as negociações de patrocínio para o Avaí em 2010. Atualmente o clube negocia com cerca de seis empresas para a cota máster de seu uniforme. Eram apenas cinco, mas uma companhia procurou o clube na última semana e a tendência é da diretoria fechar um contrato nas próximas semanas.
"Acreditamos que vamos atingir o dobro do ano passado, até porque vivemos outra realidade. Estamos em uma situação bem diferente do ano passado, com uma perspectiva de exposição maior. Se fecharmos 10% da nossa expectativa, já estaremos com uma situação bem adiantada para a próxima temporada", disse Otilia Pagani, diretora de marketing do Avaí.

A meta de dobrar a arrecadação com patrocínios é o reflexo de uma pesquisa realizada pelo Avaí. A diretoria consultou outros clubes do país para buscar um parâmetro financeiro a ser trabalhado em 2010. "Pegamos a realidade do Nordeste, de clubes de São Paulo como Santos e até o Barueri. Tentamos fazer comparativos, entender como é a visibilidade dessas equipes", completou Otilia.
Em 2009, a cota máster de patrocínio do uniforme do Avaí foi ocupada pela empresa de computação Pauta. Além disso, o clube catarinense teve aportes de Unimed, Brascopper, Andra, Coel e Vvoa. Outra aposta do Avaí para a próxima temporada é uma mudança no sistema de arrecadação na Ressacada em dias de jogos. O clube planeja uma reestruturação em seu programa de sócios e a ampliação da área VIP da arena, sobretudo para o uso em relacionamento. Fonte base Máquina do Esporte

O Avaí, de grão em grão

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Começamos a semana no mesmo tom em que terminamos a anterior, sem nenhuma contratação que nos desse um alento mais substancioso. Faltando oito dias para o início da pré-temporada em Gramado, a diretoria avaiana tenta repor parte da qualidade do elenco que se foi. A última informação é da possível contratação do meia Robson, que viria do Santos por empréstimo e que foi envolvido no negócio com Marquinhos. Tudo leva a crer que essa negociação se confirme no dia de hoje.

Robson têm 22 anos, já jogou no Mogi Mirim, Internacional e Varginha, de Minas Gerais. Em 49 jogos pelo Santos marcou seis gols, sendo que quatro deles foram na última Série A, quando jogou em 23 partidas com a camisa alvinegra sem conseguir se firmar entre os titulares. Os comentários que li na Comunidade do Santos no Orkut não ajudam muito, mas espero que aqui na Ressacada esse garoto possa ter melhor sorte. Bola ele tem.

Percebendo a angústia da nação azurra, o tri-presidente Zunino confirmou seu empenho para que a equipe seja reforçada até o fim do ano. Embora seja nítido que o elenco que Péricles Chamusca tem hoje em sua prancheta não é páreo para aquele que terminou a série A, tenho que concordar com as palavras de Zunino onde diz que "(...) nos últimos três ou quatro anos nós nunca tivemos uma equipe formada, já em dezembro, tão boa quanto esta que está praticamente pronta”. A única ressalva que faria a esta declaração presidencial seria lembrar que nesses anos o Avaí não tinha pela frente um Estadual, uma Copa do Brasil, uma Sulamericana e um Brasileirão, tudo junto e misturado. Ainda bem que o ano está apenas começando. Ou melhor, ainda nem começou. Fonte base Infoesporte e Gazeta Esportiva Foto Santos FC

Briga de "cachorro grande"

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Os grandes clubes do eixo Rio-São Paulo parecem ter despertado para o valor de suas Marcas. Essa atitude, que se via apenas no São Paulo FC, parece estar fazendo parte do dia-a-dia dos gigantes adormecidos em suas respectivas áreas comerciais. Nessa semana vimos o Flamengo fechar um acordo com o grupo Hypermarcas, pelo qual receberá R$ 28 milhões pelos espaços publicitários de sua camisa na próxima temporada, o que lhe garantiu o maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro.

Ainda na mesma semana o Corinthians recebeu uma oferta da mesma empresa de R$ 37,5 milhões. A Batavo, atual cotista máster do uniforme alvinegro, tem direito de preferência para peito e costas e deve se manifestar até o dia 10 de janeiro sobre a oferta da Hypermarcas. Internamente, a empresa já definiu que vai cobrir a proposta.

Além de grandes torcidas, do apelo de mídia e de contratos gigantes como esses, Flamengo e Corínthians têm também uma Libertadores pela frente. As empresas brasileiras com “bala na agulha” perceberam essa possibilidade de bons negócios e resolveram abrir suas “burras” para 2010. Bom pra todo mundo. Post programado, tô na praia.

Saída de Marquinhos, por Cosme Rímoli

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"“Tudo o que o Marquinhos sempre precisou na carreira fosse alguém que acreditasse nele. Ele é o típico jogador que rende quando sente que que o time e o técnico confiam. Precisa ser capitão do time e sentir que a equipe depende dele”.

Essas definições sobre o meia que o Santos acaba de contratar foi quem o fez render mais. Foram as frases que Silas disse ao blog. Foi essa estratégia que garantiu o meia na Vila Belmiro. Foram vários telefonemas de Dorival Júnior. Ele teve a garantia que ser o cérebro deste novo Santos. Terá o privilégio de se olhar no espelho com a camisa 10 que um dia foi de um tal Pelé.


Marquinhos ressurgiu para o futebol no Avaí. Aliás, ele tem uma ligação cármica com o time azul e branco. Nasceu na equipe de Santa Catarina, foi para a Alemanha, para o Bayer Lerverkusen, depois para outros sete clubes diferentes. Mas teve três passagens para recarregar pilha e redescobrir o futebol no Avaí. Teve dois fracassos retumbantes na carreira, no Flamengo e no São Paulo. Pelo mesmo motivo: não foi tratado com o mesmo cuidado como em Florianópolis e acabou se intimidando. Não teve estrutura para começar como mais um. Sem o tratamento especial, de estrela, Marquinho não rende.

Dorival Júnior tem uma casa de praia em Florianópolis. É o seu refúgio nas férias e ele conhece a fundo a história de Marquinhos. Só assim conseguiu dobrá-lo. Fazer com que esquecesse as sondagens de Flamengo, Palmeiras e Al Arab do Catar. Eram sondagens. Porque se um dos três clubes decidisse colocar dinheiro na mesa, não haveria hoje como o Santos competir. A provinciana Vila Belmiro procura descobrir quem sumiu com dezenas de uniformes do time principal. Preocupação que cabe bem a uma equipe de várzea e não com o Santos Futebol Clube.

Outro fato que fez Marquinhos dizer sim foram os três anos de contrato. Foi uma demonstração de confiança sem tamanho em um jogador tão inconstante. Como ele já tem 28 anos, mais três anos de trabalho é uma baita garantia. A idéia foi de Dorival. Assim como insistir que ele será o ‘maestro’, o professor de Ganso e Neymar. Um cargo que impressiona. Há ainda a chance, com o desgaste de Fábio Costa, que a tarja de capitão fique no seu braço esquerdo. Ser capitão do Santos não é nada mal para o currículo. A contratação de Marquinhos, confirmada hoje, no Natal, mostra como anda a personalidade dos jogadores. Estão tão expostas quanto seus tornozelos. Cabe ao treinador desenvolver o olhar e a astúcia para dizer aquilo que o atleta precisa ouvir. Ponto para Dorival Júnior. Ele conseguiu transformar a Baixada Santista na acolhedora Ressacada. Só para Marquinhos…" Fonte Blog do Cosme Rímoli

Um Natal sem exageros

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Natal 2009

Um feliz natal por sua causa

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No último dia 4 de novembro foi lançada a campanha UM SÓ CORAÇÃO, promovida pela Fundação Casan em conjunto com o Avaí Futebol Clube, Instituto Avaí, Figueirense Futebol Clube, Instituto Figueirense de Assistência Social e os blogueiros dos clubes.

O objetivo era a arrecadação de brinquedos para as crianças da Grande Florianópolis e para isso contava com o apoio dos torcedores dos dois maiores clubes de futebol do estado.
A campanha foi um sucesso e os últimos números davam conta que mais de 4mil brinquedos haviam sido recebidos de todos os cantos de nossa cidade.

Ao longo desses dias que antecederam o Natal milhares de crianças ficaram mais felizes com esse gesto de carinho de pessoas simples como você. Parabéns a todos que entenderam a mensagem e se permitiram a uma atitude tão fácil e ao mesmo tempo tão transformadora. Sem querer, hoje você também é Papai Noel. Imagem base blog oficial do Avaí

Nada mau

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Como já era esperado, as camisas promocionais de fim de ano lançadas aqui no blog tiveram uma vida útil bem curta, pelo menos nas prateleiras das lojas.

As brancas, com motivos de Reveillon, se esgotaram na manhã de ontem, e isso com apenas três dias de vendas. Felizmente houve "reclamações" de todos os lados pois as 100 peças não deram nem pro cheiro. Mas eu avisei, não avisei? Não, não era mais um papinho de vendedor.

As informações do modelo azul são mais animadoras para aqueles que ainda não a adquiriram. Apesar de você não encontrá-la mais no Shopping Itaguaçu, ainda há 20 peças na loja ULTRASPORT do Centro Comercial Camelão de Campinas (São José). Mas apenas nos tamanhos G e GG. Tô nem aí... já tenho a minha mesmo (rs).

Conferindo o saldo atual

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Leio uma matéria muito boa do portal Infoesporte que traz um “extrato” fiel da movimentação de entradas e saídas na conta corrente da Ressacada. O saldo não é nada animador, diga-se de passagem, e a conclusão é que mais jogadores saíram do que entraram. Ninguém no Avaí desejava essa debandada, a começar pela própria diretoria, mas a nossa realidade financeira não nos permite fazer muito “biquinho” nessa hora em que os “grandes” chegam com tudo.
Ao todo 15 jogadores já deixaram o Avaí (seis deles titulares) e nove chegam para reforçar o elenco. Até o início do Campeonato Catarinense, no dia 16 de janeiro, podemos ter mais alguma novidade pois o clube corre atrás de mais um lateral-direito, um zagueiro e um meia. Confira logo abaixo o rescaldo do “fluxo de caixa” do Leão da Ilha até o momento:

Quem saiu

Goleiro - Eduardo Martini (Ponte Preta)
Lateral-direito - Fabinho Capixaba (volta de empréstimo ao Palmeiras)
Zagueiros - Anderson (deve voltar ao Fluminense), André Turatto (tem proposta do futebol chinês), Augusto (Goiás) e Rogélio (deve ir para o Sertãozinho)
Volantes - Carlos Eduardo (não renovou contrato), Ferdinando (Grêmio), Léo Gago (Vasco), Manu (não renovou contrato), Pingo (não renovou contrato) e Xaves (não renovou contrato)
Meias - Assis (não renovou contrato), Marquinhos (Santos) e Muriqui (Atlético Mineiro)

Quem chegou

Goleiro - Zé Carlos (Paraná)
Zagueiro - Gabriel (Paraná)
Volantes - Marcinho Guerreiro (ainda não assinou contrato), Batista (Botafogo), Fredson (Espanyol – Espanha) e Rudnei (Náutico)
Meias - Davi (Paraná) e Dinelson (Paraná)
Atacante - Vandinho (Sport)

No DC de hoje

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"João Nilson Zunino fez com a sua diretoria um encontro de Natal na última segunda-feira. Entre os cumprimentos, fez uma reflexão e concluiu que o Avaí precisa se profissionalizar em dois departamentos: imprensa e marketing. Não que haja alguma mudança a ser realizada. É que o crescimento do Avaí obriga a aumentar os departamentos para atender o interesse do clube". Coluna RA
Novas.

A competência não foi embora

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Sou um noveleiro nato, mas o problema é que depois de Roque Santeiro, a única que me “astrevi” a acompanhar foi Caminho das Índias, num intervalo de 23 anos nessa minha audiência. Todo bom noveleiro já sabe uma semana antes do último capítulo quem deve se casar com quem. O que a gente não sabe ainda é onde será a cerimônia, por exemplo. A novela Marquinhos está muito próxima do capítulo derradeiro e uns dizem que o sim será para o Santos enquanto outros juram que o galego já é do Flamengo. Para nós avaianos o problema é que perdemos o nosso protagonista.

Miragem esportiva
Depois desse 2009 nos gramados onde até “roubamos” a 6ª colocação no Brasileirão de uma pá de times grandes, como explicar para o torcedor essa debandada do elenco avaiano? “O presidente disse que sairiam no máximo tres. E o dinheiro da Globo e dos patrocinados, cadê?”

Passando olimpicamente ao largo do fato de ainda estarmos devendo (e pagando) um caminhão de dinheiro para nosso presidente-patrono, lembro que a 6ª posição no Brasileirão não significa que o Avaí tenha o 6° orçamento do futebol brasileiro. Nesse quesito hoje não somos sequer um time médio. Médio é o Coritiba que agora amargará uma segunda divisão. Não é preciso ir muito longe para mostrar o abismo que nos separa dos “grandes”: só Luxemburgo recebe R$450mil mensais do Atlético Mineiro e o Flamengo acaba de acertar patrocínios de R$50milhões anuais. Deu?

Mas é decepcionante
Sim, claro que é. Também é preocupante, pois teremos a agenda mais lotada de nossos 86 anos de história e não vemos na prancheta de Chamusca um elenco que seja pelo menos igual ao de 2009. Tentamos de todas as formas exorcizar a palavra "demanche" de nosso vocabulário desde o fim da série A e abusamos da língua de Camões para negar que isso estivesse acontecendo. Mas Marquinhos era o fiel da balança, aquela que diz que 50% + 1 é a maioria.

Sem fantasias
A diretoria garantiu que teríamos um time ainda mais forte em 2010 e todos sabemos que no papel (eu disse no papel) não é isso o que temos aí. Para os que saíram, vejo apenas em Zé Carlos essa superiodade técnica prometida, e olha que ainda temos que torcer pro cara não despirocar no extra-campo. Você pode tentar se ludibriar lembrando que ainda ficaram Luiz Ricardo, Emerson, Rafael, Eltinho e William, que legal. Melhor ainda, você pode sair por aí dizendo que o Avaí está num “momento único de renovação”. Ficaria bonito, não ficaria? Mas sendo honesto, houve o desmanche no Avaí, sim. Você não é burro e sabe disso, mas a questão agora é como se dará a reconstrução. Creio eu, com a mesma competência destes últimos dois anos. Essa competência não foi negociada com ninguém. Essa ficou no Carianos.

O expressinho do adeus

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Os meios de comunicação dão como certa a contratação de Marquinhos pelo Santos, isso se o Flamengo não cravar um sprint final nesse assédio ao galego. Caso essa negociação se concretize, Marquinhos se juntará ao expressinho onde já embarcaram Martini, Augusto, Léo Gago, Muriqui e Ferdinando. São seis titulares que se vão, ou seja, mais de 50% do elenco de 2009. A esses se somam aqueles que o Avaí optou por não renovar, embora até ontem fossem cantados em verso e prosa como “joias da coroa”: Anderson, Asssis, Turatto dentre outros.

A despeito das contratações já realizadas, fato mesmo é que o elenco para 2010 não é superior ao de 2009. Aliás, isso é público e notório. No papel (eu disse no papel) temos até agora um time menos qualificado para enfrentar uma agenda anual que se apresenta como a mais difícil dos 86 anos de história do Avaí. Sem meias palavras, a diretoria chama para si a responsabilidade de anunciar uma ou duas contratações que estejam, no mínimo, no mesmo nível desses atletas que se foram. Não era possível segurá-los, mas reposição é fundamental.

Entendo, respeito e apoio a política de pés no chão onde a obediência ao planejamento financeiro é ítem básico num clube que deseja alcançar patamares mais elevados no futebol brasileiro. Mas sob pena de nos enforcarmos com o cordão umbilical de quatro competições para o mesmo ano, esse elenco deverá ser reforçado em quantidade e qualidade. Essa é a pré-lição de casa para 2010. E por falar em reforço, será que ninguém vai se interessar por Marcus Winícius e Luiz Ricardo?

A paixão em números

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O Clube Atlético Paranaense é Top of Mind no Paraná, com 34,2% das preferência, contra 19% do Coritiba, 9,4% do Paraná Clube e 8,5% do Londrina. Mas esse nem é o dado mais representativo. O problema (para o Coxa) é que no ano passado o Atlético tinha 31,8% e o Coritiba 20,2%, ou seja, a distância se acentuou radicalmente.
Nas classes sociais A e B o Atlético vence o Coritiba por 41,2% a 20,2%, na classe C, o resultado é 31,6 a 20,2 para o Atlético e nas D e E de 28,1 contra 15,6 em favor do rubro-negro paranaense. E a coisa fica ainda pior na capital onde o Atlético vence por 45,5% a 31,2% e na região metropolitana, 59,4% contra 25%. No Paraná o Atlético tem 28,1% e o Coritiba 13,5%.

Pesquisa semelhante foi realizada em SC nesse ano para medir a audiência do torcedor do Estado. Nesse período de entresafra de informações concretas, já preparei uma análise dos resultados coletados aqui pelas terras de Anita Garibaldi. Já vou adiantando que os dados não nos favorecem. Somos imbatíveis quando o assunto é paixão, mas em termos de números absolutos a coisa tá pegando. Mas é por pouco tempo. Fonte base Revista Amanhã

Os outros têm torcedores

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CamisaBlogLançamentoJá está na lojas Pieri Sport do Shopping Itaguaçu e na Ultrasport do Centro Comercial Camelão a camisa que é uma homenagem a essa massa humana que fez do Avaí o clube mais amado de Santa Catarina. Pessoalmente pude admirar essa emoção na série B de 2008 o que me levou a pensar em um blog dirigido a ela. Sol escaldante, chuvas que alagavam, frio cortante, e na Ressacada os 6mil insanos de sempre. Esses fizeram mais do que torcer e essa camisa é isso, um reconhecimento de que paixão é pouco pra expressar essa fidelidade.

Detalhes
O tecido escolhido foi o mesmo do tipo Dry Fit (Nike) da camisa alusiva ao Reveillon desse ano, pois conforto é um atributo inegociável. Com maior durabilidade e aquela sensação de tecido gelado, é um produto para acompanhar o avaiano por muito tempo. O modelo da gola também é confortável, acompanhando a cor branca nas ribanas. Nas costas temos a frase “Os outros têm torcedores”.

O preço
Como já mencionado anteriormente, apesar de ter a mesma qualidade e acabamento do modelo do Reveillon, foi possível trazer o preço para R$39. Eu não suporto aqueles R$0,90 abobalhados.

A decepção
Se a coisa "tava feia" com 100 peças, agora piorou geral. Deste modelo apenas 50 peças foram colocadas à venda. Vire-se.

Olá, segunda-feira

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Se você pensa que começamos a semana com certezas, enganou-se redondamente. O campo das especulações continua cada vez mais semeado e adubado. Pensando bem, parece que temos pelo menos uma certeza, a não permanência de Fabinho Capixaba. Sinceramente eu gostava do futebol desse rapaz e acredito que lhe faltou ritmo de jogo. Também, quem mandou pertencer à Energy Sport? Para a posição o coordenador técnico avaiano só deixou claro que Amaral não vêm. O substituto imediato para o Campeonato Catarinense deve ser Medina.

Quem deve ser confirmado no elenco de 2010 é o volante manezinho da ilha Rudinei, de 25 anos, ex-Grêmio, ex-Criciúma e ex-baladeiro (se Deus quiser). O atleta depende apenas de acertar alguns detalhes com o seu ex-clube, o Náutico, para jogar no Avaí. Sobre Marquinhos, parece que metade do planeta resolveu contratá-lo. Já disse e repito: na saída dele, só acredito vendo. Fonte base Infoesporte

Uma camisa para celebrar

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Caros leitores, essa é a primeira das duas camisas lançadas nesse fim de ano com a grife Avaixonados (nojento). Esse lançamento precisou ser adiantado para hoje pois um dos modelos foi colocado à venda ontem na loja ULTRASPORT do Centro Comercial Camelão de São José (único local de venda) e a saída está excedendo as expectativas. Em menos de 4hs foram vendidas 30 unidades e pra "piorar" a situação, o Camelão abrirá nesse domingo. Sob pena de colocar o anúncio aqui amanhã sem nenhuma peça pra vender, aí está o primeiro modelo.

Detalhes
Foi escolhido o tecido tipo Dry fit (Nike) por ser mais confortável e de excelente durabilidade. Um dos componentes, o Elastano, garante a absorção do suor e ainda aquela sensação de tecido gelado.
O modelo da gola reforça essa tendência de frescor e acompanha a cor amarela da nossa abençoada estrelinha da conquista da Série C. As letras são prateadas na frente e nas costas. Sim, também há detalhes nas costas, onde temos a frase “Os outros têm torcedores” e "2010" em letras garrafais.


O preço
O preço normal de venda desse produto licenciado seria de pelo menos R$70. Após uma batalha sangrenta com a calculadora foi possível levar o valor para R$45. A segunda camisa, um outro modelo que será lançado amanhã, terá o valor de R$39 para venda, embora seja do mesmo material.

A decepção
Eu avisei que você poderia se decepcionar, não avisei? Pois bem, apesar do mercado indicar a confecção de pelo menos 500 peças, optei por garantir que esse produto realmente se esgotasse nas prateleiras. Foram produzidas apenas 100 peças e como você acabou de ler, o dia de hoje começou com apenas 70 peças. Talvez não seja seu caso, mas quem quiser adquirir terá que correr.

A azul mania

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O azul está na moda. Depois do Palmeiras, que em seu uniforme 3 honenageia o seu time de muito ontisdonti, agora é o Flamengo que segue o mesmo caminho da cor do céu. O conselho deliberativo do clube caioca aprovou a coleção de uniformes desenhada pela Olympikus, que será lançada oficialmente em fevereiro de 2010 e que usará as cores azul e amarelo.

A escolha das cores remete ao padrão usado pelo clube no início de sua história, quando o remo era o único esporte praticado. Naquela época, o modelo azul e amarelo foi abandonado por dois motivos: a dificuldade para importar os tecidos, que eram oriundos da Inglaterra, e a facilidade que eles tinham para desbotar no sol e na água salgada. As dificuldades para confeccionar peças azuis e amarelas fizeram com que o Flamengo adotasse o vermelho e o preto, que atualmente são as cores dos uniformes do clube. A terceira camisa de 2010 resgatará as cores da primeira versão em listras horizontais.

Lançamento ainda hoje
E por falar em camisa, o lançamento dos mantos sagrados do blog Avaixonados terá que ser que ser adiantado. Para efeito de teste, um lote de um dos modelos foi colocado à venda ontem na loja ULTRASPORT do Centro Comercial Camelão de São José e a saída está excedendo as expectativas. Sob pena de colocar o anúncio aqui amanhã sem nenhuma peça pra vender, farei o seu lançamento hoje ao meio dia. Fonte Base Máquina do Esporte

Avaiano em Auckland, Nova Zelância

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Lançamento na segunda, dia 21

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Teaser

O Avaí avança

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Aos pouquinhos o Avaí vai afastando as inseguranças de seu torcedor. Embora tenhamos perdido Martini, Augusto, Ferdinando, Léo Gago e Muriqui, o cluve vêm repondo essas posições na medida do possível. Em relação a estes cinco jogadores, todos sabem que minha paciência já havia atingigo o limite com o carequinha guarda-metas. Para substituí-lo poderia vir qualquer um, até o anão Tatoo do saudoso seriado americano Ilha da Fantasia. Em relação aos demais, irreparável mesmo só Muriqui, um jogador realmente acima da média.

Na outra ponta desse rescaldo de fim de ano temos as chegadas de Zé Carlos, Vandinho, Gabriel, Fredson e ainda as renovações contínuas de outras “estrelas” do elenco de 2009. Caio, que "já estava" acertado com outro clube, renovou ontem. Pois é. Toda a diretoria avaiana e o parceiro Luíz Alberto cantam em uma só voz que teremos um time ainda mais competitivo para 2010. Well, vamos combinar que é difícil de imaginar uma situação de sinceridade extrema onde um dirigente viesse a público dizendo “Para o ano que vem teremos um elenco mais fraco”. Nesse momento entraria em campo todos aqueles artifícios que a língua portuguesa permite e que aliviam a ansiedade da alma do torcedor. Vejo que estamos conseguindo manter uma boa base e compensando a maior parte das perdas. Tá de bom tamanho.

O que eu e você não podemos perder de vista é que toda essa análise custo-benefício de entradas e saídas de jogadores estão sendo feitas levando em conta a posição de um clube de série A, o topo da cadeia alimentar do futebol brasileiro. Tivéssemos pela frente apenas um campeonato estadual e uma segunda divisão, por exemplo, já estaríamos soltando fogos de artício pelas conquistas que por certo viriam. Mas o nosso nível é outro, e põe outro nisso.

Que "azar" danado

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Não é de hoje que Marquinhos vêm dando indiretas para a diretoria avaiana. Há poucas semanas disse ter propostas de dois clubes brasileiros e um internacional pelo seu futebol. Depois deu uma puxadinha de saco básica em Silas quando da confirmação do treinador no Grêmio. Tentou ajeitar um novo contratinho nos pampas, mas até agora nada.
Aí veio William confessando que o seu presente de natal seria deixar o Avaí e ir para uma nova "pastagem". Fantasiando uma indicação de Silas, seu empresário saiu arrotando que ele era pretendido pelo tricolor gaúcho. Esse balãozinho de ensaio foi desmentido hoje pelo vice-presidente do clube, Luiz Onofre Meira: "O Grêmio não tem nenhum interesse no William. Nós já estamos com dois centroavantes para 2010, que é o Maxi López, que vai ficar, e Borges, que tem pré-contrato conosco".

Eu lamento muito esse perrengue que Marquinhos e William estão enfrentando. Pelo andar da carruagem os nossos boleiros terão que se contentar com esse clubinho aí, 6° colocado da elite nacional, com um calendário mixuruca de quatro competições em 2010 (sendo uma internacional) e que não atrasa pagamentos há mais de dois anos. Olha, eu sinceramente tenho pena desses atletas sofridos, eles mereciam muito mais. Quem aí topa fazer uma ação entre amigos para ajudá-los?

Ano novo, Avaí de novo

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2010 ainda não chegou mas já temos os prenúncios de como ele será. A começar pelo comando executivo, nenhuma alteração, João Nilson Zunino confirmou sua reeleição na noite de ontem e permanece no cargo por mais quatro anos. Normal, no Avaí isso é normal e desejável.

Com o tempo e a experiência política, passei a ser um opositor das reeleições, uma anomalia que cedeu frente à incapacidade de análise da maioria humana do eleitorado. Esse artifício constitucionalizado faz com que um político dedique até 90% do tempo de seu mandato a sua famigerada reeleição. As pendências sociais são deixadas em segundo plano mas o marketing pessoal funciona que é uma beleza. O cara é um imbecil mas é querido pelo povo. Como diria Pelé, o ídolo brasileiro que não costuma assumir seus filhos bastardos, o brasileiro não sabe votar.

Mas o cenário do futebol é atípico, às vezes até insano. Já falamos ontem das mazelas que fazem parte do perfil de todo torcedor e talvez esse seja o contraponto à instalação de monarquias entre os clubes de futebol. Não basta ao rei de plantão se autoproclamar eterno e "incaível" como se uma constituição lhe desse essa prerrogativa. No mundo da bola esse moço dependerá (e muito) dos resultados dentro de campo. Eurico Miranda, por exemplo, até conseguiu perpetuar as suas aberrações no Vasco da Gama por duas décadas (acho que é isso), mas em seu encalço vieram conquistas históricas do clube carioca. Nesses casos só resta mesmo engolir à seco.

Perdoe-me se tirei a semana pra puxar o saco do Zuzu, mas costumo me pautar pelos fatos, ou pelo menos pelo que entendo deles.
Ontem mesmo o Sr. Fábio Koff, aquele mesmo que recebeu a primeira medalha de honra ao mérito Saul Oliveira (não me conformo), informou o depósito de R$ 1,3 milhão na conta do Avaí por ter sido o único clube que não antecipou valores referentes a prêmios e cotas. Desse jeito, me digam, como é que a gente pode esboçar alguma oposição à reeleição de João Nilson, como? Eu entendo que os blogueiros do outro lado da ponte vivam a nos criticar por admitirmos atos políticos como esses que remontam à republiquetas latino americanas. Entretanto, não fomos nós avaianos que inventamos a máxima de que em time que está ganhando não se mexe. Nós apenas a aplicamos com competência, nada mais. Fonte base ClicEsportes

Atualização dos post: outras opiniões acerca desse mesmo tema aqui, aqui, aqui e aqui.

Oi, fala, Zuninoooo

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O dirigentes de futebol descobriram o Twitter e agora isso virou mania entre eles. Esses senhores grisalhos resolveram que chegou a hora de dar balõezinhos em seus departamentos de comunicação e jogar suas assessorias de imprensa para escanteio. Anunciar novas contratações é a menina dos olhos dos presidentes de grandes clubes brasileiros.

Não é de hoje que nosso comandante-em-chefe das forças armas azurras dá seus “extras” por meio de seu twitter. Hoje foi a vez de acalmar o exército de torcedores do Carianos com a seguinte mensagem: "Torcida avaiana, fique tranquila. Um jogador do exterior, à altura, será contratado para substituir o Muriqui . Falta pouco”. Com essas palavras nosso presidente confirma as palavras de ontem de Alexandre Kalil em seu twitter, onde afirmava que Muriqui já era do Galo Mineiro. Zunino acreditou na decisão do STF que dispensou o canudo de jornalista para as funções de comunicação e tá mandando bala na Web.

Sinceramente não tenho uma posição formada sobre isso. Jornalismo não é minha praia, então não conheço muito bem as liturgias dessa profissão. Mas independente disso, uma coisa é simples de se entender: não custaria nada que essa informação já constasse hoje no site oficial do Avaí.

Zunino, tri-presidente

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Hoje, às 20hs, o Conselho Deliberativo do Avaí e conselheiros natos participarão de mais um processo eleitoral do clube. João Nilson Zunino já tem garantida a sua permanência no cargo máximo do Carianos por mais quatro anos, totalizando doze anos consecutivos em tres mandatos seguidos. O que poderia ser visto como a implantação de um regime cubano à lá mané, daqueles em que alguém se eterniza em um cargo, o que temos de fato é a necessidade de continuar o processo de profissionalização do Avaí.

Um barco furado
Não sou Zunino nem anti-Zunino, sou avaiano e nada mais. Não tenho e nunca terei compromisso com um mortal pelo ocaso de seu nome constar na folha de pagamento ou na página institucional da diretoria do meu clube. O personagem é uma coisa, a instituição é outra, distinção normalmente desprezada em nossa cultura sulamericana. Muito pelo contrário, todo funcionário avaiano deve ter marcação cerrada de milhares de pares de olhos dos que professam essa "fé" esportiva.

Muitos pediram sua cabeça em praça pública e razões não faltaram. Emocionalmente ficamos em frangalhos vendo nosso primo-segundo ganhar tudo o que lhe era (e não era) de direito. Tecnicamente nos vimos ser ultrapassados em todas as estatística justamente por eles. Os que criticaram Zunino não estavam errados, quando muito desinformados. Zuzu pegou um time semi-profissional para conduzir, uma verdadeira bucha de canhão que ninguém mais queria. Faltava a ele, obviamente, a manha do futebol, entender como alinhar o clube com as políticas do mundo da bola sem sujar as mãos. Zunino levou sete longos anos para aprender esse caminho, no que se tornou um dos estágios mais caros de nossa história. Por conta disso hoje devemos alguns milhões para o bolso desse nosso presidente-patrono. Mas antes "nas mãos" dele do que de uma Avaí Participações.


Zunino eterno
Não, pra mim Zunino não é eterno. Poderia concluir com um emblemático “só o Avaí é eterno”, mas as informações do efeito estufa me impedem esse arroubo ufanista na medida em que dentro de uns 150 anos poderemos ter apenas lesmas tóxicas vagando pelas ruas de Flonópix.
O torcedor é hipócrita, incoerente, desmemoriado e acredita que o seu umbigo é o centro do universo. Eu sou assim e você também é. Esse Zunino que hoje é levado à categoria de eterno é o mesmo que já foi homenageado com faixas de “Fora” em plena Ressacada. Repito, acho isso tão normal e democrático quanto esse endeusamento que vemos agora.
O que considero anormal é que se peça essa mesma cabeça de cabelos brancos numa bandeja caso o Avaí não seja campeão estadual de 2010 e caia para a série B de 2011, por exemplo (toc, toc, toc). Ressalvadas questões de ordem ética ou criminal, nada justificaria que todo esse sentimento de apoio se esvaísse em tão pouco tempo. Torcedor é uma porcaria, mas ao mesmo tempo ele é a razão de ser do futebol. Porque gosto do Avaí, apoio a reeleição de João Nilson. E enquanto ele estiver fazendo um trabalho eficiente e honesto, porque não?

Pra amenizar a tensão

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Sim, é verdade, Muriqui já é do Atlético Mineiro, pelo menos é o que afirma o presidente do clube, Alexandre Kalil. Para aliviar as tensões de mais essa perda do elenco avaiano, vamos pensar positivo. Por exemplo, Muriqui era bom mas não era tão bom assim. Craque mesmo é esse garoto do Uzbequistão que vem encantando os torcedores com apresentações nos estádios do seu país. Vê se o Muriqui sabia fazer isso aí? Claro que não. Então vamos relaxar. Fonte base Blog Primeira Mão

A grata surpresa de ontem

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Na tarde de ontem o Avaí anunciou a contratação do volante Fredson Camara Pereira, 28 anos, 1,80, 72 kg, começou no Paraná Clube em 1999, em 2002 se transferiu para o futebol espanhol onde jogou no Espanyol até 2007, quando retornou ao Brasil e atuou no São Paulo.

Não, a surpresa de que trata o título desse post não é exatamente essa contratação, mas o fato dela ter sido anunciada em primeira mão no site oficial do clube. Não soubemos dessa informação por nenhum “estrangeiro” de site, portal, blog ou Twitter. O Avaí se apropriou da informação que é sua e a entregou a quem interessasse. Hoje essa nota está replicada em vários espaços de notícia dando como fonte oficial o Avaí FC. Para quem trabalha com INFORMAÇÃO, esse detalhe faz uma grande diferença do ponto de vista estratégico. Ô se faz.

Para concluir, essa nota ressalta que o jogador já assinou contrato (então não houve vazamento) e que sua apresentação oficial será comunicada pela Assessoria de Imprensa. Sim, acreditem, a Assessoria de Imprensa do clube foi privilegiada em sua função básica. É assim que se faz um clube realmente profissional. Fonte base (finalmente) Avaí FC

O bicho não é assim tão feio

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Até ontem, levando em conta as perdas confirmadas de Martini, Augusto, Ferdinando e Léo Gago, e as virtuais de Eltinho, Marquinhos, Muriqui e William, ensaiei pronunciar a palavra maldita do momento: desmanche. Menos de 24hs depois e sob a luz de ações efetivas da diretoria avaiana, podemos começar a afastar esse fantasma do vocábulário ressacadiano.

O leitor sabe de meu antigo “desagradamento” com Martini. Dos fundamentos necessários para sua função, o careca avaiano se resumia a milagres esporádicos embaixo dos tres paus. Isso é pouco. Sossegando o facho e a língua, ganhamos com a chegada de Zé Carlos. Augusto foi uma grata surpresa e suas atuações ajudaram a encorpar nosso trio de zaga, mas dos tres, certamente é o que menos fará falta. Gabriel chegou para recompor o pedaço de gramado defensivo da equipe e embora esteja sob o olhar temeroso do torcedor avaiano depois daquele desastre de seu time, o Paraná, diante do primo-segundo do Estreito (0x4), vêm com o aval da LA que não costuma falhar.

Eltinho renovou por mais um ano, Fredson chega para o lugar de Ferdi e Batista por certo estancará nossos soluços pela ausência de Gago. No mais tudo como dantes no quartel dos Abrantes, pelo menos até as 9hs desta manhã de quarta-feira. No papel o elenco de 2010 é menos qualificado que o de 2009, mas ainda sobra para a disputa de um estadual limitado como o nosso. Mas com Copa do Brasil, Sulamericana e Brasileirão pela frente, os reforços terão que chegar em quantidade e qualidade.

Último jogo no Adolfo Konder

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Chat com Zunino

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Edição do chat com o presidento Nilson Zunino, hoje no ClicEsportes:

Já temos um time definido pra começarmos pelo menos o estadual?

Zunino - Praticamente sim. Detalhes de quem vai para dentro do campo, vão depender exclusivamente da pré-temporada e do treinador Chamusca.

Presidente, muitos jogadores estão de saída.
Zunino - Estão entrando mais jogadores do que saindo. Há alguns que gostaríamos de continuar com eles e que não conseguiremos. Exemplo do Léo Gago, mas outros que não foram renovados, ou ainda alguns que negociamos a sua liberação antecipada pois iriam até maio, não eram considerados como fundamentais a sua continuidade. Claro que não queremos perder Emerson, Rafael, Eltinho, Marquinhos, Ferdinando, William, Cristian, Muriqui, Medina. Desses jogadores não devemos ter mais do que a perda de um deles, e gostaria de dizer que Muriqui ainda é uma forte promessa à torcida. Mais também podemos dizer que Vandinho e Batista estão de volta, além de jogadores que eram do Avaí e que estavam jogando em outras equipes, já se apresentaram a equipe, como é o caso do Gabriel, Zé Carlos, Davi e outros.

Como está a situação do marcinho guerreiro?

Zunino - Marcinho Guerreiro, bem como Dinelson foram jogadores do Palmeiras e do Corinthians e estão no Avaí fazendo tratamento de contusão e, certamente, farão parte do elenco avaiano do próximo ano.

O Avaí vai contratar a altura daqueles que estão saindo já para o Estadual, tendo em vista que conheço o futebol do Gabriel e do Zé Carlos e não estão no mesmo nível de Martini e Augusto?

Zunino - Se for para sair cinco jogadores que consideramos fundamentais preocuparia. Todavia, repito: aqueles que não gostaríamos de perder seguramente não teremos mais do que três. Por outro lado, o Avaí durante todo o ano de 2009 se preocupou em ter jogadores contratados, jogando em outras equipes já se preocupando em relação a essas perdas. Eventualmente se forem maiores, estaremos tranquilos.

Caro Presidente, Não te preocua esse debandada de jogadores? Liberar 1, 2 ou 3 jogadores tudo bem, mas pelo que estamos vendo são5 ou 6. Será trágico.

Zunino - Essa é uma forma de ser visto. Para a comissao técnica eles suprem,de uma forma até melhor. Prefiro deixar esta questão com os senhores que devem gerir o futebol dentro de campo. Eles dizem que a maioria dos jogadores que estamos contratando são melhores do que estão saindo.

Surgiu a informação de que Eduardo Gomes saiu do Avaí. Qual foi o motivo dele tomar essa decisão?

Zunino - Meu amigo Eduardo Gomes, meu vice-presidente, o será até a eleição agora no dia 17. Por decisão dele, não gostaria de continuar como vice-presidente. Então convidamos o Dr. Nilton Macedo Machado, desembargador aposentado, que presta exttraordinários serviços na área jurídica do Avaí, para substituir o Dr. Eduardo. Ele aceitou e teremos como Dr. Eduardo, um grande colaborador do clube com uma função de vice-presidente.

Quando vc começará as contratações?

Zunino - Já temos Vandinho, Batista, Zé Carlos, Gabriel, Dinelson, Marcinho Guerreiro e mais uns quatro nomes que estão sendo tratados, mais que ainda não podemos dizer.

O Sr mantém a palavra dada há uns dias atras garantindo que o Muriqui permanece em 2010?

Zunino - O esforço para manter Muriqui é muito grande, e a possibilidade também. Devo lembrar que ninguém conhecia Muriqui nem Léo Gago quando vieram para o Avai. Nós operamos o Léo Gago, inclusive. E o Muriqui, nós trouxemos de volta e passou a ser o Muriqui que conhecemos. As novas contratações possivelmente serão novos "Muriquis" e 'Gagos".

Gostaria de saber se o Marquinhos vai continuar no Avaí?

Zunino - Até o momento sim.

Presidente, vc não acha que a contratação do Péricles não foi um bom começo para o Avaí já que caiu com o Sport para a segundona?
Zunino - Não acho. Se você perceber ele tem um currículo vasto em equipes pequenas e por duas vezes foi finalista da Copa do Brasil, uma com o Brasiliense e outra com o Santo André. A primeira ele perdeu e a segunda venceu. teve o mesmo tipo de vitória no Japão, quando lá permaneceu por quatro anos. Assumiu o Sport como o quarto treinador, já com a equipe na zona do rebaixamento. Mesmo assim lembro-me de três resultados importantes por serem fora de casa: empate 2 a 2 contra o Avaí; de 3 a 3 contra o Grêmio e de 2 a 2 contra o Palmeiras. No nosso modo de entender, ele é acima, bem acima da média técnica dos treinadores militantes na Série A do Brasileiro.


Eltinho, Marquinhos e William vão ficar?

Zunino - O Eltinho com certeza ficará, o Marquinhos muito porvavelmente ficará, e o William tem manifestado desejo de sair, mas a importância que o clube que o quiser terá que desembolsar não é pouca. Mas, é importante dizer que para o lugar do William não temos um goleador maior, no meu modo de ver, que é o Vandinho.

Em que áreas o Avaí tem mais carência de jogadores ?

Zunino - Lateral-direito. Mas, além dos juniores, teremos muito em breve quem gostaríamos de ter.

Como esta o relacionamento do Avai com a LA Sports?. E se as saídas de Augusto e Muriqui tem alguma relação por estes serem da outra Empresa (Energy)?

Zunino - O relacionamento com a LA é excelente. Não podemos dizer a mesma coisa com a segunda empresa que você colocou, porém não era nosso interesse permanecer com o Augusto.

Se o Silas disse que a questão financeira não o tiraria do Avaí, porque ele saiu e agora quer levar o o Avaí todo para o Grêmio?

Zunino - Silas é um grande treinador e se dará bem em qualquer equipe. É um grande amigo que tenho e do Avaí. O fato de ele querer jogadores do Avaí, mostra o valor do nosso elenco. Às vezes, as palavras não são suficientemente claras para se falar na inviabilidade financeira. Com o Silas, os jogadores que com ele estavam e toda a comissão técnica exigiram importâncias muito altas.

Obs: para ter acesso ao conteúdo completo, acesse a página do ClicEsportes.

O expresso azul

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Infelizmente não vemos se confirmar as expectativas da diretoria avaiana, aquela que dava como certa a permanência de até 80% do elenco de 2009. Além de Silas no Grêmio, já temos confirmadas a ida de Léo Gago para o Vasco, Martini para a Ponte Preta, Augusto para o Goiás e Ricardinho no Sport. Se formos considerar aquelas informações dadas como certas, a lotação do ônibus avaiano têm também Muriqui no Palmeiras (ou Sporting) e Ferdinando no Grêmio. Notem que não cito Marquinhos e William no Grêmio e Eltinho no Santos, que pra mim são "plantações" dos empresários para valorizar seus pupilos. De qualquer maneira, se isso aí não for desmanche, minha mãe é uma bicicleta.
Não podemos e nem devemos nos enganar pela "fictícia" posição de 6° colocado na série A desse ano. Digo fictícia porque ela não significa que sejamos o 6° maior orçamento do futebol brasileiro, por exemplo. O Avaí ainda é pequeno diante daqueles que há décadas figuram entre os melhores. Acabamos de chegar e quando o pessoal se deu conta, já estávamos confortavelmente instalados na janelinha. Mas na janelinha do ônibus dos gigantes do futebol, não do dinheiro vivo.

O medo, segundo Freud

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Passados dois dias do centro do furacão noticioso que foi a sexta-feira, iniciamos a semana no mesmo pé: fora mesmo, por enquanto, Silas, Léo Gago e Martini. Mas se engana se o medo é o único sentimento presente na nação azurra, temos também uma boa dose de revolta: “Como assim não conseguir manter o plantel?. Time mais forte com esses nomes anunciados aí? Cadê o dinheiro da Globo?”, pergunta o torcedor. A preocupação é que diante da necessidade de se monetarizar o clube (endividado até o pescoço junto ao seu presidente) acabemos nos tornando uma expécie de laboratório de atletas-teflon, aqueles que chegam, atingem o ponto certo de consumo e se descolam para o eixo Rio-São Paulo.

Um novo pai
Fosse vivo, talvez Sigmund Freud, pai da Psicanálise, identificasse no comportamento do torcedor avaiano a “Síndrome do pai ausente”, que se dá pela separação do filho e seu protetor por excelência. Podemos entender essa analogia na figura de Silas, por exemplo, que com sua saída nos deixou ressabiados, um pouco órfãos. Coincidentemente, a diretoria avaiana informou que buscava um perfil parecido com o do “pai morto” e isso foi reforçado pelas primeiras palavras de Péricles Chamusca, acalmando a criançada ao se declarar parecido com Silas e afirmando que o seu vitorioso modelo de trabalho continuaria sendo aplicado. Esse inconsciente faz côsa.

Mais perdas
Lá se foi também um de nossos referenciais paternos do meio de campo. Como conviver agora sem Léo Gago e seus petardos de fora da área e viradas de jogo espetaculares? Sem o papito Martini, quem protegerá nossa goleira? Sinistro. Hoje a Síndrome atinge seu clímax não em função dos fatos, mas das suposições que dão conta que mais de 60% de toda família pode estar de malas prontas para outros lares menos azuis. Nesse andar da carruagem, pensa o torcedor, disputaremos o estadual de 2010 com o time da Copa SC de 2009, aquele mesmo que cansou de tomar chineladas interior adentro. Ter pesadelos agora, nem pensar, porque é certo que o pai Chamusca não virá nos acalmar, está na distante Salvador, bem ao lado de sua ex-mulher, o Sport Recife.

O grande perigo
Dependendo da família (torcida), o pai ausente pode se tornar mais presente do que se estivesse convivendo fisicamente com seus entes. A mãe viúva, impotente para a manutenção da disciplina da prole, ficará tentada a evocar a presença de um pai virtual que passa a existir dentro da família: “Ah, se teu pai (Silas, Léo etc) estivesse aqui”. Dessa forma o pai ausente pode se tornar um pai unipresente, existente em todo o lugar, virtuoso e sem defeitos, incansável e imbatível. O perigo é que esse peso pode causar muitas injustiças com aqueles que a diretoria avaiana está trazendo e trará para a campanha de 2010. Pré-julgamentos exacerbados podem ser nocivos e traumáticos.

O que escrevo não é um jogo de palavras invocando o calar de bocas diante das ações de nossa diretoria, isso jamais. Serei o primeiro a criticar caso o futuro prove que o que se fez foi equivocado, mas o momento é de não se deixar levar pelas neuroses midiáticas, é de aguardar como um filho educado o acontecer dos fatos. Se serve de alento, o pai-maior, Zuzu, ainda não nos deixou. Durmamos em paz, meus queridos.

O temor avaiano

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Depois de quase doze anos de deserto de títulos e ainda assisitindo o arquirival nos superar em todas as estatísticas, finalmente saímos do limbo. Estes últimos dois anos foram de sonho realizado, uma epopéia digna dos grandes do futebol brasileiro. O ano esportivo acabou e entram em campo os empresários da bola que nos trazem a apreensão de uma evasão em massa do elenco azurra. O temor é o de que o leão esteja dormindo, desatento ou tranquilo demais. Acerca desse tema encontrei um belo texto de Marcelo Herondino que repasso abaixo:

O desmanche avaiano
O assunto do momento na comunidade avaiana, além do óbvio zum-zum-zum sobre a contratação de Péricles Chamusca, é o chamado “desmanche” que acomete o plantel azurra. Nossas melhores peças estão sendo negociadas, sem que possamos aparentemente fazer nada para evitar. De confirmado, já saíram Léo Gago e Eduardo Martini, sem contar o “professor” Silas. Segundo os últimos balões de ensaio, podem sair Muriqui, Marquinhos, Caio, Eltinho, Ferdinando e William. Mas essas são informações de ontem, de modo que é possível que novos nomes já estejam sendo veiculados como certos em outras equipes.


Tem torcedor indignado, acusando Moisés Cândido, Luís Alberto e o Presidente Zunino de estarem “deixando” os jogadores irem embora. Penso que o torcedor avaiano precisa entender definitivamente o seguinte: AINDA somos um clube de pequeno para médio, com orçamento reduzido e pouco poder de barganha no cenário nacional. Assim, não há como bater propostas com valores proibitivos para a nossa realidade e de clubes de maior expressão. Jogador de futebol é profissional e, assim como qualquer um de nós, vai olhar com muito carinho qualquer proposta que represente um aumento substancial nos caraminguás que recebe ao final do mês.

Mais que isso, os atletas levam em conta também o nome do clube. Ou alguém acha que o nome Avaí tem o mesmo peso de um Palmeiras, Grêmio ou Flamengo? Não sejamos ingênuos: o jogador não está no clube por ser apaixonado por ele, mas simplesmente em função de uma relação trabalhista. Há casos em que as duas coisas coincidem, mas são cada vez mais raros. Assim, depois de uma campanha como a que realizamos em 2009, não há como manter a maior parte dos jogadores, isso é um fato contra o qual não adianta lutar. Claro, podemos travar algumas batalhas jurídicas, exigindo cumprimento dos contratos e pagamento de altíssimas multas, dificultando ao máximo a saída de nossos craques. Mas… você gostaria de ter em sua empresa um funcionário descontente? Ele iria produzir o melhor que pode?

Então, devemos apenas chorar as saídas? Onde podemos nos apegar, afinal? Simples: na competência de nossa diretoria e seus parceiros, que têm montado bons elencos com jogadores mais “baratos” ou ainda jovens promissores sem tanto destaque nacional. É nossa realidade, devemos aprender a conviver com ela. Até que consigamos ter maior expressão, vamos revelar e recuperar jogadores, fazer boas campanhas e vê-los sair para outros clubes no ano seguinte. Tomara consigamos acertar nas contratações todas as vezes.

O bom baiano agora é avaiano

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Quer saber? Eu gostei. Dos tres nomes apresentados desde o início pela diretoria avaiana, o baiano Péricles Chamusca estava em segundo na minha preferência. Já sabia de antemão que Vagner Mancini era um sonho meio distante, uma certa megalomania. A prova disso é que só agora o Vasco conseguiu contratá-lo, e isso a peso de ouro. Jorginho me pareceu um cara bacana, mas com menos experiência do que Silas quando desceu aqui no Carianos. Esse negócio de preparar técnico de futebol para os outros é meio frustrante. Nos últimos dois anos já colaboramos com nossa parcela de risco para o bem do futebol mundial, tá mais que bom.

Uma questão de "nelvos"
Chamusca não é uma aposta. Aliás, estranhei muito o desgosto de alguns torcedores avaianos por conta de sua contratação, preferiam Jorginho. Mas perae, preferiam Jorginho, porque? Currículo por currículo, o auxiliar palmeirense não dá nem pra saída. Acho que essa miragem emocional tenha uma explicação: como o pai de Chamusca adiantou que por 80mil merréis o filho não viria, a mira da diretoria azurra apontou para Jorginho e assim passamos a acreditar que essa era a opção número um, a melhor e mais segura. As boas entrevistas com ele, sempre simpático e comedido, atiçaram ainda mais esse querer do torcedor. Ouve um acomodamento da alma avaiana pelo “porto seguro” chamado Jorginho. Ser manipulado pelas emoções é facinho, a gente nem se dá conta. Por exemplo: com essa camisa e boné da foto, Chamusca não te parece um pouco mais competente? Ahá.

Sejamos racionais
Pedir pra avaiano ser racional é complicado, mas vamos lá. A verdade é que Jorginho ainda nem foi treinador. Ele “esteve treinador” do Palmeiras em 2009 no período de transição do comando técnico do alviverde paulista, um momento onde os jogadores se abraçaram em torno de uma causa comum e passaram a jogar pelo cara que foi jogado na fogueira. Foi o que aconteceu com o elenco do Flamengo quando Andrade assumiu: "Vamos dar o sangue por ele”. O resultado todos conhecem, o rubronegro carioca saiu de um possível rebaixamento para o estrelato máximo do Brasileirão.

Apesar de seus parcos 44 anos, Péricles Chamusca está nessa labuta desde 1995, o que significam respeitáveis 14 anos de experiência. Nesse período foi vice-campeão da Copa do Brasil pelo Brasiliense em 2002. Dois anos depois foi campeão da mesma competição pelo Santo Andre e agora chega no avaí trazendo de lambuja um campeonato japonês, um alagoano e dois baianos. Nesse ano assumiu o Sport quando a “vaca” já estava atolada até o pescoço na zona de rebaixamento e não conseguiu repetir os milagres de Cuca, do Fluminense.

Nos acostumamos com Silas, sonhamos com Vagner Mancini e caímos apaixonados por Jorginho. Destes, ficamos com aquele que hoje dá um banho em todos quando o assunto é conquistas. Isso não é complexo de Poliana (enxergar sempre pelo lado bom) e muito menos despeito infanto-esportivo, é apenas a racionalidade dos fatos. A verdade é que com esse currículo de Chamusca
o Avaí nunca teria bala para contratá-lo. Felizmente ele caiu junto com o Sport. Que sorte, né?

Esclarecimentos

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No post do último dia 10 intitulado "Vai levá, moço", comentei sobre as estatuetas colocadas à venda pelo Avaí, uma homenagem ao ex-técnico avaiano Silas. O Sr. Rafael de Albuquerque, representante da empresa Ninibin, fabricante desse produto, leu o texto e enviou e-mail para o blog a fim de esclarecer alguns pontos. Seguem abaixo as suas considerações:

"Olá Gerson, tudo bem? Fiquei surpreso com a informação do blog com relação ao produto da minha empresa, a Ninibin. Primeiro por que venda a R$ 79,90 não existe. Segundo, por que em todos os pontos de venda, a excessão da Avaí Store, o preço de venda é de R$ 49,90. Estes pontos são: Carioca Sports, Planeta Sports, Leão Sport Shop, Alo Esportes, Lamar e Cia, Gebai, Amaro Esportes, Ponto dos Esportes, Esporte e Saúde, Nova Geração, Ultra Sport, Moda Gutiha. Entendemos que este é um preço justo ao torcedor e as lojas compreenderam.
As informações divulgadas são equivocadas, inclusive quanto a foto da miniatura. Gostaria de solicitar um reparo na informação pela representatividade que o teu blog tem junto a nação Avaiana. Sorte no blog e para o Avaí neste próximo ano. Um forte abraço e fico no teu aguardo".

Rafael de Albuquerque
Ninibin - Os Craques das Miniaturas
(51) 3398 3932 / 9916 0036

A prostituta avaiana

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Hoje eu deveria falar de Péricles Chamusca, eu sei, mas resolvi falar de algo muito mais importante, algo que chegou muito antes desse bom baiano: o amadorismo no trato da informação avaiana. Vimos nos últimos dias uma verdadeira revoada de informações oficiosas vindo de todos os cantos. Encerrado o processo de contratação do novo treinador avaiano, notamos que passeamos tolamente por um oceano de suposições sob o combustível da ansiedade. Decepcionante foi perceber que nesse curto espaço de tempo quem mais esteve perto dos fatos foi a imprensa da capital, essa mesma que aprendemos a demonizar e a atribuir 90% de nossos revezes futebolísticos.

Vazamentos
Testemunhamos o escapulir de conteúdo de reuniões sigilosas de diretoria e informações estratégicas que apenas os “internos” da Ressacada tinham acesso. Hoje, no Avaí FC, a informação é tratada como uma prostituta, daquelas que pode pertencer a qualquer um, bastando que se pague o preço de mercado. Nesse caso não estamos falando de dinheiro, mas de amizades convenientes, relacionamentos mais estreito com fulano ou escambo pseudo-informativo com sicrano. Não tenho nada contra quem traz a informação à público, não vivemos na China, em Cuba ou na Albânia, então que a liberdade de falar e escrever seja dada a todos. Se sabe de algo, que publique mesmo e depois que preste contas com a credibilidade popular. Meu problema é com os “informantes das internas”, traidores travestidos de azul royal que entregam de bandeja o que não lhes pertence.

Sim, cremos
A informação é muito mal tratada no universo avaiano. A prova disso é que chegamos ao ponto de dar como oficial a contratação de Jorginho baseado numa nota de um blog paulista (hã?). De certa maneira sabemos que isso pode acontecer mesmo, que um "estrangeiro" de outro estado brasileiro possa ter acesso a algo relacionado ao Avaí antes mesmo de qualquer manezinho da ilha. Pra minha vergonha, entrei de gaiato e cheguei até a criticar o site oficial do clube por ainda não ter dado essa informação. Isso me constrangeu de tal modo que já decretei uma mudança radical na linha de atuação do blog Avaixonados daqui pra diante. Na semana que vem trarei isso à baila.

O aprendizado
Que tenhamos aprendido a lição que a informação do Avaí pertence ao Avaí, e não à imprensa, funcionários, ao amigo do amigo, blogueiros ou inimigos ocultos. Que se fortaleça imediatamente o Departamento de Comunicação azurra e a ele sejam dadas todas as condições de trabalho para os profissionais que hoje lá desempenham esse função. O que não pode mais acontecer é que nossa assessoria de imprensa fique sabendo por espaços não oficiais o que aconteceu no dia anterior em sua própria empresa. Chega de balões informativos passarem por cima da cabeça daqueles que foram contratados só para isso. Isso nos leva a uma verdade irreversível: sempre que se souber de uma informação do Avaí que não seja por um órgão oficial do clube ou profissional autorizado, estamos testemunhando mais um ato de amadorismo explícito de nosso clube na área de comunicação. Por uma questão de coerência mínima, só poderemos criticar a imprensa pelo mau uso da informação depois que dermos o exemplo de como isso pode ser bem feito. Antes disso, que se faça o silêncio da humildade.