Com a palavra, o vice

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Agora há pouco o vice-presidente do Avaí, Eduardo Gomes, declarou que o desempenho da equipe está abaixo do esperado. Taí, concordo. Disse ainda que o time precisa mudar sua postura dentro de campo, haja visto que contra o Cruzeiro faltou motivação e garra por parte dos jogadores. Concordo de novo. Não satisfeito, o dirigente foi mais anfático em suas palavras:
-
Não podemos admitir a falta de vontade por parte dos jogadores, temos que descobrir o que está acontecendo para que nos próximos jogos não aconteça o que aconteceu contra o Cruzeiro.
Mas a melhor novidade veio em forma de palavras de esperança, leia-se contratações:
- Temos um bom grupo, agora avaliando essas oito rodadas, acho que realmente precisamos de contratações e uma ou duas posições, até três. Mas no momento precisamos fazer com que o grupo que está aqui esteja motivado para jogar.

Motivação?
Minha dúvida fica por conta de sua preocupação em que o grupo esteja motivado. Mas se os salários estão em dia, se a estrutura oferecida é adequada, se a torcida não pára de apoiar o time mesmo estando na zona da degola e se o gramado continua sendo um tapete, de que motivação o nosso querido Eduardo Gomes está falando? Por acaso seria a falta da Sandy (ou Júnior) no time para fazer par com o exótico Xaves? Tenho visto coisa. Fonte ClicEsportes

Sapos e medalhões

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Após o domingo e a segunda de ressaca, finalmente chegamos à terça-feira. É o dia onde a adrenalina baixa, os neurônios retornam ao seu estado de normalidade e completamos a digestão dos jogos de fim de semana. Parece que a pauta de hoje traz as sugestões para que a equipe avaiana melhore seu rendimento no Brasileirão, hoje estacionado em menos de 30%.

Há algum tempo Silas pede abertamente um “medalhão” para a defesa. O comandante azurra quer que esse homem imponha respeito e iniba os homens de preto que andam olhando (e desprezando) demais a nossa camisa. Essa é uma idéia até interessante que se não ajudar, pelo menos não haverá de atrapalhar. Minha preocupação é que isso me soa à balão de ensaio, à nuvens que tendem a esconder nossas reais deficiências. Nosso calcanhar de Aquiles continuará sendo o não aproveitamento de nosso ataque e quanto à isso não sei como um jogador famoso poderia ser útil. Sabe o que me preocupa de verdade? Após àquele jogo de Barueri Silas declarou que o time “foi quase perfeito”. Agora, após a derrota para os reservas (reforçados dos juniores) do Cruzeiro diz que “No segundo tempo eu gostei de quase tudo”. Môdeuzio, isso sim, me causa calafrios.

O sapo
Com uma campanha dessas é natural que surjam todos os tipos de soluções e explicações, desde as mais moderadas até as mais esquisitas. Em tom de brincadeira Marquinhos diz que “Parece que temos um sapo enterrado nas chuteiras”. É claro que entendi o cara de Biguaçu, não sejamos ranzinzas, mas o nosso querido Anjo Loiro deveria procurar em suas chuteiras o seu verdadeiro futebol, esse que anda meio sumido. Perto do que sabe fazer, Marquinhos é hoje um fantasma em campo. É craque, ídolo da torcida avaiana e o grande maestro do time, por isso é fundamental que ele volte. O post terminaria aqui, já estava pronto para publicá-lo, mas eis que me aparece a Daniele, minha filha avaiana lôca-de-pedra e vê esse sapinho ali. Imediatamente começou a cantar a musiquinha famosa: “o sapo não lava o pé, não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer... mas que chulé”.

O apoio não pode parar

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Levanta-te e anda

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Essa segunda-feira está esquisita. Cheguei de Porto Alegre pra lá de animado, louco pra sentar diante de meu computador para contar tudo o que vi e ouvi no Beira Rio. Mas tá difícil de falar ou pensar em outra coisa que não seja o papelão que fizemos no Mineirão. Não lembro de um momento mais contrangedor nos últimos anos. Aquela virada da Chapecoense foi fichinha, pelo menos era o time titular deles.

Hoje é um dia fúnebre, dedicado ao "velório momentâneo" de um time que não soube honrar os 85 anos de glórias do mais querido de Santa Catarina. À partir de amanhã a gente poderá começar a pensar na ressurreição do nosso ânimo
e do nosso time (a imagem tosca aí do lado é de Lázaro, o que voltou a viver, táx me entendendo?). Mas hoje tá difícil, tá cinza, tá triste. Como dizem os psicanalistas, é necessário e salutar viver o luto, reconhecer que há motivos para tristeza e não tentar abafá-lo com as tradicionais palavras de ordem e de auto-ajuda: "Bola pra frente... levanta a cabeça... fica assim não". Fico sim, mas é só até amanhã.

Aliás, à partir de amanhã postarei aqui no Avaixonados alguns dos ricos aprendizados obtidos nessa visita técnica ao Colorado Gaúcho. Fiquei positivamente surpreso com tudo o que me apresentaram em termos de gestão e cultura esportiva. E por falar em cultura, estava lendo agora um excelente texto do Vandrei Bion onde ele questiona a confusão institucional que a gente observa no uniforme do Avaí (que não é de hoje). Cada jogo é um layout diferente, um descuido preocupante para com o manto sagrado avaiano. Mas os jogadores, ah, esses sabem muito bem de qual camisa estamos falando. É a mesma camisa de uma nação fiel e apaixonada, de uma diretoria que cumpre com seus compromissos e de um clube que conquistou honrosamente o direito de estar entre as 20 melhores equipes do Brasil. Portanto, meus queridos atletas, respeitem essa camisa tradicional, que tem uma história maravilhosa. Não importa que seja uma diferente da outra a cada semana. Por mais bizarras que sejam, o escudo é sempre o mesmo... e é sagrado.

Avaí além das pontes

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Com uma rápida olhada no site do ClicEsportes, fiquei sabendo na noite de sábado da derrota do Avaí para o Cruzeiro por 1x0. Ainda em Porto Alegre e sem possibilidade de ter maiores informações, isso era tudo o que tinha. Retornando para Floripa na manhã de ontem, domingo, sintonizei uma rádio de Tubarão onde o locutor dava uma panorâmica do futebol pelo Brasil. Quando citou o time da capital, a manchete foi "Avaí segue envergonhando Santa Catarina na Série A do Brasileirão". Foi ali que soube que perdemos para um time formado de jogadores reservas mesclados de juniores. Mau consegui acreditar. Havia decidido nem falar sobre esse vexame, até porque não assisti a partida. Mas o amigo Guilherme Vieira, o Piu, resolveu me enviar a sua visão desse jogo "histórico" que beirou o surreal para a torcida avaiana. Fiquem agora com sua opinião:

"As semelhanças entre Avaí e Cruzeiro se resumem às cores e nada mais. Em certos momentos vi uma qualidade isolada da equipe azurra, em um passe ou um chute, mas apenas isso. O que me instiga hoje é o fato do Avaí não jogar no além das pontes, vimos isso nos jogos que não fomos mandantes nesse campeonato de série A.

Nesse jogo, em específico, estávamos apáticos e muito aquém do time que conhecemos jogando dentro da ressacada, um time sem vibração, com dificuldade de passe. No primeiro tempo pareciam dois times de várzea em campo, erros incríveis de passe, Marquinhos não acertando um passe de 2m, time encurralado pelos reservas do Cruzeiro. Vi um Avaí postado bonitinho em campo, mas sem vontade, sem vibração, a bola fervendo nos pés, enfim um jogo ruim de ser assistido. Numa oportunidade claríssima Lima perdeu um dos gols mais feitos da história desse país. Luiz Ricardo, não querendo ficar por baixo, perdeu outro. Logo em seguida, gol do Cruzeiro num pênalti infantilmente cometido por Ferdinando. Pelo amor de Deus, Silas, não permita mais que esse menino Ferdinando entre em nossa área para nos defender. No primeiro tempo gostei apenas da dupla de volantes, e de Xaves, um pouco sem ritmo, mas tem qualidade e "morde" o tempo todo, mas Silas sentiu que que ele seria expulso e o sacou por precaução.
Em seu lugar entrou Michel, deslocando Ferdi para e meio e em seguinda, Lima por Willian. Não deu em nada.

No segundo o Avaí melhorou um pouco, com mais domínio de bola, o que não significou gols convertidos. Um futebo, burocrárico, pouco objetivo e que prima por assistir a série A escorrer por entre nossos dedos.
Positivo: A defesa do Martine no segundo tempo, a dupla de zaga, Muriqui que jogou alguma coisa no segundo tempo, Xaves que brigou muito enquanto esteve em campo e, é claro, Léo Gago sempre regular e acima da média.
Negativo: Marquinhos não jogou o que estamos acostumados, laterais ruins, não vi um cruzamento na área e obviamente o nosso setor hour concour, o ataque.

Agora temos dois jogos em casa, precisamos é claro de nossa torcida lotando o estádio, afinal vem ai, Palmeiras e Botafogo. Estes seis pontos são fundamentais para nossa recuperação, não podemos pensar de outra forma".

Forte abraço, Gerson.
Guilherme Quadros
O Piu

Um mané em POA

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Pois, antão. Acabei de sair do Beira Rio mas ainda estou em Porto Alegre, retornando à Ilha de Santa Catarina no domingo. Foi um dia inteiro de excelentes contatos com todas as áreas do "Campeão de Tudo". Pude conversar com o Presidente do Internacional e com muitos de seus diretores. Apesar da 101 inacabada, do ridículo pedágio da Palhoça e dos engarrafamentos monstros da 116, tô vivo e satisfeito. Um dia de aprendizado para não ser esquecido jamais.
Como sabem, ontem não pude postar aqui no Avaixonados por estar sem acesso à um computador descente. Hoje, quando finalmente consegui unzinho e já estava até me preparando para disponibilizar algum material, a surpresa. Sabe aquele cabinho que liga a câmera ao computador? Pois é, o "pôca prática" aqui esqueceu aí em Floripa. Fiz uma entrevista muito legal com um torcedor colorado que mandou uma mensagem para toda a nação azzurra, dizendo porque devemos nos associar ao clube de nosso coração. Mas liga não, tô quase chegando. Que friiiio dixgraçado.

O Nosso Amor é Azul - pré pitacos

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Foi lançada no fim da tarde de ontem a campanha NOSSO AMOR É AZUL que tem a finalidade de ampliar o quadro de sócios para 15.000 até o fim de 2009 (só faltam 5.000 almas). Como não pude comparecer ao evento, tenho poucos elementos disponíveis para dar uma opinião mais criteriosa. O que sei baseia-se exclusivamente no conteúdo publicado no site do Avaí. De momento me parece que a inovação se dá no ambiente da internet, onde os usuários agora têm a possibilidade de se associarem através do site. Já é possível fazer seu cadastro e até mesmo efetuar o pagamento com mais facilidade, sem falar que a página ficou muito bacaninha (difícil foi descobrir o "Fechar" daquele banner azul). Obrigado, Papai do Céu.

A vez das Redes Sociais
Além da internet teremos veiculação da campanha nas mídias tradicionais, rádio e TV, jornais etc. Não percebi (ainda) uma novidade de caráter estrutural. Os formatos apresentados para as modalidades de sócios permaneceram praticamente inalterados. Mas vejo com bons olhos a intenção da diretoria em valorizar as Redes Sociais Avaianas. Segundo o Diretor de Marketing Azurra, Mr. Amaro, o clube vai “utilizar muito a internet, motivo este que a participação dos blogueiros avaianos é fundamental para a ampla divulgação deste material”. Um único reparo: devido a agilidade dos blogueiros e orkuteiros, as estratégias definidas para o ambiente virtual deveriam ter sido expostas para os “jornalistas” avaianos antes desse evento, de maneira que hoje já estivéssemos alinhados e atuando sincronizadamente. Tem que se ligar, porque na internet as coisas geralmente acontecem com muita "digereza". No mais, é aguardar para que novas informações nos interem melhor das demais ações que encorparão ainda mais essa campanha.

Em busca do equilíbrio financeiro

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O Avaí lança, hoje, a sua campanha de marketing com o objetivo principal de alavancar a sua "carteira de clientes preferenciais" dos atuais 10mil para o respeitável patamar de 15mil associados. Isso significará um aporte financeiro da ordem de até R$ 8 milhões apenas com associados nesse ano. Nada mau. O evento acontecerá no auditório da Ressacada.
Esse assunto ainda está relacionado ao dilema do preço dos ingressos cobrados atualmente no estádio do Carianos, considerado hoje o mais caro do Brasil. Já me posicionei sobre isso em posts anteriores e penso que o problema em ingressos mais acessíveis é que ele permite que o torcedor comum vá ou não ao próximo jogo, o que é péssimo para uma empresa que precisa se planejar com antecedência para seus custos fixos. Com o sócio acontece diferente: indo ou não ao jogo, a grana já está no caixa. O sócio é o “salário fixo” de um clube, e isso é fundamental. Mas o que fazer com o torcedor de menor poder aquisitivo? Felizmente há o meio termo, sempre há. O Castiel chegou na minha frente na postagem de hoje e sugeriu a reserva de 500 a mil lugares para esse torcedor. Simples assim. Há sempre outras boas e novas alternativas, mas para ficarmos no simples, essa é uma alternativa viável.

Um amigo meu, também publicitário, me enviou um e-mail assim que soube do lançamento da campanha e me questionou se o Avaí não está começando de trás pra frente, já que a conquista de associados deve ser consequência de bom atendimento, oferecimento de opções para esse provável consumidor e a aproximação por meio de ações de relacionamento constantes. Obviamente que concordo com ele, mas apenas em parte. O fato é que precisamos começar pelo urgente, que é a obtenção desse equilíbrio financeiro. Só os ricos costumam dizer que dinheiro não traz felicidade, fora estes, apenas os que já não são felizes. Com equilíbrio emocional e uma boa estrutura financeira, toda a diretoria avaiana poderá pensar com muito mais tranquilidade as estratégias que elevarão o Avaí à novos patamares no futebol brasileiro. Como diria o grande e inesquecível herói das galáxias, Buzz Lightyear, "Para o infinito e aléééém".

Nota: agradeço os convites para esse evento recebidos do blogueiro oficial, o Papa Anthony, do Diretor de Marketing do Avaí FC, Amaro Lúcio da Silva, e de Cláudio Dutra, CEO da Marcca Comunicação. Infelizmente não poderei estar presente pois já estarei à caminho de POA para iniciar a visita técnica ao Depto de Marketing do Internacional, previamente agendado.
Imagem by Esteves Júnior

Pobres mas limpinhos

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Logo após o jogo contra o Fluminense, bateu aquela vontade louca de pedir pro Zunino trazer um atacante, pelo menos um, não é verdade? Após as últimas atuações apagadas de Lima, Luis Ricardo e William esse sonho de consumo ficou ainda mais forte. Na entrevista coletiva que se seguiu a nossa primeira vitória na campetição, o técnico Silas foi na contramão dos nossos desejos e disse que gostaria da contratação de um jogador de peso para a zaga. Não tá mais aqui quem falou. Esse jogador teria a “função” de impor mais respeito junto aos árbitros, por exemplo, que andam olhando muito para a cor da camisa dos times que nos enfrentam e a pouca “famosidade” de nossos atletas.
O coordenador de futebol do Avaí, Moisés Cândido, entende perfeitamente a necessidade de Silas mas acredita ser difícil a contratação de um jogador desse tipo nesse momento. Ambos estão certos e percebendo bem as necessidades e os limites do clube. A grana tá curta e estes medalhões não estão saltitando por aí nas esquinas do mercado do futebol com plaquinhas de ALUGA-SE POR TEMPORADA. Esse tema deverá ser tratado com mais cuidado amanhã, na Ressacada.

Os tempos andam meio bicudos e não é qualquer time brasileiro que anda com disponibilidade financeira na praça. “Tá, e os 6milhões de cota de TV que o Avaí vai receber?”. Gente, isso é o que o Palmeiras vai gastar nesse ano apenas com seu técnico, Wanderlei Luxemburgo. Não adianta tapar o sol com a peneira, somos os primos pobres desse campeonato. Os outros clubes possuem orçamentos gigantescos, incomparáveis. Mas isso não impede que um milagrezinho aconteça, né? Quem sabe.

Depois daquele gol do Gago aos 47min do segundo tempo, agora eu acredito em qualquer coisa: duendes, Saci Pererê, Barrichelo, atacantes avaianos e até na família toda de Guido Mantega, o nosso querido Ministro da Fazenda (o papo é sobre dinheiro e eu precisava justificar essa foto nesse post, da Marina Mantega, filha dele, entendesse?). Agora é pensar exclusivamente no Cruzeiro.

Devagar e sempre

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Pois bem, caros leitores, não sei se lembram do post aqui no Avaixonados do último dia 11 de maio, uma segunda-feira. Nele externei minha decepção com o jornal Notícias do Dia, que trazia em sua capa uma foto que destacava o jogo do Internacional de POA contra o Corínthians. Não seria nada demais se no sábado imediatamente anterior o Avaí não tivesse estreado na série A do Campeonato Brasileiro, contra o Atlético Mineiro, isso após longos 32 anos de ausência da principal competição do futebol brasileiro. Um jogo histórico para avaianos, esportistas e catarinenses em geral. Então porque não era importante para esse jornal?

Essa pequena nota obteve repercussão em outros blogs avaianos e um tópico sobre o tema foi aberto na Comunidade Avaiana do Orkut. Lá foi passado o e-mail do redator-chefe do Notícias do Dia e feito o convite para que as pessoas escrevessem demonstrando sua insatisfação. Pode uma coisa boba para muita gente, algo sem valor, sei lá, mas adivinha que time estava na capa de hoje do mesmo jornal? Exatamente, o Avaí FC. Essa não é uma vitória avaiana, claro que não. É uma conquista que demonstra que se gostarmos um pouquinho mais das nossas coisas, da nossa cultura, as empresas de comunicação passarão a nos tratar com mais carinho, táx me entendendo?
Esse é um pequeno exemplo do poder que temos em nossas mãos. Falo dos Blogueiros, Orkuteiros e de todos aqueles que "navegam" pelas ágeis e viciantes Redes Sociais da Internet. Nessa semana falarei especificamente sobre isso. Será um post único, mas será também o mais importante já publicado aqui no Avaixonados (pelo menos pra mim). Você entenderá melhor alguns de meus posicionamentos e porque procurei defendê-los com unhas e dentes, contra tudo e contra todos. Mas relaxe, não é nada que alterará a órbita do planeta Terra, quer dizer,...eu acho que não
.

Seja bem vinda, D. Vitória

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Com o Avaí em campo, já sabíamos que teríamos dois tempos distintos. Ô sina. Tanto Avaí como Fluminense entraram num 4-4-2, o Flu com Conca armando as principais jogadas, Marquinho (ex-Barbie) a seu lado, Thiago Neves fazendo companhia a Fred na frente, enfim, o quadrado mágico com a cara de Parreira. Avaí com Marquinhos fazendo armação de jogadas, Luiz Ricardo e Lima correndo de um lado pro outro à frente da zaga do Flu, abrindo espaços pro meias chegarem e Muriqui tentando mostrar para nosso ataque como é que se faz. Ah, o nosso ataque não existe ainda.

Nos primeiros minutos do jogo vimos Muriqui caindo pela direita para apoiar Ferdinando e impedir os avanços da ala esquerda (reforçada) do Flu. Eles começaram melhor, chegando com perigo em bolas paradas. Muriqui voltou pra esquerda onde estavam Thiago e Marquinho (ex-Barbie). O Avaí cresceu a partir daí, criando espaços para aproximação de Uendel, exatamente por onde conseguimos o primeiro gol, e que gol esse do Muriqui. Dois minutos depois, toques de bola que passaram por Muriqui, Luiz Ricardo e Uendel, antes do arremate de Marquinhos. Domínio completo do Avaí com direito a gols (novamente) perdidos, 2x0 Leão no primeiro tempo.

Segundo tempo
O pó-de-arroz carioca volta com substituições: Leandro Amaral no Lugar de Marquinho, recuando Thiago Neves para junto de Conca, e Mariano no lugar de Diogo, alterando a lateral direita com um jogador mais ofensivo. O Leão iniciou atacando nos primeiros minutos, o que nos deu a impressão de que o tradicional “apagão” não aconteceria. Engano meu, seu, nosso. Silas chegou a perder a paciência com Lima o o substituiu por William, mas ainda não foi o suficiente. O Fluminense acertou o meio-campo e o pesadelo recomeçou. Primeiro cruzamento, confusão na área e Ferdinando pulando com a mão na lua, penalidade máxima, gol de Fred (o marrento), com 200 paradinhas antes de bater. Dois minutos depois novo ataque tricolor, dessa vez não deu pro Ferdi colocar a mão na bola: outro gol do Mr. Marrentinho. Silas, que não desiste nunca, saca Luiz Ricardo e acrescenta o garoto Cristian. O tempo passa, o Flu ameaça o terceiro, o Avaí se mantém assustado e nada acontece para ambos os lados. Aos 35min Marquinhos entrega a bola do jogo para Willian e ele faz o que os atacantes avaianos sabem fazer de melhor: perder o gols. Silas tenta de novo com Caio no lugar de MW. Nada acontece. Mariano do Flu é expulso e o apagão continua. Sofrimento.

A magia de volta
O Avaí vai pro tudo ou nada e a essas alturas acontece a mágica que distava de nosso estádio desde a série B de 2008: cerca de 30% dos torcedores abandonam a Ressacada quase 15min antes do final do jogo e os teimosos, os doidos, os mesmos de sempre, os insanos remanescentes da Ressacada nesse sábado abrem suas bocas e começam a gritar como se não houvesse amanhã. O que era aquilo? Léo Gago, que torço para que fique "mudo" com urgência, apanha uma bola espirrada pela defesa aos 47min, dá um toque pra frente e manda um petardo com direito à curva e enfenca a gorducha no ângulo. Eu vi isso, graças a Deus que eu vi isso. Eu e um bando de “tolos” que acreditam em Papai Noel, Saci Pererê e no Avaí FC. Fotos FutebolSC e Blog Oficial do Avaí

Ave, Gago

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...e com um golaço de Léo Gago aos 47min do segundo tempo o Avaí finalmente se lavou do cheiro de naftalina de vitórias na série A do campeonato brasileiro.

Muitos torcedores não puderam testemunhar esse momento inesquecível do Leão da Ilha pois saíram antes do fim do jogo não crendo que uma vitória ainda fosse possível. Esqueceram que "esse Avaí faz côsa". Os que permaneceram firmes até o último minuto tiveram a sua fé premiada com um raro momento do futebol, uma daquelas lembranças que poucas vezes se repetem em nossas vidas e que por isso mesmo se tornam inesquecíveis. Que chute, que gol, quanta alegria. Um caminhão de tensão saiu dos ombros de milhares de Avaixonados de repente, assim sem mais nem menos.


Esse post incompleto é uma homenagem a todos os que acreditaram até o fim, àqueles que insanamente gritaram durante os últimos 5min do jogo e mais 10min após o seu fim. Esses estavam lá e viram tudo, então não precisa contar nada. Pelo menos hoje. Vídeo dos gols aqui.

Todos querem a vitória

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O que teremos hoje na Ressacada será o encontro entre dois times muito parecidos. Embora ostente o 6º lugar na tabela de classificação do Brasileirão, o Fluminense vêm sofrendo com problemas de finalizações à despeito de seus bons jogos. As semelhanças param por aí. O Avaí, por sua vez, está lá atrás na 20ª posição, mas há apenas 5 pontos do tricolor. Coisas de início de campeonato.
Como time grande e tradicional que é, o Fluminense vem à Florianópolis em busca dos três pontos, afinal não se espera outra coisa quando se tem pela frente o lanterninha da competição. A torcida avaiana torce para que os atacantes azurras façam as pazes com as redes, pois já está batendo aquela saudade de uma vitória. Nesse momento ela não apenas é agradável, mas também fundamental para que toda a equipe se estabilize.

Poucas vezes nesse campeonato a torcida teve um papel tão importante. Silas tem razão quando diz que “A torcida não é boba, ela está vendo o time jogar”. Reconhecemos o bom futebol, sim, tanto que aplaudimos ao final do jogo contra o São Paulo, mesmo sabendo que acábavamos de entrar para o G4 da Morte. Não penso ser necessário um parágrafo para incentivar o torcedor que for hoje à Ressacada. Quem for voltará sem voz, independente do resultado.


Duvido que teremos um empate hoje, isso não interessa a ninguém. Com a vitória o Avaí pode sair inclusive da Zona de Rebaixamento e o Fluminense encostar nos líderes. Com a derrota o Flu fica naquele meio-barro-meio-tijolo e o Avaí, bem, o Avaí vai ter que fazer mira numa certa raposa que fala uai e que não sabe o que é praia. Em tempo: a foto que ilustra esse post tem a ver com o que todos querem hoje: a Vitória (essa foi infame).

De novo, não

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Um dia depois da eliminação nas quartas de final da Taça Libertadores, Muricy Ramalho não resistiu à pressão e não é mais técnico do São Paulo. Segundo informação da sua assessoria, a decisão foi tomada em reunião na noite desta sexta-feira.

A direção tricolor teria chegado à conclusão de que não havia mais clima para a continuidade do trabalho, e o técnico foi chamado apenas para ser comunicado da decisão. A posição oficial do clube, no entanto, é de que tudo foi feito em comum acordo.
O São Paulo enfrenta o rival Corínthians no próximo domingo e o time será comandado pelo auxiliar técnico e ex-jogador Milton Cruz. Antes que perguntem, não, o São Paulo não fez nenhum contato com Silas, ele não tem nenhuma passagem comprada e parece até que está em casa dormindo. Sai olho gordo.

Atualização do post (sábado, 20, 11hs)
Há cerca de 30min Ricardo Gomes, que na última temporada européia dirigiu o Mônaco da França, foi anunciado como novo técnico do São Paulo. E antes que perguntem, não, o Avaí não tem interesse no Muricy.

Que bonito é

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Hoje não tô legal, o dia de ontem foi punk, com algumas preocupações e decepções. Acordei meio desanimado com um monte de coisas, sei lá. Claro que os e-mails mau educados que recebi de gente que nem sabia que existia não ajudou muito nesse quadro emocional, mas faz parte. Então resolvi tomar um antídoto, sim um senhor antídoto. Desde há muito venho observando um trabalho silencioso, sem muito alarde, mas com uma eficácia "ensurdecedora". O nome desse "trabalho" é Nesi Furlani.

A responsável pelo Departamento Social do Avaí vêm fazendo um trabalho magnifíco há muito tempo. Sua função basicamente é afetar vidas, e isso ela tem sabido fazer. Numa rápida conversa que tive com essa "monstra" há cerca de um mês, pude saber um pouco de como as coisas acontecem. Por meio dela e de seu Departamento (formado por ela) cerca de 2.500 crianças foram recebidas na Ressacada em 2008. Tem noção do que isso representa? É muita coisa. Mas o trabalho é ainda mais abrangente. A D. Nesi pega os "meninos" do elenco azurra pelo braço e os leva à hospitais, escolas e entidades filantrópicas para que se dissemine a responsabilidade social em todos e para que novos avaianos possam despertar para as cores do Leão da Ilha. Embora tenha um orçamento apertadíssimo, o seu dia de trabalho vale por 100 posts, senão mais.

Esse é um trabalho daqueles que não entram em campo, dentro das quatro linhas, mas que promove o firmamento das bases do Avaí de hoje e de amanhã. Não sou arquiteto mas penso que algumas colunas poderiam ser tiradas da Ressacada sem que as arquibancadas desabassem. Mas tenta tirar a Nesi de lá pra ver o que acontece, tenta. Foto Avaí FC

Que vergonha

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O jornalista Gustavo Bossle se despede hoje de seu blog em virtude de ameaças que ele e sua família sofreram por conta de um post onde ele noticiava uma divisão no grupo avaiano. Em relação à essa informação, o seu único pecado foi chegar atrasado. Muitos dos que estão lendo esse texto agora já sabem disso desde a primeira fase do campeonato catarinense. Não é nenhuma novidade. Na verdade estas ameças surgiram após insultos publicados em blogs avaianos que descobriram nesse jornalista um perigo à harmonia celestial no Reino Encantado da Ressacada, o único lugar do planeta onde os seres humanos relacionam-se como uma pacata família de Teletubies.

Os leitores poderão perguntar o porque desta informação não ter sido dada antes por este blogueiro, por exemplo. Ora, porque além de ser uma situação absolutamente normal em qualquer ajuntamento de pessoas, os problemas de relacionamento interno de um clube devem ser tratados na órbita da discrição profissional. Obviamente que isso não é válido para um jornalista cujo compromisso único é com a notícia e com a disponibilização dessa ao seu leitor. Um jornalista que retém uma informação de interesse público esqueceu a faculdade que fez e muito provavelmente vai passar fome.

Ameaças a uma família
Não tinha contato com o jornalista Gustavo Bossle, mas na noite dos primeiros posts de ataques me enviou e-mail tentando entender esse tipo de reação descontrolada. Respondi-lhe que a maioria dos avaianos é de paz e que aquilo era apenas mais um atestado de meninice do que de ameaça real. Mas no dia seguinte (por e-mail) Gustavo me informou que as ameaças se tornaram reais, e não apenas isso, se dirigiam a sua mulher e filha. Dei-lhe meu fone e conversamos longamente. Percebi que do outro lado da linha havia um homem com coragem suficiente para enfrentar o próprio Belzebu, mas que temia pela segurança de sua família. Entendo perfeitamente esse estado de preocupação, pois somos homens e sabemos nos defender, mas quem o fará por nossa mulher e filhos em nossa ausência? Quem não tem filhos não pensa nisso na hora de atacar pais de família.

A redoma
Criou-se com o tempo uma inacreditável redoma em torno do Avaí FC, não da instituição, que amamos e sempre defenderemos, mas de pessoas. Criticar um diretor, por exemplo, é criticar o próprio Avaí. Ora, faça-me o favor, todos os regimes totalitários tratam de fazer essa fusão espúria entre o personagem e o Estado assim que assumem o poder. Seria o temor de perder algum privilégio? Isso nos remete ao texto de Marcelo Herondino:
“Reclamamos durante anos contra as redes de comunicação, que falavam o que queriam e ninguém tinha direito de responder. Demos graças ao advento da internet e dos blogs que permitem que façamos comentários até nas publicações “oficiais”. Louvamos a liberdade de expressão que nos possibilita ser contra a opinião do editor de esportes da RBS e tornar essa insatisfação pública. Defendemos com vigor a democracia e a pluralidade de opiniões. No entanto, em um paradoxo incompreensível, queremos aniquilar qualquer um que levante a voz para fazer críticas ao Avaí”.

Tudo tranquilo?
O problema não é essa meninada insegura por de trás dos teclados, mas os verdadeiros bandidos que também acessam as redes virtuais e vez por outra se inspiram em algum texto raivoso para desabafar seus traumas e complexos. Esses podem agredir de verdade, às vezes com uma surra, outras com uma bomba e nesse caso com mensagens informando que “eu vou pegar tua mulher e tua filha, seu Barbie do c...”. É isso, o ambiente virtual avaiano está feio, ranzinza, mau educado e com medo. Será que essa é a realidade que criamos para o torcedor avaiano que procura uma rede social e encontra a antítese do respeito? Enquanto isso, quase todo mundo quieto, silêncio na blogosfera avaiana, sorteios, comemorações... “isso nem é comigo”. É o medo do Bicho Papão.

A poesia do esporte

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- Pai, posso te perguntar algo?
- Claro
- Existe amor à primeira vista?
- Não sei o que pensar, para muitos sim existe, para outros não.
- Mas e tua opinão qual é?
- A verdade é que é dificil pensar em amor à primeira vista, não sei, pode ser que haja certa atração en um primeiro momento, depois com o passar do tempo pode haver amor, quem sabe.
- E as pessoas que defendem esse amor à primeira vista como fazem?
- Realmente não sei, é dificil pensar que em um primeiro contato possa haver algo, seguramente depois de encontros sucessivos o amor pode apareçer.
- Então para você não existe o amor à primeira vista, ótimo. Agora tenho argumentos para discutir com aquele bobo.
- Discutir com quem?
- Com um amigo do colégio, que disse que existe o amor à primeira vista, amanhâ calo sua boca.
- Muita gente defende isso, não sei filho, capaz que seja verdade, mas, ele disse que se apaixonou à primeira vista alguma vez?
- Sim, ele jura que sim.
- Mas ele é pequeno, tudo bem que para o amor não tem idade.
- Óbvio pai, mas ele me disse que quando a viu pela primeira vez ficou impressionado pela sua beleza, que seus olhos se iluminaram quando ele teve o prazer de conhecê-la, sem falar de como ficou feliz quando a a beijou pela primeira vez.
- Mas esse menino está apaixonado mesmo.
- Não, você não imagina como fica ele quando fala dela, a defende sempre e um sorriso aparece cada vez que fala dela, cada vez que pensa nela. Diz que seu coração se enche de felicidade.
- Puxa, então talvez exista mesmo amor à primeira vista.
- Peraí pai, você me disse que não existia agora à pouco.
- Sim, mas não sei, pelo que me contas essa menina deve significar muito para ele ,não?
- Quem pai?
- Como quem, a menina.
- Que menina pai?
- A menina pela qual seu amigo está apaixonado.
- Não pai, ele não está apaixonado por uma menina.
- Que?
- Não pai, ele ama a sua camiseta.
- Como assim?
- Pai, ele é louco pelo Avaí e jura que nunca vai se esquecer da primeira vez que seu pai lhe deu uma camiseta. Sempre conta a primeira vez que foi ao campo, a maravilhosa sensação que tem quando seu time sai para o campo, a emoção que sente ao abraçar seu velho e amigos em um eterno grito de gol, a felicidade que o invade quando ganham, o amor que cresce mais e mais quando perdem. É muito louco pai, mas pelas coisas que diz parece realmente ser amor, acho que até me convenceu.

Dedicado á todos os torcedores do leão que desde a primeira vez que viram sua camisa souberam que essas cores seriam as que os acompanhariam pelo resto de suas vidas. Dedicado a todos os que vivem e sentem o Avaí como uma enfermidade linda. Dedicado a você torcedor do leão, a você que exatamente igual à mim, que de pequeno te levaram ao estádio, olhastes a torcida nas arquibancadas e teus olhos se encheram de lágrimas e não tivestes outra opção que amá-lo perdidamente. Texto levemente editado e retirado do Orkut

Agora eu sou jornalista

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Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou ontem a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão se baseou no argumento de que a formação cultural sólida e diversificada exigida para o profissional de jornalismo não se adquire apenas com a freqüência a uma faculdade, mas pelo hábito de leitura e pelo próprio exercício da prática profissional. Assim, qualquer um que fala ou escreve e que se apercebe do direito de se expressar pode ser visto e até mesmo contratado como um profissional do jornalismo. Eu, por exemplo, agora posso dizer que também sou jornalista. Não é lindo? Resumindo, é a "coisificação" da informação, é o trenzinho da alegria da comunicação brasileira.

O que temos com essa decisão é a desregulamentação da profissão, pois não é mais necessária a formação específica, cabendo às empresas (e não às faculdades) determinar quem está apto ou não para um cargo em seu Departamento de Jornalismo. Deixar a formação nas mãos do mercado é muito perigoso, pois os jornais e veículos de comunicação formarão profissionais com uma visão estreita de empresa em detrimento da informação de qualidade, ética e democrática. Se antes tínhamos a esperança na melhoria deste segmento, o que temos agora é a possibilidade real de que tudo piore. Prefiro especialistas para funções específicas, sem malabarismos e enjambrações mau acabadas, afinal de contas cada macaco deveria permanecer exclusivamente no seu galho.

Atacante para o lugar de Evando

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avai cristiano ronaldo

Os mesmos de sempre

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Acabo de receber um e-mail do leitor Eduardo Santos. É um texto simples, mas que me chama a atenção pelo zelo demonstrado ao time do seu coração. O Eduardo é um daqueles avaianos que quando tem que criticar, critica mesmo, mas também é um torcedor que tem a consciência e sensibilidade para perceber a hora certa para redobrar o apoio ao time. Segue seu texto:

"Gerson, sempre que penso que o nosso time precisa ter apoio durante todos os jogos e durante os 90 minutos do jogo, penso naquele jogo dos Barbies contra o Ipatinga, onde apenas 2700 torcedores foram apoiar o time no momento que mais precisaram. No momento estamos na lanterna e sei que muitos "avaianos" começarão a ficar em casa durante os jogos (normal). Essa é a hora de pedir apoio para os verdadeiros avaianos, não importa se 6 ou 10 mil pessoas, importa sim a vontade de apoiar o Avaí, mesmo com um placar adverso, mesmo na lanterna. Sei que o pessoal que visita seu blog é aquele que está sempre na Ressacada, mas eu falo para que cada um tente incentivar um amigo, ou parente a comparecer e ajudar o Avaí nesse momento. Abraços, Eduardo Santos"

Como disse no início, um texto simples. Mas há paixão sincera nele. Com estas palavras o Eduardo corre o risco de ser rotulado de tolo ou sangue de barata. Não é não, ele é avaiano, e tem mais, eu concordo com ele. Não dou a mínima para quantos seremos na Ressacada nesse sábado, o importante é que os presentes incorporem aquele mesmo espírito da série B do ano passado, lembram? Com sol, chuva, vento, dilúvio, aqueles 6mil estavam sempre lá. Eram os melhores, os mesmo de sempre. Aliás, me dá um orgulho desgraçado quando alguém diz que faço parte dos mesmos de sempre. Algo me diz que a Ressacada estará diferente nesse sábado, dentro e fora de campo. Imagem Blog Resistência Avaiana

Valeu, Iluminado

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A quarta-feira chega com a notícia já esperada da saída de Evando do Avaí. Embora negadas pelo próprio atacante, as negociações entre ele e a Ponte Preta não cessaram após a primeira investida há algumas semanas, tanto que o atacante já deve atuar nesse fim de semana no clássico Campineiro contra o Guarani. Tenho apenas que desejar muito sucesso para esse cara de gênio indomável dentro e fora de campo. Torço para que o Test Drive que ele andou fazendo numa concessionária da capital tenha ficado só no Test mesmo, afinal os preços de automóveis em São Paulo são 10 à 15% mais baixos. O iluminado deixará boas e más lembranças, os adversários que o digam.

Mas na minha opinião o grande destaque do dia de ontem ficou por conta da "entrada em campo" do Presidente Nilson Zunino. Isso sim faz muita diferença para o clube, ainda mais na situação em que nos encontramos na tabela do campeonato. O baixinho invocado já tomou as primeiras atitudes no sentido de tranquilizar o grupo, ao mesmo tempo em que deixa claro que a vitória contra o Fluminense é fundamental para serenar os ânimos de todos. Aliás, ontem de manhã ele deu uma excelente entrevista ao repórter Fabiano Linhares. Quem quiser dar uma espiada é só clicar aqui.

Pra terminar bem o dia

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Segundo o internauta Clébio, da Comunidade Avaiana do Orkut, a rádio Guaruja informou que em 60 dias o Avaí deverá substituir a Champs por um novo fornecedor de material esportivo. Informações não confirmadas dão conta que a Umbro já iniciou uma "dança do acasalamento" com o Leão da Ilha. Imagem Camiseta dos Sonhos

Agora vai

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No dia de ontem o Avaí FC informou o fechamento do contrato com a empresa Marcca Comunicação Ltda objetivando a profissionalização das ações da Diretoria de Marketing do Clube. Gostei muito desse movimento comercial, não apenas pelo momento (já estava na hora), mas principalmente pela percepção no cuidado da escolha. O Avaí deixa de trabalhar com a BZZ, sabidamente uma excelente empresa de comunicação, mas com o “defeito” de ser uma quase-grande agência. É que prefiro mil vezes ser um grande cliente de uma pequena agência do que um pequeno cliente de uma grande agência. A lei de mercado diz que clientes diferentes têm tratamentos diferentes, e isso é obrigatório.

Não é de hoje que acompanho os trabalhos da Marcca e acredito que o Avaí está em boas mãos. Possui poucos e bons clientes, o que atesta sua pontaria certeira. Gosto disso. A Marcca é uma dessas pequenas agências com um pé no status de média e com franca vocação para ser grande. Tenho apenas dois reparos a fazer. O primeiro trabalho que vi fazer para o Avaí foi um outdoor comemorativo ao título catarinense de 2009 onde o escudo “estourava” a área impressa e o texto dizia “Estamos com o ego desse tamanho”. O pouco tempo de relacionamento com o DNA da marca Avaí e o provável prazo dado (pra ontem) explicam perfeitamente esse embaraço. Já, já a agência perceberá que a SIMPATIA é a cara do Avaí, mesmo quando temos razões para empinarmos o nariz. O segundo reparo é que dando uma espiadinha no site da agência pude observar que a última notícia remonta há três meses atrás. Vamu atualizar isso aí, galera.

Opa, claro que teremos post sobre futebol, só que mais tarde, ok?

Uma avaiana lôca-de-pedra

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Essa aí do lado é a Daniele, minha filha de seis anos de idade. É a avaiana mais fanática da face da terra, uma torcedora daquelas “xarope” que nem eu aguento. Rói as unhas, chora (mesmo), grita, xinga, comenta, pergunta, enfim, incomoda mais que um caminhão de macaco. Ontem assistimos o jogo juntos e assim que o Barueri fez 2x1 ela olhou pra mim e disse: “Pai, o Silas não tá vendo que o time tá ruim?”. Na sequência nosso ataque perdeu gols inacreditáveis, mais ou menos parecidos com aqueles que também perdemos nas cinco rodadas anteriores e nos deixaram nessa incômoda posição de lanterna do campeonato. E dá-lhe Daniele: “Pai, porque eles não querem fazer gol?”. Taí uma excelente pergunta.
Esse papo com a minha galeguinha me fez pensar. Lembro que no início do ano, logo após aqueles 5x1 para a Chapecoense (se não me engano) o mesmo Silas disse que tinha faltado ATITUDE ao time. Postei aqui sobre isso e fiz uma tradução livre dessa palavra. Pra mim ele queria dizer que tinha faltado vergonha na cara. Ontem Silas repetiu a mesma queixa já feita antes nesse campeonato: estamos falhando nas finalizações. Pois é, eu acho que ele está despistando novamente. O que acredito que Silas está dizendo em alto e bom som é que NÃO TEMOS ATACANTES. Pelo menos na série A ainda não apareceram.

Concordo com ele. A verdade é que se os meninos tivessem feito aquilo para o que estão sendo pagos nestas seis rodadas, ninguém estaria aqui analizando se deveríamos ter entrado com Emerson ou não. Ninguém daria a mínima para as alterações (equivocadas) de ontem ou para a eterna carência das laterais. Não é o caso de mascarar nossas deficiências, nada disso. O leitor do Avaixonados sabe que não tenho o menor jeito para pôr panos quentes nas coisas relacionadas ao Avaí, isso comigo não rola mesmo. O que quero dizer é que sinto o surgimento de uma fumacinha muito esquisita que tenta lançar sobre Silas mais responsabilidade pelos fracassos do que lhe é devido. Muito estranho mesmo.

Hoje estamos todos muito nervosos, de cabeça quente. Amanhã poderemos conversar com mais serenidade e rever algumas coisas que estão sendo ditas hoje. Na segunda-feira o choro é livre, pode criticar o time, jogadores, clube, blogueiro, todo mundo. Os avaianos que criticam provam que pelo menos estão vivos, importam-se com a equipe. Reclamam de tudo e de todos, arrancam seus cabelos hoje mas no próximo jogo estão lá na Ressacada gritando feito loucos pela equipe. A Daniele é assim, uma lôca que esperneia mas não larga a paixão, a camisa e a correntinha do Avaí. Mas diferentemente dos outros avaianos de cabeça inchada de hoje, não irá à Ressacada no próximo fim de semana. Eu não aguento o nervosismo dela dentro do estádio.

Caídos, mas vivos

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Difícil dizer alguma coisa, ainda mais com o sangue quente nas ventas. Com o jogo de hoje, em Barueri, completamos a sexta rodada do campeonato e o placar de 3 a 1, de virada, tirou o Barueri da zona de rebaixamento e lançou o Avaí na constrangedora posição de lanterna do brasileirão.

Aos 7min de jogo Marquinhos cobrou falta e nos deu a esperança de conquistar a primeira vitória nessa caminhada. Continuamos dominando a partida e essa esperança foi aumentando. Era pura miragem. Aos 36min o Sr. Dr. Juiz resolveu que Emerson não deveria continuar em campo e presenteou-lhe com o cartão vermelho. Esse foi o primeiro tempo. Na volta do intervalo, tomamos o empate aos 17min após um lance em que o mesmo
Sr. Dr. Juiz resolveu que a bola não saiu pela linha lateral. A virada se deu aos 38min e logo na sequência tomamos o terceiro e último gol.

Poderíamos parar por aqui e nos posicionarmos como as vítmas da rodada. Seria cômodo, mas de prático nada seria acrescentado. Apesar das dificuldades, não podemos nos enganar, a vitória esteve em nossos pés o tempo todo. Nem os erros da arbitragem conseguem mascarar as nossas deficiências. Tivemos pelo menos quatro oportunidades claras de gol e não tivemos a devida competência para balançar as redes. Jogamos bem como sempre, perdemos pontos como sempre. O resumo dessa ópera desafinada é que nossa campanha é pífia, nossos atacantes perderam a bússola do gol, somos o pior time da série A e nesse momento devemos desculpas ao nosso Estado. Aliás, todos os representantes catarinenses transformaram Santa Catarina no Zero da 101 do futebol brasileiro, pelo menos nesse fim de semana.

Na próxima rodada o Avaí receberá o Fluminense sem sequer poder pensar em empate. A vitória é fundamental, sob pena de uma crise seríssima se instalar na Ressacada. O time está mau, parecem crianças assustadas, é verdade. Também é verdade que as críticas são justas e as cobranças acontecerão: alguém tem dúvida que o Presidente Zunino vai dar “aquela carcada”? O momento da torcida avaiana acordar é esse. Vamos dar apoio virtual, sim, mas não apenas isso. Vamos partir para o real. Não é apenas com posts, comentários, e-mails e tópicos no Orkut que levantaremos nosso clube. Vamos arregaçar as mangas e mostrar a nossa cara, a nossa verdadeira cara. Podemos e devemos cobrar resultados, mas apenas depois de fazermos a nossa parte. A Ressacada precisa voltar a tremer, não apenas em treinos, mas principalmente em jogos oficiais, se é que me entendem. O Avaí precisa da gente.

O muito bom pode ficar ótimo

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Esse é um daqueles sábados que dá gosto de se acordar. Coisa boa. Temperatura agradável, sol gostoso, cidade calma, prefeito Dário Berger na Alemanha dando palestras sobre Gestão Pública e Mobilidade Urbana, quer dizer, hoje Floripa está de bem com a vida. Dá uma preguiça de fazer um post, nem te conto. Dando uma zapeada pela internet encontro um comentário muito interessante de um torcedor avaiano. O nome do pensador é Alexandre Carlos Aguiar e diz ele no Blog do Torcedor Avaiano na Globo.com o seguinte: “É bem difícil pra um torcedor qualquer entender o que se passa com a gente avaiana. Vá, qualquer um, agora na Ressacada e verá ao menos 2 torcedores por ali, zanzando, olhando, analisando, tomando uma cervejinha ou comendo um negocinho qualquer, como se os torcedores avaianos morassem na Ressacada e apenas passassem em casa para dormir, ou fazer alguma outra atividade. Por mais que pareça óbvio, a Ressacada é a casa dos avaianos, literalmente, e o time é seu lazer absoluto”.

Tudo isso é verdade mesmo. Não vou aproveitar essas excelentes palavras do Alexandre para discorrer ufanisticamente sobre essa relação time-torcedor que acontece na metade-mais-um do futebol de Floripa (continuo com preguiça). Mas está aí um bom tema para a semana que vem: porque essa torcida tão apaixonada anda tão calada na Ressacada? Ainda nessa semana foi aberto um tópico na Comunidade Avaiana do Orkut onde se dizia mais ou menos que perto do que podemos fazer, nossa torcida não está fazendo nada. Li todos os comentários, mas o que me marcou foi o de Adir José, onde dizia que parece que estamos assustados com a série A. É, pode ser sim. Uma coisa é certa: não somos sombra do que fomos na série B. Mas contraditoriamente a isso, basta chamar o pessoal para um treino inexpressivo, no início do campeonato, num dia santo, com um vento sul de rachar e pronto, lá aparece público de jogo oficial. É comum que se pergunte o que podemos fazer pelo Avaí, não é mesmo? Mas nada impede uma pausa para perguntarmos o que a torcida pode fazer por ela mesma. Quem sabe sai um mini-simpósio entre os torcedores avaianos, já pensou que legal? Assunto é que não falta.

Bom, mas no momento o mais importante é focar todo nosso pensamento no jogo de amanhã, em Barueri. Jogo-chave para ambas as equipes. Duvido que aconteça um empate, esse não é o objetivo de ninguém. Sei não, mas acho que a segunda-feira será ainda mais gostosa que esse sábado. Dá licença mas agora vou pro parquinho com a molecada. Um excelente final de semana para todos.

paraB pra voC

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Missa

Enquanto isso

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Nosso adversário de domingo, o Grêmio Barueri, também não sabe o que é vencer no Campeonato Brasileiro de 2009: tem quatro empates e uma derrota em cinco rodadas. O jogo contra o Avaí é visto como fundamental parea o início dessa recuperação. Leio uma declaração do volante Ralf que demonstra essa determinação: "Contra o Goiás viramos o jogo e por pouco não vencemos, contra o Palmeiras saímos perdendo por 2 a 0, mas conseguimos buscar o empate e criamos chances para vencer a partida. Acredito que estamos no caminho certo, e logo as vitórias acontecerão", disse o jogador. Trocando em miúdos, eles precisam fazer o Avaí pagar o Pato. Com uma campanha fraquíssima, jogando em casa e com o mesmo número de pontos que a gente, nem poderiam pensar diferente.

Promoção pra lotar
O Clube não está poupando esforços para conquistar seus trêm primeiros pontos em cima do Leão da Ilha. Uma verdadeira “operação de guerra” foi montada para garantir a presença maciça dos seus torcedores na Arena Barueri. É que para a partida deste domingo o ingresso estará sendo vendido aos baruerienses com 50% de desconto: Setor B (Atrás do gol) - R$ 5. No Setor A e A1 - R$ 10. Môdêuziodocéu, dá pra acreditar nisso? Dá sim, lá eles têm um apoio muito grande (dim dim) da Prefeitura Municipal.

Para aqueles que ainda não conhecem a Arena Barueri, é um beo estádio que está na segunda etapa de suas obras, que ampliará a capacidade atual de 18mil 32mil lugares. Conta com modernas instalações e um gramado impecável, quase igual ao da Ressacada. Nisso tudo só uma coisa me deixa encafifado: aquele bicho amarelo ali no escudo é um Zangão? Credo.

Não vá ao treino de hoje

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Como se adiantasse alguma coisa pedir isso agora. Se caiu na rede (virtual) é caixão, já é, demorô, a galera vai mesmo.

A idéia surgiu no Orkut e a turma sempre ligada do blog Minha vidAvaí resolveu "inticar" com todos os blogueiros. Aí saiu mais uma daquelas coisas loucas que só avaiano entende: uma mobilização para acompanhar o treino da equipe hoje, às 15:30hs, na Ressacada. Já tem jornal fazendo fofoca e vai ter até tevelizão.

Em qualquer lugar do mundo, quando aparecem 100 pessoas para um treino da equipe local, isso invariavelmente vira notícia, é um negócio fora do normal. Agora imagina o povaréu que vai aparecer na Ressacada só porque uns abobados do bem resolveram marcar esse encontro? Tenta explicar isso para um turista, tenta:
Turista - Tem jogo hoje?
Avaiano - Não, é só treino.
Turista - O time vai decidir algum campeonato nesse fim de semana?
Avaiano - Não, é só treino.
Turista - Mas então tá quase caindo pra segunda divisão, né?
Avaiano - Não, é só treino.
Turista - Vocês são doidos?
Avaiano - Desde 1923.

Eles não entendem

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Um amigo Barbie, o Fábio, enviou um e-mail dizendo-se espantado com a idolatria do torcedor avaiano em relação à Paulo Silas, o que ele considera um grande exagero: "Não é pra tanto", segundo ele. Então, Fábio, vou te responder não falando de Silas, mas de um outro ídolo brasileiro.
O nosso querido Adriano, o Imperador, envolveu-se em muitos casos polêmicos ultimamente e você sabe disso, né? Em abril sumiu do mapa. Sem dar justificativa à Inter de Milão, o atacante permaneceu no Brasil após a vitória da seleção por 3 a 0 sobre o Peru, em Porto Alegre, pelas eliminatórias. O jogador seguiu para o Rio e passou cerca de três dias na Vila Cruzeiro, comunidade onde foi criado.
O Imperador reapareceu e revelou que não queria mais atuar na Itália e que havia perdido a alegria de jogar futebol. Lágrimas e comoção nacional. A Inter atendeu ao pedido de Adriano e rescindiu seu contrato.
Poucas semanas depois chegava alegre e faceiro na Gávea com um contrato milionário assinado junto ao Flamengo. Depois não apareceu num treino, a diretoria passou a mão na cabeça, fez gol, continuou gordinho, não apareceu em outro treino (estava na praia tomando um choppinho) e a diretoria novamente diz que não é nada disso, é intriga.

Pois é, Fábio, ele é o ídolo do clube mais popular do Brasil. Nosso país assimila com muita facilidade esse perfil profissional no mercado da bola. Na verdade, esse Silas é um cara muito esquisitão. Será que agora você consegue entender a "idolatria" avaiana à esse homem?

Futebol, carreira e família

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Pois é, novo assédio à Paulo Silas. Caso nosso comandante permaneça no Avaí até o fim do campeonato, preparem-se, pois será esse inferno até dezembro. Normal, absolutamente normal no mercado da bola, principalmente se tratando de um técnico que já é respeitado como sendo do mesmo nível dos maiores do Brasil. Não me alongarei nesse tema pois o que tinha pra falar sobre isso, basicamente já o fiz num post anterior.

Não sai porque?
Por ordem de importância, acredito que três foram as razões para os nãos de Silas até o momento:

. um pacto fortíssimo de respeito e confiança firmado com o presidente Zunino, daqueles que não se vêem mais no futebol atual. e que impressiona a todos
. um projeto de longo prazo que Silas determinou a si mesmo, baseado no fortalecimento do seu nome como profissional competente e confiável
. uma multa considerável em caso de quebra de contrato

Pactos
As vultosas somas desse mercado somadas ao desespero cada vez maior de grandes clubes brasileiros nos convidam a olhar para frente de forma prática, sem falsos romantismos. Os assédios à Silas continuarão cada vaz mais fortes. Serão cada vez mais insuportáveis. Não, eu não acredito que ele permaneça até o fim do Campeonato, mas ficando ou saindo será a mesma pessoa pra mim, honrado, competente e um dos maiores técnicos da história do Avaí. Mas vamos combinar o seguinte, se O CARA não sair fica decretado para toda a eternidade que “verdadeiramente esse Avaí faz côsa”.


Epa, mas e o pacto com o Zuzu? O presidente Zunino é pai de família, meus queridos. Ele sabe que não há no mundo pacto maior que esse.


Atualização do Post (16:50hs)
Elicarlos, irmão do técnico Silas, concedeu entrevista à CBN/Diário dentro do programa Debate Diário, nesta terça, e confirmou que o treinador azurra recebeu proposta do Atlético-PR. De acordo com ele, se o irmão fosse seguir a razão, já teria deixado o Leão da Ilha, mas garantiu, que Silas dificilmente quebrará a palavra dada ao presidente João Nilson Zunino e deverá permanecer no Avaí até o fim de seu contrato. - Se a gente for pela razão, ele já deveria ter saído. Essa que é a grande realidade. Agora, ele é uma pessoa que dificilmente vai quebrar a palavra e, particularmente, acho difícil que saia. Por outro lado, a gente sabe que amizade também conta, mas se perder uma ou duas partidas ninguém segura - avaliou Elicarlos, que foi jogador de futebol e atualmente atua como comentarista esportivo em uma rádio de Campinas (SP).

Para ele, Silas deveria ter deixado o Avaí ao conquistar o Campeonato Catarinense de 2009, no dia 3 de maio, mas afirma que a família apoiará qualquer decisão do técnico avaiano. Elicarlos justifica o constante interesse de clubes brasileiros pelo irmão ao lembrar de seu trabalho como jogador e, mais recentemente, como treinador. - Por ele ser um treinador da nova geração e pelo trabalho que fez no Avaí. Além disso, foi um atleta com boa postura e esteve em duas copas do mundo. Todo esse conjunto acaba favorecendo e propostas têm sempre chegado - afirma. ClicEsportes

Era o Joinville

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Esse é um daqueles posts cascudos de se escrever. Difícil mesmo até de se começar. Como explicar uma coisa tão esquisita? Então como não há forma sutil de iniciá-lo, já vou “chutando o pau da barraca”: na minha opinião o time do Avaí está no caminho certo. Pronto, falei.

“Tu virou boca alugada?”
Calma aí, deixa eu explicar, pô. Ninguém é bobo, eu sei que tivemos um início de campeonato muito ruim, nossa campanha beira ao ridículo e conseguimos nos segurar fora da zona de degola por apenas quatro rodadas. A calculadora traduz isso em números: 15 pontos disputados, 4 pontos na tabela e um aproveitamento de apenas 26,6%. E não adianta ficarmos repetindo bordões do tipo “Mas o São Paulo só tem dois pontos a mais”. O São Paulo vai disputar o título, tem um orçamento mensal maior que o nosso anual, então não serve de referência nem agora e nem em dezembro. Eu sei de tudo isso, o cenário cinzento que você percebe é o mesmo que eu percebo, mas assiti o jogo de ontem, não tem? Como não acreditar que teremos uma grande campanha em 2009?

A 5ª rodada foi ontem
Antes mesmo do início da série A havia a preocupação de que a ausência de contratações mais “pesadas” pudesse nos tornar o saco de pancadas do campeonato. Num comentário do leitor Piter, postaqui aqui no dia 8 de maio, ele falava de seu temor com as tímidas contratações de nossa diretoria. Uma preocupação absolutamente pertinente e coerente, tanto que num post seguinte, respondendo ao leitor Dani que tinha essa mesma preocupação, respondi que antes da 5ª rodada nada de concreto poderia ser dito. Nada mesmo. Mas a 5ª foi ontem, já podemos ter uma noção mais aproximada do real, então repito a frase inicial com muito prazer: o time do Avaí está no caminho certo.

Esse é o time
Desconfio que vimos ontem o verdadeiro Avaí (e tem que ser mesmo, o caixa tá baixo). Perdemos mais dois pontos em casa, entramos no G4 da morte, temos seríssimos problemas de finalização, algumas posições carentes e ainda temos que conquistar nossa primeira vitória, agora fora de casa. Deveríamos estar desesperados, putos da vida, mas estamos com mais esperanças que nunca, até aplaudimos o time ontem no fim dos 90min. Não peça para um não-avaiano entender.

Cegueira do bem
Isso mesmo, bateu a “cegueira” no elenco avaiano. Os 11 olharam para aquela camisa tricolor listrada e não viram o atual tri-campeão brasileiro. Se notaram então confundiram com a do Joinville, sei lá, deviam estar com ramelas nos olhos. Benditas sejam as ramelas dos olhos desse time. Que ninguém lave o rosto até o fim do Brasileirão 2009.

Festa na Ressacada

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Avai Sao Paulo
Atualização dos post

Após 2:30hs de "bicha", finalmente em casa. Jogamos como nunca, empatamos como sempre. Mas se engana quem pensa que a torcida saiu da Ressacada enraivecida ou desesperançada, nada disso. Quem compareceu foi brindado com um excelente futebol, um confronto de equipes com jogo aberto e ofensivo. Sem sombra de dúvida a melhor apresentação do Avaí no Campeonato, coincidentemente, com o time completo. Minhas suspeitas se confirmaram, o Avaí pode não ser o Campeão Brasileiro de 2009, mas brigará por posições lá na frente da tabela.

Faltou aquele detalhe, aquela coisinha boba, o gol. Se o Avaí teve mais volume de jogo, ao São Paulo coube as melhores oportunidades para balançar as redes. Resultado justo, mas também péssimo para o Avaí, que agora soma apenas quatro pontos de quinze disputados. Com esse desempenho, terminamos a quinta rodada na 17ª posição da tabela, o que significa que estamos pela primeira vez na Zona de Rebaixamento.

Tem nada não. Há muito campeonato pela frente. Agora é o Barueri que vai ter que pagar o pato. Amanhã a gente conversa mais.

Avaí 0 x 0 São Paulo
Público: 13.688 (total), 12.553 (pagante).
Renda: R$ 129.650,00.
Arbitragem: Leonardo Gaciba (RS), auxiliado por Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS).
Cartões amarelos: Marlos, Dagoberto, Zé Luís, André Dias (São Paulo); Ferdinando (Avaí).
Avaí
Eduardo Martini; Ferdinando, André Turatto, Anderson Luís e Uendel; Marcus Winícius, Léo Gago, Marquinhos (Caio) e Muriqui; Evando (Lima) e Luiz Ricardo (Odair).
Técnico: Silas.
São Paulo
Denis; Zé Luis, André Dias, Jean Rolt e Junior Cesar (Jorge Wagner); Richarlyson, Jean, Hernanes e Marlos (Wellington); Washington (Dagoberto) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

A Avaianidade é nossa

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Desde que nascemos somos envoltos num modelo de disputa que nos acompanha até a morte: “o meu brinquedo é mais legal... peguei mais gurias que tu... meu salário é maior... e, finalmente, o meu á maior que o seu”. Quando decidimos ser avaianos, concluímos que não tem ninguém mais avaiano que a gente: “Eu sou sócio... eu sou sócio há mais tempo... não sou sócio mas já fui a jogo com a perna quebrada”. Essa disputa branda acontece em todos os lugares e também aqui no ambiente virtual avaiano. Regras não escritas mas aceitas informalmente determinam o grau de Avaianidade de cada um.
Talvez por isso ache tão esquisito quando percebo o desespero dos “novos avaianos” tentando provar algo por meio de calendários escatológicos - Onde você estava na época das vacas magras, hein? Cara, eu sou do tempo em que o Avaí nem tinha vaca. A Geração Ressacada (posso chamar assim?) não deveria questionar a avaianidade de um torcedor usando esse tipo de referencial, pois corre o risco de tomar uma chinelada histórica. Por exemplo: na década de 70 eu costumava levar minhas cabras para pastarem no Adolfo Konder. Um senhor franzino me abria o portão e dizia que eu era um torcedor muito útil ao Avaí, pois minhas cabras aparavam a grama e ainda adubavam o solo. Seria justo que eu perguntasse pra você, Geração Ressacada, onde você estava na década de 70? Se o critério for "tempo de serviços prestados", desista. Repense imediatamente esse seu vício de julgar a Avaianidade dos torcedores, respeite os mais velhos, aprenda com eles e jamais dê margem para que outros os ataquem, principalmente de forma covarde.

Um só coração
Essa passagem serve apenas para demonstrar que alguns embates são um enorme disperdício de tempo. Permita-se à partir de já a pluralidade de opiniões, os textos livremente escritos e que se aceite a Avaianidade Individual que cada um traz no peito. A blogosfera é implacável com esse formato ranzinza, de mão forte, vigilância permanente e que dissemina o medo de se expressar. Hoje quatro blogueiros entraram em contato dizendo para eu tomar cuidado. Era só o que me faltava, tô defecando e transitando, igual minhas cabras faziam. Será que essa é a realidade que criamos para o torcedor avaiano? Medo de pensar diferente às vezes? Basta-nos entender que há torcedores de gostos distintos, querendo ter acesso a diferentes formas de pensar. A internet é assim, eclética, igual a qualquer grupo social. Cada um na sua, mas com pelo menos uma coisa em comum: o Avaí.

Eu sempre me aproveitei do Avaí
Erram aqueles que pensam que quero me aproveitar do Avaí só agora. Na verdade faço isso há mais de 40 anos. Meu primeiro bom negócio foi um Tip Top azul. Depois troquei minha Conga por um Kichute para não escorregar mais naquela lama que nunca secava no Adolfo Konder. Aproveitei para ver Veneza, Zenon, Belmonte e Adilson Heleno jogarem. Me aproveitei do Avaí também pra ver a Ressacada sendo construída. Vou me aproveitar desse clube até o fim de minha vida, danem-se. O problema é que não consigo retribuir tudo isso. Fui à maioria dos jogos, paguei muitos ingressos, sempre saí rouco do estádio, enfim, não fiz nada demais, apenas o óbvio. Estou em dívida e sei que jamais conseguirei saldá-la.

Mas eu tento
Sim, eu tento retribuir. Aliás, as opiniões estabanadas que rolam à meu respeito por aí correm à margem dos trabalhos diretos que faço discreta e gratuitamente para o Avaí desde agosto do ano passado. Há trabalhos meus lá dentro, mas ninguém aqui fora sabe. Sabe a placa Comemorativa aos 85 anos do Avaí? Virei uma noite em claro e saí sem café da manhã direto pra Ressacada com um pendrive contendo um arquivo em PowerPoint. E não é que adiantou? O trabalho foi aprovado e eu saí dali pulando de alegria feito um grilo. Vejam só, a placa dos 85 ANOS DE VIDAS fui eu que fiz, você não sabia? Relaxe, ninguém sabia. Esse e outros trabalhos geraram uma leve sondagem para que eu fosse trabalhar no clube. Com minha tradicional sinceridade, disse que eu atrapalharia mais do que ajudaria. E é verdade mesmo. Seria despedido em menos de 48hs. Um blogueiro avaiano com excelente trânsito na Ressacada até tentou intervir para que isso se concretizasse, mas consegui tirar essa idéia da cabeça dele também. Pois é, o mundo dá voltas. E ficará assim, o dito pelo não dito? Não, não ficará não. A blogosfera é implacável.

Esqueceram essa parte
Eu deveria ter colocado em negrito e em letras gigantes a frase "Sempre notei um NÚMERO INSUFICIENTE de profissionais com formação específica em Marketing no Avaí FC". Acho que nem isso adiantaria, sei lá, mas deveriam tê-la observado com mais cuidado antes de adicionarem elementos emocionais irresistíveis que serviram apenas para enfurecer pessoas que mau conheciam os fatos. Minhas palavras se tornaram um tratado de ataque pessoal àqueles que trabalham no Marketing do Avaí e que merecem o respeito de todos, embora alguns careçam, sim, de uma reciclagem profissional. Meu texto remete ao óbvio: à urgência de oxigenação de MAIS profissionais, pois a coisa simplesmente não está funcionando. Quem não percebe isso nem deveria se expor à tamanha demonstração de desconhecimento sobre o Avaí e das coisas relacionadas às suas áreas técnicas. Conversei com uma profissional do Marketing avaiano na semana passada, por exemplo. Experiente, focada e exímia conhecedora de sua área. Fosse eu dono de uma grande empresa, a contrataria imediatamente, embora a "interpretação" de meu texto dê conta que eu a despediria imediatamente. Ora, faça-me o favor!

Resultado prático
Há 34 comentários nesse meu post de ontem, mas poderia ter mais de 50. Recebi comentários que atacavam nominalmente alguns blogueiros avaianos. Mas aqui no Avaixonados, não, meus amigos. Se você tem algum problema pessoal com o cara vai lá e comenta no blog dele ou manda um e-mail. Jamais permitirei que se destrate um torcedor avaiano aqui no Avaixonados.

O importante é que esse assunto veio à baila, estamos conversando e trocando idéias sobre isso. Bom ou mau, o certo é que a Diretoria está se mexendo e providenciando MAIS PESSOAS para o nosso Marketing. É isso mesmo, parece que um novo profissional de Marketing está chegando à Ressacada. Pois agora? Mas aproveito esse post para pedir perdão àqueles que por minha falha de comunicação não entenderam corretamente os meus objetivos. Como disse o leitor Adir em um de seus comentários, esse blogueiro “sublimador e por vezes incoerente” também comete erros.