Passados dois dias do centro do furacão noticioso que foi a sexta-feira, iniciamos a semana no mesmo pé: fora mesmo, por enquanto, Silas, Léo Gago e Martini. Mas se engana se o medo é o único sentimento presente na nação azurra, temos também uma boa dose de revolta: “Como assim não conseguir manter o plantel?. Time mais forte com esses nomes anunciados aí? Cadê o dinheiro da Globo?”, pergunta o torcedor. A preocupação é que diante da necessidade de se monetarizar o clube (endividado até o pescoço junto ao seu presidente) acabemos nos tornando uma expécie de laboratório de atletas-teflon, aqueles que chegam, atingem o ponto certo de consumo e se descolam para o eixo Rio-São Paulo.
Um novo pai
Fosse vivo, talvez Sigmund Freud, pai da Psicanálise, identificasse no comportamento do torcedor avaiano a “Síndrome do pai ausente”, que se dá pela separação do filho e seu protetor por excelência. Podemos entender essa analogia na figura de Silas, por exemplo, que com sua saída nos deixou ressabiados, um pouco órfãos. Coincidentemente, a diretoria avaiana informou que buscava um perfil parecido com o do “pai morto” e isso foi reforçado pelas primeiras palavras de Péricles Chamusca, acalmando a criançada ao se declarar parecido com Silas e afirmando que o seu vitorioso modelo de trabalho continuaria sendo aplicado. Esse inconsciente faz côsa.
Mais perdas
Lá se foi também um de nossos referenciais paternos do meio de campo. Como conviver agora sem Léo Gago e seus petardos de fora da área e viradas de jogo espetaculares? Sem o papito Martini, quem protegerá nossa goleira? Sinistro. Hoje a Síndrome atinge seu clímax não em função dos fatos, mas das suposições que dão conta que mais de 60% de toda família pode estar de malas prontas para outros lares menos azuis. Nesse andar da carruagem, pensa o torcedor, disputaremos o estadual de 2010 com o time da Copa SC de 2009, aquele mesmo que cansou de tomar chineladas interior adentro. Ter pesadelos agora, nem pensar, porque é certo que o pai Chamusca não virá nos acalmar, está na distante Salvador, bem ao lado de sua ex-mulher, o Sport Recife.
O grande perigo
Dependendo da família (torcida), o pai ausente pode se tornar mais presente do que se estivesse convivendo fisicamente com seus entes. A mãe viúva, impotente para a manutenção da disciplina da prole, ficará tentada a evocar a presença de um pai virtual que passa a existir dentro da família: “Ah, se teu pai (Silas, Léo etc) estivesse aqui”. Dessa forma o pai ausente pode se tornar um pai unipresente, existente em todo o lugar, virtuoso e sem defeitos, incansável e imbatível. O perigo é que esse peso pode causar muitas injustiças com aqueles que a diretoria avaiana está trazendo e trará para a campanha de 2010. Pré-julgamentos exacerbados podem ser nocivos e traumáticos.
O que escrevo não é um jogo de palavras invocando o calar de bocas diante das ações de nossa diretoria, isso jamais. Serei o primeiro a criticar caso o futuro prove que o que se fez foi equivocado, mas o momento é de não se deixar levar pelas neuroses midiáticas, é de aguardar como um filho educado o acontecer dos fatos. Se serve de alento, o pai-maior, Zuzu, ainda não nos deixou. Durmamos em paz, meus queridos.
Um novo pai
Fosse vivo, talvez Sigmund Freud, pai da Psicanálise, identificasse no comportamento do torcedor avaiano a “Síndrome do pai ausente”, que se dá pela separação do filho e seu protetor por excelência. Podemos entender essa analogia na figura de Silas, por exemplo, que com sua saída nos deixou ressabiados, um pouco órfãos. Coincidentemente, a diretoria avaiana informou que buscava um perfil parecido com o do “pai morto” e isso foi reforçado pelas primeiras palavras de Péricles Chamusca, acalmando a criançada ao se declarar parecido com Silas e afirmando que o seu vitorioso modelo de trabalho continuaria sendo aplicado. Esse inconsciente faz côsa.
Mais perdas
Lá se foi também um de nossos referenciais paternos do meio de campo. Como conviver agora sem Léo Gago e seus petardos de fora da área e viradas de jogo espetaculares? Sem o papito Martini, quem protegerá nossa goleira? Sinistro. Hoje a Síndrome atinge seu clímax não em função dos fatos, mas das suposições que dão conta que mais de 60% de toda família pode estar de malas prontas para outros lares menos azuis. Nesse andar da carruagem, pensa o torcedor, disputaremos o estadual de 2010 com o time da Copa SC de 2009, aquele mesmo que cansou de tomar chineladas interior adentro. Ter pesadelos agora, nem pensar, porque é certo que o pai Chamusca não virá nos acalmar, está na distante Salvador, bem ao lado de sua ex-mulher, o Sport Recife.
O grande perigo
Dependendo da família (torcida), o pai ausente pode se tornar mais presente do que se estivesse convivendo fisicamente com seus entes. A mãe viúva, impotente para a manutenção da disciplina da prole, ficará tentada a evocar a presença de um pai virtual que passa a existir dentro da família: “Ah, se teu pai (Silas, Léo etc) estivesse aqui”. Dessa forma o pai ausente pode se tornar um pai unipresente, existente em todo o lugar, virtuoso e sem defeitos, incansável e imbatível. O perigo é que esse peso pode causar muitas injustiças com aqueles que a diretoria avaiana está trazendo e trará para a campanha de 2010. Pré-julgamentos exacerbados podem ser nocivos e traumáticos.
O que escrevo não é um jogo de palavras invocando o calar de bocas diante das ações de nossa diretoria, isso jamais. Serei o primeiro a criticar caso o futuro prove que o que se fez foi equivocado, mas o momento é de não se deixar levar pelas neuroses midiáticas, é de aguardar como um filho educado o acontecer dos fatos. Se serve de alento, o pai-maior, Zuzu, ainda não nos deixou. Durmamos em paz, meus queridos.





2 comentários:
Muito bom seu texto Gerson. A propósito saiu mais um o Augusto foi para o Goiás e parece que Silas falou na sportv que o ferdinando vai acertar com o Grêmio. Acho que temos que esperar os acontecimentos para emitir alguma opinião.
Mais um fato ja podemos constatar a base não foi mantida. Saiu Augusto, Léo Gago e Martini. Ferdinando, e Muriqui estão praticamente fora, Marquinhos, William, Eltinho. Me parece que emerson optou por ficar no Avaí.
Pensando melhor nossa base se manteve com Alexandre Espíndola no gol, Emerson e Rafael na zaga, L.A na direita, Moisés Candido lateral esquerda, Eduardo Gomes e Pererinha de volantes, Dona Nesi e Tullo Cavallazzi Filho armando as jogadas e na frente Zunino e Gastão Dubois.
Como eu disse vamos esperar os acontecimentos e torcer para que o time do catarinense não seja esse que escalei e nem aquele que jogou a copa SC e só levou patata. Abraços
RODRIGO, excelente comentário. Merecia um prêmio rsrs
Postar um comentário