Quer saber? Eu gostei. Dos tres nomes apresentados desde o início pela diretoria avaiana, o baiano Péricles Chamusca estava em segundo na minha preferência. Já sabia de antemão que Vagner Mancini era um sonho meio distante, uma certa megalomania. A prova disso é que só agora o Vasco conseguiu contratá-lo, e isso a peso de ouro. Jorginho me pareceu um cara bacana, mas com menos experiência do que Silas quando desceu aqui no Carianos. Esse negócio de preparar técnico de futebol para os outros é meio frustrante. Nos últimos dois anos já colaboramos com nossa parcela de risco para o bem do futebol mundial, tá mais que bom.
Uma questão de "nelvos"
Chamusca não é uma aposta. Aliás, estranhei muito o desgosto de alguns torcedores avaianos por conta de sua contratação, preferiam Jorginho. Mas perae, preferiam Jorginho, porque? Currículo por currículo, o auxiliar palmeirense não dá nem pra saída. Acho que essa miragem emocional tenha uma explicação: como o pai de Chamusca adiantou que por 80mil merréis o filho não viria, a mira da diretoria azurra apontou para Jorginho e assim passamos a acreditar que essa era a opção número um, a melhor e mais segura. As boas entrevistas com ele, sempre simpático e comedido, atiçaram ainda mais esse querer do torcedor. Ouve um acomodamento da alma avaiana pelo “porto seguro” chamado Jorginho. Ser manipulado pelas emoções é facinho, a gente nem se dá conta. Por exemplo: com essa camisa e boné da foto, Chamusca não te parece um pouco mais competente? Ahá.
Sejamos racionais
Pedir pra avaiano ser racional é complicado, mas vamos lá. A verdade é que Jorginho ainda nem foi treinador. Ele “esteve treinador” do Palmeiras em 2009 no período de transição do comando técnico do alviverde paulista, um momento onde os jogadores se abraçaram em torno de uma causa comum e passaram a jogar pelo cara que foi jogado na fogueira. Foi o que aconteceu com o elenco do Flamengo quando Andrade assumiu: "Vamos dar o sangue por ele”. O resultado todos conhecem, o rubronegro carioca saiu de um possível rebaixamento para o estrelato máximo do Brasileirão.
Apesar de seus parcos 44 anos, Péricles Chamusca está nessa labuta desde 1995, o que significam respeitáveis 14 anos de experiência. Nesse período foi vice-campeão da Copa do Brasil pelo Brasiliense em 2002. Dois anos depois foi campeão da mesma competição pelo Santo Andre e agora chega no avaí trazendo de lambuja um campeonato japonês, um alagoano e dois baianos. Nesse ano assumiu o Sport quando a “vaca” já estava atolada até o pescoço na zona de rebaixamento e não conseguiu repetir os milagres de Cuca, do Fluminense.
Nos acostumamos com Silas, sonhamos com Vagner Mancini e caímos apaixonados por Jorginho. Destes, ficamos com aquele que hoje dá um banho em todos quando o assunto é conquistas. Isso não é complexo de Poliana (enxergar sempre pelo lado bom) e muito menos despeito infanto-esportivo, é apenas a racionalidade dos fatos. A verdade é que com esse currículo de Chamusca o Avaí nunca teria bala para contratá-lo. Felizmente ele caiu junto com o Sport. Que sorte, né?
Uma questão de "nelvos"Chamusca não é uma aposta. Aliás, estranhei muito o desgosto de alguns torcedores avaianos por conta de sua contratação, preferiam Jorginho. Mas perae, preferiam Jorginho, porque? Currículo por currículo, o auxiliar palmeirense não dá nem pra saída. Acho que essa miragem emocional tenha uma explicação: como o pai de Chamusca adiantou que por 80mil merréis o filho não viria, a mira da diretoria azurra apontou para Jorginho e assim passamos a acreditar que essa era a opção número um, a melhor e mais segura. As boas entrevistas com ele, sempre simpático e comedido, atiçaram ainda mais esse querer do torcedor. Ouve um acomodamento da alma avaiana pelo “porto seguro” chamado Jorginho. Ser manipulado pelas emoções é facinho, a gente nem se dá conta. Por exemplo: com essa camisa e boné da foto, Chamusca não te parece um pouco mais competente? Ahá.
Sejamos racionais
Pedir pra avaiano ser racional é complicado, mas vamos lá. A verdade é que Jorginho ainda nem foi treinador. Ele “esteve treinador” do Palmeiras em 2009 no período de transição do comando técnico do alviverde paulista, um momento onde os jogadores se abraçaram em torno de uma causa comum e passaram a jogar pelo cara que foi jogado na fogueira. Foi o que aconteceu com o elenco do Flamengo quando Andrade assumiu: "Vamos dar o sangue por ele”. O resultado todos conhecem, o rubronegro carioca saiu de um possível rebaixamento para o estrelato máximo do Brasileirão.
Apesar de seus parcos 44 anos, Péricles Chamusca está nessa labuta desde 1995, o que significam respeitáveis 14 anos de experiência. Nesse período foi vice-campeão da Copa do Brasil pelo Brasiliense em 2002. Dois anos depois foi campeão da mesma competição pelo Santo Andre e agora chega no avaí trazendo de lambuja um campeonato japonês, um alagoano e dois baianos. Nesse ano assumiu o Sport quando a “vaca” já estava atolada até o pescoço na zona de rebaixamento e não conseguiu repetir os milagres de Cuca, do Fluminense.
Nos acostumamos com Silas, sonhamos com Vagner Mancini e caímos apaixonados por Jorginho. Destes, ficamos com aquele que hoje dá um banho em todos quando o assunto é conquistas. Isso não é complexo de Poliana (enxergar sempre pelo lado bom) e muito menos despeito infanto-esportivo, é apenas a racionalidade dos fatos. A verdade é que com esse currículo de Chamusca o Avaí nunca teria bala para contratá-lo. Felizmente ele caiu junto com o Sport. Que sorte, né?
8 comentários:
essa camisa e esse boné, onde vende?
Belo post. Nestes dois ultimos anos aprendi com a diretoria do Avaí que é melhor esperar para depois dar qualquer opinião.
como disse o amigo antes eu tb não me arrisco a criticar as decisões dessa diretoria. temos que esperar.
Gerson
Já escrevi lá no meu blog e portanto concordo contigo. Na verdade, na lista das minhas preferências para técnico do Avaí, Mancini era o primeiro, Chamusca o segundo e Jorginho, só o terceiro.
Tô mais preocupado agora é com a remontagem do time, mas a diretoria está no crédito, falô?
Saudações Avaianas
Valdez
RAFAEL, Photoshop no peito e na raça.
SÉRGIO e JAIRO, não temos mesmo uma razão concreta para temer esse mexe-mexe do elenco avaiano. Podemos até criticar a diretoria, mas antes precisamos aguardar.
VALDEZ, soube à boca pequena (olha o RA aí) que Mancini vai receber R$250mil do Vasco. Assim não dá.
Gerson de uma oljada nesta materia
http://br.esportes.yahoo.com/noticias/d-sport-andre-santos-brasileiros-sao-acusados-12122009-82.html
Meu comentário saiu meio sem nexo, o que eu queria dizer é que no final pouco importa qual será o melhor treinador o que ele traz na bagagem. Sou discípulo do Fernando Silva: técnico bom é o que não atrapalha o time bom.
Técnico assim tá cheio pro Avaí, o Amaro Junior ali do Guarani tá disponível, por exemplo. Claro que não sei se ele teria condições de guiar o time em 4 competições, mas tbm não sei sobre isso com o Chamusca.
Preferia mesmo era um técnico um pouco menos rodado - e mais barato... O currículo do Péricles não me diz nada sobre o que ele pode fazer. Nunca passou por essa situação.
Portanto, me interessa mais é que a Fanatic tenha vergonha na cara e crie um boné tradicional, uma camisa passeio linda, e bote um preço baixo com boa qualidade.
É tudo que eu quero!!! O resto só nós resta esperar.
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