Saudades de torcer para o Avaí

| 4 comentários
Duas rodadas. Apenas duas rodadas foram o suficiente para que o Avaí apresentasse o seu cartão de visitas mais famoso nos últimos meses: a lanterna. E o que parecia improvável, surgir na série B desta temporada com um time mais limitado que o de 2013, nisso também conseguiu se superar.
Duois jogos, duas derrotas para equipes que lutarão para não cair, defesa mais vazada com cinco gols e uma justíssima última colocação na tabela do campeonato. Esse é o Avaí que nos acostumamos a torcer, haja vista que agorinha há pouco era lanterna da fase de classificação do Campeonato Catarinense e depois do hexagonal que reuniu os seis piores do Estado. É um time-conceito.
Enquanto isso, na turma de 30 alunos da minha filha, apenas ela mais dois vão resistindo bravamente ao bullying da maioria não avaiana. Os 2.300 teimosos presentes na Ressacada e os milhares que preferiram o conforto de suas casas e o aconchego de suas famílias também não estão tendo uma vida fácil. Estamos cansando de torcer por fantasmas, embora Pingo teime seguir a cartilha de técnico com medo de magoar os meninos e afirma em alto som que a equipe está evoluindo.
Uma derrota de virada por 2x1 para o fraco Bragantino onde só se livram as caras do acelerado Bocão e do esforçado Tinga, é para se lamentar. Fechando, uma edição de frases soltas ontem no Twitter: "Parabéns Diego. Ganhasses uma passagem da Malasia Airlines. O Avaí é um time sazonal. Ora perde, outra também, daí faz uma gracinha e volta a perder. Querido Avaí, quando vocês vão contratar um profissional que entenda de futebol, que saiba montar elenco? Saudades de torcer para o Avaí".

Origem da expressão "manezinho"

| 0 comentários
A expressão manezinho vem do tempo dos colonizadores, na época em que Florianópolis ainda era chamada Desterro, lugar onde viviam os desterrados, pobres que abandonavam suas propriedades em outros países e vinham tentar a sorte no Brasil.  Vinham da Itália, da Alemanha, de Portugal. E aqui os portugueses foram maioria, muitos vindos das ilhas do arquipélago de Açores.
Em Portugal, uma lei restringia as variações de nomes e na época bem poucos eram permitidos. Manoel era o mais comum, mais frequente. Por isso, começaram a se referir aos moradores da ilha como os "Manoelzinhos", expressão que com o tempo foi transformada em "manezinho" e depois "mané". Ou seja, MANÉ é um corruptivo de Manoel. Fonte Manezim de Floripa, foto original do Seo Maneca.

A arte de exercitar o desapego

| 6 comentários
Já faz um bom tempo, diria até que alguns anos, que o Avaí vem forçando o torcedor a relativizar a importância do futebol no seu dia-a-dia, mais diretamente nas opções de lazer pessoal. Vamos e venhamos, se o avaiano levar muito à sério o esporte bretão made in Ressacada, corre o risco de perder o emprego, falir seu negócio, ser abandonado pela a família e entrar em depressão.
Desde o ano passado, após aquela tirada de pé antológica dos jogadores na série B como resposta aos atrasos salariais, particularmente passei a exercitar o desapego por esse mundinho dominado por boleiros mimados e cartolas desatentos às melhores estratégias de gerenciamento. Abandonar o Avaí, deixar de curtir o futebol, isso jamais, mas sem aquele envolvimento emocional todo, se é que o leitor me entende.
Para o jogo de hoje contra o Bragantino o (por enquanto) Gatinho da Ilha surge nos noticiários com três informações em destaque. A primeira é que Eduardo Costa segue vetado pelo DM em função de dores na coxa. Beleza. A segunda é que como apronto para a partida, Pingo comandou recreativo leve para não exigir demais dos atletas. Preocupado em exigir demais na 2ª rodada?
Fechando as news da Ressacada, o mesmo Pingo está saindo em defesa do grupo ressaltando o seu bom desempenho na derrota (?) para o América/RN, lembrando a qualidade do elenco e, como se percebe, tomando as devidas precauções para não ter que administrar a mesma "greve branca" que ajudou a naufragar o trabalho de seus antecessores. Depois dessa sequência de cuidados infanto-juvenis para não magoar homens barbados, é ou não é para exercitar o desapego desse negócio?

Lorena Bueri, a musa do Bragantino

| 1 comentários
Mais fotos da bela do Braga, também eleita Gata do Paulistão 2012, é só clicar aqui.

Escangalharam o nosso feitiço verbal

| 1 comentários
Blogueiros e leitores de blogs avaianos têm a minha mais profunda admiração. São públicos complementares, onde os primeiros criam o conteúdo e os segundos fornecem a desejada audiência para as opiniões lançadas na grande rede virtual. São a corda e a caçamba, ansiedades mútuas a procura do desabafo de suas paixões esportivas. Paixão, teimosia, superstição, fé, sei lá.
Essa admiração chega pelo caminho invertido da estranheza de não se cansarem de trocar as percepções que se repetem há anos. São as mesmas mazelas, os mesmos roteiros enfadonhos que deveriam fazer secar as pautas do blogueiros e o interesse dos seus respectivos leitores, mas por alguma razão pouco racional teimam em permanecer vivas na frequência diária. Show de bola.
Há alguns anos assistimos a repetição de um mesmo Avaí, de um conceito perdedor que se enraíza em todos os profissionais que por aqui passam ou passaram. Parece um modelo inconsciente ensinado nas internas da Ressacada. Dirigentes desatentos, homens de futebol desconhecedores do mercado, técnicos medrosos e teimosos e jogadores pouco confiáveis dentro e fora dos gramados. Essa têm sido a sina do Sul da Ilha. Não importa quem chegue e de onde venha, o sujeito se adaptará ao "efeito manada" em voga no Carianos.
O slogan "Esse Avaí faz coisa" está deixando de ser sinônimo de feitos gloriosos para resumir as bizarrices que a gente só vê acontecer aqui. Se "Têm coisas que só acontecem com o Botafogo" e "Não sei quem será o campeão, mas o Vasco será o vice" entregam de bandeja a marca registrada negativa dos últimos anos dos dois cariocas, o Avaí caminha a passos largos para perder o seu poderoso feitiço verbal para uso escangalhado dos seus rivais. Isso precisa mudar com urgência.

Os gols de América RN 3x1 Avaí

| 0 comentários

Não deu praia, de novo

| 4 comentários
Reza uma teoria conspiratória que na Grande Florianópolis faz sol de segunda a sexta, para no final de semana a chuva dar o ar de sua graça. Se é sempre assim, não sei, mas foi o que aconteceu nesse feriadão de Páscoa. Sol no sábado de manhã na Ponta do Papagaio, céu nublado a tarde, chuva na parte da noite, previsão de um domingo instável, tocou de volta para a Capital. Mas nada que pudesse impedir de acompanhar a estreia do Leão da Ilha na série B de 2014.
Terminada a partida, com derrota de 3x1 para o América de Natal, não podemos dizer que foi exatamente uma estreia, mas uma reestreia de um roteiro já conhecido pelo torcedor avaiano. Um bom primeiro tempo, pouco aproveitamento das oportunidades, cansaço na etapa final, mexidas equivocadas do treinador, falhas da defesa, ineficiência do ataque e, claro, derrota no placar derradeiro.
Os comentários pós-jogo poderiam ser feitos com um CTRL C + CTRL V da maioria das apresentações do Avaí nas últimas edições das séries B e dos Estaduais. Muda um protagonista daqui, um coadjuvante dali, mas o script geral não foge ao que temos testemunhado desse time que se nega a agir de forma diferente de um modelo perdedor que vai fincando raízes na Ressacada.
Lá vamos nós sem uma zaga que imponha respeito, uma ala esquerda minimamente produtiva, um meio de campo organizado e um centroavante que vez por outra consiga empurrar uma bola para dentro das redes. Uma única partida e cá estamos de novo na zona de rebaixamento.
E como é de praxe, inicia-se também a contagem regressiva para que jogadores, comissão técnica e dirigentes venham aos microfones lembrar que ainda é cedo para se preocupar, quem nem tudo está errado, que é preciso ter calma e que com trabalho esse cenário há de ser alterado. Noves fora, ontem não deu praia para nós na Ponta do Papagaio e menos ainda em Natal. Foto Frankie Marcone

Aviso aos leitores

| 0 comentários

Avaí está definido para a estreia

| 0 comentários
Sem mistérios, o técnico Pingo confirmou ainda na sexta-feira o time que vai a campo para enfrentar o América-RN, na primeira rodada da Série B. Antes de comandar o último treino em Florianópolis, o treinador afirmou que irá escalar a mesma equipe que vem treinando durante a semana.
Contratado na segunda-feira, o zagueiro Néris já estreia como titular. Ele vai substituir o lesionado Pablo, que está entregue ao departamento médico e não vem treinando com a equipe. O restante do time será o mesmo que vinha jogando o Campeonato Catarinense, com Diego; Bocão, Antônio Carlos, Néris e Eduardo Neto; Eduardo Costa, Tinga, Cleber Santana, Marquinhos e Diego Jardel; Roberto.
A equipe terá uma novidade no banco de reservas. O atacante Jean Silva, que treina desde a semana passada na Ressacada, será relacionado e fica como opção para o decorrer da partida. O jogo contra o América-RN acontece no sábado, às 21h, na Arena das Dunas.

Eu quero é novidade

| 1 comentários

Pré-jogo de América-RN x Avaí

| 0 comentários
América de Natal e Avaí se enfrentam neste sábado, na estreia do Campeonato Brasileiro da Série B, e ambas equipes querem fazer em 2014 uma campanha melhor do que em 2013. A partida que fecha a primeira rodada da competição está marcada para as 21h, na Arena das Dunas, em Natal.
Décimo colocado na Série B em 2013, o Avaí chega contestado para a competição este ano. A equipe catarinense não fez um bom estadual, ficando de fora do quadrangular final e ainda conquistado apenas o vice-campeonato no hexagonal do rebaixamento. Após a chegada do treinador Pingo e o fim do Campeonato Catarinense, o Avaí contratou reforços para a série B, entre eles o goleiro Vágner, um dos heróis do Ituano na conquista do título do Paulistão. O zagueiro Néris, o volante Abuda e o atacante Jean Silva já foram apresentados.
Se ano passado o América-RN brigou até as últimas rodadas contra o rebaixamento, este ano promete ser diferente, ao menos nas palavras do técnico Oliveira Canindé. Finalista e prestes a levar o título do Campeonato Potiguar (que será decidido quarta-feira, em partida contra o Globo), o treinador ressalta a força do elenco alvirrubro na série B. “Estamos fortes não só de elenco, mas fortes no emocional, que é o mais importante. É uma equipe sólida, confiante e com certeza o Avaí vai entrar forte na Série B. Nós temos a nossa forma de atuar e garanto que ela não vai sofrer alterações. Vamos continuar agredindo o adversário, jogando para frente e sempre em busca das vitórias.”

Avaí não renova com Marquinhos

| 0 comentários

Uma boa notícia, porém incompleta

| 3 comentários
Ontem o Avaí anunciou a assinatura de contrato profissional até 31 de dezembro de 2016 com o garoto Lucas de Sá, oriundo das categorias de base do clube. Chapecó, como é conhecido, nasceu em 04 de janeiro de 1996, é natural de Faxinal dos Guedes-SC, chegou ao Avaí em abril de 2010, foi dispensado e depois foi resgatado pelo professor Mesquita. O rapaz está faceiro da vida, claro.
Na entrevista, perguntado sobre quem o havia trazido de volta para a base do Avaí, a resposta foi editada em seu texto final para o site: “Vim para Florianópolis para fazer uma avaliação. Fui aprovado, mas depois dispensado. Fiquei por aqui estudando. Foi quando me viram jogar na escola e me trouxeram de volta”, comentou Lucas de Sá".
Por razões até hoje desconhecidas, Mesquita (na foto ao lado de Lucas) foi demitido em julho de 2013 e desde então seu nome parece ser tabu na Ressacada. Qual teria sido o "pecado" cometido pelo profissional especialista em garimpar talentos? Mesquita tem no seu currículo a revelação de vários jogadores que fizeram sucesso no futebol. O maior deles é Marquinhos Santos, mas a lista continua com Guilherme Siqueira, lateral-esquerdo do Granada-ESP e André Moritz, meia de 26 anos que joga no Crystal Palace-ING. Pois é, meus amigos.

Tamires, a musa do América-RN

| 1 comentários

A falta que faz um ano sabático

| 6 comentários
Assim que assumiu a presidência do clube em dezembro passado, Nilton Macedo foi enfático ao afirmar que o Avaí não permitiria mais do que três jogadores de cada empresário vinculados ao elenco. A intenção era se posicionar de forma completamente contrária daquela adotada pela gestão anterior, sempre às voltas com problemas internos gerados por "perus de fora".
Não demorou muito para que o presidente avaiano tomasse um choque de realidade no que diz respeito à falta de estrutura financeira e administrativa que permeia o futebol brasileiro. Situação ainda mais crítica no Avaí, que teve como "legado inestimável" destes últimos 12 anos um rosário de dívidas em todas as áreas possíveis e imagináveis.
O Avaí e a LA Sports meio que se desentenderam e os louros dos bons negócios caíram no colo de outro parceiro, o empresário Eduardo Uram, que caminha célere para ter sete atletas na folha de pagamento da Ressacada. Fora o meia Mazinho, ainda não confirmado, a blogueira Kátia de Paula nos adiantou no último dia 10 de abril que Uram já emplacou Antônio Carlos, Bocão, Julio Cesar, Héber, Eduardo Neto e agora o goleiro Wagner, campeão paulista de 2014 pelo Ituano. Wagner que teria o interesse do Palmeiras e recebido proposta do São Paulo, mas que veio parar na série B por influência do seu empresário.
Como no Brasil poucas coisas são feitas com planejamento, parece que não há espaço para um trabalho de reorganização que não seja feito à toque de caixa. Nosso dirigentes não têm o perfil de gestores modernos e os torcedores sofrem de ansiedade grave para verem a coisa acontecer.
Temos um círculo vicioso não permite um ano sabático, onde o presidente pudesse declarar que em 2014 o Avaí só lutaria para não cair para a segundona catarinense e a terceirona nacional, mas que em 2015 viria forte, saneado, com muitos atletas formados na sua base e aí sim, com no máximo três jogadores por empresário. Mas por essa cultura de curto prazo, continuamos reféns dos parceiros.

Por essa você não esperava

| 0 comentários

Foi mais um lobby de verão

| 0 comentários
Passado o verão mais calorento dos últimos anos em terras de SC, já podemos sentir a brisa fresca do outono que serve também apara refrigerar as cabeças pensantes do Avaí FC. Se a lição da última série B é que as vitórias fogem de times com os salários atrasados, o Campeonato Catarinense mostrou que não é com o mantra esotérico "Esse Avaí faz coisa" que se faz uma boa campanha.
O mesmo raio de 2012 não caiu na Ressacada e o que restou foi vibrar com a média de 2.000 torcedores por jogo a cada apresentação do Leão da Ilha no hexagonal de segunda época do Delfinzão 2014. Os dirigentes avaianos erraram nas escolhas de treinadores, jogadores e empresários, o que evidentemente não poderia ser premiado com melhor sorte nesta temporada.
A última quase-bobagem foi o ameaço da volta de Júlio Rondinelli, ex-gerente de futebol que "deitou o cabelo" assim que viu sua posição ser ameaçada com a aproximação de Luiz Alberto, da LA Sports. Com resultados pouco efetivos quando de sua primeira passagem pelo Sul da Ilha, poucos entenderam essa nova oportunidade que lhe seria dada.
Se desde então você, leitor, não ouviu falar mais nada sobre esse "namoro" do Departamento de Futebol azurra, é porque seu nome não foi aprovado pela maioria do elenco (nenhuma novidade), por boa parte dos dirigentes e pela esmagadora maioria dos avaianos principalmente nas redes sociais. Apoio ao retorno de Júlio Rondinelli, só foi percebido mesmo em setores específicos da imprensa e de alguns "apaixonados" que agora apoiam qualquer tipo de decisão dos cartolas do Carianos.
Embora não haja nada certo em nenhuma direção, parece que prevaleceu o bom senso e o saber da importância de se manter o bom clima organizacional dentro do clube. Comprar briga com boleiro e torcida é, como já se pôde experimentar num passado recente, um péssimo negócio. E aos que ficaram chateados pelo lobby fracassado, sentimos muito, mas os não tansos ainda são maioria.

Uma reflexão

| 2 comentários
https://twitter.com/andrizek/status/456024434059771904

Um Avaí do tamanho do seu cobertor

| 3 comentários
O torcedor avaiano, embora esperançoso como sempre, não está apostando 100% de sua caderneta de poupança nesse Avaí que inicia a série B na Arena Dunas, às 21h do próximo sábado, diante do América-RN. As contratações estão sendo pontuais: "Temos pouco dinheiro. Ponto", e a partir daí vamos em busca de um campeonato na base da superação individual e coletiva do elenco.
O atacante Jean, vindo São José-RS com o tradicional selo de "destaque do futebol gaúcho" por ter feito três gols (?), já está correndo com o grupo em torno do gramado da Ressacada. Anderson Lopes, atacante que vestia o manto barcelonizado do Marcílio Dias e que balançou a rede seis vezes no Delfinzão, retorna ao Avaí jurando que não apenas inchará a folha do clube. E ainda temos outro rompedor de área, o japonês Toshi.
O volante Abuda chega do Goiás, o zagueiro Néris e o meia Mazinho vêm do Brusque e, fora isso há mais um ou dois ameaços, ninguém deve fugir do padrão ajustado ao "legado inestimável" assumido pelo desaparecido presidente Nilton Macedo. Se esticar muito o pé, periga faltar cobertor. Se dá para confiar nesse elenco? Não, ainda não.

O verdadeiro troféu do campeão

| 5 comentários
Imagem e ideia originais da fanpage Gozando o Figayra.