Vamos pedir consultoria ao Caxias

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Ontem à noite fiz um comentário em meu Twitter: "Se o Avaí perde, cai na tabela. Se ganha sofre desmonte. O que fazer?". Creio que é com esse gosto amargo na boca que acordamos em meio às negociações envolvendo Rivaldo e Caio. Rivaldo já era, Felipão viu, gostou e pediu. O Palmeiras desembolsou um valor típico de série B e levou. Caio continua sendo assediado pelos petrodólares, se vai ou se fica saberemos em breve.
Não quero entrar no mérito da necessidade ou não da venda de jogadores chaves em pleno Brasileirão. Eu, você e ninguém nessa cidade sabe o que se passa exatamente na área financeira do Avaí e muito menos na órbita dos negócios dos atletas vinculados ao clube. É uma caixa preta da qual os locatários de cadeiras (vulgo sócios) não têm acesso. Pode ser urgência de pagar as dívidas com nossos patronos Nilson Zunino e Luiz Alberto, por exemplo. Seja como for é uma temeridade.
O Caxias sabe como fazer
Leio no jornal Pioneiro da cidade gaúcha de Caxias do Sul que o Avaí tentou a contratação do jogador Marcelo Costa, tido por eles como o maestro do Caxias. Economicamente o Caxias está para o Avaí assim como o Avaí está para o Palmeiras (chute meu). Entretanto o presidente desse clube da série C respondeu com um sonoro não às investidas do Leão da Ilha.
O convite ao meia foi do próprio técnico Antônio Lopes que ligou para Marcelo Costa e o convidou para disputar a Série A do Brasileirão. A multa rescisória seria de R$ 1 milhão. O presidente grená Osvaldo Voges foi firme na decisão: "Ele não sai. Não posso perder um jogador importante neste momento. Agora, se alguém depositar o valor da multa, não posso fazer nada".
Enquanto isso os atletas do Avaí são emprestados sem custos, vendidos à preço de banana, emprestados e vendidos para clubes caloteiros, multas contratuais são abolidas, enfim, uma "mãe". Continuamos perdendo oportunidades de ganhar dinheiro e os prejuízos sendo socializados junto ao torcedor. Sejamos práticos e humildes: quem sabe contratar uma consultoria by Série C?

O mercado pune

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Pois bem, a diretoria avaiana resolveu pegar carona no frisson da convocação do goleiro Renan e lançou uma promoção relâmpago de 50% para os ingressos de Avaí x Goiás. Num primeiro momento fiquei exultante, afinal seria a grande chance de provarmos para a cartolagem azurra que sua estratégia de preços à lá Europa é suicídio puro e simples. Mas fiz a bobagem de analisar esse saldão de ingressos sob a ótica do Marketing, aquela ciência que olha primeiro para as pessoas antes de se ocupar dos produtos propriamente ditos.
Uma Ressacada cheia poderia (e deveria) ser um tapa de luva naqueles que tão habilmente "conseguiram" romper um vínculo de relacionamento sadio entre clube e torcedor construído ao longo dos últimos 86 anos. Superar nossa média de 7.500 almas nesse Brasileirão tornariam os responsáveis por essa política de preços indesculpáveis caso a mantivessem inflexível.

A meta é o caixa momentâneo
Essa promoção não tem como foco um tipo de carinho ou reconhecimento pelo outrora respeitado camisa 12. Na verdade é uma tentativa de tapar os enormes espaços vazios da Ressacada. Isso é muito estranho uma vez que com 12 mil locatários de cadeiras não seria necessária qualquer forcinha extra ao torcedor para acompanhar o seu time do coração. Já está pago, não está? Então, digamos, esse número grandão ali é também um grande conto da Carochinha.
Além disso é fim de mês, caixa zerada, então é também uma oportunidade de fazer um faz-me-rir líquido pelas bandas do Carianos. Em tempos bicudos como esses, R$30 aqui e R$15 ali não seriam nada mal. Então mete desconto relâmpago aí e põe a culpa no Renan.

Indo direto ao ponto
Não acredito sequer num público de 10mil pessoas. Pelas dificuldades já conhecidas, pela inexpressividade do adversário e principalmente pela perda do hábito de se frequentar a Ressacada, devemos ter uma audiência de razoável para boa nesse jogo de domingo. As razões para esse meu pitaco de futurologia tem a ver com os hábitos de consumo do cidadão médio. É preciso entender que uma empresa não pode, sob qualquer pretexto, determinar o que, como, quando e onde uma pessoa deve adquirir um produto ou serviço. A diretoria azurra fez isso o ano inteiro e o “mercado” infelizmente assimilou.


Sem perdão
Ficamos discutindo se o Avaí está agindo bem ou mal porque é um clube de futebol, um tipo de estatal, um CNPJ que pode se dar ao luxo de contar com fatores emocionais de seus torcedores e do próprio Governo Federal. Fosse uma empresa comum já teria falido. Não foram feitas pesquisas básicas, planejamentos consistentes, estratégias de relacionamento com o torcedor, não se atentou ao timing para perceber a sazonalidade típica do futebol (resultados inclusos), então dá-lhe queima de estoque. As pessoas não gostam de ser tratadas como tubos de ensaio na tenebrosa tática do Se Colar Colou. Eu não aceito, você não aceita e a maioria dos avaianos também não. Não apenas a bola, mas no mundo do futebol o mercado também pune. E o mercado somos eu e você.

A base dos bons negócios

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Acordamos hoje ainda sob o efeito Renan. A convocação do jovem talento avaiano fez ruir pré-conceitos em relação ao futebol catarinense. De alguma maneira o Brasil e nós mesmos não acreditávamos que essa possibilidade estaria ao nosso alcance. Política, poder, dinheiro, enfim, uma série de fatores impediam e ao mesmo tempo justificavam o nosso complexo de viralatas.

Não é de hoje que o leitor do blog acompanha meu desconforto em relação aos negócios que envolvem clubes e empresários-parceiros. Há mercado para isso e acredito que seja uma modalidade comercial salutar, mas não em excesso. E excessos é o que temos presenciado em praticamente todo o território nacional, numa dependência que me soa muito estranho.

O Brasil é um celeiro de craques, em cada esquina podemos encontrar pelo menos uma promessa com pés descalços, nariz fungando e chutando bolas de prasco. Entretanto pouco ou nada se investe nesse pote de ouro que não cansa de brotar aqui e ali. Entretanto, com o tempo descobri que no futebol brasileiro temos sempre duas empresas sob o mesmo escudo: o departamento de futebol profissional e o resto.

Renan não era sequer cogitado para a convocação de Mano Menezes. Se houvesse essa zebra por certo teria o nome de Roberto. Com a Olimpíada de Londres às portas (2012) o comandante da seleção olhou para os lados e viu apenas um garoto como titular na série A capaz de ser trabalhado para o escrete olímpico, então traz o cara para a Granja Comari, pensou ele.

Passado o primeiro impacto, então já podemos nos acostumar com a nova realidade do Avaí: há 10 anos, o time de Guga. Há dois, um estado americano com capital e Honolulu. Há um, o acidente da série A que cairia em seguida. Hoje, o time com um jogador na seleção brasileira. Renan é 20% de Luiz Alberto e 80% do Avaí FC, mas sua convocação prova que no futebol em se plantando dá... em quase 100% da vezes.

Renan, o melhor goleiro de SC

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Renan, o "pirralho" goleiro do Avaí acaba de ser convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira, a principal. É o primeiro jogador de um time de Florianópolis a merecer essa honraria.
É muito bom testemunhar o sucesso de um garoto tão competente. Espero que as pessoas experientes e próximas a ele saibam orientá-lo adequadamente para que esse conto de fadas verdadeiro possa ir bem mais à frente.

Não vá para o trabalho sem ele

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Talvez você ainda não saiba, mas o sempre coerente André Tarnowsky iniciou carreira solo na blogosfera avaiana. Excelente escritor, muito bem informado, conhecedor do futebol e das coisas relacionadas ao Avaí FC, André traz em sua bagagem um bem precioso para quem busca a credibilidade dos leitores: a independência. Uma pitada de tudo isso é o seu texto de hoje intitulado Atitude já que reproduzo na sequência. Minha sugestão é que você o inclua em seus Favoritos e o torne referência de leitura já na primeira hora da manhã com seu tradicional Bom dia azurras.

"Tenho acompanhado todos os jogos do Avaí, alguns até fora da Ressacada. O que vi no sábado á noite é lamentável. Nosso palco está a cada dia mais bonito, mas seu brilho está no azul das cadeiras vazias. Desde o início do ano, se sabia, pois discutimos com a direção e os magos do marketing avaiano, de que a campanha Sócio Coração foi um equívoco cavalar. Mas, na ânsia de “socializar a conta”, empurraram as burradas para debaixo do tapete avaiano e começaram as justificativas tolas para amenizar tudo: verão, calor, horário, carnaval, férias...

No melhor estilo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, Zunino e sua troupe fizeram ouvido de mercador. Jogo a jogo no Campeonato Catarinense, o público mostrou seu descontentamento. Mesmo assim, insistiam em afirmar que temos 13 mil sócios. Se fosse verdade, o Avaí seria um caso a ser estudado: único clube de futebol, que só oferece futebol, em que os sócios pagam, mas não comparecem ao estádio, única contrapartida por parte do clube.

É hora de atitude! Chega de discurso boca mole e parcerias espúrias, como a realizada na Copa Fora de Hora, quando outra vez ficaram de costas para o maior patrimônio do clube: sua torcida. Está na hora de darmos um basta no amadorismo e na vaidade de alguns dirigentes. Se dizem que o elenco do time profissional está inchado, imaginem o corpo administrativo do clube, que vem contratando medalhões sem que tragam um retorno efetivo para o clube.

Diga-se de passagem, como já escrevi em outra oportunidade, se o Avaí fosse uma empresa séria, como é a Santa Luzia, do próprio João Nilson Zunino, muitas cabeças já tinham rolado. É de se esperar que um dirigente de clube tenha uma postura que vise defender seu clube. No Avaí, existe um “balaio de siri”, que quando se puxa um, os outros aparecem grudados. Não precisamos disso.

Precisamos de pessoas que apresentem soluções, como as que sugerimos no início do ano e que os “amigos do Rei” não se viram convencidos e, pela boçalidade inerente, não acataram qualquer sugestão. É preciso se mexer, e muito rapidamente. Sempre me coloquei à disposição para as inúmeras reuniões com os “homens do Avaí”, assim como todos os blogueiros. Mas, tal qual no início do ano, também da reunião de 4 de junho, as sugestões dos blogueiros não foram acatadas.

Não quero ser pessimista, mas o que está acontecendo no Avaí é o mesmo filme já passado no lado de lá das pontes. Que o diga Alexandre Carlos Aguiar, que ontem escreveu o imperdível texto A fórmula do fracasso em seu blog Força Azurra. É bom calçarem as sandálias da humildade muito rapidamente, admitindo os erros e mudando posturas e atitudes. Estamos completando o sétimo mês do ano, e no final, pouco adiantará sugerir que se socialize prejuízos.
São quatro meses úteis, que faltam para encerrar o ano avaiano, já que em dezembro não teremos futebol na Ressacada. Será que vamos deixar a Ressacada entregue às moscas e aos incompetentes?"

São coisas do futebol

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Foi uma pena. O Avaí perdeu uma excelente oportunidade de dormir essa noite no topo da cadeia alimentar do Brasileirão, o G-4. O empate em 0x0 com o Galo Mineiro foi uma tristeza, principalmente porque nosso adversário jogou com até dois jogadores a menos durante uma boa parte do segundo tempo. Daniel Carvalho foi expulso aos 10min e Neto Berola aos 34min.

O que o Avaí fez com isso? Nada, pelo contrário, jogou até menos que no primeiro tempo, quando eram 11 contra 11 e Eltinho perdeu um gol que a minha mãe, a sua e a do Tadeu Schmit fariam facinho, facinho. Na etapa final Caio fez fila na área atleticana mas desperdiçou aquele que seria um golaço, de placa, uma pintura.


Do outro lado
O mundo não há de acabar por conta desse deslize azurra, acidentes acontecem. Ademais não estávamos enfrentando um timinho qualquer, era um Atlético Mineiro muito bem dirigido por Wanderlei Luxemburgo. Apesar de não jogar um futebol suficientemente eficaz para furar a retranca alvinegra, não podemos reclamar de falta de garra da equipe, de ousadia de Lopes e coisas semelhantes. São coisas do futebol. Eu diria que do outro lado haviam nove guerreiros, porque quer você queira ou não, os outros times também tem guerreiros, uai.

Além desse empate mequetrefe, podemos lamentar mais um jogo de estádio lotado (sic) de cadeiras azuis desertas, uma Ressacada semi-vazia ou, como diriam os "otimistas", semi-cheia. Foto Terra

Me ajude a explicar

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Nesta semana me enfiei num workshop corporativo onde os organizadores acreditam piamente que os participantes sejam super-homens. Desde segunda tenho dormido em média 3hs por noite, são tarefas tipo missão impossível, Planos de Negócios express, dinâmicas exaustivas, enfim, um inferno. Quero só ver, pelo preço e pelas promessas dos caras devo estar milionário em dois meses.

Eles torcem pelo Avaí
Como em todo curso em Florianópolis, nesse os manezinhos da ilha também são minoria. Dos 30 participantes apenas quatro se criaram à base de pirão de nylon com cardosa frita. O restante do grupo é formado basicamente por gaúchos e paulistas. Em certo momento o assunto dos negócios do futebol vieram à tona como exemplo. Papo vem, papo vai, aproveitei para perguntar para qual time torciam em Floripa, uma vez que já eram residentes. Todos (eu disse todos) afirmaram ter uma grande simpatia pelo Avaí e muitos afirmaram ser esse o seu time na capital.

Sem chance de fidelização
Fui mais adiante e indaguei sobre a frequência desses haoles na Ressacada e sua rotina de compras de produtos licenciados do Leão. Unanimemente responderam que até sentiam essa vontade, mas com os preços praticados pelo clube não ousaram se aproximar do Carianos. Compra de produtos, então, nem pensar. "A camisa é horrível", disseram alguns.
Não há um só dia deste 2010 em que eu não lamente pelos prejuízos que o meu clube acumula por ainda priorizar ações caça-níqueis desesperadas que não apresentam qualquer traço de planejamento estratégico.

Os profissionais presentes nesse workshop questionaram sobre como é possível que um clube dessa envergadura continue agindo como se fosse uma vendinha de esquina e eu, claro, não soube responder. Você sabe?

O Avaí avança

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GuilhermeHoje tô contentão novamente. O bom empate do Avaí e a sua postura diante do sempre grande Flamengo dentro do Maraca devem ser enaltecidos. O Delegado foi a campo com a base que vem usando nesses jogos, dois zagueiros, Emerson e Gabriel, três volantes, Rivaldo, Marcinho e Diogo Orlando, Patric e Eltinho nas laterais, Caio e Robinho no meio, Roberto na frente e o garoto prodígio Renan guardando nossas redes. O Avaí atua na marcação com duas linhas de quatro, sistema inglês de marcação, que a adotou equivocadamente na Copa. Graças à boa marcação o Leão vem tendo maior sucesso nessa formação.

Primeiro tempo
Atordoado, foi assim que o Avaí entrou em campo na noite de ontem. Bola mordendo, jogadores ansiosos, o que nos valeu uma pressão rubro negra acompanhada de uma bela jogada de triangulação e gol adversário. Espaços na marcação e time enterrado atrás não podem dar certo.
Ato contínuo Antônio Lopes recuou Rivaldo e jogou Eltinho mais para frente, colocando um terceiro homem no meio. Gostei, nosso meio estava muito bem marcado, Caio e Robinho foram anulados pelos volantes que geralmente tinham marcação individual neles e se demorasse com a bola no pé logo chegaria o segundo marcador. Com o apoio e a opção do Eltinho mais pelo meio igualamos o jogo. O time ainda sofria com as subidas de Juan e Pet pela ala direita e a saída de bola com Diogo Orlando estava lenta. Não fazíamos uma partida brilhante, mas terminamos o primeiro tempo pressionando.

Segundo tempo
Macho que é o Delegado mandou o Avaí pra cima da urubuzada. Colocou Marcos no lugar de Diogo Orlando e Davi no lugar do Robinho. Ora, essa substituição proporcionou uma melhor saída de bola com Marcos e evolução do passe através de Davi. O Avaí complicou a ala de Juan com as investidas de Patric e Marcos, criamos boas oportunidades de gol, que se não eram claras pelo menos pressionavam a equipe flamenguista. Eltinho pela esquerda e Rivaldo aparecendo mais, ainda contribuíram muito para esse encurralamento da equipe carioca no seu campo de defesa.
Quando os onze azurras já apresentavam sinais de cansaço, Gabriel acertou um petardo do meio da rua e igualou o marcador. Lopes, que não é tolo nem nada, lançou Vandinho no lugar do Caio para ver se conseguia matar o jogo em algum contra-ataque uma vez que o Fla mal conseguia atacar. Não deu mas ainda assim conquistamos um pontinho precioso.

Terceiro tempo
Resultado muito bom. O que me preocupa é a fadiga no time. Rudnei fez falta, mas se ficar nessa de três jogos dentro e um fora vai perder a posição pro Marcos já, já. O Avaí não conseguiu jogar pelo meio, Caio chutou todas bolas meio torto ou mascadas. Davi, que entrou e conseguiu alguns bons passes, não teve moleza também, basta ver os amarelos dos volantes e zagueiros do Flamengo.
Próxima rodada temos pela frente o Atlético/MG que está na zona do mal. Com um baita elenco daquele e um treinador muito competente no banco não engulo que serão um adversário fácil. Sds Azzurras, Guilherme Quadros

Na Ressacada eu quero ser visita

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Não suporto a a expressão "fique à vontade, a casa é sua". Ela em si é simpática, relaxante, um convite que se faz, à princípio, para os mais íntimos. O problema é que nós a ouvimos normalmente quando alguém está sem tempo para te dar a devida atenção. Na verdade é uma artimanha carinhosa (sic) para dirfarçar a indisponibilidade do anfitrião em te tratar como uma pessoa especial naquele momento. Não se iluda, o "sinta-se em casa" quer dizer na verdade "agora não posso".

É dessa maneira que vejo as ações do Avaí FC para com seu cliente, vulgarmente chamado de torcedor. Após décadas de paralisia organizacional os
incêndios acabam se tornando a prioridade do dia, ou seja, a necessidade desesperada de se fazer dinheiro. Essa premência financeira não serve como desculpa para o que temos visto em 2010, principalmente porque era óbvia a discrepância entre as metas traçadas (20mil sócios) e a realidade sócio-econômica da Grande Floripa. Resumindo, não se olhou para as pessoas, mas para o que poderia estar em seus bolsos. Foi um erro básico de percepção de mercado, coisa de qualquer aluno de 4ª fase de Administração mataria no peito.

Uma casa vazia
No jogão de domingo tivemos apenas 8.300 almas na Ressacada, sendo que destas cerca de 6.500 eram avaianas. Pela vitória diante do São Paulo, o primeiro contato com Antônio Lopes, a estréia do mega-treinador Felipão, um adversário como o Palmeiras e o fato de ser o Avaí em campo
(porra), concluímos novamente que a política de relacionamento do Leão está numa fase agonizante. Note que não citei preços, mas relacionamento. Os preços de Europa que não caberiam sequer para os grandes clubes do futebol brasileiro são apenas um tópico do universo de equívocos cometidos pela diretoria azurra em 2010. Não há mais nada a se provar, é fato.

Fidelidade que não funciona
Se clientes satisfeitos são a alma de qualquer negócio bem sucedido, clientes fiéis são essenciais para sua sustentação. O problema é que o Avaí FC, como a esmagadora maioria das empresas brasileiras, não têm a menor noção do que seja fidelização. As empresas mais esforçadas acreditam que o conjugado qualidade, preço, descontos e benefícios extras para usuários freqüentes é capaz de propiciar a fidelidade do cliente a longo prazo. O grande erro desse pensamento é que as ações se voltam para as massas sem muita diferenciação do aspecto individual e aí, meu amigo, não estranhe se a vaca for pro brejo apesar de todo seu tesão.


O Avaí não têm sócios
Vamos deixar uma coisa bem clara, aquela carteirinha pela qual pagamos R$15 é um acordo de disponibilização de uma cadeira para todas as vezes que quisermos assistir uma partida do clube na Ressacada. Ponto. É um aluguel mensal em troca da garantia que pelo menos uma delas estará aguardando ser ocupada por nossa bunda assim que o desejarmos. Eu e você não somos sócios do Avaí, somos locatários de cadeiras do Estádio Aderbal Ramos da Silva, sem direito a voto, tratamento VIP ou resposta de reclamações.

O torcedor que não interessa

Visualizo três objetivos nessa campanha de
camisas a R$60: gerar percepção de vantagem para os mensalistas, desovar um produto que boiou e atrair novos fiéis por meio de descontos têxteis. Ficando apenas no terceiro objetivo, é evidente que a possibilidade de se comprar uma camisa com desconto não encontrará guarida nos corações até agora impassíveis. Se não veio até agora, não será tendo que juntar uma bolada de aluguéis antecipados com mais R$60 que o farão.
Pior que isso é que aqueles que forem atraídos terão um perfil que costumo chamar de "cliente Casas Bahia", aqueles que fazem opções baseadas em vantagens imediatistas. Assim, o torcedor que resolver alugar uma cadeira por conta de uma camisa barata e porque o clube venceu as duas últimas partidas, acabará trilhando o caminho inverso no momento em que estas condições básicas (para ele) se dissiparem. Perdeu, ele cai fora. Será que esse perfil é realmente desejável?

A grande diferença
O clube acena com uma satisfação pontual, uma camisa baratinha, uma única transação para atrair novos locatários de cadeiras, mas a fidelidade só se conquista a longo prazo. Nada garante que um cliente satisfeito recusará as ofertas da concorrência, como PPV, cinema, teatro, praia, piquenique etc. Na contramão da liberdade que a fidelização deveria proporcionar ao torcedor avaiano, o clube garante que se em algum momento você decidir "dar um tempo" no futebol, isso não ficará barato: um ano de geladeira sem direito de alugar uma nova cadeira. Se quiser vá até a bilheteria e marche com R$60 cash. Sinceramente, eu nunca havia visto isso antes.

Nossa humilde revolução

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Que jogo foi aquele? Avaí e Palmeiras protagonizaram um futebol de gente grande e sem medo. Antes do jogo minha expectativa era modesta: um empate com bom futebol, só isso e já me daria por satisfeito. Um Avaí recém nascido pelas mãos de Antônio Lopes não haveria de ter moleza contra uma das maiores forças do futebol brasileiro, com toda certeza. O que ninguém esperava era aquele espetáculo, 90min que entram para a nossa tenra história na série A.

Números que mentem
A vitória sobre o São Paulo no meio da semana nos deu um frescor de ânimo após 40 dias da mais absoluta incerteza sobre a sorte avaiana no Brasileirão. Os reforços não vieram e de quebra perdemos o técnico que era o "campeão" das estatísticas azurras. Chamusca se segurava graças aos números, um engodo aceito e mantido no planeta bola.

O modelo tático do (não tão) bom baiano nos fez testemunhar horrores como aquela retranca histórica contra o Juventus de Jaraguá em plena Ressacada. Eu me lembro daquilo, como também me lembro que todas as vitórias transmitiam a falsa ideia de que era assim mesmo, estava tudo certo, o importante eram o três pontos. Grande parte dos torcedores avaianos das redes sociais cansou de levar porrada por reclamar de um time vencedor às custas de um futebol covarde e sem qualquer sinal de garra. O bicampeonato decretou que o planejamento estava todo redondinho. Redondinho uma ova, se um camburão não estacionasse no Carianos há duas semanas estaríamos até agora à míngua.

O efeito camburão
O delegado chegou e pôs ordem na casa. Não fez nenhum milagre, apenas deu um norte para os seus comandados. É assim que funciona com criança, deu muita regalia, pronto, eles assumem o controle e mandam ver nas estrepulias. Além da rédea curta a nossa revolução express passou também pelo descobrimento de uma nova forma de jogar. O 4-4-2 de Lopes está ressuscitando jogadores que eu sinceramente dava por perdidos. Gabriel, Rudnei e o franzino Caio já conseguiram completar a sequência de duas boas partidas seguidas, um
recorde. Mais três e me convenço de suas respectivas titularidades. Rivaldo começa a despontar como o homem de meio de campo para pensar as jogadas e Roberto, bom, Roberto deve ser o foco principal de nossas preces para que os "estrangêro" não o carreguem. Eita drama desgraçado que não acaba nunca. Forto ClicEsportes

Welcome, Big Phill

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GuilhermeDomingo de futebol e espetáculo na Ressacada, a tarde/noite chuvosa trazia à casamata o técnico mais consagrado do Brasil atualmente, mas isso não resolve de nada. Nossa formação foi quase idêntica a partida contra o São Paulo, mudança apenas na lateral, entrando Pará na vaga do Eltinho que bateu uma rebordosa antes do jogo.

Primeiro tempo
Jogo quente desde os primeiros minutos do jogo, pegado mesmo, isso é característica dos treinadores de Avaí e Palmeiras. Vantagem para o Leão pois ganhávamos a meia cancha com marcação forte e laterais bem protegidas. Num mole tomamos um gol de bola parada, mas foi apenas para compor o enredo dramático da partida e consagrar o motorzinho que em seguida empatou num golaço.
Nossa marcação esteve sempre presente, mordendo. Tomamos alguns sustos, mas roubamos muitas bolas no meio campo. Foi numa dessas que Rudnei passou para Caio, de Caio para Roberto, de Roberto para Robinho que, livre, deu uma linda canelada na bola e dali para as redes. Não nos livramos nos sustos. O Avaí se lançava ao ataque e deixava alguns espaços e trabalho dobrado para o setor defensivo. Já no finalzinho Pará enfiou o pé na jaca e foi expulso piorando as coisas.

Segundo tempo
Rivaldo foi deslocado para cobrir a lateral e continuamos com Robinho, Caio e Roberto na frente. Sobrou espaço na frente da zaga pois quando Rivaldo se deslocava tomava bola nas costas e por ali foram chegando com chuveirinhos ineficientes. A segunda cagada no jogo foi de Emerson, que puxou o braço do gladiador encrenqueiro dentro da área. O Palmeiras empatou e Marcos entrou no lugar do Robinho. Marcos não foi de imediato para a lateral, o time atuava com duas linha de 4, então coube a ele, na segunda, cobrir o buraco no meio e sair para o jogo. Rivaldo ficou na marcação.
Com essa configuração o Palmeiras não chegou mais e mesmo com um a menos o Avaí encurralou os paulistas e superou a desvantagem numérica na raça e na organização tática. Fomos chegando, chegando, até a bola cair nos pés de Roberto que depois de amarelar toda zaga do Palmeiras, conseguiu um penal que Caio converteu em “dois tempos”.
A entrada de Diogo Orlando deu vigor à marcação e um passe com maior qualidade. Logo após o gol Caio deu lugar a Emerson Nunes e em mais um contra-ataque Roberto anotou o gol derradeiro. Na arrancada ele olha e vê o goleiro saindo, corta e manda para o gol.

Terceiro tempo
Placar feito, hora de elogiar. Tenho que tirar o chapéu para nosso motorzinho e para Roberto, mas ressalto a evolução de Caio que não vinha rendendo nada. Esteve impecável, lindas enfiadas de bola, correu todo tempo, marcando e dando assistência ao destaque da partida, Roberto. O futebol de Roberto cresceu muito, assim como o do Patric, que se entregou nos 90min. Se for elogiar cada jogador ficarei aqui o dia inteiro, se comportaram como verdadeiros homens em campo. Quanto ao estimado Felipão, que seja sempre bem vindo a bela Ressacada.
Vejo hoje uma equipe organizada, com esquema e mais com vontade de jogar, marcar e se doar como formadores de um grupo. Ando orgulhosão e cheio de graça de ver uma equipe que não me empolgava em nada dar um salto de qualidade tão grande. Entramos no campeonato e recuperamos os pontos que perdemos infantilmente nas primeiras rodadas do Brasileirão. Sds Azurras, Guilherme Quadros

A vitória da simplicidade

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avaí lopes felipão

Chega a ser engraçado

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Se você abrir os jornais de hoje notará algo interessante, quase bizarro em se tratando de Avaí: nenhuma surpresa. Logo após o jogo contra o São Paulo o técnico Antônio Lopes já avisara que se não houvesse nenhum problema médico o time não sofreria mudanças diante do Palmeiras.
Eu tinha certeza que era algum tipo de despiste, afinal o experiente Zé Carlos e o Capitão Rafael já estariam à disposição do treinador e barrá-los seria complicado. Sabe como é que é, né? Pois hoje temos a confirmação que não era blefe do delegado, o time titular não sofrerá alterações e nossos dois medalhões terão que fazer por onde para retornar aos Top 11.
Cada vez mais me convenço de que o futebol, o bom futebol, não é complicado, um bicho de sete cabeças e todos aqueles guéri-guéris que tentam justificar salários de seis dígitos. Inverteu-se a ordem dos protagonistas, de quem é patrão e quem é empregado, enfim, um universo anômalo de mimados esportivos. Antônio Lopes faz o arroz com feijão, dentro e fora de campo, por isso desconfio que esteja embolsando essa mesma quantidade de zeros aqui na Ressacada. Merece, esse merece.
E por falar em cifras milionárias, aí vem Felipão com seus R$750mil mensais fora merchandisings. Como ele conseguiu isso? Com simplicidade, meus caros, característica rara no futebol moderno.

Basta

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Protesto FCF

Coisas que uma vitória fabrica

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Essa vitória sobre o São Paulo foi realmente impactante. Mortos ressuscitaram, viventes faceiros murcharam, positivistas entraram em transe de euforia e negativistas tiveram que redirecionar suas longas trombetas. Tudo normal nesse esporte que é quase que totalmente movimentado pela emoção.

Nosso patrono Luiz Alberto, por exemplo, saiu da quarentena da Copa do Mundo para afirmar garbosamente que "o projeto do Avaí continua dando certo". O grifo é meu, mas a ênfase, tenham certeza, é dele. Essa declaração estava guardada no bolso só esperando uma vitória, não importando o quando. Nosso querido sócio-filho-empresário andou meio tenso, mas um São Paulo irreconhecível tratou de elevar o moral do estimado torcedor do Coxa. Gosto dele, sério.

Bom, mas vamos combinar que irreconhecível também esteve o Avaí. Não mais que de repente assistimos aquele time sonolento, preguiçoso, chinelinho mesmo, correndo atrás da bola como se fosse o último pedaço de carne da face da Terra. Seja bem vindo, delegado, e continue fazendo uso de seu relho. O manto azurra precisa ser respeitado, nem que isso tenha chegado com sete meses de atraso. Antes tarde que nunca.

Alguns torcedores mais afoitos já começam a vislumbrar Dubai no horizonte. O Avaí virou um celeiro de craques e o Palmeiras, coitado, tá no papo. Estão jogando muita responsabilidade nos ombros sexagenários de Antônio Lopes. Como disse no post anterior ao jogo de SP, minhas expectativas eram baixas. Oras, depois de 90min continuam baixas, o que considero salutar para que não criemos um ambiente de fantasias.

Por tudo isso li com satisfação as palavras de nosso experiente treinador logo após a conquista destes três preciosos pontos na capital da garoa: - Uma vitória dessa é muito valorizada pelo adversário que nós enfrentamos. Para mim o São Paulo é a melhor equipe do futebol brasileiro, mas ainda falta muita coisa, já conversei com os jogadores e não tem nada de subir na cabeça, temos que trabalhar.

Perfeito. Se tivéssemos tomado uma chinelada também não seria o fim do mundo. Sejamos menos consumistas, menos imediatistas. O Avaí pode melhorar, mas que não nos deixemos levar por resultados esporádicos. Pezinhos no chão, humildade e caldo de galinha, ok?