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Tema Livre
Ontem o Joinville anunciou o Banco BMG como novo patrocinador para esta temporada. O logotipo que mais enfeia as camisas dos clubes brasileiros vai estampar o paninho tricolor pela bagatela de R$350 mil mensais. Esse valor é o mesmo pago ao Juventude/RS, clube da série D, e duas vezes e meia a mais do que a Intelbrás pagou ao Avaí na série A em 2011. Uma baita diferença.Embora o clube não confirme a fortuna, essa é a atual cota-base do BMG para seus patrocinados. O presidente do Conselho Deliberativo, João Martinelli, garantiu que vai ser o maior da história. Nos 36 anos do clube, a Consul foi o maior apoiador com cerca de R$150mil/mês.
Assim como no clube gaúcho, o banco não apenas vai patrocinar como também vai se envolver com o futebol. Duas pessoas ligadas ao BMG vão trabalhar no Joinville. Uma será destinada para trabalhar com o departamento de futebol profissional e outra nas categorias de base. Para completar o pacote financeiro do JEC, o prefeito de Joinville está negociando um patrocínio da Eletrosul, que já repassa R$250 mil mensais para Avaí e Figueirense.
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Do outro lado
A rivalidade entre Avaí e Figueirense é muito importante para o crescimento de ambas as equipes de Florianópolis. Dentro de campo se decide quem é melhor e fora dele é o espírito esportivo que deve prevalecer. Por isso o Avaixonados novamente abre espaço aos alvinegros para participarem do duelo de blogs. O convidado é mais uma vez o pessoal do Meu Figueira, que através do texto de Marcelo Nunes avalia como vem a sua equipe para o Clássico:"Com uma campanha que não enche os olhos de seus torcedores, o Figueirense aposta no clássico deste domingo como ponto de virada para chegar ao título do estadual. Clássico que, na Ressacada, tem sido motivo de alegrias para os alvinegros já que, por lá, o Furacão não perde desde 2006.
A vitória por 5x4 diante de Criciúma, na última quarta-feira, pode ser encarada como uma caricatura do time alvinegro na temporada 2012. Os cinco gols marcados, por exemplo, mostram que o ataque do Furacão anda avassalador - ao todo, são 17 gols marcados em seis jogos. Além disso, Branco tem a sua disposição o atacante Aloísio que, em fase inspirada, é o artilheiro do Catarinense 2012.
Por outro lado, os quatro sofridos escancaram as deficiências defensivas do Figueira. A zaga formada por Canuto, outrora João Paulo, e Fred não tem sido problema para os ataques adversários. As laterais são outras posições que seguem sem agradar. Na direita, Pablo não faz boas partidas e ainda tem de conviver com as sombras do garoto Léo e do paraguaio Saldivar. Já na esquerda, Guilherme Santos teve que antecipar sua estreia devido ao mau rendimento de Hélder e, por isso, segue sem a forma física ideal.
Apesar da pequena possibilidade de retorno de Fernandes aos relacionados, é algo que pode mudar a história de um clássico. O ídolo da torcida alvinegra, em várias circunstâncias, já mostrou do que é capaz diante do maior rival. Se entrar, pode repetir o feito".
E o Avaí?
O pré-jogo com a avaliação de como o Leão vai para o Clássico 397 pode ser lido visitando o blog do time adversário. Para isto basta clicar aqui, conferir o texto e dar seu pitaco.
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Hora do Recreio
Depois de cinco vitórias consecutivas e a liderança no Campeonato Catarinense, a nação azurra está sorrindo à toa. Se o cenário não é suficiente para purgar nossas mágoas por todas as trapalhadas administrativas dos últimos dois anos, pelo menos é uma Sedalgina que vem a calhar na auto-estima do torcedor.Apesar de ainda não termos a transparência que permita chancelar Zunino e cia, os placares positivos das partidas tratam de sepultar em cova rasa as pendências que se postergam. Mas há coisas positivas surgindo no horizonte além das vitórias em campo. Uma centelha de perspectiva de vislumbrarmos um clube merecedor da confiança de seus únicos donos e, porque não dizer, das empresas que deitaram o cabelo em 2012.
Soube que na reunião do Comitê de Clientes ocorrido há pouco tempo na Ressacada, alguns diretores fizeram um mea culpa sem rodeios. Não saíram pela tangente e assumiram que o pensamento comum é que o Avaí precisa voltar a ser humilde, abandonar a soberba que tomou conta em 2010 e 2011 e promover uma reaproximação com o torcedor. Se isso não é motivo para esperança, meu amigo, então fecha o Departamento de Futebol e toca para o curling.
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Opinião
Teve gol de zagueiro, o que não é novidade no Avaí. Logo aos 4min de jogo Pirão bateu bem de fora da área, o que não é novidade, a bola resvalou na zaga, subiu e Rafael testou para as redes. Menos de 2min depois, em cobrança de falta, o Marcílio empatava. O ritmo da partida diminuiu e o resto do primeiro tempo não teve muito o que agradasse os amantes do bom futebol.
O segundo tempo estava enfadonho até a entrada de Cleverson que fez o seu aos 21min. Mais 2min e Capixaba anotava o terceiro, o que precisa deixar de ser novidade. Mais 2min e Cleverson novamente. E Nunes estreou dando o passe para Robinho marcar o quinto. O Marinheiro fez o segundo, mas o 5x2 diz que o Avaí foi mais eficiente, o que não foi novidade nas últimas cinco rodadas.
O segundo tempo estava enfadonho até a entrada de Cleverson que fez o seu aos 21min. Mais 2min e Capixaba anotava o terceiro, o que precisa deixar de ser novidade. Mais 2min e Cleverson novamente. E Nunes estreou dando o passe para Robinho marcar o quinto. O Marinheiro fez o segundo, mas o 5x2 diz que o Avaí foi mais eficiente, o que não foi novidade nas últimas cinco rodadas.
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Pós Jogo
O avaiano esperava um jogo complicado em Itajaí e assim o foi no primeiro tempo. Um empate em 1x1 com futebol confuso, Ovelha com freio de mão puxado, time meio que amedrontado. Mas a gente também esperava uma vitória diante do lanterna da competição. Não porque fosse a equipe da "rabeira", mas porque time que quer ser campeão só pode enxergar três pontos a cada partida. O ponto de partida é sempre esse. O que ninguém esperava era o desembestar do segundo tempo, com quatro gols em ritmo de vapt-vupt. Goleada do Avaí por 5x2 sobre o time do Popeye que lhe rendeu a justa liderança do Estadual. O clássico promete.
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Pós Jogo
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Hora do Recreio
Demorou, olha que demorou, mas finalmente tenho o prazer de poder elogiar um trabalho do Departamento de Comunicação do Avaí. A campanha Você também é um guerreiro, produzida pela Studio 20 Filmes e agência Marcca, nos brindou com um excelente VT comercial.
O texto foi bem elaborado e atingiu seu objetivo de venda do produto "Seja sócio do Avaí". Locução e imagens se completam ao traçar um paralelo das nossas lutas pessoais com aquelas do time do coração. Todas as faixas etárias foram contempladas.
A direção captou ângulos diferenciados e naturalidade dos figurantes. A cena do pai com o filho é sensacional. Destaque para o filtro de imagens que deu profundidade à película e isolou o azul de cada cena com muita sensibilidade. Há quem veja falha do símbolo avaiano ter surgido só no final. Errado: apareceu o tempo todo criando, inclusive, uma expectativa pela assinatura.
"Ah, mas deveria ter aparecido o futebol". Não deveria, não. Ainda nos lembramos do fiasco de todo 2011. Já o lutador de MMA empresta seu selo de sucesso ainda recente. Na verdade o lugar comum foi jogado de lado. Os caras foram ousados em não repetir as mesmas chatices de sempre.
Não se fez uso de imagens de torcedores pasteurizados, jingles engraçadinhos e Thiago não pagou o mico de fechar com o irresistível "Eu sou sócio, e você?". A ele restou apenas cravar uma expressão convincente e "intimidadora". E cravou. Taí, gostei desse trabalho.
O texto foi bem elaborado e atingiu seu objetivo de venda do produto "Seja sócio do Avaí". Locução e imagens se completam ao traçar um paralelo das nossas lutas pessoais com aquelas do time do coração. Todas as faixas etárias foram contempladas.
A direção captou ângulos diferenciados e naturalidade dos figurantes. A cena do pai com o filho é sensacional. Destaque para o filtro de imagens que deu profundidade à película e isolou o azul de cada cena com muita sensibilidade. Há quem veja falha do símbolo avaiano ter surgido só no final. Errado: apareceu o tempo todo criando, inclusive, uma expectativa pela assinatura.
"Ah, mas deveria ter aparecido o futebol". Não deveria, não. Ainda nos lembramos do fiasco de todo 2011. Já o lutador de MMA empresta seu selo de sucesso ainda recente. Na verdade o lugar comum foi jogado de lado. Os caras foram ousados em não repetir as mesmas chatices de sempre.
Não se fez uso de imagens de torcedores pasteurizados, jingles engraçadinhos e Thiago não pagou o mico de fechar com o irresistível "Eu sou sócio, e você?". A ele restou apenas cravar uma expressão convincente e "intimidadora". E cravou. Taí, gostei desse trabalho.
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Marketing
E o cambaleante Joinville resolveu que era hora de dar um basta na vergonheira e venceu a líder Chapecoense. Vitória que deixou nas mãos do Avaí a possibilidade de chegar ao topo da cadeia alimentar do Campeonato Catarinense. Meio a zero, com gol de nariz de Moretto aos 52min do segundo tempo também está valendo.O atacante Nunes já estará a disposição de Ovelha logo ali no banco de reservas e deverá fazer sua estreia nessa noite. O Depto Jurídico do Avaí conseguiu efeito suspensivo para Marcinho Guerreiro e é outro disponível para enfrentar o *verdão do litoral. De fora, Leandro Silva, lesionado, Bruno e Cássio, suspensos.
O time do Popeye logicamente vai querer crescer para cima do Avaí. O que já seria natural quando se joga contra um time da capital, ganhará contornos de jornada épica para fugir da zona de rebaixamento. O Marinheiro vem com sangue nos olhos. Jogo que tem tudo para ser uma tranqueira, mas o Leão não pode pensar nem em empate. Sem confronto direto com a Chape pela frente, o negócio é virar a rodada na ponta. * O que a gente não faz para justificar uma foto interessante...
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Pré Jogo
"Em 2008, a média de público do Avaí nos primeiros três jogos na Ressacada no estadual foi de 4.932 torcedores por jogo. Isso é o que mostram os dados que estão no livro oficial do Avaí e no blog Arquivo Azul. Como as duas fontes não falam se o público é total ou pagante, vou considerar como público total. Isso significa que, naquele ano, a média de público do Avaí nos primeiros três jogos do estadual, era de aproximadamente *2 mil pessoas a mais que em 2012.
Sobre 2008, lembro que
a) O Avaí tinha acabado de vir de um quase-rebaixamento à Série C
b) O Avaí entrava no 10º ano sem títulos
c) O Avaí estava há 29 anos sem jogar a Série A
d) O trânsito para a Ressacada era pior
e) Os três jogos citados foram disputados em dias de semana à noite
f) Não teve clássico - os adversários foram Guarani, M. Dias e Atlético/IB
Em 2012, depois de três anos na Série A, de Sul-Americana, de sexto melhor time do Brasil, de bicampeonato estadual, de semifinal de Copa do Brasil, de orçamentos recordes e de jogos em fins de semana, o Avaí não consegue colocar público no estádio. A desculpa de que o público sumiu só por causa do rebaixamento não cola (o contexto de 2008 era pior). Não é só isso. O público na Ressacada beira ao ridículo porque o clube virou as costas para o torcedor.
Em 2010, ano em que deveria aproveitar a empolgação da torcida com a melhor fase da história, enxotou o torcedor do estádio com a atabalhoada política de ingressos e mensalidades nas alturas. E vai ser difícil o torcedor voltar. A campanha de 2012, com o time na vice-liderança e estádio às moscas, mostra isso. Tomara que mude". via blog Solta o Leão ... * Alterado/corrigido da postagem original
Sobre 2008, lembro quea) O Avaí tinha acabado de vir de um quase-rebaixamento à Série C
b) O Avaí entrava no 10º ano sem títulos
c) O Avaí estava há 29 anos sem jogar a Série A
d) O trânsito para a Ressacada era pior
e) Os três jogos citados foram disputados em dias de semana à noite
f) Não teve clássico - os adversários foram Guarani, M. Dias e Atlético/IB
Em 2012, depois de três anos na Série A, de Sul-Americana, de sexto melhor time do Brasil, de bicampeonato estadual, de semifinal de Copa do Brasil, de orçamentos recordes e de jogos em fins de semana, o Avaí não consegue colocar público no estádio. A desculpa de que o público sumiu só por causa do rebaixamento não cola (o contexto de 2008 era pior). Não é só isso. O público na Ressacada beira ao ridículo porque o clube virou as costas para o torcedor.
Em 2010, ano em que deveria aproveitar a empolgação da torcida com a melhor fase da história, enxotou o torcedor do estádio com a atabalhoada política de ingressos e mensalidades nas alturas. E vai ser difícil o torcedor voltar. A campanha de 2012, com o time na vice-liderança e estádio às moscas, mostra isso. Tomara que mude". via blog Solta o Leão ... * Alterado/corrigido da postagem original
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01. Joinville ........................................... 7.471
02. Figueirense .................................... 6.556
03. Chapecoense ................................. 4.005
04. Criciúma ......................................... 3.506
05. Avaí ................................................ 3.094
06. Metropolitano .................................. 2.043
07. Atlético-IB ........................................ 1.219
08. Marcílio Dias ................................... 1.207
09. Brusque .............................................. 463
10. Camboriú ............................................ 425
Média do Campeonato .......................... 2.999
Maiores públicos
1. Joinville x Figueirense ....................... 8.312
2. Figueirense x Metropolitano .............. 7.243
3. Joinville x Camboriú ........................... 6.630
4. Figueirense x Marcílio Dias ............... 5.689
5. Chapecoense x Figueirense ............. 3.185
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Estrutura
Falo do futebol brasileiro especificamente. Depois da decisão do Mundial Interclubes onde os espanhóis deram uma aula de futebol (palavras de Neymar) aos brasileiros, tive a certeza que algo estava errado. E na minha opinião tudo começou com aquela derrota do Brasil para a Itália em 1982, no estádio Sarriá. Maldito Paolo Rossi. Ali o nosso futebol-arte entrou em stand by.
Ontem, na vitória do Fluminense sobre o Arsenal, o técnico Abel Braga ouviu as vaias dos torcedores no Engenhão. Era a estreia na Libertadores, time ainda se entrosando, vencendo o jogo mas o público não perdoava o mau futebol. Abel se queimou: “Não consigo entender. Estava vencendo e queríamos o apoio e ficaram vaiando (...) A torcida quer vitórias, mas nem sempre ela será com uma beleza de futebol".
Mas esse aí é o futebol que se sabe jogar hoje e ao qual pouco a pouco estamos nos moldando. Elogiamos mais a garra que a categoria, até porque a segunda está escassa nos gramados. A expressão "O cara é ruim mas pelo menos demonstra vontadade" é corriqueira. "Quer espetáculo vai pro teatro", como se este público se contentasse apenas com o esforço de interpretação dos atores. Se o ator não é bom, amigo, o teatro fica às moscas. Os estádios tupiniquins que o digam.
Ontem, na vitória do Fluminense sobre o Arsenal, o técnico Abel Braga ouviu as vaias dos torcedores no Engenhão. Era a estreia na Libertadores, time ainda se entrosando, vencendo o jogo mas o público não perdoava o mau futebol. Abel se queimou: “Não consigo entender. Estava vencendo e queríamos o apoio e ficaram vaiando (...) A torcida quer vitórias, mas nem sempre ela será com uma beleza de futebol".Mas esse aí é o futebol que se sabe jogar hoje e ao qual pouco a pouco estamos nos moldando. Elogiamos mais a garra que a categoria, até porque a segunda está escassa nos gramados. A expressão "O cara é ruim mas pelo menos demonstra vontadade" é corriqueira. "Quer espetáculo vai pro teatro", como se este público se contentasse apenas com o esforço de interpretação dos atores. Se o ator não é bom, amigo, o teatro fica às moscas. Os estádios tupiniquins que o digam.
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Hora do Recreio
O que ninguém poderia prever lá no início da temporada é que veríamos o Avaí na vice-liderança do Estadual tão cedo. Se acontecesse no segundo turno, aí sim estaria dentro do esperado. Futebol bem jogado, não, quanto a esse desejo não havia quem o considerasse. E talvez não o tenhamos até o fim do campeonato. Ovelha decidiu que quer ser campeão e é assim, com esse futebol que prioriza a pegada em detrimento da categoria, que ele irá até a final.
Vale ressaltar que o treinador das madeixas encaracoladas está tirando leite de pedra. Até os vadios que até há pouco andavam, hoje correm uma maratona a cada 90min. Graças a Ovelha podemos reclamar de tudo, menos da entrega dos jogadores em campo. E é com muita traspiração e pouca inspiração que as vitórias estão vindo.
Para quem já teve tão pouco como o torcedor avaiano, querer garra e futebol bem jogado ao mesmo tempo é um luxo que por hora não nos pertence. Um dia chegaremos lá, mas por enquanto, deixa como está que já está de bom tamanho. Toca, meu filho, toca.
Vale ressaltar que o treinador das madeixas encaracoladas está tirando leite de pedra. Até os vadios que até há pouco andavam, hoje correm uma maratona a cada 90min. Graças a Ovelha podemos reclamar de tudo, menos da entrega dos jogadores em campo. E é com muita traspiração e pouca inspiração que as vitórias estão vindo.Para quem já teve tão pouco como o torcedor avaiano, querer garra e futebol bem jogado ao mesmo tempo é um luxo que por hora não nos pertence. Um dia chegaremos lá, mas por enquanto, deixa como está que já está de bom tamanho. Toca, meu filho, toca.
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Opinião
Dizem que o meia Cléber Santana está na ilha. O jogador do São Paulo veio conversar com Zunino e sua troupe para fechar negociação com o Avaí. Um belo reforço, eu diria. Junto com Gilmar, Nunes e Patric, mudaria a cara do Leão de forma radical. A divisão dos salários do atleta entre Avaí e Bambis está bem encaminhada e quero crer que estamos pelos exames médicos.
Talvez seja ele "o meia" que aguardamos desde sempre e com sua vinda os dias de Robinho estejam contados. Mas apenas no setor criativo da equipe. Mauro Ovelha, pode apostar, encontrará outra posição de titular para o imexível do Carianos. Se render mais como atacante, por exemplo, tudo bem, afinal não é nada pessoal. É apenas uma questão de futebol.
De qualquer maneira só digo uma coisa a Zunino: eu não vou pagar nada por mais um planejamento mal elaborado. O presidente acreditou na lenda de um elenco a custo zero e agora está tendo que pagar mais caro para ajustar a inhaca de um amontoado de jogadores que se mostrou fraco, limitado e com buracos em vários setores. Repito: eu não vou pagar nada.
Talvez seja ele "o meia" que aguardamos desde sempre e com sua vinda os dias de Robinho estejam contados. Mas apenas no setor criativo da equipe. Mauro Ovelha, pode apostar, encontrará outra posição de titular para o imexível do Carianos. Se render mais como atacante, por exemplo, tudo bem, afinal não é nada pessoal. É apenas uma questão de futebol.
De qualquer maneira só digo uma coisa a Zunino: eu não vou pagar nada por mais um planejamento mal elaborado. O presidente acreditou na lenda de um elenco a custo zero e agora está tendo que pagar mais caro para ajustar a inhaca de um amontoado de jogadores que se mostrou fraco, limitado e com buracos em vários setores. Repito: eu não vou pagar nada.
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Hora do Recreio
Na dia do lançamento coletivo das novas camisas dos clubes brasileiros arrebanhados pela Nike, o Internacional foi um pouco mais além e encantou os torcedores com a embalagem do manto deles.A nova camisa da gauchada vermelha vem numa caixa de isopor, cheia bolinhas plásticas transparentes que simulam pedras de gelo. Essas envolvem uma bolsa de sangue com o produto lá dentro e onde se lê:
"Se tem uma coisa que nos identifica é o sangue. O sangue é o que faz o coração bater, o sangue é o que nos mantem vivos. O sangue carrega nossa história. Cada conquista, cada lágrima, cada taça está ali. (...) É um tipo de sangue que dá orgulho de ter nas veias. Que fica mais forte a cada geração. E que se passa: de pai pra filho, de filho para neto. Um sangue mais que vermelho, um sangue Colorado". Em tempo: tudo isso por R$189,90.
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Marketing
Desde a assinatura do "convênio" entre o Avaí FC e a malharia N.Sra. Aparecida para a criação da marca Fanatic, busco explicações plausíveis para aquela que considero ser uma das mais equivocadas estratégias comerciais da história recente do clube. O argumento de se ter uma melhor logística e royalties mais generosos nunca me convenceram. Tinha que haver algo mais que justificasse a aventura num segmento que não é o expertise de um clube de futebol profissional. Apenas os de mentalidade imediatista enveredam a fabricar seu próprio uniforme.
O elo perdido
A peça que faltava para esse quebra-cabeça veio quando um sócio recebeu um e-mail "perdido" que informava o preço de R$85 (arredondarei os valores) para as novas camisas. Desconfiei que aquele seria o preço sugerido aos lojistas. Um dia depois, uma nota oficial publicada no Facebook afirmava exatamente isso. Em conversa com um empresário da região a teoria parece ter se confirmado.
Por partes
Já tínhamos o preço final para a venda ao consumidor, os estratosféricos R$170. Chegar ao valor cobrado pela malharia junto ao Avaí foi facílimo. Se Zunino for muito ruim de negociação, mas muito ruim mesmo, deve pagar no máximo R$25 a unidade, uma vez que podemos encontrar camisas de qualidade superior em sites por até R$20.
Resumidamente, o Avaí apanha a camisa na malharia, deixa R$25 e a repassa por R$85 aos lojjas, obtendo um lucro de R$60 por unidade ou 35% do que você paga na boca do caixa. Isso não contando os 10% de royalties que o clube jura cobrar dos lojistas, mas que eu duvido. Assim a malharia fica com 15% e a "vendinha", que multiplica o valor pago por dois, com os restantes 50%. Em todos os casos os números são brutos, desconsiderando-se os encargos.
É um bom negócio?
Até hoje não foi. Como já vimos no Balanço Patrimonial de 2010, o lucro líquido com a marca Fanatic foi de apenas R$64mil. Com a péssima temporada de 2011, os números também tendem a ser miseráveis. Tivesse um fornecedor de grande porte, vendendo ou não um par de meias que fosse, o clube poderia ter a garantia de pelo menos R$300mil de luvas ao ano, mesmo agora na série B. É assim que funciona com o primo-segundo-do-Estreito há anos.
Mas a grande perda, aquela que machuca a MARCA Avaí, é que o preço cobrado por uma camisa de qualidade sofrível acaba por gerar a sensação de que "Se até a camisa é ruim e cara, imagina o resto!". Isso cria um efeito manada de afugentamento do torcedor em tudo o que estiver relacionado ao escudo azul e branco de 88 anos de história. Presença no estádio e associativismo inclusos, além da natural alternativa do comércio paralelo. No final das contas todos perdem, o clube principalmente.
O elo perdido
A peça que faltava para esse quebra-cabeça veio quando um sócio recebeu um e-mail "perdido" que informava o preço de R$85 (arredondarei os valores) para as novas camisas. Desconfiei que aquele seria o preço sugerido aos lojistas. Um dia depois, uma nota oficial publicada no Facebook afirmava exatamente isso. Em conversa com um empresário da região a teoria parece ter se confirmado.
Por partesJá tínhamos o preço final para a venda ao consumidor, os estratosféricos R$170. Chegar ao valor cobrado pela malharia junto ao Avaí foi facílimo. Se Zunino for muito ruim de negociação, mas muito ruim mesmo, deve pagar no máximo R$25 a unidade, uma vez que podemos encontrar camisas de qualidade superior em sites por até R$20.
Resumidamente, o Avaí apanha a camisa na malharia, deixa R$25 e a repassa por R$85 aos lojjas, obtendo um lucro de R$60 por unidade ou 35% do que você paga na boca do caixa. Isso não contando os 10% de royalties que o clube jura cobrar dos lojistas, mas que eu duvido. Assim a malharia fica com 15% e a "vendinha", que multiplica o valor pago por dois, com os restantes 50%. Em todos os casos os números são brutos, desconsiderando-se os encargos.
É um bom negócio?
Até hoje não foi. Como já vimos no Balanço Patrimonial de 2010, o lucro líquido com a marca Fanatic foi de apenas R$64mil. Com a péssima temporada de 2011, os números também tendem a ser miseráveis. Tivesse um fornecedor de grande porte, vendendo ou não um par de meias que fosse, o clube poderia ter a garantia de pelo menos R$300mil de luvas ao ano, mesmo agora na série B. É assim que funciona com o primo-segundo-do-Estreito há anos.
Mas a grande perda, aquela que machuca a MARCA Avaí, é que o preço cobrado por uma camisa de qualidade sofrível acaba por gerar a sensação de que "Se até a camisa é ruim e cara, imagina o resto!". Isso cria um efeito manada de afugentamento do torcedor em tudo o que estiver relacionado ao escudo azul e branco de 88 anos de história. Presença no estádio e associativismo inclusos, além da natural alternativa do comércio paralelo. No final das contas todos perdem, o clube principalmente.
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