É o fim da filantropia

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Hoje Roberto Alves, o assessor de imprensa extra oficial do Avaí, informou que o clube está prestes a receber de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões pela indenização de um terreno cedido para as obras viárias na região da Ressacada. Infelizmente para alguns ranzinzas, os jogadores e comissão técnica terão seus salários quitados, não trabalhando mais em regime de filantropia. Os torcedores avessos a calote estão satisfeitos e parabenizam a diretoria azurra, que encontrou uma alternativa diferente destes últimos anos, onde "um bolso" era sempre a salvação. Agora só faltam os chineses...

Que jogo, meus amigos

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Duas equipes jogando bola, procurando o gol e dispostas a conquistarem os três pontos. Há quanto tempo não se via um cenário como esse na Ressacada? Pois foi dessa forma que se apresentaram Avaí e Sampaio Corrêa na noite de ontem, protagonizando um belo espetáculo de futebol para os quase sete mil torcedores presentes. Uma partida de cinco gols, duas viradas espetaculares e um resultado final de 3x2 que confirma o Leão da Ilha no topo da tabela da série B.
Foto Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC
O Avaí pressionou desde o primeiro minuto mas repetia a mesma ansiedade das últimas apresentações. Compensar a ausência de Anderson Lopes, seu melhor atacante (ou seria único?), era o desafio da noite, e quis o destino que justamente o substituto Paulo Sérgio balançasse as redes aos 24min. Sem dar sossego e com velocidade, o Sampaio não abdicou do ataque e 4min depois o chato pra cacete Pimentinha empataria a partida. O mesmo chato pra cacete Pimentinha viraria o placar no início da etapa final.
Num jogo parelho, onde apenas o adversário apresentava um jogador que fazia desequilibrar as ações das equipes, Marquinhos decidiu mostrar porque é considerado o maior ídolo da história do Avaí. Empatou em uma cobrança de falta perfeita e já nos acréscimos (e de canhota) decretou a vitória do Maior de SC. Vitória emblemática e com doses extras de emoção. E isso tudo com dois meses de salários atrasados, completados anteontem. Mercenários?

O monstro da Ressacada

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Avaí e Sampaio, o jogão de hoje

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Avaí e Sampaio Corrêa voltam a se enfrentas esta noite, só que na Ressacada e em momentos diferentes. No confronto do primeiro turno, no estádio Castelão de São Luís e embaixo de um dilúvio, os maranhenses chegava bonito na tabela e o Avaí ainda suava com uma campanha fraca e técnico interino à beira do gramado. Por isso aquele empate em 1x1 teve sabor de vitória.
As intenções do Leão da Ilha não poderiam ser mais clara: vencer aquela ansiedade presente nas últimas partidas em casa, cravar nove jogos de invencibilidade, somar mais três pontos no campeonato, torcer pelo tropeços dos adversários da parte de trás e confirmar o estado de confiança presente nos jogadores, comissão técnicas e torcedores.
Apesar das pendências salariais, Geninho tem o grupo nas mãos e nenhuma alma viva dentro dos muros da Ressacada pensa em baixar o ritmo. O treinador avaiano tem dois desfalques importantes em sua equipe. Eduardo Costa continua seu tratamento por lesão no joelho e Anderson Lopes está suspenso pelo terceito cartão amarelo. Assim, os 11 que entram em campo logo mais às 19h30 são Vagner; Bocão, Antonio Carlos, Pablo e Marrone; João Filipe, Eduardo Neto, Diego Felipe e Marquinhos; Roberto e Paulo Sérgio.

Fechando o caixão da fofoca

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A pauta da fofoca precisa ter fim

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No último sábado, na coletiva de imprensa que se seguiu a vitória do Avaí sobre o Vila Nova, Marquinhos usou o bom momento para quebrar a lei do silêncio e fazer um desabafo. Não é a primeira vez que M10 faz isso, não apenas abrir o seu tradicional bocão de sinceridade, mas também aproveitar que está por cima da carne seca para enquadrar os seus desafetos.
Em suas palavras, o que se falou sobre o "corpo mole" do time no final de 2013, motivado exclusivamente pelos meses de atrasos salariais, foi uma leviandade de pessoas ligadas à imprensa e até mesmo de uma parcela de torcedores mal informados, que teriam encontrado a fast-desculpa perfeita para explicar o desandar da carroça quando o acesso já estava praticamente nas mãos.
Foto Jamira Furlani / Avaí FC
No evento de lançamento do livro sobre os 12 anos da gestão de Nilson Zunino, M10 teria, cara a cara, colocado esse tema à limpo com alguns desses críticos. Agora sim, sabendo a outra versão dos fatos, fizeram a sua mea culpa pessoalmente, sem a influência de jornalistas e torcedores "sempre por dentro" das quentinhas do clube.
Marquinhos Santos, em alto e bom som, atribuiu aquela hecatombe do ano passado à incompetência do time, à falta de atitude (dos dirigentes?) para debelar os problemas internos e o desequilíbrio emocional provocado pelas dificuldades financeiras vividas pelos atletas. Simples e complexo assim, o que parece fazer sentido.
Fico a vontade para me colocar ao lado do camisa 10 do Avaí nesse momento pois sempre - eu disse sempre - fui um dos primeiros a cobrar dele um melhor desempenho quando isso era inesxistente em campo. Já o vi atuando acima do peso, gordo mesmo, e o chamei de irresponsável e amador. Fui execrado pelos seus fãs irracionais, mas ao sair para o Grêmio levou um esporro dos preparadores físicos gaúchos, confessando que aqui passava longe da balança.
Outro exemplo dessa insanidade dos torcedores por seus ídolos, vi acontecer no início de agosto, quando ao publicar na comunidade avaiana do Facebook o post Hora de rever nossos conceitos - onde dizia que os três tenores até poderiam jogar juntos, desde que seu futebol melhorasse - os insultos pipocaram e os que concordavam com a opinião se calaram diante de tantos ataques pessoais. Duas horas depois um moderador nada moderado me excluiu do grupo.
Sim, há muitos que defendem Marquinhos doentiamente, o que é ruim para o Clube, que jamais pode estar abaixo de qualquer homem, seja ele um ícone dos gramados ou das salas da Ressacada. Entretanto, o que se tem dito dele e dos jogadores de 2013, é qualquer coisa de fazer corar o mais mal intencionado dos jornalistas xingado todo dia em Florianópolis. Está na hora da pauta da fofoca dar lugar ao bom senso, principalmente àqueles que, com maior ou menor audiência, formam a opinião de outros torcedores. Mais responsabilidade, senhoras e senhores.

Marquinhos virou técnico

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Vídeo gravado por Rafael Eleutério, provando todo o "descompromisso" de Marquinhos com o Avaí.

"Burros, mercenários" e líderes

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Desde o dia 12 de agosto, quando fez 2x0 no América/MG, o Avaí não sabia o que era fazer valer o seu mando de campo no campeonato brasileiro da série B. Mas eis que ontem, diante do bom público de 7.057 torcedores, o Maior de SC não só tirou a inhaca desse jejum na Ressacada, como também garantiu a liderança isolada na tabela da competição. Agora soma 41 pontos, um à frente do Joinville, dois do Vasco, três do Ceará e quatro da Ponte Preta, a primeira equipe fora do G4.
Foto Jamira Furlani / Avaí FC
O lanterna Vila Nova lutava contra o rebaixamento e era certo que dificultaria as ações do Avaí. Surpreendeu em ter tomado a iniciativa da partida, fez Vágner suar a camisa em pelo menos três oportunidades, mas esbarrou não apenas em suas limitações técnicas como também num Avaí determinado a garantir a liderança e botar ainda mais pilha na diretoria pelos débitos salariais que remontam a outubro de 2013.
O primeiro tempo passou batido, mas no início da etapa final Anderson Lopes cruzou uma bola rasteira que encontrou Marquinhos praticamente dentro do gol, só tendo o trabalho de empurrá-la para as redes. O Vila se assanhou de novo, levava perigo à meta azurra e aos 21min empatou a partida. Menomale que pocademora M10 cobrou escanteio na cabeça de Diego Felipe para anotar o 2x1 final.
Logo após a partida Marquinhos rompeu a lei do silêncio para colocar alguns pingos nos "ís'" (leia aqui) de tudo o que se disse e se está dizendo sobre o caráter do elenco avaiano. Falou dos bastidores do final do ano passado e teceu duras críticas àqueles que de maneira leviana acusaram o grupo de terem "entregado" o acesso em 2013, emparedando com autoridade quem fala muito sem nada saber. Mas sobre isso a gente conversa em outro post.

Avaí e Vila valendo a liderança

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A 22ª rodada da série B começou bem para o Leão da Ilha. Além da derrota do Ceará para o Náutico por 2x1, o empate do Joinville diante do Icasa em 1x1 permite ao Avaí assumir a liderança do campeonato. Para isso basta vencer o lanterna Vila Nova, o que ultimamente tem sido uma lenda para os comandados de Geninho. Uma vitória dentro de casa, esse é o desafio de hoje às 21h.
Eduardo Costa, com dores de joelho, está fora, mas fora ele o Avaí chega sem problemas para a partida que deve contar com um bom público nas arquibancadas. Detalhe: hoje será a estreia da nova camisa camisa 3, já sem o logotipo da ICT que recebeu o prazo de mais uma semana para quitar os atrasos de patrocínio. Enfim, mais 90min para o grupo de jogadores que continua seu protesto silencioso fora dos gramados, mas que grita forte quando a bola rola.

Não é justo criticar a torcida do Avaí

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Negócios da China sem o faz-me-rir e balanços de gestão sem números financeiros à parte, o fato é que o Avaí está vivendo um bom momento em sua terceira e derradeira meta da temporada. Com uma péssima participação no Campeonato Estadual e indo até o limite de suas forças na Copa do Brasil, a conquista do acesso para a série A é o eldorado azurra em termos de esperanças para 2014.
Foto Jamira Furlani - Avaí FC
Mesmo praticando contorcionismo com os sérios problemas financeiros que enfrenta, hoje o Avaí é o vice líder na tabela de classificação e tem uma sequência de dois jogos em casa que pode reforçar essa ambição de estar no G4 até depois da última rodada, no dia 29 de novembro, com o apoio de sua torcida. Mas esse com o apoio de sua torcida é o que tem sido mais questionada nas últimas semanas.
Para a partida contra o América/RN era esperado um público de 10 mil pessoas, haja vista o bom horário do jogo, a temperatura agradável, a expectativa de um trânsito menos caótico que o normal e a possibilidade do Avaí assumir a ponta da tabela. Entretanto, os 6.723 avaianos presentes foram considerados um "fracasso de bilheteria". Calma lá.
Como comparativo e para ficarmos nos limites do nosso quintal, cito o rival do Estreito, que em plena fase de euforia pela ascensão na série A, enfrentou o Fluminense nessa semana para um público de 8.844 alvinegros nas cadeiras que soltam tinta. Isso já descontando do total de 10.444 pessoas os cerca de 1.600 tricolores que lá estavam para prestigiar o seu time. Veja bem: jogo de série A, contra um "grande", time vindo de um 3x2 épico no Beira Rio e sem tranqueira de acesso ao estádio.
É importante que se entenda que esse é um cenário vivido por quase todos os clubes tupiniquins. A hecatombe dos 7x1 para a Alemanha, o descrédito com os dirigentes de clubes, a baixa qualidade do futebol apresentado em campo, o não relacionamento com a torcida e mais uma série de razões estruturais envergonhantes, explicam com facilidade a média de público da série A brasileira de hoje ser menor que a da 3ª divisão do campeonato inglês. E ainda querem criticar a torcida do Avaí?

Seriam os chineses outro tiro n'água?

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O dia de ontem marcou o fim do prazo para que a ICT do Brasil, braço da holding chinesa Jinggong, confirmasse o contrato de patrocínio máster na camisa do Avaí. Três meses se passaram de seu logotipo na camisa azurra e nenhum tostão foi depositado em conta. Embora tenha cumprido sua parte no acordo, duvido que o clube mova uma ação indenizatória, até porque ainda sonha implementar um projeto imobiliário com a mesma Jinggong (acredite se quiser) que contemplaria hotel, mini-shopping, nova arena, centro de treinamento e mais um caminhão de dinheiro vindo nas costas de uma carochinha oriental. Depois do Avião russo abarrotado de dinheiro, da parceria com o Corinthians e com os portugueses, o negócio da China anunciado por Nilton Macedo pode ser o mais novo tiro n'água protagonizado pelos dirigentes avaianos nos últimos anos. Foto de Cristiano Estrela RBS

Mais uma vitória dos "mercenários"

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Como já era esperado por todos, o Avaí foi ao interior de São Paulo para fazer a sua sétima vitória fora de casa, o que o confirma na vice-liderança geral com 38 pontos ganhos. E se alguém ainda têm dúvidas sobre o equilíbrio no campeonato, isso representa um ponto atrás do líder Joinville e a mesma pontuação de Ceará e Vasco, os outros dois integrantes do G4 respectivamente.
Os primeiros 20min de jogo pegaram o Avaí desorganizado, errando muitos passes bobos e pecando na marcação, talvez fruto da falta de conjunto meia com Revson e João Filipe, que substituíam os titulares Eduardo Costa e Eduardo Neto. Desesperado por estar na rabeira, o Bragantino criou oportunidades, fez o goleiro Vagner ser um dos destaques da partida, mas aos 23 minutos Anderson Lopes abriu o placar e mudou a configuração do confronto.
Arte sobre imagem Avaí FC
Logo em seguida Marquinhos, o líder de assistências na Série B 2014, cobrou uma falta na cabeça de Diego Felipe para ampliar o marcador. Mais tarde Marrone, o lateral ninja improvisado de Geninho, meteu o pé para fazer 3x0 para os visitantes mais mal educados da segundona nacional. A etapa final foi de administração do resultado, embora o Bragantino ainda tenha anotado o seu gol de honra e Diego Felipe, fechado o placar aos 47 minutos.
Para um time que hoje completa dois meses de salários atrasados, três bichos atrasados, dois meses pendentes de 2013 e que muito apaixonados torciam apenas que chegassem aos 45 pontos para fazer a faxina dos "mercenários, burros e não comprometidos", diria que a campanha está saindo bem melhor que a encomenda. E por falar em encomenda, hoje teremos a confirmação - ou não - do patrocínio da ICT, que há três meses estampa a camisa do Avaí.
Esse grupo de jogadores, ainda em protesto silencioso pelos atrasos salariais, merece o nosso respeito e a justa compensação da diretoria, honrando os seus compromissos financeiros desde há muito em falta. O mínimo que se espera para sábado, quando o Maior de SC enfrenta o Vila Nova na Ressacada, é que Nilton Macedo e seu staff de ajudantes se cocem com pelo menos uma parte do que devem aos seus funcionários. Em bom português, paguem os salários desses caras!

Avaí, por mais um dever fora de casa

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Mais um compromisso do Avaí na capital nacional da linguiça, desta vez defendendo a sua importante posição dentro do G4 da série B. Geninho não terá Eduardo Costa e Eduardo Neto, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, mas sem aquelas frescuras de mistério para enfrentar um Bragantino que apenas luta para não cair, já adiantou que Révson e João Filipe serão os substitutos. A nova dupla de ataque (mais uma tentativa de que um milagre aconteça lá na frente), terá Roberto ao lado de Anderson Lopes. A partida tem início às 19h30 e a torcida é para que o Maior de SC saia do interior paulista com uma vitória tão interessante quanto a musa deles, a bela Caroline Sautchuk.

Avaí e o único dos moicanos

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Anderson Lopes, Diego Viana, Heber, Jean, Paulo Sérgio, Roberto, Wilker e Willen. O Avaí têm esses oito atacantes e o que está evidente é a irritação de Geninho com todos eles. Ainda que com declarações politicamente corretas e com aquela intenção básica de poupar os seus meninos, o técnico demonstra em todas as entrevistas o quanto a equipe não rende em seu setor de ataque.
A zaga, motivo de calvície de todos os "professores" que passaram pela Ressacada nos últimos anos, essa parece ter sido ajustada e já é o destaque da série B como a menos vazada. Um grande avanço, temos que reconhecer, embora a gente saiba que é muito mais fácil ensinar um cabeça de bagre a destruir uma jogada do que a construi-la. Essa não é uma exclusividade do Avaí, basta olhar para a seleção brasileira que há alguns anos não consegue encontrar um "matador" decente.
Foto Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC
A partida de sábado escancarou essa limitação do time. Dentro de campo não houve influência por atrasos salariais, o domínio azurra foi contundente, pelo menos cinco oportunidades de gol foram criadas, mas como disse Geninho mais tarde “Não ganhamos o jogo hoje porque não fizemos o gol”. Uma obviedade que significa um esporro subliminar via microfones, e só não entende isso quem não quer.
Felizmente o Avaí vem fazendo o seu dever fora de casa, pois aqui dentro a campanha deixa a desejar. Em 10 confrontos foram quatro vitórias, três empates e três derrotas, num aproveitamento de 50%, o que pode ser explicado pela incapacidade da equipe propor o jogo dentro de seus domínios. Jogando longe de Florianópolis, podendo se dar ao luxo de depender de um contra ataque ou de uma bola parada, as chances de sucesso aumentam muito.
Dos atacantes citados no início do post, acho que Anderson Lopes é o único dos moicanos que tem potencial e pode se salvar a tempo na temporada. É alto, tem vigor físico, velocidade, arrisca cabeceios e de vez em quando arremata para a meta adversária. Os demais não têm uma característica marcante, mais parecendo marrecos: andam, nadam e voam, e não fazem nada disso bem feito. Anderson só precisa treinar finalizações, que normalmente são uma tristeza só.

Faltou ele, aquele mesmo de sempre

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Não faltou luta, pulmão, posse de bola, domínio territorial ou oportunidades de gol. Mas faltou esse cara aí de cima. Resumo da ópera, um 0x0 que decreta mais dois pontos perdidos dentro de casa.

Sem salário mas com sangue nos olhos

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Uma semana atípica para o Avaí, essa que antecedeu a partida de hoje diante do América de Natal. Ainda embalado pela histórica goleada de 5 a 0 sobre o Vasco da Gama em pleno São Januário, havia uma excelente expectativa para um jogão de bola numa Ressacada com pelo menos 10 mil torcedores nas arquibancadas. Dependendo de alguns outros resultados, uma vitória hoje pode representar inclusive a liderança isolada da série B para o Maior de SC. Não, não é pouco coisa.
Fotomontagem sobre arte original do Estadão
Mas como temíamos, o nefasto fantasma dos atrasos salariais voltaram a assombrar a ilha mais bonita do Atlântico Sul. Com o clube se encaminhando para dois meses seguidos de inadimplência com seus funcionários mais famosos, mais três bichos não pagos e dois ou três salários ainda pendentes do final de 2013, o elenco engatou a quarta "lei do silêncio" com a primeira não concentração na administração de Nilton Macedo. É um anticlímax indesejável, mas cujos direito dos "revoltosos" ninguém pode questionar.
Exceção feita ao retorno de Marquinhos com a saída de Diego Jardel, Geninho, que de tolo não tem nada, repetirá aquela mesma equipe que derrubou o técnico Adilson Batista, para o confronto com um adversário que não vence há três partidas e já começa a namorar a zona de rebaixamento. Não que teremos um "mamão com açúcar" pela frente, mas que não é um bicho papão, isso não é.
Meu palpite é que o Avaí vence, até para calar as vozes roucas dos "torcedores seguidores de São Francisco de Assis", aqueles que não precisam de dinheiro para se alimentarem. Mesmo assim, fazendo a sua parte, embolocando mais três pontos na tabela, ainda não recebendo seus salários e por isso mantendo o protesto, imagino os franciscanos questionando: "Momento é bom, por que atrapalhar? Como são burros, esses mercenários!". Temos que torcer pelo Avaí e nada mais.

O luto de Geninho pelo Avaí

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Pouco tempo depois de assumir a presidência do Avaí, Nilton Macedo realizou uma mini-auditoria que mostrou os resultados catastróficos dos últimos anos de equívocos administrativos no clube. Com folha salarial sendo paga em ritmo de soluço (um mês sim, dois meses não, às vezes mais, às vezes menos) desde fevereiro do ano passado, o dirigente prometeu que em 2014 isso não aconteceria.
Mas infelizmente o dia de ontem foi marcado pelo terceiro protesto dos atletas com a "lei do silêncio" sob nova direção. Geninho, vestido de preto na entrevista concedida a Cacau Menezes no Jornal do Almoço, já mostrava seu luto por mais esse constrangimento. Dessa vez, excepcionalmente, um profissional representava o Avaí com a cor errada, mas que a ocasião mostrava ser a certa.

A nossa parte nos desafios do Avaí

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Sem aqueles solavancos de um passado não muito distante, é fato que Nilton Macedo vem trazendo o Avaí para um patamar aceitável quanto a gestão do futebol. Se na figura de vice-presidente foi co-participante de um modelo administrativo que quase afundou o Maior de SC em dívidas, agora, com o poder da caneta nas mãos, encaminha o clube para o saneamento financeiro. Pena ter-lhe faltado independência para aquela auditoria externa que apontaria como se chegou a tudo isso.
Mas o Avaí vai bem, obrigado, tentando reatar a confiança do torcedor mandado embora das arquibancadas entre 2010 e 2013, amansando o ímpeto dos muitos cobradores, e tentando se equilibrar no entusiasmo de seu elenco para que não largue a peteca mesmo que venham ventos salariais contrários. Aliás, continuamos no aguardo da chegada efetiva dos benditos chineses.
Eduardo Costa, macaco velho que é, aproveitou a deixa da goleada sobre o Vasco para lembrar que essa boa fase não é novidade, ano passado estava tudo maravilhoso, mas a meta série A desandou como que num passe de mágica. Cada um entenda como quiser, mas para mim também foi um recado para a diretoria, haja vista que já surge no horizonte mais um bochicho de atraso na folha.
Foto Thiago Pravatto
Fora a zica financeira que volta e meia ameaça dar as caras, o Avaí também luta contra o olho grande daqueles clubes mais abastados que ensaiam a dança do acasalamento com os destaques da equipe nesse segundo semestre. Geninho, Pablo, Diego Felipe e Anderson Lopes são as estrelas mais reluzentes no momento, o que vem povoando a mente dos torcedores com pesadelos sinistros.
Tensões e fantasmas psicológicos à parte, resta exatamente a nós, torcedores, recompensar toda essa luta do clube com a presença maciça no estádio. Caldeirão vazio e bonito, vamos combinar, só em fotografia. Ontem, em sua coluna no Hora de SC, Miguel decretou que se não tiver mais de 10 mil pessoas na Ressacada contra o América-RN, pode colar o selo de frouxa na torcida do Avaí.
Não faço o estilo de blogueiro que coloca torcedor contra a parede como forma de chamamento, mas dessa vez sou obrigado a concordar com o Miguelito. Se do outro lado não há um "grande" do futebol brasileiro, desse lado há um clube que está peleando para fazer valer a sua grandeza até pouco tempo atrás guardada em um armário de esqueletos secos. O Avaí está vivo e quer continuar assim até 29 de novembro, quando fecha a série B diante do nosso freguês Vasco da Gama.

A nova camisa 3 do Avaí

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Foto de Jamira Furlani - Divulgação Avaí FC

O Avaí de Geninho é outro Avaí

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Com voz mansa aos microfones, com seu jeito sincero de falar, fazendo o feijão-com-arroz no comando da equipe, mas com autoridade diante de um elenco de "cobras criadas", Geninho está fazendo a diferença no Avaí pós-Copa do Mundo. O experiente treinador foi uma tacada longa da diretoria azurra, talvez tão cansada de "experimentos" à beira do gramado quanto o torcedor avaiano. Não era um cabação que chegava, isso todos sabiam, e com personalidade botou ordem na casa.
Foto Alexandre Cassiano - O Globo
Sob sua batuta nessa retomada da série B foram nove partidas, com seis vitórias, dois empates, uma derrota e um respeitável aproveitamento de 74%. Esses bons números, somados àqueles pouco atraentes das rodadas que antecederam a Copa, garantem o Avaí na vice-liderança do campeonato com 34 pontos, apenas um atrás do Ceará, com um aproveitamento global de 60%.
Não resta dúvida que o clímax desta boa campanha foi a goleada de 5 a 0 sobre o Vasco da Gama no último sábado. Segundo matéria do Infoesporte, foi a maior vitória de uma equipe catarinense fora de casa no Campeonato Brasileiro e a derrota mais elástica do Cruz-Maltino em sua casa. Foi também o maior tropeço de um "grande" na Série B, superando os 4 a 0 da Anapolina sobre o Grêmio em 2005.
Mas como lembrou o próprio Geninho, "Temos que ganhar todos os jogos, não adianta ter ganho de cinco do Vasco. A torcida quer que eu ganhe do América-RN, nem que seja de 1 a 0, se não conseguir vencer, vão esquecer essa goleada aqui." Está certo, ele. Esse próximo compromisso será no sábado, às 16h10, quando o torcedor deverá retribuir com sua presença não apenas os resultados obtidos em campo, mas principalmente a nova atitude do grupo que agora, finalmente, parece um time.